domingo, 23 de fevereiro de 2014

O Ministro abriu o jogo


Sempre fui um aficionado pelo mistério, que em mim convive bem com um racional quase cartesiano. Acho que esse fato provoca um equilíbrio entre as duas tendências que atualmente vemos nas pessoas, ceticismo e  credulidade. Na página Quem escreve? Por que? neste blog falo um pouco disso.
Desde cedo, lá por 1960, numa época em que poucos falavam em discos voadores - eu buscava e colecionava informações sobre o assunto, e não tinha com quem conversar a respeito. Na postagem Ciência, Preconceito e Lobby menciono que "um dos meus heróis da adolescência era Charles Hoy Fort, um americano pequeno e bigodudo, citado no livro 'O Despertar dos Mágicos', colecionador de fatos insólitos e anômalos. Tudo o que queriam esconder, ele jogava para cima. Uma figura rara, na esteira do Realismo Fantástico em voga no século passado. Seu livro 'O Livro dos Danados' é o surrealismo do pensar, uma encantadora revolução...
Aos 16 anos, eu, como ele, colecionava as raras notícias da imprensa local e mundial sobre discos voadores (não havia ainda o nome Ovni ou Ufo – era "flying saucer"), e eu já tinha lido o livro 'Os Discos Voadores' (1959) do corajoso comandante  Auriphebo Berrance Simões.  Ele, além de piloto da extinta empresa aérea brasileira Cruzeiro do Sul, era aerologista formado nos EUA e correspondente da prestigiada revista Time no Brasil e testemunha de aparições de ovnis em seus vôos. Era um outro Hoy Fort.
Aos 25 li 'Eram os Deuses Astronautas' do suíço Erich Von Daniken, desacreditado por muitos na época, e hoje seguido por um batalhão de escritores, admiradores, programas e canais de TV, bloggers e internautas. Na época, sem internet, era difícil encontrar com quem conversar sobre esses assuntos."
Hoje o assunto ovni movimenta uma máquina poderosa dentro da mídia mundial (livros, notícias, congressos, sites, organizações, o diabo...) e com tantas evidências inegáveis pressiona os governos e forças armadas de todo o mundo a admitir e contar o que todos já sabem, pois todos já suspeitam.
As pessoas comuns tem uma resistência enorme a admitir esses fatos por mais evidentes que sejam pois seriam obrigadas a fazer perguntas e pensar. Uma das formas de elas abrirem a cabeça para o tema acontece quando alguém importante, de preferência com um cargo alto em grandes empresas ou governos,  faz um depoimento dando crédito ao assunto. Um fato assim aconteceu em circunstâncias parecidas, relatadas na postagem O Mistério da Viagem do Almirante Bird, quando ele falou o que falou.
Então vamos falar disso: um homem sério, ex-ministro de estado de um dos países respeitados do planeta, pôs a boca no mundo numa audiência pública, e abriu o jogo admitindo o que os caçadores de ovnis estão cansados de falar.
O vídeo abaixo foi gravado na audiência pública que aconteceu em Washington, capital dos Estados Unidos, do dia 29 de abril a 3 de maio de 2013. Um dos convidados foi Paul Hellyer, ex-ministro da Defesa do Canadá. Existem alguns trechos importantes nas declarações feitas por Paul Hellyer, que esteve à frente do Ministério da Defesa canadense por 23 anos, durante três diferentes governos. Apesar de isso ter acontecido em maio de 2013, vale a pena ver.
Seguem abaixo alguns trechos fundamentais das declarações de Paul Hellyer. O ex-ministro diz entre outras coisas:

  • “Ovnis são tão reais quanto os aviões voando sobre as nossas cabeças”.
  • “Esta minha declaração me deu a chance de ser o primeiro líder de primeiro escalão no mundo a falar de uma maneira clara e inequívoca”. E continua dizendo que “reconhece 4 espécies diferentes de seres convivendo conosco neste momento no mundo”.
  • “Há ETs vivos na terra neste momento, e pelo menos dois deles trabalham com o governo dos Estados Unidos”.

O vídeo continua e Paul Hellyer diz que o seu interesse é fazer uma revelação completa, ou pelo menos de 98% dos fatos conhecidos.

  • “Do mesmo modo que as crianças estão preparadas para em algum dia perceberem que há ilusões que não existem, como a fada-do-dente, os adultos que pagam impostos devem ser considerados preparados para entender esta nova realidade de que vivemos num cosmos cheio de vida, o qual compartilhamos com várias outras espécies”, completa.

Para ele, o fato de que outras espécies são mais avançadas do que nós [humanos] pode nos exigir humildade, mas pode ser um passo importante para a nossa sobrevivência.
  • “Temos um sistema econômico terrivelmente tolo no ocidente hoje, e o congresso dos Estados Unidos tem parte da responsabilidade por isso, terei prazer em elaborar mais o assunto caso tenham interesse em ouvir”.
  • “Há grupos conduzindo um esquema de acobertamento que inclui o cartel do petróleo, o cartel financeiro e agentes das agencias de inteligência”…
  • "Esses grupos não operam apenas nos Estados Unidos, mas em grande parte do mundo ocidental". 
  • "Temos de nos comprometer a viver em paz com nossos vizinhos, aqui na terra, tanto quanto com nossos “vizinhos do céus”. Temos de nos tornar seres espirituais, e viver de acordo com a regra de ouro: (Fazer aos outros aquilo que queremos que seja feito por/para nós). 
  • Ele finaliza citando um estudo de um psiquiatra especializado em análise de casos de contatos extraterrestres: “Embora os extraterrestres não sejam eles mesmos “deuses” e muitas de suas atividades não sejam totalmente positivas, muitas vezes eles agem como intermediários, mensageiros, como um elo de ligação com uma consciência superior”.
Segue o vídeo:


domingo, 16 de fevereiro de 2014

Os Nefilins: Deuses? Gigantes? Anjos? Anunnakis?


É curiosa a variação de formas pelas quais historiadores, estudiosos, crentes e leitores em geral, cada qual à sua maneira, acreditam na veracidade dos “livros sagrados” das várias tradições e religiões conforme a passagem em questão. Alguns fatos descritos são acreditados como se fossem factuais mesmo, ou seja, "aconteceram realmente", tanto que se alguém tivesse uma câmera, filmaria e reproduziria, mesmo que fossem milagres. Outros são considerados “mitos”, a menos que surgisse algum indício arqueológico da sua veracidade. Outros são considerados “simbólicos” e não factuais. E a lista de outras possibilidades é grande, conforme o tipo de relação entre o leitor e o livro sagrado. Há variações de opiniões mesmo entre pessoas que guardam o mesmo tipo de relação com o texto sagrado, e mesmo interpretações diferentes de uma mesma pessoa sobre se diferentes fatos de uma mesma passagem são factuais, mitos, símbolos, milagres, e por aí afora. O resultado da tentativa de compreensão dos livros sagrados é literalmente o “samba do crioulo doido”. Não pelo livro em si, mas pelo leitor.
Particularmente a Bíblia (Velho e Novo Testamentos) são tratados dessa forma, mas isso ocorre também nas outras religiões “irmãs” como as interpretações do Alcorão no Islamismo, sem contar as dissidências ou facções mais recentes dessas religiões.
As raras tentativas de se usar um redutor comum de análise, uma ferramenta lógica e uniforme de tratar esses fatos, esbarram no partidarismo, baluartismo, classismo das vária tribos, e outros “ismos” tão prejudiciais como é a simples ignorância dos fatos.
Uma dessas tentativas de se aplicar uma ferramenta neutra e uniforme de entendimento dos livros sagrados é a de Zecharia Sitchin, exaustivo pesquisador dos textos sumérios e de várias outras línguas mortas e vivas,  e  corajoso escritor citado na publicação “A Outra História do Sistema Solar” neste blog. Ele mostra as incoerências das verdades históricas, arqueológicas e antropológicas que formam a base do ensino mundial sobre o passado do homem, das línguas, arqueologia e do nosso sistema solar. A chamada ciência ocidental é a grande culpada disso, como afirma outro grande "enfant terrible" da cultura mundial, o historiador Edward Said em seu livro Orientalismo: O Oriente Como Invenção do Ocidente.
O texto que segue faz parte do livro O 12º Planeta de Schitin. O texto, contado na primeira pessoa, tem uma abordagem segura, bem fundamentada, magistralmente minuciosa, e sobretudo fascinante como é durante todo o livro. Um achado.
Vamos lá:

 “O Antigo Testamento habita minha vida desde a infância. Quando foi plantada a semente deste livro, há quase cinqüenta anos (NR: cerca de 1930), eu não tinha nenhum conhecimento dos fervilhantes debates "evolução versus Bíblia" dessa altura. Mas, como qualquer jovem rapaz de escola, estudando o livro do Gênesis, em seu original hebraico, eu criei uma versão para mim próprio. Um dia, estávamos lendo o capítulo VI, onde se diz que, quando Deus decidiu destruir a humanidade com o Grande Dilúvio, os “filhos das deidades” que casaram com “filhas de homens” estavam sobre a Terra. O original hebraico chama-lhes Nefilim; o professor explicou que Nefilim - significava “gigantes” e eu discordei; literalmente não significaria «aqueles que foram lançados», que desceram à Terra? Fui repreendido e disseram-me que aceitasse a interpretação tradicional. 
Nos anos que se seguiram, à medida que aprendia a língua, a história e a arqueologia do antigo Oriente Médio, os Nefilim tornaram-se uma obsessão. Os 
achados arqueológicos e a decifração de textos sumérios, babilônicos, assírios, hititas, cananitas e outros textos antigos e contos épicos foram progressivamente confirmando a precisão das referências bíblicas a reinos, cidades, governantes, praças, templos, rotas de comércio, artefatos, ferramentas e vestuário da Antiguidade. Não será agora, portanto, o tempo de aceitar a palavra desses mesmos antigos registros que encaram os Nefilim como visitantes da Terra vindos dos céus? 
O Antigo Testamento afirma repetidamente: «O trono de Javé é no céu», «do céu o Senhor vigia a Terra». O Novo Testamento falava «Nosso Pai que está nos céus». Mas a credibilidade da Bíblia foi enfraquecida pelo advento e aceitação geral da Teoria da Evolução (NR: teoria de Darwin). Se o homem evoluiu, então, certamente, ele não pode ter sido criado de uma só vez por uma deidade que, premeditando, sugeriu: «Façamos Adão à nossa imagem e semelhança». Todos os povos antigos acreditaram em deuses que desceram à Terra vindos dos céus e que podiam a um desejo flutuar em direção aos céus. Mas nunca se reconheceu credibilidade a estes contos que os eruditos desde os primórdios classificaram como mitos.
Os escritos do antigo Oriente Médio, que incluem uma profusão de textos astronômicos, falam claramente de um planeta de onde esses astronautas ou deuses vieram. No entanto, quando os acadêmicos, há 150 anos decifraram e traduziram as antigas listas de corpos celestiais, os nossos astrônomos não sabiam ainda da existência de Plutão (que apenas foi localizado em 1930). Como se poderia, então, esperar que eles aceitassem a existência de ainda mais um planeta, membro de nosso sistema solar? Mas agora que também nós, como os antigos, sabemos da existência de planetas para além de Saturno, agora, por que não aceitar a evidência antiga da existência do Décimo Segundo Planeta? 
Enquanto nós próprios nos aventuramos no espaço, um olhar novo e a aceitação das Antigas Escrituras é mais do que oportuno. Agora que os astronautas aterraram na Lua e missões não tripuladas exploram outros planetas, deixou de ser possível não acreditar que uma civilização de outro planeta mais avançado que o nosso fosse capaz de fazer aterrissar seus astronautas no planeta Terra, algures no passado. 
De fato, certo número de escritores populares especularam que os artefatos antigos, tais como as pirâmides e as gigantescas esculturas de pedra, devem ter sido idealizados por avançados visitantes de outro planeta - com certeza, o homem primitivo não possuiu, por ele próprio, a tecnologia requerida? Outro exemplo, como foi possível que a civilização suméria florescesse tão rapidamente há quase 6.000 anos sem um precursor? Mas dado que esses escritores populares falham, normalmente, quando se trata de mostrar quando, como e, sobretudo, de onde vieram esses antigos astronautas, suas intrigantes questões permanecem especulações sem resposta.
 Foram precisos trinta anos de pesquisa, de retorno às antigas fontes, de literal aceitação delas, para recriar em meu próprio espírito um cenário contínuo e plausível dos acontecimentos pré-históricos. Assim sendo, O Décimo Segundo Planeta procura fornecer narrativamente ao leitor as respostas às questões específicas: quando, como, por que e de onde. A evidência, as provas que incluo consistem basicamente de textos e até quadros antigos. 
Em O Décimo Segundo Planeta, eu procurei decifrar uma sofisticada cosmogonia que explica, talvez tão bem como as modernas teorias científicas, como se pode ter formado o sistema solar, como um planetainvasor foi apanhado na órbita solar e como a Terra e outras partes do sistema solar foram trazidas à luz do dia. 
As provas que ofereço incluem mapas celestiais que falam de vôos espaciais para a Terra vindos desse planeta, o Décimo Segundo. Depois, seqüencialmente, segue-se o dramático estabelecimento das primeiras colônias na Terra pelos Nefilim: aos seus dirigentes foram dados nomes; suas relações, amores, ciúmes, conquistas e lutas descritas e a natureza de sua «imortalidade» explicada. 
Sobretudo, O Décimo Segundo Planeta tem como objetivo traçar os acontecimentos importantes que levaram à criação do homem e os métodos avançados pelos quais isto foi conseguido. É depois sugerida a relação confusa entre o homem e seus senhores e surge uma nova luz sobre o significado dos acontecimentos no Jardim do Paraíso, da Torre de Babel e do Grande Dilúvio. Finalmente, o homem, biológica e materialmente dotado pelos seus criadores, acaba por expulsar seus deuses da Terra. 
Este livro sugere que não estamos sós em nosso sistema solar. Ainda assim, ele pode intensificar, mais do que diminuir, a fé numa Onipotência universal. Porque, se os Nefilim criaram o homem na Terra, podiam estar apenas cumprindo parte de um plano superior mais amplo.
 Nova York, fevereiro de 1977. 
Z. SITCHIN”

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Cura Xamânica Fora do Tempo e do Espaço

Olga Kharitidi, citada em pelo menos 3 postagens, é uma psiquiatra nascida na antiga União Soviética e que trabalhou em um hospital psiquiátrico público na Sibéria, região onde aliás foi cunhada a palavra xamã. Sua vida mudou radicalmente após o contato com Umai, xamã que foi sua mestra e amiga. Hoje Olga vive e trabalha nos EUA.
Em seu misterioso livro Circulo de Xamãs ela conta os fatos que mudaram a sua vida, na mística região russa de Altai onde se tornou também xamã.
O texto abaixo é uma experiência xamânica de uma cura fora do tempo e do espaço, citada no no livro. O texto em negrito na primeira pessoa, foi retirado de seus diários. Muito mistério.
Os mais atentos vão notar que a frase da xamã Umai no título da postagem acima fala claramente da Presença ocupando o corpo, como dizem Tolle, Castaneda e tantos outros. Os caminhos autênticos são parecidos.
Vamos lá:

"A chuva finalmente parou e as nuvens rapidamente abandonaram o céu, levadas por fortes ventos do leste. Havia um silêncio e uma escuridão quase total do lado de fora da minha janela. Através da porta aberta da sacada, a fresca brisa noturna trazia da rua um aroma agradável de folhas molhadas e asfalto úmido ao meu apartamento.
Apaguei a luz e caminhei até a sacada para uma última olhada no céu noturno. A cidade inteira estava diante de mim, lembrando um gigantesco navio de passageiros com luzes fortes brilhando das escotilhas. Porém, na realidade esta cidade aparentemente vasta e luminosa era só um pequeno fragmento terrestre, suas luzes insignificantes sob milhares de estrelas resplandecentes que piscavam sobre a noite límpida e pacífica.
Subitamente, enquanto eu estava no parapeito da minha estreita sacada, respirando o ar suave e fragrante, uma das estrelas pareceu crescer e brilhar mais do que as outras. Então foi como se o céu fosse rasgado, girando violentamente como se o cone de um gigantesco tornado estivesse se aproximando cada vez mais, preenchendo meu campo de visão.

Sinto um enorme poder desconhecido se aproximando, e sei que estou sendo chamada mais uma vez para outro lugar, para outra época. É tarde demais para escapar ou até mesmo para sentir medo, muito embora a essa altura eu esteja tão acostumada ao "extraordinário" que talvez não ficasse assustada mesmo se houvesse tempo para isso.
Num piscar de olhos, toda a cena muda. No lugar onde um momento antes havia apenas o límpido céu noturno, agora a brilhante luz diurna enche meus olhos. Estou flutuando muito acima do chão, num lugar que nunca vi antes. Minha mente está funcionando de uma maneira diferente agora, como se eu fosse uma nova pessoa, sem lembrança alguma do passado. Não estou com medo algum, apenas consciente e receptiva. Sei que fui trazida a este lugar com uma finalidade. Confio neste conhecimento e espero.
Enquanto me aproximo flutuando do chão, posso ver uma planície verdejante abaixo de mim. A grama tem o verde da primavera, é alta e cheia de vida recém-nascida, ondulando na brisa. Posso sentir a sua fragrância, e esta sensação puramente física me ajuda a deixar de lado outros pensamentos e me deixa centrada aqui.
Subitamente, barulhentas batidas de tambor vindas da minha direita chamam a minha atenção. Meu olfato já me enraizou neste novo lugar, e agora minha audição aprofunda minha conexão com ele. Meu corpo se move facilmente no ar, e me volto para a direita, na direção das batidas de tambor. Nunca poderia imaginar aquela cena diante de mim.
Dez homens, entre vinte e cinco e quarenta anos, cabelos presos em longos rabos-de-cavalo, estão dançando abaixo de mim num círculo. Suas roupas me parecem estranhas, com suaves tons castanhos decorados com padrões geométricos diferentes de qualquer coisa que eu já houvesse visto. O som do tambor é constante, e muito embora os movimentos dos homens sejam graciosos, existe uma inconfundível urgência na sua dança. À medida que me aproximo para olhá-los mais de perto, percebo que há uma mulher deitada no meio do círculo. Os homens se movem e giram dançando ao redor dela, com um ar de grande intensidade nos seus rostos. Não escuto som algum, a não ser as insistentes batidas do tambor.
De início não compreendo por que os homens pareciam tão estranhos para mim, mas à medida que noto mais e mais detalhes, percebo que seus rostos mostram uma consciência e ligação com sua cerimônia que as pessoas do nosso mundo moderno perderam. Compreendo que eles são seres antigos, e que estou experimentando algo que aconteceu há muitos milhares de anos.
Ainda estou flutuando acima do círculo de dança, descendo gradualmente rumo à finalidade da minha vinda. A mulher que é o ponto focal da dança e do batuque torna-se mais visível à medida que eu desço. Sua figura sem vida é incrivelmente bela. A simplicidade do seu vestido cinza-amarelado faz um forte contraste com as jóias elaboradas que enfeitam seu pescoço e corpete. Embora os colares sejam toscamente confeccionados, as jóias que brilham neles são belíssimas. Sei que ela acabou de morrer.
Olho ao meu redor numa tentativa de decifrar o que está acontecendo e o que estou fazendo aqui. Meus olhos são atraídos para uma velha. Ela está sentada numa pequena caixa de madeira próxima a uma estrutura semelhante a um yurt, uma tenda mongol, com um teto pontudo feito de grama trançada. Ela está fumando um cachimbo, movendo os olhos constantemente do círculo de dança para o céu, com sua presença em toda parte ao mesmo tempo. A sua idade física parece próxima a cem anos, mas a sua aparência não tem idade. Sua pele é escura e enrugada, como pergaminho pintado exposto ao sol constante durante muitas vidas. Seus olhos são estreitos, como os de muitos mongóis da atualidade. Eles se estreitam mais ainda enquanto ela traga a fumaça de seu cachimbo.
A sua participação na cerimônia não inclui a movimentação física dos outros. O ritmo de seu corpo é muito mais lento do que o dos dançarinos. Ela respira calmamente, e às vezes levanta a cabeça lentamente para o céu, como se estivesse esperando alguma coisa. No momento em que penso nisso, ela olha diretamente para mim e fico sabendo que me viu. Há um poder no fato de ser reconhecida por essa mulher; e ele cria uma estranha mistura de alegria e medo dentro de mim.
Continuo a flutuar levemente acima do chão. Uma questão se forma em minha mente enquanto sinto a mulher me focalizar e se concentrar em mim. "Quem sou eu, e o que estou fazendo aqui?" Então o ritmo do tambor pára abruptamente, e os homens param de dançar como se fossem um único corpo, eles olham para mim e começam a cantar. A linguagem deles me é desconhecida, mas de algum modo, entre as coisas que gritam reconheço as palavras, "Deusa Branca! A Deusa Branca está aqui!" Não é através de uma compreensão da linguagem deles que reconheço essas palavras. Elas são de algum modo embebidas no meu ser, junto com o olhar penetrante da mulher idosa, que me dá a sensação de ondas me atravessando sem parar.
Minha atenção é subitamente redirecionada para os homens, que se moveram num círculo maior ao redor da bela garota, abrindo espaço para eu descer com facilidade ao lado dela. As suas cabeças estão inclinadas para cima, olhando para mim, e sinto a expectativa deles diante do que está por vir. Nada me surpreende. Se a surpresa estiver por vir, será mais tarde, quando eu me encontrar de pé novamente na minha sacada.
O corpo em que estou flutuando é um enorme corpo feminino, dez vezes o tamanho normal. Branca e sem peso, sou como uma nuvem. Sei do fundo do meu ser que fui trazida aqui para trazer esta mulher morta de volta à vida.
Pouso no chão. Enquanto estendo o braço na direção do corpo dela, toco as espessas tranças negras que emolduram os dois lados do seu rosto moreno e de feições suaves. Posso sentir que, dentro do seu corpo, ela está flutuando em algum tipo de fronteira entre a vida e a morte, e sei que está em meu poder pender a balança para a vida. Tomo o seu tronco exânime nos meus braços e a levanto até que esteja sentada. De algum modo, sei que ela deve ser mantida nesta posição para que o fluxo da vida retorne ao seu corpo. Quando ela for capaz de sentar-se por conta própria, saberei que retornou totalmente.
Minhas mãos começam a se mover ao redor da sua cabeça e seios. Minhas mãos se movem por conta própria, na batida de um antigo ritual, e agora estou consciente de que esses mesmos movimentos e gestos foram feitos há milhares de anos por outros. Os movimentos estão restaurando e equilibrando a sua energia, e quando tudo parece completo, eu a solto. Agora ela retorna lentamente por conta própria, nadando temporariamente entre camadas de inconsciência e de consciência, o seu corpo se curando seguindo um caminho oferecido através de mim por alguma força desconhecida.
Com meu trabalho terminado, sou elevada por uma energia invisível e flutuo novamente acima da cena. Voo cada vez mais alto. No momento em que tudo abaixo de mim se dissolve na distância, vejo novamente os olhos da anciã. Ela ainda está olhando para mim, ainda está fumando o seu cachimbo, totalmente consciente da minha presença e de quem eu sou. Vejo gratidão em seu rosto. No momento de mudança em que tudo se dissolve, reconheço a velha como Umai, minha velha amiga e mestra, em ainda outra manifestação.

Então estou novamente de pé na minha sacada, o céu noturno ainda brilhando diante de mim. A transição entre a minha jornada e o retorno à "realidade", se de fato uma é mais real que a outra, é rápida e completa. Muito embora eu seja uma mulher que vive no moderno século XX, agora aprendi a aceitar essas experiências que já foram tão desconhecidas para mim.
Subitamente, escuto dentro da minha cabeça as palavras, "Essas pessoas viveram em um passado muito distante. Nos seus rituais e cerimônias, executados há muitos milhares de anos, elas sabiam precisamente como ultrapassar as barreiras do espaço e do tempo. Elas podiam alcançar a energia de pessoas vivendo no futuro, e sabiam como integrar essa energia as suas cerimônias."
Lembro-me de como o cone no céu parecia no início da minha jornada e como a minha experiência mudara quando me vi flutuando sobre aquela terra antiga. Ouvi a mesma voz dizer, "Eles sabiam como viajar nas naves de Belovodia", e vislumbro um pequeno ponto de luz movendo-se rapidamente pelo céu escuro. Ele desaparece depois de alguns segundos. Depois do sumiço, continuo a olhar para a miríade de estrelas, entre as quais oculta-se mais um mistério.
Agora a jornada está totalmente acabada, e estou mais uma vez no meu pequeno apartamento no meio da Sibéria. Tudo começou há mais de um ano, quando despertei numa manhã aparentemente normal de inverno e saí para trabalhar, sem saber que toda a minha vida estava prestes a mudar. Lembro-me daquele dia tão claramente como se fosse ontem."

Vale a pena ler o livro.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

A Outra História do Sistema Solar

Zecharia Schitin (1920, Azerbaijão / 2010, Nova York) foi um estudioso dedicado do Oriente e escritor. Conhecedor profundo da região oriental em torno da antiga Mesopotâmia, considerada o berço da humanidade, e das suas histórias e culturas, estudou exaustivamente o Velho Testamento, as língua sumériana, acádica (elo entre Assíria e Babilônia), e foi um dos primeiros leigos a estudar e traduzir milhares de pequenos tabletes de argila com escrita cuneiforme, que lançaram uma luz num passado obscuro e controvertido do nascimento do homem no planeta. Esses tabletes, comparativamente no caso das civilizações da Mesopotâmia, correspondem ao que foi a contribuição da Pedra de Roseta para a compreensão da civilização egípcia.
Schitin foi e é criticado pelo stablishment científico da mesma forma que fizeram com Schwaller de Lubicz, egiptólogo famoso citado em nossa postagem O Templo Dentro do Homem, pela mesma razão: era um livre atirador, não tinha o "canudo" acadêmico, não era um "insider" do grupo e não seguia os seus cânones. Acontece o mesmo com Eric von Daniken até hoje, e vai ser sempre assim.
Seu livro O 12º Planeta, entre outros, lança uma teoria inesperada mas bem fundamentada em estudos arqueológicos, culturais e linguísticos, que vale a pena conhecer mesmo que discordemos. O texto detalhado, rico e profundo dos infindáveis aspectos intrincados dessa região mostra que para discordar vai ser preciso muito trabalho pelo leitor interessado. Não foi por acaso que a Mesopotâmia produziu a maravilha literária que é "As Mil Noites, e Uma Noite" (que aliás, poucos sabem, é o verdadeiro nome original da obra - leiam de novo) admirada pelos grandes nomes da cultura do planeta.

Segue então uma entrevista do Jornal Infinito com Zecharia Sitchin antes de 2010:

 Infinito -Você pertence a um pequeno numero de estudiosos que conseguem ler as tábulas de argila encontradas na Mesopotâmia. O que despertou seu interesse nelas? 

Sitchin - Isso vem desde os meus dias de escola. Estávamos estudando a Bíblia (Antigo Testamento) em seu idioma original, o hebraico; chegamos ao capítulo 6 do Gênesis, a história do Dilúvio. O capitulo começa com vários versos enigmáticos, dizendo-nos que no tempo pouco antes do Dilúvio, "havia gigantes sobre a Terra", e eles se casaram com as Filhas do Homem e tiveram filhos delas. E eu levantei a mão e perguntei à professora: por que a senhora diz "gigantes" quando a palavra na Bíblia é Nefilim, que significa "aqueles que desceram", e não "gigantes"? Em vez de me elogiar por meu conhecimento de hebraico, ela me repreendeu. Não se questiona a Bíblia! E isso me magoou muito e me deixou pensando quem eram os Nefilim, e por que eles eram assim chamados. Com o tempo, eu descobri que aqueles versículos (assim como a história toda do Grande Dilúvio) se originava de um povo chamado sumério, que milhares de anos antes de a Bíblia ser composta, escreveu em tábulas de argila a história e a pré-história da Humanidade. Assim, esta foi a origem de meu interesse nas antigas tábulas da Mesopotâmia. 

Infinito - E o que as tábulas diziam? 

Sitchin - As tábulas diziam que de fato houve um Dilúvio que engolfou a terra habitada e que milhares de anos antes de ele acontecer os Anunnaki, que em sumério significa "aqueles que vieram do céu para a terra", vieram à Terra de seu planeta Nibiru, e foram os Elohim ("deuses") que disseram uns para os outros: Vamos criar Adão à nossa imagem evoluída na Terra ao nível do Homem.

Infinito - Outros concordam que era isto o que as tabulas diziam?

Sitchin -Sim, é claro que outros estudiosos concordam que é isto o que as tábulas dizem, porque depois que elas foram encontradas por arqueólogos nos últimos 150 anos e decifradas e traduzidas (começando com George Smith, "The Chaldean Account of Genesis", em 1876, e L. W. King, "The Seven Tablets of Creation", em 1902), não havia como negar isso. Mas pelo fato de as histórias envolverem os chamados deuses dos povos antigos, eles foram considerados mitos -"mitologia'. Além disso, a idéia de seres com forma humana vindos para a Terra de outro planeta - astronautas antigos - era, é claro, impensável naquela época; assim, tinha de ser mitologia e não registros factuais. Mas quando eu comecei a pensar seriamente que não, aqueles eram registros de eventos que realmente aconteceram, estávamos no começo da Era Espacial, assim para mim fazia sentido; e quando li os textos antigos deste ponto de vista, tudo começou a ficar claro.

Infinito - Mas agora que sabemos que as viagens espaciais são possíveis, por que os outros ainda acham que esses eventos são mitologia? 

Sitchin - Por causa de Nibiru, planeta deles, e a aceitação da idéia de que não estamos sós.

Infinito - O senhor pode explicar? 

Sitchin - Sim, eu posso tentar explicar. Mesmo aqueles que aceitam a probabilidade de vida inteligente em outros lugares do universo, dizem que o sistema estelar mais próximo com possibilidade de ter planetas com vida está tão distante que ninguém daqui conseguiria ir lá e certamente não poderia ir e vir, para lá e para cá, como faziam os Anunnaki. Mas concluí que o planeta deles pertence a nosso sistema solar, com um período orbital de cerca de 3.600 anos, portanto, essa viagem espacial de lá para a Terra é muito exeqüível durante tais órbitas. Isso justifica chamar os Anunnaki pelo nome tabu de "extraterrestres", que é usado por pessoas que acreditam em OVNI, etc., mas é tabu para os acadêmicos do establishment.

Infinito - Algum planeta, hoje pertencente a nosso sistema solar, foi descoberto? 

Sitchin - Durante muitas décadas, muitos astrônomos estavam convencidos de que há mais um planeta além de Plutão. Eles o chamam de "Planeta X", significando desconhecido bem como "décimo planeta" (Eu me refiro a Nibiru como o décimo segundo planeta, porque os sumérios contavam o sol e a lua e 10 planetas para um sistema solar de 12 elementos). Uma pessoa que procurou o planeta foi o Dr. Robert Harrington do Observatório Naval dos Estados Unidos (que faz parte do Departamento de defesa americano), que concordou com minha teoria sobre os sumérios. (o desenho que ele me mandou está em meu livro Gênesis Revisitado). Perturbações nas órbitas de Netuno e Plutão indicam a existência de força gravitacional de outro planeta. A nave espacial Pioneer 10 mostra indicações semelhantes desde o planeta grande e distante também nas fronteiras do sistema solar. Em 1983, a nave espacial IRAS descobriu que tal corpo celeste estava de fato se movendo em direção a nossa parte do sistema solar - como Nibiru faria. Mas todas essas descobertas, mesmo quando relatadas, são logo negadas e tratadas como algo que seria melhor ignorar. 

Infinito - Por quê? 

Sitchin - Porque reconhecer a existência de mais um planeta é confirmar o conhecimento que os sumérios tinham de Nibiru; e uma vez que tal conhecimento (sem telescópios e veículos espaciais) só poderia vir dos Anunnaki, isso significa confirmar a palavra tabu "extraterrestres". 

Infinito - Então, o problema é de aceitação científica?

Sitchin - A comunidade científica começa a perceber que muitas das últimas descobertas - no espaço, na astronomia, na biologia/genética, na geologia - corroboram minha abordagem quanto aos textos sumérios. Eu dediquei um livro à comparação do conhecimento dos antigos com as descobertas modernas (Genesis Revisited), e estou atualizando este aspecto em meu site de internet SITCHIN.COM Mas existem, é claro, outras razões para a não-aceitação, por exemplo, fundamentalistas que insistem que o Céu e a Terra foram criados em apenas seis dias. 

Infinito - Estas atitudes estão mudando? 

Sitchin - Sim, estão. Um de meus maiores fãs é um padre católico na Califórnia que disse que a compreensão de que os deuses antigos eram apenas emissários de Deus, com D maiúsculo, reforçou a crença dele em um Criador Universal. No ano passado, em uma conferência na Itália, tive um diálogo em público com um teólogo do Vaticano, Monsenhor Balducci, que admirava minha pesquisa e concordou comigo de que (a) pode haver seres inteligentes em outro planeta e (b) que visitas de extraterrestres à Terra são possíveis. Eu relato o diálogo em meu site de Internet. 

Infinito - Isso tudo é só sobre o passado? O senhor disse que os Anunnaki estavam indo e vindo. Eles estão ainda hoje indo e vindo? 

Sitchin -Meus escritos, como você apontou, são baseados em fontes da Antigüidade, desde os sumérios e depois outras fontes. Mesmo o Novo Testamento nos deixa a alguns 2000 anos atrás. Assim, discutir o que aconteceu depois disso requer uma mudança de enfoque, lidar com novas evidências - talvez menos com escritos claros e mais com a interpretação das evidências físicas, o que pode ser controvertido. 

Infinito -O senhor pode explicar o que quer dizer com "mudança de enfoque"? 

Sitchin - Com relação a registros escritos do Oriente Próximo antigo eu sinto uma grande certeza, uma vez que posso ler as tábulas eu mesmo e consigo ler o Antigo Testamento em hebraico. Sei o que dizem e aceito o que dizem como informação factual. Depois que deixamos essa região e aquela época, mesmo começando com o Egito antigo, temos de confiar na compreensão e em evidências datadas de natureza física, tais como as pirâmides no Egito, pinturas em cavernas como no Brasil, estruturas enigmáticas como em Tiwanaku (Peru) ou nas Linhas de Nazca, e ter a ajuda de reminiscências orais, que são chamadas de "lendas", em vez de escritas.

Infinito - O senhor trata disso em seu livro Os Reinos Perdidos, então acredita que esses lugares e suas lendas dão continuidade à mesma história? 

Sitchin - Sim. Eu mostro que a principal divindade da Meso-América, Qetzalcoatl (A Serpente Alada) era o deus egípcio Thoth, que era o deus sumério Ningishzidda, e eu então explico não apenas a semelhança das pirâmides, mas também a aparição dos Olmecs - um povo de descendência africana que inexplicavelmente veio para o México em cerca de 3100 AC e trouxeram a Mãe Civilização aos nativos. O mesmo ocorre com outras divindades da Antigüidade. Quando se estudam as "mitologias" de toda parte, parece haver panteões diferentes com muitos deuses diferentes. Mas quando se constata que os nomes diferentes têm o mesmo significado nas diferentes línguas, percebe-se que todos estão falando sobre os Anunnaki dos sumérios. Assim, o pai de Qetzacoalt /Thoth/Ningishzidda era Enki, a quem os egípcios chamavam Ptah. Ele era também o pai do deus egípcio Ra, conhecido por outros como Marduk.

Infinito - Uma mudança na arena do drama de deuses e homens? 

Sitchin - Uma mudança de enfoque, uma mudança nas evidencias. Um novo capítulo, mas no mesmo livro. Ao tratar o que aconteceu no Novo Mundo como parte da história que começou no Velho Mundo, é possível entender melhor as evidências físicas e levar mais a sério as "lendas". 

Infinito - O senhor está convencido de que "eles" estiveram aqui... Eles ainda estão aqui?

Sitchin - Isso nos afasta do que eu considero fato - sim, eles estiveram aqui - e vai para a especulação, que também significa profecia. Porque a questão é, antes que alguém pergunte se eles ainda estão aqui: eles foram embora? E se foram embora, vão voltar? Não quero especular se eles estão aqui, porque isso leva a conversas sobre conspirações e influências satânicas, etc. - com que eu não tenho absolutamente nenhuma ligação. Prefiro não especular. 

Infinito - Mas o senhor disse em suas palestras e vídeos que "o passado é o futuro", então o senhor deve acreditar em algo?

Sitchin - É verdade, porque se alguém considera as fontes bíblicas como os legado de tempos mais remotos, então devemos trocar a palavra "especulação" por "profecia". É a propria bíblia - que eu considero um documento histórico em vez de teológico - que no final do primeiro milênio AC mudou de (a) história da criação, (b) as ações dos Anunnaki no período que antecedeu o Dilúvio, (c) as civilizações humanas pós-Dilúvio, os tempos históricos; para (d) previsões de coisas por acontecer, que são chamadas "profecias". E ela diz repetidamente: "os últimos serão os primeiros", ou no Livro da revelação: "Eu sou o Alfa e o Omega, eu sou o primeiro e o último." 

Infinito - Então, o que aconteceu vai acontecer novamente? Um ciclo de eventos como os calendários maias?

Sitchin - Sim, como os calendários maias que estão atrelados às crenças mesopotâmicas de que o Grande Deus Qetzalcoatl, "a Serpente Alada", que se foi, mas prometeu retornar. Assim o calendário está atrelado ao Retorno esperado. A conclusão inevitável é que, com base em profecias bíblicas, atém mesmo em crenças mesopotâmicas, um Retorno - o que os judeus chama de tempos messiânicos, e os cristãos chamam de a Segunda Vinda - vai acontecer. 

Infinito - Seria esta data o ano de 2012, que alguns atribuem ao calendário maia? 

Sitchin - Esta data (ou um pouco depois dela, dependendo de como se conta) surgiu de uma suposição de que o grande ciclo dos maias seria concluído com 13 grandes ciclos, mas por que não 14 ou 15? Estou mais inclinado a basear minha pesquisa no calendário introduzido pelos próprios Anunnaki - o calendário zodiacal. 

Infinito - E o que o senhor vê no calendário zodiacal? 

Sitchin - Os dados apontam para a Era de Peixes como a época do aparecimento da espaçonave deles entre Marte e a Terra, e nós ainda temos de esperar o século XXI, este século, para chegar em Peixes...

Infinito - Isso é bastante especifico para alguém que não gosta de especular...

Sitchin - Então, que tal deixarmos as coisas assim? 

Infinito - Ok. Uma última pergunta: O senhor escreveu oito livros; há mais a caminho?

Sitchin - - É claro... Ainda há muito mais a contar. De fato, o novo livro, que sai em alguns meses, vai reapresentar as Memórias e Profecias de Enki.

Infinito - Enki, aquele que chegou aqui como o primeiro líder, o Forjador da Humanidade? 

Sitchin - Sim..

Os livros de Zecharia Sitchin são: 

  • O 12º Planeta
  • A Escada para o Céu
  • O Livro Perdido de Enki
  • Guerra de Deuses e Homens
  • Os Reinos Perdidos
  • Gênesis Revisitado
  • O Começo do Tempo
  • Encontros Divinos
  • O Código Cósmico
  • O Fim dos Dias
  • Havia Gigantes na Terra
Se gostou do assunto, veja o vídeo sobre o tema: O 12º Planeta 




quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

A KGB e os Ovnis

Ovni caído na Rússia
A Rússia sempre foi um país mais aberto aos assuntos metafísicos do que a Europa e os EUA. A própria palavra xamã é de origem siberiana e tornou-se universal. Nesse aspecto a Rússia  conseguiu influenciar os países satélites quando formou a U.R.S.S., ou União Soviética, nos 70 anos em que tentou viabilizar o comunismo como alternativa econômica mundial. Os meios científicos russos conseguiram aliar, mais que o resto do mundo, o “rigor científico” da ciência com os fatos, conhecimentos e eventos dessa área movediça e controvertida que é a paranormalidade. A própria guerra fria incentivou essas atividades, como foi o caso da telepatia que chegou a ser usada em experiências nas comunicações militares em tempos de guerra.
Há na Rússia muito mais cientistas da tecnologia de ponta, médicos, físicos, arqueólogos e outros que estabelecem a ponte com a área metafísica do que há no ocidente. Um desses casos é o da bela escritora, médica e xamã Olga Kharitidi que escreveu o incrível livro Circulo de Xamãs  e hoje vive nos EUA . Outro é o escritor russo Zecharia Sitchin, estudioso dedicado da civilização sumeriana. Mas existem uma infinidade de outras pessoas, ativas na Rússia, em um leque muito amplo de atividades metafísicas.
Esse traço russo de afinidade com o mistério induziu o próprio governo a dedicar mais recursos ao assunto dos objetos voadores não identificados -  Ovnis, apesar de que muito pouco desse assunto era repassado à mídia russa e ocidental devido à mão de ferro da KGB, a polícia política russa, ciosa da manutenção do segredo por sua própria natureza. Isso tem ocorrido da mesma forma em todos os países do mundo, com poucas exceções. É como se houvesse um acordo tácito entre os governantes, militares e organizações do mundo todo, de que "os civis não estão preparados para lidar com esses assuntos". Os civis somos nós, que sustentamos com os impostos toda a festa, mas não somos convidados. Isso me lembra um filme político, acho que do Glauber Rocha, em que na cabine de votação instalada na fazenda do coronel, os camponeses recebiam o voto já fechado num envelope e apenas o depositavam na urna. Um deles mais politizado reclamou que queria saber em quem estava votando. Após levar uma bronca do capataz, ouviu a resposta: "Seu burro. Você não sabe que o voto é secreto?"
Com o fim da guerra fria e o desmantelamento do poder russo houve um relaxamento no manuseio de informações secretas, desde as relativas ao progresso espacial russo até as informações sobre ovnis o que produziu um volume maior de documentos, fatos e informações que vieram à tona.
É o caso deste vídeo.


OVNIS - Arquivos Secretos da KGB - Dublado PtBR



domingo, 26 de janeiro de 2014

O Significado Interior da Entrega

Deixar fluir...
A qualidade da sua consciência neste momento é que vai determinar o tipo de futuro que você vai viver. Portanto, entregar-se é a coisa mais importante que você pode fazer para provocar uma mudança positiva. Qualquer outra coisa que você fizer será secundária. Nenhuma ação positiva pode surgir de um estado de consciência onde não existe entrega.

Para muitas pessoas, a entrega talvez tenha conotações negativas, como uma derrota, uma desistência, uma incapacidade de se reerguer das ciladas da vida, certa letargia, etc. A verdadeira entrega, entretanto, é algo completamente diferente. Não significa suportar passivamente uma situação qualquer que nos aconteça e não fazer nada a respeito, nem deixar de fazer planos ou de ter confiança para começar algo novo. 

A entrega é a sabedoria simples mas profunda de nos submetermos e não de nos opormos ao fluxo da vida. O único lugar em que podemos sentir o fluxo da vida é no Agora. Isso significa que se entregar é aceitar o momento presente sem restrições e sem nenhuma reserva.

É abandonar a resistência interior àquilo que é.
A resistência interior acontece quando dizemos "não" para aquilo que é, através do nosso julgamento mental e de uma negatividade emocional. Isso se agrava especialmente quando as coisas "vão mal", o que significa que há um espaço entre as exigências ou expectativas rígidas da nossa mente e aquilo que é. Esse é o espaço do sofrimento. 
Se você já tiver vivido bastante tempo, certamente saberá que as coisas "vão mal" com muita frequência. É precisamente nesses momentos que a entrega tem de ser praticada, caso queiramos eliminar o sofrimento e as mágoas da nossa vida. A aceitação daquilo que é nos liberta imediatamente da identificação com a mente e nos religa com o Ser. A resistência é a mente.
A entrega é um fenômeno puramente interior. Isso não quer dizer que não possamos fazer alguma coisa no campo exterior para mudar a situação.
Na verdade, não é a situação completa que temos de aceitar quando falo de entrega, mas apenas o segmento minúsculo chamado o Agora. Por exemplo, se você estiver atolado na lama, não tem que dizer: "Está bem, me conformo de estar atolado nessa lama." Resignação não quer dizer entrega.
Você não precisa aceitar uma situação indesejável ou desagradável na sua vida. Nem precisa se iludir e dizer que não tem nada errado em estar atolado na lama. Nada disso. Você tem completa consciência de que deseja sair dali. Então reduz a sua atenção ao momento presente, sem atribuir a essa situação nenhum rótulo mental.
Isso significa que não existe nenhum julgamento do Agora. Em consequência, não existe nenhuma resistência, nenhuma negatividade emocional. Você aceita a "existência" do momento. A seguir, toma uma atitude e faz tudo o que puder para sair da lama.
Chamo essa atitude de ação positiva. Funciona muito mais do que uma ação negativa, que decorre da raiva, do desespero ou da frustração. Até que alcance o resultado desejado, você continua a praticar a entrega ao se abster de rotular o Agora.
Vou fazer uma analogia visual para ilustrar o ponto que estou sustentando. Você está andando por uma estrada à noite, com uma neblina cerrada, mas possui uma lanterna potente que corta a neblina e cria um espaço estreito e nítido na sua frente. A neblina é a sua situação de vida, que inclui o passado e o futuro. A lanterna é a sua presença consciente, e o espaço nítido é o Agora.
Não se entregar endurece a forma psicológica, a casca do ego, e assim cria uma forte sensação de separação. O mundo e as pessoas à sua volta passam a ser vistos como ameaças. Surgem uma compulsão inconsciente para destruir os outros através do julgamento e uma necessidade de competir e dominar. Até mesmo a natureza vira sua inimiga, e o medo passa a governar a sua percepção e a interpretação das coisas. A doença mental conhecida como paranóia é apenas uma
forma ligeiramente mais aguda desse estado normal, embora disfuncional, da consciência.
A resistência faz com que tanto a sua mente quanto o seu corpo fiquem mais pesados. A tensão se manifesta em diferentes partes do corpo, que se contrai para se defender. O fluxo de energia vital,
essencial para o funcionamento saudável do corpo, fica prejudicado.
Algumas formas de terapia corporal podem ser úteis para restaurar esse fluxo, mas, a menos que você pratique a entrega na sua vida diária, essas coisas só podem lhe proporcionar um alívio temporário, porque a causa, o padrão de resistência, não foi ainda dissolvida.
Existe alguma coisa dentro de você que não é afetada pelas circunstâncias transitórias que constroem a sua situação de vida, e a que você só tem acesso através da entrega. Trata-se da sua vida, do seu próprio Ser, que existe no eterno domínio do presente.
Se a sua situação de vida é insatisfatória ou mesmo intolerável, somente através da entrega você vai conseguir quebrar o padrão inconsciente de resistência, que permite a permanência dessa situação. 
A entrega é perfeitamente compatível com tomar uma atitude, iniciar uma mudança ou atingir objetivos. Mas, no estado de entrega, uma energia totalmente diferente flui naquilo que fazemos. A entrega nos
religa com a fonte de energia do Ser, e, se as nossas ações estiverem impregnadas com o Ser, elas se tornam uma alegre celebração da energia da vida, que nos aprofunda cada vez mais no Agora. Através da não-resistência, a qualidade da nossa consciência, e, portanto, a qualidade do que estivermos fazendo ou criando, aumenta sem medidas. Os resultados vão falar por si mesmos e refletir essa qualidade. Podemos chamar isso de "ação de entrega".
No estado de entrega, você vê claramente o que precisa ser feito e parte para a ação, fazendo uma coisa de cada vez e se concentrando em uma coisa de cada vez.
Aprenda com a natureza. Veja como todas as coisas se realizam e como o milagre da vida se desenrola sem insatisfação ou infelicidade.
É por isso que Jesus disse: "Olhai os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham nem fiam."
Se a sua situação geral é insatisfatória ou desagradável, separe esse instante e entregue-se ao que é. Eis aqui a lanterna cortando a neblina. O seu estado de consciência deixa então de ser controlado pelas condições externas. Você não age mais a partir de uma resistência ou de uma reação. Olhe então para uma situação específica e pergunte-se: "Existe alguma coisa que eu possa fazer para mudar essa situação, melhorá-la ou me retirar dela?" Se houver, você toma a atitude adequada.
Não se prenda às mil coisas que você vai ter que fazer em algum tempo futuro, mas à única coisa que você pode fazer agora. Isso não significa que você não deva traçar um plano. Planejar talvez seja a única coisa que você possa fazer agora. Mas certifique-se de que não vai começar a rodar "filmes mentais", se projetar no futuro e, assim, perder o Agora. Talvez a atitude que você tomar não dê frutos imediatamente. Até que ela dê, não resista ao que é.
Se não houver nada que possa fazer e você também não puder escapar da situação, use isso para poder ir mais fundo na entrega, mais fundo no Agora, mais fundo no Ser.
Quando você entra nessa eterna dimensão do presente, a mudança sempre acontece por caminhos estranhos, sem a necessidade de uma grande quantidade de atitudes da sua parte. A vida se torna proveitosa e cooperativa. Se fatores internos como o medo, a culpa ou a indolência impedem você de tomar uma atitude, eles vão se dissolver na luz da sua
presença consciente.
Não confunda entrega com uma atitude do tipo "não ligo mais para nada". Essas atitudes estão cheias de negatividade na forma de um ressentimento oculto, portanto não se trata de entrega, mas de uma resistência disfarçada.
Ao se entregar, dirija a sua atenção para dentro a fim de verificar se existe algum traço de resistência que tenha ficado no seu interior. Fique bem alerta ao fazer isso, do contrário um resíduo de resistência pode ficar escondido em algum cantinho escuro na forma de um pensamento ou de uma emoção desconhecida

Extraído do livro O Poder do Agora, de Eckhart Tolle

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Desobediência civil

Matt Damon é um ator surpreendente. Famoso por sua atuação no cinema na Trilogia Bourne, ele encarna o mesmo papel na vida real contra o estado decadente por trás da nação americana e de todas as nações do mundo.
Corajoso, ele fala de um tema explosivo para os representantes dos estados e governos: a “desobediência civil”, mas foca a “obediência civil” o seu contraponto vergonhoso  pelo qual os seres humanos sem coragem de reagir, querem fugir da responsabilidade dos seus erros individuais como ovelhas de um rebanho, ou frequentemente alegam estar “cumprindo ordens.  Não sabem que a lei do karma não distingue essa nuance de “estar obedecendo ordens” . A responsabilidade é a mesma, mandando ou obedecendo. A hierarquia não é desculpa para a fraqueza...
Gurdjieff dizia que quando alguém faz algo errado sabendo que está errado, comete um erro difícil de ser perdoado.
No vídeo abaixo Damon lê um texto de Howard Zinn, que nasceu em Nova Iorque em 24 de agosto de 1922,  e foi um historiador, cientista político, ativista e dramaturgo, mais conhecido como autor do livro A People's History of the United States.
Zinn foi uma figura proeminente dos movimentos pacifista e antibelicista, pelo reconhecimento de direitos e liberdades civis desde os anos 1960. Auto-proclamado anarquista em diversas ocasiões, Zinn reconhecia seu pensamento e obra em profunda relação com a filosofia política do anarquismo. Durante as últimas décadas, participou da dissidência política americana, tecendo profundas críticas às instituições do capitalismo e aos estados nacionais. Faleceu em janeiro de 2010, aos 87 anos de idade.
O anarquismo que, por puro desconhecimento, muitos confundem com a anarquia, tem um princípio valioso: no seu extremo conceitual ele prevê que o estado, que deveria também ser chamado de guardião do Bem Comum, da coisa pública, deveria estar internalizado dentro de cada indivíduo e não estar fora dele agindo como um ditador indesejado. Cada ser humano deveria estar consciente da sua obrigação de lutar contra a síndrome do rebanho, que cega a consciência do indivíduo socialmente sadio.
Sempre fui partidário da desobediência civil como instrumento para a melhora e correção de rumos dos estados, governos, instituições e entidades injustas. Como aliás foram Mahatma Ghandi, Martin Luther King, Henry Thoreu e outros.
O vídeo fala por si mesmo. Parabéns ao Paulo Azambuja pela tradução. Clique.

  
               

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Bob Dean, Ex-Militar Americano Abre o Segredo

Bob Dean é um corajoso militar americano aposentado, que serviu na Coréia em 1951,  e no Supremo Quartel General das Potencias Aliadas da Europa em  Rocquencourt, perto de Paris em 1963, e depois de 41 anos servindo o país obteve a mais alta patente de segurança, CTP - Cósmic Top Secret, da Otan - Organização do Tratado do Atlântico Norte (você vai entender o porquê do "cosmic"). 
Teve acesso a documentos, eventos e segredos impensáveis. Um dia ele resolveu falar o que sabia (e quando uma patente CTP fala na mídia, o estrago também é "cosmic"). Ele diz, na conferência em Barcelona, Espanha, em 2009:

“Quando cheguei em Paris, no verão de 1963, ouvi rumores a respeito de um estudo que estavam realizando. Imediatamente fiquei interessado por que o assunto era sobre OVNIS e isto me intrigava. Tinha curiosidade por OVNIS e, até então, não sabia o que eles eram. Costumávamos discutir isso na SSOQG, na sala de guerra, que alguma coisa estava acontecendo. Do que se tratava? O que era?
Acontece que na manhã de 2 de fevereiro de 1961 a III Guerra Mundial quase começou. Houve um sobrevôo de um grande numero de naves metálicas circulares, voando em formação, obviamente, sob controle inteligente. As naves vieram em formação a partir do setor soviético do Pacto de Varsóvia em direção aos E.U.A. em grande velocidade e altitude. Desviaram para o norte sobre o Canal da Mancha, ao sul da costa da Inglaterra, e desapareceram dos radares da OTAN sobre o mar da Noruega.
Naquela manhã de fevereiro quase teve inicio a III guerra Mundial. Os soviéticos entraram em estado de alerta vermelho, assim como a OTAN. Todos estavam com o dedo no gatilho, com os polegares sobre os botões vermelhos. A III guerra Mundial estava prestes a começar.
Em 20 minutos tudo tinha se acabado. Os objetos voaram, viraram para o norte e desapareceram do radar. Tudo tinha terminado. Após este evento, um Marechal do Ar britânico chamado Sir Thomas Pike, que era o Vice-comandante do Supremo Comando Aliado na Europa naquela época – ele era o vice do meu chefe, General Lyman Lemnitzer, um general americano de quatro estrelas, conhecido como CSAE, Comandante Supremo Aliado na Europa.
O Marechal do Ar Thomas Pike disse: ‘Já basta.’ Estes objetos aparecem regularmente, de tempos em tempos. Como eu disse quase causaram uma guerra. E  ele disse: ‘Vamos chegar a um acordo e descobrir que diabos esta acontecendo aqui. Eu quero saber.’
Ele começou uma pesquisa. Um estudo foi iniciado no Supremo Quartel General das Potências Aliadas na Europa (QGPAE) que iria durar três anos. Eles o publicaram no verão de 1964 enquanto eu estava trabalhando na sala de guerra. O titulo era: "Um Estudo - Avaliação de uma Possível Ameaça as Forças Aliadas na Europa". Era só isso. Um título e uma capa. Não se poderia aprender muito sobre isso. 
Eu estava trabalhando na sala de guerra por volta de 2 ou 3 horas da madrugada e, como eu costumava brincar, o café estava preto demais para tomar. Nós líamos todos os jornais e revistas. Muitos de vocês devem ter ouvido que a vida militar se resume em 99% de monotonia e 1% de absoluto terror. Era assim e, provavelmente, é assim hoje.
Eu estava sentado, cochilando e um coronel da força aérea americana me olhou e disse: ‘Acorde.’
Ele foi em direção ao cofre. O cofre na SSOQG era grande. Você abria a porta e entrava no cofre, onde guardávamos documentos confidenciais. O coronel entrou, no arquivo, e foi até uma prateleira, puxou um documento e o jogou na minha mesa dizendo: ‘Leia, isso vai mantê-lo acordado.’ 
Senhoras e senhores, minha vida mudou. Li a primeira pagina e não pude parar mais. Eu lia aquele documento toda a vez que eu estava em serviço na sala de guerra. Eu estava chocado, aturdido, com as implicações do que li naquele estudo. Como disse, minha vida nunca mais seria a mesma.
O estudo, resumindo – e tenho que resumir pois poderia falar sobre isso por duas horas – mas, o estudo simplesmente concluiu isso: Há alguma ameaça as Forças Aliadas na Europa? Aparentemente, não.
Eles afirmaram que o planeta Terra e a raça humana tem sido pesquisados ou observados por centenas ou milhares de anos. Concluíram também em 1964 que haviam ao menos 4 grupos diferentes vindo aqui, nos observando, fazendo pesquisas, nos analisando, estreitamente nos monitorando, vendo o que fazíamos. Concluíram que não parecia ser uma ameaça militar por causa das repetidas demonstrações de uma inacreditável tecnologia avançada, se fossem hostis ou mal-intencionados não haveria nada que pudéssemos fazer. Se houvesse maldade nas intenções deles e se fossem hostis conosco, teriam nos exterminado há muito tempo.
Portanto, concluíram que havia quatro grupos distintos envolvidos. Eles estavam vindo há muito, muito tempo. Aparentemente não eram maus nem hostis. A questão era: ‘Que diabos estão fazendo aqui? Por que estão aqui e por que estão interessados em nós? Não sabíamos, em 1964, qual era a agenda ou os motivos deles e vou lhes dizer, honesta e francamente, que ainda hoje nossas autoridades, a cúpula militar e o pessoal da segurança nacional, ainda não sabem quais são os motivos ou a agenda deles.
Este estudo de 1964 foi apenas o começo para mim. Como disse, nunca mais fui o mesmo. Costumo brincar que, habitualmente, sou apenas um ser humano normal. Após ler aquele estudo e iniciar meus 45 anos de pesquisas, perdi todos os aspectos de normalidade. Usarei de franqueza para dizer que, após todos estes anos de estudos e de todo o material que recolhi e pesquisei, a visão e os paradigmas velhos que eu tinha do mundo, foram completamente destruídos.
A visão que eu tinha do mundo desde que eu era garoto – tudo fazia sentido, sabem. Eu sabia o porquê de estar aqui e o que estava fazendo, o que estava acontecendo. Após passar 45 anos nisso, tudo desabou. Isso foi o que destruiu a minha personalidade. Foi o que mudou completamente o tipo de ser humano do que eu era antes para o que sou hoje.
Senhoras e senhores, estou totalmente alienado (alien) [Risos]. Sem trocadilhos.
Já disse em algumas entrevistas, apresentações e similares: Tive – por muitos, muitos anos – uma relação de amor-ódio pela raça humana. Num momento amo vocês, no outro os odeio. Num momento adoro vocês pelo potencial e beleza da música, da literatura e da arte de vocês e no próximo minuto eu digo: ‘Danem-se. Que se explodam. Deixem que explodam com tudo. Que desapareçam do planeta. Livrem-se deles.’
Isso é parte da luta por ter perdido a velha visão de mundo, quando todos os paradigmas desabam ao seus pés. Portanto o homem que esta aqui, a sua frente, hoje é literalmente um farrapo humano, se comparado ao que eu costumava ser. Mas me sinto muito bem a este respeito. Perdi todas as minhas ilusões velhas. Abri meus olhos e vi o futuro. Estou muito feliz com o que eu vejo.
Obtive um aprendizado ao longo destes anos de uma miríade de fontes; daqui, de lá e de toda parte. Me reformei no exército com minha credencial a nível de Secreto em 1976. Após minha aposentadoria fui trabalhar na Agência Federal de Gerenciamento de Emergência, assim, trabalhei mais 14 anos para o governo americano, onde eu mantive uma credencial de nível  Altamente Secreto.
Tenho portanto um total de 41 anos servindo ao meu país. Mas ouvi coisas durante estes anos que literalmente ainda hoje me assustam e chocam. Aprendi que a raça humana é uma raça híbrida. Aprendi que não estamos sós, que nunca estivemos sozinhos. Tivemos um íntimo relacionamento com inteligências extraterrestres avançadas desde o inicio de nossa história. E, devo dizer que, este relacionamento, perdura até os dias de hoje.
Esta raça em particular aparentemente nos modificou geneticamente como espécie há cerca de 200.000 anos atrás. O que somos hoje é o que chamamos de homo sapien sapiens – somos seres geneticamente modificados, geneticamente manipulados. Vocês não são mais os mesmos e seus filhos, netos e bisnetos não o serão nas próximas centenas de anos. 
A raça humana esta passando por uma transição. É mais do que uma transição. O que aprendi é que será uma transição transcendental para uma nova raça, para um novo futuro. Seus descendentes serão tão diferentes do que vocês são hoje como vocês são em relação ao que os "australopitecus" eram muitos anos atrás.
Não há nada o que temer. É algo a se desejar. Vocês estão evoluindo, estão se desenvolvendo e se tornando uma nova raça, uma nova espécie. Seus netos, bis-netos e os descendentes que se seguirão, em cem ou duzentos anos, estarão indo as estrelas. Não tenham a menor dúvida disso.
Esta espécie, esta raça, este bando de macacos problemáticos tem um destino nas estrelas e somos parte deste infinito universo repleto de vida inteligente. Somos parte dele desde o inicio, mas somente agora é que estamos acordando para esta realidade. Somente agora estamos começando a abrir os olhos, ouvir, prestar atenção e dizer: ‘Então, onde estive? O que sou agora? Para onde vou?’ 
Como eu disse, seu destino está nas estrelas. As gerações vindouras, seus descendentes - netos e bisnetos - irão lá e reivindicarão seu lugar de direito num universo repleto de vida inteligente. Seu lugar no universo lhes pertencem. Vocês têm direito a isso e o reivindicarão.
Há tanto para dizer. Tenho algumas imagens que quero compartilhar com vocês. Cavalheiro, poderia colocar a primeira imagem na tela, por favor...”

E então, Bob Dean passa a mostrar fotos secretas da Agência Espacial Americana, que são literalmente um espanto...
Quem quiser ver mais detalhes, veja este site e o vídeo da conferência:

  • Vídeo do qual foi extraída esta transcrição inicial acima (22 minutos) da conferência:





domingo, 12 de janeiro de 2014

As 7 Glândulas Endócrinas

Segundo as tradições, as 7 glândulas endócrinas  humanas (de secreção interna) tem uma ligação com o nosso corpo energético através dos 7 chakras, assim como é com Gaia, o ser vivo que é o planeta Terra. Cada glândula está astrologicamente sob a regência de um planeta do qual recebe influência e tem correspondência com as 7 cores do espectro solar e, no nível do corpo, são simbolizadas pelas 7 Igrejas da Ásia citadas no Apocalipse (o livro das revelações) de São João.
A tradição Rosacruz dispensa apresentações. Este texto abaixo é a visão Rosacruz das 7 glândulas:

"A saudação Rosacruz: "Que as Rosas floresçam em Vossa Cruz", com a qual os Irmãos Maiores saúdam as Almas Aspirantes (vide Conceito Rosacruz do Cosmos — Cap XIX), encerra um enorme e importante significado, digno de ser conhecido por todos os estudantes da Fraternidade Rosacruz.
O sangue é a expressão mais elevada do corpo vital, devido a que este leva o alimento a todo o corpo, e o EU governa o corpo físico por meio desse fluido, o qual é gasoso nas partes mais internas do corpo. Nas pessoas que vivem uma vida pura, os ferimentos podem cicatrizar-se em questão de horas. É de notar-se que o nível evolucionário de uma pessoa está indicado pela eletrificação ou espiritualização de seu sangue.
Assim como nossa Terra tem sete centros espirituais, assim também nosso corpo físico tem em seu interior sete glândulas, chamadas endócrinas. Estas glândulas podem ser chamadas as “Sete Rosas sobre a Cruz do Corpo Vital", são: as supra-renais (em número de duas) o baço, o timo, a tireóide, a pituitária e a pineal.
Essas glândulas estão intimamente ligadas ao desenvolvimento oculto da humanidade, como podemos concluir da seguinte explicação:
A palavra de Deus se manifesta nos sete grandes tons emitidos pelos Sete Espíritos Planetários. Estes tons são criadores no mais alto grau. Quando a forma que o Ego habita é criada, estes Espíritos Planetários a ajudam no desenvolvimento de suas potencialidade latentes. Essa ajuda é dada a humanidade através das glândulas endócrinas — as Sete Rosas.
Cada uma dessas glândulas é despertada quando o Ego põe em atividade seus poderes latentes, estando cada uma delas em sintonia com a nota-chave de um espírito planetário.
Assim no curso do esquema evolutivo, cada Espírito Planetário, por meio de sua nota-chave, vai despertando gradualmente a nota-chave, que está afinada a essa Hierarquia. Quando esta nota-chave desperta, o Ego desenvolve os poderes latentes expressos pelo Espírito Planetário particular.
Nos próximos "ECOS” veremos como isso se processa com cada uma das sete glândulas e o que podemos fazer para apressar o desabrochar das Sete Rosas.

AS DUAS PRIMEIRAS ROSAS: SUPRA RENAIS ( Região Química)
 É um par de glândulas situado sobre os rins, tomando a forma de um guarda chuva de três bicos. Estão regidas por Júpiter. Quando alguém se põe em contato com as vibrações benéficas deste planeta, sente-se desembaraçado, expansivo, e possuído de um urgente desejo de transformar seus sentimentos em serviço para os desventurados filhos do Grande Pai.
A má utilização dessas forças, no entanto, se expressa como excesso a segurança de si mesmo, exibicionismo, desordem e libertinagem.
Utilizando o poder espiritual gerado pelas supra renais, o Ego possui a força necessária para aperfeiçoar seu corpo denso e conquistar o mundo físico, o qual completa sua evolução sobre esta esfera. O centro espiritual nestas glândulas vibra na cor azul.
A TERCEIRA ROSA: BAÇO(*) (Região Etérica)
O baço pesa de cinco a seis onças, é brando, esponjoso e frágil, Possui uma cor vermelho azulado profundo, e está situado ao lado esquerdo do estômago.
O mau uso destes poderes se expressam como: arrogância, ostentação, pompa domínio sobre os outros, um verdadeiro déspota.
Está regido pelo Sol, que contém em si mesmo todos os outros tons planetários. O desenvolvimento desta Rosa dá ao indivíduo a consciência necessária para entrar em contato com a Região Etérica, donde vê as forças vitais que dão vida às plantas, aos animais e aos homens.
(*)Nota da redação: Há textos tradicionais que consideram a glândula pâncreas e não o baço como integrante das sete.
A QUARTA ROSA: GLÂNDULA TIMO (Mundo do Desejo)
É uma massa pardacenta que ao ser cortada tem a aparência de uma moela, estando situada entre os pulmões, atrás do externo. Alcança seu maior tamanho no começo da puberdade; sendo que ao nascimento pesa ao redor de meia onça e seu comprimento é de duas polegadas.
Vênus controla a glândula timo. Quando a nota-chave deste planeta.põe em atividade a nota correspondente no timo, o indivíduo desenvolve o amor em sua mais elevada expressão, habilidade artística, formosura, harmonia e alegria.
O mau uso destes poderes se expressa como vulgaridade, preguiça, vaidade, sensualismo e inconstância.
Ao fazer sua aparição, a quarta Rosa conecta o indivíduo com os elevados reinos no Mundo do Desejo. Aqui, entra em contato com a onda de vida Arcangélica da que Cristo é o maior Iniciado. O centro espiritual da timo vibra na cor amarela.
A QUINTA ROSA: A GLÂNDULA TIREÓIDE (Mundo do Pensamento)
A Tireóide é formada por duas massas de cor marrom, situadas sobre o extremo superior da traquéia, e pegadas à laringe, logo abaixo do pomo de Adão; pesa ao redor de uma onça.
Essa glândula é regida por Mercúrio. Quando os poderes desta grande Hierarquia se desenvolvem no homem, manifestam-se: razão, intelecto, previsão, boa memória, investigação, juízo rápido, eloqüência, destreza, facilidade de expressão oral e escrita, auto-didática, etc.
O mau uso destes poderes se expressam como: presunção, astúcia, preguiça, descuido, falta de princípios, tagarelice, profanação, desonestidade, afeição pelos jogos, indecisão e nervosismo.
Quando a nota chave da Quinta Rosa desperta, o indivíduo, assistido pela música das esferas, entra em contato consciente com o Mundo do Pensamento onde vê os arquétipos de tudo o que existe no Mundo Físico.
Este indivíduo conseguiu o controle de sua mente e mantém o equilíbrio poder entre o cérebro e os órgãos reprodutores. O Espírito é agora quem governa sua natureza inferior. O centro espiritual da Tireóide, vibra com uma cor violeta.
A SEXTA ROSA: A GLÂNDULA PITUITÁRIA (Mundo do Espírito de Vida)
É uma massa de tecido celular cinza amarelada, mais ou menos do tamanho de uma ervilha, situada quase no centro da cabeça, na base do cérebro, abarcando a parte posterior da base do nariz.
Quando a celestial nota chave de Urano desperta a nota chave do Corpo Pituitário, a Sexta Rosa abre suas douradas pétalas, exaltando a consciência do indivíduo até o Mundo do Espírito de Vida. Essa é região do altruísmo.
Neste elevado reino se acha o registro de tudo quanto existiu desde o princípio da criação, e o indivíduo pode obter a informação que deseje sobre a evolução de nosso mundo e também de outros planetas de nosso Sistema Solar. Maria, a mãe de Jesus, é um exemplo do tipo pituitário feminino.
A cor do Espírito de Vida, a de Urano e a do Éter de Luz, é o amarelo.
A SÉTIMA ROSA: A GLÂNDULA PINEAL (Mundo do Espírito Divino)
Como seu nome indica, é um corpo em forma de cone, como uma pinha. de cor avermelhada e um pouco maior que um grão de trigo, seu peso e cerca duas gramas. Está ligada à abobada do terceiro ventrículo do cérebro, atrás e acima do Corpo Pituitário.
A Glândula Pineal é regida por Netuno, a luz portadora do Sol Espiritual, que é o Pai. A natureza desse planeta é oculta, profética e espiritual; manifesta-se no plano físico como: sabedoria, espiritualidade, inspiração, clarividência, profecia, devoção, habilidade de conexão com a música das esferas. Em suma: “O Iniciador”.
Quando a nota chave da Sétima Rosa é despertada pela vibração do Espírito de Netuno a consciência do indivíduo se eleva até o Mundo do Espírito Divino. Relaciona-se com outros sistemas solares e chega a saber sobre outros deuses e os mundos e seres que foram criados por Eles.
O Raio de Netuno leva o que o ocultista conhece como o Fogo do Pai, a Luz e a Vida do Espírito Divino, que se expressa como Vontade.
Quando a Glândula Pineal sai de sua letargia começa a vibrar com uma formosa cor azul.
Abaixo um quadro-resumo que pode facilitar a assimilação deste tema."


Glândula EndócrinaBem AdministradaMal AdministradaMundo CorrespondentePlaneta Regente
Supra Renais (2)
  • Benevolência
  • Expansão
  • Filantropia
  • Exibicionismo
  • Libertinagem
  • Extravagância
Mundo FísicoJúpiter
Baço
  • Vitalidade
  • Fidelidade
  • Dignidade
  • Despotismo
  • Arrogância
  • Domínio
Região EtéricaSol
Timo
  • Amor elevado
  • Artes
  • Cooperação
  • Sensualidade
  • Preguiça
  • Vulgaridade
Mundo dos DesejosVênus
Tireóide
  • Raciocínio
  • Meditação
  • Estudos
  • Astúcia
  • Indecisão
  • Desonestidade
Mundo do PensamentoMercúrio
Pituitária
  • Clarividência
  • Misticismo
  • Altruísmo
  • Perversão
  • Licenciosidade
  • Anarquia
Mundo do Espírito de VidaUrano
Pineal
  • Devoção
  • Inspiração
  • Espiritualidade
  • Ilusão
  • Magia Negra
  • Intriga
Mundo do Espírito DivinoNetuno

Veja ainda as obras: A Astrologia e as Glândulas Endócrinas e O Mistério das Glândulas Endócrinas de Max Heindel e Augusta Foss Heindel.