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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Kymatica

Kymatica, cujo significado pode ser "frequência de vibrações", é um documentário independente de Ben Stewart, que fez também “Esoteric Agenda” e “UnGrip”. É um questionamento profundo da situação e consciência do ser humano nos dias que correm.  Tem algo indisciplinado e ao mesmo tempo sério nesse documentário, como um mosaico da situação do homem, da criação, do conhecimento, das lendas, evolução, consciência, como se tudo o que existe fosse uma coisa só, um ser inteligente...bem no conceito do Somos Todos Um.
Recusando-se ao lugar-comum comportado do tipo “começo-meio-fim”, ele vai jogando as imagens e informações multifacetadas de uma forma surrealista, como a música Águas de Março do Tom Jobim, obrigando a gente a participar de uma forma interativa para obter a formação do nexo das impressões recebidas. Belezura. Um outro jeito de ver o mundo.
Apesar de às vezes parecer aparentemente duro, não culpa ninguém pelas nossas desgraças a não ser nós mesmos. "Não há ninguém lá fora de cada um de nós, nenhuma mão controlando nada", nenhuma elite a não ser nós mesmos criando na mente e no mundo toda essa coisa injusta e confusa, como um holograma que ganha vida e se auto-realiza. Nós é que causamos esses solavancos, e por uma boa razão: estamos evoluindo e portanto enfrentando os nossos demônios. É uma visão interessante. Tomara que o nosso filme, o da humanidade, acabe com um final feliz.
Há algumas pérolas:

  • “Pare de culpar a tudo e a todos. Pare de temer a tirania global e desastres naturais e preste atenção. O mundo está lhe dizendo algo, está lhe dizendo exatamente o que está errado e como corrigir isso.”
  • “A evolução humana, a evolução da Terra e a evolução da consciência, são uma coisa só”
  • “A espécie humana é uma espécie que não parece se adequar tão bem quanto às outras“
  • “O que se passa fora é o reflexo do que somos interiormente. “Preferimos um milhão de 11 de Setembro a um momento de percepção verdadeira do nosso auto-ódio“

Há passagens que lembram o que Alex Collier ouviu e reproduziu de alguns seres a respeito dos humanos, sobre o fato de a espécie humana não merecer ser ajudada “porque não respeita os seus semelhantes, nem o meio ambiente e nem a si mesma. É perigosa. E cheira mal (sic).
Outras passagens lembram semelhanças conceituais com o conceito da Hipótese Gaia de James Lovelock, que afirma que “a terra é um ser consciente de inteligência infinitamente superior ao humano”. O motivo porque isso parece difícil de entender (que o universo é um único organismo vivo e consciente, completamente ciente de si) é o nosso conhecimento tipicamente limitado pela nossa linguagem flexiva, que funciona no modo "sujeito-verbo-complemento", e não como a linguagem oriental que funciona com ideogramas. A diferença brutal é a mesma entre uma frase e um holograma ou uma imagem fractal. Esses 2 últimos são partes, que tem o todo dentro de si. Não são unidades estanques e portanto egoistas.
Outras passagens ainda nos remetem às  visões e afirmações duras e iradas de Terence McKenna,  ou outras do filme Zeitgeist  de Peter Joseph.
Vamos lá:







quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Matéria Escura

Por volta de 1930 um cientista descobriu o que chamamos hoje de matéria escura. O próprio  Einstein, grande buscador da matéria e do Espírito, já tinha proposto a descoberta mas depois por razões que desconhecemos desistiu. Considerou isso depois como o seu grande erro.
O tema é controverso na chamada ciência atual porque a tal matéria escura não é mostrada diretamente pelos instrumentos de medição. Só seus efeitos são detectáveis (não sua natureza), muito parecido com coisas não concretas, metafísicas como o Espírito, a Alma, a Consciência, a Atenção, a Presença. A ironia é que a matéria escura é detectável pelos desvios que causa na luz, outra coisa que apesar de tão antiga quanto o universo não se sabe de que é feita, ou partículas ou ondas de energia. E também assim é com a gravidade, magnetismo, partículas elementares, quarks, neutrinos, bósons, etc.. E a coisa vai mais longe: sabe-se hoje que o universo é formado por 4% de matéria conhecida (mais ou menos), 23% de matéria escura, e 73% de energia escura, essa mais indetectável ainda. Resumindo: só temos conhecimento de 4% do que compõe o Universo. Acho que o Universo está de sacanagem com a gente, pô. A ciência é um breu, a mais completa escuridão meu cumpadre...
Isso é um castigo altamente incômodo para os cientistas arrogantes da velha guarda, o ter de aceitar que quase tudo é desconhecido, mas não para os novos que já começam a conciliar matéria e espírito e sabem que há um outro jeito de compreender  e pesquisar o universo como faziam as antigas tradições, com meditação, silêncio mental, vidência, telepatia, registros akáshicos, regressões...
Felizmente há hoje uma mídia crescente em forma de livros, vídeos e canais de tv atendendo às necessidades de conhecimento de um  nicho de pessoas interessadas no desconhecido, nos mistérios. Às vezes ela exagera um pouco, filha que é da mídia convencional e espalhafatosa, mas os acertos superam os erros.
Neste vídeo abaixo temos uma visão e explicação interessantes deste tema da Matéria e Energia Escuras. Vale a pena ver o quanto tem de informação boa. Afinal de contas, queiramos ou não, somos todos um com esse mundo mágico e misterioso como dizia Dom Juan a Castaneda. Somos feitos dele. Somos  pó de estrelas como dizia um astrônomo de cabeça feita, o Carl Sagan.
Vamos lá:



sábado, 26 de outubro de 2013

As Sete influências e a Astrologia

Em Qual é a Sua Missão Astrológica prometemos falar das 7 influências que agem sobre o ser humano. Hoje estamos cumprindo.
A primeira pergunta de um Ser que está a caminho da Consciência na Grande Viagem é Quem sou eu?, e todas as variações como “o que sou eu? de que eu sou feito? de onde vim? para onde vou?”, ou numa versão menos elegante,  “que diabos sou eu?”, e por aí afora, ladeira abaixo...
Como somos seres vivendo o mundo da dualidade, o filósofo de plantão já acrescentaria a pergunta: “O ser humano é o resultado da essência ou da personalidade?” e aí começa uma infindável novela onde os egos tomam a dianteira como sempre, e o pau come ... (intelectualmente, me perdoem) e parece que ninguém tem razão. Se considerarmos como essência "o que nos é pré-existente" e personalidade como "a soma de dados culturais que se agregam e modelam a essência pré-existente desde que vemos a luz ou respiramos pela primeira vez", isso faz todo o sentido com a afirmação tradicional de que a Astrologia está vinculada à essência e não à personalidade, e portanto à química orgânica, energética e sutil do ser que nasce, e não à a algo já adquirido socialmente no “exercício da viagem nesta dimensão”.
O assunto é altamente controverso e intelectualmente sedutor e estimulante, pois entre outras coisas, acena com a ligação entre cada ser e o seu grupo de seres ancestrais geradores, desde os pais até a raça, do presente ao passado, do Um com o Todo, aliás muito de encontro com a visão do “Somos Todos Um”. Essa ligação entre tudo o que existe é um ponto central do assunto "estar no mundo".
 As antigas tradições tinham uma visão sóbria e, curiosamente, ao mesmo tempo abrangente e detalhada sobre o tema, e apesar de variarem suas afirmações nos ensinamentos, falavam ou acreditavam no geral em um conjunto de sete influências. A rigor as sete não contradizem as duas anteriores dos filósofos atuais (essência e personalidade), mas são um desdobramento mais preciso e completo delas, além de ser o pano de fundo referencial. As 7 influências são:

1 - A Hereditariedade em geral 
2 – As condições e o meio no momento da concepção 
3 – A combinação da irradiação de todos os planetas do sistema solar durante sua formação no seio de sua mãe
4 – O nível das manifestações do Ser de seus pais 
5 – A qualidade de Ser dos indivíduos do seu círculo imediato  
6 – A qualidade das ondas de pensamento (desejos e atos) dos seres do mesmo sangue na atmosfera que os rodeia até a sua maturidade 
7 - A qualidade dos seus próprios esforços de Ser para transmutar em si os dados necessários para a sua evolução

Isto posto, apesar de o tema ser Astrologia, quem leu atento vai verificar que ela é apenas uma das 7 influências no destino dos seres e está combinada com as outras seis como se fosse o entrelaçamento de um tecido. Isso não diminui a sua importância ou influência, apenas dá uma nova perspectiva ao seu papel no conjunto. 
Vamos lá:
1 - A Hereditariedade em geral
Tomada isoladamente, essa influência refere-se às qualidades físicas, orgânicas dos pais. Hoje, mesmo se ignorarmos a Ciência Ancestral, mas apenas com os conhecimentos científicos acumulados pelo ocidente, veremos que desde que Mendel,  monge agostiniano, botânico e meteorologista austríaco iniciou os seus estudos sobre a hereditariedade estudando com paciência as ervilhas em 1865, a Genética evoluiu exponencialmente sua abrangência em termos qualitativos e quantitativos. 
O DNA é hoje o centro das atenções de muitos cientistas e, mesmo tendo sido decifrado numa pequena parte do conjunto, alimenta a Medicina com informações impensáveis há algumas décadas atrás. Elas confirmam a tese de que a hereditariedade com suas leis  matematicamente complexas não só biológicas mas neurológicas e metafísicas, forma uma teia de influências centrais na vida do ser humano e outras formas de vida. O ser humano que nasce é então uma resultante biológica, mental, psicológica e  mesmo transcendental dos seus antepassados próximos na linha de sucessão. É como se um cone, um funil de influências concretas de outros seres de outras épocas se concentrasse na materialização de um ser que nasce, só pelo fato de haver uma linha genética costurando os seus corpos, mentes e destinos. Cada um carrega um enxoval, uma colcha de retalhos formada pelas influências de toda a ordem dos precedentes.
2 – As condições e o meio no momento da concepção
Essa influência refere-se à geografia,  meio ambiente, vizinhança, e sugere fortemente que há um condicionamento de espaço/tempo preciso que vai influenciar o indivíduo porque “o lugar e o momento são aqueles e não outros”. É algo, usando-se uma expressão intelectual,  como uma “superestrutura mental “ ou mais recentemente usada, um”espírito do tempo” que tinge os seres nascidos naquelas coordenadas de espaço/tempo formando um “universo mental” que os influencia. Podemos imaginar por exemplo a comparação entre dois seres nascidos em duas coordenadas diferentes  de espaço e tempo, e tentar sentir as particularidades de seus universos mentais específicos, condicionantes de suas diferenças e portanto de suas próprias ações e portanto carmas e destinos.
3 – A combinação da irradiação de todos os planetas do sistema solar durante sua formação no seio de sua mãe
Esta é a influência refere-se ao carrossel de astros, suas influências e  inclinações, celestes ligadas à Astrologia, e é uma combinação energética entrelaçada de todos os planetas. Curiosamente, essa idéia de um período de influência tem a sua amplitude mais associada ao ramo da Astrologia Hindu que atribui os efeitos além da hora do nascimento em si, também ao período todo de formação do feto no seio da mãe. Os que estão mais afeitos à astrologia hindu sabem que ela afirma que até um certo número de dias após o contato físico entre o óvulo e o espermatozóide dos pais, o embrião individual não-físico do novo ser, acionado pela influência da Lua, “desce” para o útero da mãe e só aí então começa de fato uma nova vida. Nesse momento da descida , o signo em que estiver situada a lua será o signo ascendente do ser que vai nascer. Essa visão mais abrangente da influência num período de 10 luas de formação do corpo físico do novo ser, parece mais convincente que a visão de outros ramos da Astrologia ocidental que parece condicionar as características do novo ser a um momento no tempo como uma fotografia, um instantâneo dos planetas no círculo zodiacal. 
Mesmo na astrologia ocidental, se imaginarmos cada planeta emitindo uma cor de luz sobre o ser que nasce,  teremos uma visão poética de cada ser como um conjunto único dentro da diversidade de seres, algo como uma “impressão individual colorida” uma digital cósmica. Mas a visão de um período de influência parece mais verdadeira que apenas um flash de influências no momento do “vir à luz”.
4 – O nível das manifestações do Ser de seus pais
Essa influência refere-se às qualidades combinadas das essências do pai e da mãe. Com a interação e pesquisas entre as áreas da ciência como Química, Biologia, Medicina, Psicologia e Parapsicologia e suas variações, e também seu registro e análises estatísticas precisas , é muito ingênuo achar que somente características físicas como cor dos olhos, da pele, cabelos e outras são transmitidas geneticamente. Cada vez mais se percebe que os fenômenos estão ligados no tempo e espaço. Hábitos, características emocionais, traumas e mesmo propensão a doenças são fenômenos que mostram que características menos concretas arquivadas dentro do DNA ou quem sabe outro veículo energético ainda desconhecido (pelo menos da atual ciência) são transmissíveis na cadeia de hereditariedade. Então é só uma questão de gradação de nível de materialidade a conclusão de que o nível de Ser dos pais, como é conhecido e conceituado nas tradições influencia o ser que nasce nessa  nossa dimensão.
5 – A qualidade de Ser dos seres de seu círculo imediato
Essa influência refere-se a atributos e virtudes essenciais do círculo familiar e comunitário. Se entendermos círculo imediato como a família imediata (pais, irmãos e filhos) a afirmação faz sentido uma vez que as influências ficam homogeneamente centradas nos pais que já são considerados uma fonte geradora de características  de per si.  Mas a afirmação acena que a influência pode ser mais ampla que a afirmação apenas do peso da constelação familiar sobre o ser que nasce. Isso faz sentido dentro da influência mais ampla da Hereditariedade.
6 – A qualidade das ondas de pensamento (desejos e atos) dos seres do mesmo sangue na atmosfera que os rodeia até a sua maturidade
Essa influência prece dizer respeito à qualidade dos impulsos e aspirações individuais que colocam a família em movimento gerando atos. O pressuposto aqui é que a qualidade das energias geradas por pensamentos e atos de seres do mesmo ramo exercem uma influência sobre o ser individual, estampando nele características marcantes seja a favor da influência ou uma resposta contra. É importante ressaltar que determinada característica implica sempre em uma “probabilidade de destino” Aliás desejos e atos já são por si só também coisas correlacionados em termos de causa e efeito; os desejos são uma mola propulsora para os atos.
Não é preciso muita explicação racional para referendar esse tópico. Basta se olhar com certa neutralidade a configuração das famílias e os indivíduos que as formam. A moderna técnica da Constelação Familiar é uma tentativa de se estabelecer e sistematizar essa correlação.
7 - A qualidade dos seus próprios esforços de Ser para transmutar em si os dados necessários em sua evolução.
Essa influência fala de um atributo essencial e intransferível do próprio indivíduo: o esforço. Aqui a porca torce o rabo. O indivíduo está sozinho no seu esforço apesar da pequena interferência do quadro das outras  influências  a favor ou contra. Esta é a única influência que parece estar fora do determinismo das outras. Ela parece que dá ao ser que nasce a possibilidade de fazer mudanças em seu destino que dependem de si mesmo e não do seu em torno em termos de espaço e tempo e ligações genéticas. O esforço e a persistência necessários neste caso remetem a afirmações de vários ensinamentos diferentes: no Budismo Zen a afirmação é de que  “você tem que atravessar uma porta onde não existe uma porta”. No Quarto caminho é “a evolução de cada um só interessa a si mesmo e a mais ninguém. É um trabalho contra a natureza, contra Deus”.  O Cristianismo fala de “o Caminho passa por uma porta estreita”.
 Soma-se a essas afirmações os adágios astrológicos de que “os astros inclinam mas não determinam” e também o de que “o mapa astrológico é também mais uma prisão que temos que transcender”. Então não há a desculpa “eu sou assim... não tenho culpa”.
A Ciência não tem respostas para  tudo isso e mesmo as tradições autênticas tem dificuldades para explicar o fenômeno das influências. Parece que através da Meditação, Silêncio do mental e Presença há uma pequena chance de se compreender a coisa (rsrs).

RESUMINDO: Apesar de a Astrologia ter sido por milênios apenas uma das sete influências, a sua validade como edifício de compreensão do mundo interior e exterior do Ser  Humano está, a exemplo do que faziam os reis no passado, cada vez mais sendo procurada pelas pessoas e referendada pelos ramos da “ciência não comprometida” pelo classismo, preconceito, interesses individuais e grupais. 
Porque? Por que ela é uma bússola que orienta as pessoas ajudando a responder a questão inicial formulada “quem sou eu? de que eu sou feito? de onde vim? para onde vou?”. Isso sem citar a sua vertente de previsão do futuro, muito mais popular, mas que na nossa opinião é apenas um subproduto do principal: o conhece-te a ti mesmo grafado nas antigas esfinges.
Afora as pessoas já acostumados com os astros, cada vez mais médicos, psicólogos, sociólogos e intelectuais em geral consultam os astros. Primeiro para saber qual é a natureza do outro, e depois antes de afirmarem, decidirem e aconselharem seus semelhantes e tomarem decisões mais afinadas com o a sua essência e as circunstâncias. Aliás poucos médicos sabem que Hipócrates, o pai da Medicina Ocidental, a quem fazem o juramento antes de exercer a profissão, disse que "Um médico sem o conhecimento da Astrologia não tem o direito de chamar a si mesmo de médico."

Na relação entre a Astrologia e as 7 influências, quem já leu os livros de Astrologia Kármica de Martin Schulman percebe claramente um fio que costura essas 7 influências num conjunto sólido e harmônico. Como dissemos na postagem DNA, Karma e Justiça,  um presente poder ver o Karma na sua forma física de DNA: tudo o que fizemos, juntamente com nossos pais e o eixo de nossos ancestrais está lá gravado e nos influenciando em cada existência, quer a gente se lembre ou não."