Mostrando postagens com marcador essênios. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador essênios. Mostrar todas as postagens

domingo, 25 de outubro de 2015

A Filosofia por trás do Veganismo

Dois veganos famosos
Se juntarmos num mesmo grupo pessoas como Einstein, Platão, Buda, Isaac Newton, Tolstoi, Brad Pitt, Drew Barrymore, Richard Gere, Steve Jobs, John Lennon, Kim Bassinger, Terence Stamp, Sting, Brigitte Bardot, Gandhi, Hipócrates, Tesla, Da Vincci, Clinton, Johnny Depp e mais uma lista incontável de gente, a característica comum é que eles são ou foram veganos ou vegetarianos. Substituiram proteina animal por vegetal. Porque?
Porque o boom do veganismo está conquistando rapidamente o mundo inteiro. Se você digitar hoje 25/10/2015 a palavra “vegan” no Google, aparecem 152 milhões de resultados (há 7 dias atrás era 150 milhões). Experimente agora porque amanhã será muito mais. Ano que vem? Imprevisível. O que está acontecendo? As pessoas estão acordando para o fato de que um movimento que junte alimentação saudável, compaixão animal e meio ambiente só pode ser coisa boa.
O crescimento do veganismo está atingindo o “modo exponencial” em todo o mundo, turbinado pelos meios de comunicação que promovem pessoas  veganas e vegetarianas famosas em todas as áreas do conhecimento: cinema, ciências, política, religião, mídia, tecnologia, tudo. O que está por trás disso? Muita coisa, mas uma delas é o fato misterioso de que de uns anos para cá há muitas crianças no mundo inteiro que já estão nascendo recusando proteína animal, e inclusive reeducando seus pais. Porque? Defesa da natureza? Uma sabedoria intuitiva orientando a raça humana? Mistéério.
Então você pergunta: e qual a diferença entre ser vegetariano e vegano? Como sempre a resposta é ampla, abrangente e mais rica que a pergunta. Vamos ver os fatos por trás...
Os primeiros veganos registrados pela História foram os essênios, judeus da Palestina do século II a.c.. Dizem que Jesus foi educado por eles. Se foi mesmo, era vegano. O primeiro vegano pop star...
Donald Watson, o carpinteiro inglês fundador formal do movimento nos tempos modernos dizia que “o Veganismo é a junção da alimentação saudável e outros cuidados com a saúde, compaixão pelos animais e respeito pelo meio ambiente”. Curto e grosso. Como já faziam os essênios. Parece fácil, mas a junção e o exercício consciente dessas 3 coisas é para poucos porque solicita uma postura física, emocional e mental.
Já o vegetarianismo consiste num modelo que se aproxima gradualmente do veganismo, tendo vindo do onivorismo (quem come de tudo), ou seja, quem come de tudo vai, por alguma razão, desistindo dos produtos animais, vai ficando gradualmente vegetariano puro, e se já tiver ou desenvolver compaixão e respeito animal, e ambiental, se torna vegano. Pronto.
Watson até dizia: que “- O vegetarianismo é um passo intermediário entre o onivorismo e o Veganismo. Há veganos que fizeram a transição em uma única etapa, mas a maioria das pessoas precisa do estágio intermediário.” É compreensível, pois uma coisa é se preocupar com a própria saúde individual ou da família, mas outro nível qualitativo e evolutivo é ter compaixão pelo animal e respeito pelo planeta e portanto por toda a humanidade. Isso já é coisa de gente grande. Há quem diga que deveríamos mesmo fazer como os índios americanos que ao colher uma planta para alimentação ou remédio, pedem desculpas ao espírito dela porque ela é um ser vivo e senciente (sensível). Na minha infância a gente não fazia isso mas orava na mesa agradecendo pelo alimento.
Mas, porque dissemos que o vegetarianismo se aproxima “gradualmente” do veganismo? Porque em termos práticos há uma gradação de tipos de vegetarianos com relação aos tipos de proteína animal, dada a dificuldade de abandonar os antigos hábitos alimentares. São 4 tipos “graduais” de auto-denominados vegetarianos:
  • O que também come algum peixe, como fazem alguns  da“macrobiótica light”. Na falta de nome melhor vamos chamá-lo de ictio-vegetariano já que ictios é peixe em grego. Acabei de batizar essa agora (rsrs)
  • O que come leite e derivados como manteiga, iogurte e queijos (lacto-ovo-vegetariano)
  • O que come ovos (ovo-vegetariano)
  • O que come só vegetal (vegetariano estrito). Este está mais próximo do vegano. Só falta a compaixão e o respeito ambiental (que parece fácil, fácil...)
Isso sem falar nos que comem mel, ou usam lã e seda naturais, produtos obtidos de animais e portanto criticados e recusados pelos veganos. E também dos crudívoros, variação que só come comida vegetal crua (comida viva). E os que comem vegetais levemente cozidos no vapor para não alterar a qualidade energética do alimento.
Vale notar também que o veganismo, sem exclusividade mas por bom senso, contempla outras  preocupações muito atuais que tiram o sono dos aficionados da saúde quanto aos alimentos: é crucial problema do açúcar, sal, química, inseticidas, transgênicos, fiscalização inexistente ou corrupta, todas elas frutos do capitalismo empresarial voraz.  Vamos falar destas preocupações em outra oportunidade. Alimentação que se preze não pode esquecer isso.
Vem daí o crescimento acentuado dos produtos orgânicos na produção vegetal feito por micro-produtores artesanais. Artesanais porque a agricultura orgânica não funciona em grandes volumes, em escala intensiva de monocultura, pois ela nada mais é que a agricultura antes da revolução industrial e do capitalismo moderno e, portanto, requer cuidados específicos de natureza holística no plantio e colheita. Agricultura holística é o canal.
Mas quanto à alimentação, não acredite no que eu falo. Nem em ninguém, independente dos diplomas e da pompa dos títulos. Neste aspecto cabe um conselho que exercitei a vida toda: teste tudo em você mesmo (a) todo o tempo, alimentos, chás, remédios, posturas, tradições e observe, estude e tire suas próprias conclusões. Sempre. Quem fazia isso era Hipócrates (pai da Medicina moderna), Paracelso (alquimista), Hanneman (o da Homeopatia), Bach (o dos sais, não o músico), e Arnaldo Preto... (rsrs). Eu nem conto tudo o que já testei em mim mesmo, para não ser chamado de louco. Sério. Alguns amigos e minha mulher é que sabem. Aquela santa.
Já que estamos falando de “gente fora da curva normal”, no extremo há também os breatharians (respiratorianos) e os sungazers (que, como eu há 6 anos, olham para o sol) adeptos da alimentação prânica, mas esse assunto fica para uma próxima, pois vai dar um nó em algumas cabeças menos avisadas (rsrs). Tudo a seu tempo.
Mas vamos fazer um resumo sobre que tipo de temas compreendem os 3 itens veganos de Watson e quais os problemas que atualmente existem com os quais você vai se deparar no sentido de exercitar uma compreensão do veganismo e defender a sua saúde. Como não podia deixar de ser, vamos jogar um pouco de farofa no ventilador...(Hê... Hê... Hê...)
 Recordando, são eles os temas: alimentação e saúde, compaixão pelos animais, e respeito pelo meio ambiente. Vamos lá:

  • ALIMENTAÇÃO E SAÚDE
Alimento e remédio
O pai da Medicina, Hipócrates, dizia “faz do alimento o seu remédio”. Mas ele só é lembrado pelos médicos no dia do juramento na formatura na faculdade. A frase é esquecida já na festa de formatura. Depois disso, quando é preciso prescrever um remédio ele receita baseado nas informações “insuspeitas” do promotor dos laboratórios farmacêuticos que o visita periodicamente e ganha para isso, e passa a ser o seu consultor, assessor e informante técnico, turbinado pelas promoções que recebe sobre o volume de vendas da indústria farmacêutica e oferecendo uma pá de promoções que incluem viagens, produtos e dinheiro. Muitos médicos alegam que “não tem tempo para estudar” a não ser rapidamente no Google, entre um emprego e outro. Isso é verdade, pelo volume de informações e remédios produzidos hoje. São vítimas eles também, além de réus como todos nós.
Felizmente estamos presenciando um número crescente de médicos percebendo a importância da medicina holística e funcionando como pontes entre essa medicina falsa que se deixou pautar pela indústria do remédio e também a medicina oriental associada às tradições (ayur-védica, hindu, taoista, budista, etc.) e também recomendando a agricultura orgânica na produção de alimentos.

Prevenção e saúde
Nas faculdades no mundo inteiro há pouquíssimos cursos e informações sobre a abordagem preventiva das doenças que poderia ser dada em cursos e cadeiras de Alimentação nas faculdades, seguindo a linha do pai da medicina. A única forma de fugir das doenças e escapar das cirurgias, remédios perigosos e caros, e da velhice sem qualidade de vida é a profilaxia, ou seja, PRE-VEN-ÇÃO!
Pesquisei no curso de Medicina da USP em São Paulo e não há nada, nenhuma matéria preventiva sobre alimentação que seja dada nos cursos obrigatórios de formação de médicos. Só há poucas informações no caso de pacientes pós-operatórios quando o pote já quebrou e o leite já derramou. Hipócrates não vai gostar nada disso. E essa falta de medicina alimentar preventiva deve ser assim nas faculdades no mundo todo. As indústrias alimentar, da proteina animal e farmacêutica aplaudem de pé, é claro, pois vendem mais por conta disso. Fique atento: a alimentação correta é a verdadeira prevenção. E ponto. Além dos exercícios físicos, como não poderia deixar de ser.

Química e saúde
Não se iluda. No que diz respeito aos produtos químicos na sua alimentação você está sozinho e totalmente desamparado. Todo o alimento industrializado é ruim, mesmo o que parece maravilhoso nos comerciais de TV.  Fique atento. Se você tiver paciência e olhar os rótulos dos produtos que consome nos supermercados vai ficar assustado com o que aparece, mas também e talvez principalmente, com o que não aparece. É o caso dos transgênicos, inseticidas e adubos nos vegetais frescos, e aquelas siglas e códigos em letras minúsculas nas embalagens indicando conservantes, homogeneizantes, acidulantes, espessantes, flavorizantes, o diabo... A longo prazo é tudo veneno. E ninguém relaciona isso com o atual aumento exponencial de doenças do coração, sistemas digestivo e circulatório, pressão arterial, ossos, ligamentos, doenças mentais, pele. E tudo “autorizado e controlado” pelas autoridades. Só para constar: quem liberou os transgênicos no Brasil foi aquele ex-sindicalista barbudo que hoje está na mira da Lava Jato em Curitiba.

Saúde, proteção e controle
Você acredita que o governo vai ajudar você?  Não vai. Há no mundo inteiro um complô silencioso e um lobby maligno entre empresas alimentícias, químicas e agropecuárias com suas truculentas e corruptas entidades associativas, médicas, organizações de controle governamental (tipo FDA – Foods and Drugs Administration, nos EUA) ou seus correspondentes no Brasil (SIF – Serviço de Inspeção Federal, DIPOA – Inspeção de Produtos Animais, Anvisa – Ag. Nac. de Vigilância Sanitária), e também fiscais, políticos, legisladores, juízes (todos os que supostamente deveriam proteger você). A pressão combinada do capitalismo, política, mídia paga, e justiça, impede o homem comum de ver qualquer coisa. Para desmoralizar os que reclamam, eles falam que tudo é "a teoria da conspiração". E convencem.
Você que está hoje vendo na mídia os resultados da luta contra a corrupção em entidades governamentais e partidos políticos no Brasil, confia no governo, políticos e nessas entidades que afirmam proteger a sua saúde? Elas realmente fiscalizam as empresas que poluem e adicionam “legalmente” venenos à sua saúde ou são manipuladas e pagas pelos lobbies? Ou os fiscais delas, que deveriam proteger a sua saúde, são subornados por interesses econômicos delas contra você? A resposta todos sabem. Você decide o que fazer. Eu vou ao supermercado, leio o rótulo e não compro. Aliás os rótulos já omitem muita coisa mesmo. E não tomo remédio. Quem toma é porque comeu mal sejam alimentos, emoções ou impressões. Não fez a prevenção com o alimento, que deveria ser o seu remédio.
Muita coisa escapa dos rótulos do supermercado. 
Publiquei há um tempo atrás uma postagem sobre esse incrível povo vegetariano, os Hunza. Um trecho diz: “Lembrei-me agora de um fazendeiro pecuarista, pai de uma amiga de São José do Rio Preto, S.P., que perguntado por mim como fazia para evitar que o seu gado fosse rejeitado no abate logo após ter tomado os perigosos remédios e hormônios de crescimento, respondeu: "- Não há controle nenhum. Se a fazenda tiver uma promissória vencendo no banco e eu tiver que pagar, não tem jeito. O gado vai para o abate. Não há fiscalização suficiente mesmo”.

Saúde e corrupção
Qual a ligação entre saúde e corrupção? Você já vai perceber. Corrupção e descontrole no Brasil é o que se vê hoje no INSS, Petrobrás, Eletrobrás, etc., e certamente toda a estrutura do governo nos 3 poderes (executivo, legislativo e judiciário) e nos 3 níveis (federal, estadual e municipal). A verdade é: qualquer pessoa que tem algum poder em mãos só quer transformar o poder que tem em dinheiro.  Todos sabemos que o ser humano é assim. Se você quiser conhecer alguém de fato, dê poder para ele. Estamos vendo esse filme a toda hora.
 Não é preciso ir para Brasília. Todos estamos vendo a corrupção acontecer à nossa volta na vida habitual, e às vezes até com a nossa participação, displicência ou falta de ação. É com o zelador do prédio, o síndico, o guarda de trânsito, o policial, o “servidor” público, o sindicalista (vixe!), o vereador, o deputado, o juiz, o ministro, gerente, diretor, o presidente das empresas e da república. A conseqüência disso é que você está sendo enganado, sozinho e desamparado. E paga a conta. Como? Com os impostos que aumentam para cobrir o rombo, ou com os péssimos serviços de saúde, atendimento, hospitais, saneamento, educação, segurança cujo dinheiro está na Suiça e paraísos fiscais. E, no mais das vezes, paga a conta com o seu dinheiro suado, com a preocupação com o futuro dos filhos, a pressão alta, o colesterol, o mau humor, a raiva, o descontrole, e por aí afora. Não há saúde que agüente, ôsh!

Exercício físico
Nos anos sessenta e setenta eu estudava e praticava exercícios de saúde taoistas com um simpático velhinho japonês no bairro da Liberdade em Sampa, chamado Zenzo Yamamoto. Um mestre. O pai ou avô de vocês deve ter ouvido falar nele. Com 75 anos se dava ao luxo de fumar de vez em quando um cigarrinho de palha (como o Clinton... rsrs).
Um dia eu, que corria 12 km por dia na pista de borracha do estádio do Ibirapuera, perguntei a ele se correr era o melhor esporte para a saúde. Ele disse: “Correr é para cavalo. O homem anda. Anda muito”. Hoje sei que isso é verdade. Curiosamente, a corrida excessiva é o único diagnóstico que tive sobre a causa da minha necrose do fêmur aos sessenta e poucos anos.
Caminhar é tudo o que a gente precisa saber sobre corrida e esportes. Caminhar muito. As Olimpíadas são um mito. Um mau mito da humanidade.

 O tripé da Saúde
Outro assunto que tenho aprendido um dia depois do outro é que a saúde é um composto equilibrado de 3 coisas: saúde física, emocional e mental. A emocional é tão ou mais importante que a saúde física e elas fazem parte de um conjunto integrado com a saúde mental. A meditação, ou contemplação, é a cola que junta as três num conjunto harmônico. Há 3 coisas que precisam ser trabalhadas tanto na meditação como na ação no dia-a-dia: silêncio no mental, calma no emocional, e relaxamento no físico. E a chave está no emocional. É o centro de gravidade do humano. O nó do borogodó. Há uma literatura interminável sobre o assunto. Vamos falar disso em breve.

  • COMPAIXÃO PELOS ANIMAIS
É simples. A melhor forma de ter compaixão pelos animais é não matá-los. E nem comê-los. Isso já seria um bom começo. Depois vem essa "escolha de Sofia" entre quem é o meu pet querido e quem eu vou comer no almoço. Depois, na ordem, vem o cuidado com a alimentação e saúde deles. O carinho. O afago. O cafuné. Felizmente compaixão tem além de uma componente herdada dos pais, uma outra fornecida pela educação, tanto dos pais, da escola, dos bons amigos, do exemplo. Estamos no meio do caminho, mas a coisa está felizmente crescendo no mundo inteiro.
Os temas que mais precisam ser trabalhados são:
Matar animais por alimentação, por diversão, exaustão, indiferença, descuido, testes de produtos e medicamentos, crueldade delegada, especismo, dano colateral, etc.
Você já viu a morte de animais na indústria e a produção de enlatados? Nem veja. A internet mostra o absurdo com detalhes. Isso porque todas as religiões falam que eles são “criação de Deus”. Já pensou se não fossem?  Paul Mc Cartney pegou bem o espírito disso quando falou: "Se os matadouros tivessem paredes de vidro, todos seriam vegetarianos”.
O caminho mais eficiente de proteger os animais é influenciar os políticos e legisladores através da pressão popular das redes sociais e da mídia. Após esse pontapé inicial as ações ficam legitimadas e portanto mais fáceis para serem ativadas pela rede de protetores que já é grande no Brasil e no mundo todo. A mídia e redes sociais desempenham um papel crucial no processo.

  • RESPEITO PELO MEIO AMBIENTE
Bruce Hamilton, diretor executivo do Sierra Club, uma das 3 maiores fundações de proteção do meio ambiente do mundo disse: “- Os climatologistas nos dizem que o nível seguro mais elevado de emissões seria aproximadamente 350 ppm (partes por milhão) de gases de efeito estufa na atmosfera (CO2 – dióxido de carbono) e já estamos em 400. Dizem que a temperatura segura que poderíamos produzir sem consequências perigosas quanto à seca, fome, conflitos humanos e extinção de espécies, seria um aumento de mais 2 °C na temperatura média atual do planeta. Chegaremos lá rapidamente, e com tanto CO2 já existente na atmosfera, vamos ultrapassar facilmente isso. Portanto, estamos assistindo a próxima grande extinção de espécies na Terra, algo que não ocorria desde o desaparecimento dos dinossauros. Quando houver países submersos com a subida do nível do mar, quando houver países sofrendo com a seca ao ponto de não poderem alimentar a população e esta precisar migrar para outro país ou invadir outro país, teremos guerras climáticas.” É um estágio depois de guerras religiosas.
Mas há uma desinformação ou contradição nisso e que é o que mais interessa: um relatório publicado pela ONU diz que o gado produz no mundo mais gases de efeito estufa que todo o setor dos transportes (terrestre, aéreo e marítimo). Ou seja, criar gado gera mais gases de efeito estufa que todos os carros, caminhões, trens, barcos e aviões no mundo (13%, contra os 18% gerados pelo gado). Isto porque as vacas produzem um incrível volume de gás metano a partir do seu processo digestivo. 

O gás metano produzido pelo gado é 25 a 100 vezes mais destrutivo que o dióxido de carbono dos veículos! Repetindo: O GÁS METANO PRODUZIDO PELO GADO É 25 A 100 VEZES MAIS DESTRUTIVO QUE O DIÓXIDO DE CARBONO DOS VEÍCULOS! Você sabia? E nós andamos alegremente de bicicleta para ajudar a reduzir as emissões de CO² dos carros. Brincadeira.
Mas o problema não está apenas nos combustíveis fósseis. A produção de proteína animal não só contribui para o aquecimento global via metano produzido pelo gado, como é a maior causa de consumo de recursos (água e dinheiro) e degradação ambiental. E os websites das maiores organizações ambientais como a 350.org, Greenpeace, Sierra Club, Climate Reality, Rainforest Action Network, Amazon Watch não falam nada sobre a agropecuária. Nem os governos. Porquê?
A chamada “fratura hidráulica” do gás natural (gasto de água para produzir algo) gasta muita água. Gastam-se incríveis 378 bilhões de litros anualmente nos EUA, mas só neste país, a agropecuária consome 128 bilhões de litros de água. E as emissões de metano de ambos os ramos são quase iguais. O californiano gasta em média 5600 litros por pessoa, por dia! Metade disso refere-se ao consumo de carne e laticínios. A carne e os laticínios exigem muita água, em parte porque os animais lá nos EUA comem cereais que requerem muita água para serem produzidos. Cereais é o que eles comem diferentemente dos povos pobres. A água que está no cereal que o animal come é considerada parte do valor de água virtual atribuída à carne. A sua pegada ecológica e hídrica. No Brasil a maioria do gado come capim, mas para isso desmatam tudo, principalmente a Amazônia o que é pior ainda. A continuar produzir carne podemos optar entre a frigideira ou as brasas.
Um hambúrguer de 110 g para chegar à sua mesa no Mac Donald’s requer mais de 2500 litros de água para ser feito! São necessários mais de 10.000 litros de água (10 toneladas) para produzir meio quilo de carne! 
Fala-se muito em reduzir o consumo doméstico de água, mas isso é apenas 5% do que os EUA consomem comparados com os 55% da agropecuária. As campanhas do Governo dão dicas para poupar água, como usar torneiras e aparelhos sanitários mais eficientes, mas nada falam sobre a agropecuária. Porque será?
Você já percebeu né? Ninguém (mídia, governo e organizações ambientais por razões diferentes) fala disso por causa do poder de lobby da indústria de proteína animal, carne, ovos, queijo e leite e todos os seus derivados. A mídia pelos gastos de publicidade, o governo pelos impostos que arrecada e as “.org ambientais” como o Greenpeace e outras, pelas doações recebidas do setor agropecuário- industrial. E ficam protegendo os golfinhos, focas e tubarões como se estes vivessem em outro planeta. A gente que se dane. E nós estamos aqui... tranqüilos como o cara que pulou do 18º andar, ao passar pelo 3º e pensou: “Até aqui, tudo bem.”
O alarmante de tudo isto é que se as emissões de carbono dos veículos pararem hoje, em 10 a 20 anos tudo começa a se recompor (se a Amazônia não acabar em 10 a 15 anos conforme previsto, é claro), mas o metano existente leva mais de 100 anos para ser absorvido. Tá bom ou quer mais?
E nem estamos falando da extinção acelerada de abelhas, insetos e morcegos, todos polinizadores e a sua conseqüência previsível no colapso da agricultura.
Parece que a Humanidade não está bem na fita, hein moçada?
Por isso Einstein e Da Vincci disseram (antes mesmo do veganismo):
  • "Nada beneficiará tanto a saúde humana e aumentará as chances de sobrevivência da vida na Terra quanto a evolução para uma dieta vegetariana. A ordem de vida vegetariana, por seus efeitos físicos, influenciará o temperamento dos homens de uma tal maneira que melhorará em muito o destino da Humanidade." Einstein
  • "Haverá um tempo em que os seres humanos se contentarão com uma alimentação vegetariana e julgarão a matança de um animal inocente da mesma forma como hoje se julga o assassino de um homem."
    Leonardo da Vinci
Pronto. Falei.

Referências:
·        Vídeo “Cowspiracy” legendado:  HTTP://serluminoso.blogspot.com
·        Revista Vegan News


sábado, 17 de outubro de 2015

Tributo ao criador do Veganismo

Donald Watson, fundador do
 Veganismo
“No mundo atual, conturbado, as pessoas têm manifestado uma preocupação clara com a sua própria saúde física e emocional e a dos seus próximos. Já se percebe também iniciativas tímidas e atrasadas de governos com relação à saúde, sobrevivência e ao bem estar dos cidadãos e portanto de toda a humanidade. Já não era sem tempo. A alimentação ocupa um lugar de destaque nessa arena.
Ao lado disso nota-se no mundo que, apesar do desrespeito dos humanos com os seus próprios semelhantes, está a pleno vapor ainda que incipiente, uma preocupação com os animais e com o meio ambiente. Curiosamente o budismo, a única “religião sem Deus” ensina esse respeito aos animais e ao meio ambiente através da Compaixão, do reconhecimento da ”existência do outro”, mesmo que sejam animais e portanto “inferiores”, como pensam alguns. 
E pensei: qual deveria ser o tema do primeiro artigo sobre o tema? Tanta coisa para falar... Então me lembrei de uma frase de um livro de Carlos Castaneda em que seu mestre Don Juan o sábio índio e xamã diz a ele: “ A totalidade de um caminho está no primeiro passo”. E cuidadosamente escolhi como tema do artigo a visão simples e profunda do próprio criador do Veganismo que conseguiu em 1944 juntar alimentação saudável, saúde, compaixão, respeito aos animais e ao meio ambiente. Um mestre raro.” A visão dele foi o primeiro passo do Veganismo.
Esta é então a entrevista com Donald Watson, fundador da britânica Sociedade Vegana  (Vegan Society), para celebrar o Dia Mundial do Veganismo.
Donald Watson era um Virginiano, portanto ligado ao tema da saúde, e nascido em 02 de setembro de 1910, em South Yorkshire, Reino Unido e falecido em 16 de novembro de 2005, em Cumbria, Reino Unido. É dele a invenção da palavra "Vegano" com sua esposa Dorothy. Fundou a Sociedade Vegana em 1944, fim da guerra, época de renascimento e construção. Profissão: carpinteiro e professor de carpintaria. Vegetariano por mais de 80 anos, vegano por 60 anos. Esta entrevista foi publicada pela primeira vez em "O Vegano" na edição de verão de 2003. Vamos lá:

George D. Rodger: - Quando e onde você nasceu?
Donald Watson: - Nasci no dia 02 de setembro de 1910 em Mexborough em South Yorkshire, em uma família onívora (comiam de tudo).
G: Conte-me sobre sua infância.
Uma das minhas primeiras lembranças é de férias na fazenda do meu tio George, onde ele estava sempre rodeado de animais interessantes. Segundo ele, todos os animais "deram" alguma coisa: o cavalo da fazenda puxava o arado, o cavalo mais ligeiro levava as pessoas, a vaca "deu" leite,  a galinha "deu" ovos e o galo foi um despertador útil. Então, eu não sabia que eles também tinham outra função. A ovelha "deu" lã. Eu nunca entendi o que "deu" o porco, mas eles pareciam criaturas tão amigáveis que eu sempre simpatizei com eles. Então chegou o dia quando um dos porcos foi morto: até hoje eu tenho memórias vívidas de todo o processo - incluindo gritos - claro. Uma das coisas que mais me surpreendeu foi que o meu tio George, que eu via em alta conta, fazia parte do grupo. Eu decidi que a fazenda - e tios - tinham que ser reavaliados: o cenário idílico era nada além de um corredor da morte, onde cada dia das criaturas foi listado até que eles não eram mais úteis para fins humanos. Eu vivia em casa por 21 anos e em todo esse tempo eu nunca ouvi uma palavra de meus pais, avós, meus 22 tios e tias ou 16 primos, ou os meus professores, ou o pastor, de qualquer coisa remotamente associada a qualquer direito que os animais tivessem, já que são “criação de Deus". Ao sair da casa, aos 21 anos, fui morar como artesão-aprendiz de carpinteiro com outro tio, mas houve a depressão econômica de 1930 e achei que eu poderia tornar-me um artesão qualificando-me na cidade. Com alguma dificuldade, consegui e eu gostei do trabalho tanto que eu nunca tentei substituí-lo por outro.
G: - Você tem 92 anos e 104 dias nesta data. A que você atribui sua vida longa?
D: - Eu me casei com uma garota de Gales, que me ensinou a língua e dizia "Quando todo mundo corre, fique parado", e tenho feito isso desde então. Isso deve ser parte da resposta porque muitas pessoas em corridas suicidas fazem todos os tipos de atos perigosos. Eu sempre disse que o maior erro é que o homem está tentando se tornar um animal carnívoro, porque vai contra a lei natural. Inevitavelmente, eu suponho que, dentro dos próximos dez anos, não vou acordar uma manhã. E daí? Haverá um funeral, haverá um punhado de pessoas e, de acordo com previsões de  Bernard Shaw para seu próprio funeral, vão estar presentes os espíritos de todos os animais que eu não comi. Nesse caso, vai ser um grande funeral!
G: - Quando você começou a ser vegetariano?
D: - Era um propósito e uma nova resolução do ano de 1924, então eu não comi carne ou peixe por 78 anos.
G: -  Conte-me sobre os primeiros dias da Vegan Society.
D: - Tudo começou literalmente a partir do zero dois anos antes de formarmos uma sociedade democrática. Com as respostas que tivemos - milhares de cartas – senti que se não formasse a Sociedade alguém o faria, então eu pensei em dar-lhe um nome diferente. A palavra "vegan" foi imediatamente aceita e se tornou parte da nossa língua, e agora é conhecida em muitas partes do mundo, eu acho. Eu não posso deixar de comparar a nossa revista trimestral atual com o humilde "Vegan News" que produzimos com grande dificuldade. Eu costumava passar toda a noite montando as páginas, grampeando, fazendo. Eu era limitado a um número de 500 assinantes, porque eu não poderia lidar com um número maior. Comparado com a democracia, a ditadura tem uma vantagem óbvia: nos primeiros dias de "Vegan News" eu poderia fazer isso do meu jeito. Eu não acho que eu poderia ter sobrevivido se eu tivesse que escrever para as pessoas e pedir sua opinião. Eu não tinha telefone ou carro, e achava que todos concordassem comigo, até que eu tive que trabalhar com um comitê.
G: - Como o seu Veganismo trata das crenças religiosas que você pode ter?
D: - Eu nunca fui de ter crenças profundas. Eu não era inteligente o suficiente para ser um ateu, mas agnóstico sim. Alguns teólogos acreditam que Cristo era um essênio. Se fosse, seria vegano. Se ele estivesse vivo hoje, ele seria um propagandista vegano itinerante em vez de um pregador ambulante daqueles dias, para espalhar a mensagem da Compaixão. Eu acho que há agora mais veganos domingo no almoço que anglicanos frequentando o culto da manhã de domingo. Eu acredito que os anglicanos devem se regozijar com a boa notícia de que alguém, pelo menos, está praticando o elemento essencial da religião cristã, a Compaixão.
G: - O que você acha mais difícil em ser vegano?
D: - Bem, acho que é o aspecto social, ou seja excluir as pessoas veganas que se encontram e se reúnem para comer. A única maneira que este problema pode ser aliviado é que o Veganismo seja aceito em locais públicos, como hotéis, restaurantes, onde quer que vá. Espero que algum dia isso se torne a norma.
G: E o outro lado da moeda: O que parece mais fácil em ser vegano?
D: - A grande vantagem é ter uma Consciência clara e acreditando que os cientistas devem aceitar a Consciência como parte da equação científica.
G: - Qual é a importância de ter feito jardinagem em sua vida?
D: - Quando eu morava em Leicester, um amigo me deixou usar um lote de terreno. Quando a safra estava madura, ele tinha que trazê-la de volta por quatro milhas através da cidade. Quando eu tive a sorte de conseguir um emprego em Keswick, eu tinha uma casa com um acre de jardim, um verdadeiro sonho tornado realidade. Minhas caixas de compostagem cheias de mato, grama cortada, resíduos vegetais da horta, folhas mortas (mas não de esterco animal). A propósito, toda a minha escavação era feita com um garfo, para manter vivas as minhocas.
G: - Quais são os seus pontos de vista sobre os esportes cruéis?
D: - Eu acho que eles são os mais baixos. Não importa pensarmos que são necessários,  pois agindo assim nós fazemos mal, porque mais do que matar criaturas para seu próprio bem, matar criaturas para se divertir é perverso.
G: - E sobre a experiência com os animais?
D: - Dizem que os esportes cruéis são o ponto mais baixo, mas eu acho que nós temos que mover a alavanca um pouco mais para baixo para colocar lá a vivissecção (cortar animais vivos). Ela é algo que sempre perguntam quando a gente pensa na “crueldade delegada” executada por essas pessoas, mas é uma questão simples: se não houvesse vivissectores poderíamos fazer o que eles fazem? Se não podemos, não temos o direito de esperar que eles façam isso para nosso benefício. Os medicamentos mais ortodoxos são testados em animais e talvez seja, uma das maiores inconsistências os vegetarianos e veganos tomarem esses medicamentos,  ainda mais inconsistente do que usar couro ou lã, porque estes são produtos de uma indústria que fornece carne.
G: - O que você pensa da Ação Direta?
D - Eu nunca me vi envolvido nela. Tenho grande respeito por aqueles que acreditam que é a forma mais direta e rápida para perseguir seus objetivos. Se eu fosse um animal em uma gaiola em um laboratório, agradeceria a pessoa que quebrou tudo para me livrar, mas, mesmo dizendo isso, devemos sempre lembrar: pode acontecer que nossas ações se revelem contraproducentes? Eu não sei se responder "sim" ou "não", porque eu não sei a resposta para isso.
G: - O que você considera a maior conquista de sua vida?
É o que me propus a fazer: sentir-me uma ferramenta para iniciar um grande movimento que não só poderia mudar o curso da história da humanidade e o resto da criação, mas também aumentar as expectativas de sobrevivência humana no planeta.
G: Você tem alguma mensagem para os milhares de pessoas que são atualmente veganas?
D: - Tomar para si a visão ampla do que significa o Veganismo, algo além de encontrar a alternativa para fazer ovos mexidos ou uma nova receita para um bolo de Natal. Perceba que você está em algo realmente grande, algo que não havia sido avaliado até 60 anos atrás, que concentra muitas críticas razoáveis, mas que não podem contra ele. E não levar semanas ou meses para estudar especialistas em dieta ou ler livros. Significa tomar alguns fatos simples e aplicar.
G: Você tem alguma mensagem para os vegetarianos?
D: - Aceitar que o vegetarianismo é um passo intermediário entre o onivorismo e o Veganismo. Pode haver veganos que fizeram a transição em uma única etapa, mas tenho certeza que a maioria das pessoas precisa do estágio intermediário. Eu sou um membro da Sociedade Vegetariana para manter contato com esse movimento. Fiquei encantado ao saber que na Conferência Mundial de Vegetarianismo realizada em Edimburgo, a dieta era vegana e não havia escolhas. A pequena semente plantada há 60 anos está fazendo presença e dando frutos.
G: Como você acha que tem sido o desenvolvimento da Sociedade Vegana, desde que a deixou?
Certamente melhor do que eu esperava. O gênio saiu da garrafa e ninguém pode devolvê-lo às tempos ignorantes antes de 1944, quando a semente vegana plantou esperança nas pessoas. O homem pode agora viver com uma dieta vegana. O primeiro trabalho foi feito por voluntários. De certa forma, todas as empresas começam com um trabalho feito por voluntários. Até o nosso diretor executivo tem um salário menor que um salário comercial, porque não podemos permitir qualquer outra coisa. Assim, desde a sua criação, a Sociedade Vegana tem se beneficiado de trabalho voluntário. Nós somos gratos a essas pessoas. Quem sabe o que aconteceria se eles não estivessem aqui.
G: - Em que sentido você entende que a Sociedade Vegana deve funcionar no futuro?
D - Não me atrevo a sugerir algo a um movimento que parece ir bem, espalhando a obra por todo o mundo. O edifício que sobreviveu a todos os ataques antes de iniciarmos o nosso trabalho está se desintegrando devido à sua estrutura fraca. Não sabemos quais os avanços espirituais que o Veganismo traz a longo prazo - com as gerações - para a humanidade. Seria certamente uma civilização diferente, a primeira que merece ter o título de civilização.

Tradução livre, feita por Arnaldo Preto, da entrevista de Donald Watson a George D. Rodge da Sociedade Vegana em agosto de 2003.

sábado, 7 de março de 2015

Os Essênios, Cura, Paz, Felicidade

Sempre fui fascinado pelos essênios. Eles são uma dissidência do judaísmo por discordâncias de crença e se situam cronologicamente antes e durante a vida de Jesus, que era considerado também essênio, pois acredita-se que durante a fase misteriosa de seu desaparecimento entre os 12 e os 30 anos ele estivesse entre eles.
A grande contribuição moderna para o conhecimento deste grupo foi feita quando do descobrimento dos Manuscritos do Mar Morto encontrados numa caverna do deserto onde evangelhos antigos, alguns apócrifos, lançaram luzes sobre aqueles tempos e inclusive sobre o Cristianismo, apesar de não terem sido escolhidos como evangelhos “oficiais” pelo concilio de bispos da Igreja, que só escolheu 4 deles entre todos os conhecidos na época: os de João, Lucas, Marcos e Mateus. 
A origem dos Essênios é pouco definida, até mesmo de seu nome é duvidoso. Alguns relacionam seu nome ao profeta Enoch e o consideram o antecessor dos essênios. Segundo outros, o nome essênio significava médico, terapeuta, e se origina da palavra Ezrael. Eles seriam os escolhidos, que Moisés levou à frente de Deus, antes de subir no monte Sinai, para receber os mandamentos de Deus, através de Moisés, a seu povo. Se a própria origem deste nome leva a tantas descobertas, é bem possível que a comunidade já existia desde tempos mais remotos, com diversos nomes.
 Conta-se que em todas cidades eles tinham casas, através de toda a  Palestina. Nestas casas ou pousadas, eles eram acolhidos em suas peregrinações, ganhando toda assistência e alimentação. O historiador  Plinius lembra também de uma comunidade dos essênios que viviam as margens do Mar Morto, que era a comunidade de Qumram, mas também havia os essênios que viviam na Síria e no Egito. Os irmãos do Egito eram chamados de Terapeutas, os curadores. Segundo Edgar Cayce, famoso vidente, Maria, José, João Batista e o próprio Jesus eram essênios.Edgar Cayce, o grande vidente americano, descreveu precisamente onde e como viviam os essênios, que eles estavam espalhados pela Palestina e que o messias viria da comunidade deles. Isto tudo aconteceu onze anos antes de serem descobertos os manuscritos do Mar Morto.
Um dos evangelhos importantes, O Evangelho Essênio, atribuído a São João, está entre eles. É uma jóia inestimável para a saúde física, emocional e mental e deveria ser lido por todos os médicos modernos,  juntamente com o Juramento a Hipócrates, do qual eles se esquecem logo após a cerimônia de formatura.  
Sobre este evangelho, Edmond Bordeaux Szekely, filólogo e filósofo, Phd na Universidade de Paris, escreveu o livro O Evangelho Essênio da Paz baseado no documento original. Na leitura deste evangelho o observador interessado em medicina, saúde e cura vai ficar encantado com a simplicidade do ensinamento. 
Há um lembrete porém: não se esquecer de que a linguagem do texto é fortemente religiosa, um produto da época, e frequentemente repetitiva e maniqueísta. Não devemos nos deixar levar por isso, sob o risco de perder a verdade por trás do texto, que é o grande presente dele.
Há indicações claras sobre a alimentação tanto do físico quanto do emocional e do espírito: o que comer e beber, o quanto comer, como comer, situações a evitar enquanto se come. Além da alimentação do físico há indicações preciosas de como conviver, baseadas nos 10 mandamentos, que lembram os conhecimentos compassivos do budismo. 
Segundo os essênios, há 6 "anjos" ligados à Mãe Terra, e 6 ligados ao Pai Celeste numa clara alusão de que o Homem deve conciliar dentro de si as energias que recebe da terra e do céu, para obter a saúde. O texto diz: 
"Deus não escreveu as leis nas páginas dos livros, senão em vosso coração e em vosso espírito. Encontram-se em vossa respiração, em vosso sangue, em vossos ossos, em vossa carne, em vossos intestinos, em vossos olhos, em vossos ouvidos e em cada pequena parte de vosso corpo.
Estão presentes no ar, na água, na terra, nas plantas, nos raios do sol, nas profundidades e
nas alturas. Todas vos falam para que entendais a língua e a vontade do Deus Vivo.
Porém vós cerrais vossos olhos para não ver, e tapais vossos ouvidos para não ouvir. Em verdade vos digo que a escritura é a obra do homem, porém a Vida e todas as suas hostes são obra de nosso Deus. Por que não escutais as palavras que estão escritas em Suas obras? E por que estudais as escrituras mortas, que são a obra das mãos do homem?”

 E há também a alusão constante da cura através dos 4 elementos, ar, água, fogo e terra. 
É um evangelho da saúde. Enfim, um achado.
Clique aqui:  O EVANGELHO ESSÊNIO DA PAZ para acessar o texto.
Boa leitura!

domingo, 19 de maio de 2013

Magnetismo e Mudança

Há muitos indicadores científicos quantificáveis que mostram que a Terra e o Sistema Solar estão passando por mudanças que nunca haviam se produzido no registro da história humana. Muitos médiuns e canalizadores dizem que nós entramos no início de uma mudança dimensional que já está provocando profundos efeitos nas vidas de todos. Além disso, alguns preveem que na próxima década entraremos em um processo de Ascensão para consumar as profecias de Jesus. 
Gregg Braden é, provavelmente, a pessoa mais reconhecida das que estão avaliando e revelando os fenômenos científicos que indicam a mudança.
Ele ficou intrigado com tudo isso quando trabalhava para a Phillips Petroleum no final de 1970 e percebeu que o magnetismo da Terra estava em seu ponto mais baixo em 2000 anos e continuava diminuindo a ritmo acelerado. Com o tempo Braden escreveu um livro – Awakening to Zero Point (Despertando para o Ponto Zero) – em que documenta este e outros indicadores da rápida mudança de nosso planeta. Ele é entrevistado pelo escritor Wynn Free:

Wynn: É verdade que os pólos magnéticos da Terra estão agora mesmo em pleno processo de mudança?
Gregg: Na verdade desde maio-junho-julho de 2002 as publicações científicas são amplamente conhecidas e aceitas pela primeira vez que estamos em um processo de inversão polar.
Nos anos 60 os geólogos estavam certos de que a Terra passava por uma inversão assim periodicamente. Eles sabiam, por amostras subterrâneas, de gelo e fósseis, bem como pelas partículas magnetizadas que ficavam bloqueadas em certas posições no interior das rochas terrestres.
Os geólogos estavam tão seguros desse fenômeno que de fato haviam mapeado os últimos 4,5 milhões de anos, e os registros resultantes sugeriram que a Terra havia passado por 14 destas inversões dos pólos. Naquela época, 1961 e 1962, os cientistas pensavam que a última inversão polar havia ocorrido na última glaciação, há 10-12 mil anos. E estavam confiantes que ia voltar a ocorrer, mas não antes de vários milênios, portanto, não havia com que se preocupar.
Mas nos anos 90, os geólogos começaram a desenvolver este tipo de informação. Se eles haviam dito que levaria milhares de anos para ocorrer novamente, começaram a dizer que: “Bem, pode acontecer, mas dentro de alguns milênios”. Mas agora há evidencias recentes que vem das amostras de gelo antártico e da Groelândia, que mostra que isso poderia voltar a acontecer logo, em uma década.
Agora sabemos que atualmente os pólos estão se movendo, e agora mesmo. Não sabemos exatamente o significado disso porque, mesmo que tenha acontecido 14 vezes nos últimos 4,5 milhões de anos, nunca havia acontecido com mais de 6 bilhões de pessoas vivendo na Terra. (Nota do site Sementes de Sírius: Em várias canalizações de Aïvanhov publicadas em nosso outro blog, o Minha Mestria, foi citado um ciclo de 320.000 anos. Se dividirmos 4,5 milhões por 14, o resultado aproximado é de 321.000 anos.)

Wynn: Voce está dizendo que é de conhecimento geral?
Gregg: É de conhecimento comum entre as pessoas que devem saber destas coisas. Por exemplo, os regulamentos da U. S. Força Aérea dizem que, quando os pólos se movem entre 5 e 8 graus, as pistas dos aeroportos devem ser renumeradas para fazer com que os números correspondam com os rumos magnéticos para a visão dos pilotos.
O primeiro aeroporto dos EUA a cumprir esta norma foi Minneapolis/St. Paul, que investiu na ordem de 85 mil dólares para renumerar e adequar as cabeceiras das pistas. Mas o que aconteceu no contexto temporal de maio-junho-julho de 2002 é que revistas como a Nature, Science, Scientific American y New Scientist publicaram artigos que afirmaram que definitivamente estamos em um processo de inversão magnética e as notas da agência Associated Press os recolheram.
Os cientistas não têm ideia sobre qual será o impacto disto sobre as grades de força eletrônicas e eletromagnéticas. E mais, não sabem o que isso significa para o sistema imunológico humano. Algumas modalidades de curas alternativas têm demonstrado a ligação entre o sistema imunológico e o magnetismo, e também que nossos sistemas imunológicos poderiam muito bem estar sintonizados com os campos magnéticos da Terra. Sabemos que os pássaros e os animais migram seguindo as linhas desses campos magnéticos.
Por isso especula-se que as mudanças que estão ocorrendo nestes campos magnéticos, sejam os responsáveis pela mudança dos padrões migratórios dos pássaros que se registraram na Ásia e na América do Norte. A mudança nos campos também poderia explicar porque as baleias estão encalhando. As linhas de navegação que sempre guiaram as baleias mudaram e agora elas são conduzidas para a praia.
Quando devolvidas ao mar e liberadas, elas voltam a se alinhar com as mesmas linhas magnéticas e ao segui-las, tornam a encalhar novamente. Portanto, sim, é do conhecimento geral. As revistas científicas mais respeitadas dizem que já estamos na mudança. E embora não saibamos o que isso significa, é importante que algo assim esteja sendo reconhecido por essa classe de literatura comprovada e não só por revistas especulativas ou pseudo-científicas.

Wynn: Quando foi reconhecida pela primeira vez esta mudança magnética?
Gregg: Deve ter sido em junho ou julho de 2002. As pessoas me enviaram emails falando do que tinham visto e dando referências. Também eu mesmo encontrei referências nas revistas.

Wynn: Será que iremos sobreviver a uma inversão polar completa?
Gregg: Qualquer resposta a essa pergunta necessariamente pertence ao domínio da especulação, porque isso nunca aconteceu na história dos registros humanos tradicionais. Por outro lado, existem tradições nativas e antigas tradições bíblicas hebraicas que sugerem ter acontecido uma mudança magnética antes da última era glacial. Isso foi a 10-12 mil anos, mas estas tradições sugerem que a última mudança pode ter ocorrido bem recentemente quanto 3.600 anos.
As lendas nativas falam de um dia, há 3.600 anos, quando o sol se levantou no oeste como sempre foi, permaneceu no céu mais que um dia inteiro para ser pôr no leste, mas no dia seguinte ele nasceu no leste e foi para o oeste, como faz hoje. As tradições hebraicas também relatam este evento, acrescentando que ocorreu durante uma batalha.
Os antigos hebreus tomaram isso como um sinal de que um dos lados recebeu ajuda porque estava na luz celestial o suficiente para terminar a batalha com vitória. Não podemos verificar isso pelas rochas ou pelos registros fósseis, porque 3.600 anos é um período de tempo muito curto para que tal evento se reflita neles. Tudo o que temos são as tradições, as lendas e os mitos preservados em documentos escritos e orais.
No entanto, o que a tradição nos diz é que se algo assim vier a acontecer, o povo da Terra sobreviveria. Seria um dia realmente estranho, mas se as antigas lendas são verdade, aconteceu e as pessoas aparentemente sobreviveram. Mas não sabemos como isso afetou suas vidas.

Wynn: Você tem alguma ideia de como esta mudança magnética poderia alterar a consciência?
Gregg: Especula-se que há uma correlação entre o magnetismo e a consciência. A fim de entender como essa conexão pode funcionar, é útil compará-la com a memória de um computador. Os campos magnéticos da memória se mantêm em seu lugar graças a uma carga elétrica – uma corrente elétrica – que está dentro do próprio computador.
Quando as baterias do computador chegam ao fim, a carga se esgota e a memória se perde. E nós temos que reinstalar o sistema operativo. Da mesma forma, ambos pesquisadores e descendentes de povos indígenas, acreditam que quando a Terra passa pelo que a ciência considera uma inversão magnética, passa também por uma enorme mudança e limpeza de sua consciência.
Nada poderá sustentar todos esses padrões magnéticos que foram instalados. Portanto, quando formos despertados por esta mudança seremos conscientes de nossa verdadeira natureza, nossa verdadeira essência. E a memória de todos os males, todas as coisas ruins que aconteceram, todo o ressentimento e o ego e o que tivemos uns contra os outros como indivíduos e como nações deixará de fazer parte dessa nova consciência, dessa nova grade.
A partir dessa perspectiva, muitas tradições preveem, sentem ou especulam que estamos nos aproximando do tempo que eles chamam de a Grande Limpeza e que esta limpeza está se produzindo ao nível da memória central consciente.

Wynn: Então é possível supor que nossa memória está, de algum modo, ligada a este campo magnético.
Gregg: Eu acho que sim. E acredito devido aos estranhos relatos dos astronautas que saíram da Terra e viajaram para o espaço durante o Programa Apolo. Ao deixar a atmosfera da Terra e orbitar o planeta a muitas milhas de sua superfície, os efeitos do magnetismo terrestre sobre eles eram significantes. E os astronautas começaram a ter experiências para as quais não estavam preparados nem haviam sido treinados, experiências completamente inesperadas.
Quando eles estavam no espaço e contemplavam a Terra, começaram a ter sentimentos e percepções, sensações que nunca tiveram quando estavam nela. ( Nota de Semente de Sírius: Conforme falamos em nosso texto, eles estavam fora da magnetosfera, ou seja, a grade de confinamento do planeta. E, uma vez fora dela, eles recebem a energia diretamente da Fonte). Isto significou algo diferente para cada um deles. Assim também aconteceu com amigos meus que estiveram no Vietnã, e voltaram completamente mudados. Aquilo mudou todos. Para uns a mudança foi tão dolorosa que nunca mais puderam sequer falar sobre isso, mas para outros esta mudança foi um catalisador e falam incessantemente disso.
Eu creio que agora já existe um programa especial do Serviço de Radiodifusão Pública que documenta estes fenômenos com os astronautas, que nunca voltaram a ser os mesmos depois. Quando eles regressaram, alguns não sabiam o que fazer com a experiência que tiveram no espaço sideral. Alguns caíram no álcool e nas drogas. Outros canalizaram a mudança que ocorreu neles, em projetos muito positivos que reforçaram suas vidas. Um deste último grupo foi o Dr. Edgar Mitchell, que fundou a Noetic Sciences Organization (Organização das Ciências Noéticas) em um esforço para corroborar o fenômeno da consciência humana. Outro astronauta empreendeu a busca pela Arca de Noé e acabou encontrando-a presa no gelo do Monte Ararat, exatamente onde a Bíblia disse que estaria.

Wynn: Então isso implica que estes astronautas, devido a terem deixado o campo magnético da Terra, tiveram algum tipo de despertar espiritual.
Gregg: É claro que eles passaram por uma catarse quando saíram da influência do campo magnético da Terra. Vemos que algo similar também acontece quando observamos os campos magnéticos da Terra. Sua presença sobre a superfície da Terra não é constante, e os mapas de curvas disponíveis do Serviço Geológico dos EUA, mostram intensas variações dos campos magnéticos sobre a superfície da Terra, onde são de uma intensidade muito alta e onde são de intensidade muito baixa.
Estes campos foram mudando com o tempo, o que pode realmente explicar porque a população humana migrava para lugares, como de fato fizeram. Foi por seguir estas curvas de nível magnético. O que acontece é que nos lugares de magnetismo muito baixo, onde os campos são quase imperceptíveis, parecem produzir inovações e mudanças tremendas.
Onde o magnetismo é tradicionalmente alto, são lugares de estagnação, onde as mudanças, apesar de ocorrere, demoram muito tempo ou ocorrem muito lentamente. Se eu chegasse aqui vindo de outro mundo e não soubesse nada sobre as pessoas da Terra e estivesse buscando um lugar onde a oportunidade de mudança fosse máxima, eu buscaria as curvas de valor zero. E se você observar um mapa atual do magnetismo da Terra, você vai encontrar uma curva de nível zero que ocorre ao longo da Costa Oeste da América do Norte, subindo da costa da Califórnia até o Alasca.
Em outras palavras, o magnetismo ao longo da costa oeste é quase nulo! Quando pensamos na costa oeste, pensamos na aloucada Califórnia. Bem, a verdade é que a Califórnia é uma semente, uma das várias, e tradicionalmente tem sido muito inovadora em tecnologia, ciência, moda, finanças e arte, porque ali há uma oportunidade de mudança tremenda. Dentro da América do Norte a outra face disto seria a zona de máximo magnetismo, onde os campos magnéticos são mais intensos.
E são encontrados dentro de alguns estados do sul, os mesmos estados que são considerados tradicionalmente conservadores. Isso não significa que ali não possa haver nenhuma mudança. Em vez disso, a mudança leva muito tempo e as pessoas precisam de uma boa razão para sair do que sempre estiveram fazendo.

Wynn: Então onde o campo magnético é menos denso, as pessoas estão mais abertas para o que surge no momento?
Gregg: Está aberta à mudança, ponto. Isso não significa que a mudança seja boa ou ruim, nem certa ou errada. Isso é importante ficar claro. A consciência das pessoas é que vai determinar como irá se realizar esta mudança. Vou dar um exemplo irônico. Existe uma curva de nível zero que corre justamente na metade do Oriente Médio.
Na verdade corre quase diretamente sobra a zona do Canal do Suez, passando justo sobre Israel, ao longo de toda a costa do Mar Vermelho. Exato. Justo nessa zona existe uma curva de nível zero. Isto supõe que a zona é favorável à mudança. Mas novamente, o caminho para chegar à mudança (seja pacífico e construtivo, ou destrutivo e colérico) – é determinado pela consciência das pessoas que vivem ali.

Wynn: Portanto, não é nem boa nem má?
Gregg: Exato. É simplesmente uma oportunidade para a mudança. Ao mesmo tempo, as curvas de maior nível de magnetismo de todo o planeta, estão tradicionalmente sobre partes da antiga União Soviética, Rússia e Sibéria. Sabemos que nessa parte do mundo está localizado um sistema estacionário e que quando vem alguma mudança, esta tem sido lenta e dolorosa, de longo prazo e que tem produzido muito sofrimento. Mas que quando aconteceu, produziu um efeito cascata, quase da noite para o dia.
Então as correlações entre a consciência humana, as oportunidades para a inovação, para a mudança, para fazer as coisas de uma maneira nova, e o magnetismo de nosso mundo, são muito interessantes. A Terra tem muitas regiões de alto e baixo potencial de mudança.

Wynn: Nossos leitores vão querer saber qual a melhor maneira de lidar com as mudanças que estão ocorrendo em nosso mundo, em seu conjunto.
Gregg: Eu vou ser o mais conciso possível. Creio que a resposta para isso talvez esteja melhor criptografada nas palavras de nossos antecessores, os antigos Essênios, em um texto que tem mais de 2.500 anos. Ele nos lembra da nossa relação com o mundo que nos rodeia e diz simplesmente que nosso mundo é nada mais nada menos que um espelho daquilo em que nos tornamos nós mesmos.
Então quando olhamos dessa perspectiva, um mundo que parece cruel, estúpido e colérico, que trás sofrimento a nossos irmãos e irmãs de todo o planeta, esse mundo é um espelho daquilo que nos tornamos como indivíduos, famílias, sociedades e nações. Não é bom nem mal, nem certo nem errado. É apenas um reflexo do que somos. A condição do planeta é um mecanismo de “feedback” (retroalimentação).
Então se queremos ver a mudança em nosso mundo, devemos nos tornar esta mudança, em nosso cotidiano. Se queremos paz, tolerância, compreensão, compaixão e perdão, a nível global, devemos nos tornar isso. Na mesa de jantar. Com nossas famílias. Devemos nos tornar isso em nossas escolas. Devemos pedir que nos eduquem através da paz, da compaixão e da compreensão. Isso não tem que ser enfadonho ou chato. Isso pode ser excitante, mas não brutal, estúpido, cruel ou insensível.
Em nossas vidas diárias, cada momento de cada dia fazemos a escolha que nega ou afirma a vida em nossos corpos. Porque estamos ligados a essa rede. Todas as nossas escolhas individuais ficam depositadas nessa resposta coletiva de nosso futuro. Se queremos ver uma mudança coletiva, devemos nos tornar nessa mudança individualmente.

Wynn: Temos esta data de 2012 em que muita gente está dizendo que é o momento da mudança global ou Ascensão. O que você acha que vai acontecer?
Gregg: A data de 2012 é interessante porque aparece nas tradições Mayas e egípcias, em algumas tradições cristãs e, inclusive, no código bíblico, que é, em si mesmo, algo muito controverso. Tenho a sensação de que esta data poderia ser qualquer data. Se nos concentrarmos em uma data e vivermos nossas vidas nos preparando para a mudança nessa data, nós vamos perder a vida.
Do meu ponto de vista, basta que nos limitemos simplesmente a viver o máximo cada dia, que conciliemos as experiências que nos cruzam cada dia com nosso caminho, que aproveitemos as oportunidades de honrar a vida, de honrar nossas mútuas relações. Sendo honestos, confiáveis, carinhosos e compassivos, vivendo isto cada dia, e já estamos nos preparando para qualquer coisa que poderia vir em 2012 ou em qualquer outro dia do ano ou em qualquer outro momento em nosso futuro.
Conheço pessoas que estão vivendo suas vidas, guardando recipientes cheios de água e comida, preparando-se para o dia em que nosso mundo vai mudar. Eu entendo e acho que está bem ser auto-suficiente. Eu entendo o que estão expressando. Mas vejo também que dedicam muito de suas vidas a se preparar para esse dia e perdem a beleza e o mistério da vida que desabrocha a cada dia. Perceber essa beleza e esse mistério é o que nos prepara para os maiores desafios!

Wynn: Então basicamente, se quisermos aproveitar esta mudança com o melhor resultado possível para nós, a chave está em que vivamos cada dia dando de nós o máximo de amor e compaixão?
Gregg: Sim, e por isso, devemos viver cada dia de maneira consciente. Estar consciente das oportunidades. Reconhecer as oportunidades que vem a seu modo. Cada dia nos oferece a oportunidade de sermos tolerantes com outros sistemas de crenças, de perdoar alguém que nos tenha magoado ou irritado, de alterar nossos julgamentos sobre o que deveria acontecer ou não em nosso mundo.
Se podemos conciliar todas essas coisas que passam por nós e em seguida saber que, ao mudar a forma como nos sentimos, podemos mudar a química de nossos corpos, então estaremos preparados para qualquer transição que a Terra vai passar. Eu não sei se isso faz sentido.

Wynn: Sim, para mim faz. Há algo verdadeiramente importante a dizer aos nossos leitores que podemos ter esquecido?
Gregg: Pela primeira vez em nossa história, o destino de nossa espécie, de toda a nossa espécie, repousa sobre as escolhas de uma só geração. E o que acabamos de fazer é falar do que consiste algumas dessas escolhas.

Texto principal extraído de:
http://www.nuevagaia.com.ar/notas/index.php?id=317