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quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Clifford Stone um intérprete entre humanos e alienígenas

Restos de acidente com Ovni
Sgt. Clifford Stone
 O Projeto Camelot é uma organização conhecida na internet com objetivo de revelar temas ¨malditos¨ que são recusados pela mídia comportada, como:  visitação extraterrestre e de contato, viagem no tempo, controle da mente, tecnologia avançada secreta de governos, energia livre, possíveis mudanças na Terra, planos que existem para o controle a raça humana, etc..
Neste vídeo eles entrevistam um conhecido ex-soldado americano chamado Clifford Stone que serviu no Vietnã quando tinha 20 anos e que durante décadas integrou um grupo seleto e restrito de agentes que serviram de contato em casos que envolviam aparições e desastres de óvnis com ou sem sobreviventes como aconteceu com o primeiro caso registrado pela mídia, o conhecido caso Roswell. Seu primeiro caso foi no próprio Vietnã. Dotado de poderes psíquicos ele serviu de interprete para o exército americano no caso de sobreviventes. Sempre requisitado dadas as suas qualidades raras, num certo ponto de sua vida ele resolveu falar.
As pessoas com sensibilidade percebem na sua fala um homem sério com uma noção rara de necessidade de compaixão pelos seres vivos, e que passou por momentos difíceis na sua jornada. Vamos lá:







domingo, 18 de dezembro de 2011

O Apego, como ele nos fisga, como se soltar...

O apego é o nosso estado "normal", e junto com a raiva, forma a dupla que se associa aos dois canais laterais à coluna, por onde passa o Prana (ou Qi, ou Energia Vital) quando respiramos. Já pensou? A pura energia sutil universal passa pelos canais associados ao apego e à raiva: um presente para a nossa evolução. Basta estar atento e consciente, limpando-os a cada respiração...
Já o terceiro canal, central, por onde o Prana, verde e luminoso, leva embora as energias negativas depositadas nos chakras  pelo nosso karma diário e as manda embora no alto da cabeça, é ligado à Ignorância. Então, Apego, Raiva e Ignorância formam o tripé do sofrimento, como mostra a figura tibetana dos 3 animais, o galo, a serpente e o porco. Os 3 canais são banhados pelo prana desde a nossa primeira até a última respiração.
Pema Chodron fala então do apego (o galo), chamado shenpa no budismo tibetano: como ele nos “fisga” como um anzol, e como se desvencilhar gradualmente dele na prática do nosso dia-a-dia. Vamos lá:
“Você está tentando tratar uma questão com seu colega de trabalho ou com sua companheira. Num momento, o rosto dela está aberto, ela está sorrindo. No momento seguinte, uma nuvem embaça seus olhos e seu queixo enrijece de tensão.
O que você está percebendo?
Alguém o critica. Criticam seu trabalho, sua aparência ou seu filho. Em momentos como esse, o que você sente? Há um gosto familiar na sua boca, há um cheiro familiar. Ao se dar conta disso, você sente que essa experiência vem acontecendo desde sempre.
A palavra tibetana para isso é shenpa. Geralmente é traduzida como "apego", mas uma tradução mais apropriada poderia ser "a fisgada". Quando a shenpa nos fisga é como se ficássemos "colados".  Poderíamos chamar de shenpa de essa sensação de "colamento". É uma experiência de todo instante. Mesmo um pontinho no seu casaco novo pode conduzir a ela. Num nível mais sutil sentimos um aperto, uma tensão, uma sensação de fechamento. Em seguida, vem uma vontade enorme de nos retirar dali, não queremos mais estar onde estamos. Essa é a qualidade da fisgada. Aquela sensação de aperto tem o poder de nos fisgar para a auto depreciação, culpa, raiva, ciúmes e outras emoções que levam a palavras e ações que acabam por nos envenenar.
Lembra daquele conto de fadas em que sapos pulavam da boca da Princesa cada vez que ela dizia coisas más? É como a sensação de ser fisgado. Contudo não paramos – não podemos parar – porque ainda estamos habituados a associar o que quer que estejamos fazendo ao alívio do nosso próprio desconforto. Essa é a síndrome da shenpa. A palavra "apego" não traduz completamente o que está acontecendo. É uma qualidade de experiência que não é fácil de descrever mas que todo mundo conhece bem. Geralmente a shenpa  é involuntária e vai direto à raiz do porque sofremos.
Alguém nos olha de certa maneira, ou ouvimos uma certa canção, sentimos um certo cheiro, entramos em certo aposento e pronto!. A sensação não tem nada a ver com o presente, e apesar disso ela está lá. Quando estivemos praticando para reconhecer a shenpa, descobrimos que alguns de nós podiam senti-la até mesmo quando uma determinada pessoa simplesmente sentava próximo de nós na mesa.
A shenpa floresce na insegurança motivada por  vivermos num mundo que está sempre mudando, impermanente. Experimentamos essa insegurança como um fundo de leve desconforto  e inquietação. Todos nós queremos alguma espécie de alívio para esse desconforto, então nos voltamos para o que nos dá prazer – comida, diversão, álcool, drogas, sexo, trabalho ou as compras. Com moderação o que nos dá prazer pode ser muito delicioso. Podemos apreciar seu sabor e sua presença em nossa vida. Mas quando lhe atribuímos poder com a idéia de que nos trará conforto, removerá nossa inquietude, aí somos fisgados.
Desse modo, também poderíamos chamar de shenpa  o "impulso" – o impulso de fumar um cigarro, de comer demais, de tomar outro drinque, de saciar nossa dependência qualquer que seja ela. Às vezes a shenpa é tão forte que sentimos vontade de morrer ao obter esse alivio de curto prazo dos sintomas. O momento atrás do impulso é tão forte que nós nunca nos livramos do padrão habitual de buscar o conforto no veneno.  Este não necessariamente tem que envolver uma substância; pode ser dizer coisas mesquinhas ou se aproximar de tudo com uma mente crítica. Essa é a maior fisgada. Alguma coisa aciona o gatilho de um velho padrão que preferiríamos não sentir, nos retesamos e engatamos em críticas e queixumes. Isso nos proporciona uma satisfação ofegante e uma sensação de controle que oferece alivio de curto prazo ao desconforto.
Aqueles de nós com dependências fortes sabem que trabalhar com padrões habituais começa com a disposição de reconhecer completamente nosso impulso e em seguida disposição de não atuar a partir dele. Esse não atuar é chamado abster-se. Tradicionalmente é  conhecido como renúncia. Não renunciamos ou nos abstemos da comida, do sexo, do trabalho ou de relacionamentos em si. Renunciamos e nos abstemos da shenpa. Quando falamos sobre abster-se da shenpa, não estamos falando de tentar jogá-la fora; estamos falando de tentar ver a shenpa claramente e experimentá-la. Se pudermos ver a shenpa exatamente quando começamos a nos fechar, quando sentirmos o aperto, existe a possibilidade de agarrar o impulso de fazer a coisa habitual e não fazê-la.
Sem a prática da meditação isso é quase impossível de fazer. Geralmente, não capturamos o aperto até que tenhamos saciado o impulso de coçar nosso comichão de alguma maneira habitual. E, a menos que equiparemos o abster-se com bondade amorosa e amizade para conosco, abster-se dá a impressão de vestir uma camisa de força. Lutamos contra ela. A palavra Tibetana para renúncia é shenlock, que significa "virar a shenpa de cabeça para baixo, sacudindo-a".
Quando sentirmos o aperto, de alguma forma temos que saber como abrir o espaço sem sermos fisgados para nosso padrão habitual.
Ao praticar com a shenpa, primeiro tentamos admiti-la. O melhor lugar para fazê-lo é na almofada de meditação. A prática da meditação sentada nos ensina como nos abrir e relaxar para o que quer que surja, sem escolher ou selecionar. Ela nos ensina a experimentar o desconforto, o aperto, a coceira da shenpa. Treinamos em sentar quietos com nosso desejo de coçar. É assim que aprendemos a interromper a reação em cadeia dos padrões habituais que de outra maneira governarão nossas vidas. É assim que enfraquecemos os padrões que nos mantêm fisgados no desconforto que nós confundimos com conforto. Nós rotulamos isso através do "pensar" e voltamos para o momento presente. Até mesmo na meditação experimentamos a shenpa.
Vamos supor, por exemplo que na meditação você se sentiu sereno e aberto. 
Os pensamentos vierem e se foram mas não o fisgaram. Eram como nuvens no céu que se dissolviam quando você os reconhecia. Você foi capaz de voltar ao momento sem uma sensação de luta. Em seguida você é fisgado naquela experiência tão agradável: "Eu fiz certo, consegui acertar. É como tinha que ser, é o modelo." Ser apanhado dessa maneira constrói arrogância e no reverso dela constrói pobreza, porque sua próxima sessão não será nada daquilo. Na verdade sua sessão "má" é muito pior agora porque você foi fisgado na "boa". Você sentou lá e foi discursivo: ficou obcecado por alguma coisa em casa, no trabalho. Você se preocupou e se atormentou; foi apanhado com medo ou raiva. No fim da sessão você se sentiu desanimado – foi "mau", e só há você para culpar.
Há alguma coisa inerentemente errada ou certa na experiência da meditação?
Somente a shenpa. A shenpa que sentimos para a "boa" meditação nos fisga no que ela "deve" ser e com isso somos conduzidos pela shenpa a como ela não "deve" ser. No entanto a meditação é apenas o que ela é. Somos apanhados não nela, mas em "nossa idéia dela": isso é a shenpa. Essa colada é a raiz da shenpa. Nós a chamamos “pegada do ego” ou auto-absorção. Quando somos fisgados na idéia da experiência má, a auto-absorção fica mais forte. É por isso que, como praticantes, somos ensinados a não nos julgar, para não sermos apanhados no bom ou mau.
O que realmente precisamos fazer é tratar as coisas como elas são. Aprender a admitir a shenpa nos ensina o significado de não estar apegado a esse mundo. Não estar apegado não tem nada a ver com esse mundo. Tem a ver com a shenpa – sermos fisgados pelo que associamos com conforto. Tudo o que estamos tentando fazer é não sentir nosso desconforto. Mas quando fazemos isso nunca chegamos à raiz da prática. A raiz é experimentar a coceira, assim como o impulso de coçar e então não atuar sobre ele.
Se estamos dispostos a praticar dessa  maneira todo o tempo, o prajna começa a aparecer. Prajna é a visão clara. É a nossa inteligência inata, nossa sabedoria. Com o prajna, começamos a ver claramente toda a reação em cadeia. À medida que praticarmos, a sabedoria se torna uma força mais poderosa que a shenpa.
Por si só, ela tem o poder de interromper a reação em cadeia.
O prajna não está envolvido com o ego. Sua sabedoria se baseia na bondade fundamental, na abertura, na equanimidade – que corta a auto-absorção. Com o prajna podemos ver o que o espaço vai nos mostrar. Ação habitual, que está baseada no ego é exatamente o oposto – a compulsão de preencher o espaço ao nosso estilo particular. Alguns de nós fechamos o espaço martelando nossos mesmos pontos; outros tentando suavizar as águas.
Fomos ensinados que tudo que surge é fresco, a essência da realização. Esta é a visão básica. Mas como ver  tudo que surge como a essência da realização quando a realidade é que temos um trabalho a fazer? A chave é olhar para dentro da shenpa. O trabalho que temos que fazer é descobrir se estamos tensos, fisgados ou "excitados". Essa é a essência da realização. Quanto mais cedo  captarmos isso, mais fácil será trabalhar com a shenpa, mas até mesmo captar isso quando já estivermos excitados é bom. Às vezes temos que percorrer todo ciclo até que vejamos o que estamos fazendo. O impulso é tão forte, a fisgada tão profunda, o padrão habitual tão colado que tem vezes que não podemos fazer nada sobre isso.
Entretanto, há alguma coisa que podemos fazer na realidade. Podemos sentar na almofada de meditação e repassar a história. Talvez comecemos lembrando a sensação de excitamento e entremos em contato com ela. Olhamos claramente a shenpa em retrospecto; também ajuda muito ver a shenpa surgindo em habitozinhos, quando a fisgada ainda não é tão profunda.
Os budistas estão falando da shenpa quando dizem, "Não se deixe apanhar no contentamento: observe a qualidade que está por trás  - a colada, o desejo, o apego". A meditação sentada nos ensina a ver aquela tangente antes de cair nela. Ela basicamente se resume à instrução "rotule a coisa pensando". Treinar isso na almofada onde é relativamente fácil e agradável fazê-lo, é a maneira de nos preparar para quando estivermos excitados.
Em seguida podemos treinar em ver a shenpa onde quer que estejamos. Diga alguma coisa a outra pessoa e talvez você sentirá aquela tensão. Em vez de ser apanhado numa história sobre como você está certo ou como você está errado, tome isso como uma oportunidade de estar presente com a qualidade da fisgada.
Use isso como uma oportunidade de estar com o aperto sem atuar sobre ele. Deixe o treinamento ser a sua base.
Você também pode praticar reconhecendo a shenpa na natureza. Praticar se sentando quieto e captando o momento em que se fecha. Ou praticar numa multidão, olhando uma pessoa de cada vez. Quando você está em silêncio, o que o fisga é o diálogo mental. Você fala consigo mesmo sobre maldade ou bondade: eu-mau ou eles-maus, isso-certo ou aquilo-errado. Simplesmente veja isso como uma prática. Você ficará intrigado como  involuntariamente se fechará e será fisgado de uma maneira ou de outra. Apenas continue rotulando aqueles pensamentos e volte para a imediatez da sensação. É a maneira de  não seguir a reação em cadeia.
Uma vez que estejamos conscientes da shenpa, começamos a notá-la em outras pessoas,  nós as vemos se fechando. Vemos que elas foram fisgadas e que nada irá penetrá-las agora. Naquele momento temos o prajna. A inteligência básica surge quando não somos apanhados escapando do nosso próprio desconforto. Com o prajna podemos ver o que está acontecendo com os outros; podemos ver quando eles estão sendo fisgados. Em seguida podemos dar algum espaço à situação. Uma maneira de fazê-lo é abrindo o espaço no local através da meditação. Fique quieto e coloque sua mente na respiração. Segure sua mente no lugar com grande abertura e curiosidade para com essa pessoa. Fazer uma pergunta é outra maneira de criar espaço em volta daquela sensação de colamento. Assim como adiar a discussão para outra hora.
No mosteiro, temos muita sorte de todo mundo estar entusiasmado em trabalhar com a shenpa. Muitas palavras que tenho tentado usar se tornaram munição para as pessoas usarem contra elas próprias. Mas sentimos uma espécie de alegria trabalhando com a shenpa, talvez porque a palavra não nos seja familiar. Podemos reconhecer o que está acontecendo com visão clara, sem nos apontarmos. Como ninguém gosta de ter sua shenpa apontada, as pessoas no mosteiro combinaram, "Quando você me vir sendo fisgado, só puxe sua orelha e se eu o vir sendo fisgado, farei o mesmo. Ou se você o vir em você mesmo e eu não tiver captado, pelo menos dê um sinalzinho de que talvez esta não seja a hora de continuarmos a discussão". É dessa maneira que estamos nos ajudando uns aos outros a cultivar prajna, visão clara.
Poderíamos pensar em todo esse processo em termos dos 4 “R”:
 
•    reconhecer a shenpa,
•    refrear (abster-se) o coçar,
•    relaxar no impulso que motiva o coçar, e então
•    resolver continuar  interrompendo nossos padrões habituais como esse pelo resto de nossas vidas.
O que você faz quando não faz a coisa habitual? Você se deixa ficar com seu impulso. É como você se põe mais em contato com a avidez e com a vontade de fugir. Você relaxa nele. Em seguida, resolve continuar praticando dessa maneira.
Trabalhar com a shenpa nos suaviza. Uma vez que vemos como somos fisgados e como somos arrastados pelo momento, não tem como ser arrogantes. O segredo é continuar vendo. Não deixar que a suavidade e a humildade se transformem em auto-depreciação. É apenas uma outra fisgada. Como viemos fortalecendo toda a situação habitual por um longo, longo tempo não podemos espera desfazê-la do dia para a noite. Não é um assunto para um tiro só. É preciso bondade amorosa para reconhecer; é preciso prática para abster-se; é preciso disposição para relaxar; é preciso determinação para continuar treinando dessa maneira. Ajuda lembrar que podemos experimentar dois bilhões de espécies de coceiras ou sete quatrilhões de tipos de comichão, mas só existe realmente uma única raiz da shenpa – a aderência do ego. Nós a experimentamos como aperto e auto-absorção.
Ela tem graus de intensidade. As ramificações shenpas são todos os nossos diferentes estilos de coçar o comichão.
Recentemente vi um cartoon com três peixes nadando em volta de um anzol. Um peixe está dizendo para o outro, "o segredo é não grudar". É um cartoon shenpa: o segredo é – não morda o anzol. Se nós pudermos nos apanhar no lugar onde o impulso de morder é forte podemos, pelo menos, ter uma perspectiva maior do que está acontecendo. Praticando dessa maneira, ganhamos confiança em nossa própria sabedoria. Isso começa a nos conduzir a um aspecto fundamental do nosso ser – amplidão, calor e espontaneidade.”

Pema Chödron,  nascida Deirdre Blomfield-Brown (Nova York, 1936) é uma monja budista tibetana na tradição Vajrayana, e é instrutora residente no templo Gampo Abbey, em Cape Breton Nova Escócia, Canadá, fundado pelo grande Chögyam Trungpa em 1984. Veja www.pemachodronfoundation.org

domingo, 6 de março de 2011

O Timo, chave da Energia Vital

O timo, esse desconhecido, faz parte das 7 glândulas de secreção interna que temos. Elas são chamadas assim porque não tem um duto que joga o seu produto no organismo, o que é feito através do sangue diretamente, e/ou mesmo por transmissão de energia. As sete glândulas (Pineal, Pituitária, Tireóide, Timo, Pâncreas, Supra-Renais, e Sexuais) como não podia deixar de ser, tem correspondência estreita com outros conjuntos de sete elementos que permeiam a criação do nosso universo como, as 7 camadas da aura, os 7 chakras, as 7 cores do espectro de luz, as 7 notas musicais, as 7 epístolas às 7 igrejas (citadas no livro bíblico das Revelações ou Apocalipse), os 7 níveis do Raio de Criação ensinados por Gurdjieff, as 7 virtudes, os 7 pecados capitais, a Lei do 7 (também chamada de Lei da oitava) e por aí afora...
O timo tem uma estreita correspondência energética com o 4º chakra (Anahata) de 12 pétalas. É o chakra do coração, de cor verde, ligado ao elemento Ar, o Amor, relacionamentos, respiração, compaixão. Seu significado em sânscrito é “inatacável, ileso” ( vale a pena vê-lo clicando aqui: “Os Chakras Iluminados”). É o chakra que une céu e terra, mente e corpo, masculino e feminino e ao ser acionado pela energia da kundalini ao ser despertada, produz a ligação com o coração universal.
O timo, em termos médicos, é um dos pilares que sustenta o nosso sistema imunológico produzindo entre outras coisas um exército de agentes (linfócitos-T) que reconhecem e destroem as ameaças ao organismo e à integridade das células  sadias . É a inteligência que distingue o amigo do inimigo em nível celular, e portanto importantíssimo nesses tempos de Aids e doenças auto imunes.
Sonia Hirsch, escritora (que entre outros escreveu “O Manual do Herói”, um livro interessante e de bem com a vida), da qual sou fã de carteirinha, jornalista e batalhadora bem humorada na área de saúde alternativa, diz:
“No meio do peito, bem atrás do osso esterno, onde a gente toca quando diz Eu, fica essa pequena glândula. Seu nome em grego, thymos, significa energia vital. Precisa dizer mais? Precisa, porque o timo continua sendo um ilustre desconhecido.
Ele cresce quando estamos contentes, encolhe pela metade quando nos estressamos e mais ainda se adoecemos. Esta característica iludiu durante muito tempo a medicina, que só o conhecia através de autópsias e sempre o encontrava encolhidinho. Supunha-se que atrofiava e parava de trabalhar na adolescência, tanto que durante décadas os médicos americanos bombardeavam timos adultos perfeitamente saudáveis com mega doses de raios-x, achando que seu tamanho “anormal” poderia causar problemas.
Mais tarde a ciência demonstrou que, mesmo encolhendo após a infância, continua totalmente ativo: é um dos pilares do sistema imunológico, junto com as glândulas adrenais e a espinha dorsal, e está diretamente ligado aos sentidos, à consciência e à linguagem. Como uma central telefônica por onde passam todas as ligações, faz conexões para fora e para dentro. Se somos invadidos por micróbios ou toxinas, reage produzindo células de defesa na mesma hora.
Mas também é muito sensível a imagens, cores, luz, cheiros, sabores, gestos, toques, sons, palavras, pensamentos. Amor e ódio o afetam profundamente. Idéias negativas têm mais poder sobre ele do que vírus ou bactérias  já que não existem em forma concreta, o timo fica tentando reagir e enfraquece, abrindo brechas para sintomas de baixa imunidade como herpes, por exemplo. Em compensação, idéias positivas conseguem dele uma ativação geral de todos os poderes, lembrando a fé que remove montanhas.
Um teste simples pode demonstrar essa conexão. Feche os dedos polegar e indicador na posição de OK, aperte com força e peça para alguém tentar abri-los enquanto você pensa “estou feliz”. Depois repita pensando “estou infeliz”. A maioria das pessoas conserva a força nos dedos com a idéia feliz e enfraquece quando se pensa infeliz. (Substitua os pensamentos por uma bela sopa de legumes ou um lindo sorvete de chocolate para ver o que acontece...)
Este mesmo teste serve para lidar com situações bem mais complexas. Por exemplo, o médico precisa de um diagnóstico diferencial - seu paciente tem sintomas no fígado que tanto podem significar câncer quanto abscessos causados por amebas. Usando lâminas com amostras, ou mesmo representações gráficas de uma e outra hipótese, testa a força muscular do paciente quando em contato com elas e chega ao resultado. As reações são consideradas respostas do timo e o método, que tem sido demonstrado em congressos científicos ao redor do mundo, já é ensinado até na Universidade de São Paulo (USP), a médicos acupunturistas.
(Nota da redação: esse teste recebeu o nome de BDORT – “Bi-Digital O-Ring Test”, ou "teste do anel com dois dedos em forma de 'o' ". É muito usado na medicina alternativa como forma de diagnóstico quando a medicina alopática falha. Mais informações no Google, é claro. Ele funciona mesmo (Eu escriba aqui, já fiz para testar comidas e bebidas boas e ruins para mim).
O detalhe curioso é que o timo fica encostadinho no coração, que acaba ganhando todos os créditos em relação a sentimentos, emoções, decisões, jeito de falar, jeito de escutar, estado de espírito... “Fiquei de coração apertadinho”, por exemplo, revela uma situação real do timo, que só por reflexo envolve o coração. O próprio chakra cardíaco, fonte energética de união e compaixão, tem muito mais a ver com o timo do que com o coração – e é nesse chakra que, segundo os ensinamentos budistas, se dá a passagem do estágio animal para o estágio humano.
“Lindo!”, você pode estar pensando, “mas e daí?” Daí que, se você quiser, pode exercitar o timo para aumentar sua produção de bem-estar e felicidade.
Como? Pela manhã, ao levantar, ou à noite, antes de dormir.
Fique de pé, os joelhos levemente dobrados. A distância entre os pés deve ser a mesma dos ombros. Ponha o peso do corpo sobre os dedos e não sobre o calcanhar, e mantenha toda a musculatura bem relaxada.
Feche qualquer uma das mãos e comece a dar pancadinhas contínuas com os nós dos dedos no centro do peito, marcando o ritmo assim: uma forte e duas fracas. Continue por três a cinco minutos, respirando calmamente enquanto observa a vibração produzida em toda a região torácica.
O exercício estará atraindo sangue e energia para o timo, fazendo-o crescer em vitalidade e beneficiando também pulmões, coração, brônquios e garganta. Ou seja, enchendo o peito de algo que já era seu e só estava esperando um olhar de reconhecimento para se transformar em coragem, calma, nutrição emocional, abraço.
Ótimo. Íntimo. Cheio de estímulo. Bendito timo”.

O meu amigo Pepe (José Alvares Mosig), médico e pesquisador da USP, em um artigo brilhante, diz o seguinte sobre o Timo:
“Foi citado na Grécia por Platão, Sócrates e Aquiles. Para Platão, thymos é a parte da alma que denota o orgulho, a indignação, a vergonha e a necessidade de reconhecimento. É um atributo guerreiro, um aspecto da vida interior que dá significado à beligerância. Sem thymos o homem não é mais do que um animal muito inteligente, com cérebro e necessidades físicas, mas sem autonomia moral. Para Platão, thymos coexiste em nós com a razão e os desejos, sendo que, às vezes, nos leva a agir de uma maneira não razoável. Fechando com chave de ouro esta investigação sobre a etimologia de timo, fiquei estarrecido ao me deparar com o Livro 2 da “República”, e mais especificamente com o capítulo sobre “o Caráter e a Educação dos Guardiães”, em que Platão escreve: “A cidade luxuosa (nosso corpo) terá necessidade de um exército e portanto, de uma classe de especialistas, chamados ‘Guardiães’ (phylakes), os defensores da polis (cidade). A justiça será um dos seus objetivos mais importantes. Para realizarem bem o seu trabalho, os ‘Guardiães’ deverão ser dotados de vigor físico, de thymos, da capacidade de se comportar gentilmente com aqueles conhecidos e agressivamente com aqueles desconhecidos.” Uma bela descrição do thymos no nosso peito, tanto da entidade anímica, como do timo físico, berço e educador dos guardiães da identidade molecular do indivíduo”.
Como vocês vêem, o timo é como nós, um desconhecido mas importante (rsrs)



Essa postagem foi transcrita, com adaptações e acréscimos, de dois artigos. Um da escritora de saúde alternativa e jornalista Sonia Hirsch, (http://www.correcotia.com/) e outro do meu amigo Pepe, médico e pesquisador, ambos citados acima.