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sábado, 25 de dezembro de 2010

Quase morri. Voltei. Entendi... (7, de 10)

O Mistério da Vida
“O mistério da vida tem pouco ou nada a ver com a nossa inteligência. O Universo certamente não é mesmo um processo intelectual. O nosso intelecto ajuda, é brilhante; mas é somente com ele que hoje a gente processa, invés de com nossos corações – a parte mais sábia de nós.
O centro da Terra é um grande transmutador de energia, como se vê em filmes sobre o campo magnético da Terra. Ele é nosso ciclo, atraindo almas de volta à reencarnação para completar novo ciclo. O sinal de que você está atingindo o nível humano, é quando começa a desenvolver a consciência individual. Os animais têm uma alma grupal, e reencarnam em grupos de almas. Mas ao se tornar um ser humano (não importa se um humano deformado ou um gênio), mostra que você está no caminho do desenvolvimento de uma consciência individual. E isto faz parte da consciência de grupo ao qual chamamos de humanidade.
Vi que as raças são conglomerados de personalidades. Nações como França, Alemanha e a China têm cada uma sua personalidade. Cidades têm personalidades e grupos de almas que atraem certas pessoas. Famílias têm grupo de almas; e a personalidade individual ali se desenvolve como ramificações de um fractal: a alma grupal se explora e se autodescobre em nossa individualidade. E as diferentes questões que cada um tem, são muito, muito importantes. É uma forma pela qual a Mente de Deus pode explorar e descobrir a si mesma – através de você. Faça então as suas perguntas, realize as suas pesquisas. E encontrará o seu Eu e Deus neste Eu, porque só existe um Eu (divino)“.

Almas-Gêmeas

“Mais do que isso, comecei a ver em cada um de nós, humanos, que somos almas-gêmeas. Somos parte da mesma alma que se fraciona em diversas e criativas direções, mas ainda assim é a mesma alma. Agora quando olho para qualquer ser humano vejo uma alma gêmea, minha alma gêmea, àquela que sempre procurei. A maior alma gêmea que você irá encontrar é você mesmo.
Somos todos masculinos e femininos. Vivemos isso no útero materno e nos estágios de reencarnação. Se você procura por uma alma-gêmea definitiva fora de você, pode ser que jamais a encontre, pois ela não está lá. Assim como Deus não está “lá”. Deus está aqui. Não procure Deus fora. Busque Deus aqui. Olhe para o seu Eu. Procure pelo maior caso de amor que você jamais teve… com você mesmo. A partir daí você passará a amar tudo”.
ATENÇÃO!: Você leu o capítulo 7 do ciclo de 10 postagens (diárias) sobre a experiência de "Quase Morri. Voltei. Entendi..."! Recomendamos ler desde o início da série - Introdução -  para fazer sentido. Boa leitura! 
AMANHÃ: Capítulo 8 - "Ida e Volta ao Inferno"

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Quase morri. Voltei. Entendi... (6, de 10)

A Dança Cósmica da Vida (*)
 “Enquanto eu retornava para o ciclo da vida, não passou pela minha mente, e ninguém me disse que eu retornaria para o mesmo corpo; também não importava; aprendera a ter confiança na Luz e no processo da vida. E quando o Rio se fundiu com a grande Luz, pedi para jamais esquecer as revelações e as sensações de tudo aquilo que eu havia aprendido no outro lado. Ouvi um ‘Sim’. Foi como beijo na minha alma”.
 
(*) NB: A dança de Shiva Nataraja, contém impressionte simbologia: “Em seus cabelos há um crânio e a lua nova, morte e renascimento… o momento do vir a ser. Na mão esquerda tem um pequeno tambor; o tambor do tempo que exclui o conhecimento da eternidade. Estamos fechados no tempo. Mas, na outra mão, uma chama queima o véu do tempo e abre nossas mentes para a eternidade”. (‘O Poder do Mito’ - Joseph Campbell). O gesto da mão direita erguida e espalmada, afirma: ‘NÃO TEMAS’ – aconteça o que acontecer”; a mão esquerda aponta a perna erguida, indicando que o auxílio divino está sempre presente na ‘longuíssima via’, para os que caminham na senda espiritual. Tem o mesmo significado da sentença cristã: ‘O Amor de Deus, jamais nos abandona’.

Retornando à Realidade Física
“Fui então conduzido de volta pela Luz a esta realidade vibratória. O processo todo se reverteu, com mais informação sendo passada para mim. Voltei para casa, e estava tendo lições sobre os mecanismos da reencarnação, obtendo mais respostas para todas as pequenas perguntas que ainda tinha: “Como isto funciona? Como aquilo funciona?” – Sabia que reencarnaria; a Terra é um grande processador de energia e a consciência individual aqui se desenvolve a partir do interior de cada um.
Pensei em mim como ser humano pela primeira vez, e feliz por sê-lo. Depois de tudo o que eu vira, ficaria feliz em ser apenas um átomo no Universo; um átomo! Imagine ser a parte humana de Deus… Essa é a bênção mais fantástica, muito além da expectativa de qualquer outra bênção. Ser a parte humana dessa experiência é algo grandioso, magnífico. Cada um de nós, independente de onde e como estivermos, com ou sem problemas, cada um é uma benção para o planeta, onde quer que estejamos.
Passei então pelo processo de reencarnação, esperando ser um bebê em algum lugar. Mas continuava recebendo ensinos sobre a identidade individual e como a consciência se desenvolve. Reencarnei de volta ao mesmo corpo; e quando abri os olhos fiquei muito surpreso, não sei por que, pois já entendera isso. Surpreendi-me, por estar de volta ao meu quarto,no mesmo corpo, e com alguém se debulhando em lágrimas acima de mim. Era minha enfermeira; ela havia desistido hora e meia após me encontrar morto. Teve certeza disto porque todos os sinais da morte lá estavam – o corpo até já estava ficando enrijecido…
Não sabemos há quanto tempo já estava morto; mas sabemos que se passou hora e meia desde que ela me encontrara morto; e respeitara meu desejo de deixar o corpo recém falecido a sós por algumas horas, o máximo que pudesse. Tínhamos um estetoscópio amplificado e outras maneiras de checar as funções vitais e acompanhar o que acontecia, e verificou que estava mesmo morto. Mas não foi uma experiência comum de quase morte, pois experienciei a morte no mínimo por hora e meia.
Mais tarde, acordei e vi luz do lado de fora. Tentei levantar para ir até lá, mas caí da cama; a enfermeira ouviu barulho no quarto, correu e me viu no chão. Quando me recuperei, fiquei muito surpreso e atônito sobre o que havia acontecido comigo. No começo a lembrança da viagem que fizera não estava lá; eu continuava escorregando para fora deste mundo, e ficava me perguntando: “Será que estou vivo?” Este mundo me parecia mais um sonho do que o de lá.
Em três dias comecei a me sentir normal, com mais clareza e como jamais me sentira antes. A lembrança da viagem voltou pouco depois. Mas não conseguia ver mais nada de errado com os seres humanos, como eu via anteriormente. Antes disso tudo, costumava julgar muito; achava as pessoas muito problemáticas; na verdade, todos eram problemáticos, menos eu. Mas me curei também de tudo isso.
Passado cerca de três meses, um amigo me falou que deveria fazer exames, e assim o fiz. Estava me sentindo muito bem, mas receava ter más notícias. Na Clínica, lembro do médico olhando os exames de antes e de depois, dizendo: “Bem, você não tem nada”. Eu disse: “Verdade? Isso é um milagre?” E ele: “Não, estas coisas acontecem; são chamadas de remissões espontâneas”. Ele não se impressionara. Mas para mim foi um milagre, e eu me impressionei, mesmo que ninguém mais o fizesse”.

ATENÇÃO!: Você leu o capítulo 6 do ciclo de 10 postagens (diárias) sobre a experiência de "Quase Morri. Voltei. Entendi..."! Recomendamos ler desde o início da série - Introdução -  para fazer sentido. Boa leitura! 
AMANHÃ: Capítulo 7 - "O Mistério da Vida" e 'Almas Gêmeas"