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domingo, 12 de janeiro de 2014

As 7 Glândulas Endócrinas

Segundo as tradições, as 7 glândulas endócrinas  humanas (de secreção interna) tem uma ligação com o nosso corpo energético através dos 7 chakras, assim como é com Gaia, o ser vivo que é o planeta Terra. Cada glândula está astrologicamente sob a regência de um planeta do qual recebe influência e tem correspondência com as 7 cores do espectro solar e, no nível do corpo, são simbolizadas pelas 7 Igrejas da Ásia citadas no Apocalipse (o livro das revelações) de São João.
A tradição Rosacruz dispensa apresentações. Este texto abaixo é a visão Rosacruz das 7 glândulas:

"A saudação Rosacruz: "Que as Rosas floresçam em Vossa Cruz", com a qual os Irmãos Maiores saúdam as Almas Aspirantes (vide Conceito Rosacruz do Cosmos — Cap XIX), encerra um enorme e importante significado, digno de ser conhecido por todos os estudantes da Fraternidade Rosacruz.
O sangue é a expressão mais elevada do corpo vital, devido a que este leva o alimento a todo o corpo, e o EU governa o corpo físico por meio desse fluido, o qual é gasoso nas partes mais internas do corpo. Nas pessoas que vivem uma vida pura, os ferimentos podem cicatrizar-se em questão de horas. É de notar-se que o nível evolucionário de uma pessoa está indicado pela eletrificação ou espiritualização de seu sangue.
Assim como nossa Terra tem sete centros espirituais, assim também nosso corpo físico tem em seu interior sete glândulas, chamadas endócrinas. Estas glândulas podem ser chamadas as “Sete Rosas sobre a Cruz do Corpo Vital", são: as supra-renais (em número de duas) o baço, o timo, a tireóide, a pituitária e a pineal.
Essas glândulas estão intimamente ligadas ao desenvolvimento oculto da humanidade, como podemos concluir da seguinte explicação:
A palavra de Deus se manifesta nos sete grandes tons emitidos pelos Sete Espíritos Planetários. Estes tons são criadores no mais alto grau. Quando a forma que o Ego habita é criada, estes Espíritos Planetários a ajudam no desenvolvimento de suas potencialidade latentes. Essa ajuda é dada a humanidade através das glândulas endócrinas — as Sete Rosas.
Cada uma dessas glândulas é despertada quando o Ego põe em atividade seus poderes latentes, estando cada uma delas em sintonia com a nota-chave de um espírito planetário.
Assim no curso do esquema evolutivo, cada Espírito Planetário, por meio de sua nota-chave, vai despertando gradualmente a nota-chave, que está afinada a essa Hierarquia. Quando esta nota-chave desperta, o Ego desenvolve os poderes latentes expressos pelo Espírito Planetário particular.
Nos próximos "ECOS” veremos como isso se processa com cada uma das sete glândulas e o que podemos fazer para apressar o desabrochar das Sete Rosas.

AS DUAS PRIMEIRAS ROSAS: SUPRA RENAIS ( Região Química)
 É um par de glândulas situado sobre os rins, tomando a forma de um guarda chuva de três bicos. Estão regidas por Júpiter. Quando alguém se põe em contato com as vibrações benéficas deste planeta, sente-se desembaraçado, expansivo, e possuído de um urgente desejo de transformar seus sentimentos em serviço para os desventurados filhos do Grande Pai.
A má utilização dessas forças, no entanto, se expressa como excesso a segurança de si mesmo, exibicionismo, desordem e libertinagem.
Utilizando o poder espiritual gerado pelas supra renais, o Ego possui a força necessária para aperfeiçoar seu corpo denso e conquistar o mundo físico, o qual completa sua evolução sobre esta esfera. O centro espiritual nestas glândulas vibra na cor azul.
A TERCEIRA ROSA: BAÇO(*) (Região Etérica)
O baço pesa de cinco a seis onças, é brando, esponjoso e frágil, Possui uma cor vermelho azulado profundo, e está situado ao lado esquerdo do estômago.
O mau uso destes poderes se expressam como: arrogância, ostentação, pompa domínio sobre os outros, um verdadeiro déspota.
Está regido pelo Sol, que contém em si mesmo todos os outros tons planetários. O desenvolvimento desta Rosa dá ao indivíduo a consciência necessária para entrar em contato com a Região Etérica, donde vê as forças vitais que dão vida às plantas, aos animais e aos homens.
(*)Nota da redação: Há textos tradicionais que consideram a glândula pâncreas e não o baço como integrante das sete.
A QUARTA ROSA: GLÂNDULA TIMO (Mundo do Desejo)
É uma massa pardacenta que ao ser cortada tem a aparência de uma moela, estando situada entre os pulmões, atrás do externo. Alcança seu maior tamanho no começo da puberdade; sendo que ao nascimento pesa ao redor de meia onça e seu comprimento é de duas polegadas.
Vênus controla a glândula timo. Quando a nota-chave deste planeta.põe em atividade a nota correspondente no timo, o indivíduo desenvolve o amor em sua mais elevada expressão, habilidade artística, formosura, harmonia e alegria.
O mau uso destes poderes se expressa como vulgaridade, preguiça, vaidade, sensualismo e inconstância.
Ao fazer sua aparição, a quarta Rosa conecta o indivíduo com os elevados reinos no Mundo do Desejo. Aqui, entra em contato com a onda de vida Arcangélica da que Cristo é o maior Iniciado. O centro espiritual da timo vibra na cor amarela.
A QUINTA ROSA: A GLÂNDULA TIREÓIDE (Mundo do Pensamento)
A Tireóide é formada por duas massas de cor marrom, situadas sobre o extremo superior da traquéia, e pegadas à laringe, logo abaixo do pomo de Adão; pesa ao redor de uma onça.
Essa glândula é regida por Mercúrio. Quando os poderes desta grande Hierarquia se desenvolvem no homem, manifestam-se: razão, intelecto, previsão, boa memória, investigação, juízo rápido, eloqüência, destreza, facilidade de expressão oral e escrita, auto-didática, etc.
O mau uso destes poderes se expressam como: presunção, astúcia, preguiça, descuido, falta de princípios, tagarelice, profanação, desonestidade, afeição pelos jogos, indecisão e nervosismo.
Quando a nota chave da Quinta Rosa desperta, o indivíduo, assistido pela música das esferas, entra em contato consciente com o Mundo do Pensamento onde vê os arquétipos de tudo o que existe no Mundo Físico.
Este indivíduo conseguiu o controle de sua mente e mantém o equilíbrio poder entre o cérebro e os órgãos reprodutores. O Espírito é agora quem governa sua natureza inferior. O centro espiritual da Tireóide, vibra com uma cor violeta.
A SEXTA ROSA: A GLÂNDULA PITUITÁRIA (Mundo do Espírito de Vida)
É uma massa de tecido celular cinza amarelada, mais ou menos do tamanho de uma ervilha, situada quase no centro da cabeça, na base do cérebro, abarcando a parte posterior da base do nariz.
Quando a celestial nota chave de Urano desperta a nota chave do Corpo Pituitário, a Sexta Rosa abre suas douradas pétalas, exaltando a consciência do indivíduo até o Mundo do Espírito de Vida. Essa é região do altruísmo.
Neste elevado reino se acha o registro de tudo quanto existiu desde o princípio da criação, e o indivíduo pode obter a informação que deseje sobre a evolução de nosso mundo e também de outros planetas de nosso Sistema Solar. Maria, a mãe de Jesus, é um exemplo do tipo pituitário feminino.
A cor do Espírito de Vida, a de Urano e a do Éter de Luz, é o amarelo.
A SÉTIMA ROSA: A GLÂNDULA PINEAL (Mundo do Espírito Divino)
Como seu nome indica, é um corpo em forma de cone, como uma pinha. de cor avermelhada e um pouco maior que um grão de trigo, seu peso e cerca duas gramas. Está ligada à abobada do terceiro ventrículo do cérebro, atrás e acima do Corpo Pituitário.
A Glândula Pineal é regida por Netuno, a luz portadora do Sol Espiritual, que é o Pai. A natureza desse planeta é oculta, profética e espiritual; manifesta-se no plano físico como: sabedoria, espiritualidade, inspiração, clarividência, profecia, devoção, habilidade de conexão com a música das esferas. Em suma: “O Iniciador”.
Quando a nota chave da Sétima Rosa é despertada pela vibração do Espírito de Netuno a consciência do indivíduo se eleva até o Mundo do Espírito Divino. Relaciona-se com outros sistemas solares e chega a saber sobre outros deuses e os mundos e seres que foram criados por Eles.
O Raio de Netuno leva o que o ocultista conhece como o Fogo do Pai, a Luz e a Vida do Espírito Divino, que se expressa como Vontade.
Quando a Glândula Pineal sai de sua letargia começa a vibrar com uma formosa cor azul.
Abaixo um quadro-resumo que pode facilitar a assimilação deste tema."


Glândula EndócrinaBem AdministradaMal AdministradaMundo CorrespondentePlaneta Regente
Supra Renais (2)
  • Benevolência
  • Expansão
  • Filantropia
  • Exibicionismo
  • Libertinagem
  • Extravagância
Mundo FísicoJúpiter
Baço
  • Vitalidade
  • Fidelidade
  • Dignidade
  • Despotismo
  • Arrogância
  • Domínio
Região EtéricaSol
Timo
  • Amor elevado
  • Artes
  • Cooperação
  • Sensualidade
  • Preguiça
  • Vulgaridade
Mundo dos DesejosVênus
Tireóide
  • Raciocínio
  • Meditação
  • Estudos
  • Astúcia
  • Indecisão
  • Desonestidade
Mundo do PensamentoMercúrio
Pituitária
  • Clarividência
  • Misticismo
  • Altruísmo
  • Perversão
  • Licenciosidade
  • Anarquia
Mundo do Espírito de VidaUrano
Pineal
  • Devoção
  • Inspiração
  • Espiritualidade
  • Ilusão
  • Magia Negra
  • Intriga
Mundo do Espírito DivinoNetuno

Veja ainda as obras: A Astrologia e as Glândulas Endócrinas e O Mistério das Glândulas Endócrinas de Max Heindel e Augusta Foss Heindel.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Geometria Sagrada - Introdução


Uma boa forma de penetrar no significado das coisas é pelo seu nome, sua etimologia (origem e significado das palavras). Geometria (medição da terra), e Sagrada (que transcende o comum, o profano), resultam em: “conjunto de pontos definidos da Terra que se ligam a um corpo de nível superior de qualidade e energia”. Esse conceito do “pensar analógico” ou pensar por semelhança, nos remete para a correlação e união entre os diferentes níveis do corpo humano e os do planeta, o que sugere mesmo uma possível “acupuntura da Terra” como meio de cura, como é feito no ser humano. 
Mapeamento de grade - Idade Médi
Se o ser humano foi feito "à imagem e semelhança" de um Ser ou energia superiores, o planeta que é um ser vivo, Gaia, de nível superior ao humano deve analogicamente ter um funcionamento e cura parecidos. Se formos mais além, chegamos à conclusão de que somos todos um só (planeta, estrela, galáxia, cosmo), um grande organismo universal.
 Curiosamente a geometria sagrada era conhecida em todos os tempos em todas as tradições antigas, desde os xamãs indígenas americanos aos povos tibetanos, egípcios, gregos, europeus e por aí afora. Só agora os ocidentais modernos começam a se dar conta disso e estão resgatando esses conhecimentos. 
Vesica Pisces
Eles são uma forte combinação de conceitos energéticos ocultos e sagrados do Invisível, com uma matemática e geometria precisas, baseadas em formas geométricas sagradas como a Vesica Pisces, ou Vesícula do Peixe, a Flor da Vida (ambas obtidas por intersecção de círculos), o triângulo, o hexágono e outras, 
Pontos energéticos da Terra
No corpo do ser humano, com 7 níveis e 7 chakras principais, o nível acima do físico onde estão os chakras e os canais energéticos que os ligam, é o comando imediato das energias que controlam e equilibram o corpo físico. Hoje, voltamos a saber que é a mesma coisa na Terra: há um conjunto de pontos no planeta que ligam o seu corpo físico ao seu corpo energético imediato, estreitamente ligado ao seu campo magnético sempre mutável. 
 Por sua vez o campo da terra é influenciado pelo campo do sol e energias vindas de mais longe, estrelas, galáxias e outros corpos desconhecidos, através de partículas do vento solar, ou ondas, (a ciência moderna ainda não sabe bem) e também raios cósmicos e outras vibrações. Ou seja, está tudo em constante mutação como diz o I Ching, e nós por conveniência e medo de mudança queremos que fique tudo tranqüilo, paradinho e sem solavancos... paciência.
 Esse conjunto de pontos de energia do planeta forma uma grade que era conhecida das tradições antigas e que aparece nos mapas (portulanos) dos navegadores da Idade Média, como é o caso do mapa do navegador turco Almirante Piri Reis. Esses mapas, vindos de milhares de anos atrás, talvez da Atlântida, onde qualquer criança sabia que a terra era redonda (rimos ou choramos?). A ironia e contradição é que na Idade Média, que nós ocidentais chamamos de Idade das Trevas, apesar de, à força, se acreditar na terra plana, conhecia-se essa grade e nós, pretensiosos, estamos agora começando a conhecer.
Esse conjunto de pontos e ligações foi batizado modernamente como A Grade Mundial (The World Grid), e mostra os pontos geográficos que ligam o corpo físico da terra ao seu corpo energético, onde ocorrem fenômenos estranhos e frequentemente catastróficos, tanto físicos (antigravidade, lapsos de tempo, desaparecimentos), psicológicos (esquecimentos, falhas de percepção) e energéticos (luzes, apagão de energia, desvios de rota) devido ao fluxo da energia local.
Essa grade energética já conhecida nas antigas tradições não é considerada ciência hoje, mas tem a seu favor os fatos que ocorrem em seus pontos, cada vez mais estudados por cientistas corajosos que não tem medo de enfrentar o falso ridículo de suas estruturas acadêmicas e entidades classistas arrogantes.
A grade da Terra é uma ampliação do que deve ocorrer entre o chakra humano e o corpo físico, e nós não percebemos, desatentos que somos. O ponto mais explorado e conhecido da grade planetária pela mídia espalhafatosa é o Triângulo das Bermudas, mas há os mais discretos, onde os povos antigos colocaram com precisão matemática cidades, pirâmides, monumentos, ou para ajudar a humanidade ou curar o planeta, ou as duas coisas... Miami, Rio e San Francisco estão entre esses pontos.
 As linhas que ligam esses pontos energéticos foram batizadas de Linhas Ley e sobre elas foram construídas muitas cidades e monumentos no mundo todo. Essas linhas não são exclusivas somente do planeta como um todo, mas podem ser localizadas em subconjuntos menores como os continentes, países, cidades, bairros, sítios, a sua própria casa. As técnicas de Feng Shui, Radiestesia, Geomancia, Geobiologia e outras trabalham sobre esses conceitos cujo ponto fundamental é “harmonizar o ser humano ao seu ambiente em torno”. Se houvesse uma verdadeira Declaração dos Direitos e Obrigações do Ser Evoluído, o primeiro mandamento seria: “O ser humano, animais e plantas tem o direito e a obrigação inalienável de estar bem dentro de Si mesmos e do ambiente no seu em torno, seja onde for”. Acho que vou fazer esse documento e ficar famoso (rsrs).
Então você pergunta: como foi montada essa grade, nos casos do corpo humano e da Terra?

O formato cósmico de Pitágoras
Os 5 sólidos de Platão

Tanto no caso da grade do corpo humano e outros seres,  como do planeta, há três hipóteses a serem estudadas, talvez superpostas, que podem se complementar:
  •   A grade foi feita (no caso da Terra) a partir dos pontos de contato das pontas dos cinco “sólidos de Platão” (conhecimento provenientes da Escola Pitagórica), quando inseridos e encaixados dentro da esfera simbólica da terra
  •     A grade foi feita por pesquisa (de cura no caso do corpo humano, e de eventos históricos no caso da Terra) e também observação dos fenômenos (tentativa e erro), o que particularmente achamos pouco plausível como já dissemos na publicação anterior O Diálogo Interno sobre a Acupuntura nos seres humanos. Mas pode ser...
  •     A grade nos dois casos foi “trazida” à consciência comum por seres humanos privilegiados que acessaram a informação diretamente dos chamados registros akáshicos, em estado de meditação profunda.
Essa Grade Mundial não deve ser confundida com a A Grade dos Pontos de Acupuntura da Terra à semelhança do que ocorre com os meridianos e chakras do corpo humano. No caso da Terra, conhecemos muitas informações divergentes sobre onde estão os pontos principais da “acupuntura da Terra”, ou chakras da Terra alinhados em meridianos como na acupuntura chinesa. Por isso não vamos divulgá-las e deixamos a critério de cada um a pesquisa na esperança de que no futuro tragam do passado ou da meditação informações mais homogêneas e tenhamos uma definição uniforme desses pontos. Cada mídia moderna parece “puxar a brasa para a sua sardinha”.
Há hoje um forte impulso de estudar esse conceito de “corpo energético dos seres vivos” entre os quais se inclui Gaia, a Terra. No Brasil há um pequeno livro esgotado de um artista iugoslavo, Marko Pogacnik, que inspirado pela Litoacupuntura (uso de pedras para curar a geografia do solo) propõe até a mudança do símbolo da bandeira brasileira. Ele fala também da Fundação Matutu no sul de Minas Gerais onde uma comunidade protege a região cheia de nascentes de água: um possível Brasil de amanhã...
Os "vórtices "
 Mas voltando à Grade Mundial, a inserção dos sólidos de Platão dentro do globo da Terra fixa pontos dentro de uma faixa onde estão situados com precisão matemática, tanto pontos naturais estranhos, ou “vórtices ruins” como o Triângulo da Bermudas e o do Dragão, como monumentos de culturas ancestrais (egípcias, maias, incas, mesopotâmicas, chinesas, etc), catedrais góticas, megalitos e outras formações construídas por antigas civilizações para consagrar lugares. Parece um gigantesco jogo de encaixar, um “game” ancestral.
Há muitas obras boas sobre o assunto. Citamos alguns livros (infelizmente em inglês, não traduzidos):
  • de David Hatcher Childress – “Antigravity and the World Grid“ (1987) e “Mapping the World Grid“
  • de Bethe Hagens - “Becker Hagens Grid
Para se aprofundar no assunto é só digitar em português ou inglês  no seu pesquisador de internet expressões como Geometria sagrada, linhas Ley, Grade Mundial, Flor da Vida, Vesica Pisces, ou nomes dos autores de livros e artigos. Tem coisa pra mais de metro...
Divirtam-se.

domingo, 30 de outubro de 2011

A Universidade para o Desenvolvimento do Ser Integral

Você pensava que não existia, não é? Mas está nascendo. No Brasil e no mundo. As antigas tradições dizem que a evolução humana só ocorre se for ao mesmo tempo desenvolvida em dois eixos do ser humano: o do Saber e o do Ser. O do Saber já estamos cansados de ver graças aos indevidamente incensados gregos antigos, pois foi esse o conhecimento unilateral que gerou a universidade ocidental que está aí: somente conhecimento intelectual, e muito pouco de Ser, experiência interior, conhecimento de si, do outro, de Gaia (este ser vivo que chamamos de Terra), do Cosmo. Muito pouca meditação, lembrança de si, compaixão, e estar no Agora.
A universidade que está aí não serve nem ao seu pai, o capitalismo: os fundadores e dirigentes das empresas expoentes mundiais do sucesso, da tecnologia e da informação, que são o Joi Ito do Media Lab, Steve Jobs da Apple, Bill Gates da Microsoft, Zuckerberg do Facebook,  Jack Dorsey do Twitter, foram ou são o que normalmente classificamos de "vagabundos" que fugiram da universidade. E tem, ou tinham, um certo orgulho disso.
O eixo do Ser também não freqüenta a universidade que está aí. Freqüenta, sim, mosteiros no oriente, grupos de busca interior nas grandes cidades, ashrams de gente como Aurobindo, Rajneesh e outros,  e sobrevive em algumas poucas tradições autênticas. Somente nos últimos 50 a 60 anos é que os dois eixos juntos começaram a influenciar de fato o “ocidente europeu e americano”. Isso já faz parte do período de 180 anos críticos (1957-2137) onde "a cobra vai fumar" na Terra (rsrs), mas haverá "grandes possibilidades no céu", segundo os astrônomos e cronógrafos autênticos como Nostradamus, Daniel Ruzo e outros.  A partir dessa influência algumas pessoas começaram a se questionar de forma crescente: “por que não integrar e harmonizar esses dois eixos dentro da nossa vida, do nosso interior, da Universidade?”. Sim, uma Universidade comprometida com o desenvolvimento Integral do Ser, ou do Ser Integral, dá no mesmo: Saber e ser, luz e sombra, Ying e Yang. A coisa está no ar...
E eu, o escriba, (dona Josefina e Dotô Manoel iam ficar orgulhosos), com mais vinte e poucas pessoas, tive o orgulho de ser convidado a participar da reunião inicial do projeto no Brasil, que nasceu na Natureza, num canto tranqüilo e bucólico em pleno Parque Ibirapuera em Sampa, em meio ao verde e aos passarinhos cantando. “Um bom augúrio” como diria Don Juan a Castaneda.
Quer lugar mais significativo e equilibrado no meio da correria da grande cidade paulistana?
A data? Doze de outubro. Um feriado. Mais alegria que trabalho no ar. A mesma data da Descoberta da América, da Virgem Aparecida, e do Dia das Crianças. À tardinha ela nasceu, num momento mágico em que todos se abraçaram em círculo como uma roda de crianças indígenas com o intento de trazê-la à luz. Com o sol no início da Casa 7, é “a universidade feita para o outro”, o próximo, o meu semelhante, o objeto potencial da minha compaixão, e ao mesmo tempo o desafio de convivência para o meu Ego mesquinho, cheio de auto importância. O outro é o meu espelho. O outro sou eu mesmo.
Os participantes?  Vinte e dois. Como o Tarot. Vinte duas figurinhas carimbadas. Tem de tudo: psicólogo, filósofo, astrólogo, administrador, xamã, ator, engenheiro, advogado, médico, sociólogo, consultor, e por aí afora...tem até professor (rsrs)
As idéias? Maravilhosas. Vindas lá do fundo do baú de sonhos de cada um. Na verdade, mais perguntas que respostas, porque esse grupo de loucos sonhadores sabe muito bem o que não quer. Daí a fazer o filho, porém, é uma distância cósmica. Tem no mínimo que ter um Grande Sonho, como diria O Dreamer, no livro A Escola dos Deuses. Para essa empreitada temos que imaginar não como vai ser o mundo no futuro, mas sim que mundo nós queremos no futuro, e arregaçar as mangas. Fazer, e não aguardar acontecer. Sem perder tempo, mas sem pressa. Coisa de gente grande...
Rilke, o grande poeta alemão dizia que “para um só sucesso, é preciso uma constelação de eventos”. E foi assim. A idéia já vem pairando há décadas como uma nuvem de energia descendo sobre o planeta, e as pessoas vem recebendo gratuitamente os seus raios aqui e acolá e, sentindo-se inventores da coisa, cada um pensando com seus botões “Eu vou criar isso. Eu sou mesmo uma pessoa criativa...” E deixe o Ego atuar, contanto que saia coisa boa.(rsrs)
A coisa está no ar, sim. Podemos sentir, quase tocar. Uma sincronicidade danada: um participante já tinha tentado trazer a ESE – European School of Economics (do livro a Escola dos Deuses) para o Brasil, outro já está trocando figurinhas com acadêmicos de modelos de universidades parecidos no mundo todo, outra estava na Europa participando do início de um projeto semelhante para formar jovens líderes incorruptíveis para planejar e dirigir o futuro que se avizinha, outro está pensando em trazer um projeto de um monge tibetano radicado nos EUA, outra fazendo contatos com o modelo “Educação Proibida” trazida na onda de Matias de Stefano e as crianças índigo. Um espanto. E então a Chris, que deve ser bruxa, sentiu o momento e juntou esse povo todo...
Certo estava Carlos Castaneda quando afirmava que o conhecimento mágico tolteca tinha que se encontrar com a Universidade. Foi o que ele começou a fazer como antropólogo e escritor na Universidade da Califórnia. E é nossa tarefa continuar. Participar disso é um presente. Um luxo.
Como insinuamos nas postagens “Sun Gazing, a medicina gratuita do futuro” e “O sol, poder e quietude”, o conhecimento entre o Ocidente e o Oriente tem que se fundir, o xamanismo tem que chegar à universidade, a Ciência tem que se casar com a Espiritualidade. A Medicina Oriental com a Ocidental. A luz com a sombra. O lado esquerdo do cérebro com o direito. Razão e sensibilidade. A convergência já é sensível no mundo: como dissemos ao apresentar o vídeo “Universo ou Multiverso”, a dupla Don Juan e Castaneda disse nos anos 70 exatamente o que a ciência de vanguarda está dizendo agora na Teoria das Cordas: “o Universo é composto de uma infinidade de mundos como o nosso, convivendo simultaneamente. Podemos acessá-los a partir do Sonhar, do sonho lúcido”.
Esse sonho de uma nova universidade está na minha cabeça desde quando vi nos anos 70 o presidente Nixon ir à China numa viagem de quebra de protocolos e início do fim da guerra fria e, pasmem, assistir a uma cirurgia de cérebro de um operário chinês, acordado e sedado por Acupuntura, conversando com o médico, sem remédios nem anestesia, e chupando uma laranja. Parecia brincadeira. Era o Invisível tomando conta da cena. Os médicos ocidentais quase tiveram um infarto.
A reunião inicial do grupo foi um “toró de idéias” de quatro horas. Mais questões que idéias. A universidade que está aí hoje é um reflexo da paisagem que se quer evitar, esse Kali Yuga em que estamos vivendo: o capitalismo imoral desenfreado, a corrupção endêmica que já atingiu tudo, até a Justiça e a Religião, a política arrogante, classista, cínica e sarcástica, a valorização do ter e do consumismo que ameaçam a sustentabilidade, da aparência ao invés do conteúdo, a indiferença suicida com relação ao aumento da população (7 bi, amanhã), o uso dos combustíveis fósseis, o meio ambiente aviltado, enfim o endeusamento do Ego ao invés do culto da Essência, do Humano, do individual antes do social, da compaixão em lugar da competição.
Não é uma crítica, não. Se está aí, é porque É. Porque nos correspondeu até hoje. Mas se agora nos escandaliza, é porque não corresponde mais. Então vamos mudar, ora essa...
E o grupo iniciante tem que fazer a lição de casa para que o Sonho passe para a universidade: as reuniões, atividades e decisões iniciais deveriam ser gestadas dentro de um ambiente interior de presença dentro de cada um, de Vazio, de ausência de Ego, de lembrança de si mesmo, de Sonho, e então intentar que esse espírito perpasse luminoso para o grupo e para a universidade que está para nascer. Aliás já nasceu, segundo o Rodrigo..
Só assim a universidade vai fazer jus ao nome forte, quase sagrado: UNIVERSIDADE PARA O DESENVOLVIMENTO DO SER INTEGRAL. Uma universidade que integre os 2 lados do cérebro e os dois sistemas econômicos , como preconiza Matias de Stefano, o jovem índigo. Vixe! Só assim o Sonho vai se infiltrar e seduzir o espírito dos alunos de uma Nova Era.
Os desafios, dúvidas e perguntas iniciais são muitos. Vamos agora trazê-los do sonho para o papel e trabalhá-los. Muito. Um bom exercício é responder às perguntas: O que é? Como? Porque? Quando? Para quem? De quem? Com quem? Com que?
Então vamos lá, companheiros de jornada:
·        Qual é na sua visão, o Sonho dessa escola, que descendo dos níveis mais sutis vai plasmar concretamente a realidade, a individualidade dela como universidade?
·        Qual o seu nome, marca, logo, identidade visual ligada à sua essência mais íntima?
·        Qual a Missão dela? Objetivos, Postura, Desafios, Ameaças, Oportunidades, Plano de ação, Receitas, Cronogramas
·        Qual a base conceitual, filosófica e concreta desse empreendimento?
·        Como ela se relaciona com as verdades das tradições autênticas do planeta, desenvolvidas nesses milhares de anos pela humanidade?
·        Como integrar essas tradições diversas num todo harmônico baseado nos princípios imutáveis do universo e do homem, sem os atritos, divergências e preconceitos de praxe do mundo moderno?
·        Quem são as pessoas, entidades e comissões que vão alimentar, definir e prover os conceitos de uma empreitada dessa envergadura?  
·        Quais serão suas ligações, paradigmas e modelos com entidades semelhantes no exterior? Como ela vai se relacionar com elas, suas irmãs estrangeiras?
·        Quem vai avaliar e aprovar parcerias? Como?
·        Qual é o modelo dinâmico de aluno, de professor, de estrutura, de gestor?
·        Quem vai definir os currículos gerais e específicos?
·        Quem, como (e se) serão mobilizados terceiros para serem obtidos os fundos necessários à sua existência, sem interferências nos objetivos da entidade? Como?
·        Ela estará fora do MEC (Ministério da Educação e Cultura) no Brasil? Em princípio sim, a menos que o ministério mude. Quais as implicações de uma coisa ou outra?
·        Ela terá formato de Fundação? ONG?
·        Quais são as outras perguntas pertinentes que não fizemos?
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Axé! (energia, poder, força – na língua iorubá)