quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

A KGB e os Ovnis

Ovni caído na Rússia
A Rússia sempre foi um país mais aberto aos assuntos metafísicos do que a Europa e os EUA. A própria palavra xamã é de origem siberiana e tornou-se universal. Nesse aspecto a Rússia  conseguiu influenciar os países satélites quando formou a U.R.S.S., ou União Soviética, nos 70 anos em que tentou viabilizar o comunismo como alternativa econômica mundial. Os meios científicos russos conseguiram aliar, mais que o resto do mundo, o “rigor científico” da ciência com os fatos, conhecimentos e eventos dessa área movediça e controvertida que é a paranormalidade. A própria guerra fria incentivou essas atividades, como foi o caso da telepatia que chegou a ser usada em experiências nas comunicações militares em tempos de guerra.
Há na Rússia muito mais cientistas da tecnologia de ponta, médicos, físicos, arqueólogos e outros que estabelecem a ponte com a área metafísica do que há no ocidente. Um desses casos é o da bela escritora, médica e xamã Olga Kharitidi que escreveu o incrível livro Circulo de Xamãs  e hoje vive nos EUA . Outro é o escritor russo Zecharia Sitchin, estudioso dedicado da civilização sumeriana. Mas existem uma infinidade de outras pessoas, ativas na Rússia, em um leque muito amplo de atividades metafísicas.
Esse traço russo de afinidade com o mistério induziu o próprio governo a dedicar mais recursos ao assunto dos objetos voadores não identificados -  Ovnis, apesar de que muito pouco desse assunto era repassado à mídia russa e ocidental devido à mão de ferro da KGB, a polícia política russa, ciosa da manutenção do segredo por sua própria natureza. Isso tem ocorrido da mesma forma em todos os países do mundo, com poucas exceções. É como se houvesse um acordo tácito entre os governantes, militares e organizações do mundo todo, de que "os civis não estão preparados para lidar com esses assuntos". Os civis somos nós, que sustentamos com os impostos toda a festa, mas não somos convidados. Isso me lembra um filme político, acho que do Glauber Rocha, em que na cabine de votação instalada na fazenda do coronel, os camponeses recebiam o voto já fechado num envelope e apenas o depositavam na urna. Um deles mais politizado reclamou que queria saber em quem estava votando. Após levar uma bronca do capataz, ouviu a resposta: "Seu burro. Você não sabe que o voto é secreto?"
Com o fim da guerra fria e o desmantelamento do poder russo houve um relaxamento no manuseio de informações secretas, desde as relativas ao progresso espacial russo até as informações sobre ovnis o que produziu um volume maior de documentos, fatos e informações que vieram à tona.
É o caso deste vídeo.


OVNIS - Arquivos Secretos da KGB - Dublado PtBR



domingo, 26 de janeiro de 2014

O Significado Interior da Entrega

Deixar fluir...
A qualidade da sua consciência neste momento é que vai determinar o tipo de futuro que você vai viver. Portanto, entregar-se é a coisa mais importante que você pode fazer para provocar uma mudança positiva. Qualquer outra coisa que você fizer será secundária. Nenhuma ação positiva pode surgir de um estado de consciência onde não existe entrega.

Para muitas pessoas, a entrega talvez tenha conotações negativas, como uma derrota, uma desistência, uma incapacidade de se reerguer das ciladas da vida, certa letargia, etc. A verdadeira entrega, entretanto, é algo completamente diferente. Não significa suportar passivamente uma situação qualquer que nos aconteça e não fazer nada a respeito, nem deixar de fazer planos ou de ter confiança para começar algo novo. 

A entrega é a sabedoria simples mas profunda de nos submetermos e não de nos opormos ao fluxo da vida. O único lugar em que podemos sentir o fluxo da vida é no Agora. Isso significa que se entregar é aceitar o momento presente sem restrições e sem nenhuma reserva.

É abandonar a resistência interior àquilo que é.
A resistência interior acontece quando dizemos "não" para aquilo que é, através do nosso julgamento mental e de uma negatividade emocional. Isso se agrava especialmente quando as coisas "vão mal", o que significa que há um espaço entre as exigências ou expectativas rígidas da nossa mente e aquilo que é. Esse é o espaço do sofrimento. 
Se você já tiver vivido bastante tempo, certamente saberá que as coisas "vão mal" com muita frequência. É precisamente nesses momentos que a entrega tem de ser praticada, caso queiramos eliminar o sofrimento e as mágoas da nossa vida. A aceitação daquilo que é nos liberta imediatamente da identificação com a mente e nos religa com o Ser. A resistência é a mente.
A entrega é um fenômeno puramente interior. Isso não quer dizer que não possamos fazer alguma coisa no campo exterior para mudar a situação.
Na verdade, não é a situação completa que temos de aceitar quando falo de entrega, mas apenas o segmento minúsculo chamado o Agora. Por exemplo, se você estiver atolado na lama, não tem que dizer: "Está bem, me conformo de estar atolado nessa lama." Resignação não quer dizer entrega.
Você não precisa aceitar uma situação indesejável ou desagradável na sua vida. Nem precisa se iludir e dizer que não tem nada errado em estar atolado na lama. Nada disso. Você tem completa consciência de que deseja sair dali. Então reduz a sua atenção ao momento presente, sem atribuir a essa situação nenhum rótulo mental.
Isso significa que não existe nenhum julgamento do Agora. Em consequência, não existe nenhuma resistência, nenhuma negatividade emocional. Você aceita a "existência" do momento. A seguir, toma uma atitude e faz tudo o que puder para sair da lama.
Chamo essa atitude de ação positiva. Funciona muito mais do que uma ação negativa, que decorre da raiva, do desespero ou da frustração. Até que alcance o resultado desejado, você continua a praticar a entrega ao se abster de rotular o Agora.
Vou fazer uma analogia visual para ilustrar o ponto que estou sustentando. Você está andando por uma estrada à noite, com uma neblina cerrada, mas possui uma lanterna potente que corta a neblina e cria um espaço estreito e nítido na sua frente. A neblina é a sua situação de vida, que inclui o passado e o futuro. A lanterna é a sua presença consciente, e o espaço nítido é o Agora.
Não se entregar endurece a forma psicológica, a casca do ego, e assim cria uma forte sensação de separação. O mundo e as pessoas à sua volta passam a ser vistos como ameaças. Surgem uma compulsão inconsciente para destruir os outros através do julgamento e uma necessidade de competir e dominar. Até mesmo a natureza vira sua inimiga, e o medo passa a governar a sua percepção e a interpretação das coisas. A doença mental conhecida como paranóia é apenas uma
forma ligeiramente mais aguda desse estado normal, embora disfuncional, da consciência.
A resistência faz com que tanto a sua mente quanto o seu corpo fiquem mais pesados. A tensão se manifesta em diferentes partes do corpo, que se contrai para se defender. O fluxo de energia vital,
essencial para o funcionamento saudável do corpo, fica prejudicado.
Algumas formas de terapia corporal podem ser úteis para restaurar esse fluxo, mas, a menos que você pratique a entrega na sua vida diária, essas coisas só podem lhe proporcionar um alívio temporário, porque a causa, o padrão de resistência, não foi ainda dissolvida.
Existe alguma coisa dentro de você que não é afetada pelas circunstâncias transitórias que constroem a sua situação de vida, e a que você só tem acesso através da entrega. Trata-se da sua vida, do seu próprio Ser, que existe no eterno domínio do presente.
Se a sua situação de vida é insatisfatória ou mesmo intolerável, somente através da entrega você vai conseguir quebrar o padrão inconsciente de resistência, que permite a permanência dessa situação. 
A entrega é perfeitamente compatível com tomar uma atitude, iniciar uma mudança ou atingir objetivos. Mas, no estado de entrega, uma energia totalmente diferente flui naquilo que fazemos. A entrega nos
religa com a fonte de energia do Ser, e, se as nossas ações estiverem impregnadas com o Ser, elas se tornam uma alegre celebração da energia da vida, que nos aprofunda cada vez mais no Agora. Através da não-resistência, a qualidade da nossa consciência, e, portanto, a qualidade do que estivermos fazendo ou criando, aumenta sem medidas. Os resultados vão falar por si mesmos e refletir essa qualidade. Podemos chamar isso de "ação de entrega".
No estado de entrega, você vê claramente o que precisa ser feito e parte para a ação, fazendo uma coisa de cada vez e se concentrando em uma coisa de cada vez.
Aprenda com a natureza. Veja como todas as coisas se realizam e como o milagre da vida se desenrola sem insatisfação ou infelicidade.
É por isso que Jesus disse: "Olhai os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham nem fiam."
Se a sua situação geral é insatisfatória ou desagradável, separe esse instante e entregue-se ao que é. Eis aqui a lanterna cortando a neblina. O seu estado de consciência deixa então de ser controlado pelas condições externas. Você não age mais a partir de uma resistência ou de uma reação. Olhe então para uma situação específica e pergunte-se: "Existe alguma coisa que eu possa fazer para mudar essa situação, melhorá-la ou me retirar dela?" Se houver, você toma a atitude adequada.
Não se prenda às mil coisas que você vai ter que fazer em algum tempo futuro, mas à única coisa que você pode fazer agora. Isso não significa que você não deva traçar um plano. Planejar talvez seja a única coisa que você possa fazer agora. Mas certifique-se de que não vai começar a rodar "filmes mentais", se projetar no futuro e, assim, perder o Agora. Talvez a atitude que você tomar não dê frutos imediatamente. Até que ela dê, não resista ao que é.
Se não houver nada que possa fazer e você também não puder escapar da situação, use isso para poder ir mais fundo na entrega, mais fundo no Agora, mais fundo no Ser.
Quando você entra nessa eterna dimensão do presente, a mudança sempre acontece por caminhos estranhos, sem a necessidade de uma grande quantidade de atitudes da sua parte. A vida se torna proveitosa e cooperativa. Se fatores internos como o medo, a culpa ou a indolência impedem você de tomar uma atitude, eles vão se dissolver na luz da sua
presença consciente.
Não confunda entrega com uma atitude do tipo "não ligo mais para nada". Essas atitudes estão cheias de negatividade na forma de um ressentimento oculto, portanto não se trata de entrega, mas de uma resistência disfarçada.
Ao se entregar, dirija a sua atenção para dentro a fim de verificar se existe algum traço de resistência que tenha ficado no seu interior. Fique bem alerta ao fazer isso, do contrário um resíduo de resistência pode ficar escondido em algum cantinho escuro na forma de um pensamento ou de uma emoção desconhecida

Extraído do livro O Poder do Agora, de Eckhart Tolle

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Desobediência civil

Matt Damon é um ator surpreendente. Famoso por sua atuação no cinema na Trilogia Bourne, ele encarna o mesmo papel na vida real contra o estado decadente por trás da nação americana e de todas as nações do mundo.
Corajoso, ele fala de um tema explosivo para os representantes dos estados e governos: a “desobediência civil”, mas foca a “obediência civil” o seu contraponto vergonhoso  pelo qual os seres humanos sem coragem de reagir, querem fugir da responsabilidade dos seus erros individuais como ovelhas de um rebanho, ou frequentemente alegam estar “cumprindo ordens.  Não sabem que a lei do karma não distingue essa nuance de “estar obedecendo ordens” . A responsabilidade é a mesma, mandando ou obedecendo. A hierarquia não é desculpa para a fraqueza...
Gurdjieff dizia que quando alguém faz algo errado sabendo que está errado, comete um erro difícil de ser perdoado.
No vídeo abaixo Damon lê um texto de Howard Zinn, que nasceu em Nova Iorque em 24 de agosto de 1922,  e foi um historiador, cientista político, ativista e dramaturgo, mais conhecido como autor do livro A People's History of the United States.
Zinn foi uma figura proeminente dos movimentos pacifista e antibelicista, pelo reconhecimento de direitos e liberdades civis desde os anos 1960. Auto-proclamado anarquista em diversas ocasiões, Zinn reconhecia seu pensamento e obra em profunda relação com a filosofia política do anarquismo. Durante as últimas décadas, participou da dissidência política americana, tecendo profundas críticas às instituições do capitalismo e aos estados nacionais. Faleceu em janeiro de 2010, aos 87 anos de idade.
O anarquismo que, por puro desconhecimento, muitos confundem com a anarquia, tem um princípio valioso: no seu extremo conceitual ele prevê que o estado, que deveria também ser chamado de guardião do Bem Comum, da coisa pública, deveria estar internalizado dentro de cada indivíduo e não estar fora dele agindo como um ditador indesejado. Cada ser humano deveria estar consciente da sua obrigação de lutar contra a síndrome do rebanho, que cega a consciência do indivíduo socialmente sadio.
Sempre fui partidário da desobediência civil como instrumento para a melhora e correção de rumos dos estados, governos, instituições e entidades injustas. Como aliás foram Mahatma Ghandi, Martin Luther King, Henry Thoreu e outros.
O vídeo fala por si mesmo. Parabéns ao Paulo Azambuja pela tradução. Clique.

  
               

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Bob Dean, Ex-Militar Americano Abre o Segredo

Bob Dean é um corajoso militar americano aposentado, que serviu na Coréia em 1951,  e no Supremo Quartel General das Potencias Aliadas da Europa em  Rocquencourt, perto de Paris em 1963, e depois de 41 anos servindo o país obteve a mais alta patente de segurança, CTP - Cósmic Top Secret, da Otan - Organização do Tratado do Atlântico Norte (você vai entender o porquê do "cosmic"). 
Teve acesso a documentos, eventos e segredos impensáveis. Um dia ele resolveu falar o que sabia (e quando uma patente CTP fala na mídia, o estrago também é "cosmic"). Ele diz, na conferência em Barcelona, Espanha, em 2009:

“Quando cheguei em Paris, no verão de 1963, ouvi rumores a respeito de um estudo que estavam realizando. Imediatamente fiquei interessado por que o assunto era sobre OVNIS e isto me intrigava. Tinha curiosidade por OVNIS e, até então, não sabia o que eles eram. Costumávamos discutir isso na SSOQG, na sala de guerra, que alguma coisa estava acontecendo. Do que se tratava? O que era?
Acontece que na manhã de 2 de fevereiro de 1961 a III Guerra Mundial quase começou. Houve um sobrevôo de um grande numero de naves metálicas circulares, voando em formação, obviamente, sob controle inteligente. As naves vieram em formação a partir do setor soviético do Pacto de Varsóvia em direção aos E.U.A. em grande velocidade e altitude. Desviaram para o norte sobre o Canal da Mancha, ao sul da costa da Inglaterra, e desapareceram dos radares da OTAN sobre o mar da Noruega.
Naquela manhã de fevereiro quase teve inicio a III guerra Mundial. Os soviéticos entraram em estado de alerta vermelho, assim como a OTAN. Todos estavam com o dedo no gatilho, com os polegares sobre os botões vermelhos. A III guerra Mundial estava prestes a começar.
Em 20 minutos tudo tinha se acabado. Os objetos voaram, viraram para o norte e desapareceram do radar. Tudo tinha terminado. Após este evento, um Marechal do Ar britânico chamado Sir Thomas Pike, que era o Vice-comandante do Supremo Comando Aliado na Europa naquela época – ele era o vice do meu chefe, General Lyman Lemnitzer, um general americano de quatro estrelas, conhecido como CSAE, Comandante Supremo Aliado na Europa.
O Marechal do Ar Thomas Pike disse: ‘Já basta.’ Estes objetos aparecem regularmente, de tempos em tempos. Como eu disse quase causaram uma guerra. E  ele disse: ‘Vamos chegar a um acordo e descobrir que diabos esta acontecendo aqui. Eu quero saber.’
Ele começou uma pesquisa. Um estudo foi iniciado no Supremo Quartel General das Potências Aliadas na Europa (QGPAE) que iria durar três anos. Eles o publicaram no verão de 1964 enquanto eu estava trabalhando na sala de guerra. O titulo era: "Um Estudo - Avaliação de uma Possível Ameaça as Forças Aliadas na Europa". Era só isso. Um título e uma capa. Não se poderia aprender muito sobre isso. 
Eu estava trabalhando na sala de guerra por volta de 2 ou 3 horas da madrugada e, como eu costumava brincar, o café estava preto demais para tomar. Nós líamos todos os jornais e revistas. Muitos de vocês devem ter ouvido que a vida militar se resume em 99% de monotonia e 1% de absoluto terror. Era assim e, provavelmente, é assim hoje.
Eu estava sentado, cochilando e um coronel da força aérea americana me olhou e disse: ‘Acorde.’
Ele foi em direção ao cofre. O cofre na SSOQG era grande. Você abria a porta e entrava no cofre, onde guardávamos documentos confidenciais. O coronel entrou, no arquivo, e foi até uma prateleira, puxou um documento e o jogou na minha mesa dizendo: ‘Leia, isso vai mantê-lo acordado.’ 
Senhoras e senhores, minha vida mudou. Li a primeira pagina e não pude parar mais. Eu lia aquele documento toda a vez que eu estava em serviço na sala de guerra. Eu estava chocado, aturdido, com as implicações do que li naquele estudo. Como disse, minha vida nunca mais seria a mesma.
O estudo, resumindo – e tenho que resumir pois poderia falar sobre isso por duas horas – mas, o estudo simplesmente concluiu isso: Há alguma ameaça as Forças Aliadas na Europa? Aparentemente, não.
Eles afirmaram que o planeta Terra e a raça humana tem sido pesquisados ou observados por centenas ou milhares de anos. Concluíram também em 1964 que haviam ao menos 4 grupos diferentes vindo aqui, nos observando, fazendo pesquisas, nos analisando, estreitamente nos monitorando, vendo o que fazíamos. Concluíram que não parecia ser uma ameaça militar por causa das repetidas demonstrações de uma inacreditável tecnologia avançada, se fossem hostis ou mal-intencionados não haveria nada que pudéssemos fazer. Se houvesse maldade nas intenções deles e se fossem hostis conosco, teriam nos exterminado há muito tempo.
Portanto, concluíram que havia quatro grupos distintos envolvidos. Eles estavam vindo há muito, muito tempo. Aparentemente não eram maus nem hostis. A questão era: ‘Que diabos estão fazendo aqui? Por que estão aqui e por que estão interessados em nós? Não sabíamos, em 1964, qual era a agenda ou os motivos deles e vou lhes dizer, honesta e francamente, que ainda hoje nossas autoridades, a cúpula militar e o pessoal da segurança nacional, ainda não sabem quais são os motivos ou a agenda deles.
Este estudo de 1964 foi apenas o começo para mim. Como disse, nunca mais fui o mesmo. Costumo brincar que, habitualmente, sou apenas um ser humano normal. Após ler aquele estudo e iniciar meus 45 anos de pesquisas, perdi todos os aspectos de normalidade. Usarei de franqueza para dizer que, após todos estes anos de estudos e de todo o material que recolhi e pesquisei, a visão e os paradigmas velhos que eu tinha do mundo, foram completamente destruídos.
A visão que eu tinha do mundo desde que eu era garoto – tudo fazia sentido, sabem. Eu sabia o porquê de estar aqui e o que estava fazendo, o que estava acontecendo. Após passar 45 anos nisso, tudo desabou. Isso foi o que destruiu a minha personalidade. Foi o que mudou completamente o tipo de ser humano do que eu era antes para o que sou hoje.
Senhoras e senhores, estou totalmente alienado (alien) [Risos]. Sem trocadilhos.
Já disse em algumas entrevistas, apresentações e similares: Tive – por muitos, muitos anos – uma relação de amor-ódio pela raça humana. Num momento amo vocês, no outro os odeio. Num momento adoro vocês pelo potencial e beleza da música, da literatura e da arte de vocês e no próximo minuto eu digo: ‘Danem-se. Que se explodam. Deixem que explodam com tudo. Que desapareçam do planeta. Livrem-se deles.’
Isso é parte da luta por ter perdido a velha visão de mundo, quando todos os paradigmas desabam ao seus pés. Portanto o homem que esta aqui, a sua frente, hoje é literalmente um farrapo humano, se comparado ao que eu costumava ser. Mas me sinto muito bem a este respeito. Perdi todas as minhas ilusões velhas. Abri meus olhos e vi o futuro. Estou muito feliz com o que eu vejo.
Obtive um aprendizado ao longo destes anos de uma miríade de fontes; daqui, de lá e de toda parte. Me reformei no exército com minha credencial a nível de Secreto em 1976. Após minha aposentadoria fui trabalhar na Agência Federal de Gerenciamento de Emergência, assim, trabalhei mais 14 anos para o governo americano, onde eu mantive uma credencial de nível  Altamente Secreto.
Tenho portanto um total de 41 anos servindo ao meu país. Mas ouvi coisas durante estes anos que literalmente ainda hoje me assustam e chocam. Aprendi que a raça humana é uma raça híbrida. Aprendi que não estamos sós, que nunca estivemos sozinhos. Tivemos um íntimo relacionamento com inteligências extraterrestres avançadas desde o inicio de nossa história. E, devo dizer que, este relacionamento, perdura até os dias de hoje.
Esta raça em particular aparentemente nos modificou geneticamente como espécie há cerca de 200.000 anos atrás. O que somos hoje é o que chamamos de homo sapien sapiens – somos seres geneticamente modificados, geneticamente manipulados. Vocês não são mais os mesmos e seus filhos, netos e bisnetos não o serão nas próximas centenas de anos. 
A raça humana esta passando por uma transição. É mais do que uma transição. O que aprendi é que será uma transição transcendental para uma nova raça, para um novo futuro. Seus descendentes serão tão diferentes do que vocês são hoje como vocês são em relação ao que os "australopitecus" eram muitos anos atrás.
Não há nada o que temer. É algo a se desejar. Vocês estão evoluindo, estão se desenvolvendo e se tornando uma nova raça, uma nova espécie. Seus netos, bis-netos e os descendentes que se seguirão, em cem ou duzentos anos, estarão indo as estrelas. Não tenham a menor dúvida disso.
Esta espécie, esta raça, este bando de macacos problemáticos tem um destino nas estrelas e somos parte deste infinito universo repleto de vida inteligente. Somos parte dele desde o inicio, mas somente agora é que estamos acordando para esta realidade. Somente agora estamos começando a abrir os olhos, ouvir, prestar atenção e dizer: ‘Então, onde estive? O que sou agora? Para onde vou?’ 
Como eu disse, seu destino está nas estrelas. As gerações vindouras, seus descendentes - netos e bisnetos - irão lá e reivindicarão seu lugar de direito num universo repleto de vida inteligente. Seu lugar no universo lhes pertencem. Vocês têm direito a isso e o reivindicarão.
Há tanto para dizer. Tenho algumas imagens que quero compartilhar com vocês. Cavalheiro, poderia colocar a primeira imagem na tela, por favor...”

E então, Bob Dean passa a mostrar fotos secretas da Agência Espacial Americana, que são literalmente um espanto...
Quem quiser ver mais detalhes, veja este site e o vídeo da conferência:

  • Vídeo do qual foi extraída esta transcrição inicial acima (22 minutos) da conferência:





domingo, 12 de janeiro de 2014

As 7 Glândulas Endócrinas

Segundo as tradições, as 7 glândulas endócrinas  humanas (de secreção interna) tem uma ligação com o nosso corpo energético através dos 7 chakras, assim como é com Gaia, o ser vivo que é o planeta Terra. Cada glândula está astrologicamente sob a regência de um planeta do qual recebe influência e tem correspondência com as 7 cores do espectro solar e, no nível do corpo, são simbolizadas pelas 7 Igrejas da Ásia citadas no Apocalipse (o livro das revelações) de São João.
A tradição Rosacruz dispensa apresentações. Este texto abaixo é a visão Rosacruz das 7 glândulas:

"A saudação Rosacruz: "Que as Rosas floresçam em Vossa Cruz", com a qual os Irmãos Maiores saúdam as Almas Aspirantes (vide Conceito Rosacruz do Cosmos — Cap XIX), encerra um enorme e importante significado, digno de ser conhecido por todos os estudantes da Fraternidade Rosacruz.
O sangue é a expressão mais elevada do corpo vital, devido a que este leva o alimento a todo o corpo, e o Ego governa o corpo físico por meio desse fluido, o qual é gasoso nas partes mais internas do corpo. Nas pessoas que vivem urna vida pura, os ferimentos podem cicatrizar-se em questão de horas. É de notar-se que o nível evolucionário de uma pessoa está indicado pela eletrificação ou espiritualização de seu sangue.
Assim como nossa Terra tem sete centros espirituais, assim também nosso corpo físico tem em seu interior sete glândulas, chamadas endócrinas. Estas glândulas podem ser chamadas as “Sete Rosas sobre a Cruz do Corpo Vital", são: as supra-renais (em número de duas) o baço, o timo, a tireóide, a pituitária e a pineal.
Essas glândulas estão intimamente ligadas ao desenvolvimento oculto da humanidade, como podemos concluir da seguinte explicação:
A palavra de Deus se manifesta nos sete grandes tons emitidos pelos Sete Espíritos Planetários. Estes tons são criadores no mais alto grau. Quando a forma que o Ego habita é criada, estes Espíritos Planetários a ajudam no desenvolvimento de suas potencialidade latentes. Essa ajuda é dada a humanidade através das glândulas endócrinas — as Sete Rosas.
Cada uma dessas glândulas é despertada quando o Ego põe em atividade seus poderes latentes, estando cada uma delas em sintonia com a nota-chave de um espírito planetário.
Assim no curso do esquema evolutivo, cada Espírito Planetário, por meio de sua nota-chave, vai despertando gradualmente a nota-chave, que está afinada a essa Hierarquia. Quando esta nota-chave desperta, o Ego desenvolve os poderes latentes expressos pelo Espírito Planetário particular.
Nos próximos "ECOS” veremos como isso se processa com cada uma das sete glândulas e o que podemos fazer para apressar o desabrochar das Sete Rosas.

AS DUAS PRIMEIRAS ROSAS: SUPRA RENAIS ( Região Química)
 É um par de glândulas situado sobre os rins, tomando a forma de um guarda chuva de três bicos. Estão regidas por Júpiter. Quando alguém se põe em contato com as vibrações benéficas deste planeta, sente-se desembaraçado, expansivo, e possuído de um urgente desejo de transformar seus sentimentos em serviço para os desventurados filhos do Grande Pai.
A má utilização dessas forças, no entanto, se expressa como excesso a segurança de si mesmo, exibicionismo, desordem e libertinagem.
Utilizando o poder espiritual gerado pelas supra renais, o Ego possui a força necessária para aperfeiçoar seu corpo denso e conquistar o mundo físico, o qual completa sua evolução sobre esta esfera. O centro espiritual nestas glândulas vibra na cor azul.
A TERCEIRA ROSA: BAÇO (Região Etérica)
O baço pesa de cinco a seis onças, é brando, esponjoso e frágil, Possui uma cor vermelho azulado profundo, e está situado ao lado esquerdo do estômago.
O mau uso destes poderes se expressam como: arrogância, ostentação, pompa domínio sobre os outros, um verdadeiro déspota.
Está regido pelo Sol, que contém em si mesmo todos os outros tons planetários. O desenvolvimento desta Rosa dá ao indivíduo a consciência necessária para entrar em contato com a Região Etérica, donde vê as forças vitais que dão vida às plantas, aos animais e aos homens.
A QUARTA ROSA: GLÂNDULA TIMO (Mundo do Desejo)
É uma massa pardacenta que ao ser cortada tem a aparência de uma moela, estando situada entre os pulmões, atrás do externo. Alcança seu maior tamanho no começo da puberdade; sendo que ao nascimento pesa ao redor de meia onça e seu comprimento é de duas polegadas.
Vênus controla a glândula timo. Quando a nota-chave deste planeta.põe em atividade a nota correspondente no timo, o indivíduo desenvolve o amor em sua mais elevada expressão, habilidade artística, formosura, harmonia e alegria.
O mau uso destes poderes se expressa como vulgaridade, preguiça, vaidade, sensualismo e inconstância.
Ao fazer sua aparição, a quarta Rosa conecta o indivíduo com os elevados reinos no Mundo do Desejo. Aqui, entra em contato com a onda de vida Arcangélica da que Cristo é o maior Iniciado. O centro espiritual da timo vibra na cor amarela.
A QUINTA ROSA: A GLÂNDULA TIREÓIDE (Mundo do Pensamento)
A Tireóide é formada por duas massas de cor marrom, situadas sobre o extremo superior da traquéia, e pegadas à laringe, logo abaixo do pomo de Adão; pesa ao redor de uma onça.
Essa glândula é regida por Mercúrio. Quando os poderes desta grande Hierarquia se desenvolvem no homem, manifestam-se: razão, intelecto, previsão, boa memória, investigação, juízo rápido, eloqüência, destreza, facilidade de expressão oral e escrita, auto-didática, etc.
O mau uso destes poderes se expressam como: presunção, astúcia, preguiça, descuido, falta de princípios, tagarelice, profanação, desonestidade, afeição pelos jogos, indecisão e nervosismo.
Quando a nota chave da Quinta Rosa desperta, o indivíduo, assistido pela música das esferas, entra em contato consciente com o Mundo do Pensamento onde vê os arquétipos de tudo o que existe no Mundo Físico.
Este indivíduo conseguiu o controle de sua mente e mantém o equilíbrio poder entre o cérebro e os órgãos reprodutores. O Espírito é agora quem governa sua natureza inferior. O centro espiritual da Tireóide, vibra com uma cor violeta.
A SEXTA ROSA: A GLÂNDULA PITUITÁRIA (Mundo do Espírito de Vida)
É uma massa de tecido celular cinza amarelada, mais ou menos do tamanho de uma ervilha, situada quase no centro da cabeça, na base do cérebro, abarcando a parte posterior da base do nariz.
Quando a celestial nota chave de Urano desperta a nota chave do Corpo Pituitário, a Sexta Rosa abre suas douradas pétalas, exaltando a consciência do indivíduo até o Mundo do Espírito de Vida. Essa é região do altruísmo.
Neste elevado reino se acha o registro de tudo quanto existiu desde o princípio da criação, e o indivíduo pode obter a informação que deseje sobre a evolução de nosso mundo e também de outros planetas de nosso Sistema Solar. Maria, a mãe de Jesus, é um exemplo do tipo pituitário feminino.
A cor do Espírito de Vida, a de Urano e a do Éter de Luz, é o amarelo.
A SÉTIMA ROSA: A GLÂNDULA PINEAL (Mundo do Espírito Divino)
Como seu nome indica, é um corpo em forma de cone, como uma pinha. de cor avermelhada e um pouco maior que um grão de trigo, seu peso e cerca duas gramas. Está ligada à abobada do terceiro ventrículo do cérebro, atrás e acima do Corpo Pituitário.
A Glândula Pineal é regida por Netuno, a luz portadora do Sol Espiritual, que é o Pai. A natureza desse planeta é oculta, profética e espiritual; manifesta-se no plano físico como: sabedoria, espiritualidade, inspiração, clarividência, profecia, devoção, habilidade de conexão com a música das esferas. Em suma: “O Iniciador”.
Quando a nota chave da Sétima Rosa é despertada pela vibração do Espírito de Netuno a consciência do indivíduo se eleva até o Mundo do Espírito Divino. Relaciona-se com outros sistemas solares e chega a saber sobre outros deuses e os mundos e seres que foram criados por Eles.
O Raio de Netuno leva o que o ocultista conhece como o Fogo do Pai, a Luz e a Vida do Espírito Divino, que se expressa como Vontade.
Quando a Glândula Pineal sai de sua letargia começa a vibrar com uma formosa cor azul.
Abaixo um quadro-resumo que pode facilitar a assimilação deste tema."


Glândula EndócrinaBem AdministradaMal AdministradaMundo CorrespondentePlaneta Regente
Supra Renais (2)
  • Benevolência
  • Expansão
  • Filantropia
  • Exibicionismo
  • Libertinagem
  • Extravagância
Mundo FísicoJúpiter
Baço
  • Vitalidade
  • Fidelidade
  • Dignidade
  • Despotismo
  • Arrogância
  • Domínio
Região EtéricaSol
Timo
  • Amor elevado
  • Artes
  • Cooperação
  • Sensualidade
  • Preguiça
  • Vulgaridade
Mundo dos DesejosVênus
Tireóide
  • Raciocínio
  • Meditação
  • Estudos
  • Astúcia
  • Indecisão
  • Desonestidade
Mundo do PensamentoMercúrio
Pituitária
  • Clarividência
  • Misticismo
  • Altruísmo
  • Perversão
  • Licenciosidade
  • Anarquia
Mundo do Espírito de VidaUrano
Pineal
  • Devoção
  • Inspiração
  • Espiritualidade
  • Ilusão
  • Magia Negra
  • Intriga
Mundo do Espírito DivinoNetuno

Veja ainda as obras: A Astrologia e as Glândulas Endócrinas e O Mistério das Glândulas Endócrinas de Max Heindel e Augusta Foss Heindel.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

A Obsolescência Planejada. Como Fomos Enganados

O ser humano deixou o Capitalismo fazer e conduzir as regras de funcionamento do mundo incluindo as leis, governo, religiões, saúde, etc. Agora estamos todos numa sinuca de bico. Observe:
 Na primeira fase o Capitalismo começou produzindo o que as pessoas necessitavam, e os produtos duravam muito. Lembro-me de uma geladeira de casa, quando era criança (geladeira era como a gente chamava os refrigeradores) que durou 40 anos e terminou seus dias na casa da praia, toda enferrujada e foi para o lixo. A próxima durou só 10 anos. 
E foi assim com alguns produtos como o "fusca", o modelo de carro "besouro" alemão (aliás desenhado por Ferdinand Porsche para Hitler, para atuar na guerra do deserto do norte da África), e outros como o Ford ano 51, o avião DC3 que voa até hoje desde 1935. Mas eram exceções.
 Na segunda fase o que as empresas capitalistas queriam era mais venda adicional, aproveitando-se da força da vaidade, da inveja e ganância da natureza humana. 
Na terceira fase  acrescentaram-se conceitos novos e já se produzia baseado no conceito de que "só o novo é bom", ou ainda "só o novo diferencia você dos outros". Então só os novos modelos de tudo o que existe seriam os desejáveis por esse código. 
Mas não parou por aí. As grandes empresas queriam mais lucro e desenvolveram as "estratégias de marketing" para descobrir as brechas na mente e emoções do consumidor, inclusive atingindo o público infantil através da publicidade. E tome venda. 
No dia de Natal de 1924 em Genebra na Suiça, as grandes empresas do mundo formando um cartel, combinaram um jogo esperto: vamos diminuir o ciclo de vida dos produtos e fazer o povão ignaro (nós) comprar mais (veja o vídeo abaixo). Essa é a obsolescência planejada, ou seja, as coisas acabam mais cedo e vende-se tudo de novo. E o que ficou "velho" vai para o lixo. E dane-se o meio ambiente com o excesso de lixo indesejável.
Ao reduzir a vida útil de um produto, a indústria não apenas nos incentiva a consumir mais, mas também nos incentiva a degradar mais...
O principal objetivo das campanhas publicitárias não é convencer o consumidor a comprar, mas convencê-lo de que comprar é o seu motivo existencial...
Quando a indústria do entretenimento, voltada para o público infantil, criou centenas de filmes para promover seus produtos, um novo mercado passou a existir. A ideia de criar fantasias completas na forma de heróis, em desenho animado, era grandiosa e fantástica, e se desse certo, teriam pela frente um mercado que antes era quase ignorado. E deu certo. 
A abordagem era simples: Primeiro criariam as séries em filmes de desenho animados, um tipo de mídia com grande poder sobre as crianças, e estas seriam distribuídas às estações de televisão de todo o mundo, a custos tão incrivelmente baixos, que seria quase impossível a recusa em tê-los, e o mais importante, exibi-los. O argumento para a promoção de tais seriados, era passar a ideia de que teriam um conteúdo educativo, ou edificante, para as crianças do mundo inteiro. 
Mas havia um problema, pois ainda, nas televisões do mundo afora, não havia a cultura dos programas infantis diários, com os apresentadores infantis e todo o circo em sua volta, como vemos hoje, e que serviria de pano de fundo, de veículo, ou palco, para a exibição desses filmes. 
E eles não apenas distribuíram os modelos de funcionamento de tais programas mundo afora, como também financiaram muitos deles, tornando viável sua exibição, e assim puderam distribuir seus desenhos, suas vitrines animadas para promover uma indústria milionária que estava prestes a surgir. 
Não estavam sozinhos, pois logo outros segmentos viram naquela iniciativa, a oportunidade da criação de novos nichos de mercado, como o de produtos alimentícios, roupas, e itens de consumo, que as crianças jamais imaginaram que seria possível, um dia, possuir. Assim, a criança ganhou um perfil, status, que antes, no mundo corporativo do consumo, pertencia apenas aos adultos. 
Brinquedos, alimentos, roupas, publicações especiais, colônias de férias, pacotes de viagens, linhas especiais de cartões de crédito, poupança programada, fundos de investimentos para financiar estudos no futuro, aparelhos eletrônicos especialmente projetados para o público infantil, enfim, uma oferta de produtos tão vasta, como nunca se viu antes. 
Criaram até um estilo de vida próprio para cada faixa etária infantil, determinando como deveriam se vestir, o que deveriam consumir, e tantos outros modelos de comportamento que deveriam adotar. E a intenção de tudo isso? Escoarem seus produtos, os novos e os velhos com cara de novos. 
Há uma transformação evidente nas formas de consumo, e o tempo de duração de cada produto que chega ao mercado, tem o firme propósito de preparar o caminho para o seu sucessor. Já chega às prateleiras das lojas, com o dia do seu fim decretado. Isso não significa o fim de sua utilidade, mas a data a partir da qual seus possuidores deverão ser alertados para a necessidade de troca. 
É uma abordagem psicológica, e mesmo que o objeto esteja em perfeitas condições de uso, psicologicamente, a máquina de vendas irá se encarregar de torná-lo indesejado na mente do consumidor, tornando-o sumariamente obsoleto, ultrapassado. É uma obsolescência planejada, e um produto abrirá caminho para os muitos modelos que virão no seu lastro. 
A cor da moda, se antes se limitava à indústria do vestuário feminino, há muito tempo seu domínio se estendeu às outras áreas. Os objetos mudam de cor de acordo com as estações do ano. E quando meia dúzia de consultores, os principais acionistas por trás dessa gigantesca indústria de criar novas manias de consumo, se reúnem para decidir o que é ou não estético no modo de vida das pessoas, ali também já fica acertado quanto tempo essa nova tendência, a ideia, o comportamento programado, deverá permanecer em atividade na mente do público. 
Desse ponto em diante, os criadores de tendências e reprogramadores do consciente e inconsciente coletivo, deverão entrar em cena com suas abordagens “mágicas”, cuidando de deixar o caminho aberto para os novos lançamentos. 
Mas um produto não precisa ser de fato novo para tornar um outro obsoleto, e de fato a maioria não o é. Basta a inclusão de um pequeno detalhe no design, uma mudança dos padrões de cores, no nome, a inclusão de um item desnecessário, e depois a máquina de marketing irá se encarregar de convencer seus cativos que de fato se tornarão infelizes, caso insistam em continuar com o modelo antigo. 
A euforia coletiva parece ser o caminho mais curto para a rápida disseminação de uma ideia, que é a força motriz para que os novos produtos, chegando ao mercado, ganhem a preferência do público. Eles promovem uma ideia, ou um conceito abstrato em forma de produto, com tamanha eficiência que, o infeliz consumidor adquire alguma coisa, totalmente convicto de que aquela magia, que é a mensagem promocional do novo produto, irá transformar sua vida. 
As abordagens promocionais são claras e promovem a ideia do êxito fácil, e há uma intenção deliberada de incutir na mente do indivíduo, que a simples identificação do mesmo com aquele produto, ideia ou corporação, é uma espécie de chave, ou símbolo mágico, capaz de torná-lo importante, superior, diferenciado dentre os demais. 
No entanto, o maior trunfo dessa máquina de convencer pessoas a comprar, está em criar novos hábitos antes inexistentes. E, depois de criada a dependência, abre-se o caminho para futuras e sempre constantes atualizações. Assim, o consumidor não compra apenas um produto, ele acaba sendo convencido de que está levando para casa muito mais que um simples objeto ou utilitário. É a estratégia do condicionamento mental, através da indução uma calculada postura psicológica, que acaba por se tornar um importante valor agregado ao produto. 
E a compra de um bem para uso diário é convenientemente, eufemisticamente, rotulada de investimento, uma conquista social, um status, algo que proporcionará ao seu feliz possuidor, vantagens que extrapolam, que vão muito além, daquelas que parecem óbvias.

Dê uma olhada neste vídeo interessante sobre como os grandes cartéis combinaram a portas fechadas a estratégia de tornar os produtos obsoletos. Eles contam com você e as suas fraquezas para que tudo dê certo:


sábado, 4 de janeiro de 2014

O Ego e A Queda

Todas as tradições ancestrais falam de uma época em que o ser humano estava conectado com o Universo: O Jardim do Éden, A Idade de Ouro, e outros nomes. Tudo era mais fácil e o ser humano estava ligado naturalmente com as energias do Universo. Falam também de um estranho evento ou período a partir qual a existência do ser humano foi sendo tingida por dificuldades de toda ordem desde o parto até a morte, passando por uma existência difícil de dores, sofrimento, doenças guerras, violência, e por aí afora. Ele está até hoje afastado da Fonte. É só olhar a História e constatar.
Como já dissemos em publicações anteriores todas as tradições autênticas se detiveram sobre esse fato, dando uma visão e explicação sobre o que teria acontecido. Castaneda dá a visão tolteca de "uma instalação forânea" colocada no centro da cabeça correspondente ao centro mental, Gurdjieff dá a visão oriental das tradições onde aprendeu, e fala de um órgão implantado no ser humano chamado "kundabuffer" que era temporário e ficou definitivo. O budismo e o hinduismo também tocam no assunto.
Tolle, como sempre, dá uma perspectiva iluminada, coerente e sóbria sobre esses temas e acrescenta  o fato de que essa fase é necessária para a evolução humana, que tudo tenha sido como foi. Esse texto é uma transcrição de uma palestra de Eckhart Tolle onde fica claro que estamos no limiar de um degrau previsto na evolução e que temos que passar por isso.
Vamos lá:

"O Universo cometeu um erro com o Ego?
...Sim...é... embora sobre um certa perspectiva pode parecer bastante insano, sob uma perspectiva mais elevada ele é normal e é parte do processo evolutivo das espécies. É um estágio na evolução.
Como estamos nos aproximando de um novo estágio na evolução, estamos começando a ver que o Ego esta perdendo completamente sua utilidade.
Mas ele tinha sua utilidade. E só agora começamos a ver que ele é insano, porque estamos nos aproximando de um novo estágio na evolução humana.
Antes ninguém podia ver que o ego era insano, exceto os muitos raros grandes mestres.
Buda disse: “Ele é uma ilusão” .Jesus disse: “Negue-se a si mesmo”;  o que significa: “Reconheça a irrealidade do ego”. Mas não muitas pessoas entenderam o que eles disseram.
Eles eram um tipo de precursores do próximo passo. Estavam apontando para isso antes de realmente surgir um verdadeiro despertar no planeta.
Então sob a nossa presente perspectiva, no fim  de um estágio evolucionário, o ego parece ser totalmente absurdo uma vez que vemos o que ele é e quanto estrago tem feito. Mas sob uma perspectiva mais elevada, ele é parte da evolução humana
e não poderia haver, por fim, nenhuma iluminação e nenhum despertar sem ele. Então, esta bem.
Você pode ver isso em sua própria vida, o como que você tem que passar através da ignorância em sua própria vida - eu não estou me referindo aqui à ignorância como falta de educação, mas a ignorância espiritual - sabendo essencialmente quem você é, fazendo tantos erros com base na identidade ilusória do ego. E agora você pode vê-lo e você tem que passar através disso.
Parece ter acontecido que a humanidade uma vez ainda não tinha ego. O que é conhecido na base de diferentes e não conectadas  culturas como o mito da “Idade de Ouro”. Era quando os homens viviam em harmonia um com os outros e com a natureza e que a vida era fácil.
Isso aponta para o fato que há muitos e muitos anos atrás o homem viveu um momento com um senso de unidade com a natureza, quando o ego ainda não tinha se desenvolvido.
A memória disso provavelmente depois sobreviveu como o mito da “Idade de Ouro”. No Velho Testamento aparece como o “Paraíso”, que é um aspecto do mito da “Idade do Ouro”, quando o vida era fácil.
E então algo aconteceu! A “Queda” ou como a queira chamar. E isso sem dúvida foi o início da habilidade humana de pensar. E foi como algo milagroso. 
O pensamento surgiu subitamente. Alguns antropólogos nos dizem - e eu acredito que eles estão certos - que quando o pensamento surgiu nos homens eles ficaram muito surpresos e acharam que Deus estava lhes falando em sua cabeça, o que foi parte do desenvolvimento da linguagem, e a linguagem começou a aparecer na cabeça das pessoas. Quem está falando...!
E quando o pensamento vinha então eles agiam...
Mate esse homem... os inimigos, a outra tribo, eles não eram humanos... E o que a voz esta me dizendo...
Então a voz na cabeça, a linguagem internalizada,
que eles pensavam ser milagrosa, pois tornou muitas coisas possíveis que não poderiam sê-lo  sem ela.
O conhecimento surgindo... você podia transmitir conhecimento. Toda civilização como a conhecemos não poderia acontecer sem isso.
Toda a forma de transmissão de conhecimento:
arquitetura, filosofia, matemática, todas as coisas conceituais surgindo. Coisas milagrosas, coisas estranhas.
No decorrer de um milênio a voz se tornou tão penetrante que tomou conta do senso de identidade das pessoas. 
Provavelmente por muito tempo antes do surgimento do pensamento os homens ainda tinham o senso natural de arraigamento na profundidade de seu ser,
o que foi, gradualmente, pelo milênio, deslocado, mais e mais, para dentro do modo de pensamento na cabeça.
Então todo o senso de identidade não estava mais arraigado no profundo sentido do ser, mas na voz dentro da cabeça. Mas isso tornou muita coisa possível.
Agora, o próximo passo na evolução é um retorno ao estado de pré-ego, mas com a dimensão adicional de se saber, conscientemente, de sua conexão como o UM.
No estado anterior essa conexão não era auto sabida, mas sim um estado natural de conexão.
Mas agora, quando for para além do ego, você intencionalmente retorna, conscientemente, ao UM.
Essa é a próxima etapa. Então não é um regressar.
De certo modo você volta para a “Idade do Ouro”, mas  agora com Conhecimento.
E isso é expresso na antiga parábola bíblica que fala no “Filho Pródigo”. 
O filho deixa a casa do pai, pede-lhe para lhe dar sua parte na herança e vai para um “país distante” onde esbanja todos os seus bens e se torna destituído.
Então recebe a mensagem de seu pai por um mensageiro: “Volte para casa, volte para mim”.
Então o filho começa a se lembrar de quem ele é e começa o caminho de volta para a “Casa do Pai”.
E a parábola diz que então ele é amado mais profundamente do que era.
Primeiro você O perdeu – não completamente, porque isso não é possível pois sem ele você não existiria –
e quando você volta a Ele, Lhe está ainda mais profundamente ligado. E a isso é aonde nós estamos destinados ir.
Então quando você percebe isso, você fica realmente agradecido ao ego porque ele é parte dessa jornada.
Sim, muito obrigado.
Parte do surgimento e da dominação do ego é a ilusão de se ser uma entidade separada, não conectada a outros humanos, ao Todo mesmo, à natureza ou, mais fundamentalmente, não conectada com a Fonte da Vida que algumas vezes chamamos Deus.
Essa é uma ilusão muito disseminada na maioria dos humanos que vivem agora no planeta atraídos na ilusão da separatividade.
Por exemplo, a humanidade pode dizer que ela existe no Universo.
É como você tivesse sido posto no Universo: aqui estou eu e lá está o resto do Universo e as outras pessoas. A verdade é sem dúvida que você não esta NO Universo, mas você É o Universo.
Você é uma parte intrínseca da totalidade. Você não esta nele, porque se você pensa que esta nele você esta separado. Então você é ele. Você não esta nele.
O Universo esta despertando e você é, sem dúvida, uma pequenina parte, mas uma parte essencial, desse despertar do Universo.
Isso significa que a consciência esta vindo a essa dimensão a partir do “sem tempo”, onde não há nenhuma evolução.
Esse “sem tempo” é o Ser e você não pode nem mesmo alcança-lo com palavras ou pensamentos.
O “sem tempo” então começa a brilhar dentro do mundo do tempo – nossa dimensão.
E a isso podemos chamar do despertar através das formas de vida, e as formas de vida se tornam mais ajustadas ao despertar do Universo.
Você é parte disso, e você é, e eu sou e, por fim, sem duvida, todo o Eu. Então o Eu está despertando, você é o Eu, então você esta despertando para fora da ilusão de ser uma entidade separada.
E sem dúvida essa ilusão surgiu porque você esta completamente identificado com o senso de “self” (si mesmo) elaborado pela mente, criando assim a ilusão da separatividade.
O simples fato de olhar outro ser humano sem a interferência do pensamento conceitual - somente um ver sem notar - remove a ilusão da separatividade entre você e o outro. É somente quando surge o julgamento sobre o outro é que o outro se torna “o outro”.
O que o ego mais gosta é de enfatizar e fazer mais forte o senso de separação do outro. E ele faz isso criticando, julgando, se queixando dos outros, dizendo quão maus eles são...
As pessoas fazem isso coletivamente. Quando uma tribo fala de outra tribo fala deles como não sendo humanos mas demônios. E a outra tribo faz o mesmo com essa tribo. As nações fazem isso também.
Talvez um pouco menos agora, mas se você olhar para a primeira metade do sec. XX com as duas guerras mundiais, foi até politicamente aceitável fazer de outras nações demônios: japoneses fizeram dos americanos demônios....
Eu não estou dizendo que a profundidade da inconsciência é maior em certas nações que em outras. O que é sem dúvida verdade. Mas demonizar o outro é sem dúvida ego, ego coletivo. E a propaganda ...
Podemos ter isso no nível pessoal e no nível coletivo.
O ego gosta de enfatizar a separação do outro e isso tudo é parte da ilusão.
Então, voltando a uma coisa muito prática, olhar um outro ser humano sem a interferência do pensamento
é uma coisa bela e uma maravilhosa prática espiritual até que não venha a ser  mais uma prática espiritual,
mas um modo natural de interação com outro ser humano sem a interferência de rotular, julgar , sem o que eu quero de você, sem o que você pode fazer pra mim... Tão somente olhar, dar atenção... Não há mais o senso de separatividade.
Isso é o que o Dalai Lama chama de “gentileza” que é em realidade uma gentileza amorosa que desponta subitamente. Porque para a gentileza amorosa estar lá a ilusão de se ser uma totalmente separada entidade precisa ir. Porque a totalmente separada entidade não pode ter gentileza amorosa.
Ela pode até tentar ter a gentileza amorosa, mas não por muito tempo.
Então essa é a beleza disso.
Então você é uma parte essencial do Universo despertando. Então quando eu desperto o Universo ao meu redor esta também despertando e tudo em que estou envolvida também.
Sim, sim.
Não somente as mudanças em seu redor, mas também porque todos os seres humanos estão em conexão profunda, tal que uma transformação de consciência num ser humano afeta os outros, mesmo que não tenham conexão direta com você.
Porque isso é parte da consciência coletiva da humanidade.
Obrigado!

Transcrito por Paulo Azambuja, de palestra de Eckhart Tolle



quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

O Tempo Físico e o Agora Eterno

O tempo é, e sempre foi, um enigma.  Platão o definiu como “O tempo é o movimento segundo o qual o antes se transforma em depois”.
Newton continuou no mesmo conceito como se o tempo fosse uma sucessão marcada pelos movimentos de algo no espaço, que serviam de referência ao fluxo do passar o tempo.
Einstein então lançou a Teoria da Relatividade e não deixou pedra sobre pedra sobre tudo o que se sabia sobre o assunto: ligou tempo com espaço falando em espaço-tempo como uma coisa só. E o pior, dizendo que o tempo é flexível, e relativo conforme a velocidade do movimento do objeto e não absoluto como pensávamos. E também que o tempo não é um fluxo como pensávamos, mas que passado, presente e futuro convivem em alguma dimensão. Um espanto.
A velocidade da luz que parecia ser um limite no Universo, já foi contestada por novos cientistas e teorias. 
Mas não acabou aí. Hoje na Física Quântica já se fala em outras possibilidades que mais parecem fantasias científicas: horizonte de eventos, teoria das cordas, universos paralelos, viagens no tempo, etc. E nós pobres mortais assistimos isso boquiabertos, com a impressão de que tudo caminha para um grande evento que vai mudar tudo.
O vídeo abaixo dá uma visão dessas mudanças de conceito na história da humanidade recente:

Os mais observadores percebem que esse movimento de novas teorias e descobertas tem um aspecto muito novo e agregador, que une tribos que eram antes diametralmente opostas, inconciliáveis. São os cientistas e os metafísicos, que hoje estão caminhando mais próximos.
Nesse aspecto do tempo, as visões das tradições antigas do planeta que falam no conceito do Agora, (não como um sinônimo do tempo presente entre o passado e o futuro, mas como um corte atemporal do fluxo, um Eterno Agora) estão parecendo próximas e familiares aos cientistas de ponta. O Agora acena com uma nova forma de “estar no mundo” fora dos tentáculos emocionais e mentais do passado e do futuro, em contato com o Ser, o Não Manifestado, “O Que É”.
Mas isso não é o principal, porque as tradições pouco ligam para a ciência. O ponto é que na medida em que elas ensinam a prática de como viver no Agora, o ser humano se concilia consigo mesmo, com o próximo, o planeta e o Universo. Descobre o que é essa coisa que ele chama erroneamente de felicidade, de saúde, de Deus, de compaixão, de Amor. Então o tempo como coisa do domínio da mente parece inadequado.
No seu livro “Praticando o Poder do Agora”, Eckhart Tolle fala da mente pensante, escrava do passado e futuro, e do Tempo sem a mente, o Agora, que curiosamente está fora do tempo como se fosse um corte transversal dele. Um eterno Agora, atemporal... Estranho, não?
Mas vamos lá:
“A mente procura sempre negar e escapar do Agora. Em outras palavras, quanto mais nos identificamos com as nossas mentes, mais sofremos. Ou ainda, quanto mais respeitamos e aceitamos o Agora, mais nos libertamos da dor, do sofrimento e da mente.
Se não quer gerar mais sofrimento para você e para os outros, se não quer acrescentar mais nada ao resíduo do sofrimento do passado que ainda vive em você, não crie mais tempo, ou pelo menos, não mais do que o necessário para lidar com os aspectos práticos da sua vida. Como deixar de criar tempo?
Tendo uma profunda consciência de que o momento presente é tudo o que você tem. Faça do Agora o foco principal da sua vida.
Se antes você se fixava no tempo e fazia rápidas visitas ao Agora, inverta essa lógica, fixando-se no Agora e fazendo visitas rápidas ao passado e ao futuro quando precisar lidar com os aspectos práticos da sua vida. Diga sempre “sim” ao momento atual.
A chave do segredo está em acabar com a ilusão do tempo. O tempo e a mente são inseparáveis. Tire o tempo da mente e ele para, ao menos que você escolha utilizá-lo.
Estar identificado com a mente é estar preso ao tempo. É a a compulsão para vivermos quase exclusivamente através da memória ou da antecipação. Isso cria uma preocupação infinita com o passado e o futuro, e uma relutância em respeitar o momento presente e permitir que ele aconteça. Temos essa compulsão porque o passado nos dá uma identidade, e o futuro contém uma promessa de salvação e realização. Ambos são ilusões. 
Quanto mais nos concentramos no tempo, no passado e no futuro, mais perdemos o Agora, a coisa mais importante que existe.
Por que o Agora é a coisa mais importante que existe?

  •  Primeiro porque é a única coisa. É tudo o que existe. O eterno presente é o espaço dentro do qual se desenvolve toda a nossa vida, o único fator que permanece constante. A vida é agora. Nunca houve uma época emque a nossa vida não fosse agora, nem haverá.
  • Em segundo lugar, o Agora é o único ponto que pode nos conduzir para além das fronteiras limitadas da mente. É o nosso único acesso para a área atemporal e sem forma do ser.

Você alguma vez vivenciou, realizou, pensou ou sentiu alguma coisa fora do Agora? Acha que conseguirá algum dia? É possível alguma coisa acontecer ou ser fora do agora? A resposta é óbvia, não é mesmo?
Nada jamais aconteceu no passado. Aconteceu no Agora. Nada jamais acontecerá no futuro, acontecerá no Agora.
A essência dessas afirmações não pode ser compreendida pela mente. No momento em que captamos a essência, ocorre uma mudança na consciência, que passa a desviar o foco da mente para o Ser, do tempo para a Presença. De repente tudo parece vivo, irradia energia, emana do Ser.”