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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Quase morri. Voltei. Entendi... (10, de 10)

* (Atenção: Esta é a última de 10 postagens sequenciais de um tema só, dividido em 10 capítulos. Desça e comece do primeiro e venha depois subindo até este que é o último.)*


Ecologia e meio-ambiente
“A devastação das florestas tropicais vai diminuir, e em cinqüenta anos haverá mais árvores no planeta, como há muito tempo não vemos. Se você gosta de ecologia, você é aquela parte do sistema que está se tornando consciente. Vá com tudo, mas sem ficar deprimido. Tudo isso é uma parte de um todo maior.
A Terra está num processo de domesticação de si mesma. E não mais será o lugar tão selvagem como já foi no passado. Haverá lugares selvagens lindos, reservas onde a natureza será vicejante. Jardins e reservas serão coisas do futuro. O aumento da população aproximar-se-á de ótimo índice, o suficiente para causar mudança na consciência. E esta mudança de consciência virá alterar a política, dinheiro, energia.
O que acontece quando sonhamos? Somos seres multidimensionais. E podemos acessar essas outras dimensões através de sonhos lúcidos. Na verdade, o Universo é um sonho de Deus. E uma das coisas que eu vi foi que o ser humano é como um grão no planeta, que é um grão na galáxia, que por sua vez é como um grão. Estes são sistemas gigantes, e nos encontramos em um tipo de sistema mediano.
Os seres humanos, porém já são legendários em todo o cosmos da consciência. O pequenino ser humano da Terra/Gaîa é legendário, e um dos motivos de o ser, é o fato de sonharmos. Somos todos seres sonhadores legendários. Efetivamente, todo o cosmo tem buscado o significado da vida, o significado de tudo. E foi o pequeno sonhador que veio com a melhor resposta de todas. Nós sonhamos e criamos tudo isso. Sonhos são importantes.
Depois de morrer e voltar, eu realmente respeito a vida e a morte. Nas experiências com o DNA, devemos ter aberto a porta de um grande segredo. Em breve será possível viver o quanto quisermos viver neste corpo. Mas após viver uns 150 anos mais ou menos, existirá uma sensação intuitiva da alma que fará você querer mudar de canal. Viver para sempre num corpo não é tão criativo quanto à reencarnação, que transfere energia para o fantástico vórtice de energia em que estamos. Na verdade iremos ver a sabedoria da vida e da morte, e aproveitá-la.
Assim como estamos vivos agora, já vivemos desde sempre. O corpo que você agora usa, vive desde sempre. Ele vem de um infindável Rio da Vida, e vai de volta ao ‘Big Bang’, e além. Este corpo dá vida à próxima vida, na energia densa e na sutil. Este corpo já vive desde sempre.
“Vamos nos unir, dar as mãos e sair juntos do inferno”. (Mellen-Thomas Benedict).
Os capítulos foram resumos de: ‘The Near-Death Experience’ (a experiência de quase morte) e ‘Beyond the Light’ (além da luz) – autores citados na Introdução

ATENÇÃO!: Você leu o último capítulo 10 do ciclo de 10 postagens (diárias) sobre a experiência de "Quase Morri. Voltei. Entendi...". Espero que tenha gostado. Agora voltaremos às postagens normais

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Quase morri. Voltei. Entendi... (6, de 10)

A Dança Cósmica da Vida (*)
 “Enquanto eu retornava para o ciclo da vida, não passou pela minha mente, e ninguém me disse que eu retornaria para o mesmo corpo; também não importava; aprendera a ter confiança na Luz e no processo da vida. E quando o Rio se fundiu com a grande Luz, pedi para jamais esquecer as revelações e as sensações de tudo aquilo que eu havia aprendido no outro lado. Ouvi um ‘Sim’. Foi como beijo na minha alma”.
 
(*) NB: A dança de Shiva Nataraja, contém impressionte simbologia: “Em seus cabelos há um crânio e a lua nova, morte e renascimento… o momento do vir a ser. Na mão esquerda tem um pequeno tambor; o tambor do tempo que exclui o conhecimento da eternidade. Estamos fechados no tempo. Mas, na outra mão, uma chama queima o véu do tempo e abre nossas mentes para a eternidade”. (‘O Poder do Mito’ - Joseph Campbell). O gesto da mão direita erguida e espalmada, afirma: ‘NÃO TEMAS’ – aconteça o que acontecer”; a mão esquerda aponta a perna erguida, indicando que o auxílio divino está sempre presente na ‘longuíssima via’, para os que caminham na senda espiritual. Tem o mesmo significado da sentença cristã: ‘O Amor de Deus, jamais nos abandona’.

Retornando à Realidade Física
“Fui então conduzido de volta pela Luz a esta realidade vibratória. O processo todo se reverteu, com mais informação sendo passada para mim. Voltei para casa, e estava tendo lições sobre os mecanismos da reencarnação, obtendo mais respostas para todas as pequenas perguntas que ainda tinha: “Como isto funciona? Como aquilo funciona?” – Sabia que reencarnaria; a Terra é um grande processador de energia e a consciência individual aqui se desenvolve a partir do interior de cada um.
Pensei em mim como ser humano pela primeira vez, e feliz por sê-lo. Depois de tudo o que eu vira, ficaria feliz em ser apenas um átomo no Universo; um átomo! Imagine ser a parte humana de Deus… Essa é a bênção mais fantástica, muito além da expectativa de qualquer outra bênção. Ser a parte humana dessa experiência é algo grandioso, magnífico. Cada um de nós, independente de onde e como estivermos, com ou sem problemas, cada um é uma benção para o planeta, onde quer que estejamos.
Passei então pelo processo de reencarnação, esperando ser um bebê em algum lugar. Mas continuava recebendo ensinos sobre a identidade individual e como a consciência se desenvolve. Reencarnei de volta ao mesmo corpo; e quando abri os olhos fiquei muito surpreso, não sei por que, pois já entendera isso. Surpreendi-me, por estar de volta ao meu quarto,no mesmo corpo, e com alguém se debulhando em lágrimas acima de mim. Era minha enfermeira; ela havia desistido hora e meia após me encontrar morto. Teve certeza disto porque todos os sinais da morte lá estavam – o corpo até já estava ficando enrijecido…
Não sabemos há quanto tempo já estava morto; mas sabemos que se passou hora e meia desde que ela me encontrara morto; e respeitara meu desejo de deixar o corpo recém falecido a sós por algumas horas, o máximo que pudesse. Tínhamos um estetoscópio amplificado e outras maneiras de checar as funções vitais e acompanhar o que acontecia, e verificou que estava mesmo morto. Mas não foi uma experiência comum de quase morte, pois experienciei a morte no mínimo por hora e meia.
Mais tarde, acordei e vi luz do lado de fora. Tentei levantar para ir até lá, mas caí da cama; a enfermeira ouviu barulho no quarto, correu e me viu no chão. Quando me recuperei, fiquei muito surpreso e atônito sobre o que havia acontecido comigo. No começo a lembrança da viagem que fizera não estava lá; eu continuava escorregando para fora deste mundo, e ficava me perguntando: “Será que estou vivo?” Este mundo me parecia mais um sonho do que o de lá.
Em três dias comecei a me sentir normal, com mais clareza e como jamais me sentira antes. A lembrança da viagem voltou pouco depois. Mas não conseguia ver mais nada de errado com os seres humanos, como eu via anteriormente. Antes disso tudo, costumava julgar muito; achava as pessoas muito problemáticas; na verdade, todos eram problemáticos, menos eu. Mas me curei também de tudo isso.
Passado cerca de três meses, um amigo me falou que deveria fazer exames, e assim o fiz. Estava me sentindo muito bem, mas receava ter más notícias. Na Clínica, lembro do médico olhando os exames de antes e de depois, dizendo: “Bem, você não tem nada”. Eu disse: “Verdade? Isso é um milagre?” E ele: “Não, estas coisas acontecem; são chamadas de remissões espontâneas”. Ele não se impressionara. Mas para mim foi um milagre, e eu me impressionei, mesmo que ninguém mais o fizesse”.

ATENÇÃO!: Você leu o capítulo 6 do ciclo de 10 postagens (diárias) sobre a experiência de "Quase Morri. Voltei. Entendi..."! Recomendamos ler desde o início da série - Introdução -  para fazer sentido. Boa leitura! 
AMANHÃ: Capítulo 7 - "O Mistério da Vida" e 'Almas Gêmeas"

sábado, 18 de dezembro de 2010

Quase morri. Voltei. Entendi... (1, de 10)

Introdução
No filme espanhol “A língua das Mariposas” o menino-personagem, Gorrión (pardal) pergunta, da forma mais singela ao velho professor, a dúvida de muitos de nós: “Quando alguém morre, ele morre ou... não morre?”. Em espanhol fica delicioso ouvir o menino curioso: “Cuando uno se muere, él se muere o...no se muere”.
Mas temos muito mais perguntas neste mundo feito de mistérios: Existe reencarnação? Estamos sozinhos no universo? O Big Bang aconteceu?  Temos o poder de curar a nós mesmos? Há provas de que há um Deus? O mundo é “real”? O que é a morte? É possível “quase morrer” e voltar? Essas e outras perguntas estão respondidas de forma tocante nos relatos a seguir...
Uma das características destes tempos instigantes que estamos vivendo é o fervilhamento da informação, não somente na ciência e tecnologia, mas paralelamente na busca interior das verdades. A internet é o grande catalisador. O resultado final, porém, é que há tanta tranqueira sendo publicada atualmente que o verdadeiro conhecimento, apesar de exposto como nunca foi antes, continua bem escondido nesse mundaréu de coisa escrita, falada e filmada...paciência. Relaxe.Não há nada a se fazer.
Os documentos e lendas antigas diziam que no final dos tempos tudo seria revelado, e a Antropologia, a Psicologia, a Arqueologia e outras ciências modernas tem ajudado nesse desvelar os mistérios antigos. Fato é que surgiram os documentos apócrifos cristãos, as lendas dos índios hopi norte americanos, e muitas outras evidências, como as previsões egípcias e maias sobre os eventos com que a humanidade se defrontaria no final deste ano cósmico e reinício de um novo ano sideral. E a cada dia mais coisas são reveladas, misturadas infelizmente com best-sellers pseudo esotéricos e mercenários. Eles reescrevem de forma falseada as passagens de escrituras autênticas de todas as tradições, biografias de profetas, mestres e avatares. É preciso cuidado. Escritor falsário dá mais que erva daninha em pasto. É o sinal dos tempos. É puro Kali Yuga.
Quem pesquisa interiormente esses mistérios da vida hoje, buscando uma visão de mundo além dos limites estabelecidos pela ciência e a religião, encontra muito material externo para repensar e ampliar seu conhecimento. Por isso resolvemos publicar algo sobre esse mistério desvelado, que é a experiência de “quase morte” que milhares de pessoas já vivenciaram e alguns contaram. Curiosamente os relatos são todos muito parecidos em todo o planeta em todas as épocas. Essa semelhança pode até não atestar veracidade das experiências, mas é um bom indício, já que a ciência exige a repetição das mesmas circunstâncias do fenômeno para a abrigá-lo como autêntico. Já lemos muito sobre isso, mas o que vem agora é fascinante.
 Mellen-Thomas Benedict é um pesquisador sério, palestrante e inventor, com patentes nos EUA, e o seu relato é considerado um dos mais intrigantes no campo de pesquisas sérias sobre experiências de “quase-morte”. Foi extraído da obra ‘The Near-Death Experience’ do Dr. Lee Worth Bailey e Jenny Yates, publicada em 1996. Parte dessa narrativa é citada também noutro livro: ‘Beyond the Light’ de P. M. H. Atwater.
Vamos lá. 
Nota: Como o texto é muito grande para uma publicação de blog “metabólicamente correta”, vamos publicá-lo em 10 capítulos diários, algo como uma novela “Quase Morri. Voltei. Entendi..”. Fica mais leve para se ler.
 
O Relato de Mellen-Thomas Benedict
“Morri de câncer terminal em 1982. A doença era inoperável e todos os tipos de quimioterapia me faziam vegetar cada vez mais. Os médicos me deram de seis a oito meses de vida. Nos anos 70, eu era obstinado por informações e tornei-me mais e mais desanimado com a crise nuclear, a crise ecológica, etc. E, por não ter uma base espiritual, passei a acreditar que a natureza havia cometido grave erro em relação ao homem; éramos provavelmente um organismo canceroso no planeta.
E decidi que isto ficaria entre eu e Deus. Na verdade, até ali não havia encarado Deus nem lidado com Ele. Não tinha o menor interesse pela vida espiritual, mas a partir daí comecei a jornada para aprender curas alternativas e espiritualismo. Li tudo o que pude sobre o assunto, porque não queria ter nenhuma surpresa quando chegasse ao outro lado. Li sobre religiões e filosofias. Achei tudo muito interessante e me deu a esperança de que havia algo mais naquele outro lado…
Eu era um artista liberal que fazia vitrais, mas não possuía assistência médica. E do dia para noite as minhas economias se foram nos exames médicos. Enfrentei os médicos sem nenhum tipo de seguro. Não queria que a minha família se afundasse financeiramente e decidi lidar com tudo isso sozinho. Não tinha dores constantes; apagava, porém de vez em quando. Fiquei de tal jeito que nem atrevia a dirigir; mas eventualmente ia parar no hospital. Contratei minha própria enfermeira e fui abençoado por esse anjo, que ficou ao meu lado até a fase terminal.
Durei cerca de 18 meses. Não quis tomar muitos remédios para permanecer o mais consciente possível; mas passei a ter tanta dor que era a única coisa na consciência, felizmente poucos dias de cada vez. Certo dia acordei às 04h30 da manhã, sabendo que estava tudo terminado: era o dia em que iria morrer. Despertei a enfermeira e disse a ela. Fizéramos um acordo particular de que deveria deixar meu corpo a sós por umas seis horas, porque eu havia lido coisas muito interessantes sobre o que acontece logo após a morte. E voltei a dormir…
O que me lembro depois foi o início de uma típica experiência de quase-morte: de súbito eu estava de pé, totalmente consciente, mas meu corpo estava na cama e havia escuridão à minha volta. Essa experiência de estar fora do corpo foi muito mais vívida do que as experiências habituais; era tão vívido que podia ver cada cômodo da casa, o topo da casa, em volta da casa, e até ver embaixo da casa.
Vi então uma Luz brilhante e me voltei para ela; era similar àquela que muitas pessoas já descreveram em suas experiências de quase-morte. A Luz é magnífica, tangível, pode-se senti-la, e atrativa: você se sente atraído para ela da mesma forma que para os braços de sua mãe ou pai, ideais. Quando comecei a me mover em direção à Luz, senti intuitivamente que se fosse até lá estaria morto. Então, eu disse para a Luz: – “Por favor, espere um pouco, espere um segundo. Quero refletir sobre isto. Gostaria de conversar com você antes de ir”.
Para minha surpresa toda a experiência parou ali naquele ponto. Você está sim no controle da experiência de quase-morte; não é como passeio na montanha-russa. Meu pedido foi honrado e pude ter uma conversa com a Luz. E ela se transformava em figuras como Jesus, Buda, Krishna, ora como mandalas, imagens arquetípicas e simbólicas. Confuso, perguntei então: – “O que está acontecendo? Por favor, Luz, esclareça-me. Quero saber realmente a verdade sobre esta situação”.
Não tenho palavras para explicar, porque foi como telepatia. E a Luz respondeu. A informação transferida foi que as crenças de cada um dão a forma ao tipo de retorno que você obtém diante da Luz. Se for católico, budista ou fundamentalista, você terá um retorno relacionado com o que acredita. E você ainda tem a chance de examinar as coisas, mas a maioria das pessoas não o faz”.



ATENÇÃO!: Hoje, com esta, começou o ciclo de 10 postagens (diárias) sobre a experiência de "Quase Morri. Voltei. Entendi..."! Coisa finíssima. Não dá pra perder. Recomendamos ler sempre desde esta Introdução, para fazer sentido. Boa leitura!
AMANHÃ: Capítulo 2 - "Conversando com a Luz"

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Meditar? Orar? Para que?

A juntada é proposital. Meditar e orar são a mesma coisa: conexão, não só no Budismo como em quase todas as tradições de busca interior. Ouvi isso de um lama, brasileiro, gaúcho torcedor do Grêmio, físico, amável e bem humorado: Lama Samten, fundador do CEBB – Centro de estudos Budistas Bodisatwa. Grande mestre.
A primeira vez que ouvi isso não ficou muito claro. Meditar, para mim, era algo muito sério, formal e sizudo, algo do tipo “contato com a divindade”, de preferência de roupa domingueira, terno e gravata (rsrs). Orar, por outro lado, era um “pedir algo”, de preferência sem muita pretensão e arrogância, submisso, para agradar a quem ia conceder o pedido. A ficha foi caindo devagarzinho pela vida. Faltava a palavra conexão: meditar é orar.
E ele dizia mais: quando a gente medita e amplia a consciência, não é só a consciência individual que está sendo ampliada, é também a Grande Consciência Universal, que os toltecas aliás chamavam O Mar Escuro da Consciência (ou A Águia), e os cristãos chamam de Deus. Já pensou na responsabilidade? Mas você que medita, não precisa ficar cheio de vaidade não, esse esforço todo de meditação-oração feito na Terra, é só uma foto 3X4 de um grãozinho de pó no Universo. Uma coisica. Por outro lado pode ficar cheio de vaidade, sim: você está contribuindo para A Grande Obra. Pouquinho, mas tá.
Posto isto, vamos agregar uma novidade ao raciocínio, essa já é  do conhecimento tolteca e hindu, entre outros: o Universo é o resultado constante da luta eterna de 2 forças simultâneas, criação e destruição, e por isso a função dos seres vivos com suas experiências de vida, sejam quais forem,  é alimentar esse processo contínuo e crescente de formação da  Consciência, senão babau, não tem Consciência nem Universo. Isso responde à pergunta do Caetano na música Cajuina: ♫ “Existir, a que será que se destina?” ♫... Destina-se a isso: gerar consciência para o Grande Reservatório Cósmico. Isso é feito por tudo que possui vida, desde um vírus até a forma mais sofisticada de vida, passando pelos seres inorgânicos, e outros que nem supomos que existam.
Dizem os toltecas que uma das suas descobertas como videntes foi que essas experiências que a gente adquire pelo fato de viver e “passar por” no mundo, é que na hora da morte temos que entregar isso tudo de volta ao Mar Escuro da Consciência (À Águia), como pagamento pelo fato de termos recebido a dádiva da vida. Uma troca justa. Mas o grande segredo é que eles descobriram que não é necessário entregar a vida na hora da morte junto com as experiências vividas, já que elas são ligadas. Basta separar as duas e entregar só uma cópia das lembranças conscientes adquiridas, e ficar com a vida. Isso significa ficar com a vida após a morte, ou seja uma forma alternativa de morrer. Você não deve estar acreditando, né?...mas não importa, pois o processo para conseguir a cópia não tem muita moleza, não. Vou dar uma dica. Chama-se Recapitulação. É pau puro. Já falamos disso há uns tempos atrás.
Agora para fechar o raciocínio, que você deve estar achando no mínimo bizarro, vem uma frase de um escritor americano, Dannion Brinkley que, atingido por um raio quando falava ao telefone, passou por uma experiência de “quase morte” e ouviu de um Ser do lado de lá:
"Vocês humanos são heróis. Aqueles que vão para a Terra são heróis e heroínas, porque estão fazendo algo que nenhum outro ser espiritual tem coragem de fazer. Vocês foram à Terra criar junto com Deus.....Nós aqui consideramos todos os que vão à Terra como grandes aventureiros. Vocês tem a coragem de ir, expandir sua vida e assumir seu lugar na grande aventura que Deus criou,conhecida como mundo".
Agora entendi a expressão cristã “sentar-se à direita de Deus Todo Poderoso”...
Ler isso me fez estufar o peito: - Sou um deles. Você também. Somos heróis e não sabemos. Estamos ajudando a construção da Divina Obra... Compreendo agora várias coisas: o por que da afirmação budista de que  “a vida é sofrimento”; a fala do Dalai Lama para não levar a vida  a sério porque ela é só um palco, uma viagem e não a nossa casa; o porque até aqui, na descida do raio de criação, viemos no “piloto automático" e agora começa a difícil subida consciente na nossa evolução; o porque, segundo os hindus,  é um privilégio nascer com a forma humana. 

E vamos nessa pessoal...

ATENÇÃO! ATENÇÃO!: Vai começar um ciclo de 10 postagens (diárias) sobre a experiência de "Quase Morri e Voltei"! Coisa finíssima. Não dá pra perder. Recomendamos ler desde o início, para fazer sentido. Boa leitura!