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domingo, 2 de junho de 2013

A Criação e o número Phi

Leonardo Fibonacci
A Série Fibonacci nas galáxias
Todos nós já ouvimos falar em
número Pi. É o número irracional mais famoso da história, com o qual se representa o resultado constante da divisão  entre o perímetro de qualquer circunferência e o seu diâmetro. Em linguagem mais simples: sempre que se divide o perímetro de uma circunferência pelo seu diâmetro, o resultado é o número Pi (3,1416...) ou seja o perímetro é sempre 3 e pouco maior que o diâmetro.
Mais exatamente, para os mais exigentes, equivale  a: 3,141592653589793238... mas é conhecido vulgarmente como 3,1416.

O NÚMERO PHI
Mas, além do Pi há um outro número misterioso com nome parecido (Phi) que é o resultado de uma outra conta. Não confundir então o número Pi com o número Phi que corresponde a 1,618.
O número Phi (letra grega que se pronuncia "fi") apesar de não ser tão conhecido, tem um significado talvez muito mais interessante.
Durante anos o homem procurou a beleza perfeita, a proporção ideal.
O Retângulo de Ouro
Os gregos criaram então o retângulo de ouro. Era um retângulo, do qual extraiu-se uma proporção: o lado maior dividido pelo lado menor. E a partir dessa proporção tudo era construído. Assim eles fizeram o Parthenon, o grande ícone da arquitetura da Grécia: a proporção nos retângulos que formam a face central e a lateral; a profundidade dividida pelo comprimento ou altura; tudo seguia uma proporção ideal de 1,618.
O retângulo de ouro é uma figura geométrica muito presente nas artes.A psicologia da percepção demonstra que o retângulo de ouro parece agradável à vista, ao ser confrontado com outros formatos aleatórios. Arquitetos e artistas da Grécia Antiga acreditavam que a razão de ouro potencializava o valor estético dos monumentos e das esculturas. O Parthenon grego ilustra o uso arquitetônico do retângulo de ouro.

Na arquitetura moderna, exemplos de edifícios projetados por Le Corbusier , ou a sede das Nações Unidas contém o retângulo de ouro em suas fachadas.
Os Egípcios fizeram o mesmo com as pirâmides: cada pedra era 1,618 menor do que a pedra de baixo, ou seja, a de baixo era 1,618 maior que a de cima, que era 1,618 maior que a da 3ª fileira e assim por diante.
Durante milénios, a arquitetura clássica grega prevaleceu. O retângulo de ouro era padrão. Mas, depois de muito tempo veio a construção gótica com formas arredondadas, que não utilizavam o retângulo de ouro grego.
No ano 1200, contudo, Leonardo Fibonacci um matemático que estudava o crescimento das populações de coelhos, criou aquela que é provavelmente a mais famosa sequência matemática, a Série Fibonacci.
A espiral matemática da Criação
A partir de 2 coelhos, Fibonacci foi contando como eles aumentavam. A partir da reprodução de várias gerações chegou a uma sequência onde um número é igual a soma dos dois números anteriores: 1 2 3 5 8 13 21 34 55 89 ..
1+1=2
2+1=3
3+2=5
5+3=8
8+5=13
13+8=21
21+13...e assim por diante.
Aí entra a 1ª "coincidência": a proporção de crescimento média da série é... 1,618 (o número Phi). Os números variam, um pouco acima às vezes, em outras um pouco abaixo, mas a média é 1,618 - exatamente a proporção das pirâmides do Egito e do retângulo de ouro dos gregos. Então, essa descoberta de Fibonacci abriu uma nova ideia de tal proporção, a ponto de os cientistas começaram a estudar a natureza em termos matemáticos e começaram a descobrir coisas fantásticas. Por exemplo:
- A proporção de abelhas fêmeas em comparação com abelhas machos numa colmeia é de 1,618;
- A proporção que aumenta o tamanho das espirais de um caracol é de 1,618;
- A proporção em que aumenta o diâmetro das espirais sementes de um girassol é de 1,618;
- A proporção em que se diminuem as folhas de uma árvore à medida que subimos de altura é de 1,618;
A espiral nas galáxias
E não só na Terra se encontra tal proporção. Nas galáxias, as estrelas se distribuem em torno de um astro principal numa espiral obedecendo à proporção de 1,618, a mesma dos brotos da samambaia.
Por isso, o número Phi ficou conhecido como 
A DIVINA PROPORÇÃO
Por que os historiadores religiosos descrevem que foi a beleza perfeita que Deus teria escolhido para fazer o mundo?
Por volta de 1500, com o retorno do Renascentismo, a cultura clássica voltou à moda.
Michelangelo e, principalmente Leonardo da Vinci, grandes amantes da cultura pagã, colocaram esta proporção natural em suas obras. Mas Da Vinci foi ainda mais longe: ele, como cientista, usava cadáveres para medir as proporções do corpo humano e descobriu que nenhuma outra coisa obedece tanto a DIVINA PROPORÇÃO do que o corpo humano... obra prima de Deus. Por exemplo:
- Meça sua altura e depois divida pela altura do seu umbigo até o chão: o resultado é 1,618.
- Meça seu braço inteiro e depois divida pelo tamanho do seu cotovelo até o dedo: o resultado é 1,618.
- Meça seus dedos, ele inteiro dividido pela distância da dobra central até a ponta ou da dobra central até a ponta dividido pela segunda dobra: o resultado é 1,618;
- Meça sua perna inteira e divida pelo tamanho do seu joelho até o chão. O resultado é 1,618;
- A altura do seu crânio dividido pelo distância da sua mandíbula até o alto da cabeça dá 1,618;
- Da sua cintura até a cabeça e depois só o tórax.  (Considere sempre erros de medida da régua ou fita métrica, que não são instrumentos precisos de medição).

Tudo, cada osso do corpo humano, é regido pela Divina Proporção.
Coelhos, abelhas, caramujos, constelações, girassóis, árvores, arte e o homem, coisas teoricamente diferentes, são todas ligadas numa proporção em comum.
Até hoje essa é considerada a mais perfeita das proporções.
Não por acaso é usada, hoje, pelos "inteligentes" no nosso dia-a-dia: meça seu cartão de crédito, largura / altura, seu livro, seu jornal, uma foto revelada. (Lembre-se de considerar sempre possíveis erros de medida da régua ou fita métrica).
Encontramos ainda o número Phi em famosas sinfonias como a 9ª de Beethoven, e em outras diversas obras.
O número Phi parece ser um elemento que harmoniza a Matemática, Arte, Natureza e está presente em toda a Criação orientando a Vida na busca de si mesma.
Então surgem as perguntas...isso tudo seria uma mera coincidência? Porque esse é o número e não um outro qualquer? Há um plano por trás da Criação? Onde fica o comando que gera essa forma? no DNA? Mas galáxia não tem DNA... Ou tem?

Esse artigo foi subtraido e mixado na "cara dura", sem direitos autorais, de uma mensagem inspirada e gentil do grande amigo Constantino, www.clubedo taro.com.br . Obrigado, cumpadre.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Quase morri. Voltei. Entendi... (6, de 10)

A Dança Cósmica da Vida (*)
 “Enquanto eu retornava para o ciclo da vida, não passou pela minha mente, e ninguém me disse que eu retornaria para o mesmo corpo; também não importava; aprendera a ter confiança na Luz e no processo da vida. E quando o Rio se fundiu com a grande Luz, pedi para jamais esquecer as revelações e as sensações de tudo aquilo que eu havia aprendido no outro lado. Ouvi um ‘Sim’. Foi como beijo na minha alma”.
 
(*) NB: A dança de Shiva Nataraja, contém impressionte simbologia: “Em seus cabelos há um crânio e a lua nova, morte e renascimento… o momento do vir a ser. Na mão esquerda tem um pequeno tambor; o tambor do tempo que exclui o conhecimento da eternidade. Estamos fechados no tempo. Mas, na outra mão, uma chama queima o véu do tempo e abre nossas mentes para a eternidade”. (‘O Poder do Mito’ - Joseph Campbell). O gesto da mão direita erguida e espalmada, afirma: ‘NÃO TEMAS’ – aconteça o que acontecer”; a mão esquerda aponta a perna erguida, indicando que o auxílio divino está sempre presente na ‘longuíssima via’, para os que caminham na senda espiritual. Tem o mesmo significado da sentença cristã: ‘O Amor de Deus, jamais nos abandona’.

Retornando à Realidade Física
“Fui então conduzido de volta pela Luz a esta realidade vibratória. O processo todo se reverteu, com mais informação sendo passada para mim. Voltei para casa, e estava tendo lições sobre os mecanismos da reencarnação, obtendo mais respostas para todas as pequenas perguntas que ainda tinha: “Como isto funciona? Como aquilo funciona?” – Sabia que reencarnaria; a Terra é um grande processador de energia e a consciência individual aqui se desenvolve a partir do interior de cada um.
Pensei em mim como ser humano pela primeira vez, e feliz por sê-lo. Depois de tudo o que eu vira, ficaria feliz em ser apenas um átomo no Universo; um átomo! Imagine ser a parte humana de Deus… Essa é a bênção mais fantástica, muito além da expectativa de qualquer outra bênção. Ser a parte humana dessa experiência é algo grandioso, magnífico. Cada um de nós, independente de onde e como estivermos, com ou sem problemas, cada um é uma benção para o planeta, onde quer que estejamos.
Passei então pelo processo de reencarnação, esperando ser um bebê em algum lugar. Mas continuava recebendo ensinos sobre a identidade individual e como a consciência se desenvolve. Reencarnei de volta ao mesmo corpo; e quando abri os olhos fiquei muito surpreso, não sei por que, pois já entendera isso. Surpreendi-me, por estar de volta ao meu quarto,no mesmo corpo, e com alguém se debulhando em lágrimas acima de mim. Era minha enfermeira; ela havia desistido hora e meia após me encontrar morto. Teve certeza disto porque todos os sinais da morte lá estavam – o corpo até já estava ficando enrijecido…
Não sabemos há quanto tempo já estava morto; mas sabemos que se passou hora e meia desde que ela me encontrara morto; e respeitara meu desejo de deixar o corpo recém falecido a sós por algumas horas, o máximo que pudesse. Tínhamos um estetoscópio amplificado e outras maneiras de checar as funções vitais e acompanhar o que acontecia, e verificou que estava mesmo morto. Mas não foi uma experiência comum de quase morte, pois experienciei a morte no mínimo por hora e meia.
Mais tarde, acordei e vi luz do lado de fora. Tentei levantar para ir até lá, mas caí da cama; a enfermeira ouviu barulho no quarto, correu e me viu no chão. Quando me recuperei, fiquei muito surpreso e atônito sobre o que havia acontecido comigo. No começo a lembrança da viagem que fizera não estava lá; eu continuava escorregando para fora deste mundo, e ficava me perguntando: “Será que estou vivo?” Este mundo me parecia mais um sonho do que o de lá.
Em três dias comecei a me sentir normal, com mais clareza e como jamais me sentira antes. A lembrança da viagem voltou pouco depois. Mas não conseguia ver mais nada de errado com os seres humanos, como eu via anteriormente. Antes disso tudo, costumava julgar muito; achava as pessoas muito problemáticas; na verdade, todos eram problemáticos, menos eu. Mas me curei também de tudo isso.
Passado cerca de três meses, um amigo me falou que deveria fazer exames, e assim o fiz. Estava me sentindo muito bem, mas receava ter más notícias. Na Clínica, lembro do médico olhando os exames de antes e de depois, dizendo: “Bem, você não tem nada”. Eu disse: “Verdade? Isso é um milagre?” E ele: “Não, estas coisas acontecem; são chamadas de remissões espontâneas”. Ele não se impressionara. Mas para mim foi um milagre, e eu me impressionei, mesmo que ninguém mais o fizesse”.

ATENÇÃO!: Você leu o capítulo 6 do ciclo de 10 postagens (diárias) sobre a experiência de "Quase Morri. Voltei. Entendi..."! Recomendamos ler desde o início da série - Introdução -  para fazer sentido. Boa leitura! 
AMANHÃ: Capítulo 7 - "O Mistério da Vida" e 'Almas Gêmeas"