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domingo, 6 de outubro de 2013

Vipassana

Kiran Bedi
Quem leu a postagem  Ho´oponopono do escritor Joe Vitale, viu a experiência famosa de como um médico havaiano da tradição Kahuna conseguiu curar um presídio inteiro de criminosos perigosos no Havaí através de um processo xamânico de cura ligado ao perdão.
Hoje vamos mostrar um processo com resultados semelhantes aplicado em um presídio da Índia mas proveniente de uma outra tradição oriental, o budismo. É chamado Vipassana e trata-se de uma meditação que orienta os presidiários, em grandes grupos, a ficarem de frente, na meditação, com seus demônios durante 10 dias inicialmente. Depois disso a prática torna-se regular. O resultado foi tão efetivo que é aplicado hoje em dia em muitos presídios e está revolucionando o sistema prisional indiano habitualmente agressivo, cruel e corrupto tanto ou mais que os outros países do mundo.
Vipassana, que significa “ver as coisas como realmente são”, é uma das mais antigas técnicas de meditação da Índia. Foi redescoberta por Gautama Buda há mais de 2500 anos e ensinada por ele como um remédio universal para males universais, uma “Arte de Viver”.
Essa técnica visa a total erradicação das impurezas mentais e a resultante suprema felicidade da liberação completa. A cura, não a mera cura de doenças, mas a cura essencial do sofrimento humano, é o seu propósito.
Vipassana é um caminho de auto-transformação que utiliza a auto-observação. Foca a profunda interconexão entre mente e corpo, que pode ser experimentada diretamente pela atenção disciplinada às sensações físicas, que, por sua vez, constituem a vida do corpo e continuamente se interconectam e permitem a vida da mente. É essa jornada de autoconhecimento baseada na observação — que objetiva a raiz comum da mente e do corpo — a responsável pela dissolução das impurezas mentais, resultando numa mente em equilíbrio, cheia de amor e compaixão.
As leis científicas que regulam os pensamentos, sentimentos, julgamentos e sensações se tornam claras. Pela experiência direta, compreende-se a natureza de como se progride ou regride, como se produz ou se liberta do sofrimento. A vida começa a se caracterizar por consciência, libertação de ilusões, autocontrole e paz cada vez maiores.
É o mais ambicioso projeto na historia do sistema carcerário indiano. Isso pode modificar todo sistema prisional do planeta. É a primeira oportunidade onde Vipassana é usado no sistema penitenciário e mostrou grande resultado. O curso leva 10 dias. 10 dias é o básico, é a mínima quantidade de tempo necessário para obter a faísca que irá acender a vela, e algumas vezes aquela faísca não acende; necessita mais algumas vezes e aos poucos aparece uma pequena chama que acaba se expandindo. Os detentos se modificaram visivelmente. Há um reconhecimento de porque estão ali na prisão, porque eles mesmos causaram isso a si mesmos. Os sentimentos de raiva, de vingança, diminuem aos poucos até desaparecerem. Toda mudança leva tempo. Podem ser chamados de monges em vez de prisioneiros,  que eram. Não é fácil. As regras do Vipassana são mais rígidas que as regras da prisão. Inicialmente os presos não estão receptivos para esse curso Mas agora o governo central encoraja a prática do Vipassana em todas as penitenciarias na índia. As pessoas que estão sendo libertadas não mais voltam, porque não está havendo retrocesso. A técnica é eficiente, e será eficiente em qualquer lugar do mundo. Nos presídios no ocidente e no oriente, os seres humanos são iguais. As tradições, as culturas são diferentes mas o ser humano não é diferente. Suas atitudes são as mesmas.
O projeto Vipassana continua se expandindo nos presídios de toda índia. Agora são mantidos cursos nas penitenciárias em Taiwan e nos Estados Unidos com resultados impressionantes 
A iniciadora do processo foi uma mulher indiana, Kiran Bedi, ativista social, ex-tenista e ex-policial, e administradora de um presídio. Frente à dificuldade de resolver os problemas, ela não teve medo de aplicar uma mescla de criatividade, bom senso  e tradição a esse dilema mundial que é a aplicação de penas aos criminosos com vistas à recuperação para que não continuem a delinqüir seja na prisão ou quando voltarem à liberdade após o cumprimento das penas. Esse “não delinqüir” está ligado não só à segurança da sociedade que se quer proteger, mas principalmente à recuperação individual de cada um destes seres para interromper o karma inevitável gerado por suas ações no Samsara, esse difícil mundo de sofrimento contínuo e circular em que todos vivemos. Essa é a vantagem de se nascer em um país de tradição milenar como a Índia, apesar dos contrastes.
Optamos por pouco texto e mais imagem na publicação. É a imagem de um filme fascinante, instrutivo e cheio de compaixão como vocês poderão ver. Vamos lá:

Recomendamos  aos interessados a consulta do termo Vipassana no Google ou outro mecanismo de pesquisa.

sábado, 29 de dezembro de 2012

Oração Kahuna do Perdão


 Há tempos atrás publicamos A Cura pelo Perdão e falamos do difícil tema do perdão, presente no tradições como o Ho’ oponopono do xamanismo havaiano, e de passagem falamos da grande alma que é a famosa vidente, psicoterapeuta, curadora e escritora Barbara Ann Brennan, autora dos livros Mãos de Luz, e Luz Emergente. Hoje vamos tocar novamente no assunto espinhoso do perdão, através de uma oração ensinada pelos Kahunas, antigos polinésios.
Na simples leitura vamos sentir que algo se recusa a aceitar e se retorce dentro de nós. Porque é difícil? Porque o perdão é a antítese do ego, é o despojamento final, só comparável à aceitação da Morte. Esse texto foi feito de encomenda para mim. É pau puro, como dizem na Bahia.
Vamos à oração:

“Buscando eliminar todos os bloqueios que atrapalham minha evolução, dedicarei AGORA alguns momentos para “PERDOAR”. 

A partir deste momento, eu perdôo todas as pessoas que, de alguma forma, me ofenderam, me machucaram ou me causaram alguma dificuldade desnecessária. Perdôo sinceramente quem me rejeitou, me entristeceu, me abandonou, me humilhou, me amedrontou ou me iludiu. 

Perdôo, especialmente, quem me provocou, até que eu perdesse a paciência e acabasse reagindo agressivamente, para depois me fazer sentir vergonha, culpa, ou simplesmente, me sentir uma pessoa inadequada.
Reconheço que também fui responsável por estas situações, pois muitas vezes confiei em indivíduos negativos, escolhi usar mal minha inteligência e permiti que descarregassem sobre mim suas amarguras, suas histórias, seus traumas e seu mau humor. 
Por tempo demais suportei tratamento indigno, humilhações, medo, grosserias e desamor, perdendo muito tempo e energia, na tentativa de conseguir um bom relacionamento com essas criaturas.
Agora, me sinto livre da necessidade compulsiva de sofrer e livre da obrigação de conviver com pessoas e ambientes que me diminuem e, principalmente, destas pessoas que se sentem incomodadas com a minha presença e a minha energia. 

Iniciei, agora, uma nova etapa na minha vida em companhia de gente mais positiva, cheia de boas intenções, gente amiga, que se preocupa em ser saudável, alegre, próspera e iluminada. Gente preocupada em melhorar a qualidade de vida não só a nossa, mas de todo o planeta. 

Queremos compartilhar sentimentos nobres, aprendendo uns com os outros e nos ajudando mutuamente, enquanto trabalhamos pelo nosso progresso material e nossa evolução espiritual sempre procurando difundir nossas idéias de unidade, de paz e de amor.
Procurarei valorizar sempre todas as conquistas que fiz e o amor que tenho em mim, evitando todas queixas desnecessárias, que me seguram nesta freqüência, de onde já consegui sair.

Se, por um acaso, eu tornar a pensar nestas pessoas com quem ainda tenho dificuldade de convivência, lembrarei que elas todas já estão perdoadas. 
Embora eu não me sinta na obrigação de trazê-las novamente para minha intimidade, eu o farei, se elas demonstrarem interesse em entrar em sintonia.

Agradeço pelas dificuldades que elas me causaram, pois isso me desafiou e me ajudou a evoluir, do nível humano comum, a um nível de maior amor e compaixão, maior consciência, em que procuro viver hoje.

Quando eu tornar a lembrar destas pessoas que me fizeram sofrer, procurarei valorizar suas qualidades e também liberá-las, pedindo ao Criador que também as perdoe, evitando que elas sofram pela lei de causa e efeito, nesta vida ou em outras. 

Também compreendo as pessoas que rejeitaram meu amor e minhas boas intenções, pois reconheço que é um direito de cada um, não poder ou não querer corresponder ao meu amor.
Faça agora uma pausa e respire profundamente por algumas vezes para acumular energia... 
Quando se sentir pronto(a) continue.

Agora, sinceramente, peço perdão a todas as pessoas a quem, de alguma forma consciente ou inconsciente, magoei, prejudiquei ou fiz sofrer.
Analisando o que fiz ao longo da minha vida, sei que minhas intenções foram boas, embora nem sempre tenha acertado e que, estas coisas que fiz de bom, são suficientes para resgatar a dor do meu aprendizado, ainda deixando um saldo positivo ao meu favor.

Sinto-me em paz com minha consciência. (de cabeça erguida, respiro profundamente - prendo o ar -  e me concentro para enviar uma corrente de energia destinada ao meu EU SUPERIOR)
Ao relaxar, minhas sensações revelam que este contato foi estabelecido.

Agora, dirijo uma mensagem de fé, ao meu EU SUPERIOR, pedindo orientação, proteção e ajuda para a realização, de um modo acelerado, de um projeto muito importante que estou mentalizando e para o qual estou trabalhando com dedicação e amor. (citar o projeto) e que será, com certeza, para o bem maior de todos os envolvidos.

Também peço que minha fé seja firme e que eu possa, cada vez mais, tornar-me um canal, uma conexão permanente com os Seres de Luz, desenvolvendo todos os potenciais que possam facilitar esta comunicação. 

Que eu perceba todas as respostas às minhas perguntas e dúvidas, reconhecendo os sinais claros que estiver recebendo, sempre protegida e amparada pelo Universo. 

Agradeço, de todo o coração, a todas as pessoas que me ajudaram e me comprometo a retribuir trabalhando para o bem do próximo, para sua alegria, seu bem-estar, atuando como agente catalisador de harmonia, entendimento, saúde, crescimento, entusiasmo, prosperidade e auto-realização.

Tudo farei sempre em harmonia com as leis da natureza e com a permissão do nosso Criador eterno e infinito que sinto como único poder real, atuante dentro e fora de mim.

ASSIM SEJA E ASSIM SERÁ."

domingo, 14 de agosto de 2011

Impasse?

Conforme a gente disse na postagem A Impermanência, "a vida não é outra coisa senão administrar mudanças, escolhas, alternativas. No Universo há apenas uma lei que não muda: É a lei que diz tudo muda, nada é permanente. Daí a nossa preocupação com o futuro, com o que está por vir."
Então, todo o tempo temos que tomar decisões, quer a gente goste ou não, quer sejamos librianos ou arianos...
Temos ajudado algumas pessoas nesta tarefa, principalmente quando são buscadores e se deparam com dilemas e decisões ligadas ao choque aparente entre a Vida e o Caminho. Digo ‘aparente’ porque é só aparente mesmo. A vida comum, como ela se apresenta para nós, é o Caminho que escolhemos. Deve ser o Caminho. Tem que ser o Caminho...

Esses dias fui procurado por um simpático casal de jovens leitores do blog, de uma pequena cidade em algum lugar do Brasil, que estão enfrentando um impasse: jovens,  empresários, buscadores sérios e dedicados, negócio em ascensão e absorvente, bebê novo, pressão da vida, gostam do negócio e da busca interior, mas as duas atividades estão aparentemente ficando incompatíveis... o que fazer? Pé no freio ou no acelerador? Em qual das duas?  
Ganhar dinheiro ou evoluir? Parece um impasse...
A dificuldade é clássica. Muita gente se defronta com ela, e tem dificuldade em resolver o problema, mas isso deve ser encarado como um presente, uma graça. Aliás Gurdjieff dizia que “quando tudo vai bem, é porque tudo vai mal”. Quando tudo está sem desafios  na vida, a gente não faz nada no Caminho Interior.
Vejo pessoas (só no cinema e TV, viu?) que sempre sonharam como seria bom se aposentar com um bom rendimento para se dedicarem com calma ao Espírito. Conseguiram. Mas só a primeira parte, não a segunda. Sabe como é, né? “Tem muita coisa que atrapalha: família, preocupações, o futuro, o custo de vida, o trânsito, a violência, a saúde, os compromissos familiares, a novela, o encanador, os netinhos, ah os netinhos, uma gracinha, mas tãão absorventes...
Então, voltando ao dilema do jovem casal: antes de pensar em parar a busca ou o negócio, ou diminuir o ritmo, ou terceirizar, ou vender o empreendimento e ir para Pasárgada, ou Katmandu, ou Paris, a gente tem que acertar a coisas dentro da gente. A nossa atitude é que não está correta. Se você mudar de atividade ou de lugar, não adianta nada porque o seu ego vai junto carregando a tralha toda. O Invisível, que administra o seu destino e o conhece muito bem, vai esperá-lo na curva, lá em Paris, mesmo.
Tenho assistido na TV um programa chamado ‘O Encantador de Cães’. É muito bom. Todos os donos de cães procuram o profissional porque acham que ‘o cão tem um problema’. E o guru canino, um mestre mesmo, começa corrigindo o dono do cão, que é invariavelmente o culpado. Ele é o problema (rsrs).
A nossa relação com o mundo é a mesma. O mundo não tem problemas, apesar de parecer caótico, incompreensível e frequentemente injusto. A “inteligência’ do mundo é um software esperto que se resume somente em ter respostas programados sob medida para as ações do ego de cada um, para nos estimular a resolver, e então quando isso acontece, subimos mais um degrau no aprendizado da nossa evolução individual. E nós achamos que é uma rixa pessoal do mundo contra nós... O mundo não dá a mínima para você individualmente. Só faz o trabalho dele.
O cão, como o mundo, não quer brigar conosco, pelo contrário ele quer que a gente assuma o controle. De nós e dele. E fica enviando sinais todo o tempo para nós.
Então vamos lá:

 
•    Primeiro ponto:
 Assumir 100% da responsabilidade. Eu tenho que mudar a minha atitude com o mundo e as pessoas. Se algum fato ou pessoa entrou no círculo da minha percepção, fui eu quem criou a coisa, ou permitiu, seja ela o que for. Então nem o mundo nem ninguém tem culpa nenhuma, não tenho o que, nem de quem, reclamar, não há injustiça, tenho que encarar numa boa e administrar. A coisa é comigo mesmo, e é dirigida para mim, sob medida.
    Na postagem Ho’ oponopono o Dr. Lew Len diz que ‘a total responsabilidade por nossa vida implica em tudo o que está na nossa vida, pelo simples fato de estar em nossa vida e ser, por esta razão, de nossa responsabilidade. Num sentido literal, o mundo todo é nossa criação!’.  O problema, se apareceu, tem a ver comigo e foi só por isso que apareceu “justo para mim”, e está aí, parado, olhando para mim, para ser resolvido. Não é um acidente ou uma fatalidade, ou injustiça, ou o que for que eu pense, para me justificar ou tentar escapar... tenho que arregaçar as mangas e assumir.
•    Segundo Ponto:
Não existe ”eu” e o “problema”, ou “eu” e “o outro”, ou então “dentro de mim” e “fora de mim”. Isso é um produto da mente dual que separa as coisas. Essa coisa de ‘eu não tenho nada a ver com isso aí’ não existe. Se a coisa apareceu no meu raio de percepção, tem a ver comigo mesmo. Então não devo recusar nada. Só encarar e tentar resolver. Com aplicação e o melhor dos espíritos. O problema sou eu, não está fora de mim a ponto de poder ser recusado, e aquilo que se apresenta foi feito sob medida por uma inteligência que sabe de que eu preciso, e isso é um presente para mim neste momento. Tem muito pouca coisa puramente acidental nessa vida.
•    Terceiro Ponto:
Definir uma estratégia e tática inteligentes, possíveis e compatíveis dentro do quadro que se apresenta. É preciso isso para administrar o aparente conflito de tempo e energia disponíveis para fazer o trabalho corriqueiro e o Trabalho Interior. Isso significa aplicar o mental na questão, no que o mental tem de melhor, que é o raciocínio lógico, e conjugar isso com o conhecimento intuitivo adquirido no Trabalho Interior. Significa conhecer o negócio, a operação, o mercado, os clientes, fornecedores, recursos, pontos fortes e fracos, concorrência, ameaças e oportunidades, planejar o futuro detalhadamente, revisar uma, duas, cem vezes, ou seja, fazer a sua parte com dedicação e atenção nos detalhes, e depois...relaxar. Esfrie a cabeça e mude de canal, vá ao cinema, viajar, namorar... você já fez a sua parte. Agora aguarde, enquanto toca a operação dentro dos parâmetros mais adequados que descobriu. Sem se deixar arranhar pelo apego ao que é imprevisível e imponderável. Não há garantias de que vai dar certo, mas você foi impecável. É isso que importa.
Nada de pré-ocupação, só se ocupe, como disse uma vez o Dalai Lama no Brasil. E fique atento à sua intuição.
•    Quarto ponto:
Não separar o tempo da prática da calma ou meditação, e o tempo do trabalho comum na vida. Que tal a idéia de procurar fazer as duas atividades ao mesmo tempo? Ou seja, fazer uma prática de recolhimento enquanto executa a ação, estar presente na ação, no instante em que está no computador, telefone, ou discutindo com o fornecedor, cliente, subordinado, ou com o fiscal corrupto. É difícil? Talvez. Mas se não começarmos nunca iremos saber se é ou não. E aliás, parafraseando Rilke, só o que é difícil realmente interessa...o resto deixe para os outros.
•    Quinto ponto:
Colocar-se no Agora. Esse é crucial. É o requisito indispensável para se tentar fazer as duas práticas ao mesmo tempo, como dissemos no ponto anterior; O que significa isso?  Significa colocar você, seu corpo, a Consciência, na ação, no instante em que as coisas estão acontecendo. É buscar ficar em um lugar dentro de você em que ao mesmo tempo que sente o corpo, as sensações, pensamentos, emoções, ou seja, a ‘Lembrança de Si’ ancorada por um mental silencioso, ao mesmo tempo, ver e atuar na situação corriqueira que pede pela decisão, pela ação, objetivamente. Essa é a chamada Meditação na Ação. Você “faz enquanto medita”. Esse é o objetivo dessa prática milenar chamada Meditação ou Contemplação. É levar a Consciência com lucidez para a Vida no instante em que ela está acontecendo, o Agora: para a vida comum em todos os seus aspectos, trabalho, dinheiro, amigos, carreira, família, pais e filhos, sogro, sogra, doença, mudanças, enfim às 12 casas astrológicas que são o nosso mundo pessoal. Não é meditar na caverna ou na montanha, sozinho, e se transformar num doutor em meditação. A nossa vocação é a ação, sem a identificação, o apego com o ‘fazer’, ou com ‘o produto da ação’. O sonho também é nossa outra vocação (mas isso fica para outra vez...).
E tem um lembrete importante: o Agora não é a mesma coisa que o presente, que é a junção do passado com o futuro. O Agora não está no tempo. Você vai perceber isso na primeira vez que "cair" nele. Ele não tem Passado nem Futuro. Ele é eterno e você só pode tentar vivê-lo a cada instante em que abdicar do passado e do futuro. O Agora é a “porta estreita” que a gente tem que entrar, como dizem as escrituras sagradas de várias tradições. E o Budismo Zen, mais radical, diz que “você tem que atravessar uma porta onde não existe uma porta”. Vixe...
•    Sexto ponto: 

A todo instante em que você perceber que "dormiu” no processo de meditação na ação e só conseguiu ficar em um dos lados dele, você volta e recomeça. Como diz a música, você  “levanta, sacode a poeira e dá volta por cima”. Começa tudo de novo. Calmamente, sem culpa, sem pressa.
O que a gente poderia chamar de “sucesso” nessa Meditação na Ação, não é “quanto tempo, ou quantas vezes, eu consigo ficar na ação sem me identificar com ela, perdendo o fio da Consciência”, mas é “quantas vezes eu percebo que “dormi” e levanto de novo para continuar”. É um outro tipo de avaliação, que leva em conta a natureza falível do ser humano.
•    Sétimo ponto:
Abra mão. Acha difícil relaxar conforme o negócio está crescendo, porque não confia no trabalho dos outros? Verifique se a razão é que você tem ‘apego pelo fazer’ ou um orgulho perfeccionista velado, uma auto importância de achar que “ninguém faz certinho como você”. Seus colaboradores podem estar ansiosos para contribuir... Abra mão. Treine. Forme mão de obra. E delegue a autoridade conforme perceba que o pessoal está treinado. É mais fácil, cômodo e barato controlar do que fazer sozinho. Só exige outras habilidades. Mas a gente aprende fácil.
Mas não é só isso. Quando você age assim, contribui para fazer as pessoas à sua volta enfrentarem novos desafios e evoluírem. Os budistas chamam isso de um 'bom karma'. Somado a isso, a mania de fazer sozinho cria um 'gargalo' que não deixa o negócio crescer e dar novas oportunidades tanto para si como para os outros. Talvez o gargalo seja você (rsrs)
 
Ganhar dinheiro ou evoluir? Parece um impasse... Que tal Ganhar dinheiro e evoluir?
Pensando bem, acabei de descobrir que a “receita dos sete pontos” se aplica não só para esse caso, mas para outras decisões, relacionamentos (de qualquer tipo), problemas emocionais, julgamentos, projetos, qualquer coisa...Isso é que é um 'Agora produtivo', hein? Quem souber como ganhar royalties de direitos autorais com isso, me avise por favor, porque eu não faço a menor idéia de como fazer isso (rsrs)

domingo, 24 de abril de 2011

A Cura pelo Perdão

Todas as religiões e tradições de busca interior e meditação, em todas as épocas, colocam o perdão como prática essencial para a evolução do espírito do ser humano.  Sempre me impressionou a doçura e compaixão da frase de Cristo sendo crucificado: “Perdoai-os Meu Pai, eles não sabem o que fazem”, em contraposição ao “Olho por olho, dente por dente” do Código Hamurabi da Babilônia, que é a matriz da Justiça atual no planeta, bem ao gosto dos fundamentalistas e do período turbulento do Kali Yuga. A prática da confissão, presente em muitas tradições, reafirma o perdão como instrumento de purificação interior de quem está à procura do Si Mesmo. Vimos o mesmo gesto nobre no perdão do Papa João Paulo II ao misterioso atirador turco Ali Agca que tentou assassiná-lo, e vemos agora florecer  o mesmo movimento em tradições como Oneness Deeksha, ou o Ho’oponopono  do xamanismo hawaiano, em que a marca registrada é “me perdoe, eu amo você, obrigado”. Mesmo um nagual e xamã tolteca curtido e duro como Don Juan e o próprio Castaneda agradeciam aos “pequenos tiranos” por ter uma oportunidade de através deles trabalhar o seu próprio ego e evoluir. As dicas estão aí...
A famosa vidente, psicoterapeuta, curadora e escritora (Mãos de Luz, e Luz Emergente), Barbara Ann Brennan, que tem passe livre no território das energias interiores, invisíveis ao comum dos mortais, apresenta um texto encantador sobre o perdão, de seu mestre e mentor Heyoan. Mãos de Luz é uma leitura obrigatória para quem quer se dedicar à cura e saúde (alô médicos), e uma inspiração para quem quer comprender a essência da natureza humana (alô buscadores).

Barbara diz:
“Gostaria de apresentar uma das meditações de cura mais poderosa de quantas recebi de Heyoan. É a "meditação de cura através do perdão." Ela irá induzir uma contemplação profunda que pode curar as feridas internas de relacionamentos passados. 
O fator mais importante na cicatrização de feridas antigas no relacionamento entre as pessoas é o perdão.
Em geral, estamos mais conscientes de não sermos capazes de perdoar uma outra pessoa, do que não poder perdoar a nós mesmos. Todos nós já vimos o efeito produzido pelo fato de nós perdoamos alguém que nos ofendeu. Na maioria das vezes, lembramos de situações dolorosas em que alguém nos feriu e culpamos o outro.
Nossa crítica é superficial, mas no fundo, muitas vezes há um sentimento de culpa doloroso que não admitimos.
Muitas vezes, a outra pessoa não experimentou a situação como nós, e não pode sequer saber que nos magoou. Em certas circunstâncias, porém, o outro acredita que devemos nos desculpar para que ele possa nos perdoar. Em todas essas situações, estamos presos na dualidade. O perdão nos permite superar esta dualidade e ter acesso ao amor.
Nesta meditação, Heyoan nos dá uma perspectiva mais ampla.
O perdão nos ajuda a superar as críticas de "ele (a) fez isso comigo", com sua aguda e profunda culpa, e nós leva a uma compreensão única de o porque funciona o perdão.
Antes de começar, sugiro que você faça uma lista de pessoas presentes em sua vida que às quais você tem sido incapaz de perdoar. Então faça a seguinte meditação sobre o perdão. Vale a pena ler ou ter alguém que leia as instruções de Heyoan, ou então tente  conseguir  a fita deste material canalizado de Barbara Brennan. Ou então leia em voz alta durante a gravação de sua voz. A fita gravada, é muito mais pessoal, e pode-se mais facilmente assimilar descansando confortavelmente na cama com os olhos fechados.
Heyoan diz:
"A cura através do perdão.
Sinta uma coluna de luz dentro de você. Sinta uma estrela de  luz em seu coração, um pouco acima do umbigo. Não é por acaso que você está aqui. Você trouxe esse momento especial em sua vida para seus próprios objetivos, decorrente do seu desejo profundo e sagrado que você carrega no seu coração.
Quanto mais satisfizer esse desejo, mais se encontrará diretamente no caminho de uma vida feliz, satisfatória e criativa.
Gostaria hoje que você escolhesse uma pessoa com quem você tem dificuldades em sua vida e começasse a trabalhar e rezar para se alinhar com o perdão e a cura. Isso requer o seu perdão e o dessa pessoa. Como você sabe, a cura engloba toda a vida - de fato, todas as vidas que tiveram - e que estão além desta vida. Você  existe em um domínio muito maior do que o físico que é definido pelo tempo e espaço. Para você, o tempo e o espaço não são nada mais que limitações introduzidas nessa escola que você criou para o aprendizado dentro dela. Você criou as suas lições, a escola, você criou seus professores nessa escola, e apesar disso você é o mestre de toda essa criação. Você veio a este mundo para cumprir os seus objetivos próprios, que estão contidos no seu desejo sagrado. Agora eu pergunto: em relação à pessoa que você escolheu, como você traiu seu desejo sagrado e, portanto, causou uma situação que requer o perdão para você mesmo? Pode não ser uma resposta fácil e imediata. Mas se você se concentrar sobre ela, meditar e se conectar com ela e seu trabalho de cura, começará a compreender. Através de sua experiência de vida, fluirá uma compreensão mais profunda do que é dito aqui, a partir da fonte da vida que está dentro de você.
Sim, é verdade que você cria a sua experiência de vida. Você a desenha a partir da suprema sabedoria que há em você. Se houver dor, mostre a você o que ela diz, porque a dor vem de esquecer quem você é. A dor provém da crença de que a realidade obscura é a verdadeira realidade. Realidade obscura é o resultado de esquecer quem você é, com base na crença de que está isolado ou separado de tudo o que o cerca.
Eu digo  queridos, que qualquer doença, qualquer que seja sua forma ou manifestação, é o resultado esquecimento. Você vem para cá, o plano da Terra, para lembrar. Não deixe se angustiar sobre o assunto. Oriente sua força de vida no sentido da recordação de Si Mesmo, e sua iluminação despertará as partes da sua psique que estão mergulhadas na escuridão e dor.
Quando iluminá-las com a luz do divino, que existe em cada célula do seu corpo, em cada célula do se ser, a luz brilha sobre a  escuridão e ele começa a se lembrar. Lembrar-se é equivalente a reintegrar suas partes. Através da iluminação, você reintegrará partes de você e de seu corpo que se dissociaram e, portanto, tornaram-se doentes. É um novo começo, sim, você vai experimentar um pouco de dor, mas é uma dor que cura. As lágrimas deixarão a sua alma clara e limpa como chuva recém caída. Seu choro irá liberá-lo. Foi contido por séculos, esperando a chance de escapar. Todos os bloqueios de que se falou se dissolverão e se encherão de vida renovada. Vai vê-los  preenchidos com muito mais energia. Vai ver que sua vida está se movendo em direção à criatividade e alegria. Você se preencherá de uma dança com todos os que estão ao seu redor, e com o Universo.
Mas isso requer o perdão: o perdão em primeiro lugar a si mesmo. O que você precisa perdoar? Se você dedicar cinco minutos - e eu vou lhe pedir para fazer isso depois do meu pequeno discurso, - para elaborar uma lista das coisas que você deve perdoar, seria extensa. Mas não é difícil. Se você considerar todos os aspectos e meditar sobre eles por alguns minutos várias vezes por dia, vai aliviar seu coração do peso suportado. O perdão vem da divindade que você tem no interior. Meditando, rezando, e vivendo o seu perdão, você se  conecta com o divino que você carrega dentro. (Nota do redator: Isso é pura Recapitulação, do xamanismo tolteca. Coisa para lavar a alma...)
As próximas perguntas são: Como se manifesta cada aspecto que você perdoa, em sua psique e seu corpo físico? Como se expressa em seu campo de energia? Siga-os através dos sete níveis de experiência em seu campo de energia.
Onde está a dor em seu corpo que está associada com a atitude implacável que você tomou para você, e por isso manteve uma relação negativa com um determinado indivíduo a quem você acha difícil perdoar? A cura começa sempre por si mesmo.
Em seu interior, a uns 4 ou 5 cm acima do umbigo, há uma bela estrela. A Estrela do Seu  Centro. É a essência da sua individualidade. Esta essência é a sua individualidade divina. É o centro de sua condição de Ser. É o centro de quem você é, em absoluta paz antes, durante e depois de todas as vidas que você tem experimentado em sua Mãe Terra. Sinta esse lugar dentro de você. Você já existia antes desta vida. Existia antes do caos, dor e conflito que existe neste mundo, e vai continuar existindo...
Este centro da sua condição de ser é o centro de sua divindade. A partir dele você é o centro de todo o universo. É a partir desse lugar que você pode curar
Lembre-se de quem você é, e você vai ajudar os outros a lembrar-se de quem eles são. Porque é do centro do seu ser que emanam de todas as suas ações. Assim como suas ações se desligaram do centro de seu ser, você vai deixar de se alinhar com o seu objetivo divino. A ação desvinculada do objetivo divino é a causa da dor e da doença. Então, concentrem-se em seu centro. É a partir desse centro que vem o perdão.
Gostaria de agora mostrar o primeiro aspecto que deve ser perdoado em seu núcleo.
Tudo o que você acredita que precisa de perdão, se originou de algo que foi desligado do seu centro. Quando você fez isso, se desconectou do centro do seu ser, e suas ações se desalinharam da Fonte e passaram pela escuridão e esquecimento. Assim, se você pega o que deve ser perdoado, e você traz para o núcleo da estrela e mantém lá, rodeado e impregnado de amor, você pode voltar à luz através desse amor. Escontrará o  seu objetivo original, que surgiu a partir do seu centro. Quando você encontrá-lo, você pode retomar a criação original. Porque ao encontrá-lo, envolvê-lo e permeá-lo de amor, você vai encontrar o perdão em seu interior. Agora eu vou lhe dar alguns breves momentos para induzir perdoar a si mesmo desta maneira.
Quando esse perdão fluir em  todo o seu ser, você vai encontrar-se automaticamente perdoando as outras pessoas que podem estar envolvidos nesta situação particular que reclama o perdão".