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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

A KGB e os Ovnis

Ovni caído na Rússia
A Rússia sempre foi um país mais aberto aos assuntos metafísicos do que a Europa e os EUA. A própria palavra xamã é de origem siberiana e tornou-se universal. Nesse aspecto a Rússia  conseguiu influenciar os países satélites quando formou a U.R.S.S., ou União Soviética, nos 70 anos em que tentou viabilizar o comunismo como alternativa econômica mundial. Os meios científicos russos conseguiram aliar, mais que o resto do mundo, o “rigor científico” da ciência com os fatos, conhecimentos e eventos dessa área movediça e controvertida que é a paranormalidade. A própria guerra fria incentivou essas atividades, como foi o caso da telepatia que chegou a ser usada em experiências nas comunicações militares em tempos de guerra.
Há na Rússia muito mais cientistas da tecnologia de ponta, médicos, físicos, arqueólogos e outros que estabelecem a ponte com a área metafísica do que há no ocidente. Um desses casos é o da bela escritora, médica e xamã Olga Kharitidi que escreveu o incrível livro Circulo de Xamãs  e hoje vive nos EUA . Outro é o escritor russo Zecharia Sitchin, estudioso dedicado da civilização sumeriana. Mas existem uma infinidade de outras pessoas, ativas na Rússia, em um leque muito amplo de atividades metafísicas.
Esse traço russo de afinidade com o mistério induziu o próprio governo a dedicar mais recursos ao assunto dos objetos voadores não identificados -  Ovnis, apesar de que muito pouco desse assunto era repassado à mídia russa e ocidental devido à mão de ferro da KGB, a polícia política russa, ciosa da manutenção do segredo por sua própria natureza. Isso tem ocorrido da mesma forma em todos os países do mundo, com poucas exceções. É como se houvesse um acordo tácito entre os governantes, militares e organizações do mundo todo, de que "os civis não estão preparados para lidar com esses assuntos". Os civis somos nós, que sustentamos com os impostos toda a festa, mas não somos convidados. Isso me lembra um filme político, acho que do Glauber Rocha, em que na cabine de votação instalada na fazenda do coronel, os camponeses recebiam o voto já fechado num envelope e apenas o depositavam na urna. Um deles mais politizado reclamou que queria saber em quem estava votando. Após levar uma bronca do capataz, ouviu a resposta: "Seu burro. Você não sabe que o voto é secreto?"
Com o fim da guerra fria e o desmantelamento do poder russo houve um relaxamento no manuseio de informações secretas, desde as relativas ao progresso espacial russo até as informações sobre ovnis o que produziu um volume maior de documentos, fatos e informações que vieram à tona.
É o caso deste vídeo.


OVNIS - Arquivos Secretos da KGB - Dublado PtBR



quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Dolores Cannon: A Hipnose Revela Mistérios

Esta publicação foi feita dentro do conceito deste blog que é apresentar uma visão alternativa de mundo ao que nos é massivamente inculcado pelos arautos da ciência oficial, que aliás não estão explicando mais nada... Não é preciso aceitar cegamente o que ela diz, mas sim admitir que há outras formas de ver os fenômenos aparentemente inexplicáveis que estão por aí, principalmente as formas cada vez mais comprovadas de profissionais das ciências esquecidas pela visão científica chamada "moderna". São ciências metafísicas como a Psiquiatria, Hipnologia, Terapia Holística, etc. já beirando o terreno esotérico, cujos experimentos gradualmente ganham credibilidade graças a seus acertos. É claro que há muito joio no meio desse trigo, mas se não fosse assim o caminho ficava muito previsível e sem graça, não é mesmo?
Vamos lá:
"Pouco conhecida no Brasil, Dolores Cannon é uma terapeuta de vidas passadas e hipnóloga que iniciou sua carreira nos anos 60.
Inicialmente ela se especializou em Nostradamus e publicou vários livros, alguns inclusive lançados em português sobre assuntos esotéricos diversos.
Esposa de um militar aposentado da marinha norte americana, Dolores atualmente reside nas belíssimas montanhas Ozark no Arkansas, onde faz suas pesquisas e mantêm sua própria editora, a Ozark Mountain Publishing Co.
Mas foi só nos últimos vinte anos que Dolores tem se dedicado á pesquisa ufológica, usando suas 
habilidades como terapeuta de regressão para ajudar abduzidos a entender o que acontece com eles. 
Ela escreveu diversos livros a partir dos relatos de regressão por hipnose colhidos nesses anos todos. Dolores desenvolveu uma técnica unicamente sua, que atinge um nível profundo do Ser além da consciência habitual, onde durante a hipnose procura contatar a entidade extraterrestre responsável por aquela abdução ou contato.
Na maioria das vezes, ela realmente consegue acessar o/a extraterrestre que acompanha aquele individuo que foi abduzido e assim extrai conhecimentos incríveis sobre a vida em outros mundos, ou sobre o porquê dos procedimentos dos extraterrestres e suas motivações, tudo registrado em longos diálogos entre Dolores e as entidades.
Os livros mais importantes de Dolores Cannon sobre o assunto são “Keepers of the garden”(o primeiro), ”The Custodians”,e “The Convoluted Universe”.
Em “Keepers of the Garden” (Os Mantenedores do Jardim), especialmente, ela faz revelações interessantes e bastante incomuns, onde coloca os extraterrestres como orquestradores da evolução do ser humano, que eles consideram realmente à beira da autodestruição, e que os extraterrestres pertencentes à Confederação de planetas seriam servos indiretos de Deus, e por sua vez estariam em contato com seres extraterrestres ainda mais evoluídos e superiores, e que estes já não mais teriam
forma física material.
Esses seres se colocam como se estivessem “dispostos a ajudar o vizinho que está prestes a se suicidar (a humanidade), e para tanto, estariam fazendo modificações psíquicas na mente humana durante as abduções, bem como enviando uma sinfonia de energias evolutivas para a Terra.
Por outro lado, os extraterrestres colocam que os reptilianos (outro tipo de aliens que não evoluiram de mamíferos, mas de répteis) pertencem à outra Confederação de planetas que não tem qualquer compromisso em ajudar a humanidade e que age por interesse próprio.
Essa outra confederação seria totalmente neutra e indiferente à sobrevivência da espécie humana. Ela também coloca que muitas doenças terrestres vieram importadas de outros mundos, devido a descuidos nas missões extraterrestres desastradas.
Mas a revelação mais incomum do livro é a ideia de múltiplo acesso às vidas passadas. Ou seja, qualquer indivíduo, em qualquer mundo, pode “reviver” uma vida passada vivida por outro individuo com se fosse a sua, bastando para isso acessar os registros akashicos da grande Biblioteca do Universo. Assim, qualquer um poderia acreditar ter sido a reencarnação de Cleópatra ou Napoleão ou um ET qualquer, e isto seria verdadeiro e falso ao mesmo tempo, já que seria impossível determinar qual alma individual teria realmente vivido aquela existência específica.
Ela também fala do processo de evolução dos próprios ETs, que abandonam a forma física material rumo à forma imaterial em um determinado ponto de sua evolução, transitando assim para uma dimensão superior de existência livre das agruras da vida material.
Esse processo seria universal e característico da vida por toda parte. Ela coloca que os seres que nos visitam muitas vezes não são mesmo os mais evoluídos, uma vez que há seres avançadíssimos que não produzem civilização material, por não disporem de corpos físicos, ou ainda por viverem em harmonia com a natureza e assim sendo, não constroem naves, cidades, etc. Em um dado planeta, por exemplo, seres avançadíssimos com formato que lembra um polvo voador viveriam em grande paz e sabedoria, mas sem ir ao espaço em naves próprias. Deste modo, seriam espiritualmente evoluídos e tecnologicamente primitivos.
Outra civilização teria construído três obeliscos, homenageando assim a sua própria extinção. O primeiro obelisco representaria a vida primitiva, o segundo, a civilização material, e o terceiro, a extinção de sua própria espécie para tornar-se uma “raça evoluída imaterial”. Como único testemunho de sua existência, teriam deixado os três obeliscos em um planeta morto em um sistema solar distante, onde ainda habitam, em espírito.
No outro livro, ”The Custodians”,ela coloca que os extraterrestres são capazes de parar o tempo por uma fração de segundo durante um simples avistamento de um ufo à distancia, e que nessa fração de segundo eles injetam informações no cérebro do humano que avista esse objeto, ou modificam a vibração dessa pessoa nessas ocasiões, ampliando assim a consciência cósmica desse individuo. Esse seria basicamente o motivo das naves surgirem para certas pessoas, aparentemente sem motivo.
Em seu mais recente livro, “The Convoluted Universe”, Dolores Cannon se aprofunda na relação entre os extraterrestres e Atlântida, mistérios da ilha de Páscoa e outros conceitos metafísicos profundos. Ela coloca que a Atlântida teria sido destruída por um mau uso da força mental associada ao uso de cristais. A civilização atlante, segundo ela, durou muitos milhares de anos e foi avançadíssima, tendo encontrado a cura para a maioria das doenças e aprendido a controlar a gravidade com energia dos cristais. Assim como fazem os extraterrestres, os atlantes teriam feito perigosas misturas genéticas de seres humanos com animais, e esses experimentos deram origem aos mitos gregos do minotauro, do centauro, das sereias, etc.
Sobreviventes da Atlântida, segundo ela, teriam aportado no Egito antigo e na América do Sul, e teriam mantido consigo o método para levitar objetos, e assim teriam construído as pirâmides egípcias e pré-colombianas dos maias, astecas, etc., mas com o passar de muitas gerações, os descendentes dos atlantes acabaram perdendo essa
habilidade. Do mesmo modo, o triangulo das Bermudas seria efeito de uma máquina interdimensional defeituosa deixada pelos atlantes naquela região, causando perturbações temporais e eletromagnéticas. 

Segundo Dolores, a civilização atlante teria influenciado todo o mundo antigo, mesmo os povos mais primitivos que viviam para além de suas fronteiras. Ela coloca também que muitas pessoas que vivem na época atual são reencarnações dos atlantes. Considerando que a civilização atual também está à beira do colapso, esses “espíritos de atlantes” teriam sido enviados em massa para reencarnar na Terra atual, como propósito de tentar evitar que a destruição da civilização se repita novamente.
Nenhum destes livros está disponível em português, o que impede o leitor brasileiro de conhecer este instigante trabalho. Palestras de Dolores Cannon são abundantes no Youtube, bem como no site do Project Camelot (projectcamelotportal.com) . Embora exista um grupo que se dedica a traduzir o site para o português, não há ainda muitos vídeos de Dolores Cannon com legendas ou traduzido para o nosso idioma."



Segue: "Entrevista com Dolores Cannon (Português) 1/8"
Quem gostar, pode baixar as restantes no Youtube. É só digitar o título seguido de 2/8, 3/8, etc., pois não achamos o vídeo completo.




domingo, 22 de setembro de 2013

DNA, Karma e Justiça

 Um dos problemas mais difíceis que as pessoas enfrentam no plano físico,  material, em que vivemos é a compreensão do conceito de Direito. A amplitude dele esbarra em outros conceitos de alta complexidade ligados à convivência entre os seres humanos em sociedade. Para ilustrar, estamos vivendo exatamente agora um período turbulento no Brasil onde as instituições estão sendo questionadas nesse aspecto: corrupção política desenfreada, injustiças, sarcasmo das autoridades, inversão de valores, crimes, julgamentos controversos, enfim...
Quem recebeu em casa dos pais as noções básicas  de Direito se pergunta: “qual é o objetivo do Direito na sociedade?” Quem estudou um pouco de Direito e/ou tem bom-senso responde: “É fazer Justiça, é claro”. A cada desvio de conduta equivale uma pena e ela deve ser aplicada para que o Direito faça Justiça, não é? Mas não é isso o que se vê por aí. Porquê? 
 Essa contradição de que estamos falando ocorre no plano material, físico, mas já percebemos que ela não se resolve nesse plano.  O Direito deveria produzir a Justiça, mas o problema é que atrás de tudo está o homem. A História está repleta dessa falta de sintonia entre o Direito e a Justiça. Basta olhar agora para o mundo em torno para vermos como é verdadeira essa afirmação. A mídia só fala disso. Do crime e da falta de castigo, reafirmando consistentemente a constatação de que o crime compensa. Essa é a instância do direito e da Justiça no plano físico. E não adianta espernear. A questão não se resolve nesse plano, pelo menos não no nível de evolução em que nos humanos nos encontramos. A conta “não fecha”.
Se vivemos num cosmos em vez de caos, a única explicação para esse aparente contra-senso é que a ação e reação não se equalizam neste plano mas numa instância que normalmente não estamos vendo, e que não é essa do plano físico. Há uma outra instância fora do plano material, portanto não-física, mas metafísica, como diria Sócrates (ao organizar os assuntos de sua biblioteca) onde o saldo dá zero entre a ação no plano físico e a reação que “faz Justiça”. Incorporando-se o resultado desse contínuo aprendizado da experiência nos dois níveis, isso permite a evolução para cada um de nós, mas aos poucos num ciclo de muitas existências . Se não for assim tudo no plano físico parece injusto, tudo se permite, tudo se justifica, e só resta apertar a tecla do “dane-se”, para se usar uma expressão um pouco mais educada...
Os casos típicos extremos que nos deixam atônitos são os dos crimes contra a humanidade como foram os de Hitler, Stalin, a Santa Inquisição e modernamente outros como os contra o ambiente. Como a Humanidade abordou essa contradição na História conhecida? Ou seja, a contradição do fato de a ação estar num nível do tempo e a reação aparentemente estar em outro? A dívida e o pagamento não se encontram, pô!
Na  compreensão da tal instância metafísica temos uma contribuição interessante da tradição do Budismo, que nos dá uma certa tranqüilidade por não ser uma religião, acompanhada com seu tradicional enxoval de dogmas e condicionamentos.
O Budismo cujas verdades foram difundidas por um homem que obteve a Compreensão através da Lucidez, obtida pelo exercício persistente do Vazio da Mente no Agora, tem uma visão simples sobre o assunto, um conceito chamado Karma, ou seja: eu sou o resultado de uma sequência interminável de vidas como as contas de um colar, entrelaçada com as vidas da minha família, amigos, inimigos,  nação, raça, e toda a Humanidade. O Cristianismo oficial desconversa sobre o assunto, mas curiosamente fala em “pecado original”. Original de onde? Usando-se  o próprio raciocínio e linguagem cristãos, se há uma origem do “pecado” pelo qual estamos pagando nesta vida, há o pressuposto claro de que essa origem está em outro ciclo anterior da existência da vítima (no caso, nós). Em resumo isso é uma outra forma de o cristianismo aceitar disfarçadamente o conceito de reencarnação. 
Particularmente eu acredito no ciclo de vidas mas me incomoda o conceito da reencarnação, mas por outra razão: é porque o ser humano é malandro pela própria natureza  e deixa para depois a sua busca interior que deveria ocorrer no Agora, já que existe essa possibilidade de adiar essa tarefa dura e buscar a si mesmo mais tarde, em outra vida mais fácil que esta, e quando estiver mais disposto.
Aliás sobre isso convém saber que a Reencarnação, que era antes aceita em todas as tradições orientais passou a ser condenada pela Igreja Católica após o Concílio de Constantinopla – 553 D.C, pois até meados do século VI, todo o Cristianismo aceitava a Reencarnação que a cultura religiosa oriental já proclamava há milênios antes da era cristã, como fato incontestável, norteador dos princípios da Justiça Universal, que dá oportunidade ao homem para rever e pagar seus erros e recomeçar o trabalho de sua regeneração, em nova existência.
Aconteceu, porém, que o 2º Concílio de Constantinopla , atual Istambul, na Turquia, em decisão política, para atender exigências do Império Bizantino, resolveu abolir tal convicção,  substituindo-a pela ressurreição. É que Teodora, esposa do Imperador Justiniano, escravocrata e cruel, temia retornar ao mundo, como uma escrava negra e, por isso, pressionou o papa da época, Virgílio, eleito através de criminosa intervenção do general Belisário, para quem os desejos de Teodora eram lei... Aí tem coisa cumpadre.
As decisões do Concílio condenaram, inclusive, a reencarnação admitida pelo próprio Cristo, em várias passagens do Evangelho, sobretudo quando identificou em João Batista o Espírito do profeta Elias, falecido séculos antes, e que deveria voltar como precursor do Messias (Mateus 11:14 e Malaquias 4:5). Qualquer semelhança com a reencarnação dos Dalai Lamas não é mera coincidência. 
Muito aqui entre nós, foi também um concílio que decidiu escolher entre dezenas de evangelhos existentes, os 4 únicos que estão aí (Mateus, Marcos, Lucas e João) e descartou todos os outros, alguns dos quais estão voltando.
Mas voltando ao Budismo, cada ação no Samsara, este mundo de sofrimento, seja na vigília ou no sonho, gera um karma a menos que o “desinfeliz” tenha apreendido persistentemente a agir sem gerar karma. Posto isto, quando numa outra “encadernação” do ciclo de evolução (ou involução, se for o caso) a  conta chega, o réu se depara com a contradição de uma pena para si sem se lembrar do crime que cometeu. Dureza, cumpadre.
Quando nos deparamos com as situações de injustiça veiculadas na mídia ou ocorridas conosco precisamos de muita lucidez para acatarmos a realidade com o espírito aberto. Isso não significa desanimadamente “deixar tudo na mão do destino”. Devemos sim é usar a energia que se levanta com razão dentro da gente para construir um caminho mais compassivo para com o semelhante e a humanidade, mas sem nos identificarmos apegadamente com o resultado da ação, e sem culparmos os outros pelo fracasso. se observarmos bem, para muitos dos seres há casos em que o karma pessoal é não conseguir resultado nas ações e conviver portanto com a aceitação da impotência. A Astrologia kármica da obra de Martin Schulman mostra isso de uma maneira clara e pedagógica.
Buda dizia que “não existe a vítima e o réu. A vítima é o réu, e o réu é a vítima”. E também o juiz. É duro de engolir. 
Essa sequência de contas do colar da reencarnação não é reconhecida como um conjunto coerente de aprendizado pelo ser humano adormecido. Ele acha que caiu de paraquedas nessa vida, nessa dimensão e, deslumbrado, quer desfrutar. Tadinho.
Com o grande desenvolvimento atual da ciência, principalmente da medicina e dentro dela principalmente a medicina genética, que está decodificando o complexo  genoma humano e animal, alguém diria, para contestar: “Não existe essa coisa de reencarnação. O problema é que as pessoas são condicionadas pelo DNA”. Elas estão certas mas não sabem os detalhes,  o porquê estão certas: O DNA é o karma! O Karma por escrito.O Karma registrado em Akasha. E também nas nossas células do corpo, que portanto fazem parte intrínseca de Akasha.
O DNA é um aspecto pelo qual o Karma, que é só uma abstração na nossa mente, se concretiza física e quimicamente numa sequência detectável pelos instrumentos científicos e se apresenta como aquela linda forma helicoidal citada por Fibonacci, aliás presente em toda vida orgânica da terra, na Matemática, Física, Química, Biologia e nos símbolos esotéricos das tradições como o caduceu de Mercúrio, a serpente da Kundalini e outros. É um presente poder ver o Karma na sua forma física de DNA: tudo o que fizemos, juntamente com nossos pais e o eixo de nossos ancestrais está lá gravado e nos influenciando em cada existência, quer a gente se lembre ou não. 
A idéia do Juizo Final que temos está equivocada: não há um julgamento num certo dia ou numa certa situação, mas uma avaliação on line, em tempo real, feita por cada um de nós mesmos, contínuamente, conforme nossas ações e sonhos vão gerando karma. O julgamento é feito por nós mesmos, pois nós ajudamos a criar essa sinfonia toda, principalmente a partitura que individualmente nos compete dentro da sinfonia. Aquele que avalia e julga não é um Deus que está dentro de nós mesmos, mas sim É NÓS MESMOS, mas não conseguimos ter acesso a ele porque falta a ponte, aquela que temos que construir no Agora. 
Como acenamos na postagem  O Quinto Elemento - Akasha, que interessante seria comparar o nosso Karma com os registros akáshicos do que fizemos em nossas vidas passadas e ter um vislumbre de Causa e Efeito. Isso daria a compreensão de um Direito que transcende a fronteira do plano físico e nos remete para uma Justiça mais abrangente, cósmica, algo como uma Justiça  Atemporal e Universal, aliás feita por cada um de nós mesmos para julgar a si mesmo. 
Se for assim, vamos parar de reclamar, aceitar o peso da mochila e fazer o novo caminho no Agora. Agora.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Deus segundo Spinoza


 SPINOZA (1632 – 1677), nasceu em Amsterdã na Holanda sob o signo de Peixes (sensibilidade), mas com o Sol em conjunção com Mercúrio (razão) como um bom teólogo, filósofo e racionalista. Era de uma família judaica de origem portuguesa fugida da "Santa Inquisição" naquele país ibérico. Ser judeu naquela época em Portugal só não era pior que na Alemanha dos anos 40.
Foi um dos pais da filosofia moderna acompanhado por Descartes e Leibnitz. Seus interesses tocavam a Ética, Metafísica, Teologia, Lógica e por aí afora. Estudioso dos livros cristãos, judaicos, islâmicos, Platão, Sócrates e outros, ganhou fama por duas razões: primeiro pelas suas posições opostas à superstição (ele dizia em latim “Deus sive natura...”, ou, “Deus, ou seja, a Natureza...”, um conceito filosófico-teológico insuportável naquelas coordenadas europeias de tempo e espaço), e em segundo lugar devido ao fato da sua ética ter sido escrita sob a forma de postulados e definições, como se fosse um tratado de geometria. Enfim, razão somada à sensibilidade.
Curiosamente,  o texto abaixo soa familiar aos nossos ouvidos hoje, nesse tempo de contradições, terremotos físicos, religiosos e mentais, apocalipse e renovação. Acredite, essas palavras foram ditas em pleno Século XVII. É como se Deus, segundo a concepção de Spinoza, estivesse falando para você:

“Pare de ficar rezando e batendo no peito! 
O que eu quero que você faça é que saia pelo mundo e desfrute de tua vida.
Eu quero que você goze, cante, divirta-se e que desfrute de tudo o que Eu fiz para você.
Pare de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que você mesmo construiu e que acredita ser a minha casa.
Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias.
Aí é onde Eu vivo e aí expresso meu amor por você.
Pare de me culpar da tua vida miserável:
Eu nunca disse que há algo mau em você ou que era um pecador, ou que sua sexualidade fosse algo mau.
O sexo é um presente que Eu dei e com o qual você pode expressar seu amor, seu êxtase, sua alegria.
Assim, não me culpe por tudo o que o fizeram crer. 
Pare de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo.
Se não pode me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar de seus amigos, nos olhos de seu filhinho... não me encontrará em nenhum livro!
Confie em mim e deixe de me pedir. Você vai me dizer como fazer meu trabalho? 
Pare de ter tanto medo de mim. Eu não o julgo, nem o critico, nem me irrito, nem o incomodo, nem o castigo. 
Eu sou puro amor.
Pare de me pedir perdão. Não há nada a perdoar. Eu fiz você... 
Eu o enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio.
Como posso culpar você, se responde a algo que eu coloquei em você?
Como posso castigar por ser como você é, se Eu sou quem fez você?
Crê que eu poderia criar um lugar para queimar a todos meus filhos que não se comportem bem, pelo resto da eternidade? 
Que tipo de Deus pode fazer isso? 
Esqueça qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei; essas são artimanhas para  manipular você, para controlar, que só geram culpa em você.
Respeite seu próximo e não faça o que não queira para você 
A única coisa que peço é que preste atenção à sua vida, que seu estado de alerta seja seu guia.
Esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem um ensaio, nem um prelúdio para o paraíso.
Esta vida é a única que há aqui e agora, e a única que você precisa.
Eu fiz você absolutamente livre. Não há prêmios nem castigos. 
Não há pecados nem virtudes. Ninguém leva um placar. Ninguém leva um registro.
Você é absolutamente livre para fazer da sua vida um céu ou um inferno.
Não poderia dizer a você se há algo depois desta vida, mas posso dar um conselho. Viva como se não houvesse.
Como se esta fosse a sua única oportunidade de aproveitar, de amar, de existir. 
Assim, se não há mais nada, terá aproveitado da oportunidade que eu dei. 
E se houver, tenha certeza que Eu não vou perguntar se foi comportado ou não. 
Eu vou perguntar se gostou, se se divertiu... Do que mais gostou? 
Pare de crer em mim. Crer é supor, adivinhar, imaginar. 
Eu não quero que acredite em mim. Quero que me sinta em você.
Quero que me sinta em você quando beija a sua amada, quando agasalha tua filhinha, quando acaricia o seu cachorro, quando toma banho no mar. 
Pare de me louvar! Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que Eu seja?
Me aborrece que me louvem. Me cansa que agradeçam.
Você se sente grato? Demonstre cuidando de você, de sua saúde, de suas relações, do mundo.
Você se sente olhado, surpreendido?... Expresse sua alegria! Esse é o jeito de me louvar. 
Pare de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te ensinaram sobre mim. 
A única certeza é que você está aqui, que está vivo, e que este mundo está cheio de maravilhas. 
Para que precisa de mais milagres?
Para que tantas explicações?
Não me procure fora! Não me achará. Procure-me dentro de você... aí é que estou." 

EINSTEIN, quando perguntado se acreditava em Deus, respondeu: “Acredito no Deus de Spinoza, que se revela por si mesmo na harmonia de tudo o que existe.”