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domingo, 25 de outubro de 2015

A Filosofia por trás do Veganismo

Dois veganos famosos
Se juntarmos num mesmo grupo pessoas como Einstein, Platão, Buda, Isaac Newton, Tolstoi, Brad Pitt, Drew Barrymore, Richard Gere, Steve Jobs, John Lennon, Kim Bassinger, Terence Stamp, Sting, Brigitte Bardot, Gandhi, Hipócrates, Tesla, Da Vincci, Clinton, Johnny Depp e mais uma lista incontável de gente, a característica comum é que eles são ou foram veganos ou vegetarianos. Substituiram proteina animal por vegetal. Porque?
Porque o boom do veganismo está conquistando rapidamente o mundo inteiro. Se você digitar hoje 25/10/2015 a palavra “vegan” no Google, aparecem 152 milhões de resultados (há 7 dias atrás era 150 milhões). Experimente agora porque amanhã será muito mais. Ano que vem? Imprevisível. O que está acontecendo? As pessoas estão acordando para o fato de que um movimento que junte alimentação saudável, compaixão animal e meio ambiente só pode ser coisa boa.
O crescimento do veganismo está atingindo o “modo exponencial” em todo o mundo, turbinado pelos meios de comunicação que promovem pessoas  veganas e vegetarianas famosas em todas as áreas do conhecimento: cinema, ciências, política, religião, mídia, tecnologia, tudo. O que está por trás disso? Muita coisa, mas uma delas é o fato misterioso de que de uns anos para cá há muitas crianças no mundo inteiro que já estão nascendo recusando proteína animal, e inclusive reeducando seus pais. Porque? Defesa da natureza? Uma sabedoria intuitiva orientando a raça humana? Mistéério.
Então você pergunta: e qual a diferença entre ser vegetariano e vegano? Como sempre a resposta é ampla, abrangente e mais rica que a pergunta. Vamos ver os fatos por trás...
Os primeiros veganos registrados pela História foram os essênios, judeus da Palestina do século II a.c.. Dizem que Jesus foi educado por eles. Se foi mesmo, era vegano. O primeiro vegano pop star...
Donald Watson, o carpinteiro inglês fundador formal do movimento nos tempos modernos dizia que “o Veganismo é a junção da alimentação saudável e outros cuidados com a saúde, compaixão pelos animais e respeito pelo meio ambiente”. Curto e grosso. Como já faziam os essênios. Parece fácil, mas a junção e o exercício consciente dessas 3 coisas é para poucos porque solicita uma postura física, emocional e mental.
Já o vegetarianismo consiste num modelo que se aproxima gradualmente do veganismo, tendo vindo do onivorismo (quem come de tudo), ou seja, quem come de tudo vai, por alguma razão, desistindo dos produtos animais, vai ficando gradualmente vegetariano puro, e se já tiver ou desenvolver compaixão e respeito animal, e ambiental, se torna vegano. Pronto.
Watson até dizia: que “- O vegetarianismo é um passo intermediário entre o onivorismo e o Veganismo. Há veganos que fizeram a transição em uma única etapa, mas a maioria das pessoas precisa do estágio intermediário.” É compreensível, pois uma coisa é se preocupar com a própria saúde individual ou da família, mas outro nível qualitativo e evolutivo é ter compaixão pelo animal e respeito pelo planeta e portanto por toda a humanidade. Isso já é coisa de gente grande. Há quem diga que deveríamos mesmo fazer como os índios americanos que ao colher uma planta para alimentação ou remédio, pedem desculpas ao espírito dela porque ela é um ser vivo e senciente (sensível). Na minha infância a gente não fazia isso mas orava na mesa agradecendo pelo alimento.
Mas, porque dissemos que o vegetarianismo se aproxima “gradualmente” do veganismo? Porque em termos práticos há uma gradação de tipos de vegetarianos com relação aos tipos de proteína animal, dada a dificuldade de abandonar os antigos hábitos alimentares. São 4 tipos “graduais” de auto-denominados vegetarianos:
  • O que também come algum peixe, como fazem alguns  da“macrobiótica light”. Na falta de nome melhor vamos chamá-lo de ictio-vegetariano já que ictios é peixe em grego. Acabei de batizar essa agora (rsrs)
  • O que come leite e derivados como manteiga, iogurte e queijos (lacto-ovo-vegetariano)
  • O que come ovos (ovo-vegetariano)
  • O que come só vegetal (vegetariano estrito). Este está mais próximo do vegano. Só falta a compaixão e o respeito ambiental (que parece fácil, fácil...)
Isso sem falar nos que comem mel, ou usam lã e seda naturais, produtos obtidos de animais e portanto criticados e recusados pelos veganos. E também dos crudívoros, variação que só come comida vegetal crua (comida viva). E os que comem vegetais levemente cozidos no vapor para não alterar a qualidade energética do alimento.
Vale notar também que o veganismo, sem exclusividade mas por bom senso, contempla outras  preocupações muito atuais que tiram o sono dos aficionados da saúde quanto aos alimentos: é crucial problema do açúcar, sal, química, inseticidas, transgênicos, fiscalização inexistente ou corrupta, todas elas frutos do capitalismo empresarial voraz.  Vamos falar destas preocupações em outra oportunidade. Alimentação que se preze não pode esquecer isso.
Vem daí o crescimento acentuado dos produtos orgânicos na produção vegetal feito por micro-produtores artesanais. Artesanais porque a agricultura orgânica não funciona em grandes volumes, em escala intensiva de monocultura, pois ela nada mais é que a agricultura antes da revolução industrial e do capitalismo moderno e, portanto, requer cuidados específicos de natureza holística no plantio e colheita. Agricultura holística é o canal.
Mas quanto à alimentação, não acredite no que eu falo. Nem em ninguém, independente dos diplomas e da pompa dos títulos. Neste aspecto cabe um conselho que exercitei a vida toda: teste tudo em você mesmo (a) todo o tempo, alimentos, chás, remédios, posturas, tradições e observe, estude e tire suas próprias conclusões. Sempre. Quem fazia isso era Hipócrates (pai da Medicina moderna), Paracelso (alquimista), Hanneman (o da Homeopatia), Bach (o dos sais, não o músico), e Arnaldo Preto... (rsrs). Eu nem conto tudo o que já testei em mim mesmo, para não ser chamado de louco. Sério. Alguns amigos e minha mulher é que sabem. Aquela santa.
Já que estamos falando de “gente fora da curva normal”, no extremo há também os breatharians (respiratorianos) e os sungazers (que, como eu há 6 anos, olham para o sol) adeptos da alimentação prânica, mas esse assunto fica para uma próxima, pois vai dar um nó em algumas cabeças menos avisadas (rsrs). Tudo a seu tempo.
Mas vamos fazer um resumo sobre que tipo de temas compreendem os 3 itens veganos de Watson e quais os problemas que atualmente existem com os quais você vai se deparar no sentido de exercitar uma compreensão do veganismo e defender a sua saúde. Como não podia deixar de ser, vamos jogar um pouco de farofa no ventilador...(Hê... Hê... Hê...)
 Recordando, são eles os temas: alimentação e saúde, compaixão pelos animais, e respeito pelo meio ambiente. Vamos lá:

  • ALIMENTAÇÃO E SAÚDE
Alimento e remédio
O pai da Medicina, Hipócrates, dizia “faz do alimento o seu remédio”. Mas ele só é lembrado pelos médicos no dia do juramento na formatura na faculdade. A frase é esquecida já na festa de formatura. Depois disso, quando é preciso prescrever um remédio ele receita baseado nas informações “insuspeitas” do promotor dos laboratórios farmacêuticos que o visita periodicamente e ganha para isso, e passa a ser o seu consultor, assessor e informante técnico, turbinado pelas promoções que recebe sobre o volume de vendas da indústria farmacêutica e oferecendo uma pá de promoções que incluem viagens, produtos e dinheiro. Muitos médicos alegam que “não tem tempo para estudar” a não ser rapidamente no Google, entre um emprego e outro. Isso é verdade, pelo volume de informações e remédios produzidos hoje. São vítimas eles também, além de réus como todos nós.
Felizmente estamos presenciando um número crescente de médicos percebendo a importância da medicina holística e funcionando como pontes entre essa medicina falsa que se deixou pautar pela indústria do remédio e também a medicina oriental associada às tradições (ayur-védica, hindu, taoista, budista, etc.) e também recomendando a agricultura orgânica na produção de alimentos.

Prevenção e saúde
Nas faculdades no mundo inteiro há pouquíssimos cursos e informações sobre a abordagem preventiva das doenças que poderia ser dada em cursos e cadeiras de Alimentação nas faculdades, seguindo a linha do pai da medicina. A única forma de fugir das doenças e escapar das cirurgias, remédios perigosos e caros, e da velhice sem qualidade de vida é a profilaxia, ou seja, PRE-VEN-ÇÃO!
Pesquisei no curso de Medicina da USP em São Paulo e não há nada, nenhuma matéria preventiva sobre alimentação que seja dada nos cursos obrigatórios de formação de médicos. Só há poucas informações no caso de pacientes pós-operatórios quando o pote já quebrou e o leite já derramou. Hipócrates não vai gostar nada disso. E essa falta de medicina alimentar preventiva deve ser assim nas faculdades no mundo todo. As indústrias alimentar, da proteina animal e farmacêutica aplaudem de pé, é claro, pois vendem mais por conta disso. Fique atento: a alimentação correta é a verdadeira prevenção. E ponto. Além dos exercícios físicos, como não poderia deixar de ser.

Química e saúde
Não se iluda. No que diz respeito aos produtos químicos na sua alimentação você está sozinho e totalmente desamparado. Todo o alimento industrializado é ruim, mesmo o que parece maravilhoso nos comerciais de TV.  Fique atento. Se você tiver paciência e olhar os rótulos dos produtos que consome nos supermercados vai ficar assustado com o que aparece, mas também e talvez principalmente, com o que não aparece. É o caso dos transgênicos, inseticidas e adubos nos vegetais frescos, e aquelas siglas e códigos em letras minúsculas nas embalagens indicando conservantes, homogeneizantes, acidulantes, espessantes, flavorizantes, o diabo... A longo prazo é tudo veneno. E ninguém relaciona isso com o atual aumento exponencial de doenças do coração, sistemas digestivo e circulatório, pressão arterial, ossos, ligamentos, doenças mentais, pele. E tudo “autorizado e controlado” pelas autoridades. Só para constar: quem liberou os transgênicos no Brasil foi aquele ex-sindicalista barbudo que hoje está na mira da Lava Jato em Curitiba.

Saúde, proteção e controle
Você acredita que o governo vai ajudar você?  Não vai. Há no mundo inteiro um complô silencioso e um lobby maligno entre empresas alimentícias, químicas e agropecuárias com suas truculentas e corruptas entidades associativas, médicas, organizações de controle governamental (tipo FDA – Foods and Drugs Administration, nos EUA) ou seus correspondentes no Brasil (SIF – Serviço de Inspeção Federal, DIPOA – Inspeção de Produtos Animais, Anvisa – Ag. Nac. de Vigilância Sanitária), e também fiscais, políticos, legisladores, juízes (todos os que supostamente deveriam proteger você). A pressão combinada do capitalismo, política, mídia paga, e justiça, impede o homem comum de ver qualquer coisa. Para desmoralizar os que reclamam, eles falam que tudo é "a teoria da conspiração". E convencem.
Você que está hoje vendo na mídia os resultados da luta contra a corrupção em entidades governamentais e partidos políticos no Brasil, confia no governo, políticos e nessas entidades que afirmam proteger a sua saúde? Elas realmente fiscalizam as empresas que poluem e adicionam “legalmente” venenos à sua saúde ou são manipuladas e pagas pelos lobbies? Ou os fiscais delas, que deveriam proteger a sua saúde, são subornados por interesses econômicos delas contra você? A resposta todos sabem. Você decide o que fazer. Eu vou ao supermercado, leio o rótulo e não compro. Aliás os rótulos já omitem muita coisa mesmo. E não tomo remédio. Quem toma é porque comeu mal sejam alimentos, emoções ou impressões. Não fez a prevenção com o alimento, que deveria ser o seu remédio.
Muita coisa escapa dos rótulos do supermercado. 
Publiquei há um tempo atrás uma postagem sobre esse incrível povo vegetariano, os Hunza. Um trecho diz: “Lembrei-me agora de um fazendeiro pecuarista, pai de uma amiga de São José do Rio Preto, S.P., que perguntado por mim como fazia para evitar que o seu gado fosse rejeitado no abate logo após ter tomado os perigosos remédios e hormônios de crescimento, respondeu: "- Não há controle nenhum. Se a fazenda tiver uma promissória vencendo no banco e eu tiver que pagar, não tem jeito. O gado vai para o abate. Não há fiscalização suficiente mesmo”.

Saúde e corrupção
Qual a ligação entre saúde e corrupção? Você já vai perceber. Corrupção e descontrole no Brasil é o que se vê hoje no INSS, Petrobrás, Eletrobrás, etc., e certamente toda a estrutura do governo nos 3 poderes (executivo, legislativo e judiciário) e nos 3 níveis (federal, estadual e municipal). A verdade é: qualquer pessoa que tem algum poder em mãos só quer transformar o poder que tem em dinheiro.  Todos sabemos que o ser humano é assim. Se você quiser conhecer alguém de fato, dê poder para ele. Estamos vendo esse filme a toda hora.
 Não é preciso ir para Brasília. Todos estamos vendo a corrupção acontecer à nossa volta na vida habitual, e às vezes até com a nossa participação, displicência ou falta de ação. É com o zelador do prédio, o síndico, o guarda de trânsito, o policial, o “servidor” público, o sindicalista (vixe!), o vereador, o deputado, o juiz, o ministro, gerente, diretor, o presidente das empresas e da república. A conseqüência disso é que você está sendo enganado, sozinho e desamparado. E paga a conta. Como? Com os impostos que aumentam para cobrir o rombo, ou com os péssimos serviços de saúde, atendimento, hospitais, saneamento, educação, segurança cujo dinheiro está na Suiça e paraísos fiscais. E, no mais das vezes, paga a conta com o seu dinheiro suado, com a preocupação com o futuro dos filhos, a pressão alta, o colesterol, o mau humor, a raiva, o descontrole, e por aí afora. Não há saúde que agüente, ôsh!

Exercício físico
Nos anos sessenta e setenta eu estudava e praticava exercícios de saúde taoistas com um simpático velhinho japonês no bairro da Liberdade em Sampa, chamado Zenzo Yamamoto. Um mestre. O pai ou avô de vocês deve ter ouvido falar nele. Com 75 anos se dava ao luxo de fumar de vez em quando um cigarrinho de palha (como o Clinton... rsrs).
Um dia eu, que corria 12 km por dia na pista de borracha do estádio do Ibirapuera, perguntei a ele se correr era o melhor esporte para a saúde. Ele disse: “Correr é para cavalo. O homem anda. Anda muito”. Hoje sei que isso é verdade. Curiosamente, a corrida excessiva é o único diagnóstico que tive sobre a causa da minha necrose do fêmur aos sessenta e poucos anos.
Caminhar é tudo o que a gente precisa saber sobre corrida e esportes. Caminhar muito. As Olimpíadas são um mito. Um mau mito da humanidade.

 O tripé da Saúde
Outro assunto que tenho aprendido um dia depois do outro é que a saúde é um composto equilibrado de 3 coisas: saúde física, emocional e mental. A emocional é tão ou mais importante que a saúde física e elas fazem parte de um conjunto integrado com a saúde mental. A meditação, ou contemplação, é a cola que junta as três num conjunto harmônico. Há 3 coisas que precisam ser trabalhadas tanto na meditação como na ação no dia-a-dia: silêncio no mental, calma no emocional, e relaxamento no físico. E a chave está no emocional. É o centro de gravidade do humano. O nó do borogodó. Há uma literatura interminável sobre o assunto. Vamos falar disso em breve.

  • COMPAIXÃO PELOS ANIMAIS
É simples. A melhor forma de ter compaixão pelos animais é não matá-los. E nem comê-los. Isso já seria um bom começo. Depois vem essa "escolha de Sofia" entre quem é o meu pet querido e quem eu vou comer no almoço. Depois, na ordem, vem o cuidado com a alimentação e saúde deles. O carinho. O afago. O cafuné. Felizmente compaixão tem além de uma componente herdada dos pais, uma outra fornecida pela educação, tanto dos pais, da escola, dos bons amigos, do exemplo. Estamos no meio do caminho, mas a coisa está felizmente crescendo no mundo inteiro.
Os temas que mais precisam ser trabalhados são:
Matar animais por alimentação, por diversão, exaustão, indiferença, descuido, testes de produtos e medicamentos, crueldade delegada, especismo, dano colateral, etc.
Você já viu a morte de animais na indústria e a produção de enlatados? Nem veja. A internet mostra o absurdo com detalhes. Isso porque todas as religiões falam que eles são “criação de Deus”. Já pensou se não fossem?  Paul Mc Cartney pegou bem o espírito disso quando falou: "Se os matadouros tivessem paredes de vidro, todos seriam vegetarianos”.
O caminho mais eficiente de proteger os animais é influenciar os políticos e legisladores através da pressão popular das redes sociais e da mídia. Após esse pontapé inicial as ações ficam legitimadas e portanto mais fáceis para serem ativadas pela rede de protetores que já é grande no Brasil e no mundo todo. A mídia e redes sociais desempenham um papel crucial no processo.

  • RESPEITO PELO MEIO AMBIENTE
Bruce Hamilton, diretor executivo do Sierra Club, uma das 3 maiores fundações de proteção do meio ambiente do mundo disse: “- Os climatologistas nos dizem que o nível seguro mais elevado de emissões seria aproximadamente 350 ppm (partes por milhão) de gases de efeito estufa na atmosfera (CO2 – dióxido de carbono) e já estamos em 400. Dizem que a temperatura segura que poderíamos produzir sem consequências perigosas quanto à seca, fome, conflitos humanos e extinção de espécies, seria um aumento de mais 2 °C na temperatura média atual do planeta. Chegaremos lá rapidamente, e com tanto CO2 já existente na atmosfera, vamos ultrapassar facilmente isso. Portanto, estamos assistindo a próxima grande extinção de espécies na Terra, algo que não ocorria desde o desaparecimento dos dinossauros. Quando houver países submersos com a subida do nível do mar, quando houver países sofrendo com a seca ao ponto de não poderem alimentar a população e esta precisar migrar para outro país ou invadir outro país, teremos guerras climáticas.” É um estágio depois de guerras religiosas.
Mas há uma desinformação ou contradição nisso e que é o que mais interessa: um relatório publicado pela ONU diz que o gado produz no mundo mais gases de efeito estufa que todo o setor dos transportes (terrestre, aéreo e marítimo). Ou seja, criar gado gera mais gases de efeito estufa que todos os carros, caminhões, trens, barcos e aviões no mundo (13%, contra os 18% gerados pelo gado). Isto porque as vacas produzem um incrível volume de gás metano a partir do seu processo digestivo. 

O gás metano produzido pelo gado é 25 a 100 vezes mais destrutivo que o dióxido de carbono dos veículos! Repetindo: O GÁS METANO PRODUZIDO PELO GADO É 25 A 100 VEZES MAIS DESTRUTIVO QUE O DIÓXIDO DE CARBONO DOS VEÍCULOS! Você sabia? E nós andamos alegremente de bicicleta para ajudar a reduzir as emissões de CO² dos carros. Brincadeira.
Mas o problema não está apenas nos combustíveis fósseis. A produção de proteína animal não só contribui para o aquecimento global via metano produzido pelo gado, como é a maior causa de consumo de recursos (água e dinheiro) e degradação ambiental. E os websites das maiores organizações ambientais como a 350.org, Greenpeace, Sierra Club, Climate Reality, Rainforest Action Network, Amazon Watch não falam nada sobre a agropecuária. Nem os governos. Porquê?
A chamada “fratura hidráulica” do gás natural (gasto de água para produzir algo) gasta muita água. Gastam-se incríveis 378 bilhões de litros anualmente nos EUA, mas só neste país, a agropecuária consome 128 bilhões de litros de água. E as emissões de metano de ambos os ramos são quase iguais. O californiano gasta em média 5600 litros por pessoa, por dia! Metade disso refere-se ao consumo de carne e laticínios. A carne e os laticínios exigem muita água, em parte porque os animais lá nos EUA comem cereais que requerem muita água para serem produzidos. Cereais é o que eles comem diferentemente dos povos pobres. A água que está no cereal que o animal come é considerada parte do valor de água virtual atribuída à carne. A sua pegada ecológica e hídrica. No Brasil a maioria do gado come capim, mas para isso desmatam tudo, principalmente a Amazônia o que é pior ainda. A continuar produzir carne podemos optar entre a frigideira ou as brasas.
Um hambúrguer de 110 g para chegar à sua mesa no Mac Donald’s requer mais de 2500 litros de água para ser feito! São necessários mais de 10.000 litros de água (10 toneladas) para produzir meio quilo de carne! 
Fala-se muito em reduzir o consumo doméstico de água, mas isso é apenas 5% do que os EUA consomem comparados com os 55% da agropecuária. As campanhas do Governo dão dicas para poupar água, como usar torneiras e aparelhos sanitários mais eficientes, mas nada falam sobre a agropecuária. Porque será?
Você já percebeu né? Ninguém (mídia, governo e organizações ambientais por razões diferentes) fala disso por causa do poder de lobby da indústria de proteína animal, carne, ovos, queijo e leite e todos os seus derivados. A mídia pelos gastos de publicidade, o governo pelos impostos que arrecada e as “.org ambientais” como o Greenpeace e outras, pelas doações recebidas do setor agropecuário- industrial. E ficam protegendo os golfinhos, focas e tubarões como se estes vivessem em outro planeta. A gente que se dane. E nós estamos aqui... tranqüilos como o cara que pulou do 18º andar, ao passar pelo 3º e pensou: “Até aqui, tudo bem.”
O alarmante de tudo isto é que se as emissões de carbono dos veículos pararem hoje, em 10 a 20 anos tudo começa a se recompor (se a Amazônia não acabar em 10 a 15 anos conforme previsto, é claro), mas o metano existente leva mais de 100 anos para ser absorvido. Tá bom ou quer mais?
E nem estamos falando da extinção acelerada de abelhas, insetos e morcegos, todos polinizadores e a sua conseqüência previsível no colapso da agricultura.
Parece que a Humanidade não está bem na fita, hein moçada?
Por isso Einstein e Da Vincci disseram (antes mesmo do veganismo):
  • "Nada beneficiará tanto a saúde humana e aumentará as chances de sobrevivência da vida na Terra quanto a evolução para uma dieta vegetariana. A ordem de vida vegetariana, por seus efeitos físicos, influenciará o temperamento dos homens de uma tal maneira que melhorará em muito o destino da Humanidade." Einstein
  • "Haverá um tempo em que os seres humanos se contentarão com uma alimentação vegetariana e julgarão a matança de um animal inocente da mesma forma como hoje se julga o assassino de um homem."
    Leonardo da Vinci
Pronto. Falei.

Referências:
·        Vídeo “Cowspiracy” legendado:  HTTP://serluminoso.blogspot.com
·        Revista Vegan News


domingo, 20 de abril de 2014

Carnívoro ou Vegetariano? - por Yogananda

Yogananda
Como muita gente nesse mundo eu passei a comer só vegetais não porque não goste de carne, mas porque sinto claramente no corpo que ela não é saudável para mim, e também porque não quero proximidade com esse carma obscuro da matança dos animais. Fiquei muito impressionado quando assisti há anos atrás no Youtube alguns videos chocantes sobre como são normalmente sacrificados os animais para satisfazer o consumo das pessoas. Um horror. Muita gente que viu fez o mesmo, porque não adianta se fingir de morto e desvincular as duas coisas: o pacote de carne na prateleira do supermercado e animal vivo na natureza. Eles são a mesma coisa. Um morto e outro vivo. Infelizmente há muita gente assim, mas acredito que a ignorância sobre a ligação das duas coisas não nos livra dos efeitos.
Constatei também que tanto vegetarianos como carnívoros, são igualmente opiniáticos, senão radicais, e tem visões e argumentos pouco fundamentados sobre o assunto, e frequentemente uma certa dose de partidarismo. 
A visão de Albert Einstein, que era vegetariano, se concilia com a opinião de ecologistas e cientistas de que as pastagens de animais usam de forma improdutiva uma área desnecessária de terras para produzir menos alimentos que a agricultura. Essa visão é produto do fato de ele ser um ser muito evoluído vivendo nos nossos tempos. Ele diz: "Nada beneficiará tanto a saúde humana e aumentará tanto as chances da vida na terra quanto a evolução para uma dieta vegetariana". 
Então eu procuro me orientar pela minha bússola interior sobre esse assunto, mas como nunca se consegue conciliar as duas opiniões divergentes sobre o isso, decidi postar a visão equilibrada de Yogananda,  um iogue respeitável já citado neste blog em pelo menos duas postagens deliciosas de se ler. Se você quiser lê-las, são O Segredo da Vida Equilibrada, uma experiência incrível com o seu mestre Sri Yuktésvar e a outra O Roubo da Couve Flor. Ele diz:

"A questão do consumo da carne e do vegetarianismo é assunto muito complicado e controverso, por isto vou apresentar os vários argumentos oferecidos pelos seguidores dos “cultos” dos açougueiros e dos vegetarianos, e acrescentar no fim, se possível, minhas próprias opiniões a respeito de ambos. O que direi será governado pelas necessidades atuais do mundo, e acredito que nunca poderá ser dada uma visão absoluta, que seja boa para todos os tempos e para todas as pessoas. 

A origem do consumo de carne 
Ao ver o peixe grande comer o peixe pequeno, a lagartixa recém-nascida pular sobre o pequeno inseto e engoli-lo, e o tigre e o leão, mais fortes, caçarem animais menores, o homem viu nisto o dedo indicador da Natureza, e começou a comer a carne de animais que satisfaziam o seu paladar. 
O elefante e o rinoceronte são tão fortes quanto o leão e o tigre, e apesar disto são vegetarianos. O homem aprendeu a comer vegetais e desenvolveu o instinto de alimentar-se de vegetais ao ver as criaturas da Natureza que também consomem vegetais. 
Como encontramos, no seio da Natureza, mais animais carnívoros do que vegetarianos, também vemos pessoas sobrevivendo mais de carne do que apenas de vegetais. Muitas pessoas 
dizem que comer carne produz câncer e diminui o tempo de vida. Eu acredito que o consumo 
excessivo de carne tende a produzir mais doenças do que o consumo excessivo de vegetais. 
O elefante e a tartaruga, que consomem vegetais, vivem por muito tempo. As vacas comem vegetais, porém morrem cedo; cães comem vegetais, mas também comem uma quantidade maior de carne, e vivem pouco tempo também. Os crocodilos comem frugalmente carne e jejuam por longos períodos de tempo, e vivem até 600 anos ou mais. Sabe-se que alguns iogues que comiam vegetais e que conheciam a super-arte de viver, viveram mais de 600 anos. 
Longevidade não depende somente de alimentar-se corretamente, mas também de se respirar menos, de não sobrecarregar o coração, da eliminação apropriada, do controle da força sexual e do correto recarregamento do corpo a partir da Fonte Divina. 

A interdependência da vida 
No seio da Natureza, vemos que os vegetais consomem os elementos químicos do solo, e 
as aves, os animais e os seres humanos comem vegetais e animais. Os vegetais gostam de 
fertilizantes de origem animal, como o sangue seco e os ossos de corpos animais em estado de 
putrefação, enquanto os animais comem a carne humana. Seres humanos comem animais, 
vegetais e elementos químicos do solo através da comida e dos remédios; a grande e velha 
Terra está sempre faminta e é canibal, uma vez que de seu útero vêm todos os elementos 
químicos que compõem os seres vivos, e em seu grande estômago devorador todos vegetais, 
animais e humanos devem retornar. Isto mostra que a Terra voraz, os vegetais, os animais e os 
seres humanos são ao mesmo tempo vegetarianos e carnívoros. 

As diferenças entre vegetais e a carne 
Vegetais e animais são diferentes apenas no grau de manifestação da vida. O Prof. J. C. Bose, da Índia, provou que os vegetais têm um sistema nervoso que responde a um estimulo favorável através do prazer, e a uma influência desfavorável através da dor. Eles têm batimento cardíaco, sistema circulatório, pressão da seiva e uma vida central, em certas células das raízes – o cérebro dos vegetais. Ampute um dedo seu e você não morrerá, corte um galho e a planta não morrerá, mas remova o cérebro humano e o corpo que o continha morrerá, exatamente como ocorre quando se corta a raiz de uma planta: ela morre. 
Assim como os animais respondem a certos tratadores, os vegetais crescem em abundância sob certas vibrações humanas benignas, e definham ou crescem pouco quando cultivados por pessoas com vibrações erradas. Pode-se anestesiar uma planta, fazer com que sinta prazer ou dor, ou até envenená-la e matá-la. Cortar a cabeça de uma couve-flor é o 
mesmo que cortar a cabeça de um carneiro. Instrumentos de precisão desenvolvidos pelo Prof. 
Bose nos mostram a dor e a agonia da morte em plantas torturadas ou moribundas. Um 
pedaço de estanho pode sentir prazer ou dor, e pode expressar suas emoções através de instrumentos sensíveis feitos pelo homem. A couve-flor abatida só pode expressar sua agonia 
pré-morte através dos instrumentos do Prof. Bose. Os metais e as plantas torturados não podem falar. Alguns peixes expressam sua agonia através de um grito agudo e curto. Aves e animais manifestam seus problemas através de diferentes sons específicos. O homem se aproveita do fato de que ele não entende a linguagem dos animais e então os mata contra a vontade deles. 
O homem civilizado não tem direito de matar os animais ou os silvícolas, somente porque não entende a linguagem deles. Mas, do ponto de vista de resposta a dor, o homem é a manifestação mais sensível da vida. Depois do homem, segundo a sensibilidade, vêm os diferentes graus de animais, peixes, plantas e minerais. O carneiro e o frango, quando estão sendo mortos, sofrem menos do que os animais que resistem e se ressentem, como o boi e o porco. A maior parte dos peixes desistem rapidamente quando estão sendo mortos. 
Não há dúvida de que o ser humano possui o sistema nervoso mais sensível, através do qual ele recebe e responde a estímulos na forma de prazer ou dor. Os animais são bem menos sensíveis e sentem menos dor e prazer. O animal, sendo menos sensível do que o homem, sente menos dor do que os seres humanos durante a morte. O sistema nervoso das plantas é bem menos desenvolvido do que o sistema nervoso dos animais. Os minerais são menos sensíveis a estímulos do que as plantas. Uma martelada pode matar uma planta, um animal ou 
um homem, mas não consegue facilmente extrair a Força Vital de um tenaz e menos sensível metal. No entanto, por meio de repetidas batidas, até mesmo os metais perdem sua tenacidade ou atributos da vida. Portanto, do ponto de vista da expressão através de sons e da sensibilidade do sistema nervoso, pode-se dizer racionalmente que o homem sofre mais quando é morto; que o boi sob o machado sofre mais do que o carneiro ou o frango, que o peixe sob a faca sofre menos do que o carneiro, e que os vegetais, quando comparados, sofrem muito menos do que o peixe, os animais e o homem. 
O canibalismo não existe apenas entre os homens, mas também entre as plantas, as aves e os animais. Lobos comem lobos. Os indígenas Jivaro comem seus prisioneiros de guerra e poupam o custo de manutenção e de despesas com a compra de carne. Eles encolhem as cabeças de seus inimigos prisioneiros até o tamanho de uma bola de tênis e as guardam como troféus de guerra, assim como caçadores penduram a cabeça dos animais que eles mataram.  
O consumo de carne obviamente não pode ser condenado sob o ponto de vista de ser um ato de matar, porque o consumo de vegetais e frutas também envolve a retirada da vida; o que é palpável é que a matança de animais desperta muito mais a nossa consciência e sensibilidade humanas do que a matança de vegetais e o descascamento e a mastigação das frutas. A maior parte dos consumidores de carne bovina desistiriam de comer carne se tivessem que matar os animais para obtê-la; mas nenhum vegetariano se importaria em descascar os vegetais e cortar as cabeças das cenouras ou de qualquer outro vegetal. O fato de que a matança de animais implica derramar sangue e produzir dor demonstra claramente que os animais são parentes próximos do homem e estão se aproximando dele na escala evolutiva. 
Os vegetais não gritam de dor nem derramam sangue quando são mortos. Do ponto de vista da sensibilidade humana, podemos dizer que é menos dolorido matar um vegetal do que um animal. As almas adiantadas hesitam até em remover as cabeças das rosas de seus corpos vegetais que florescem em jardins domésticos, da mesma maneira como as outras almas odeiam matar seus animais de estimação para obtenção da carne. 
Carne é alimento concentrado e é fortalecedora, mas é também altamente constipante e age como retentora dos venenos corporais, sendo assim precursora de doenças. Os vegetais têm de ser ingeridos com mais paciência e não são tão concentrados quanto a carne; por isto a ingestão inapropriada de vegetais não é boa fonte de energia. Frutas e vegetais, tendo um efeito 
laxativo natural, favorecem a saúde e a eliminação das doenças. 
Os iogues da Índia opõem-se à ingestão de carne, enquanto os seguidores do Tantra advogam seu uso. As nações que comem carne são, em geral, politicamente livres. A Índia é vegetariana e não tem sido forte o suficiente para dispersar invasões estrangeiras. Os americanos estão sofrendo de obesidade devido ao consumo exagerado de todos os tipos de proteínas, como por exemplo carne, leite e nozes. Os americanos deveriam se tornar 
vegetarianos. Hindus quase não têm proteína para comer e, por causa do fanatismo, abusam das dietas em que predomina o amido e, assim, morrem cedo e magros. Na Índia, os animais vivem mais do que os seres humanos. 
Apenas como um meio para um fim, ou como medida temporária, a Índia atual precisa comer carneiro, bodes e aves até que possa conseguir leite e substitutos da carne em quantidades suficientes. A vida espiritual hindu, mesmo que sustentada pelo consumo de carne, faria mais benefício ao mundo do que a dos animais mudos, aos quais se permitem viver sem fazer nada. A vida humana é mais valiosa e útil a todas as criaturas do que a vida de qualquer animal. Se uma escolha tem de ser feita entre um ser humano comer carne para sobreviver ou morrer sem comer carne, e os animais sobreviverem e não serem comidos pelos homens, eu diria que os homens deveriam sobreviver às custas dos animais. 
Ninguém pode escapar. Os animais são sacrificados contra suas vontades para alimentar o homem; este, então, contra sua vontade, tem de morrer para que sua carne recomponha os elementos químicos da Mãe Terra. Um bilhão e meio de pessoas multiplicado por 44,6 quilos de elementos químicos, que são retirados da terra em forma de vegetais a cada sessenta anos para alimentar as pessoas, devem, a um intervalo de cerca de sessenta anos, ser devolvidos ao solo para sustentar a saúde da Mãe Terra. Se os corpos de um bilhão e meio de pessoas, ao invés de se misturarem com o solo, evaporassem no éter a cada sessenta anos, então ao final de alguns milhares de anos, a Terra ficaria fraca e infértil, seria apenas um torrão desértico, 
habitado por seres humanos sempre-crescentes e devoradores como formigas. 
Testes químicos que introduziram sangue de certos animais em seres humanos, mostram que algumas pessoas podem comer apenas a carne de certos animais. Esse é um meio científico moderno para demonstrar quais carnes específicas se harmonizam com cada indivíduo. 
Igualmente, nem todas as frutas e vegetais são apropriados para todas as pessoas. Algumas frutas causam alergias em certos indivíduos. Algumas pessoas ficam doentes quando comem cebola. Batata às vezes causa constipação. Algumas pessoas ficam muito doentes quando comem carne bovina, e outras sofrem de azia ao comerem frango. A maioria responde favoravelmente à ingestão da carne de carneiro. Descobriu-se que carne de carneiro é mais 
compatível com os elementos químicos dos seres humanos, do que qualquer outra forma de 
carne. 
Em locais frios, como o Alasca, as pessoas bebem óleo e sangue de foca para se manterem aquecidas. Elas vivem de carne de peixe, foca, caribu e morsa. Assim como algumas pessoas comem vegetais e frutas secas, os esquimós comem carne seca quando um suprimento de fresca é difícil de se encontrar. Dizem que muitos esquimós morrem de tuberculose devido ao frio intenso. Algumas pessoas dizem que eles morrem devido à sua dieta de carne, enquanto
outras acham que suas mortes prematuras devem-se ao fato de quererem viver a vida não natural
do homem branco.
Descobrimos através de estudos que ambos, vegetarianos e consumidores de carne, podem viver vidas saudáveis e longas. Jesus, Buda e São Francisco comiam carne, enquanto
Shankara, Chaitanya e muitos santos crísticos da Índia não comiam carne. Em uma visão, São
Pedro viu alguns animais e uma voz pediu que ele os matasse e comesse.(Atos 10:10-15). O mandamento “Não matarás” destinava-se aos homens, não aos animais. Moisés e Jesus, ambos comiam carne,(Lucas 24:42-43) e foi Moisés quem transmitiu os dez mandamentos.
A vida se desenvolve de maneiras diferentes, nos seus diferentes estágios. Manifesta-se nos minerais, mas seus tecidos são duros e têm de ser reduzidos a pó e condicionados antes que possam ser absorvidos pelo organismo humano. Os minerais são emulsificados e transformados em forma orgânica na vida de vegetais para que possam ser consumidos pelos organismos menos duros de outros vegetais, animais e seres humanos. Os tecidos vegetais são
macios, mas raramente mostram a presença de um forte sistema central, e quando os vegetais
são abatidos com facas, eles nunca gritam de dor ou derramam sangue. Seu sangue é um fluido branco viscoso chamado seiva.
A vida desenvolve os tecidos de um peixe em tecidos mais complexos do que dos vegetais. A carne de peixe é em geral branca. Peixes têm sangue e um sistema nervoso, mas poucos peixes fazem qualquer som ou protestos quando são mortos. A vida evolui ainda para formas mais complexas de animais, portanto seus tecidos são diferentes do peixe. Animais protestam em voz alta durante o processo de matança. O boi e o porco, tendo sistema nervoso bem desenvolvido, sentem muita dor durante o processo a que são submetidos e protestam em alto e bom tom a qualquer tentativa que se faça de matá-los. Eles protestam mais
violentamente do que o carneiro. Isto mostra que embora os animais não possam conversar
inteligentemente como os humanos; ainda assim são evoluídos o suficiente para protestarem através de sons, que estão sentindo dor e não querem ser mortos.
O homem não é morto e consumido por outros homens, com exceção em tribos primitivas de canibais, porque ele pode protestar contra seu assassinato através de sons inteligíveis. Os homens não pensariam em matar animais se estes pudessem protestar contra a matança através da linguagem inteligível ou escrita perante um tribunal. Embora cães sejam consumidos em algumas partes do mundo, ainda assim ninguém pensa em matar um cão de estimação inteligente, quase humano, para servi-lo como repasto na mesa dos homens glutões. 
Assim, fica evidente, do ponto de vista do protesto sonoro, que o homem é a primeira criatura 
a recusar a matança e, portanto, não deve ser morto. 
Em seguida vêm os touros, bois, vacas, porcos, entre outros, que protestam alto o bastante que não querem ser mortos – que têm a mente e a consciência evoluídas o suficiente para perceberem o amor pela autopreservação e a injustiça no ato de se infringir dor, e portanto não devem ser mortos. Parece que os mudos vegetais, peixes e animais mansos foram intencionalmente dotados pela Natureza de um sistema nervoso menos desenvolvido, que não registra tanto a dor nem provoca protestos na forma de sons durante a dor. Essa talvez possa ser uma das razões pelas quais essas formas menos desenvolvidas foram criadas para serem sacrificadas em prol da manutenção das formas de vida mais evoluídas."


(Título original: “Meat Eating versus Vegetarianism, by Swami Yogananda”, publicado na revista East-West, abril-maio de 1935.)











quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

O Tempo Físico e o Agora Eterno

O tempo é, e sempre foi, um enigma.  Platão o definiu como “O tempo é o movimento segundo o qual o antes se transforma em depois”.
Newton continuou no mesmo conceito como se o tempo fosse uma sucessão marcada pelos movimentos de algo no espaço, que serviam de referência ao fluxo do passar o tempo.
Einstein então lançou a Teoria da Relatividade e não deixou pedra sobre pedra sobre tudo o que se sabia sobre o assunto: ligou tempo com espaço falando em espaço-tempo como uma coisa só. E o pior, dizendo que o tempo é flexível, e relativo conforme a velocidade do movimento do objeto e não absoluto como pensávamos. E também que o tempo não é um fluxo como pensávamos, mas que passado, presente e futuro convivem em alguma dimensão. Um espanto.
A velocidade da luz que parecia ser um limite no Universo, já foi contestada por novos cientistas e teorias. 
Mas não acabou aí. Hoje na Física Quântica já se fala em outras possibilidades que mais parecem fantasias científicas: horizonte de eventos, teoria das cordas, universos paralelos, viagens no tempo, etc. E nós pobres mortais assistimos isso boquiabertos, com a impressão de que tudo caminha para um grande evento que vai mudar tudo.
O vídeo abaixo dá uma visão dessas mudanças de conceito na história da humanidade recente:

Os mais observadores percebem que esse movimento de novas teorias e descobertas tem um aspecto muito novo e agregador, que une tribos que eram antes diametralmente opostas, inconciliáveis. São os cientistas e os metafísicos, que hoje estão caminhando mais próximos.
Nesse aspecto do tempo, as visões das tradições antigas do planeta que falam no conceito do Agora, (não como um sinônimo do tempo presente entre o passado e o futuro, mas como um corte atemporal do fluxo, um Eterno Agora) estão parecendo próximas e familiares aos cientistas de ponta. O Agora acena com uma nova forma de “estar no mundo” fora dos tentáculos emocionais e mentais do passado e do futuro, em contato com o Ser, o Não Manifestado, “O Que É”.
Mas isso não é o principal, porque as tradições pouco ligam para a ciência. O ponto é que na medida em que elas ensinam a prática de como viver no Agora, o ser humano se concilia consigo mesmo, com o próximo, o planeta e o Universo. Descobre o que é essa coisa que ele chama erroneamente de felicidade, de saúde, de Deus, de compaixão, de Amor. Então o tempo como coisa do domínio da mente parece inadequado.
No seu livro “Praticando o Poder do Agora”, Eckhart Tolle fala da mente pensante, escrava do passado e futuro, e do Tempo sem a mente, o Agora, que curiosamente está fora do tempo como se fosse um corte transversal dele. Um eterno Agora, atemporal... Estranho, não?
Mas vamos lá:
“A mente procura sempre negar e escapar do Agora. Em outras palavras, quanto mais nos identificamos com as nossas mentes, mais sofremos. Ou ainda, quanto mais respeitamos e aceitamos o Agora, mais nos libertamos da dor, do sofrimento e da mente.
Se não quer gerar mais sofrimento para você e para os outros, se não quer acrescentar mais nada ao resíduo do sofrimento do passado que ainda vive em você, não crie mais tempo, ou pelo menos, não mais do que o necessário para lidar com os aspectos práticos da sua vida. Como deixar de criar tempo?
Tendo uma profunda consciência de que o momento presente é tudo o que você tem. Faça do Agora o foco principal da sua vida.
Se antes você se fixava no tempo e fazia rápidas visitas ao Agora, inverta essa lógica, fixando-se no Agora e fazendo visitas rápidas ao passado e ao futuro quando precisar lidar com os aspectos práticos da sua vida. Diga sempre “sim” ao momento atual.
A chave do segredo está em acabar com a ilusão do tempo. O tempo e a mente são inseparáveis. Tire o tempo da mente e ele para, ao menos que você escolha utilizá-lo.
Estar identificado com a mente é estar preso ao tempo. É a a compulsão para vivermos quase exclusivamente através da memória ou da antecipação. Isso cria uma preocupação infinita com o passado e o futuro, e uma relutância em respeitar o momento presente e permitir que ele aconteça. Temos essa compulsão porque o passado nos dá uma identidade, e o futuro contém uma promessa de salvação e realização. Ambos são ilusões. 
Quanto mais nos concentramos no tempo, no passado e no futuro, mais perdemos o Agora, a coisa mais importante que existe.
Por que o Agora é a coisa mais importante que existe?

  •  Primeiro porque é a única coisa. É tudo o que existe. O eterno presente é o espaço dentro do qual se desenvolve toda a nossa vida, o único fator que permanece constante. A vida é agora. Nunca houve uma época emque a nossa vida não fosse agora, nem haverá.
  • Em segundo lugar, o Agora é o único ponto que pode nos conduzir para além das fronteiras limitadas da mente. É o nosso único acesso para a área atemporal e sem forma do ser.

Você alguma vez vivenciou, realizou, pensou ou sentiu alguma coisa fora do Agora? Acha que conseguirá algum dia? É possível alguma coisa acontecer ou ser fora do agora? A resposta é óbvia, não é mesmo?
Nada jamais aconteceu no passado. Aconteceu no Agora. Nada jamais acontecerá no futuro, acontecerá no Agora.
A essência dessas afirmações não pode ser compreendida pela mente. No momento em que captamos a essência, ocorre uma mudança na consciência, que passa a desviar o foco da mente para o Ser, do tempo para a Presença. De repente tudo parece vivo, irradia energia, emana do Ser.”

domingo, 29 de dezembro de 2013

Biografias "Malditas" - Nikola Tesla

Nikola Tesla é um dos exemplos de ser humano despojado. Demoramos muito para publicar algo sobre ele, já que ele reunia características que consideramos fascinantes: era um gênio comparável a Einstein, mas extremamente prático e “fazedor”, visionário,  reservado, honesto e abnegado a serviço da humanidade. Desde garoto trabalhou o seu interior persistentemente para organizar a sua mente que era assaltada por energias dispersivas e estranhas, e teve sucesso. Não era um homem comum e não se sabe se teve alguma orientação interior externa ou interna, esta talvez proveniente de outras vidas. Infelizmente  foi frustrado pela mão oculta do sistema capitalista americano que o sabotou através de um homenzinho enganador mas famoso, Thomas Edison e outros desonestos do mesmo naipe, como J.P. Morgan, e dos outros grupos que mantém a hegemonia do poder no mundo  atualmente. Nada de novo sob o sol.
Tesla disse: "Antes que desapareçam muitas gerações, as nossas máquinas vão ser movidas pela força a partir de qualquer ponto do Universo. Em todo o Universo existe energia".
A revista Nexus Magazine afirma e pergunta: "Nicola Tesla era considerado como uma das pessoas mais conhecidas do mundo. Hoje em dia desapareceu dos nossos livros científicos e de toda e qualquer literatura. Que foi que descobriu e porque caiu no esquecimento do público? "
Terá existido na História da humanidade alguém que tenha tornado possível o sonho do ser humano, em obter energia livre e gratuita?
Porque é que hoje em dia apenas as descobertas de alta tecnologia têm sucesso, como os aparelhos informáticos, telemóveis e vivemos no entanto, com uma energia obsoleta, velha, contaminante e sem avanços visíveis a favor do ser humano?
Porque é que as patentes de inventos, ou invenções eficazes, são rapidamente compradas e guardadas nas gavetas do esquecimento?
Perguntas que têm como resposta uma realidade tenebrosa, que persiste hoje em dia como uma grande mão negra que se estende até às raízes mais profundas de uma sociedade que cala e consente.
No seu livro Minhas Invenções, Tesla retoma às suas primeiras lembranças para relatar a origem de seu método criativo. Conta como, ainda na infância, vivida em seu país natal - o Império Austro-Hungaro, hoje Croácia - aprendeu a dominar uma estranha perturbação, que embotava seu raciocínio, e transformá-la em ponto favorável a sua criatividade.
Tesla era assaltado com frequência por visões de imagens quase tangíveis, em geral acompanhadas de fortes clarões de luz, de objetos e cenas que designavam palavras ouvidas no cotidiano. Para tentar livrar-se do problema, ele passou a se concentrar nas imagens, fixando-as em sua mente. Era o processo de manter a presença na imagem, "aquilo que é, que se apresenta" no vazio e com isso deixar de ser arrastado pelos pensamentos. O Conhecimento Silencioso de Castaneda. Eckhart Tolle fala disso todo o tempo.
A técnica o ajudaria a desenvolver um sistema criativo ímpar: "Um método de materialização de conceitos e ideias inventivas mais eficiente do que o experimental". Tesla "construía" seus projetos na imaginação, de modo tão vívido que podia aprimorá-los e operá-los mentalmente: "É absolutamente irrelevante para mim se testo a minha turbina em pensamento ou na oficina".
Tesla tinha apenas oito anos quando percebeu que podia subjugar a própria mente. Nessa época, estimulado pela leitura de certo livro, ele aprendeu a praticar o autocontrole: "No início, meus desejos tinham de ser dominados, mas aos poucos o desejo e a vontade tornaram-se idênticos . Depois de anos nessa disciplina, obtive um domínio tão completo de mim mesmo, que brincava com paixões que teriam significado a destruição para os homens mais fortes". Dom Juan e Gurdjieff devem estar rindo no túmulo. 
Além de Física e Matemática, Tesla estudou Filosofia. Atuou como engenheiro elétrico na Hungria, França e Alemanha e, nos Estados Unidos, para onde se mudou em 1884, trabalharia com Thomas Edson, que se tornaria seu rival. Edson defendia um sistema de transmissão de potência de corrente contínua, inferior ao criado por Tesla em 1888, de corrente alternada. Este sistema está na base do projeto, desenvolvido por Tesla, dos geradores das Cataratas do Niágara. Patenteada em seguida por George Westinghouse, a tecnologia ainda hoje fundamenta a indústria de energia elétrica.
Nikola Tesla nasceu a 10 de Julho de 1856, por volta da meia noite, numa pequena aldeia chamada Smiljan, na Croácia. Estudou em Gratz e Viena e terminou os estudos em Paris.
O físico trabalhou desde 1884 como assistente de Thomas Edison. Mais tarde criou o seu próprio laboratório em Nova York. Em 1891 tinha já inventado uma quantidade de aparelhos de grande utilidade.
Tesla anunciou numa conferência de imprensa, um motor de raios cósmicos, quando lhe perguntaram se era mais poderoso que o radiômetro de Crooke, ele contestou: "Mil vezes mais poderoso!"
Em 1891 patenteou o que se poderia ter convertido na sua mais poderosa invenção: A base para a transmissão sem fio de corrente eléctrica, a Bobina Transformadora Tesla.
Ele disse: “…Em todo o universo há energia: é esta estática ou cinética? no primeiro caso as nossas esperanças são vãs, no segundo - e isto sabemos com certeza - não é mais que uma questão de tempo, que os homens tenham êxito em sincronizar a sua maquinaria com as engrenagens da Natureza”.
A exemplo de Santos Dumont, outro gênio incompreendido, sabotado e enganado pela própria História que apesar de todas as evidências registradas considera os irmãos Wright como primeiros a testar "o aparelho voador mais pesado que o ar", Tesla valorizava e afirmava que os seus inventos ajudariam a humanidade, acima de qualquer prêmio ou reconhecimento, inclusive econômico; o que naquela época e muito menos hoje em dia, nenhum cientista ou inventor estaria disposto a oferecer à sociedade.
E foi este e não outro, o seu erro.
O seu coração era tão grande como a sua inteligência e as suas invenções, muitas delas, foram esquecidas pela pobreza em que viveu a sua última etapa da vida, a sua velhice.
Tesla estava fascinado pela energia radiante e sua possibilidade de se converter em energia livre e gratuita. Sabia que era possível captar energia diretamente: “conectando-se com a verdadeira força da natureza”. A "Nave Terra", precisava de um plano de voo moderno. Tesla queria ajudar as nações menos privilegiadas. Sabia que milhares de pessoas morrem de fome todos os dias e muitas delas, crianças.
Os que dirigem a nossa economia - pensava Nikola Tesla - no mundo ocidental, permitem-nos desfrutar de um alto nível de vida e de prazer, comparando com os nossos vizinhos, que vivem abaixo da linha imaginária a que chamamos limite.
A energia dirige a economia das nações e a meta da vida de Tesla, foi tornar a energia elétrica igualmente acessível e disponível para todas as pessoas em qualquer lugar do planeta e foi isso que o condenou. Foi objeto direto de ataques pessoais, de tentativas para manchar a sua brilhante carreira e reputação e acabaram por isolar Tesla, na mais absoluta miséria.
No entanto, perante as adversidades continuou a promover o seu plano para a transmissão sem fio de energia.
Porque é que a energia não é acessível para todas as pessoas e para todas as nações?
Porque nunca se materializaram os tão recomendados dispositivos de energia livre descritos por Tom Bearden, John Bedini, Bruce DePalma e outros?
Nikola era um homem cheio de contrariedades, sério e reservado, mas também encantador. Ainda que solitário, sabia atrair as pessoas que o rodeavam. Alto e magro, sempre perfeitamente vestido, com postura aristocrática e com elegância, chamava a atenção. Morreu aos 86 anos.
As suas invenções e teorias foram esquecidas pela Humanidade. Porquê? O que se passou na realidade?
Durante uma temporada Tesla trabalhou com Edison e admirava-o. Mas Edison não o respeitava a ele, fazia-o trabalhar 18 horas por dia durante os sete dias da semana, solucionando os problemas técnicos que apareciam.
Tesla descreveu como podia melhorar o efeito do gerador de Edison ao que este respondeu:
“Dou-lhe 50.000 dólares se o conseguir fazer” Depois de meses de trabalho Nikola Tesla conseguiu. Edison sem lhe dar o dinheiro prometido, disse:“Tesla, você não entende o sentido de humor dos norte-americanos”. Diante disto, Tesla despediu-se. Edison humilhou o grande cérebro de Tesla, a sua arma era a humilhação. Ele começou a trabalhar então na construção e mais tarde criou o seu próprio laboratório. Mas os monopolistas da energia, tinham muito poder e nenhum deles queria mudanças.
Tesla dizia que podia transmitir notícias e energia sem usar fios, mas os magnatas banqueiros tinham já comprado as minas de cobre, para cobrir grande parte do país com redes de cabos para a distribuição de energia. Continuou a desenvolver a transmissão de energia gratuita para todo o mundo, no laboratório que construiu em 1889 nas montanhas de Colorado Springs.
Criou uma torre de alta tensão para demostrar o transporte de energia sem cabos e gratuito e ao pedir mais dinheiro para seguir com as investigações, negaram-lhe (Warburg, o banqueiro) com intenção premeditada. O projeto “Wardenclyffe”, assim chamado, teve que ser abandonado por falta de orçamento e a sua torre foi destruída.
Em 1934 Tesla foi entrevistado no “The Times” e disse: “Espero viver o tempo suficiente até ser capaz de colocar um aparelho nesta casa, que comece a trabalhar com a energia dos meios que se movem ao seu redor”.
Quando Nikola morreu, as suas grandes invenções dos dez últimos anos foram deliberadamente esquecidas e ainda fizeram com que Tesla fosse recordado pela sua excentricidade.
Dois feitos importantes fizeram cair sobre ele todo o peso do "esquecimento":

  • A sua negação em enviar qualquer artigo à comunidade acadêmica e científica, fazendo com que estas se opusessem a todas a suas invenções por magníficas que fossem. Um bando de classistas arrogantes.
  • A sua constante preocupação em obter uma energia livre, gratuita para todo o mundo, algo que logicamente os amos e senhores do poder econômico, não estavam dispostos a permitir num mundo já canalizado para ser explorado só por eles.

Na sua morte, a história manipulada tentou manchar a sua aura e exaltou homens como Edison, que foi proclamado o pai da energia e que se uniu sem remorso às críticas contra Tesla, apesar de que sem ele, Edison nunca teria sido ninguém. Um empresário de sucesso, mas medíocre e desonesto, só admirado por americanos e mal informados.
Em 1901 Marconi enviou o seu famoso rádio sinal, dizendo ter inventado a rádio .Mas utilizou 17 patentes de Tesla, que ingenuamente deixou-o trabalhar em seu laboratório com sua equipe, mas a Corte Suprema corrigiu o erro em 1943 depois da morte de Tesla. Apesar deste veredicto, a história encarregou-se de esconder este grande homem, que trabalhava para a humanidade e não para seu próprio benefício ou de uns poucos. Foi contra a corrente e por isso, condenaram-no ao destino do esquecimento.
Nikola Tesla acreditava nas suas invenções para o beneficio da humanidade. Por isso não estava de acordo com a indústria daquela época, que via os seus trabalhos como um grande perigo para as suas fontes de renda.
A situação não mudou hoje em dia. As grandes multinacionais não permitem que se conheça ou que se ponha em prática a obra e a tecnologia de Tesla.
Entre outras áreas, Tesla inventou, mas não levou os méritos, dos seguintes inventos: 
• o rádio,
• o motor de corrente alternada,
• um sistema padrão elétrico no mundo,
• a lâmpada de pastilha de carbono (luz de alta frequência),
• o microscópio eletrônico,
• o avião com levantamento e aterrisagem vertical,
• a ressonância,
• o radar,
• o submarino elétrico,
• a Bobina Tesla,
• o "Raio da morte",
• o controle remoto,
• o Raios X,
• métodos e ferramentas para o controle climático,
• a  transmissão de vídeo e imagens por métodos sem fio,
• transferência sem fio de energia,
• sistemas de propulsão de meios eletromagnéticos (sem necessidade de partes móveis),
• extração de energia em grandes quantidades a partir de qualquer ponto da Terra, etc. 
Deveria ser considerado o maior cientista e inventor da história.
Tesla morreu só, esquecido, abandonado, como outros grandes sábios da história da humanidade, no seu quarto de hotel, aos 86 anos. Foi encontrado por uma empregada de limpeza no dia seguinte.
Nesse mesmo dia, em plena Segunda Guerra Mundial, o FBI encarregou-se de requisitar todos os seus materiais, instrumentos e cadernos de notas criando assim o "Informe Tesla" e fizeram registrosbuscas nos lugares onde Nikola Tesla pudesse ter anotações ou referências dos seus inventos. A mão negra dos interesses, usando a máquina policial de investigações. Nada de novo.
Hoje em dia todo o seu trabalho está sob segredo de estado. Porquê? De que têm medo? Por que eles detêm o segredo da energia livre e gratuita inventada por Tesla, e não é conveniente que caia nas mãos da sociedade, porque se quebraria todo o esquema econômico que nos impuseram as multinacionais e o poder econômico.
O governo invisível, esse que está por trás do real, que controla a sociedade e a submete aos seus caprichos, realizou um trabalho fenomenal com Nikola Tesla, expulsando-o da história, encarregaram-se de que fosse julgado como excêntrico e louco, levando-o à ruína e à morte no esquecimento.
Esta é a sua história, o seu legado, a sua vida, a sua realidade e como foi submerso, escondido por querer dar ao mundo um nível de vida que hoje não é possível. É por essas razões que consideram o ser humano como uma espécie perigosa.
Devemos tirá-lo do esquecimento, colocá-lo num pedestal e exigir que as suas descobertas não continuem  sequestradas e se coloquem ao serviço do progresso mundial, do progresso da humanidade, não de uns poucos, para benefício próprio e para prejudicar outros seres humanos, usando-as inclusive também como armas climáticas.

Há um vídeo e um filme interessantes sobre Tesla:
Nikola Tesla - o Maior Gênio da humanidade.

Secret of Nikola Tesla O filme 1980 - Legendado