Mostrando postagens com marcador o absoluto. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador o absoluto. Mostrar todas as postagens

sábado, 28 de setembro de 2013

Ubaldi e a Anti-Matéria

Na postagem O Problema Econômico falamos pela primeira vez de Pietro Ubaldi, pensador e vidente italiano falecido em 1972 no Brasil e que escreveu o livro A Grande Síntese,  inspirado pelo que chamava “Sua Voz”. 
Como síntese que se preze, ele falou de forma abrangente sobre quase tudo. Hoje, Gilson Freire, médico espírita,  seu seguidor, aborda o tema da anti-matéria à luz dos seus ensinamentos.
"A  anti-matéria é um dos intrigantes temas da física atual que causa certa confusão ao estudioso do espírito. Pietro Ubaldi fez duas referências ao assunto, contudo convém analisarmos se a abordagem do missionário da Úmbria corresponde perfeitamente ao que hoje se compreende a respeito desse curioso composto.
Encontramos na vasta obra de Ubaldi duas únicas referências à anti-matéria:
1) QUEDA E SALVAÇÃO – cap. XVIII - Conceito De Morte Para O Evoluído E O Involuído
Procuremos então antes de tudo entender o que é a mor­te. Todos, inclusive quem não conhece ou nega a teoria do S e AS, estamos mergulhados neste dualismo universal, e com a vida e a morte vamos oscilando de um pólo ao outro. A própria ciência já admite a existência de um anti-cosmo em que tudo o que é positivo encontra a sua contrapartida negativa, de modo que cada molécula teria a anti-molécula, cada estrela a sua anti-estrela, cada galáxia a sua anti-galáxia etc. Existiria assim um anti-universo constituído de anti-átomos e anti-matéria. Eis que a nova ciência se está encaminhando para o conceito de Sistema (S) e Anti-Sistema (AS).
2) TÉCNICA FUNCIONAL DA LEI DE DEUS – cap. Conclusão
Dissemos que esta Lei é o S que permaneceu incorrupto, o Deus imanente, presente para salvá-lo mesmo no AS. Tudo é lógico e claro. Neste conceito de Deus-Lei poderão finalmente fundir-se, completando-se, os dois pólos opostos da mesma unidade, a religião que só vê o espírito e a ciência que só vê a matéria. Já a ciência entrevê a existência de um outro universo feito de anti-matéria, que constituiria a outra metade espiritual, complementar do universo material que conhecemos. Poder-se-á assim sair da nebulosidade da fé e consciente, de olhos abertos, se poderá entrar em contato com o pensamento de Deus, ao menos na parte que mais atinge a nossa existência, aquela que interessa ao nosso trabalho de redenção. E o conhecimento da técnica funcional dos fenômenos do espírito nos induzirá a uma conduta mais sábia que, evitando o erro, evita também a dor. Aprenderemos assim racionalmente, cientificamente, a redimir-nos conhecendo a técnica do processo de salvação.
Nesses parágrafos, observamos que a genialidade de Ubaldi revelou-nos a existência de um outro universo além do nosso, feito de uma substância complementar e contrária à que nos corresponde, compondo um mundo nos antípodas deste em que vivemos. Assim universo e anti-universo, denominados “Sistema” (S) e” Anti-Sistema” (AS) por Ubaldi, integrariam a dualidade dos fenômenos em oposição, segundo a qual a Criação se dividiu, largamente estudada em sua obra. O primeiro é o universo absoluto, o campo divino, fora do tempo e do espaço; o segundo é cosmo físico relativista em que nos encontramos, feito de espaço, tempo, energia e matéria.
A proposição é bastante lógica e constitui a chave para se melhor compreender a natureza do nosso universo e os atributos de perfeição que julgamos pertinentes ao Criador. Para a nossa razão atual, não há outra teoria que elucide de forma tão consistente e clara a existência da dor, do mal e da evolução em nosso cosmo. Remetemos o estudioso que ainda não teve a oportunidade de examinar essa estupenda proposta aos livros Deus e Universo e O Sistema, para que a analise de forma mais abrangente.
A existência desse outro universo perfeito torna-se uma premência axiomática, sendo a única que nos satisfaz a crença em um Deus perfeito. Portanto, há necessidade de se contrapor um diferente substrato na composição desse mundo perfeito. Compreendemos e aceitamos a proposição que Ubaldi nos apresenta, ao considerar a existência de uma espécie de “anti-substrato” (em anteposição à matéria física) na composição desse cosmo perfeito. Faz-se necessário, contudo, analisarmos se a anti-matéria, nos moldes definidos pela ciência terrena, corresponde efetivamente aos pressupostos e propriedades dessa substância que imaginamos entretecer os campos divinos do absoluto.
Analisemos a questão um pouco mais a fundo. Comecemos por conhecer o que se compreende por anti-matéria na conceituação científica atual. A ciência a trata como um fenômeno puramente físico, embora de rara manifestação em nosso universo. Trata-se nada mais que uma matéria feita de átomos compostos por elétrons carregados positivamente (e não negativamente como de hábito), e prótons, de igual forma, negativos (e não positivos, como é o comum). Esses elétrons positivos são chamados de pósitrons, e os prótons negativos, de anti-prótons ( formam assim núcleos atômicos negativos, envolvidos por eletrosfera positiva ) uma composição exatamente oposta à encontrada na natureza, pelo menos naquela que permeia o nosso derredor.
Todavia essa matéria é tão concreta quanto à nossa e teria o mesmo comportamento das substâncias que conhecemos, pois não haveria diferenciação de suas propriedades físico-químicas, como peso, aparência, densidade, ponto e ebulição etc. A simples inversão das cargas elétricas de suas partículas atômicas não as fazem substâncias etéreas, não-degradáveis, imperceptíveis aos nossos sentidos ou dotadas de extraordinária perfeição, como esperamos que seja a substância do absoluto. Forma uma matéria tal como a que conhecemos, tão degradável e instável como qualquer outra. Portanto, antecipando conclusões, não nos parece que a anti-matéria, como definida pela ciência, atenderia às características necessárias à composição do universo oposto ao nosso, ou seja, o Sistema. O Absoluto deve conter, sim, uma substância em exata oposição ao nosso, e que não está alcance de nossa análise.
A anti-matéria foi detectada pela primeira vez em 1932, pelo físico americano Carl Anderson em um experimento. Contudo, somente em 1995, após a construção dos grandes aceleradores de partículas, é que se conseguiu construir átomos inteiros feitos de anti-partículas – precisamente átomos de hidrogênio compostos de um único pósitron girando ao redor de um anti-próton.
Essas antipartículas e seus átomos se revelaram, todavia, completamente instáveis, pois em contato com a matéria habitual, ambas se desintegram, liberando enorme quantidade de energia. Portanto, em nosso universo, essas duas formas invertidas de matéria não podem coexistir. Para se manter uma mínima quantidade de anti-matéria por tempo desejável necessita-se de um recipiente muito especial, que tenha suas paredes impregnadas de um forte campo magnético, de modo a impedir o contato direto das antipartículas com as partículas que as compõem.
Diz a ciência que nos primórdios do universo, nos primeiros milionésimos de segundos de existência da fornalha atômica do Big Bang, quando a matéria se formava pela primeira vez, para cada partícula gerada, nascia também a sua contraparte, uma anti-partícula. As duas se chocavam violentamente, liberando enormes jatos de energia. Em meio a essa descomunal tempestade cósmica provocada por esses estupendos embates, houve uma ligeira preponderância de matéria sobre a anti-matéria. Foi, porém, um significativo e importantíssimo fato, pois permitiu a formação de massas de átomos estáveis em nosso universo físico. Toda a matéria ao nosso derredor representa, portanto, as migalhas que restaram do entrechoque de partículas e anti-partículas. Graças a isso, o universo físico pôde existir e pudemos encarnar e evoluir nos seus mundos materiais. Ninguém foi capaz, até hoje, de explicar exatamente por que houve esse ligeiro predomínio de matéria sobre a anti-matéria. Nós, contudo, podemos ver nisso a ação do “dedo de Deus”, pendendo a balança matéria-anti-matéria para um dos lados, a fim de que a vida física se tornasse possível. Do contrário, nosso universo seria nada mais que um incomensurável oceano de energias flutuantes.
Os cientistas revelam que a anti-matéria promete ser no futuro a mais espetacular fonte de energia, pois, como vimos, do seu encontro com a matéria é liberada a mais potente força já vista pelos olhos humanos. Para se ter uma ideia disso, 10 kg de anti-matéria contém a mesma quantidade de energia gerada pela Usina de Itaipu em seis anos. Ou seja, tão pequena porção dessa substância seria suficiente para fornecer energia elétrica para metade do nosso país por todo esse tempo. E ainda, abastecido com apenas um 1g dela, um automóvel poderia andar 10 mil km.
Exatamente por isso é que a nave da famosa série Jornada nas Estrelas utilizava combustível de anti-matéria para as suas viagens interestelares. Seria o único combustível capaz de acelerar um foguete a velocidade tal que lhe permitisse trafegar pelos espaços siderais em tempo viável para a vida humana.
O problema que ainda ocupa a ciência, não obstante, é o alto custo requerido para a produção de anti-matéria. Por isso as pesquisas no momento estão empenhadas em descobrir como produzi-la de modo econômico, tornando-a útil à humanidade. Atualmente a ciência já utiliza a anti-matéria com sucesso em alguns aparelhos, como por exemplo, o PET Scan – tomógrafo por emissão de pósitrons –, que faz varreduras no corpo humano, produzindo imagens detalhadas de suas estruturas internas. Esse aparelho usa elétrons carregados positivamente para atravessar a matéria biológica. Muitos poderão se perguntar se, nesse caso, não haveria explosões no encontro desses “anti-elétrons” com os elétrons presentes no corpo humano. De fato há, porém em quantidades tão exíguas que isso não lhe causa mal algum. Esses elétrons positivos caminham pelos largos espaços existentes entre os átomos e mesmo através das eletrosferas atômicas sem se chocarem com nenhuma partícula. Uma pequena fração trombará nos corpúsculos atômicos de nossas moléculas, porém sem deixar danos, segundo relatos dos experimentos científicos. O estrago, entretanto, seria significativo caso o aparelho emitisse anti-prótons – aí sim haveria uma súbita explosão de todo o organismo.
A nefasta mente humana anteviu ainda na enorme liberação de energia do encontro matéria-anti-matéria a possibilidade de construir as mais poderosas armas de destruição jamais vistas. E dizem que cientistas norte-americanos estão, na atualidade, intentando materializar esse terrível projeto. Torçamos para que o mundo evolua espiritualmente antes que se viabilize esse danoso arsenal de guerra, muitíssimo mais poderoso que a bomba de hidrogênio, cujo uso em mãos mal intencionadas poderá aniquilar o planeta.

É pertinente ainda ressaltar que um objeto efeito de anti-matéria não nos seria invisível e impressionaria os nossos sentidos da mesma maneira que qualquer outro artefato. Somente não poderíamos tocá-lo, pois como vimos, a nossa matéria e o próprio objeto destruir-se-iam nesse contato.
Enfim, concluímos que a anti-matéria é feita das mesmas partículas que nos servem, somente impregnada de energia eletromagnética invertida em suas polaridades. E assim podemos deduzir que o universo espiritual que complementa o nosso universo físico não pode ser feito dessa substância. Como esses dois mundos se interpenetram, haveria uma aniquilação de ambos nesse permanente roçar de dimensões.
Torna-se assim claro que a anti-matéria não satisfaz o que esperamos de um composto próprio para entretecer o universo do espírito. Não era a essa substância propriamente a que Ubaldi se referiu, pois, com toda certeza, o pensador da Nova Era tinha em mente outro tipo de composto ao imaginá-lo como sendo o substrato de um cosmo espiritual, imaterial e perfeito.
Se Ubaldi vivesse em nossos dias certamente se valeria não da anti-matéria, mas do tema “universos paralelos” para suscitar a anteposição S-AS. Imaginado pela própria ciência, esse termo designa a possível existência de universos em dimensões paralelas que estariam em contato através dos famosos “buracos de minhoca” – um tipo hipotético de túnel que levaria, através de um buraco negro, ao “outro lado” da nossa dimensão espaço-tempo, onde poderia existir um outro cosmo anteposto ao nosso.
Retornemos, contudo, às nossas ponderações a respeito da anti-matéria de Ubaldi. Para compreendê-la melhor faz-se importante considerar a existência de dois universos espirituais: o absoluto e o mundo dos espíritos. O primeiro é propriamente a morada do Divino e está fora do tempo e do espaço. O segundo é o além-túmulo que encontramos depois da morte física, onde se reúnem os desencarnados. Este, segundo os informes dos videntes e as descrições da vasta literatura espírita, sobretudo aquela que nos chegou através da mediunidade de Chico Xavier, está feito de estruturas que se estendem no tempo e no espaço, onde a alma prossegue na sua caminhada evolutiva. Pertence, portanto, ao relativo, ou seja, faz parte do Anti-Sistema, e se encontra ainda muito distante do absoluto, o Sistema. Exatamente por isso morremos e não nos encontramos com Deus e seu séquito de anjos. Essas esferas do além são em tudo semelhantes ao nosso mundo, contêm solo, rios, montanhas, objetos variados e até mesmo edificações idênticas às da Terra. Concebe-se que estão entretecidas em um tipo de substância que se denomina matéria extra-física. Segundo nos informam estudos ocultistas, essa matéria extra-física é formada também por átomos – chamados átomos etéreos –, porém feitos de partículas quintessenciadas, cuja natureza imaginamos ser unicamente a expressão menos densa das nossas mesmas partículas, ou seja, nada mais que corpúsculos físicos expressos em nível vibratório mais elevado, ou nível quântico diferenciado, dizem alguns. Então, imagina-se, essa matéria extra-física obedeceria aos mesmos e exatos padrões que compõem a nossa matéria habitual, ainda que expressa em nível dimensional distinto. Logo, o mundo espiritual imediatamente após a morte tem a mesma aparência do plano em que estamos, e lá encontraremos água, feita de um átomo de oxigênio e dois hidrogênios (H2O), corpos biológicos compostos de carbono, oxigênio, hidrogênio e nitrogênio, solo e pedras de sílica, calcário, enfim, deparar-nos-emos com os mesmos elementos da tabela periódica conhecida em nosso mundo. Informação espalhada pela vasta literatura espírita, sobretudo aquela ditada por André Luiz.
Essa matéria extra-física não corresponde exatamente ao que entendemos por anti-matéria e assim não podemos caracterizá-la. Ou seja, não se trata de uma matéria feita de partículas de cargas elétricas invertidas, mas de densidades distintas, apenas isso. Devemos considerá-la como a matéria que se opõe à nossa, mas na mesma dimensão relativista em que nos encontramos – assim, universo físico e extra-físico representariam dois pólos do AS, um mundo igualmente dualizado em todas as suas inerentes expressões fenomênicas. Ambas as matéria, a física e a extra-física, todavia, antepõem-se propriamente a outro tipo de matéria, a substância original e pura, aquela que sustenta o absoluto, forma os campos divinos, ou seja, entretece o Sistema. Não sabemos o que é exatamente essa substância pura, pois é completamente inacessível à nossa análise atual. Não obstante sabemos o que ela não é. Estando fora do tempo e do espaço, ela não deve ser corpuscular e não está sujeita à vibração. Sendo perfeita, não é degradável. Sendo pura, não é decomponível. Sendo um produto absolutamente inteligente, não se sujeita à desordem. Sendo estável, não se submete a transformações. Sendo espiritual, é feita de puro pensamento. Sendo imperceptível aos nossos sentidos físicos, sequer depois de nossa morte poderemos detectá-la.
Dessa maneira, a substância pura que forma o absoluto divino não encontra nenhuma correspondência com a anti-matéria tal qual definida pela nossa ciência, e sequer com a matéria extra-física. Poderíamos chamá-la de anti-matéria, desde que subordinássemos esse termo a outra conceituação que não a adotada pela ciência. Ou seja, seria nada mais que uma contraposição espiritual e pura das substâncias físicas em suas expressões mais grosseiras, conhecidas em nosso mundo. Caracterizando-a segundo os moldes da perfeição divina, poderíamos denominá-la mais propriamente anti-matéria pura para assim diferenciá-la da nossa conhecida anti-matéria. Ou melhor ainda, chamemo-la matéria S em contraposição à matéria AS e assim a teremos mais bem caracterizada.
Deduzimos assim que anti-matéria é construção física mesmo, própria do nosso mundo, embora extremamente rara. A possibilidade de sua existência demonstra, de fato, a lei complementar suscitada por Ubaldi. Em nosso universo dualizado, haverá sempre uma contraparte para todas as partes que o compõem, porém, não necessariamente fora da mesma dimensão em que se manifestam.
E resumindo, concluímos que, para Ubaldi, anti-matéria não tem a mesma conotação que lhe dá hoje a ciência. O missionário do Cristo estava imaginando outro tipo de substância, um substrato supra-dimensional, fora do tempo e do espaço, ao conceituá-la. Por isso, cremos, ele se referia à substância pura propriamente dita, aquela que, sim, opõem-se a todo substrato que se manifesta no relativo, tanto nos mundos físicos quanto nas esferas do além-túmulo. Anti-matéria seria unicamente uma curiosa oposição da nossa própria matéria, em nosso próprio plano de manifestação, onde, sim, não há lugar para a existência das duas simultaneamente, comprovando que o dualismo dos fenômenos é expressão de todo o universo caído.
Destarte não podemos deixar o tema sem expor a interrogação capital que nos assalta ao meditarmos na composição do nosso e de qualquer outro universo: se a matéria é uma realidade e se tudo existe como tal, o que exatamente forma a sua base? Ou seja, se a matéria é feita de partículas, e essas partículas têm massa, são alguma coisa, o que as compõe, por sua vez? Essa é uma das mais curiosas perguntas que pode assaltar a mente humana, a remeter-nos para a interrogação fundamental: de que é que tudo feito? A física atual já compreendeu que matéria nada mais é que uma manifestação impactada da energia. Porém, permanece a pergunta: a energia está feita de quê? Enfim, qual é o substrato da realidade, e de onde provém esse substrato?
Para responder a essa pergunta, Ubaldi formulou-nos, em A Grande Síntese, a famosa grande equação da substância, segundo a qual tudo  que existe em todos os universos tem sua origem em um único elemento existente na Criação, que ele denomina de substância. Essa substância é o substrato que forma tanto o espírito, quanto a energia e a matéria no cosmo em que respiramos. Esses elementos se diferenciam unicamente por se apresentarem em distintos graus de condensação da substância: sutilizada na forma espírito, parcialmente adensada como energia e intensamente compactada na manifestação que chamamos matéria. Seria então a substância comparável à água que pode ser vista em seus três estados fundamentais: vapor (espírito), líquido (energia) ou gelo (matéria). Embora distintos em suas apresentações finais, esses estados nada mais são que expressões diferenciadas de um mesmo elemento, a água (a substância). Entendemos assim que na Criação haveria um único elemento criado por Deus, a substância, a qual se transforma em tudo o que se conhece. Ideia fundamental que sustenta a fabulosa concepção monista do universo, ou seja, o perfeito unicismo. Portanto compreendemos perfeitamente que a matéria S e a matéria AS têm na substância uma e mesma origem. A matéria AS desdobra-se em matéria física, compondo mundos físicos, e em matéria extra-física, que forma os mundos espirituais, contudo são manifestação de uma realidade dos fenômenos.
E mais, com a proposta de Ubaldi apresentada na obra Deus e Universo, entendemos que a matéria AS não é senão uma forma degradada, contraída e temporária de manifestação da matéria pura, a matéria S. Degradação que entendemos como não criação de Deus, mas produto direto da queda do espírito. Portanto, em última análise, toda matéria que nos envolve, seja partícula ou onda, seja física ou extra-física é produção do nosso próprio ser, é nosso hálito, irradiado pelos nossos egocentrismos em fuga do seio divino.
Assim, finalizando, chegamos ao seguinte esquema derradeiro que nos permitirá um melhor entendimento do assunto:


                                     Substância                                          
Matéria "S"
Substrato do "S" (Absoluto)
Espírito Puro
Matéria "AS"
Matéria Física - Mundos materiais
Matéria Extrafísica - Mundos espirituais
Espírito
Energia
Matéria
                                    
Isso tudo pode soar muito estranho a quem jamais adentrou tão avançadas perguntas. É verdade. Sem Ubaldi, jamais nos aventuraríamos a perpassar tão complexas informações. Não se assuste! E não rejeite essas proposições, amigo leitor, pela primeira impressão que elas possam lhe causar. Acalme-se e predisponha-se ao estudo, como uma flor aberta aos raios do Sol. Apenas isso. E então você poderá compreender. E convencer-se-á de que Ubaldi franqueou-nos visualizar o mais extraordinário panorama dos fenômenos jamais antevisto pelos olhos humanos. O convencimento, todavia, é obra do tempo, da meditação e do amadurecimento do espírito, pois, como todo conhecimento, é como um fruto – requer o seu próprio tempo para ser degustado e absorvido."

domingo, 19 de junho de 2011

O Raio de Criação

Você conhece um brinquedo da antiga tradição esotérica russa chamado “matryoshka” ou “babushka”? Ele é formado de uma bonequinha que fica dentro de outra, dentro de outra... até formar 7 bonecas. Não conhece? Que pena. Então você não vai compreender o Raio de Criação... (rsrs)
Na publicação anterior,  A Lei de Três, dissemos que O Absoluto, composto de 3 forças unidas, cria um “mundo de segunda ordem” onde as três forças já divididas, ao se encontrarem criam novos “mundos de terceira ordem”. Nesses mundos, além das 3 primeiras forças do mundo  anterior, há mais 3 desse próprio mundo. E vai assim até formar  7 níveis de mundos, um dentro do outro, cada um com 3 forças  a mais que o anterior. Alguma semelhança com a babushka?
Você vê? O brinquedinho inocente é uma forma de perpetuar uma tradição de conhecimento interior, como é também o Tarot e demais baralhos, o jogo de amarelinha, as danças e músicas sagradas, as lendas, o ritual do chá, o tiro de arco... É o tradicional uso de qualquer arte, jogo, brinquedo, dansa, ou coisa corriqueira da vida como apoio do buscador para a busca interior. Quer coisa mais simples que fazer um chá? Pois foi transformada em um apoio e uma arte na busca de Si Mesmo, da evolução. Coisa de gente séria...A vida não é considerada pelos orientais como um fim em si, mas apenas um meio, um palco de ação. O fim é a evolução. Esse conceito é muito difícil para nós ocidentais educados para o sucesso material, o ter em lugar do ser, a forma em vez da essência.
Vamos então simplificar essa coisa de 7 níveis de mundos com um quadro:
“Mundos”
Nível
Leis atuando
Cosmos
Plano
Analogia
Absoluto
1
1
Protocosmos
Atmico
?
Todos os mundos
2
3
Ayocosmos
Budhico
Todas as Galáxias
Todos os sóis
3
6
Macrocosmos
Causal
Via láctea
Sol
4
12
Deuterocosmos
Mental
Cada sol
Todos os planetas
5
24
Mesocosmos
Astral
Cada planeta
Terra
6
48
Microcosmos
Físico
A terra
Lua
7
96
Tritocosmos
?
A lua

Observem que no nosso “mundo”, a Terra, há 48 leis atuando sobre nós, no nível em que estamos da Criação.
Esse é o tal “Raio de Criação”, composto de 7 degraus, do qual você está no sexto, longe do Absoluto, bem em baixo (rsrs). Cada raio individual da Criação sai do Absoluto, (mundo de nível 1), não imaginável pelos nossos parâmetros habituais, e termina num satélite de um planeta (nível 7), extremamente denso em termos de energia, de materialidade. É como se a Criação fosse uma grande esfera composta de raios que saem do centro para a superfície exterior mais densa em termos de energia, ou materialidade. Um desses raios termina na nossa Lua. É o nosso.
Nessa esfera, em cada nível, as infindáveis trindades criadas dentro dele, criam outras infindáveis trindades indefinidamente. O raio que chegou até a Terra e Lua é só um único deles, dentro da esfera multidimensional que é o Absoluto.
Você vai dizer: “Muito bem, e o que significa para mim isso de 48 leis?”
Bem, significa, segundo o que dissemos  em O Ser e o Caminho de Volta, que você é um viajante, um Ser que está muito longe de casa, num país que tem lei que não acaba mais. Aliás até já esqueceu de onde veio e para onde deveria ir. Uma tristeza... Mas não desanime não, viajante (rsrs). Apesar de tudo a viagem é interessante. Aliás, muito aqui entre nós, nem dá para desistir dela. Alguns até tentam...
O problema é que para voltar dessa viagem de ida, tem muito chão para percorrer. Você vive atualmente  em um mundo sujeito a 48 ordens de leis, ou seja, longe da vontade do Absoluto, num canto muito remoto do universo e muito triste. Você está longe do centro de decisões, da Luz, na beiradinha de uma galáxia, quase caindo (rsrs), perto de um sol pequeno, num planetinha de... de nada, maltratado por você e seus semelhantes.
Quanto mais longe do Absoluto, o aumento do número de leis torna tudo mais difícil, porque tudo é mais denso. E a sua missão é tomar a matéria densa desse escafandro onde você escolheu se meter, e tentar refiná-la, torná-la mais sutil para acessar mundos de qualidade também mais sutis. Não é o nosso espírito que tem que retornar, mas a matéria densa do nosso Ser, inclusive do nosso corpo, que deve ser refinada por nós como se fôssemos uma usina de purificação, e levada de volta ao Absoluto. Esse é o caminho de evolução dos Universos e de nós mesmos. As tradições  simbólicas falam dessa descida e subida como foi citado em O Ser e o Caminho de Volta: o Cristianismo Esotérico fala isso na forma de símbolos quando trata da Encarnação do Verbo na Virgem Maria sob a forma do Filho (a descida do Espírito no Raio de Criação) e depois a Ascenção do Filho (a subida por sua própria vontade e esforço). Da mesma forma a Alquimia fala simbolicamente em transmutar metais densos em ouro. É a mesma coisa.
Na volta tudo parece difícil, e você não tem uma mão nesse jogo. Vai dar muito trabalho voltar para poder  “sentar à direita do Pai” segundo diz também metaforicamente a tradição cristã.
Aliás, aqui entre nós,  a Terra, como Ser, é que é regida por 48 leis. Nós humanos estamos entre 48 e 96 leis. Só entrando em harmonia com ela temos a possibilidade de estar sob 48 leis. Quando estamos mergulhados na escuridão da ira, inveja, e demais "pecados capitais", estamos no 96. No mundo da Lua.
Mas nós pelo menos temos uma escolha: podemos começar agora a tentativa de subir para 48 ou níveis mais finos, ou deixar para depois, correndo o risco de descermos para 96. (rsrs... ou... sniff, não sei bem qual...). Há um ditado nas tradições que afirma : “Quem não evolui, regride”.
Agora fica claro para os seguidores do caminho tolteca quando Don Juan responde para Castaneda
“- Quarenta e oito é o nosso número - disse ele. - É isso que nos torna homens. Não sei por quê. Não desperdice seu poder fazendo perguntas tolas.” ( A Porta para o Infinito, pág. 38)
Ou então:
“- Para os videntes, significa que há 48 tipos de organizações (leis) na terra, 48 tipos de feixes ou estruturas. A vida orgânica é um deles.” (O Fogo Interior, pág. 54)
Os toltecas sabiam das coisas...
Resumindo: para a gente entender o fenômeno da criação, qualquer que seja o produto dela, primeiro devemos nos aprofundar no conhecimento da Lei de Três. Quem quiser se aprofundar pode ler o livro "Fragmentos de um Ensinamento Desconhecido" sobre o Quarto caminho, de P. D. Ouspensky. Depois de entender com a cabeça, compreender o funcionamento dela dentro de nós.
Após a Lei de Três que rege a Criação e forma o Raio de Criação, para entender a evolução posterior de qualquer coisa ou fenômeno após ter sido criado, devemos conhecer uma outra lei fundamental, a Lei de Sete ou Lei da Oitava.  É fascinante.
Quem for muito corajoso mesmo, vai então tentar combinar a Lei de Três com a Lei de Sete e descobrir o Eneagrama, esse símbolo de difícil compreensão, cujos fragmentos praticamente se perderam na história das tradições, e foram transformados por dois sul-americanos no século passado em uma caricatura bem enfeitada, sedutora e falseada, do conhecimento original. Logo mais devemos falar disso. Aguardem.
NR – A teoria dessas leis (a autêntica) é misteriosa e atraente, mas nada vale se não a praticarmos e a descobrirmos em nós mesmos.

domingo, 12 de junho de 2011

A Lei de Três

Nasci numa família cristã, fui coroinha na Missa de domingo (uma gracinha), e desde pequeno ouvi falar na Santíssima Trindade, um só Deus formado de 3 entidades (Pai, Filho, Espírito Santo). Seria a mesma coisa, só trocando os nomes, se eu fosse hindu, na Índia onde a Trimurth é composta de Brahma, Vishnu e Shiva, ou se fosse um asteca, um maia, ou tivesse nascido na Grécia, Roma, Egito Antigo, Mesopotâmia, etc.
Para simplificar: 

 Tradição
Trindades
Cristã
Pai
Filho
Esp. Santo
Judaica
Ain
Ain Soph
Ain Soph Aur
Egípcia
Osiris
Hórus
Isis
Suméria
Nimrod
Tammuz
Semirades
Hinduista
Brahma
Vishnu
Shiva
Zoroastra
Ahura-Mazda
Mithra
Vohu Mano
Grega
Zeus
Athena
Hera
Romana
Júpiter
Minerva
Juno
Nórdica
Odin
Thor
Frigga
Tupi-Guarani
Guaraci
Rudá
Jací
Asteca
Ometeotl
Quetzacoatl
Ehecatl
Maia
Hunab-ku
Kukulkan
Chiknawí

E por que as religiões autênticas são assim parecidas? Coincidência?
Na verdade, primeiro as tradições e depois as religiões, falam de uma Lei Fundamental que cria tudo, todos os fenômenos desde o nível das menores partículas até os Universos: um pensamento, um som, uma religião, um ser vivo, um vírus, um gesto. É a "Lei de Três", a lei dos três Princípios, Três Forças, Três Inteligências.
As tradições dizem que o Um, o Absoluto, no seu interior é também Três. O Absoluto é o criador da Trindade a cada vez que cria. E a Trindade vai criando as outras trindades, outros mundos ladeira abaixo. Mesmo o Taoismo quando fala só de Ying e Yang, parte do princípio de que a harmonização das duas forças é a terceira força, formando aquele conhecido símbolo que é mostrado em Dois Hemisférios Duas Mentes.
A doutrina das três forças é a raiz de todos os sistemas antigos de conhecimento. A primeira é a ativa, a segunda a passiva e a terceira a neutralizante (eu prefiro harmonizante). Mas isso são só nomes. As três são ativas e só quando entram em contato entre si, se diferenciam.
As duas primeiras são fáceis de entender, mas a terceira é difícil, não aparece, é de outro plano, não compreendido pela nossa limitação de espaço-tempo. Para compreender, precisamos de uma outra dimensão na nossa atividade psicológica ordinária.
O pensamento científico contemporâneo até reconhece a existência das duas forças, e a necessidade delas para poder produzir um fenômeno qualquer: força e resistência, magnetismo positivo e negativo, eletricidade positiva e negativa, células masculinas e femininas, e assim por diante, mas não reconhece sempre e em toda parte. E não consegue nunca reconhecer a terceira, que harmonizando e juntando as duas, é a verdadeira criadora imediata do fenômeno.  Qualquer fenômeno. Não há criação sem 3 forças. O átomo com próton e elétron, mas sem o neutron, não existiria.
O conhecimento dito científico afirma que “qualquer ação provoca uma reação igual e contrária”, mas isso só conduz ao empate, e não explica a coisa. O que desempata, harmoniza, e cria o fenômeno é a terceira força.
 O princípio geral é: todos os fenômenos, independentemente de sua magnitude, são necessariamente uma manifestação das três forças. Uma ou duas forças não podem produzir um fenômeno, e se observarmos uma parada que seja, ou uma vacilação interminável no mesmo lugar, podemos dizer que este lugar não tem a terceira força. Nenhum fenômeno é criado. Uma paradeira...
No mundo dos fenômenos observado subjetivamente, não vemos os fenômenos em si, mas a manifestação de uma ou duas das forças. Se víssemos a manifestação das três forças em cada ação de criação, então veríamos o mundo como ele é.  A terceira força é uma propriedade do mundo real, que não está disponível ao comum dos mortais. Castaneda diria que se víssemos o mundo real,  então “veríamos como flui a energia no Universo”. Seríamos “videntes”.
Um exemplo:
Para se gerar um ser humano é preciso um espermatozóide, um óvulo,  e...o “Princípio da Vida” por trás, vindo de não-sei-onde. Deu pra sentir a dificuldade de entender a terceira força? Tente visualizar o que é o Princípio da Vida...é difícil. Ele é de outro plano. Só pode ser intuido, pelo buscador. Aliás é simpático o fato de que qualquer coisa criada numa dimensão tem algo de uma dimensão mais fina e invisível àquele dado plano das duas forças. Dá uma idéia de corrente, de conexão, de busca interior, nos ligando ao Mais Alto...
No estudo de Si Mesmo, o estudo das manifestações do seu pensamento, da consciência, suas atividades, hábitos, desejos, etc, pode-se aprender a observar e ver em si mesmo a ação das três forças. O que acontece com o Universo, acontece dentro de nós. As leis são as mesmas agindo.Vejamos:
Uma pessoa  quer  fazer um regime, uma criação para melhorar a sua saúde ou por vaidade, o que for. Seu desejo, sua iniciativa, é a força ativa, ou positiva. Os maus hábitos alimentares, ou a gula, ou a inércia da vida psicológica habitual, que se opõe a esta iniciativa será a força passiva ou negativa. As duas forças ou se compensarão ou superarão completamente uma à outra, mas ao mesmo tempo ficarão com pouca energia para qualquer ação futura. Sem a terceira, elas vão ficar girando uma em volta da outra, vão se anular,  e não vão produzir nenhum resultado. Isso pode durar uma vida toda. A terceira força poderá ser a força de vontade, mesmo que motivada pela necessidade de caber no vestido que vai usar na festa, ou mais conscientemente pela compreensão dos danos à saúde causados pela má alimentação.
Há muitos exemplos da ação das três forças e dos momentos em que entra a terceira força no jogo,  em cada aspecto de nossa vida. Isso ocorre todo o tempo na vida humana. Se você tentou criar algo, uma família, um empreendimento, um projeto, uma agenda, um fato, já conhece esse filme...
E, para complicar, um fenômeno que parece simples pode realmente ser complicado, ou seja, ser uma combinação complexa de várias trindades de forças, e não uma só.
A gente então pergunta: “Como é o processo pelo qual essas trindades de forças criam os mundos e particularmente o nosso mundo?”
As três forças do Absoluto, constituindo um todo, separadas e unidas por sua própria vontade e por sua própria escolha, criam em seus locais de ligação, fenômenos,"mundos", Universos. Esses mundos criados pela vontade do Absoluto, dependem inteiramente  dessa vontade em tudo o que diz respeito à sua própria existência. Em cada um deles atuam as três forças.
No entanto, já que agora o primeiro desses mundos criados não é mais um todo, mas apenas uma de suas peças, as três forças deixam de formar um conjunto único. Existem então nesse mundo três vontades, três consciências, três unidades. São três leis que submetem cada “ser” que viva nesse primeiro mundo, logo após o Absoluto.
As três forças juntas formam uma trindade que produz novos fenômenos, novos mundos. Mas essa trindade é diferente, não é exatamente aquela que estava no Absoluto, onde todas as três forças, ao constituir um todo indivisível, possuíam uma única vontade e uma só consciência. Nos mundos de “segunda ordem” criados pelo Absoluto, as três forças estão agora divididas e seus locais de união são de natureza diferente.
No Absoluto, o momento e o ponto de sua união são determinadas pela vontade única dele. Nos mundos de segunda ordem, onde não há uma única vontade, mas três consciências e portanto três vontades, os pontos de manifestação são determinados por uma vontade individual, independente das outras e, portanto, o ponto de encontro das forças  já se torna algo acidental, com um componente mecânico, circunstancial.
A vontade do Absoluto cria “mundos de segunda ordem" , mas neles não governa seu trabalho criador, onde já aparece então agindo um elemento de mecanicidade. O Absoluto age como um presidente de uma grande empresa (bota grande nisso...), que dá a diretriz geral da corporação, mas deixa a  diretoria com uma certa  autonomia de tocar criativamente a sua área. Aí começa a diversidade, a mecanicidade, a possibilidade do conflito...
As escrituras cristãs dizem que no sétimo dia Ele descansou, mas não foi só no sétimo, não. Ele está descansando desde então, só observando a coisa toda. As leis controlam o empreendimento todo. É o chamado descanso ativo. E criativo.
Em cada um desses mundos de segunda ordem, as três forças divididas criam, ao encontrar-se, novos mundos de uma terceira ordem. Nesses, além das 3 primeiras forças anteriores, há mais 3 desse próprio mundo. E vai assim até formar  7 níveis de mundos, cada um com 3 forças  a mais que o anterior, ou seja,  mais “leis” regendo a sua manifestação. Quanto mais longe do Absoluto nos novos níveis de mundos criados, mais mecanicidade nas próximas criações, mais leis, mais “piloto automático”, menos “consciência”, mais caminho e esforço para cada viajante fazer o caminho de volta.
Lembrei-me agora de Nietzsche, que laconicamente, disse “Nas profundezas, tudo é lei”. Estava certo o bigodudo.
A gente pergunta: “E como fazer para conseguir criar algo com sucesso neste mundo, identificando o funcionamento da Lei de Três à sua volta?”
Não tem receita fixa, mas tem algo que ajuda:
•    identificar as duas forças ligadas ao que vai ser criado.
•    tomar consciência do impasse, do empate das duas forças no tempo
•    identificar a terceira força, de um nível mais sutil, que pode harmonizar as duas
•    buscar energia interior (intento) para aplicá-la
•    buscar persistência disciplinada na ação para conseguir o objetivo.
Isso é observação pura, disciplinada e constante do Si Mesmo no mundo em torno. É um exercício para se tornar um Criador. Nós não fomos feitos à semelhança d'Ele? Vamos aproveitar, ora essa...
Um caderninho para registro de anotações ajuda, mas comece logo, porque em breve vamos falar dos 7 níveis da Criação que decorrem da Lei de Três: o chamado Raio da Criação. Se você bobear vai embolar a lição de casa. (rsrs)