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domingo, 18 de maio de 2014

Dinheiro e Busca Interior


Estamos vendo o tempo todo na mídia uma orquestração insana que mistura todo o tipo de coisa que desestabiliza o frágil equilíbrio emocional do ser humano. É uma mistura de apreensão  turbinada pelos ódios, apegos e ignorância. Ou é isso, ou o chamado “entretenimento”, que parece existir justamente para que o prato aparentemente ruim da balança não penda para o fundo do poço. O entretenimento parece ser uma salvação pois nos faz esquecer a apreensão. Não é.
 Infelizmente o chamado entretenimento não é o prato contrário. Os dois são da mesma natureza. Os dois pratos da balança são produzidos para tirar a possibilidade da vítima, no caso nós, de intentar fazer descer a Presença. Um ajuda o outro na mesma tarefa inglória que é nos adormecer. Aliás a palavra nós é bem adequada. É o que somos: uns nós... cegos (rsrs). Enquanto escrevia, lembrei de uma frase de quem considero o maior humorista brasileiro, o gaúcho Barão de Itararé, pseudônimo de Apparício Torelly, jornalista e  escritor..., que é bem na linha desse humor esculhambado. A frase dele é “O Brasil é feito por nós. Agora só falta desatar os nós”. Quem quiser ler um humor finíssimo procure-o no Google: Barão de Itararé.
Mas voltando ao assunto, o maior impedimento que existe para o ser humano evoluir é a preocupação constante, acordado ou dormindo, com as coisas do seu dia a dia, como dinheiro, a inflação, o futuro e o passado, a segurança, o trânsito, a polícia, os políticos, a corrupção, as drogas, a saúde, os filhos, os pais, a casa (ou a falta dela), a injustiça da Justiça, a violência... dos quais o mais agudo, e que permeia tudo, é o dinheiro. Para contrabalançar, temos então do outro lado a novela, a telinha, o teatro, o cinema, o desfile, o show, a balada, o facebook, o jogo, a Copa.
Os dois pratos da balança acionam o mesmo mecanismo perverso do pensamento, ou o “falar interno”, e pronto: não conseguimos o contato com a Presença, nem o sentir o corpo, as emoções e as energias circulando. Não conseguimos Lucidez.
Não há muita saída. Ou a gente fica cego de preocupação principalmente com o dinheiro e as posses, ou adormece com o entretenimento. É pau puro. Por isso os budistas chamam este de planeta de sofrimento.
Esse tema é exaustivamente tratado por todos os chamados mestres de todas as tradições sem exceção, porque temos que acordar. Ressalvadas as diferentes abordagens para tratar o assunto, o objetivo é o mesmo: estar presente na ação no mundo (enquanto ainda estamos vivos), independentemente das dificuldades que jogam em sentido contrário. Depois desta vida, não há garantias.
Segundo a visão bíblica, o início da preocupação com a sobrevivência, da qual o dinheiro é a versão moderna, foi dado pelo anjo com a espada expulsando Adão e Eva do paraíso terrestre, o lugar onde se vivia conectado com a Unidade, ou o Universo, ou Deus, como se queira chamar. A frase foi “Comerás o teu pão com o suor do teu rosto, até que voltes à terra de que foste tirado; porque és pó, e pó te hás de tornar." Gênesis 3:19.
Estava plantada a semente do trabalho duro sobre a terra para se sobreviver, da qual o ganhar dinheiro é uma decorrência da sociedade moderna dada a forma como ela se configurou, e elegeu o dinheiro como fator de segurança.
Mas como a coisa sempre pode piorar, além da necessidade de trabalho para sobreviver, nós seres humanos já saímos de fábrica com uma estrutura de ego que tem uma característica perversa, senão diabólica, que é o sentimento de “primeiro, eu”, graças a uma composição mental/emocional influenciada por quase todos os chamados sete pecados capitais. Esta é a chave para a competição desenfreada, para a exploração do outro.
Piorando mais, temos o resíduo da nossa formação em casa e na escola, e o fato de carregarmos o carma de “quem eu já era antes”. Um tipo de dna, se é que se pode falar assim. 
O resultado fatal é “dane-se o outro”, ou seja a exploração do seu semelhante, sempre que possível, para se obter os resultados do que o ego acha conveniente e seguro para a sua manutenção. O grande problema é que o dito cujo ego nunca se acha seguro, então sempre precisa de mais. No caso específico do brasileiro ele além disso herdou dos nobres portugueses o "dna do fidalgo" (que nos conquistou via índios, e nos escravizou via negros) de “viver com o trabalho e suor do outro”...
O dinheiro é mais que apenas dinheiro. Ele representa uma energia que tem que ser entendida, pois representa um papel crucial na vida das pessoas e ao mesmo tempo o seu significado oculto tem que ser trabalhado como um requisito para se harmonizar a vida material concreta com a Presença no Agora, necessária para a evolução. Não é brincadeira. Eu,particularmente, tenho sofrido um aprendizado dramático com isso e sinto que se entendermos o dinheiro o caminho para a evolução fica menos difícil. A concretude inflexível é um caminho eficiente para a evolução.
Na postagem sobre Miyamoto Musashi, o grande mestre samurai, ele dá os 9 pontos da sua mestria, dos quais a gente deve aplicar quatro deles à questão do dinheiro e bens materiais:
5- Aprenda a distinguir ganho de perda nos assuntos materiais. 
6- Desenvolva o julgamento intuitivo e a compreensão de tudo. 
7- Perceba as coisas que não podem ser vistas. 
8- Preste atenção até ao que parece não ter importância.
A gente se detém muito pouco sobre a natureza dele, mas afinal, o que é o dinheiro?
Desde o seu surgimento como um aspecto significador do Valor que se dá às coisas, ele é considerado um instrumento de avaliação para medir e portanto relacionar e comparar as trocas materiais entre pessoas físicas, entidades, estados nacionais, etc. Então está presente em todos os aspectos corriqueiros da nossa vida, o que exige uma grande dose de atenção para nos relacionarmos com ele. Temos que aprender o que é o dinheiro, o que nós somos como “seres humanos”, e o que é esta sociedade que criamos baseada no sistema monetário.
Infelizmente os teóricos da economia, como Adam Smith e outros, faziam parte da elite dominante e nos venderam um peixe e entregaram outro.
Como diz o movimento Zeitgeist, “O Homem ainda é o mesmo de antes. Ainda é bruto, violento, agressivo, acumulador, competitivo. Ele construiu uma sociedade nestes termos. Não é uma demonstração de saúde ser bem ajustado a uma sociedade profundamente doente.
A sociedade de hoje é formada por várias instituições. De instituições políticas, instituições legais, instituições religiosas a instituições de classe social, valores familiares, e especialização profissional. É óbvia a profunda influência que essas estruturas tradicionais possuem sobre a formação de nossas compreensões e perspectivas. Entretanto, de todas as instituições sociais nas quais nascemos, que nos guiam e condicionam, parece não haver nenhum sistema tão subestimado e mal compreendido como o sistema monetário. Tomando proporções quase religiosas, a instituição monetária estabelecida existe como uma das formas mais incontestadas de fé que existem. Como o dinheiro é criado, as políticas que o governam, e como ele realmente afeta a sociedade, são interesses desconhecidos da grande maioria da população. Em um mundo onde 1% da população possui 40% da riqueza do planeta, onde 34 mil crianças morrem diariamente de pobreza e doenças evitáveis, e onde 50% da população vive com menos de 2 dólares por dia... uma coisa está clara: Algo está muito errado.
Estejamos cientes disso ou não, o sangue nas veias de todas as nossas instituições estabelecidas, e portanto da sociedade em si, é o dinheiro. Logo, entender essa instituição de política monetária é essencial para entender porque nossas vidas são como são. Infelizmente, economia é um assunto freqüentemente visto com confusão e tédio. Sequências infinitas de termos financeiros, aliadas a cálculos intimidadores, fazem as pessoas rapidamente desistir de tentar entendê-la. No entanto, o fato é:
A complexidade associada ao sistema financeiro é somente uma máscara criada para ocultar uma das estruturas mais socialmente estagnadoras que a humanidade já tolerou.”

Se quisermos entender essa falsa “complexidade”, temos que reduzi-la aos seus pontos mais simples.
 Qualquer boa dona de casa entende a verdadeira economia, que pode (e deve) ser aplicada por qualquer nação:
• Pode-se tentar sempre ganhar mais, mas não se pode gastar mais do que se ganha indefinidamente.
• Não se pode criar valor a partir de fatos que vão ocorrer no futuro. O futuro não existe.
• Só se cria valor real a partir de recursos
• Não se cria valor real a partir de crédito. Crédito vem da palavra acreditar, crer. É uma abstração.
• Não se deve usar dois, se é necessário só um.
• Só se gera filho se se pode sustentá-lo.
• Não se pode destruir recursos, sejam eles quais forem.
Os dirigentes das famílias, empresas, países e das economias deveriam seguir esses pontos. Tudo estaria melhor.
Vamos falar mais disso futuramente, mas quem quiser pode já ir vendo (se não viu ainda) o vídeo Zeitgeist Addendum, no youtube. Uma pérola.Está tudo explicado lá.


domingo, 4 de maio de 2014

Envergonhado de Ser Humano

Na postagem do grande samurai “Miyamoto Musashi e os Nove Princípios” há um desafio para se entender com a Atenção e Lucidez  a realidade concreta do mundo em que vivemos, como requisito para se entrar em qualquer outra realidade transcendental e evoluir. Primeiro é aqui, na real. Só depois é lá. Não dá para passar direto.
 Os nove princípios são:
1- Não pensar desonestamente. 
2- O Caminho está no Treinar. 
3- Tome contato com todas as Artes. 
4- Conheça o Caminho de todas as profissões. 
5- Aprenda a distinguir ganho de perda nos assuntos materiais. 
6- Desenvolva o julgamento intuitivo e a compreensão de tudo. 
7- Perceba as coisas que não podem ser vistas. 
8- Preste atenção até ao que parece não ter importância. 
9- Não faça nada que não seja útil

Todos os pontos são difíceis de trabalhar, mas os pontos 5, 6, 7 e 8 são uma dificuldade incrível. Não conseguimos ver as coisas com clareza ao nosso redor. Ficamos num piloto automático desde a infância, sem questionar e perceber “o estabelecido”. E pior, estabelecido por pessoas e instituições interessadas apenas em poder, em dominar o outro a qualquer custo, inclusive aplicando o sofrimento e a morte em massa. A África que o diga, e os lixões das grandes cidades também.
E pior ainda, essas pessoas e instituições estão implodindo o sistema de vida no planeta graças ao seu sistema econômico obsoleto, voraz e cruel que quase ninguém refuta apesar de sofrer os efeitos na pele. Todos anestesiados. Só nós podemos mudar isso, e se tivermos Lucidez. Deus não vai mudar nada. Estamos por nossa conta e risco. Pode crer.
Parece, porém, que um número significativo e crescente de pessoas está começando a sair desse sono. 
Höskuldur Eyjólfsson é um deles. Esse jovem islandês, de nome difícil de se pronunciar, como muitas outras pessoas, tomou contato com as ideias de Peter Joseph, diretor dos filmes Zeitgeist, e de outros do mesmo movimento como o engenheiro social Jacque Fresco, idealizador do Projeto Vênus. E entendeu o "espírito do nosso tempo", que aliás é o significado de Zeitgeist em alemão.
Höskuldur, com simplicidade e energia, joga farofa no ventilador, com um pouco de sotaque português, que é sempre bem-vindo...  Vamos lá:

“Tenho um sensação incômoda. Tenho-a desde sempre. Raramente consegui expressar esta sensação em pensamentos, para que pudesse perceber o porquê de a ter, muito menos explicá-la a outros. A única coisa que consigo articular desta sensação é: "Algo está errado." 
Eu nasci no final de 1974 numa ilha bem lá no norte chamada Islândia. Na minha infância, foi-me transmitida uma imagem do mundo que era fixa após os tempos horríveis da Segunda Guerra Mundial, com a liderança da O.N.U. e dos E.U.A..  
Na altura do meu nascimento, a Islândia era uma nação independente com a sua própria indústria de pesca. Os meus pais e a minha irmã mais velha viviam e trabalhavam nessa indústria. Cerca de um ano depois esta indústria tinha quase desaparecido. As regulamentações das cotas fizeram com que o direito a pescar acabasse nas mãos de muito poucas pessoas, que depois venderam este direito a empresas estrangeiras por uma incrível quantidade de dinheiro. 
O direito a pescar, eu diria que esse é um meu direito de nascença. Hoje a indústria está morta, tal como as indústrias automóvel e siderúrgica nos E.U.A. e na Europa. Porque é que no Ocidente, a maioria da indústria está desaparecendo? 
Depois da Guerra Fria tudo indicava que iríamos ter paz no mundo juntamente com as liberdades que temos. Liberdades pelas quais as nossas gerações anteriores lutaram. Éramos livres. Eu acreditava nisso, estava adorando. Eu ia me divertir, e divertimo-nos durante cerca de uma década. Então, um dia aconteceu - Meu Deus!!!, oh meu Deus!!!, Jesus Cristo!!!
 Fiquei chocado, assim como toda a gente neste planeta. Fiquei furioso, ao ver quase 3 mil pessoas serem mortas. Vi outra vez, e outra vez porque os meios de comunicação não tinham nada mais do que falar nas semanas seguintes. Eu fui hipnotizado. Senti ódio, e mais ódio. Ódio em relação a quem eles me disseram, vezes sem conta, que eram os responsáveis. O Bin Laden e aqueles terroristas numa terra distante. Eu disse, "Lancem a bomba atômica nesses cabrões."
 Pensei desta forma durante quatro anos. Entretanto, mudei-me para a Dinamarca. Uma nação com muitos imigrantes do Oriente Médio . Eu aprendi que a imagem que me tinha sido transmitida da comunidade Muçulmana era uma mentira. A imagem que eu tinha foi criada através dos meios de comunicação dominantes, que eram a minha única fonte de informação na altura. Então, em 2005 , arranjei uma conexão à Internet. O meu primeiro computador em 5 anos. Comecei a procurar por informação relativa ao 11 de Setembro. O que encontrei era completamente diferente daquilo que tinha aprendido com os meios de comunicação dominantes. 
Eu ouvi muitas questões pela primeira vez. Questões que eu não conseguiria ter feito sozinho só lendo o jornal da manhã ou o jornal da noite. Questões como: Onde estava a NORAD (Comando de Defesa Aeroespacial Norte americano) naquele dia? Onde está o avião (que caiu) no Pentágono? Porque razão o buraco no Pentágono é menor do que o avião? Porque é que as torres caíram a uma velocidade de queda livre? Porque é que o Edifício 7 desmoronou? A lista é longa. Com todas as provas que tinha visto sobre o desastre de 11 de Setembro, que desmontavam a história oficial em tantos aspectos, eu comecei a acreditar na minha sensação incômoda. Algo está definitivamente errado. Comecei a questionar tudo. Interroguei-me se este desastre é uma conspiração, e o que mais está escondido? Que outros eventos e situações poderiam ser manipulados? E se toda a nossa sociedade existe para servir os poucos? A minha sensação incômoda disse que sim.
 J. Edgar Hoover disse "O indivíduo fica incapacitado ao deparar-se com uma conspiração tão monstruosa que não consegue acreditar que ela existe." "A mente Americana simplesmente não compreendeu o mal que foi introduzido entre nós." Então eu perguntei-me: "O que é que, na nossa sociedade, exerce completo poder sobre as minhas ações?" Eu descobri uma coisa que tem demasiado poder sobre as minhas ações. Um poder que decide se posso fazer um longa-metragem ou não. Um poder que decide se vou de férias ou não. Um poder que decide se me vendo ou não. Um poder que decide se tenho uma casa ou não. Um poder que decide se me alimento ou não...
 Esse poder é o sistema monetário. O nosso dinheiro. Tudo gira em seu redor. Toda a gente precisa dele. E todas as decisões na vida, hoje em dia, são feitas tendo o dinheiro em mente. Então eu perguntei: "De onde vem o dinheiro?" O que é o dinheiro? No início, pensei que o nosso governo está a fazendo este dinheiro para as pessoas a que serve. Eu estava errado. Depois temos o dinheiro. O que fazemos é ir ao banco e pegamos emprestado dinheiro que nunca existiu, não existe, e nunca existirá, chamado Crédito e depois hipotecamos a casa por ele, o  carro, o terreno, e o nosso negócio por ele. E no caso de não pagar de volta o dinheiro que não existe, chamado crédito as pessoas que te emprestaram aquele dinheiro inexistente ficam com o nosso carro, o nosso negócio, e a nossa casa. Suponho que isso faça sentido. E esta fraude monetária onde eles nos deixam endividados ao pedir dinheiro emprestado que nunca existiu, não existe, e nunca existirá está inserido no próprio DNA da sociedade. Controla a escolha, controla a margem de manobra. Ou se nós o permitirmos, controla a sociedade. E quem controla o dinheiro, controla a sociedade. 
Quem controla o dinheiro? Um pequeno número de pessoas. Como veremos... Mas eu não  quero pensar sobre isso!!! Oh querida! Rápido! No programa do Jerry Springer, este homem vai bater na sua namorada! Rápido, rápido! Vê isto...
 Durante um longo período de tempo, tivemos dois conjuntos de leis: a lei da terra e a lei da água. A lei da terra é a lei de qualquer país, e varia entre locais diferentes. A gente pode fazer certas coisas na Dinamarca que não pode fazer na Rússia, e vice-versa. A lei da água é chamada de Direito Marítimo. Estas leis estão acima de todas as leis de qualquer país. Estas leis surgiram há alguns séculos atrás quando embarcações cruzavam os mares carregando todo o tipo de mercadoria entre locais diferentes. Quando o nosso sistema monetário começou a expandir-se mundialmente o Direito Marítimo tornou-se o direito bancário. Elas também são as leis das igrejas e dos tribunais. 
Quando estás no interior de um banco, as leis que conheces na tua terra já não se aplicam. Existem leis diferentes para ti quando estás no interior de um banco ou quando estás no seu exterior. Podes observar em vários bancos e tribunais a bandeira marítima da nação em que estão situados. As bandeiras marítimas de nações nas embarcações estão lá para comunicar quais as leis que se aplicam a essa embarcação. O mesmo se passa com um banco. Nos E.U.A., a bandeira marítima é muito parecida com a bandeira dos E.U.A..  A única diferença é que esta bandeira tem uma borda dourada. 
Repara que todos os soldados norte-americanos têm essa bandeira nos seus braços e não a bandeira dos E.U.A. habitual. Isto deveria dizer-te para quem trabalham realmente aqueles soldados. O mundo marítimo trata-se de um conceito e de uma filosofia. Existem dois tipos de lei no mundo. O código civil e a lei da água e do dinheiro. Bem, nós temos o nosso sistema legal comum onde grupos coletivos de pessoas se reúnem e concordam em seguir padrões comportamentais específicos. Contudo, o sistema bancário, ou os banqueiros, ou agiotas ou o que quer que lhes queiras chamar organizaram conjuntamente uma situação, através de milhares de anos, em que podem manipular as pessoas, para sobrepor um sistema legal que não é baseado inteiramente na lei, mas sim no comércio. E então esta estrutura, digamos, artificial foi basicamente sobreposta à nossa lei da nossa terra. 
Aprendi as regras da banca moderna. Chama-se sistema bancário de reserva fracionada. Todos os bancos no mundo são obrigados a manter apenas uma fração do dinheiro que o banco tem armazenado para fazer empréstimos a outras pessoas. Isto é, um banco pode emprestar-te cem dólares quando possui apenas dez dólares armazenados. E esses dez dólares são o dinheiro de outras pessoas que eles guardam nos seus cofres computadorizados. Hoje em dia vivemos com dinheiro fiduciário. O que significa dinheiro fiduciário? Uma moeda que o governo declarou como sendo de curso legal apesar do fato de não possuir valor real e não ser apoiado por nenhuma reserva. Historicamente, a maioria das moedas eram baseadas em bens físicos, tais como o ouro ou a prata. Mas o dinheiro fiduciário é baseado somente em fé; dinheiro como religião. Este dinheiro é imprimido por organizações privadas em todo o mundo e emprestado a governos com juros. Estes juros são as dívidas da maioria das nações hoje em dia. 
Isto fez-me pensar. O dinheiro é a principal ferramenta de lavagem cerebral. Mayer Rothschild disse "Dê-me o controle do dinheiro de uma nação, e não me importa quem faz as leis." A Reserva Federal, o banco central dos E.U.A., não é federal. É uma empresa privada, criada em Inglaterra, que ninguém sabe a quem pertence. Nem tem quaisquer reservas. Woodrow Wilson foi o presidente norte-americano que aprovou o Decreto da Reserva Federal em 1913. Algo de que se arrependeu mais tarde na sua vida. Woodrow Wilson disse no seu leito de morte "Sou um homem muito infeliz, arruinei o meu país inadvertidamente. Uma grande nação industrial é controlada pelo seu sistema de crédito. O nosso sistema de crédito está concentrado. O crescimento da nação, consequentemente, e todas as nossas atividades estão nas mãos de um pequeno número de indivíduos. O nosso governo tornou-se num dos piores geridos, e um dos mais controlados e dominados no mundo civilizado. Não mais um governo por livre opinião. Não mais um governo por convicção e voto da maioria. Mas um governo pela opinião e coação de um pequeno grupo de indivíduos dominantes." 
É-nos dito que a América é a terra das leis, uma nação erguida sobre leis. E de fato, nada poderia estar mais longe da verdade. A América é dirigida por pessoas sem lei. Não temos nenhuma lei na América e percebam isso. A lei é o que quer que as autoridades constituintes se lembram de dizer que é hoje. O que quer que eles decidam, é o que a lei é hoje. E pode mudar amanhã. Em 1933 os E.U.A. foram à falência no meio de uma depressão, que foi criada por causa do Decreto da Reserva Federal. Ainda estão falidos. Esta criatura, chamada E.U.A., não é uma nação de todo mas meramente uma empresa, que está sob o capítulo 11 do código de falências. Esta empresa foi criada na Inglaterra no ano de 1968 . O Presidente dos E.U.A. é o presidente de uma empresa privada que funciona sob o Direito Marítimo. Todas as empresas têm presidentes, porque funcionam sob o Direito Marítimo. Apenas este fato isolado deveria indicar ao ser-humano normal que não nos está sendo dita a verdade. Estamos sendo manipulados. 
Quando os E.U.A. foram à falência, os bancos perguntaram ao governo norte-americano: "Como é que vais pagar?" "Qual é a tua garantia?" O governo respondeu, "O povo é a nossa garantia." Hoje, no reverso das certidões de nascimento norte-americanas estão as marcas dos bancos. Por outras palavras, os bancos são donos do povo. 
Salário mínimo, do que se trata? Para mim, é o salário de um escravo. Um escravo precisa de ser mantido vivo e saudável para que o trabalho seja feito. Hoje, vejo pessoas a viverem uma vida em que trabalham arduamente e longas horas mas nunca recebem um pagamento que lhes dure mais do que até ao próximo pagamento. O escravo moderno trata da sua própria escravidão. O escravo mais trabalhador é o escravo que acredita ser livre. 
Digam a verdade, não enganem as pessoas. Tal como eu disse, já existem tretas suficientes. Já existem tretas suficientes. Aliás, existem exatamente o suficiente, sabiam disso? Existem exatamente tretas suficientes para manter as coisas unidas neste país. Tretas são a cola que nos une como um país. Onde estaríamos nós sem as nossas seguras, familiares e Americanas tretas? Terra dos livres, lar dos bravos, o "Sonho Americano", estão todos em pé de igualdade, a justiça é cega, a imprensa é livre, o teu voto conta. [Risos] O negócio é honesto, os bons vencem, a polícia está do teu lado Deus observa-te, o teu nível de vida jamais descerá e tudo vai ficar bem. A história oficial da treta nacional. Eu chamo-a de "O Tudo Bem Americano". 
É-nos dito que somos livres, mas eu não sinto que sou livre. Somos governados pela lei da força. Observa apenas o que acontece quando não ages de acordo com o teu governo. Quando não pagas os teus impostos. Porque continuamos a disputar o jogo? Quero dizer, jogarias Monopólio com outras pessoas se os banqueiros estivessem sempre a fazer trapaça? Isto é o que acontece na vida real. Porque o aceitamos? 
Este sistema monetário é causa direta de cerca de 20,000 pessoas mortas de fome todos os dias. Vinte mil pessoas! Porquê?! Bem, hoje o nosso mundo suporta 6.7 bilhões de pessoas. Os humanos consomem atualmente mais 20% de recursos naturais dos que aqueles que a Terra consegue produzir. O Ocidente abrange apenas 10% da população mundial mas consome 50% dos recursos que produzimos. E libertamos 80% dos poluentes mundiais. Apenas isto consegue transmitir-me como é possível que tantas pessoas sofram. O meu estilo de vida é uma causa deste sofrimento. E se ao menos as pessoas na minha sociedade se deixassem sentir a dor deste sofrimento e compreender a nossa ligação com o mesmo, aí não aceitaríamos mais a dor causada pelo nosso estilo de vida. Guerra, pobreza, corrupção, fome, miséria, sofrimento humano não mudarão num sistema monetário. Isto é, haverá muito pouca mudança significante. 
Será necessário o redesenho da nossa cultura, dos nossos valores e tem que estar relacionado com a capacidade da Terra de suportar. Não uma opinião humana qualquer, ou as noções quaisquer de um político sobre como o mundo devia funcionar. Ou noções religiosas quaisquer sobre a conduta das relações humanas. Na Alemanha Oriental, antes do Muro de Berlim ter caído a ideia era que toda a gente devia manter um emprego embora não houvesse empregos suficientes para toda a gente. Um homem trabalhava num cruzamento, controlando os semáforos. Todo o dia sentado lá, a mudar as luzes do vermelho para o verde e de volta para o vermelho. Todo o dia. Quando o dia de trabalho acabava, ele levantava-se, pressionava o botão automático, e regressava a casa. Que desperdício. Não são os políticos que conseguem resolver os problemas; eles não possuem habilidades técnicas. Não sabem como resolver problemas. Mesmo que fossem sinceros, eles não sabem como resolver problemas. São os técnicos que produzem as plantas de dessalinização. São os técnicos que te fornecem eletricidade, que te fornecem veículos motorizados, que aquecem a tua casa e a arrefecem no verão. É a tecnologia que resolve problemas, e não os políticos. 
Os políticos não conseguem resolver problemas porque não estão treinados para o fazer. A tecnologia é exatamente a razão para a recessão econômica da Islândia em 2008. A indústria de pesca morreu no mesmo dia em que a frota do barco de pesca foi substituída por barcos-fábrica nos finais dos anos 80. Antes disso, a indústria era mantida viva porque os barcos pescavam ao redor da Islândia e traziam o peixe de volta para terra, para ser manuseado por pessoas, embalando e congelando o produto. Os barcos-fábrica fizeram com que fosse possível manusear o peixe e congela-lo a bordo com máquinas, tornando a indústria em terra obsoleta. Isto, claro está, deveria ter libertado a maioria dos Islandeses dos seus empregos repetitivos e dado uma vida confortável a toda a gente. Mas devido às regulamentações de cotas, o direito a pescar está nas mãos de uns poucos. Mantendo as populações sob fortes dívidas para com os banqueiros. 
Hoje em dia, a Islândia está a caminho de perder a sua independência para com a U.E. E a questão que é levantada por políticos é, "Quanto irá custar um projeto?" A questão não é "Quanto irá custar um projeto?" Temos os recursos? E nós temos os recursos hoje em dia. Para alojar toda a gente. Construir hospitais no mundo inteiro. Construir escolas no mundo inteiro. Os melhores equipamentos em laboratórios para ensino e pesquisa médica. Como vês, nós temos tudo isso. Mas estamos num sistema monetário e num sistema monetário, existe lucro. Um sistema monetário é uma sistema de escravidão. O dinheiro é o incentivo para que as pessoas usem mal o seu poder. Muitos problemas neste mundo derivam do dinheiro: Prostituição, Roubo, Caça Ilegal, Tráfico de humanos, Tráfico de drogas, Políticos. É muito fácil, através do dinheiro, excluir um indivíduo de usufruir de qualquer coisa. Então, qual é a resposta? Merda, eu sei lá. Estou apenas vendo o problema. E o problema é monumental. E eu penso que não será resolvido enquanto nos agarrarmos às ideias de posses que criamos à nossa volta. Mas depois lembro-me desta citação de Arthur Schopenhauer: "Toda a verdade passa por três fases. Primeira: é ridicularizada; Segunda: é violentamente contrariada; Terceira: é aceite como óbvia". Na verdade eu tive uma visão, de uma maneira de como poderíamos deixar de ter inimigos para sempre se é que estão interessados. Alguém interessado em ouvir isto? É uma teoria um tanto ou quanto interessante e tudo o que temos que fazer é tomar uma ação decisiva e podemos livrar o mundo de todos os nossos inimigos de uma só vez. Aqui está o que fazer, sabem todo aquele dinheiro que gastamos em armas nucleares e defesa militar todos os anos? Trilhões de dólares. Em vez disso, se gastássemos esse dinheiro para alimentar e alojar os pobres do mundo o que pagaria por si só vezes sem conta sem nenhum ser humano excluído, nem um. Nós poderíamos como uma espécie, explorar o espaço juntos em paz para sempre! Muito obrigado. Vocês são fantásticos. John Lennon cantou: "Imagina que não existem posses, pergunto-me se o consegues fazer". Após algum tempo a refletir sobre esta ideia de um mundo sem posses encontrei o Projeto Vênus. Eu acho-o uma ideia brilhante. Um mundo onde a nossa economia é baseada em recursos, ao invés da nossa "moderna", economia baseada em crescimento. 
O Jacque Fresco é um dos grandes pensadores da nossa época. Ele acredita que a tecnologia nos pode salvar desta loucura. Sugiro que o pesquises e o estudes. Hoje a tecnologia já está a levar empregos, e quando uma máquina me tira o emprego nesta economia baseada em crescimento como é suposto eu me sustentar? Como é suposto eu me vender em troca de dinheiro? 
Agora, a América inclina-se para o fascismo. Tem uma tendência, pela sua filosofia e religião dominante, a sustentar um ponto de vista fascista. A indústria Americana é essencialmente uma instituição fascista. Se não percebes isso, assim que pressionas o despertador, entras numa ditadura. São-nos dadas noções da respeitabilidade do trabalho e eu realmente vejo-o como sendo escravidão assalariada. Cresces acreditando que deves ganhar a tua vida pelo suor do teu rosto. Isso atrasa as pessoas. 
Na nossa sociedade, isto é, numa economia baseada em recursos, as máquinas libertam as pessoas. Como vês, não conseguimos imaginar isso, porque nunca conhecemos um mundo assim. O que queremos fazer é eliminar as causas dos problemas. Eliminar os processos que produzem ganância e intolerância e preconceito e pessoas a tirarem vantagem umas das outras, e elitismo. Eliminar a necessidade de prisões e assistência social. Sempre tivemos esses problemas porque sempre vivemos em escassez e em comércio e num sistema monetário que produz escassez. Se erradicares as condições que geram o que se chama de "comportamento socialmente ofensivo", ele não existe. O tipo diz: "Bem, isso não é inato?" Não, não é. Não existe natureza humana, existe comportamento humano e isso sempre se alterou, ao longo da história. Não se nasce com intolerância e ganância e corrupção e ódio assimila-se isso dentro da sociedade. Existe uma mão invisível? Estará o mundo assim porque alguém quer que ele esteja assim? Ou será apenas uma coincidência monumental? O que pensas tu?”



Texto transcrito do www.thevenusproject.com

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Kymatica

Kymatica, cujo significado pode ser "frequência de vibrações", é um documentário independente de Ben Stewart, que fez também “Esoteric Agenda” e “UnGrip”. É um questionamento profundo da situação e consciência do ser humano nos dias que correm.  Tem algo indisciplinado e ao mesmo tempo sério nesse documentário, como um mosaico da situação do homem, da criação, do conhecimento, das lendas, evolução, consciência, como se tudo o que existe fosse uma coisa só, um ser inteligente...bem no conceito do Somos Todos Um.
Recusando-se ao lugar-comum comportado do tipo “começo-meio-fim”, ele vai jogando as imagens e informações multifacetadas de uma forma surrealista, como a música Águas de Março do Tom Jobim, obrigando a gente a participar de uma forma interativa para obter a formação do nexo das impressões recebidas. Belezura. Um outro jeito de ver o mundo.
Apesar de às vezes parecer aparentemente duro, não culpa ninguém pelas nossas desgraças a não ser nós mesmos. "Não há ninguém lá fora de cada um de nós, nenhuma mão controlando nada", nenhuma elite a não ser nós mesmos criando na mente e no mundo toda essa coisa injusta e confusa, como um holograma que ganha vida e se auto-realiza. Nós é que causamos esses solavancos, e por uma boa razão: estamos evoluindo e portanto enfrentando os nossos demônios. É uma visão interessante. Tomara que o nosso filme, o da humanidade, acabe com um final feliz.
Há algumas pérolas:

  • “Pare de culpar a tudo e a todos. Pare de temer a tirania global e desastres naturais e preste atenção. O mundo está lhe dizendo algo, está lhe dizendo exatamente o que está errado e como corrigir isso.”
  • “A evolução humana, a evolução da Terra e a evolução da consciência, são uma coisa só”
  • “A espécie humana é uma espécie que não parece se adequar tão bem quanto às outras“
  • “O que se passa fora é o reflexo do que somos interiormente. “Preferimos um milhão de 11 de Setembro a um momento de percepção verdadeira do nosso auto-ódio“

Há passagens que lembram o que Alex Collier ouviu e reproduziu de alguns seres a respeito dos humanos, sobre o fato de a espécie humana não merecer ser ajudada “porque não respeita os seus semelhantes, nem o meio ambiente e nem a si mesma. É perigosa. E cheira mal ”(sic).
Outras passagens lembram semelhanças conceituais com o conceito da Hipótese Gaia de James Lovelock, que afirma que “a terra é um ser consciente de inteligência infinitamente superior ao humano”. O motivo porque isso parece difícil de entender (que o universo é um único organismo vivo e consciente, completamente ciente de si) é o nosso conhecimento tipicamente limitado pela nossa linguagem flexiva, que funciona no modo "sujeito-verbo-complemento", e não como a linguagem oriental que funciona com ideogramas. A diferença brutal é a mesma entre uma frase e um holograma ou uma imagem fractal. Esses 2 últimos são partes, que tem o todo dentro de si. Não são unidades estanques e portanto egoistas.
Outras passagens ainda nos remetem às  visões e afirmações duras e iradas de Terence McKenna,  ou outras do filme Zeitgeist  de Peter Joseph.
Vamos lá:







domingo, 10 de junho de 2012

O Templo Dentro do Homem

Luxor - Reconstituição Histórica e Artística
  As tradições autênticas na sua maioria consideravam e apresentavam o templo como uma representação da configuração interior do Ser Humano. As catedrais góticas são um exemplo disso, o Templo de Salomão é outro, cultuado na Tradição Hebraica, Cristã, e na Maçonaria, e os templos egípcios, particularmente o de Luxor no Egito, estão na mesma direção.
Atualmente ao ligarmos a TV a cabo temos uma incrível profusão de documentários sobre o Egito. Já que estamos na era do lixo cibernético do Kali Yuga, existem desde uns poucos filmes de pesquisadores de formação séria e de mentalidade científica aberta até uma maioria  de documentários de "cientistas" histriônicos ou caricatos falando muita abobrinha. O ministro de Estado de Antiguidades do Egito, Zahi Hawas é um deles, que além de prestar um desserviço à real história do Egito e à humanidade por não aceitar que a cronologia da história arqueológica oficial das pirâmides e da esfinge estão erradas, agora virou um Indiana Jones de documentários, exibindo na tela a sua prepotência científica e histórica equivocadas. Um tôsco. Nada de novo nessa área, principalmente tendo sido ministro vitalício de um ditador assassino, condenado à prisão perpétua. Só é novo o fato de o assunto estar vendendo bem na mídia devido à demanda de conhecimento real pelas pessoas.
Nessa paisagem faz falta René Adolphe Schwaller de Lubicz (1887 – 1961), que juntamente com sua esposa Isha empreendeu in loco no Egito, morando num hotelzinho espartano, um aprofundado estudo da antiga tradição egípcia de onde veio a publicar livros que se consagraram, como The Temple in Man - Sacred Architecture and the Perfect Man (1977), seu estudo sobre o Templo egípcio “dentro do Homem”.
O stablishment egiptológico da época, como sempre, pelo tradicional espírito de classe, chiou ao ver um não credenciado falando sobre o tema sem ter o canudo de doutor no assunto. Tinham muito o que aprender os arrogantes.
A forma apaixonada, incansável, inteligente e espiritualizada de tratar o tema produziu obras de valor inestimável. Ele inaugurou na época uma forma de estudar um assunto histórico abordando-o interiormente dentro de si e voltando ao espírito do tempo (Zeitgeist) da civilização da época, no caso o Egito.
Vamos transcrever a introdução de seu livro feita por Robert Lawlor, mitógrafo e simbologista que foi aluno de Sri Aurobindo em seu ashram em Pondicherry na Índia. 

Lubicz apresenta o que deve ser uma Egiptologia de qualidade que conduzirá os leitores não só à cultura da época, mas ao verdadeiro papel esotérico da cultura no desenvolvimento interior. Vamos lá:
“No exame escrupuloso  de Schwaller de Lubicz da arte e arquitetura do Templo de Luxor, pelo menos, dois níveis simultâneos são desenvolvidos em qualquer dado ponto. Um deles é o estudo do Egipto como uma civilização que existiu em um lugar factual geográfico e temporal (incluindo o seu povo, a mitologia, os formatos sociais, seu desdobramento cronológico, os seus monumentos e artefatos), mas este nível é apenas um pano de fundo, ou de apoio, para outro Egito, que pode ser definido como uma "qualidade de inteligência." Este é o Egito como uma evocação de uma utilização e expressão determinadas de um poder universal da maior inteligência. Este Egipto está fora de considerações cronológicas, mas é, sim, tanto um “estar presente” quanto uma contínua possibilidade de consciência.
Em sua abordagem do Egito, Schwaller de Lubicz salienta a visão de que, a fim de compreender o significado de uma fase de intensa entre variadas expressões históricas do homem, nós temos necessidade de impor a nós mesmos a disciplina de tentar entrar na mentalidade das pessoas e do espírito do tempo (ou zeitgeist). Fazer isso significaria mais do que apenas aprender a linguagem e os símbolos do período em estudo. É preciso também “despertar em nós uma viva relação interior com o material que está sendo pesquisado e se identificar com ele de uma maneira potencialmente auto-transformadora”. Naturalmente, este ideal nunca pode ser plenamente alcançado, já que a nossa consciência atual está inevitavelmente com a gente (atrapalhando), mas, por outro lado, continuando a peneirar tudo da história através da nossa mentalidade presente, psicológicamente individualizada e racionalizada, nós distorcemos tudo para fora do reconhecimento do conteúdo e significado do passado. Essa distorção ocorre muitas vezes quando tentamos interpretar as grandes culturas mitológicas
, particularmente do Egito ou da Índia védica; tendemos a perder de vista o fato de que essas culturas expressaram uma mentalidade e valores diferente da nossa, e que elas tiveram um entendimento completamente diferente do objetivo e propósito de vida. Como resultado, em tudo de sua arte, ciência e conhecimento, essas culturas usaram modos e métodos diferentes de simbologia. Schwaller de Lubicz achou necessário investigar a natureza desta simbologia em si mesma a fim de chegar a um entendimento de “o que é um hieroglifo”. Isto ele levou a cabo em dois livros pequenos, "Proposta sobre Esoterismo e Símbolo" e "Símbolo e Simbolico", em traduções do francês para o inglês da editora Autumn Press. Isso que esses povos antigos pensavam de maneira diferente do que fazemos - e que devemos entender esta diferença se os estamos estudando devidamente - parece óbvio, mas um exemplo mostra quão difícil é colocar em prática essa idéia. Schwaller de Lubicz explica em "Le Temple de l'Homme (editora Caracteres, 1957) que, na antiga civilização dos templos no Egito, “os números, a nossa mais antiga forma de símbolo, não simplesmente designam quantidades mas em vez disso, foram considerados como serem definições concretas de princípios energéticos que formam a Natureza”.
Os egípcios chamavam esses  princípios energéticos Neters, uma palavra que é convencionalmente traduzida como "deuses" (?).
"Ao considerar o significado esotérico do número, devemos evitar o seguinte erro: Dois não é um mais um. Não é um composto. É um trabalho multiplicador; é a noção do mais em relação ao menos, é uma nova Unidade, é a sexualidade, que é a origem da Natureza (já que o dois exige um gerar). Physis o Neter Dois (gênese, manifestação) é o ponto culminante (o momento separador da lua cheia, por exemplo), é a linha, o cajado, movimento, a forma, Wotan, Odin, o medidor de Thoth, Mercúrio ou Hermes, Espírito. "
Além disso, quando os antigos consideravam o processo matemático de multiplicação, o seu modo de cálculo tinha uma relação direta com os processos naturais da vida, bem como os metafísicos. Schwaller de Lubicz chamava este modo de o "princípio da travessia" (curiosamente, hoje continuam a simbolizar a multiplicação com o sinal de uma cruz: X). Esse “cruzar” não era uma manipulação mental, estéril, numérica mas um símbolo para “o processo pelo qual as coisas entram em existência corpórea” (algo atravessa outro plano). Todo o nascimento na natureza exige um cruzamento de opostos. Pode ser o cruzamento de linhas verticais e horizontais, que dão nascimento ao quadrado, a primeira superfície mensurável, ou o masculino e feminino dando origem a um novo indivíduo, ou urdidura e trama criando um tecido; ou luz e escuridão dando origem a formas tangíveis, ou matéria e espírito, dando à luz a própria Vida. Assim, a conexão viva do mental ligando a abstração do cálculo com a sua contraparte dos fenômenos naturais deu ao matemático antigo a base filosófica para a vida e sua ciência.
Da mesma forma, esses povos antigos não usavam as palavras como nós usamos, ou seja, como símbolos ou sons ligados entre si, que fixaram associações memorizadas as quais nós compusemos em padrões seqüenciais dentro da mente. Para eles, as palavras eram de uma  natureza musical, ou mais precisamente, "falar era um processo de gerar campos sonoros estabelecendo uma imediata identidade vibratória com o princípio fundamental que está atrás de qualquer objeto ou forma". A faraônica inteligência que Schwaller de Lubicz revela para nós não a mentalidade analítica visualizadora que nós conheceemos, mas um modo sonar-intuitivo. No templo egípcio, escreveu Caspar Maspero, a voz humana é o instrumento por excelência do sacerdote e do mago. É a voz que busca longe os Invisíveis convocados e transforma os objetos necessários em realidade. . .  Mas, como cada um dos tons tem a sua força particular, muito cuidado deve ser tomado para não mudar sua ordem ou para substituir um pelo outro.
Claramente, esta abordagem à Egiptologia exige uma mudança de qualidade em nós se quisermos entrar no espírito dos faraós. E essa mudança em nosso pensamento pode nos oferecer a perspectiva não só da inteligência muito diferente do passado, mas sobre as limitações e excessos do nosso intelecto também.
Esta meditação meticulosa sobre as pedras e estátuas de Luxor também levanta questões de grande alcance sobre a função e a natureza da própria história. Em particular, começamos a ver que o Egito pode ter deixado para nós, algumas chaves essenciais para nos ajudar a encontrar o nosso caminho em direção a uma integração de coisas metafísicas (espírito), matemáticas (mental, científica), musicais (vibracional, viva) e fisiológicas (física ou material).
Como uma civilização, o Egito certamente eleva para nós um modelo desta expressão reintegrada dos vários planos e de partes de nossa natureza individual e da vida cósmica do nosso universo, e assim, pode revelar-se de mais valor, na crise espiritual que atualmente nos confronta, do que as religiões transcendentais adaptadas de várias antigas culturas orientais. O Egito não era da linhagem que defende a transcendência junto com a negação da existência material. Ele ensinou, em vez disso a transformação. O nome antigo para o Egito era "Kemi," que significa "Terra Negra", que é o campo fértil de transformação da Vida (minerais em plantas, sob a ação do Sol). Os árabes, Schwaller de Lubicz aponta, chamavam o Egito "Al-Kemi" como salientava Henry George Farmer em "A Música do Antigo Egito."
Assim, encontramos em seu próprio nome essa ancestral e  universal doutrina, muitas vezes disfarçada em símbolos e parábolas. Essa doutrina abarca uma visão do princípio de que "a matéria é um campo de existência que é sensível ao estímulo e é capaz de ser transformada por influências espirituais trazidas através da evolução da consciência encarnada e individualizada".
O Ocidente de hoje poderia se beneficiar dessa filosofia de profundidade espiritual que não suprime, diminue ou nega a nossa natureza intelectual e material, mas cumpre o nosso compromisso com o significado da vida humana e essa expressão material do universo.
Essa alquimia perdida, cuja busca se estende de volta no tempo ao seu florescimento no Egito antigo, podem ser vista como as raízes ocultas esotéricas tanto da civilização quanto dos indivíduos ao longo do tempo registrado. É esta mesma alquimia que se encontra no núcleo da sua visão do cosmos humano -  “do homem como um ser e que contém dentro de si o universo inteiro”. Esta visão, que é introduzido por Schwaller de Lubicz nestas páginas, e expandida e trazida para a vida em sua principal obra, O Templo no Homem, nos deixa com uma única e duradoura mensagem: “a ressurreição inevitável da essência espiritual que encobriu a si mesma com matéria, na forma de energia criativa orgânica”.
Essa “ressurreição” depende da transformação do universo material, ou para expressar a idéia mais como o Egito deixou impressa nas pedras de Luxor: “o nascimento do homem divino (simbolizado pelo faraó) depende da transformação da mãe universal (Materia prima) (*). 

Essa transformação era considerada o único objetivo cósmico! Cada nascimento humano participa dessa alquimia, tanto em uma forma desperta, através do aperfeiçoamento intencional e expressão de sua natureza superior, como da não desperta, através do tumulto e o sofrimento da experiência cármica conduzindo eventualmente à espiritual “consciência de sí”, que é o templo no homem.
A intensificação e elevação da consciência humana foi acreditada como causadora biológica de até mesmo alterações celulares no corpo físico do Iniciado. “Essa divinização do corpo individual, no nível microcósmico, compõe o objetivo e propósito da evolução da consciência humana em geral”.
Dentro do Templo do Egito, o crescimento psico-espiritual foi casado com disciplinas intelectuais e fisiológicas precisas que agiram para “acelerar a influência e os efeitos transformadores do espírito sobre a matéria”. Como alquimia egípcia, estamos considerando, então, uma ciência no sentido mais elevado da palavra, e muito diferente da nossa. Foi a ciência voltada para a incorporação de conhecimento espiritual, para a interiorização e expressão corporal de poderes intelectuais e espirituais, ao invés da utilização mecanicista de “saber e poder” para a exploração e manipulação do ambiente terrestre.
O Templo era o auge da vida coletiva, sempre guiando a energia da "civilização de vida longa do Vale do Nilo" em direção a gestação de uma “humanidade divina”, fora da transitória forma humana”.

(*) Curiosamente, esse é o conceito da Ressurreição no Cristianismo Esotérico, que já citamos na postagem "Corpo de Glória, Corpo de Arco-Íris, Terceira Atenção" , e que
não é buscar o Espírito fora de nós, mas transformar a matéria densa dentro de nós em Espírito É transformar os metais em ouro. Alquimia pura. Esse é o significado do Resgate da Matéria, da Ressurreiçao e Ascenção. É resgatar a matéria e trazê-la para o Divino.  
Êta mundo velho sem porteeeira!...

domingo, 1 de maio de 2011

O mistério de "Cristo e o Sol"

Esta é a cruz do zodíaco, uma das mais antigas imagens conceituais da história da humanidade na sua busca interior do Si Mesmo. Representa o trajeto do Sol através das 12 maiores constelações durante um ano. Também representa os 12 meses do ano, as 4 estações, solstícios, equinócios.
O termo Zodíaco está relacionado com o fato de a maioria das constelações serem personificadas como figuras ou animais. Em outras palavras, as primeiras civilizações não só seguiam o Sol e as demais estrelas, como também as personificavam com mitos elaborados que mostravam os seus movimentos e relações.
 
O Deus Sol
O Sol, com seu poder criador e salvador foi personificado como representando um criador nunca visto: ou deus, “Filho de Deus”, a luz do mundo, o salvador da humanidade. Igualmente, as 12 constelações representavam lugares da viagem do Filho de Deus, e foram identificados com nomes normalmente representando elementos da natureza que aconteciam nesses períodos de tempo. Por exemplo Aquário, o portador da água que traz as chuvas da primavera (no hemisfério norte).
Este é Hórus. Ele é o Deus do Sol do Egito por volta de 3000 A.C. Ele é o sol personificado (observem o sol sobre a sua cabeça), e a sua vida é uma série de mitos alegóricos que mostram o movimento do sol no céu. Dos antigos hieróglifos egípcios, conhecemos muito sobre este messias solar. Por exemplo, Hórus, sendo o Sol, ou a Luz, tinha um inimigo, conhecido como Set, que era a personificação das trevas ou noite, e simbolicamente falando, todas as manhãs Hórus ganhava a batalha contra Set, enquanto que ao fim da tarde, Set conquistava Hórus e o enviava para o mundo das trevas. É importante saber que “Trevas versus Luz” ou “Bem versus Mal” tem sido uma dualidade mitológica onipresente e que ainda hoje é utilizada em muitos níveis. No geral, a história de Hórus é a seguinte:
Egito 3000 A.C.
Hórus nasceu em 25 de dezembro  da Virgem Isis-Meri. O seu nascimento foi acompanhado por uma estrela no Leste que por sua vez foi seguida por três Reis em busca do salvador recém-nascido. Aos 12 anos era uma criança prodígio e professor, e aos 30 foi batizado por uma figura conhecida por Anup, e assim começou o seu reinado. Hórus tinha 12 discípulos com os quais viajou, fazendo milagres, tais como curar os doentes e andar sobre a água. Era conhecido por muitos nomes tais como “A Verdade”. “A Luz”, “Filho Adorado de Deus” , “Bom Pastor”, “Cordeiro de Deus” , entre muitos outros. Depois de  traído por Tifon, Hórus foi crucificado, enterrado, e ressuscitou 3 dias depois. Estes atributos de Hórus, originais ou não, parecem influenciar várias culturas mundiais, porque muitos outros deuses foram encontrados com a mesma estrutura mitológica geral
Grécia 1200 A.C.
Attis da Frígia, nasceu da virgem Nana a 25 de dezembro, crucificado, colocado no túmulo, e três dias depois ressuscitou
Índia – 900 A. C.
Krishna, da Índia, nasceu da virgem Devaki com uma estrela a Leste assinalando a sua chegada, fez milagres em conjunto com seus discípulos e, após a morte, ressuscitou.
Grécia – 500 A.C.
Dionísio nasce de uma virgem em 25 de dezembro. Foi um professor nômade que praticou milagres como transformar a água em vinho. É referido como “Rei dos Reis”. “Filho Pródigo de Deus”, “Alfa e Ômega” entre muitos outros. Após a sua morte,  ressuscitou.
Pérsia – 1200 A.C.
Mithra nasceu de uma virgem em 25 de dezembro, teve 12 discípulos e fez milagres, e após a sua morte foi enterrado, e 3 dias depois ressuscitou. Era também chamado de “A Verdade”, “A Luz”, entre muitos outros. Curiosamente,  o dia sagrado de adoração a Mitra era um domingo. O que importa salientar aqui é que há inúmeros salvadores de diferentes períodos, de todo o mundo que preenchem essas mesmas características gerais.
Para quem aprecia pesquisa, os mais conhecidos são: Krishna do Hindustão, Budha Sakia da Índia, Salivahana das Bermudas, Zulis, Zhule, Osiris, Hórus, do Egito, Odin, da Escandinávia, Crite da Caldéia, Zoroastro e Mithra da Pérsia, Baal e Taut, “O Único gerado de Deus”, da Fenícia, Indra do Tibet, Bali do Afeganistão, Jao do Nepal, Wittoba de Billingonese, Thammuz da Síria, Atys da Frígia, Xamolxis da Trácia, Zoar de Bonzes, Adad da Assíria, Deva Tat e Sammonocadam do Sião, Alcides de Thebas, Mikado de Sintoos, Beddru do Japão, Hesus ou Heros, e Bremrillah dos Druidas, Thor filho de Odin da Gália, Cadmus da Grécia, Hil e Feta dos Mandaites, Gentaut e Quexalcote do México tolteca, Monarca Universal do Sibyls, Ischy de Formosa, o Divino Professor de Platão, Holy One de Xaca, Fohi e Tien da China, Adonis, filho da virgem Io da Grécia, Ixion e Quirino de Roma, Prometeu do Cáucaso. E muitos outros...
A questão é: por que esses atributos? Por que o nascimento a partir de uma virgem em 25 de Dezembro? Por que a morte e ressurreição após 3 dias? Porque os 12 discípulos ou seguidores? Para descobrirmos, vamos examinar o mais recente dos messias solares: Jesus Cristo nasceu da Virgem Maria em 25 de dezembro em Belém, O seu nascimento foi anunciado por uma estrela no Leste, que seria seguida por 3 reis magos para encontrar e adorar o novo salvador. Tornou-se professor aos 12 anos. Com 30 anos foi batizado por João Batista, e assim começou o seu reinado.  Jesus teve 12 discípulos com quem viajou praticando milagres tais como curar os doentes, andar sobre as águas, ressuscitar os mortos...Foi também conhecido por “Rei dos Reis”, “Filho de Deus”, A Luz do Mundo”, “Alfa e Ômega”, “Cordeiro de Deus” e muitos outros. Depois foi traído por seu discípulo Judas (N.R. - essa história também é simbólica) e vendido por 30 moedas. Foi crucificado, colocado num túmulo e 3 dias depois ressuscitou e subiu aos céus.
Primeiramente, a sequência do nascimento é completamente astrológica. A estrela a Leste é Sírius, a mais brilhante do céu noturno, que em 24 de dezembro, se alinha no céu com as 3 estrelas mais brilhantes da Constelação de Órion. Essas estrelas são chamadas hoje como eram também chamadas nos tempos antigos: “3 Marias” (Os 3 Reis). Os 3 reis e a estrela mais brilhante, todas apontam para o nascer do sol no dia 25 de dezembro. Esta é a razão porque “os 3 reis “seguem” a estrela a Leste, de modo a encontrarem o nascer do Sol.

O nascimento do Sol
A Virgem Maria é a constelação de    Virgem também conhecida como Virgo (em latim). O antigo símbolo para Virgo é um “m” alterado com a forma adicional de um peixe (seu oposto e complemento astrológico). É por isso que Maria, juntamente com outras progenitoras virgens, como a mãe de Adonis, Mirra, ou a mãe de Buddha, Maya, começa com um “M”. Virgem também é conhecida como a “Casa do Pão” e a sua representação é uma virgem segurando um feixe de espigas de trigo. Essa “Casa do Pão” e seu símbolo das espigas de trigo representam Agosto e Setembro, tempo das colheitas. Por sua vez, Belém é na verdade a tradução ao pé da letra de “A Casa do Pão”, portanto uma referência à constelação de Virgem, um lugar no Céu, não na Terra.
 Há um outro fenômeno interessante que ocorre perto de 25 de dezembro, ou do solstício de Inverno (no hemisfério norte): do solstício de verão ao solstício de inverno, os dias tornam-se mais curtos e frios. E na perspectiva do hemisfério Norte, o sol aparenta mover-se para o sul e ficar menor e fraco. O encurtar dos dias e o fim das colheitas à medida que o solstício de inverno se aproxima, simboliza o processo da morte. Era "a morte do Sol". E então no dia 22 de dezembro, o falecimento do Sol estava completamente realizado, já que o Sol, tendo se movido continuamente para o sul durante 6 meses, chega ao seu ponto mais baixo no céu. Aqui ocorre uma coisa curiosa: o Sol para de se movimentar para o sul, pelo menos aparentemente, durante 3 dias. Durante esses 3 dias de pausa, o sol reside nas redondezas da Constelação do Cruzeiro do Sul, (Crux, ou Alfa  Crucis). Depois desse período, a 25 de dezembro, o Sol move-se 1 grau a cada dia, desta vez para o norte, com a perspectiva de dias maiores, calor e a Primavera. Por isso se costumava dizer que o Sol morreu na Cruz, esteve morto por 3 dias, apenas para ressuscitar (nascer uma vez mais, novamente). Esta é a razão pela qual Jesus e muitos outros "Deuses do Sol" partilham a idéia da crucificação, morte de 3 dias e o conceito da ressurreição. É o período da transição do Sol antes de mudar na direção contrária do Hemisfério Norte, trazendo a Primavera, e assim a salvação. Entretanto não se celebrava a ressurreição do Sol até o Equinócio da Primavera, ou Páscoa. Isto porque no Equinócio de Primavera, o Sol domina oficialmente as Trevas do Mal (N.R. - passa a haver mais dia que noite, mais Luz que Trevas), ou seja "o período diurno se torna maior que o noturno", e aparece o revitalizar da vida na Primavera.

Os 12 discípulos
Agora, provavelmente o mais óbvio de todo esse simbolismo astrológico em torno de Jesus, para os buscadores da verdade, é referente aos 12 discípulos. Eles são simplesmente as 12 constelações do Zodíaco nas quais Jesus, sendo o Sol, viaja. De fato o número 12 está sempre presente ao longo da Bíblia: as 12 tribos de Israel, os 12 irmãos de Josué, os 12 juízes de Israel, os 12 grandes patriarcas, 0s 12 profetas do Antigo Testamento, os 12 reis de Israel, Os 12 príncipes, Jesus no templo aos 12 anos.
Este texto está mais relacionado com a astrologia do que com outra coisa qualquer.
Voltando à cruz do Zodíaco, à vida figurativa do Sol, isso não era uma mera expressão artística ou ferramenta para seguir os movimentos do Sol. Era também um símbolo espiritual pagão, cuja versão reduzida era similar a isto. Isto não é um símbolo do Cristianismo. É uma adaptação pagã da cruz do Zodíaco. 
Essa é a razão pela qual Jesus nas primeiras gravuras era sempre mostrado com a sua cabeça na cruz, pois Jesus é o Sol, Filho de Deus, a Luz do  Mundo, o Salvador se erguendo, que “renascerá” assim  como faz todas as manhãs. A glória de Deus que defende contra as Forças das Trevas, assim como renasce a cada manhã, e pode ser visto através das nuvens, lá em cima no céu com sua “coroa de espinhos” ou raios de sol..
Metáforas bíblicas de Cristo e o Sol (há muitas outras...)
“Enquanto eu estou no mundo, eu sou a luz do mundo” – João 9:5
“E vá depressa  e diga aos seus discípulos que ele nasceu da morte” – Mateus 28: 6
“E se eu for e preparar um lugar para você, eu voltarei, e receberei você”  - João 14:3
“Para dar a luz do conhecimento da glória de Deus” – 2 Cor. 4:6
“Deixe-nos separar os trabalhos da escuridão e deixe-nos colocar a armadura da luz” – Rom. 13:12
“Na verdade eu digo a vocês, a menos que um homem renasça, ele não verá o reino” – João 3:3
“Então Jesus veio à frente vestindo uma coroa de espinhos” João -  19:5
Agora, das muitas metáforas astrológicas - astronômicas na Bíblia, uma das mais importantes tem a ver com as “Eras”, Ao longo das Escrituras há inúmeras referências a “Era”. Para compreender isso precisamos estar familiarizados com o fenômeno da Precessão dos Equinócios.
(N.R.- essa classificação é diferente e superposta à hindu, das 4 Eras: Ouro, Prata, Bronze e Ferro - ou Kali Yuga) Os antigos egípcios, bem como culturas antes deles, reconheceram que aproximadamente de 2150 em 2150 anos o nascer do sol na manhã do Equinócio de Primavera ocorria num signo diferente do Zodíaco. Isso tem a ver com a lenta  oscilação angular que a Terra mantém quando roda sobre o seu eixo. É chamado de precessão porque as constelações vão aparentemente para trás, ao contrário do seu ciclo natural normal. O tempo que demora cada ciclo de precessão através das 12 constelações é de aproximadamente 25.765 anos. Isso é também chamado de “O Grande Ano”, e as civilizações antigas sabiam muito bem disso. Referiam-se a cada período de 2150 anos como uma “Era”.
De 4300 a 2150 A. C., foi a “Era de Touro”. De 2150 a 1 D. C., foi a “Era de Áries”. De 1 a 2150 D. C. é a “Era de Peixes”, em que permanecemos até hoje. Por volta de 2150 (N.R. - há divergências), entraremos na nova Era. A Era de Aquário.
A Bíblia mostra de modo geral um movimento simbólico durante 3 Eras, quando se vislumbra já uma quarta. No velho testamento, quando Moisés desce do Monte Sinai com os 10 Mandamentos, ele fica muito perturbado ao ver o seu povo adorando um bezerro de ouro. De fato ele quebrou as tábuas dos 10 mandamentos, e ordenou ao seu povo que se matassem uns aos outros para que se purificassem. A maior parte dos estudiosos da Bíblia atribui esta ira ao fato de os israelitas estarem adorando um falso ídolo, ou algo semelhante. A realidade é que o Bezerro de ouro é o Touro, e Moisés representa a nova Era de Áries (Carneiro). Essa é a razão pela qual os judeus ainda em seus rituais assopram o chifre do carneiro. Perante a nova Era, todos tem que abandonar a velha Era. Outras divindades marcam esta transição também, tais como Mithra, um Deus pré-cristão que mata o touro na mesma linha simbólica.
Jesus é a figura portadora da Era seguinte à de Áries, a Era de Peixes, ou dos 2 peixes. O simbolismo dos peixes é abundante no Novo Testamento. Jesus alimenta uma multidão com pão e 2 peixes.  No início do seu Ministério, ao caminhar ao longo da Galiléia, conhece 2 pescadores que o seguem. Creio que todos já viram um “Peixe de Jesus”nas traseiras dos carros das pessoas, mas mal sabem o que representa. É um simbolismo astrológico pagão para o Reinado do Sol durante a Era de Peixes. Jesus assumiu também que a data do seu nascimento é a data do início desta Era.
Em Lucas 22:10 quando Jesus é questionado pelos seus discípulos sobre onde será a próxima passagem depois de ele partir, Jesus responde:  “Eis que quando entrardes na cidade, encontrar-te-á um homem levando um cântaro de água...segui-o até a casa onde ele entrar”. Essa passagem é de longe a mais reveladora de todas as referências astrológicas. O homem que leva o cântaro de água é Aquário, o portador de água, que é sempre representado por um homem despejando uma porção de água. Ele representa a Era depois de Peixes, e quando o Sol (Filho de Deus) sair da Era de Peixes (Jesus),  entrará na casa de Aquário, pela precessão dos equinócios.  Tudo o que Jesus diz é que depois da Era de Peixes chegará a Era de Aquário.
Por exemplo, escrito há 3500 anos atrás nas paredes do Templo de Luxor no Egito, estão as imagens da Anunciação, da Imaculada Concepção , do Nascimento e da Adoração de Hórus. As imagens começam com o anúncio à virgem Isis de que ela irá gerar Hórus, que Nef, o Espírito Santo irá engravidar a Virgem, e depois o parto e a adoração. Isto é exatamente a história do milagre da concepção de Jesus. Na verdade as semelhanças literárias entre a religião egípcia e a religião cristã são flagrantes.
A realidade é: Jesus foi a divindade Solar do Cristianismo, como Hórus foi do Egito.
Fonte do texto: Documentário Zeitgeist