A menos que você acesse a frequência consciente da Presença, todos os relacionamentos, principalmente os mais íntimos, vão apresentar defeitos profundos. Durante um tempo eles podem dar a impressão de serem perfeitos, como quando estamos apaixonados, mas, invariavelmente, essa perfeição aparente acaba destruída por discussões, conflitos, insatisfações e até mesmo por violência física e emocional, que passa a acontecer com uma frequência cada vez maior. Parece que a maioria dos "relacionamentos amorosos" não leva muito tempo para se transformar numa relação de amor e ódio.
O amor pode se transformar em agressões furiosas, em sentimentos de hostilidade, ou num piscar de olhos, em um completo recuo da afeição. Isso é visto como normal. Os relacionamentos oscilam, então, por um tempo, por alguns meses ou anos, entre as polaridades de 'amor' e ódio, e nos trazem muito prazer e muita dor. Não é pouco comum que os casais se tornem viciados nesses ciclos. Este tipo de drama nos faz sentir vivos. Quando o equilíbrio entre as polaridades negativa e positiva é desfeito e os ciclos negativos e destrutivos acontecem com frequência e intensidade crescentes, não demora muito para o relacionamento acabar.
Pode parecer que tudo se resolveria se conseguíssemos eliminar os ciclos negativos e destrutivos, permitindo que o relacionamento florescesse sem problemas, mas isso não é possível. As polaridades são mutuamente interdependentes. Não podemos ter uma sem a outra. A positiva já contém dentro de si a negativa não manifestada. Ambas são, na verdade, aspectos diferentes de um mesmo sistema defeituoso. Estou tratando aqui dos chamados relacionamentos românticos, não do verdadeiro amor, que não possui opositores porque nasce além da mente. O amor como um estado permanente ainda é raro de encontrar, tão raro quanto a consciência nos seres humanos. Entretanto é possível haver lampejos breves e ilusórios de amor, sempre que existir um espaço nos fluxo da mente.
O lado negativo de um relacionamento é mais facilmente reconhecido como um defeito ou anormalidade do que o positivo. E é muito mais fácil reconhecer a fonte da negatividade no parceiro do que vê-la em nós mesmos. Ela pode se manifestar de várias formas, tais como possessividade, ciúme, controle, ressentimento, insensibilidade e egocentrismo, cobranças emocionais e manipulação, raiva e violência física, necessidade de ter sempre razão, de discutir, criticar, julgar, culpar, agredir, irritar, ou se vingar, inconscientemente de uma sofrimento do passado imposto por um dos pais.
Pelo lado positivo, há uma paixão pela outra pessoa. No primeiro momento, esse é um estado altamente gratificante. Sentimos que estamos intensamente vivos. Nossa existência passa a ter um significado porque, de repente, alguém precisa de nós, nos deseja, e nos faz sentir especial. Além disso, provocamos as mesmas sensações no outro, o que faz com que os dois se sintam completos. O sentimento pode se tornar tão intenso que o resto do mundo perde o significado.
Você deve ter percebido que existe uma certa dependência nessa intensidade. Ficamos viciados na outra pessoa, que age sobre nós como uma droga. Quando a droga está disponível, nos sentimos muito bem. Mas a possibilidade, mesmo que remota, de que ela não esteja mais ali, disponível para nós, pode levar ao ciúme, à possessividade, a tentativas de manipulação, através de chantagem emocional, culpa ou acusações - o que, no fundo, é o medo da perda. Se a outra pessoa nos abandonar mesmo, pode fazer nascer a mais intensa hostilidade, ou um profundo desespero. Em segundos a ternura amorosa pode dar lugar à agressão selvagem ou um desgosto terrível. Onde é que está o amor agora? Será que o amor pode se transformar no seu oposto em segundos? Será que era amor de verdade ou um vício, uma dependência?
O VÍCIO E A BUSCA DE PLENITUDE
Porque nos viciaríamos na outra pessoa?
O desejo de ter uma relacionamento amoroso é universal porque as pessoas acreditam que a paixão, o "amor", pode libertá-lo do medo, da necessidade e do vazio que fazem parte da condição humanaem seu estado de pecado e não iluminação. Existe uma dimensão física e outra psicológica para esse estado.
No nível físico, é óbvio que não somos um todo, nem jamais seremos. Cade um de nós é homem ou mulher, o que vale dizer, uma metade de um todo. Nesse nível, o desejo de ser completo, de retornar à unidade, se manifesta através da atração entre homem e mulher. É um impulso irresistível de união com a polaridade oposta de energia. A raiz desse impulso físico é espiritual, porque nele está o desejo ardente do fim de uma dualidade, de um retorno ao estado de completude. A união sexual é o estado mais perto que podemos chegar deste estado no nível físico. Essa é a razão pela qual ela é a experiência mais satisfatória que o nível físico pode nos oferecer. Mas a união sexual não passa de um lampejo breve de plenitude, um instante abençoado. Enquanto ela for vista inconscientemente como um meio de salvação, você a verá como o fim da dualidade no nível da forma, um lugar onde ela não pode ser encontrada. Você tve um lampejo do paraíso, mas não pode ficar ali e se percebe, de novo, em um corpo separado. No nível psicológico, a sensação de falta, de não estar completo, é até maior do que no nível físico. Enquanto houver uma identificação com a mente, o sentido do eu interior é dado pelas coisas externas. Isso significa que você extrai o sentido do que você é de coisas que não tem nada a ver com quem você realmente é, como o seu papel na sociedade, suas propriedades, sua aparência externa, seus sucessos e fracassos, seus sistemas de crenças, etc.
Esse seu eu interior falso, o ego construído pela mente, sente-se vulnerável, inseguro, e está sempre em busca de coisas novas com as quais se identificar, para obter a sensação de que ele existe. Mas nada é suficiente para lhe dar uma satisfação duradoura. O medo permanece. A sensação de falta e de necessidade permanecem. Então acontece aquele relacionamento especial. Parece ser a resposta para todos os problemas do ego, parece preencher todas as necessidades. Todas aquelas coisas das quais você tinha extraído o sentido do eu interior se tornam relativamente insignificantes. Você tem agora um ponto focal que substitui todos os outros, que dá sentido à sua vida e até define a sua identidade: a pessoa por quem você se "apaixonou". Você não é mais um fragmento isolado em um mundo insensível. Seu mundo tem agora um centro, a pessoa amada. O fato de que o centro está fora de você - , e portanto você tem ainda um sentido do seu eu interior derivado das coisas externas - parece não importar muito num primeiro momento. O que importa aquelas sensações de medo, falta, vazio, insatisfação não estão mais presentes. Ou será que estão? Será que elas desapareceram ou continuam a existir por baixo da aparente felicidade?
Se em seus relacionamentos você vivenciou tanto o "amor" quanto o seu oposto, então é provável que você esteja confundindo o apego do ego e a dependência com o amor. Não se pode amar alguém em um momento e atacar essa pessoa no momento seguinte. O verdadeiro amor não tem oposto. Se o seu "amor" tem oposto, então não é amor, mas uma grande necessidade do ego de obter um sentido mais profundo e mais completo do seu eu interior, uma necessidade que a outra pessoa preenche temporariamente. É uma forma de substituição que o ego encontrou e, por um curto período, ela parece ser mesmo a salvação.
Chega então um momento em que o outro passa a se comportar de um modo que deixa de preencher as nossas necessidades, ou melhor, as necessidades do nosso ego. As sensações de medo, sofrimento e falta, que estavam encobertas pelo "relacionamento amoroso", voltam a parecer. Como acontece com qualquer vício, ficamos muito bem enquanto a droga está disponível, mas chega um momento em que a droga não funciona mais. Quando essas dolorosas sensações de medo reaparecem, nós as sentimos mais fortes que antes e passamos a ver o outro como a causa dessas sensações. Isso significa que estamos projetando no outro essas sensações, por isso nós o agredimos com toda a violência que é parte do nosso sofrimento.
Essa agressão pode despertar o sofrimento do outro, que é induzido a contra-atacar. Nesse ponto, o ego ainda está, inconscientemente, esperando que a agressão ou a tentativa de manipulação seja suficiente para levar o outro a mudar o comportamento, de forma que possa usá-lo de novo, para encobrir o seu sofrimento.
Todo o vício surge de uma recusa inconsciente de encararmos nossos próprios sofrimentos. Todo o vício começa no nosso sofrimento e termina nele. Qualquer que seja o vício - álcool, comida, drogas legais ou ilegais, ou mesmo uma pessoa - , ele é um meio que usamos para encobrir o sofrimento. Essa é a razão porque, passada a euforia inicial, existe, tanta infelicidade, tanto sofrimento nos relacionamentos íntimos. Eles não causam o sofrimento e a infelicidade. Eles trazem à superfície o sofrimento e a infelicidade que já estão dentro de nós. Todo vício faz isso. Todo vício chega a um ponto em que já não funciona mais para nós e, então, sentimos o sofrimento mais forte do que nunca. Essa é a razão pela qual muitas pessoas estão sempre tentando escapar do momento presente e buscando algum tipo de salvação no futuro. A primeira coisa que devem encontrar, caso focalizem a atenção no Agora, é o próprio sofrimento que carregam, e é isso o que mais temem. Se ao menos soubessem como, no Agora, é fácil acessar o poder da presença que dissolve o passado e o sofrimento. Se ao menos soubessem como estão perto da própria realidade, como estão perto de Deus.
Evitar se relacionar como uma tentativa de evitar o sofrimento também não é a resposta. O sofrimento está lá, de qualquer jeito. Três relacionamentos infelizes em alguns anos tem mais probabilidade de forçar você acordar que três anos em uma ilha deserta ou trancafiado em seu quarto. Mas, se você pudesse colocar uma presença intensa em sua solidão, isso também funcionaria para você.
Extraído de O Poder do Agora, de Eckhart Tolle
A vocação deste blog é ajudar os leitores, e o próprio autor, a preparar o terreno para o "estar presente", que acontece somente no momento fugidio do Agora - a porta estreita - de que as tradições falam. A diversidade de temas é proposital e tem dois objetivos: mostrar que não há só uma tradição exclusiva, e, se houver Intento, qualquer situação corriqueira da Vida é adequada para quem busca interiormente, até mesmo a de uma passista no desfile da escola de samba. - Arnaldo Preto
Mostrando postagens com marcador agora. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador agora. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 25 de dezembro de 2013
Amor e Ódio
Marcadores:
agora,
amor e ódio,
conflitos,
Eckhart Tolle,
ego,
insatisfações,
medo da perda,
o poder do agora,
possessividade,
presença,
relacionamento amoroso,
união sexual,
violência emocional,
violência física
domingo, 22 de setembro de 2013
DNA, Karma e Justiça
Um dos problemas mais difíceis que as pessoas enfrentam no plano físico, material, em que vivemos é a compreensão do conceito de Direito. A amplitude dele esbarra em outros conceitos de alta complexidade ligados à convivência entre os seres humanos em sociedade. Para ilustrar, estamos vivendo exatamente agora um período turbulento no Brasil onde as instituições estão sendo questionadas nesse aspecto: corrupção política desenfreada, injustiças, sarcasmo das autoridades, inversão de valores, crimes, julgamentos controversos, enfim...Quem recebeu em casa dos pais as noções básicas de Direito se pergunta: “qual é o objetivo do Direito na sociedade?” Quem estudou um pouco de Direito e/ou tem bom-senso responde: “É fazer Justiça, é claro”. A cada desvio de conduta equivale uma pena e ela deve ser aplicada para que o Direito faça Justiça, não é? Mas não é isso o que se vê por aí. Porquê?
Essa contradição de que estamos falando ocorre no plano material, físico, mas já percebemos que ela não se resolve nesse plano. O Direito deveria produzir a Justiça, mas o problema é que atrás de tudo está o homem. A História está repleta dessa falta de sintonia entre o Direito e a Justiça. Basta olhar agora para o mundo em torno para vermos como é verdadeira essa afirmação. A mídia só fala disso. Do crime e da falta de castigo, reafirmando consistentemente a constatação de que o crime compensa. Essa é a instância do direito e da Justiça no plano físico. E não adianta espernear. A questão não se resolve nesse plano, pelo menos não no nível de evolução em que nos humanos nos encontramos. A conta “não fecha”.
Se vivemos num cosmos em vez de caos, a única explicação para esse aparente contra-senso é que a ação e reação não se equalizam neste plano mas numa instância que normalmente não estamos vendo, e que não é essa do plano físico. Há uma outra instância fora do plano material, portanto não-física, mas metafísica, como diria Sócrates (ao organizar os assuntos de sua biblioteca) onde o saldo dá zero entre a ação no plano físico e a reação que “faz Justiça”. Incorporando-se o resultado desse contínuo aprendizado da experiência nos dois níveis, isso permite a evolução para cada um de nós, mas aos poucos num ciclo de muitas existências . Se não for assim tudo no plano físico parece injusto, tudo se permite, tudo se justifica, e só resta apertar a tecla do “dane-se”, para se usar uma expressão um pouco mais educada...
Os casos típicos extremos que nos deixam atônitos são os dos crimes contra a humanidade como foram os de Hitler, Stalin, a Santa Inquisição e modernamente outros como os contra o ambiente. Como a Humanidade abordou essa contradição na História conhecida? Ou seja, a contradição do fato de a ação estar num nível do tempo e a reação aparentemente estar em outro? A dívida e o pagamento não se encontram, pô!
Na compreensão da tal instância metafísica temos uma contribuição interessante da tradição do Budismo, que nos dá uma certa tranqüilidade por não ser uma religião, acompanhada com seu tradicional enxoval de dogmas e condicionamentos.
O Budismo cujas verdades foram difundidas por um homem que obteve a Compreensão através da Lucidez, obtida pelo exercício persistente do Vazio da Mente no Agora, tem uma visão simples sobre o assunto, um conceito chamado Karma, ou seja: eu sou o resultado de uma sequência interminável de vidas como as contas de um colar, entrelaçada com as vidas da minha família, amigos, inimigos, nação, raça, e toda a Humanidade. O Cristianismo oficial desconversa sobre o assunto, mas curiosamente fala em “pecado original”. Original de onde? Usando-se o próprio raciocínio e linguagem cristãos, se há uma origem do “pecado” pelo qual estamos pagando nesta vida, há o pressuposto claro de que essa origem está em outro ciclo anterior da existência da vítima (no caso, nós). Em resumo isso é uma outra forma de o cristianismo aceitar disfarçadamente o conceito de reencarnação.
Particularmente eu acredito no ciclo de vidas mas me incomoda o conceito da reencarnação, mas por outra razão: é porque o ser humano é malandro pela própria natureza e deixa para depois a sua busca interior que deveria ocorrer no Agora, já que existe essa possibilidade de adiar essa tarefa dura e buscar a si mesmo mais tarde, em outra vida mais fácil que esta, e quando estiver mais disposto.
Aliás sobre isso convém saber que a Reencarnação, que era antes aceita em todas as tradições orientais passou a ser condenada pela Igreja Católica após o Concílio de Constantinopla – 553 D.C, pois até meados do século VI, todo o Cristianismo aceitava a Reencarnação que a cultura religiosa oriental já proclamava há milênios antes da era cristã, como fato incontestável, norteador dos princípios da Justiça Universal, que dá oportunidade ao homem para rever e pagar seus erros e recomeçar o trabalho de sua regeneração, em nova existência.
Aconteceu, porém, que o 2º Concílio de Constantinopla , atual Istambul, na Turquia, em decisão política, para atender exigências do Império Bizantino, resolveu abolir tal convicção, substituindo-a pela ressurreição. É que Teodora, esposa do Imperador Justiniano, escravocrata e cruel, temia retornar ao mundo, como uma escrava negra e, por isso, pressionou o papa da época, Virgílio, eleito através de criminosa intervenção do general Belisário, para quem os desejos de Teodora eram lei... Aí tem coisa cumpadre.
As decisões do Concílio condenaram, inclusive, a reencarnação admitida pelo próprio Cristo, em várias passagens do Evangelho, sobretudo quando identificou em João Batista o Espírito do profeta Elias, falecido séculos antes, e que deveria voltar como precursor do Messias (Mateus 11:14 e Malaquias 4:5). Qualquer semelhança com a reencarnação dos Dalai Lamas não é mera coincidência.
Muito aqui entre nós, foi também um concílio que decidiu escolher entre dezenas de evangelhos existentes, os 4 únicos que estão aí (Mateus, Marcos, Lucas e João) e descartou todos os outros, alguns dos quais estão voltando.
Mas voltando ao Budismo, cada ação no Samsara, este mundo de sofrimento, seja na vigília ou no sonho, gera um karma a menos que o “desinfeliz” tenha apreendido persistentemente a agir sem gerar karma. Posto isto, quando numa outra “encadernação” do ciclo de evolução (ou involução, se for o caso) a conta chega, o réu se depara com a contradição de uma pena para si sem se lembrar do crime que cometeu. Dureza, cumpadre.
Quando nos deparamos com as situações de injustiça veiculadas na mídia ou ocorridas conosco precisamos de muita lucidez para acatarmos a realidade com o espírito aberto. Isso não significa desanimadamente “deixar tudo na mão do destino”. Devemos sim é usar a energia que se levanta com razão dentro da gente para construir um caminho mais compassivo para com o semelhante e a humanidade, mas sem nos identificarmos apegadamente com o resultado da ação, e sem culparmos os outros pelo fracasso. se observarmos bem, para muitos dos seres há casos em que o karma pessoal é não conseguir resultado nas ações e conviver portanto com a aceitação da impotência. A Astrologia kármica da obra de Martin Schulman mostra isso de uma maneira clara e pedagógica.
Buda dizia que “não existe a vítima e o réu. A vítima é o réu, e o réu é a vítima”. E também o juiz. É duro de engolir.
Essa sequência de contas do colar da reencarnação não é reconhecida como um conjunto coerente de aprendizado pelo ser humano adormecido. Ele acha que caiu de paraquedas nessa vida, nessa dimensão e, deslumbrado, quer desfrutar. Tadinho.
Com o grande desenvolvimento atual da ciência, principalmente da medicina e dentro dela principalmente a medicina genética, que está decodificando o complexo genoma humano e animal, alguém diria, para contestar: “Não existe essa coisa de reencarnação. O problema é que as pessoas são condicionadas pelo DNA”. Elas estão certas mas não sabem os detalhes, o porquê estão certas: O DNA é o karma! O Karma por escrito.O Karma registrado em Akasha. E também nas nossas células do corpo, que portanto fazem parte intrínseca de Akasha.
O DNA é um aspecto pelo qual o Karma, que é só uma abstração na nossa mente, se concretiza física e quimicamente numa sequência detectável pelos instrumentos científicos e se apresenta como aquela linda forma helicoidal citada por Fibonacci, aliás presente em toda vida orgânica da terra, na Matemática, Física, Química, Biologia e nos símbolos esotéricos das tradições como o caduceu de Mercúrio, a serpente da Kundalini e outros. É um presente poder ver o Karma na sua forma física de DNA: tudo o que fizemos, juntamente com nossos pais e o eixo de nossos ancestrais está lá gravado e nos influenciando em cada existência, quer a gente se lembre ou não.
A idéia do Juizo Final que temos está equivocada: não há um julgamento num certo dia ou numa certa situação, mas uma avaliação on line, em tempo real, feita por cada um de nós mesmos, contínuamente, conforme nossas ações e sonhos vão gerando karma. O julgamento é feito por nós mesmos, pois nós ajudamos a criar essa sinfonia toda, principalmente a partitura que individualmente nos compete dentro da sinfonia. Aquele que avalia e julga não é um Deus que está dentro de nós mesmos, mas sim É NÓS MESMOS, mas não conseguimos ter acesso a ele porque falta a ponte, aquela que temos que construir no Agora.
Como acenamos na postagem O Quinto Elemento - Akasha, que interessante seria comparar o nosso Karma com os registros akáshicos do que fizemos em nossas vidas passadas e ter um vislumbre de Causa e Efeito. Isso daria a compreensão de um Direito que transcende a fronteira do plano físico e nos remete para uma Justiça mais abrangente, cósmica, algo como uma Justiça Atemporal e Universal, aliás feita por cada um de nós mesmos para julgar a si mesmo.
Se for assim, vamos parar de reclamar, aceitar o peso da mochila e fazer o novo caminho no Agora. Agora.
Marcadores:
agora,
akasha,
budismo,
cristianismo,
Direito,
dna,
Justiça,
justiniano,
Karma,
lucidez,
Metafísica,
pecado original,
plano físico,
registros akáshicos,
samsara,
Vazio,
Vazio da mente
domingo, 17 de março de 2013
O Corpo de Dor, ou Corpo de Sofrimento
No caso da maioria das pessoas, quase todos os pensamentos costumam ser involuntários, automáticos e repetitivos. Não são mais do que uma espécie de estática mental e não satisfazem nenhum propósito verdadeiro. Num sentido estrito, não pensamos –“ o pensamento acontece em nós”.“Eu penso” é uma afirmação simplesmente tão falsa quanto “eu faço a digestão” ou “eu faço meu sangue circular”. A digestão acontece, a circulação acontece, o pensamento acontece.
A voz na nossa cabeça tem vida própria. A maioria de nós está à mercê dela; as pessoas vivem possuídas pelo pensamento, pela mente. E, uma vez que a mente é condicionada pelo passado, então somos forçados a reinterpretá-lo sem parar. O termo oriental para isso é carma.
O ego não é apenas a mente não observada, a voz na cabeça que finge ser nós, mas também as emoções não observadas que constituem as reações do corpo ao que essa voz diz.
A voz na cabeça conta ao corpo uma história em que ele acredita e à qual reage. Essas reações são as emoções.
A voz do ego perturba continuamente o estado natural de bem-estar do ser. Quase todo corpo humano se encontra sob grande tensão e estresse, mas não porque esteja sendo ameaçado por algum fator externo - a ameaça vem da mente.
O que é uma emoção negativa? É aquela que é tóxica para o corpo e interfere no seu equilíbrio e funcionamento harmonioso.
Medo, ansiedade, raiva, ressentimento, tristeza, rancor ou desgosto intenso, ciúme, inveja - tudo isso perturba o fluxo da energia pelo corpo, afeta o coração, o sistema imunológico, a digestão, a produção de hormônios, e assim por diante. Até mesmo a medicina com, que ainda sabe muito pouco sobre como o ego funciona, está começando a reconhecer a ligação entre os estados emocionais negativos e as doenças físicas. Uma emoção que prejudica nosso corpo também contamina as pessoas com quem temos contato e, indiretamente, por um processo de reação em cadeia, um incontável número de indivíduos com quem nunca nos encontramos. Existe um termo genérico para todas as emoções negativas: INFELICIDADE.
Por causa da tendência humana de perpetuar emoções antigas, quase todo mundo carrega no seu campo energético um acúmulo de antigas dores emocionais, que chamamos de “corpo de dor”.
O “corpo de dor” não consegue digerir um pensamento feliz. Ele só tem capacidade para consumir os pensamentos negativos porque apenas esses são compatíveis com seu próprio campo de energia.
Não é que sejamos incapazes de deter o turbilhão de pensamentos negativos - o mais provável é que nos falte vontade de interromper seu curso. Isso acontece porque, nesse ponto, o “corpo de dor” está vivendo por nosso intermédio, fingindo ser nós. E, para ele, a dor é prazer. Ele devora ansiosamente todos os pensamentos negativos.
Nos relacionamentos íntimos, os “corpos de dor” costumam ser espertos o bastante para permanecer discretos até que as duas pessoas comecem a viver juntas e, de preferência, assinem um contrato comprometendo-se a ficar unidas pelo resto da vida.
Nós não nos casamos apenas com uma mulher ou com um homem, também nos casamos com o “corpo de dor” dessa pessoa.
Pode ser um verdadeiro choque quando - talvez não muito tempo depois de começarmos a viver sob o mesmo teto ou após a lua-de-mel - vemos que nosso parceiro ou nossa parceira está exibindo uma personalidade totalmente diferente. Sua voz se torna mais áspera ou aguda quando nos acusa, nos culpa ou grita conosco, em geral por uma questão de menor importância.
A essa altura, podemos nos perguntar se essa é a verdadeira face daquela pessoa - a que nunca tínhamos visto antes- e se cometemos um grande erro quando a escolhemos como companheira. Na realidade, essa não é sua face genuína, apenas o “corpo de dor” que assumiu temporariamente o controle.
Seria difícil encontrar um parceiro ou uma parceira que não carregasse um “corpo de dor”, no entanto seria sensato escolher alguém que não tivesse um “corpo de dor” tão denso. O começo da nossa libertação do “corpo de dor” está primeiramente na compreensão de que nós o temos.
É nossa presença consciente que rompe a identificação com o “corpo de dor”. Quando não nos identificamos mais com ele, o “corpo de dor” torna-se incapaz de controlar nossos pensamentos e, assim, não consegue se renovar, pois deixa de se alimentar deles. Na maioria dos casos, ele não se dissipa imediatamente.
No entanto, assim que desfazemos sua ligação com nosso pensamento, ele começa a perder energia.
A energia que estava presa no “corpo de dor” muda sua freqüência vibracional e é convertida em “presença”.
Uma pergunta que as pessoas costumam fazer é:
"De quanto tempo precisamos para nos libertar do corpo de dor?".
Evidentemente, isso depende tanto da densidade do corpo de dor quanto do grau, ou da intensidade, da presença manifestada em cada um de nós.
No entanto, não é o corpo de dor, e sim a identificação com ele que causa o sofrimento que infligimos a nós mesmos e aos outros. É essa identificação que nos leva a reviver o passado vezes sem conta e nos mantém no estado de inconsciência.
Assim, uma pergunta mais importante a se fazer seria esta:
"De quanto tempo necessitamos para nos libertar da identificação com o corpo de dor?"
A resposta a esta pergunta é: não demora tempo nenhum.
Sempre que o corpo de dor estiver em atividade, temos que estar cientes de que o que estamos sentindo é o corpo de dor em nós. Esse conhecimento é tudo de que precisamos para interromper a identificação com ele. E, quando essa identificação cessa, a transmutação tem inicio.
O conhecimento impede que as emoções antigas surjam na nossa cabeça e controlem não só o diálogo interior como também nossas ações e interações com as pessoas. Assim, o corpo de dor não conseguirá mais nos usar e se renovar por nosso intermédio.
As antigas emoções podem ainda viver em nós por algum tempo e aparecer de vez em quando. Talvez também nos enganem ocasionalmente, fazendo com que nos identifiquemos com elas de novo e, desse modo, obscureçam o conhecimento, porém não por muito tempo.
Não projetarmos as antigas emoções nas situações significa que devemos encará-las diretamente dentro de nós. Pode não ser agradável, mas isso não chega a nos matar. Nossa presença (*) é mais do que capaz de conte-las. As emoções NÃO são quem nós SOMOS.
(*) Nota - "estar presente": estar no agora, consciente, centrado, focado, ser o observador.
Portanto, quando sentir o corpo de dor, não comece o equivoco de pensar que existe algo errado com você. O ego adora quando você faz de si mesmo um problema.
O conhecimento precisa ser seguido pela aceitação.
Qualquer outra coisa, irá obscurecê-lo novamente.
Aceitação significa que você se permite sentir qualquer coisa naquele momento. Isso é parte da essência do Agora. Você não pode discutir com “o que é”. Bem, você pode. No entanto, se fizer isso, sofrerá.
Por meio da aceitação, você se torna o que você é: vasto, pleno de espaço. Transforma-se no todo. Não é mais um fragmento, que é como o ego vê a si mesmo. Sua natureza verdadeira emerge, e ela está unificada com a natureza de Deus.
Jesus indica isso nesta passagem: "Portanto, sede um todo. Assim como vosso Pai celeste é um todo". (Mateus 5:48)
No Novo Testamento temos, porem "sede perfeitos", o que é um erro de tradução da palavra grega original, que significa "todo".
Ou seja, não precisamos nos tornar um todo, mas sermos o que já somos - com ou sem o corpo de dor.
Do livro O Despertar de Uma Nova Consciência - Eckhart Tolle
Marcadores:
agora,
corpo de dor,
corpo de sofrimento,
Eckhart Tolle,
emoção negativa,
eu penso,
O Despertar de Uma Nova Consciência,
o ego,
o pensamento acontece,
o que é,
presença,
sede um todo
sábado, 29 de dezembro de 2012
Oração Kahuna do Perdão
Há tempos atrás publicamos A Cura pelo Perdão e falamos do difícil tema do perdão, presente no tradições como o Ho’ oponopono do xamanismo havaiano, e de passagem falamos da grande alma que é a famosa vidente, psicoterapeuta, curadora e escritora Barbara Ann Brennan, autora dos livros Mãos de Luz, e Luz Emergente. Hoje vamos tocar novamente no assunto espinhoso do perdão, através de uma oração ensinada pelos Kahunas, antigos polinésios.
Na simples leitura vamos sentir que algo se recusa a aceitar e se retorce dentro de nós. Porque é difícil? Porque o perdão é a antítese do ego, é o despojamento final, só comparável à aceitação da Morte. Esse texto foi feito de encomenda para mim. É pau puro, como dizem na Bahia.
Vamos à oração:
“Buscando eliminar todos os bloqueios que atrapalham minha evolução, dedicarei AGORA alguns momentos para “PERDOAR”.
A partir deste momento, eu perdôo todas as pessoas que, de alguma forma, me ofenderam, me machucaram ou me causaram alguma dificuldade desnecessária. Perdôo sinceramente quem me rejeitou, me entristeceu, me abandonou, me humilhou, me amedrontou ou me iludiu.
Perdôo, especialmente, quem me provocou, até que eu perdesse a paciência e acabasse reagindo agressivamente, para depois me fazer sentir vergonha, culpa, ou simplesmente, me sentir uma pessoa inadequada.
Reconheço que também fui responsável por estas situações, pois muitas vezes confiei em indivíduos negativos, escolhi usar mal minha inteligência e permiti que descarregassem sobre mim suas amarguras, suas histórias, seus traumas e seu mau humor.
Por tempo demais suportei tratamento indigno, humilhações, medo, grosserias e desamor, perdendo muito tempo e energia, na tentativa de conseguir um bom relacionamento com essas criaturas.
Agora, me sinto livre da necessidade compulsiva de sofrer e livre da obrigação de conviver com pessoas e ambientes que me diminuem e, principalmente, destas pessoas que se sentem incomodadas com a minha presença e a minha energia.
Iniciei, agora, uma nova etapa na minha vida em companhia de gente mais positiva, cheia de boas intenções, gente amiga, que se preocupa em ser saudável, alegre, próspera e iluminada. Gente preocupada em melhorar a qualidade de vida não só a nossa, mas de todo o planeta.
Queremos compartilhar sentimentos nobres, aprendendo uns com os outros e nos ajudando mutuamente, enquanto trabalhamos pelo nosso progresso material e nossa evolução espiritual sempre procurando difundir nossas idéias de unidade, de paz e de amor.
Procurarei valorizar sempre todas as conquistas que fiz e o amor que tenho em mim, evitando todas queixas desnecessárias, que me seguram nesta freqüência, de onde já consegui sair.
Se, por um acaso, eu tornar a pensar nestas pessoas com quem ainda tenho dificuldade de convivência, lembrarei que elas todas já estão perdoadas.
Embora eu não me sinta na obrigação de trazê-las novamente para minha intimidade, eu o farei, se elas demonstrarem interesse em entrar em sintonia.
Agradeço pelas dificuldades que elas me causaram, pois isso me desafiou e me ajudou a evoluir, do nível humano comum, a um nível de maior amor e compaixão, maior consciência, em que procuro viver hoje.
Quando eu tornar a lembrar destas pessoas que me fizeram sofrer, procurarei valorizar suas qualidades e também liberá-las, pedindo ao Criador que também as perdoe, evitando que elas sofram pela lei de causa e efeito, nesta vida ou em outras.
Também compreendo as pessoas que rejeitaram meu amor e minhas boas intenções, pois reconheço que é um direito de cada um, não poder ou não querer corresponder ao meu amor.
Faça agora uma pausa e respire profundamente por algumas vezes para acumular energia...
Quando se sentir pronto(a) continue.
Agora, sinceramente, peço perdão a todas as pessoas a quem, de alguma forma consciente ou inconsciente, magoei, prejudiquei ou fiz sofrer.
Analisando o que fiz ao longo da minha vida, sei que minhas intenções foram boas, embora nem sempre tenha acertado e que, estas coisas que fiz de bom, são suficientes para resgatar a dor do meu aprendizado, ainda deixando um saldo positivo ao meu favor.
Sinto-me em paz com minha consciência. (de cabeça erguida, respiro profundamente - prendo o ar - e me concentro para enviar uma corrente de energia destinada ao meu EU SUPERIOR)
Ao relaxar, minhas sensações revelam que este contato foi estabelecido.
Agora, dirijo uma mensagem de fé, ao meu EU SUPERIOR, pedindo orientação, proteção e ajuda para a realização, de um modo acelerado, de um projeto muito importante que estou mentalizando e para o qual estou trabalhando com dedicação e amor. (citar o projeto) e que será, com certeza, para o bem maior de todos os envolvidos.
Também peço que minha fé seja firme e que eu possa, cada vez mais, tornar-me um canal, uma conexão permanente com os Seres de Luz, desenvolvendo todos os potenciais que possam facilitar esta comunicação.
Que eu perceba todas as respostas às minhas perguntas e dúvidas, reconhecendo os sinais claros que estiver recebendo, sempre protegida e amparada pelo Universo.
Agradeço, de todo o coração, a todas as pessoas que me ajudaram e me comprometo a retribuir trabalhando para o bem do próximo, para sua alegria, seu bem-estar, atuando como agente catalisador de harmonia, entendimento, saúde, crescimento, entusiasmo, prosperidade e auto-realização.
Tudo farei sempre em harmonia com as leis da natureza e com a permissão do nosso Criador eterno e infinito que sinto como único poder real, atuante dentro e fora de mim.
ASSIM SEJA E ASSIM SERÁ."
Marcadores:
a cura pelo perdão,
agora,
amor,
Barbara Ann Brennan,
compaixão,
Consciência,
de Luz,
ego,
Eu Superior,
Ho' oponopono,
kahuna,
perdão,
seres de luz,
xamanismo,
xamanismo havaiano
Assinar:
Postagens (Atom)

