domingo, 1 de maio de 2011

O mistério de "Cristo e o Sol"

Esta é a cruz do zodíaco, uma das mais antigas imagens conceituais da história da humanidade na sua busca interior do Si Mesmo. Representa o trajeto do Sol através das 12 maiores constelações durante um ano. Também representa os 12 meses do ano, as 4 estações, solstícios, equinócios.
O termo Zodíaco está relacionado com o fato de a maioria das constelações serem personificadas como figuras ou animais. Em outras palavras, as primeiras civilizações não só seguiam o Sol e as demais estrelas, como também as personificavam com mitos elaborados que mostravam os seus movimentos e relações.
 
O Deus Sol
O Sol, com seu poder criador e salvador foi personificado como representando um criador nunca visto: ou deus, “Filho de Deus”, a luz do mundo, o salvador da humanidade. Igualmente, as 12 constelações representavam lugares da viagem do Filho de Deus, e foram identificados com nomes normalmente representando elementos da natureza que aconteciam nesses períodos de tempo. Por exemplo Aquário, o portador da água que traz as chuvas da primavera (no hemisfério norte).
Este é Hórus. Ele é o Deus do Sol do Egito por volta de 3000 A.C. Ele é o sol personificado (observem o sol sobre a sua cabeça), e a sua vida é uma série de mitos alegóricos que mostram o movimento do sol no céu. Dos antigos hieróglifos egípcios, conhecemos muito sobre este messias solar. Por exemplo, Hórus, sendo o Sol, ou a Luz, tinha um inimigo, conhecido como Set, que era a personificação das trevas ou noite, e simbolicamente falando, todas as manhãs Hórus ganhava a batalha contra Set, enquanto que ao fim da tarde, Set conquistava Hórus e o enviava para o mundo das trevas. É importante saber que “Trevas versus Luz” ou “Bem versus Mal” tem sido uma dualidade mitológica onipresente e que ainda hoje é utilizada em muitos níveis. No geral, a história de Hórus é a seguinte:
Egito 3000 A.C.
Hórus nasceu em 25 de dezembro  da Virgem Isis-Meri. O seu nascimento foi acompanhado por uma estrela no Leste que por sua vez foi seguida por três Reis em busca do salvador recém-nascido. Aos 12 anos era uma criança prodígio e professor, e aos 30 foi batizado por uma figura conhecida por Anup, e assim começou o seu reinado. Hórus tinha 12 discípulos com os quais viajou, fazendo milagres, tais como curar os doentes e andar sobre a água. Era conhecido por muitos nomes tais como “A Verdade”. “A Luz”, “Filho Adorado de Deus” , “Bom Pastor”, “Cordeiro de Deus” , entre muitos outros. Depois de  traído por Tifon, Hórus foi crucificado, enterrado, e ressuscitou 3 dias depois. Estes atributos de Hórus, originais ou não, parecem influenciar várias culturas mundiais, porque muitos outros deuses foram encontrados com a mesma estrutura mitológica geral
Grécia 1200 A.C.
Attis da Frígia, nasceu da virgem Nana a 25 de dezembro, crucificado, colocado no túmulo, e três dias depois ressuscitou
Índia – 900 A. C.
Krishna, da Índia, nasceu da virgem Devaki com uma estrela a Leste assinalando a sua chegada, fez milagres em conjunto com seus discípulos e, após a morte, ressuscitou.
Grécia – 500 A.C.
Dionísio nasce de uma virgem em 25 de dezembro. Foi um professor nômade que praticou milagres como transformar a água em vinho. É referido como “Rei dos Reis”. “Filho Pródigo de Deus”, “Alfa e Ômega” entre muitos outros. Após a sua morte,  ressuscitou.
Pérsia – 1200 A.C.
Mithra nasceu de uma virgem em 25 de dezembro, teve 12 discípulos e fez milagres, e após a sua morte foi enterrado, e 3 dias depois ressuscitou. Era também chamado de “A Verdade”, “A Luz”, entre muitos outros. Curiosamente,  o dia sagrado de adoração a Mitra era um domingo. O que importa salientar aqui é que há inúmeros salvadores de diferentes períodos, de todo o mundo que preenchem essas mesmas características gerais.
Para quem aprecia pesquisa, os mais conhecidos são: Krishna do Hindustão, Budha Sakia da Índia, Salivahana das Bermudas, Zulis, Zhule, Osiris, Hórus, do Egito, Odin, da Escandinávia, Crite da Caldéia, Zoroastro e Mithra da Pérsia, Baal e Taut, “O Único gerado de Deus”, da Fenícia, Indra do Tibet, Bali do Afeganistão, Jao do Nepal, Wittoba de Billingonese, Thammuz da Síria, Atys da Frígia, Xamolxis da Trácia, Zoar de Bonzes, Adad da Assíria, Deva Tat e Sammonocadam do Sião, Alcides de Thebas, Mikado de Sintoos, Beddru do Japão, Hesus ou Heros, e Bremrillah dos Druidas, Thor filho de Odin da Gália, Cadmus da Grécia, Hil e Feta dos Mandaites, Gentaut e Quexalcote do México tolteca, Monarca Universal do Sibyls, Ischy de Formosa, o Divino Professor de Platão, Holy One de Xaca, Fohi e Tien da China, Adonis, filho da virgem Io da Grécia, Ixion e Quirino de Roma, Prometeu do Cáucaso. E muitos outros...
A questão é: por que esses atributos? Por que o nascimento a partir de uma virgem em 25 de Dezembro? Por que a morte e ressurreição após 3 dias? Porque os 12 discípulos ou seguidores? Para descobrirmos, vamos examinar o mais recente dos messias solares: Jesus Cristo nasceu da Virgem Maria em 25 de dezembro em Belém, O seu nascimento foi anunciado por uma estrela no Leste, que seria seguida por 3 reis magos para encontrar e adorar o novo salvador. Tornou-se professor aos 12 anos. Com 30 anos foi batizado por João Batista, e assim começou o seu reinado.  Jesus teve 12 discípulos com quem viajou praticando milagres tais como curar os doentes, andar sobre as águas, ressuscitar os mortos...Foi também conhecido por “Rei dos Reis”, “Filho de Deus”, A Luz do Mundo”, “Alfa e Ômega”, “Cordeiro de Deus” e muitos outros. Depois foi traído por seu discípulo Judas (N.R. - essa história também é simbólica) e vendido por 30 moedas. Foi crucificado, colocado num túmulo e 3 dias depois ressuscitou e subiu aos céus.
Primeiramente, a sequência do nascimento é completamente astrológica. A estrela a Leste é Sírius, a mais brilhante do céu noturno, que em 24 de dezembro, se alinha no céu com as 3 estrelas mais brilhantes da Constelação de Órion. Essas estrelas são chamadas hoje como eram também chamadas nos tempos antigos: “3 Marias” (Os 3 Reis). Os 3 reis e a estrela mais brilhante, todas apontam para o nascer do sol no dia 25 de dezembro. Esta é a razão porque “os 3 reis “seguem” a estrela a Leste, de modo a encontrarem o nascer do Sol.

O nascimento do Sol
A Virgem Maria é a constelação de    Virgem também conhecida como Virgo (em latim). O antigo símbolo para Virgo é um “m” alterado com a forma adicional de um peixe (seu oposto e complemento astrológico). É por isso que Maria, juntamente com outras progenitoras virgens, como a mãe de Adonis, Mirra, ou a mãe de Buddha, Maya, começa com um “M”. Virgem também é conhecida como a “Casa do Pão” e a sua representação é uma virgem segurando um feixe de espigas de trigo. Essa “Casa do Pão” e seu símbolo das espigas de trigo representam Agosto e Setembro, tempo das colheitas. Por sua vez, Belém é na verdade a tradução ao pé da letra de “A Casa do Pão”, portanto uma referência à constelação de Virgem, um lugar no Céu, não na Terra.
 Há um outro fenômeno interessante que ocorre perto de 25 de dezembro, ou do solstício de Inverno (no hemisfério norte): do solstício de verão ao solstício de inverno, os dias tornam-se mais curtos e frios. E na perspectiva do hemisfério Norte, o sol aparenta mover-se para o sul e ficar menor e fraco. O encurtar dos dias e o fim das colheitas à medida que o solstício de inverno se aproxima, simboliza o processo da morte. Era "a morte do Sol". E então no dia 22 de dezembro, o falecimento do Sol estava completamente realizado, já que o Sol, tendo se movido continuamente para o sul durante 6 meses, chega ao seu ponto mais baixo no céu. Aqui ocorre uma coisa curiosa: o Sol para de se movimentar para o sul, pelo menos aparentemente, durante 3 dias. Durante esses 3 dias de pausa, o sol reside nas redondezas da Constelação do Cruzeiro do Sul, (Crux, ou Alfa  Crucis). Depois desse período, a 25 de dezembro, o Sol move-se 1 grau a cada dia, desta vez para o norte, com a perspectiva de dias maiores, calor e a Primavera. Por isso se costumava dizer que o Sol morreu na Cruz, esteve morto por 3 dias, apenas para ressuscitar (nascer uma vez mais, novamente). Esta é a razão pela qual Jesus e muitos outros "Deuses do Sol" partilham a idéia da crucificação, morte de 3 dias e o conceito da ressurreição. É o período da transição do Sol antes de mudar na direção contrária do Hemisfério Norte, trazendo a Primavera, e assim a salvação. Entretanto não se celebrava a ressurreição do Sol até o Equinócio da Primavera, ou Páscoa. Isto porque no Equinócio de Primavera, o Sol domina oficialmente as Trevas do Mal (N.R. - passa a haver mais dia que noite, mais Luz que Trevas), ou seja "o período diurno se torna maior que o noturno", e aparece o revitalizar da vida na Primavera.

Os 12 discípulos
Agora, provavelmente o mais óbvio de todo esse simbolismo astrológico em torno de Jesus, para os buscadores da verdade, é referente aos 12 discípulos. Eles são simplesmente as 12 constelações do Zodíaco nas quais Jesus, sendo o Sol, viaja. De fato o número 12 está sempre presente ao longo da Bíblia: as 12 tribos de Israel, os 12 irmãos de Josué, os 12 juízes de Israel, os 12 grandes patriarcas, 0s 12 profetas do Antigo Testamento, os 12 reis de Israel, Os 12 príncipes, Jesus no templo aos 12 anos.
Este texto está mais relacionado com a astrologia do que com outra coisa qualquer.
Voltando à cruz do Zodíaco, à vida figurativa do Sol, isso não era uma mera expressão artística ou ferramenta para seguir os movimentos do Sol. Era também um símbolo espiritual pagão, cuja versão reduzida era similar a isto. Isto não é um símbolo do Cristianismo. É uma adaptação pagã da cruz do Zodíaco. 
Essa é a razão pela qual Jesus nas primeiras gravuras era sempre mostrado com a sua cabeça na cruz, pois Jesus é o Sol, Filho de Deus, a Luz do  Mundo, o Salvador se erguendo, que “renascerá” assim  como faz todas as manhãs. A glória de Deus que defende contra as Forças das Trevas, assim como renasce a cada manhã, e pode ser visto através das nuvens, lá em cima no céu com sua “coroa de espinhos” ou raios de sol..
Metáforas bíblicas de Cristo e o Sol (há muitas outras...)
“Enquanto eu estou no mundo, eu sou a luz do mundo” – João 9:5
“E vá depressa  e diga aos seus discípulos que ele nasceu da morte” – Mateus 28: 6
“E se eu for e preparar um lugar para você, eu voltarei, e receberei você”  - João 14:3
“Para dar a luz do conhecimento da glória de Deus” – 2 Cor. 4:6
“Deixe-nos separar os trabalhos da escuridão e deixe-nos colocar a armadura da luz” – Rom. 13:12
“Na verdade eu digo a vocês, a menos que um homem renasça, ele não verá o reino” – João 3:3
“Então Jesus veio à frente vestindo uma coroa de espinhos” João -  19:5
Agora, das muitas metáforas astrológicas - astronômicas na Bíblia, uma das mais importantes tem a ver com as “Eras”, Ao longo das Escrituras há inúmeras referências a “Era”. Para compreender isso precisamos estar familiarizados com o fenômeno da Precessão dos Equinócios.
(N.R.- essa classificação é diferente e superposta à hindu, das 4 Eras: Ouro, Prata, Bronze e Ferro - ou Kali Yuga) Os antigos egípcios, bem como culturas antes deles, reconheceram que aproximadamente de 2150 em 2150 anos o nascer do sol na manhã do Equinócio de Primavera ocorria num signo diferente do Zodíaco. Isso tem a ver com a lenta  oscilação angular que a Terra mantém quando roda sobre o seu eixo. É chamado de precessão porque as constelações vão aparentemente para trás, ao contrário do seu ciclo natural normal. O tempo que demora cada ciclo de precessão através das 12 constelações é de aproximadamente 25.765 anos. Isso é também chamado de “O Grande Ano”, e as civilizações antigas sabiam muito bem disso. Referiam-se a cada período de 2150 anos como uma “Era”.
De 4300 a 2150 A. C., foi a “Era de Touro”. De 2150 a 1 D. C., foi a “Era de Áries”. De 1 a 2150 D. C. é a “Era de Peixes”, em que permanecemos até hoje. Por volta de 2150 (N.R. - há divergências), entraremos na nova Era. A Era de Aquário.
A Bíblia mostra de modo geral um movimento simbólico durante 3 Eras, quando se vislumbra já uma quarta. No velho testamento, quando Moisés desce do Monte Sinai com os 10 Mandamentos, ele fica muito perturbado ao ver o seu povo adorando um bezerro de ouro. De fato ele quebrou as tábuas dos 10 mandamentos, e ordenou ao seu povo que se matassem uns aos outros para que se purificassem. A maior parte dos estudiosos da Bíblia atribui esta ira ao fato de os israelitas estarem adorando um falso ídolo, ou algo semelhante. A realidade é que o Bezerro de ouro é o Touro, e Moisés representa a nova Era de Áries (Carneiro). Essa é a razão pela qual os judeus ainda em seus rituais assopram o chifre do carneiro. Perante a nova Era, todos tem que abandonar a velha Era. Outras divindades marcam esta transição também, tais como Mithra, um Deus pré-cristão que mata o touro na mesma linha simbólica.
Jesus é a figura portadora da Era seguinte à de Áries, a Era de Peixes, ou dos 2 peixes. O simbolismo dos peixes é abundante no Novo Testamento. Jesus alimenta uma multidão com pão e 2 peixes.  No início do seu Ministério, ao caminhar ao longo da Galiléia, conhece 2 pescadores que o seguem. Creio que todos já viram um “Peixe de Jesus”nas traseiras dos carros das pessoas, mas mal sabem o que representa. É um simbolismo astrológico pagão para o Reinado do Sol durante a Era de Peixes. Jesus assumiu também que a data do seu nascimento é a data do início desta Era.
Em Lucas 22:10 quando Jesus é questionado pelos seus discípulos sobre onde será a próxima passagem depois de ele partir, Jesus responde:  “Eis que quando entrardes na cidade, encontrar-te-á um homem levando um cântaro de água...segui-o até a casa onde ele entrar”. Essa passagem é de longe a mais reveladora de todas as referências astrológicas. O homem que leva o cântaro de água é Aquário, o portador de água, que é sempre representado por um homem despejando uma porção de água. Ele representa a Era depois de Peixes, e quando o Sol (Filho de Deus) sair da Era de Peixes (Jesus),  entrará na casa de Aquário, pela precessão dos equinócios.  Tudo o que Jesus diz é que depois da Era de Peixes chegará a Era de Aquário.
Por exemplo, escrito há 3500 anos atrás nas paredes do Templo de Luxor no Egito, estão as imagens da Anunciação, da Imaculada Concepção , do Nascimento e da Adoração de Hórus. As imagens começam com o anúncio à virgem Isis de que ela irá gerar Hórus, que Nef, o Espírito Santo irá engravidar a Virgem, e depois o parto e a adoração. Isto é exatamente a história do milagre da concepção de Jesus. Na verdade as semelhanças literárias entre a religião egípcia e a religião cristã são flagrantes.
A realidade é: Jesus foi a divindade Solar do Cristianismo, como Hórus foi do Egito.
Fonte do texto: Documentário Zeitgeist

2 comentários:

  1. simplesmente maravilhoso esclarecimento! Obrigado!

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  2. Os descobrimentos libertam-nos da grande manada imposta pelo império romano

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