Na postagem A Cruz Cardinal - Tensão Coletiva à Vista.... falamos dos dois eclipses inseridos nesse período abrangido pela cruz, cujas influências se adicionavam aos seus efeitos da fundo. Resolvemos não postar nada sobre os eclipses, mas mudamos de ideia a partir do fato de que os eclipses, principalmente o solar, agregam um elemento de incerteza e imprevisibilidade nos fenômenos até outubro de 2014. Então vamos falar um pouco para os interessados nos eclipses .
No dia 29 de abril de 2014 (terça feira) ocorreu então o eclipse solar, no grau 8 de Touro, às 3:14 hs, e as tendências desse fenômeno terão validade até 23 de outubro. Touro está ligado à capacidade de mantermos o foco e a persistência, simbolizando uma semente que precisa ser regada e adubada com constância.
Como o próprio fenômeno simboliza algo incomum, o período do eclipse também tende a sinalizar acontecimentos inesperados e reviravoltas. As pessoas podem mudar de comportamento, situações podem se inverter, bem como pode haver descobertas."Como o próprio fenômeno simboliza algo incomum, o período do eclipse também tende a sinalizar acontecimentos inesperados e reviravoltas. As pessoas podem mudar de comportamento, situações podem se inverter, bem como pode haver descobertas."
Por isto, tende a ser uma fase de mexidas (mudanças). E elas tendem a acontecer nos assuntos regidos pelos signos envolvidos com o eclipse - no caso do eclipse solar, Touro - e também no Mapa Astral da pessoa, pelas casas nas quais eles acontecem.
Por exemplo, na Casa nove do Mapa pode ser um indicativo de que o indivíduo precisará se manter fiel (Touro) às suas aspirações (Casa nove), além de fazer algo de concreto por elas. Se ocorrer na Casa doze, pode trazer uma temática do sacrifício (casa doze) que constrói (Touro), como é o caso de estudos que nos obrigam a ficarmos isolados por um tempo (algo ligado à casa doze), a fim de atingirmos um objetivo.
Os eclipses estão dentre os fenômenos astronômicos que mais despertam a curiosidade. Imagine o impacto que o Sol ou a Lua sendo ocultado causava no passado, especialmente quando o eclipse era total. Eclipses ocorrem quatro vezes por ano. Quando a Lua é eclipsada, denomina-se de eclipse lunar. Quando o Sol é ocultado, trata-se de eclipse solar. Os eclipses podem ser de visibilidade total ou parcial. São muito observados na Astrologia Mundial, ramo que se ocupa de previsões para regiões e países. As áreas onde os eclipses são totais são consideradas como mais prováveis de os efeitos astrológicos do eclipse serem mais visíveis. E que efeitos seriam estes?
OCULTAÇÃO PRODUZ DÚVIDAS
O eclipse mexe com a ordem natural das coisas. Quando a Lua era totalmente ocultada, por exemplo, provocava nos povos antigos um misto de angústia e curiosidade. O próprio ato de ocultar está ligado a um mistério. Assim, o significado primordial do eclipse é a incerteza. Tudo parece ficar incerto, em suspense, cerca de três semanas antes e depois do eclipse.
O eclipse também gera uma tensão inconsciente, até por juntar Sol e Lua, dois planetas essenciais na Astrologia. Em razão desta tensão, situações críticas têm mais chance de transbordar. Exemplo: em um relacionamento já com problemas, na época do eclipse pode ocorrer uma crise mais séria. É mais difícil manter a racionalidade (Sol) e o balanço emocional (Lua) neste período, que requer um esforço muito maior para se obter equilíbrio e raciocinar. Há uma forte tendência à precipitação, que pode gerar acontecimentos.
ECLIPSE DA LUA TERÁ VALIDADE ATÉ 8 DE OUTUBRO
Na madrugada do dia 15 de abril ocorreu também um eclipse total da Lua em todo o território brasileiro. Porém, mesmo quando esteve totalmente encoberta pela sombra da Terra, a Lua não desapareceu do céu: apenas ficou menos brilhante e coloriu-se de um tom avermelhado, naquilo que se chama de "Lua vermelha" ou "Lua de sangue". A explicação para o fenômeno tem a ver com o fato de que a atmosfera da Terra atua como uma grande lente, cuja particularidade é espalhar mais a luz azul. Isto explica, por exemplo, porque o Sol fica mais avermelhado ao entardecer.
O fenômeno gerou discussão na Internet, tanto pelo tom da Lua, como por ser o início de uma tétrade - que é um conjunto de quatro eclipses totais da Lua em um espaço de dois anos. A tétrade chama a atenção porque não ocorre com frequência. No nosso século, acontecerão somente oito. A de abril de 2014 foi a segunda. A terceira irá ocorrer entre os anos de 2032 e 2033. Todo fenômeno astronômico que não é frequente produz expectativas, especulações e superstições também, especialmente esta tétrade que coincide com o Pessah Judaico, cujo calendário é sabidamente lunar.
O eclipse lunar de 15 de abril ocorreu no grau 25 de Áries. Seus efeitos durarão até a ocorrência do próximo eclipse lunar, no dia 8 de outubro."O eclipse lunar de 15 de abril ocorreu no grau 25 de Áries. Seus efeitos durarão até a ocorrência do próximo eclipse lunar, no dia 8 de outubro."
Ao ativar o eixo Áries/Libra, vai levantar reflexões ligadas à individualidade, autonomia e coragem, ou seja, aquilo que depende de você (Áries), mas também sobre relacionamentos e parcerias (Libra). Como se trata de um eclipse lunar, instigará a ter novas posturas e atitudes em relação a isto. Em razão de o Sol estar em Áries, cobrará mais aquilo que depende de você, ao estilo: "o que eu posso/devo fazer para mudar isto?".
COMO SE PREPARAR PARA UM ECLIPSE?
Como o eclipse é detonador de situações de crise, pode ser potencialmente complicado para circunstâncias precárias e que envolvam algum tipo de dependência. Por isto, pede mais cuidado e que se evitem comportamentos imprudentes, a menos que você tenha aquilo que se chama de plano de contingência para lidar com imprevistos.
Por exemplo, se você está alugando um quarto e a relação com o proprietário não estiver muito boa, pode ser que de uma hora para outra se agrave, devido a algum acontecimento que vai gerar divergência. E você poderá ter que procurar um novo lugar. Se você estiver no limite das finanças, esta situação ficará ainda mais complicada se você não puder fazer a mudança de pronto ou não tiver programado para onde ir.
Devido ao aumento da tensão emocional em época de eclipse, pode ser um bom momento para procurar por terapia e aconselhamento."Devido ao aumento da tensão emocional em época de eclipse, pode ser um bom momento para procurar por terapia e aconselhamento."
No entanto, tudo é mais delicado, também. É como se o inconsciente estivesse em ebulição e as coisas não ficassem totalmente claras.
DIFERENÇAS DE SIGNIFICADO ENTRE ECLIPSE SOLAR E LUNAR
No eclipse lunar, a Lua é eclipsada. A Lua para a Astrologia tem a ver com o passado e com o sentido de segurança, é isto que fica mais precário nesta fase. As pessoas ficam com mais medo e mais reativas. Saber desta maior insegurança pode ser um importante diferencial para lidar com pessoas e situações. O eclipse lunar também pode fazer as pessoas saírem da sua zona de segurança (Lua). Algo em que se apoiavam ou com o que contavam pode ser temporária ou definitivamente alterado. Exemplo: a empregada da casa comunica que vai precisar pedir demissão porque quer morar com a filha em outro estado. Independente de como estava a relação, o sentido do habitual (Lua) é que está sendo mexido.
No eclipse solar, o Sol é que fica obscurecido. O Sol, na Astrologia, rege o futuro e o poder de escolha. A Lua se sobrepõe ao Sol, por isto eclipses solares podem trazer um retorno do passado."No eclipse solar, o Sol é que fica obscurecido. O Sol, na Astrologia, rege o futuro e o poder de escolha. A Lua se sobrepõe ao Sol, por isto eclipses solares podem trazer um retorno do passado."
É possível que seja a volta de um antigo amor ou o retorno de algum hábito de outra época (positivo, como caminhar ou correr, ou negativo, como fumar). O ex-patrão pode fazer uma proposta de retorno. A pessoa pode resolver sair do aluguel e voltar a morar com os pais. Ou então eventos menores, como possibilidade retomar um contato com um velho amigo que aparece para visitar.
Apesar de o eclipse ter uma atuação particularmente forte nas imediações da data em que ocorre, em Astrologia se diz que um eclipse ainda tem cerca de seis meses para se manifestar em pequenos ou grandes eventos, até que venha outro de mesma natureza (solar ou lunar), ocorrendo em novo grau, acionando a mesma casa ou não.
Extraído do site Constelar
A vocação deste blog é ajudar os leitores, e o próprio autor, a preparar o terreno para o "estar presente", que acontece somente no momento fugidio do Agora - a porta estreita - de que as tradições falam. A diversidade de temas é proposital e tem dois objetivos: mostrar que não há só uma tradição exclusiva, e, se houver Intento, qualquer situação corriqueira da Vida é adequada para quem busca interiormente, até mesmo a de uma passista no desfile da escola de samba. - Arnaldo Preto
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domingo, 22 de junho de 2014
O Eclipse solar de 29/04/2014
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domingo, 13 de abril de 2014
A Cruz Cardinal - Tensão Coletiva à Vista....
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| Cruz Cardinal começando por volta de 14/04/2014 |
O período potencialmente mais explosivo de 2014 é a quarta semana de abril, especialmente entre os dias 20 e 23, quando Marte, um planeta não muito gentil, faz um movimento retrógrado voltando até os graus da Quadratura T (por volta do 13º grau do signo) transformando-a num Grande Quadrado em signos cardinais. Dois eclipses agregam ainda mais adrenalina a este mês conturbado: o primeiro em 15 de abril (lunar total) e o segundo em 29 de abril (eclipse anular do Sol).
Como sabem os apreciadores da Astrologia, uma cruz zodiacal mostra um aspecto forte e portanto importante, porque os vários astros estão formando no mínimo quatro oposições entre si em forma de cruz, e portanto tensões fortes no céu astrológico. Essas tensões atingem pessoas, países, eventos, etc., conforme os planetas de suas respectivas cartas astrológicas específicas se relacionem (façam determinados ângulos) com os planetas que formam a cruz. Ela se chama Cruz Cardinal porque uma das classificações dos 12 signos em grupos de 4 é chamada cardinal, os outros grupos são os fixos e mutáveis. Os signos cardinais estão associados a ação, decisões rápidas, iniciativas e avanços - para o bem ou para o mal.
Muito bem, então vamos lá:
QUADRATURA EM T DESDE JUNHO DE 2013
Entre o final de 2013 e o início de 2014, Marte ativou
Júpiter, Urano e Plutão. Um novo momento como este está para se repetir. Na
segunda quinzena de abril de 2014, entre os dias 13 e 30 do mês, o céu terá a
formação de uma Grande Cruz Cardinal, que é o principal evento astrológico do
ano."Na segunda quinzena de abril de 2014, entre os dias 13 e 30 do mês, o
céu terá a formação de uma Grande Cruz Cardinal, que é o principal evento
astrológico do ano."
Entenda abaixo em quais circunstâncias esse fenômeno pode
trazer tensões, libertar e abrir novas frentes. Aprenda também como lidar com
esta fase.
HORA DE ESCOLHER NOVOS CAMINHOS
Os doze signos do zodíaco se dividem entre quatro Elementos,
que são bem conhecidos do público: Fogo, Terra, Ar e Água. Na roda zodiacal,
signos de mesmo Elemento ficam ligados por um triângulo, figura que transmite
uma noção de harmonia. Pertencer a um mesmo Elemento é, simbolicamente, falar a
mesma língua. Assim, por exemplo, Áries entende Sagitário com facilidade, pois
ambos os signos pertencem ao Elemento Fogo.
No entanto, o que pouca gente sabe é que os signos também
são agrupados em três ritmos: Cardinal, Fixo e Mutável, e que a figura
geométrica que se desenha quando ligamos signos de um mesmo ritmo é um
quadrado, com uma cruz interna. O quadrado remete firmeza, solidez, repouso,
estrutura e ordem. É como uma base de algo que tem que ser construído. Mas toda
construção dá trabalho, certo? Pertencer a um mesmo ritmo é, desta forma, ter
algo em comum, mas também significa a necessidade de conciliar muitas
diferenças.
A Cruz, assim, é uma formação em que dois signos se opõem
entre si e fazem ângulo de 90º com outros dois signos que também estão opostos
mutuamente. É uma configuração astrológica que envolve tensão e dinamismo.
Quando, portanto, há uma Cruz no Mapa Astral da pessoa ou no céu do momento, a
indicação é de que haverá muito trabalho interno para lidar com tendências e
necessidades muito diferentes. Além disso, cada ritmo tem uma característica
própria de funcionamento.
O ritmo Cardinal, que estará em destaque em abril, implica
em pressões que levam a ações e acontecimentos bons ou maus, positivos ou
negativos, ou ambos."O ritmo Cardinal, que estará em destaque em abril,
implica em pressões que levam a ações e acontecimentos bons ou maus, positivos
ou negativos, ou ambos."
Tais signos tendem a resolver suas questões sempre
escolhendo uma direção ("é por aqui que vou") e investindo toda a sua
energia nela. Por esta razão, engendram acontecimentos de uma forma rápida,
decisiva e surpreendente, gerando, principalmente, novos caminhos.
A QUADRATURA URANO-PLUTÃO: MUDANÇAS E DESAFIOS ENTRE 2010 E 2015
Em meados de 2013, a quadratura Urano-Plutão se tornou ainda
mais tensa, porque Júpiter passou a fazer oposição com Plutão e quadratura com
Urano, formando no céu aquilo que denominamos em Astrologia como
"Quadratura em T". A "Quadratura em T" é o que chamaríamos
de uma "quadratura ainda mais apimentada", porque adiciona um
elemento a mais.
Para a Astrologia, Júpiter, que passou a estar em contato
com Urano e Plutão, é como um grande amplificador, que ainda teve a
particularidade de estar mais forte do que o habitual por estar transitando,
desde junho de 2013, por um signo com o qual tem muita compatibilidade: Câncer
- concluindo este trânsito somente em julho de 2014.
Em Câncer, Júpiter intensifica as emoções de qualquer
natureza: amor, alegria e pertencimento, mas também revolta. Câncer é o signo
que rege o povo, e não é de se surpreender que justamente este povo tenha
ficado mais participativo e presente desde o início da passagem de Júpiter por
Câncer - signo que também rege as questões territoriais, históricas e étnicas.
O recente caso da Crimeia, que voltou a ser anexada à Rússia e causou muita
polêmica no cenário internacional, é um exemplo típico de manifestação da
passagem de Júpiter em Câncer envolvido em aspectos tensos com Urano e Plutão.
Em abril de 2014, os quatro signos cardinais terão planetas
transitando por eles e, por isto, uma Cruz Cardinal irá se formar no céu,
transformando-se no principal acontecimento astrológico dos últimos anos.
O primeiro motivo que faz com que esta Cruz seja tão
importante é porque os planetas Urano e Plutão farão parte dela. Para a
Astrologia, os três planetas mais distantes - Urano, Netuno e Plutão -
influenciam enormemente o coletivo, trazendo inclinações, tendências e
transformações. A grande distância em relação ao Sol faz com que tenham
trânsitos que duram vários anos, e que, devido a isto, causam grande impacto no
âmbito coletivo e individual.
Urano e Plutão, dois planetas que estão ligados a mudanças e
transformações, vêm formando quadratura entre si desde 2010. Esta quadratura
teve - e terá até 2015 - muita influência no plano coletivo, pois o planeta da
rebeldia (Urano) está em disputa com aquele que rege o poder (Plutão).
As repercussões desta quadratura foram analisadas em dois
artigos do site Personare, um sobre a esfera coletiva e o outro sobre o âmbito
individual. É este aspecto que, junto com outros fatores astrológicos que a ele
se somam e o intensificam, está por trás de uma série de acontecimentos que
temos observado nos últimos anos, desde extremos climáticos (secas causticantes
em alguns lugares, enquanto outros estão exageradamente gelados) até abalos
políticos e econômicos e, principalmente, a onda de protestos no mundo inteiro.
MOMENTO INDICA SURPRESAS NA VIDA FAMILIAR
Na vida pessoal, a Quadratura em T vem trazendo muitas
temáticas relacionadas a Júpiter em Câncer. Este signo rege, por exemplo, as
moradias e a rotina doméstica. Muita gente, desde meados de 2013, está vivendo
questões ligadas a este tema: ter de sair de uma casa, ter um novo morador em
casa, estar com problemas em alugar um imóvel (seja como proprietário ou
inquilino), ter necessidade de encontrar um novo imóvel, precisar lidar com
assuntos de inventário com imóveis, etc.
Outra temática canceriana é família, com muitas coisas novas
aqui também, desde perda de gravidez até uma gestação inesperada ou desejo de
engravidar; polêmicas, disputas ou fatos novos na família; desafios ou
novidades nos relacionamentos familiares, etc.
E, finalmente, Câncer é também um signo de vida interior,
indicando provavelmente uma fase de emergência de muitas questões internas e
riqueza de emoções, obrigando a toda uma revisão de perspectivas, a fim de que
elas se ampliem para acomodar uma nova fase de vida.
CRUZ SUGERE EPISÓDIOS DRÁSTICOS PARA ABRIL
O que fará de abril
um mês diferente dos demais é a ação de Marte, que irá fechar uma Cruz no céu,
no que antes era uma formação em "T". Ocorre que Marte, para a
Astrologia, é sabidamente um planeta desencadeador de acontecimentos. Ele
dispara situações de todos os tipos, principalmente aquelas que nos desafiam e
nos obrigam a mudar. Então, a pergunta é: o que poderá acontecer em abril?
A principal característica da quadratura Urano-Plutão é o
seu fator de imprevisibilidade. Ao redor do mundo, em abril, poderão ocorrer
desde um aumento de episódios drásticos com a natureza (terremotos, enchentes,
temperaturas extremas, etc.), mas também problemas de ordem política, econômica
e, principalmente, diplomática - já que Marte transita em Libra, signo ligado a
isto. O maior receio dos astrólogos quanto aos próximos meses está ligado à
possibilidade de ocorrer algum conflito ou guerra inútil, que ocasione perda de
dinheiro e vidas."O maior receio dos astrólogos quanto aos próximos meses
está ligado à possibilidade de ocorrer algum conflito ou guerra inútil, que
ocasione perda de dinheiro e vidas."
Assim, podemos esperar que abril (com reflexos nos próximos
meses, como maio, junho e julho) seja um período com muitos acontecimentos ao
redor do mundo, desde escândalos que mexem com a sensibilidade e a opinião
pública (há vários exemplos no Brasil), até eventos que colocam o mundo em
suspense, como foi o caso da anexação da Crimeia e do episódio envolvendo o
sumiço do avião da Malaysia Airlines.
NA VIDA PESSOAL, CRUZ PODE TRAZER À TONA SENTIMENTOS
INTENSOS
No final de 2013 e no início de 2014, a Cruz Cardinal se
formou no céu, contando também com a presença de Mercúrio no signo de
Capricórnio. No entanto, Urano e Plutão não estavam em aspecto exato entre si e
nem com Júpiter, embora estivessem todos próximos de um aspecto exato.
Em abril, os aspectos estarão exatos a partir da segunda
quinzena do mês, e Marte estará retrógrado (entendendo-se a retrogradação não
como um fenômeno real, e sim o movimento aparente, visto da Terra, de o planeta
parecer estar andando para trás). Marte é muito mais belicoso e difícil de
lidar quando está retrógrado. Quando em movimento direto, é como se a raiva,
que é regida por este planeta, fosse expressa também de forma direta, ainda que
com algum componente de racionalidade. Quando está retrógrado, Marte pode gerar
uma revolta que vem de dentro, algo de natureza mais cega e visceral, não raro
calcado em velhas feridas e ressentimentos.
Nos últimos dias de 2013 e nos primeiros de 2014, no plano
individual, a Cruz Cardinal causou tensão emocional e disparou reflexões
filosóficas (algo ligado a Júpiter), as quais levaram muita gente a fazer uma
grande avaliação e revisão de vida naquele momento e nos meses posteriores.
Para algumas pessoas, houve acontecimentos bem concretos, como parentes que
podem ter sofrido algum problema de saúde ou a própria pessoa. "Dois exemplos notáveis desta época foram os
episódios com Anderson Silva e Michael Schumacher. São figuras famosas bastante
identificadas com o arquétipo de Marte, que rege os atletas. Ambos sofreram
graves acidentes, que é algo ligado a este planeta também."
O de Anderson custou uma cirurgia e um longo período lutando
contra dores excruciantes e precisando fazer fisioterapia, enquanto o ex-piloto
alemão ainda está em coma em função de um sério ferimento na cabeça. Esta parte
do corpo é astrologicamente regida por Marte, que participou da Grande Cruz. Já
a fratura de Anderson ocorreu na região das pernas, parte do corpo ligada a
Sagitário que, por sua vez, é regido por Júpiter. Portanto, é grande o risco de
acidentes durante a Grande Cruz de abril. A recomendação, por isto, é que a
pessoa evite se expor a situações de potencial risco ou se exceder de alguma
forma. Exemplos: entrar no mar com placas de advertência de correnteza ou tomar
banho de cachoeiras se houver perigo de chuva.
RECOMENDAÇÕES PARA O PERÍODO DA GRANDE CRUZ
Como Júpiter, o
planeta das viagens longas, está envolvido na Grande Cruz, viagens podem ser
mais complicadas nesta fase. No início do ano, por exemplo, quem foi aos
Estados Unidos enfrentou temperaturas muito baixas. Já os primeiros meses de
2014 também trouxeram temperaturas altíssimas no verão do Brasil, algo ligado à
quadratura Urano-Plutão. Mas e se a viagem já está marcada, com tudo pago?
Apenas saiba que você está viajando em uma época de muita mexida coletiva e
também individual. Saber disso é algo que faz diferença, pois pode ajudar a
trazer mais calma e discernimento, que ajudam muito em uma época com potencial
de tensão emocional. Também é possível que a descarga da tensão aconteça no
retorno da viagem, como uma tendência a se manifestarem viroses, por exemplo.
Outra coisa a se levar em conta é que abril é um mês de
eclipses (dias 15 e 29/04). Quando eclipses ocorrem é como se perdêssemos a
clareza, ficando momentaneamente cegos. Então, não se culpe se não estiver
conseguindo ver determinados assuntos com clareza. Com o passar das semanas,
você possivelmente entenderá melhor certas questões e saberá como lidar com
elas.
"Cortes, rompimentos e mudanças também poderão
acontecer em abril, maio e junho. Qualquer coisa que esteja por um fio ou já
passando por crises poderá se agravar."
Mas é possível que as mudanças também não aconteçam imediatamente
na segunda quinzena de abril, e sim depois, pois as grandes configurações
astrológicas reverberam para além dos seus aspectos exatos, como uma pedra que
é lançada em um rio e ainda produz círculos ao redor.
O mais importante será tentar segurar a onda emocional
(amplificada por Júpiter em Câncer, conforme aqui explicado). E nisto, a ajuda
e o apoio de amigos e pessoas próximas poderá ser muito útil, pois a passagem
de Júpiter por Câncer também simboliza uma época de se nutrir mais de amor e
carinho. Poderemos precisar mais disso, que será mais valioso para nós!
Leve em conta, também, que tudo poderá estar mais exagerado
e hiperdimensionado, com maior estabilidade provavelmente ocorrendo ao longo
das semanas seguintes, mas, ainda assim, com a possibilidade de acontecerem
mudanças - como um pedido voluntário de demissão ou, ainda, o desejo de iniciar
uma nova direção na vida, o que é bem condizente com o ritmo Cardinal, que rege
o novo.
CRUZ CARDINAL DEVE OCASIONAR CRISES NA VIDA AMOROSA
A Grande Cruz Cardinal, por ter Júpiter em contato com Urano
e com Plutão, mostra que desde o final de 2013, quando Marte passou por lá,
nossa visão sobre algo pode ter sido mexida, sofrido uma mudança repentina ou
cisão (Urano), ocasionando crises (Plutão). E o mesmo poderá acontecer de abril
a julho.
Em caso de grandes "mexidas", será fundamental
tomar o caminho de volta para uma maior estabilidade, buscando, para isto, o
apoio de terapias convencionais ou alternativas, religião, introspecção,
carinho de pessoas próximas ou qualquer ferramenta que ressignifique a visão de
mundo. Pois Júpiter, para a Astrologia, é o planeta ligado a isto e também ao
crescimento e à prosperidade. Sabemos que quando nossa visão de mundo está
abalada ou comprometida por muito tempo, isto pode mexer diretamente com a
nossa prosperidade, seja em uma única área (por exemplo, financeira) ou em mais
de uma (ex: financeira e afetiva). Por isto será tão importante tentar
reencontrar o equilíbrio e também procurar ter paciência (e evitar piorar conflitos)
até o dia 19 de maio, enquanto Marte retrograda.
A retrogradação de Marte, que desde 1º de março ocorre em
Libra, pode fazer com que o âmbito afetivo - regido por este signo - seja um
dos que mais poderão ser mexidos por esta configuração, trazendo desde o
surgimento de crises que precisam ser enfrentadas, até a revelação de
relacionamentos que, no fundo, carecem de estrutura ou que são muito frágeis.
Por isto, recomenda-se evitar criar muitas pressões e tensões nas relações,
pois é grande a chance de relacionamentos romperem ou ruírem (como já aconteceu
para muitas pessoas em janeiro e fevereiro, quando Marte ainda estava direto em
Libra). Procurar estar mais independente, equilibrado e calcado na razão
(Libra) será de grande utilidade, embora haja casos em que isto nem sempre vá
ser fácil ou desejável, uma vez que um natural processo de limpeza poderá
ocorrer.
NADA SERÁ COMO ANTES, ENTÃO ABRA-SE AO NOVO
Em suma, devido a
abril, maio e junho serem meses tensos e dinâmicos, é por este motivo que a
visão de mundo e o otimismo (Júpiter) precisarão ser restaurados o quanto
antes, com busca de novos rumos e descobertas. Lembrando que o segundo semestre
de 2014 deverá ser mais fácil que o primeiro, quando Júpiter deixará de estar
envolvido com a quadratura Urano-Plutão.
Esta última, por sua vez, só deve nos dar folga em 2016,
depois de muitas mexidas em vários assuntos. Lembrando que mexer nem sempre é
fácil, mas, não raro, é necessário. "No plano coletivo, uma das funções da quadratura
Urano-Plutão é corrigir as distorções e os abusos de poder. No individual, é
derrubar ou transformar alicerces que sejam frágeis, a fim de construir uma
nova base."
Um novo quadrado, mais em sintonia com o que verdadeiramente
somos e o que de fato queremos!
Parodiando o poeta, navegar é preciso. E mexer e
transformar, de vez em quando, também. Nada será como antes, interna ou
externamente, em menor ou maior escala. Por isto, procure projetar o melhor e
lidar com mudanças, aceitando o novo da forma como ele vier - mesmo que ele
seja provocado por você.
Uma leva de pessoas já teve a vida modificada a partir de
janeiro/fevereiro, enquanto uma outra vai mudar ou começar a mudar a partir de
agora - principalmente aqueles que têm planetas pessoais (Sol, Lua, Mercúrio,
Vênus e Marte) e sociais (Júpiter e Saturno), ou pontos importantes, como
ascendente ou meio do céu, em torno dos graus 11 e 16 dos signos de Áries,
Câncer, Libra ou Capricórnio (a Cruz irá se formar no grau 13 destes signos).
Extraído de artigo da astróloga Vanessa Tuleski, editado no site http://www.personare.com.br/
Quem quiser ver um outro artigo sobre o tema, recomendamos ler http://www.constelar.com.br/constelar/190_abril14/grande-quadrado-abril-2014.php
Quem quiser ver um outro artigo sobre o tema, recomendamos ler http://www.constelar.com.br/constelar/190_abril14/grande-quadrado-abril-2014.php
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sábado, 26 de outubro de 2013
As Sete influências e a Astrologia
Em Qual é a Sua Missão Astrológica prometemos falar das 7 influências que agem sobre o ser humano. Hoje estamos cumprindo.
A primeira pergunta de um Ser que está a caminho da Consciência na Grande Viagem é Quem sou eu?, e todas as variações como “o que sou eu? de que eu sou feito? de onde vim? para onde vou?”, ou numa versão menos elegante, “que diabos sou eu?”, e por aí afora, ladeira abaixo...
Como somos seres vivendo o mundo da dualidade, o filósofo de plantão já acrescentaria a pergunta: “O ser humano é o resultado da essência ou da personalidade?” e aí começa uma infindável novela onde os egos tomam a dianteira como sempre, e o pau come ... (intelectualmente, me perdoem) e parece que ninguém tem razão. Se considerarmos como essência "o que nos é pré-existente" e personalidade como "a soma de dados culturais que se agregam e modelam a essência pré-existente desde que vemos a luz ou respiramos pela primeira vez", isso faz todo o sentido com a afirmação tradicional de que a Astrologia está vinculada à essência e não à personalidade, e portanto à química orgânica, energética e sutil do ser que nasce, e não à a algo já adquirido socialmente no “exercício da viagem nesta dimensão”.
O assunto é altamente controverso e intelectualmente sedutor e estimulante, pois entre outras coisas, acena com a ligação entre cada ser e o seu grupo de seres ancestrais geradores, desde os pais até a raça, do presente ao passado, do Um com o Todo, aliás muito de encontro com a visão do “Somos Todos Um”. Essa ligação entre tudo o que existe é um ponto central do assunto "estar no mundo".
As antigas tradições tinham uma visão sóbria e, curiosamente, ao mesmo tempo abrangente e detalhada sobre o tema, e apesar de variarem suas afirmações nos ensinamentos, falavam ou acreditavam no geral em um conjunto de sete influências. A rigor as sete não contradizem as duas anteriores dos filósofos atuais (essência e personalidade), mas são um desdobramento mais preciso e completo delas, além de ser o pano de fundo referencial. As 7 influências são:
1 - A Hereditariedade em geral
2 – As condições e o meio no momento da concepção
3 – A combinação da irradiação de todos os planetas do sistema solar durante sua formação no seio de sua mãe
4 – O nível das manifestações do Ser de seus pais
5 – A qualidade de Ser dos indivíduos do seu círculo imediato
6 – A qualidade das ondas de pensamento (desejos e atos) dos seres do mesmo sangue na atmosfera que os rodeia até a sua maturidade
7 - A qualidade dos seus próprios esforços de Ser para transmutar em si os dados necessários para a sua evolução
Isto posto, apesar de o tema ser Astrologia, quem leu atento vai verificar que ela é apenas uma das 7 influências no destino dos seres e está combinada com as outras seis como se fosse o entrelaçamento de um tecido. Isso não diminui a sua importância ou influência, apenas dá uma nova perspectiva ao seu papel no conjunto.
Vamos lá:
1 - A Hereditariedade em geral
Tomada isoladamente, essa influência refere-se às qualidades físicas, orgânicas dos pais. Hoje, mesmo se ignorarmos a Ciência Ancestral, mas apenas com os conhecimentos científicos acumulados pelo ocidente, veremos que desde que Mendel, monge agostiniano, botânico e meteorologista austríaco iniciou os seus estudos sobre a hereditariedade estudando com paciência as ervilhas em 1865, a Genética evoluiu exponencialmente sua abrangência em termos qualitativos e quantitativos.
O DNA é hoje o centro das atenções de muitos cientistas e, mesmo tendo sido decifrado numa pequena parte do conjunto, alimenta a Medicina com informações impensáveis há algumas décadas atrás. Elas confirmam a tese de que a hereditariedade com suas leis matematicamente complexas não só biológicas mas neurológicas e metafísicas, forma uma teia de influências centrais na vida do ser humano e outras formas de vida. O ser humano que nasce é então uma resultante biológica, mental, psicológica e mesmo transcendental dos seus antepassados próximos na linha de sucessão. É como se um cone, um funil de influências concretas de outros seres de outras épocas se concentrasse na materialização de um ser que nasce, só pelo fato de haver uma linha genética costurando os seus corpos, mentes e destinos. Cada um carrega um enxoval, uma colcha de retalhos formada pelas influências de toda a ordem dos precedentes.
2 – As condições e o meio no momento da concepção
Essa influência refere-se à geografia, meio ambiente, vizinhança, e sugere fortemente que há um condicionamento de espaço/tempo preciso que vai influenciar o indivíduo porque “o lugar e o momento são aqueles e não outros”. É algo, usando-se uma expressão intelectual, como uma “superestrutura mental “ ou mais recentemente usada, um”espírito do tempo” que tinge os seres nascidos naquelas coordenadas de espaço/tempo formando um “universo mental” que os influencia. Podemos imaginar por exemplo a comparação entre dois seres nascidos em duas coordenadas diferentes de espaço e tempo, e tentar sentir as particularidades de seus universos mentais específicos, condicionantes de suas diferenças e portanto de suas próprias ações e portanto carmas e destinos.
3 – A combinação da irradiação de todos os planetas do sistema solar durante sua formação no seio de sua mãe
Esta é a influência refere-se ao carrossel de astros, suas influências e inclinações, celestes ligadas à Astrologia, e é uma combinação energética entrelaçada de todos os planetas. Curiosamente, essa idéia de um período de influência tem a sua amplitude mais associada ao ramo da Astrologia Hindu que atribui os efeitos além da hora do nascimento em si, também ao período todo de formação do feto no seio da mãe. Os que estão mais afeitos à astrologia hindu sabem que ela afirma que até um certo número de dias após o contato físico entre o óvulo e o espermatozóide dos pais, o embrião individual não-físico do novo ser, acionado pela influência da Lua, “desce” para o útero da mãe e só aí então começa de fato uma nova vida. Nesse momento da descida , o signo em que estiver situada a lua será o signo ascendente do ser que vai nascer. Essa visão mais abrangente da influência num período de 10 luas de formação do corpo físico do novo ser, parece mais convincente que a visão de outros ramos da Astrologia ocidental que parece condicionar as características do novo ser a um momento no tempo como uma fotografia, um instantâneo dos planetas no círculo zodiacal.
Mesmo na astrologia ocidental, se imaginarmos cada planeta emitindo uma cor de luz sobre o ser que nasce, teremos uma visão poética de cada ser como um conjunto único dentro da diversidade de seres, algo como uma “impressão individual colorida” uma digital cósmica. Mas a visão de um período de influência parece mais verdadeira que apenas um flash de influências no momento do “vir à luz”.
4 – O nível das manifestações do Ser de seus pais
Essa influência refere-se às qualidades combinadas das essências do pai e da mãe. Com a interação e pesquisas entre as áreas da ciência como Química, Biologia, Medicina, Psicologia e Parapsicologia e suas variações, e também seu registro e análises estatísticas precisas , é muito ingênuo achar que somente características físicas como cor dos olhos, da pele, cabelos e outras são transmitidas geneticamente. Cada vez mais se percebe que os fenômenos estão ligados no tempo e espaço. Hábitos, características emocionais, traumas e mesmo propensão a doenças são fenômenos que mostram que características menos concretas arquivadas dentro do DNA ou quem sabe outro veículo energético ainda desconhecido (pelo menos da atual ciência) são transmissíveis na cadeia de hereditariedade. Então é só uma questão de gradação de nível de materialidade a conclusão de que o nível de Ser dos pais, como é conhecido e conceituado nas tradições influencia o ser que nasce nessa nossa dimensão.
5 – A qualidade de Ser dos seres de seu círculo imediato
Essa influência refere-se a atributos e virtudes essenciais do círculo familiar e comunitário. Se entendermos círculo imediato como a família imediata (pais, irmãos e filhos) a afirmação faz sentido uma vez que as influências ficam homogeneamente centradas nos pais que já são considerados uma fonte geradora de características de per si. Mas a afirmação acena que a influência pode ser mais ampla que a afirmação apenas do peso da constelação familiar sobre o ser que nasce. Isso faz sentido dentro da influência mais ampla da Hereditariedade.
6 – A qualidade das ondas de pensamento (desejos e atos) dos seres do mesmo sangue na atmosfera que os rodeia até a sua maturidade
Essa influência prece dizer respeito à qualidade dos impulsos e aspirações individuais que colocam a família em movimento gerando atos. O pressuposto aqui é que a qualidade das energias geradas por pensamentos e atos de seres do mesmo ramo exercem uma influência sobre o ser individual, estampando nele características marcantes seja a favor da influência ou uma resposta contra. É importante ressaltar que determinada característica implica sempre em uma “probabilidade de destino” Aliás desejos e atos já são por si só também coisas correlacionados em termos de causa e efeito; os desejos são uma mola propulsora para os atos.
Não é preciso muita explicação racional para referendar esse tópico. Basta se olhar com certa neutralidade a configuração das famílias e os indivíduos que as formam. A moderna técnica da Constelação Familiar é uma tentativa de se estabelecer e sistematizar essa correlação.
7 - A qualidade dos seus próprios esforços de Ser para transmutar em si os dados necessários em sua evolução.
Essa influência fala de um atributo essencial e intransferível do próprio indivíduo: o esforço. Aqui a porca torce o rabo. O indivíduo está sozinho no seu esforço apesar da pequena interferência do quadro das outras influências a favor ou contra. Esta é a única influência que parece estar fora do determinismo das outras. Ela parece que dá ao ser que nasce a possibilidade de fazer mudanças em seu destino que dependem de si mesmo e não do seu em torno em termos de espaço e tempo e ligações genéticas. O esforço e a persistência necessários neste caso remetem a afirmações de vários ensinamentos diferentes: no Budismo Zen a afirmação é de que “você tem que atravessar uma porta onde não existe uma porta”. No Quarto caminho é “a evolução de cada um só interessa a si mesmo e a mais ninguém. É um trabalho contra a natureza, contra Deus”. O Cristianismo fala de “o Caminho passa por uma porta estreita”.
Soma-se a essas afirmações os adágios astrológicos de que “os astros inclinam mas não determinam” e também o de que “o mapa astrológico é também mais uma prisão que temos que transcender”. Então não há a desculpa “eu sou assim... não tenho culpa”.
A Ciência não tem respostas para tudo isso e mesmo as tradições autênticas tem dificuldades para explicar o fenômeno das influências. Parece que através da Meditação, Silêncio do mental e Presença há uma pequena chance de se compreender a coisa (rsrs).
RESUMINDO: Apesar de a Astrologia ter sido por milênios apenas uma das sete influências, a sua validade como edifício de compreensão do mundo interior e exterior do Ser Humano está, a exemplo do que faziam os reis no passado, cada vez mais sendo procurada pelas pessoas e referendada pelos ramos da “ciência não comprometida” pelo classismo, preconceito, interesses individuais e grupais.
Porque? Por que ela é uma bússola que orienta as pessoas ajudando a responder a questão inicial formulada “quem sou eu? de que eu sou feito? de onde vim? para onde vou?”. Isso sem citar a sua vertente de previsão do futuro, muito mais popular, mas que na nossa opinião é apenas um subproduto do principal: o conhece-te a ti mesmo grafado nas antigas esfinges.
Afora as pessoas já acostumados com os astros, cada vez mais médicos, psicólogos, sociólogos e intelectuais em geral consultam os astros. Primeiro para saber qual é a natureza do outro, e depois antes de afirmarem, decidirem e aconselharem seus semelhantes e tomarem decisões mais afinadas com o a sua essência e as circunstâncias. Aliás poucos médicos sabem que Hipócrates, o pai da Medicina Ocidental, a quem fazem o juramento antes de exercer a profissão, disse que "Um médico sem o conhecimento da Astrologia não tem o direito de chamar a si mesmo de médico."
Na relação entre a Astrologia e as 7 influências, quem já leu os livros de Astrologia Kármica de Martin Schulman percebe claramente um fio que costura essas 7 influências num conjunto sólido e harmônico. Como dissemos na postagem DNA, Karma e Justiça, "é um presente poder ver o Karma na sua forma física de DNA: tudo o que fizemos, juntamente com nossos pais e o eixo de nossos ancestrais está lá gravado e nos influenciando em cada existência, quer a gente se lembre ou não."
A primeira pergunta de um Ser que está a caminho da Consciência na Grande Viagem é Quem sou eu?, e todas as variações como “o que sou eu? de que eu sou feito? de onde vim? para onde vou?”, ou numa versão menos elegante, “que diabos sou eu?”, e por aí afora, ladeira abaixo...
Como somos seres vivendo o mundo da dualidade, o filósofo de plantão já acrescentaria a pergunta: “O ser humano é o resultado da essência ou da personalidade?” e aí começa uma infindável novela onde os egos tomam a dianteira como sempre, e o pau come ... (intelectualmente, me perdoem) e parece que ninguém tem razão. Se considerarmos como essência "o que nos é pré-existente" e personalidade como "a soma de dados culturais que se agregam e modelam a essência pré-existente desde que vemos a luz ou respiramos pela primeira vez", isso faz todo o sentido com a afirmação tradicional de que a Astrologia está vinculada à essência e não à personalidade, e portanto à química orgânica, energética e sutil do ser que nasce, e não à a algo já adquirido socialmente no “exercício da viagem nesta dimensão”.
O assunto é altamente controverso e intelectualmente sedutor e estimulante, pois entre outras coisas, acena com a ligação entre cada ser e o seu grupo de seres ancestrais geradores, desde os pais até a raça, do presente ao passado, do Um com o Todo, aliás muito de encontro com a visão do “Somos Todos Um”. Essa ligação entre tudo o que existe é um ponto central do assunto "estar no mundo".
As antigas tradições tinham uma visão sóbria e, curiosamente, ao mesmo tempo abrangente e detalhada sobre o tema, e apesar de variarem suas afirmações nos ensinamentos, falavam ou acreditavam no geral em um conjunto de sete influências. A rigor as sete não contradizem as duas anteriores dos filósofos atuais (essência e personalidade), mas são um desdobramento mais preciso e completo delas, além de ser o pano de fundo referencial. As 7 influências são:
1 - A Hereditariedade em geral
2 – As condições e o meio no momento da concepção
3 – A combinação da irradiação de todos os planetas do sistema solar durante sua formação no seio de sua mãe
4 – O nível das manifestações do Ser de seus pais
5 – A qualidade de Ser dos indivíduos do seu círculo imediato
6 – A qualidade das ondas de pensamento (desejos e atos) dos seres do mesmo sangue na atmosfera que os rodeia até a sua maturidade
7 - A qualidade dos seus próprios esforços de Ser para transmutar em si os dados necessários para a sua evolução
Isto posto, apesar de o tema ser Astrologia, quem leu atento vai verificar que ela é apenas uma das 7 influências no destino dos seres e está combinada com as outras seis como se fosse o entrelaçamento de um tecido. Isso não diminui a sua importância ou influência, apenas dá uma nova perspectiva ao seu papel no conjunto.
Vamos lá:
1 - A Hereditariedade em geral
Tomada isoladamente, essa influência refere-se às qualidades físicas, orgânicas dos pais. Hoje, mesmo se ignorarmos a Ciência Ancestral, mas apenas com os conhecimentos científicos acumulados pelo ocidente, veremos que desde que Mendel, monge agostiniano, botânico e meteorologista austríaco iniciou os seus estudos sobre a hereditariedade estudando com paciência as ervilhas em 1865, a Genética evoluiu exponencialmente sua abrangência em termos qualitativos e quantitativos.
O DNA é hoje o centro das atenções de muitos cientistas e, mesmo tendo sido decifrado numa pequena parte do conjunto, alimenta a Medicina com informações impensáveis há algumas décadas atrás. Elas confirmam a tese de que a hereditariedade com suas leis matematicamente complexas não só biológicas mas neurológicas e metafísicas, forma uma teia de influências centrais na vida do ser humano e outras formas de vida. O ser humano que nasce é então uma resultante biológica, mental, psicológica e mesmo transcendental dos seus antepassados próximos na linha de sucessão. É como se um cone, um funil de influências concretas de outros seres de outras épocas se concentrasse na materialização de um ser que nasce, só pelo fato de haver uma linha genética costurando os seus corpos, mentes e destinos. Cada um carrega um enxoval, uma colcha de retalhos formada pelas influências de toda a ordem dos precedentes.
2 – As condições e o meio no momento da concepção
Essa influência refere-se à geografia, meio ambiente, vizinhança, e sugere fortemente que há um condicionamento de espaço/tempo preciso que vai influenciar o indivíduo porque “o lugar e o momento são aqueles e não outros”. É algo, usando-se uma expressão intelectual, como uma “superestrutura mental “ ou mais recentemente usada, um”espírito do tempo” que tinge os seres nascidos naquelas coordenadas de espaço/tempo formando um “universo mental” que os influencia. Podemos imaginar por exemplo a comparação entre dois seres nascidos em duas coordenadas diferentes de espaço e tempo, e tentar sentir as particularidades de seus universos mentais específicos, condicionantes de suas diferenças e portanto de suas próprias ações e portanto carmas e destinos.
3 – A combinação da irradiação de todos os planetas do sistema solar durante sua formação no seio de sua mãe
Esta é a influência refere-se ao carrossel de astros, suas influências e inclinações, celestes ligadas à Astrologia, e é uma combinação energética entrelaçada de todos os planetas. Curiosamente, essa idéia de um período de influência tem a sua amplitude mais associada ao ramo da Astrologia Hindu que atribui os efeitos além da hora do nascimento em si, também ao período todo de formação do feto no seio da mãe. Os que estão mais afeitos à astrologia hindu sabem que ela afirma que até um certo número de dias após o contato físico entre o óvulo e o espermatozóide dos pais, o embrião individual não-físico do novo ser, acionado pela influência da Lua, “desce” para o útero da mãe e só aí então começa de fato uma nova vida. Nesse momento da descida , o signo em que estiver situada a lua será o signo ascendente do ser que vai nascer. Essa visão mais abrangente da influência num período de 10 luas de formação do corpo físico do novo ser, parece mais convincente que a visão de outros ramos da Astrologia ocidental que parece condicionar as características do novo ser a um momento no tempo como uma fotografia, um instantâneo dos planetas no círculo zodiacal.
Mesmo na astrologia ocidental, se imaginarmos cada planeta emitindo uma cor de luz sobre o ser que nasce, teremos uma visão poética de cada ser como um conjunto único dentro da diversidade de seres, algo como uma “impressão individual colorida” uma digital cósmica. Mas a visão de um período de influência parece mais verdadeira que apenas um flash de influências no momento do “vir à luz”.
4 – O nível das manifestações do Ser de seus pais
Essa influência refere-se às qualidades combinadas das essências do pai e da mãe. Com a interação e pesquisas entre as áreas da ciência como Química, Biologia, Medicina, Psicologia e Parapsicologia e suas variações, e também seu registro e análises estatísticas precisas , é muito ingênuo achar que somente características físicas como cor dos olhos, da pele, cabelos e outras são transmitidas geneticamente. Cada vez mais se percebe que os fenômenos estão ligados no tempo e espaço. Hábitos, características emocionais, traumas e mesmo propensão a doenças são fenômenos que mostram que características menos concretas arquivadas dentro do DNA ou quem sabe outro veículo energético ainda desconhecido (pelo menos da atual ciência) são transmissíveis na cadeia de hereditariedade. Então é só uma questão de gradação de nível de materialidade a conclusão de que o nível de Ser dos pais, como é conhecido e conceituado nas tradições influencia o ser que nasce nessa nossa dimensão.
5 – A qualidade de Ser dos seres de seu círculo imediato
Essa influência refere-se a atributos e virtudes essenciais do círculo familiar e comunitário. Se entendermos círculo imediato como a família imediata (pais, irmãos e filhos) a afirmação faz sentido uma vez que as influências ficam homogeneamente centradas nos pais que já são considerados uma fonte geradora de características de per si. Mas a afirmação acena que a influência pode ser mais ampla que a afirmação apenas do peso da constelação familiar sobre o ser que nasce. Isso faz sentido dentro da influência mais ampla da Hereditariedade.
6 – A qualidade das ondas de pensamento (desejos e atos) dos seres do mesmo sangue na atmosfera que os rodeia até a sua maturidade
Essa influência prece dizer respeito à qualidade dos impulsos e aspirações individuais que colocam a família em movimento gerando atos. O pressuposto aqui é que a qualidade das energias geradas por pensamentos e atos de seres do mesmo ramo exercem uma influência sobre o ser individual, estampando nele características marcantes seja a favor da influência ou uma resposta contra. É importante ressaltar que determinada característica implica sempre em uma “probabilidade de destino” Aliás desejos e atos já são por si só também coisas correlacionados em termos de causa e efeito; os desejos são uma mola propulsora para os atos.
Não é preciso muita explicação racional para referendar esse tópico. Basta se olhar com certa neutralidade a configuração das famílias e os indivíduos que as formam. A moderna técnica da Constelação Familiar é uma tentativa de se estabelecer e sistematizar essa correlação.
7 - A qualidade dos seus próprios esforços de Ser para transmutar em si os dados necessários em sua evolução.
Essa influência fala de um atributo essencial e intransferível do próprio indivíduo: o esforço. Aqui a porca torce o rabo. O indivíduo está sozinho no seu esforço apesar da pequena interferência do quadro das outras influências a favor ou contra. Esta é a única influência que parece estar fora do determinismo das outras. Ela parece que dá ao ser que nasce a possibilidade de fazer mudanças em seu destino que dependem de si mesmo e não do seu em torno em termos de espaço e tempo e ligações genéticas. O esforço e a persistência necessários neste caso remetem a afirmações de vários ensinamentos diferentes: no Budismo Zen a afirmação é de que “você tem que atravessar uma porta onde não existe uma porta”. No Quarto caminho é “a evolução de cada um só interessa a si mesmo e a mais ninguém. É um trabalho contra a natureza, contra Deus”. O Cristianismo fala de “o Caminho passa por uma porta estreita”.
Soma-se a essas afirmações os adágios astrológicos de que “os astros inclinam mas não determinam” e também o de que “o mapa astrológico é também mais uma prisão que temos que transcender”. Então não há a desculpa “eu sou assim... não tenho culpa”.
A Ciência não tem respostas para tudo isso e mesmo as tradições autênticas tem dificuldades para explicar o fenômeno das influências. Parece que através da Meditação, Silêncio do mental e Presença há uma pequena chance de se compreender a coisa (rsrs).
RESUMINDO: Apesar de a Astrologia ter sido por milênios apenas uma das sete influências, a sua validade como edifício de compreensão do mundo interior e exterior do Ser Humano está, a exemplo do que faziam os reis no passado, cada vez mais sendo procurada pelas pessoas e referendada pelos ramos da “ciência não comprometida” pelo classismo, preconceito, interesses individuais e grupais.
Porque? Por que ela é uma bússola que orienta as pessoas ajudando a responder a questão inicial formulada “quem sou eu? de que eu sou feito? de onde vim? para onde vou?”. Isso sem citar a sua vertente de previsão do futuro, muito mais popular, mas que na nossa opinião é apenas um subproduto do principal: o conhece-te a ti mesmo grafado nas antigas esfinges.
Afora as pessoas já acostumados com os astros, cada vez mais médicos, psicólogos, sociólogos e intelectuais em geral consultam os astros. Primeiro para saber qual é a natureza do outro, e depois antes de afirmarem, decidirem e aconselharem seus semelhantes e tomarem decisões mais afinadas com o a sua essência e as circunstâncias. Aliás poucos médicos sabem que Hipócrates, o pai da Medicina Ocidental, a quem fazem o juramento antes de exercer a profissão, disse que "Um médico sem o conhecimento da Astrologia não tem o direito de chamar a si mesmo de médico."
Na relação entre a Astrologia e as 7 influências, quem já leu os livros de Astrologia Kármica de Martin Schulman percebe claramente um fio que costura essas 7 influências num conjunto sólido e harmônico. Como dissemos na postagem DNA, Karma e Justiça, "é um presente poder ver o Karma na sua forma física de DNA: tudo o que fizemos, juntamente com nossos pais e o eixo de nossos ancestrais está lá gravado e nos influenciando em cada existência, quer a gente se lembre ou não."
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domingo, 7 de julho de 2013
Era de Aquário, Manifestações, Chumbo-Grosso
O mundo inteiro fala em ‘Era de Aquário’, mas poucos sabem o significado da expressão, cunhada no século passado. A ocasião para falar no assunto é boa, porque você está vendo os efeitos da chegada dela no noticiário toda a semana, principalmente nas últimas.
O significado das Eras é astrològico, mas para entendê-lo é preciso saber algo de Astronomia, ciência que curiosamente nasceu depois da Astrol0gia. Os primeiros astrônomos eram todos astròlogos, numa época milenar onde a Ciência estava conectada ao Espírito, à tradição de um conhecimento metafísico, esotérico.
Poucos sabem que Sir Isaac Newton descobridor da lei da gravidade, um dos grandes cientistas do mundo (QI 190) era astròlogo, e que um dia disse a respeito da antiga ciência para o seu aluno Halley, descobridor do cometa: Sir, I have studied it, you have not, ou, Senhor, eu a estudei, você não .
Olhar para os astros era obrigação dos astrólogos para entender o Universo, fazer mapas para os reis, faraós,e outros chefes e mecenas sobre seus reinos, destinos, filhos, paz, guerras, colheitas, eclipses, e por aí afora. Daí nasceu a Astronomia, para ajudar os cálculos do que os mestres já pressentiam em termos de busca metafísica. (essa foi de maldade...rsrs).
Se você não gosta de considerações astronômicas e de geometria espacial, pule os 7 itens abaixo, e vá direto para a compreensão da natureza das Eras e símbolos, principalmente a de Aquário iniciando.
Vamos lá, então, entender a astronomia do "porquê" da Eras:
1 - Imagine simplificadamente o sistema solar, com os planetas girando em torno do Sol, todos no mesmo sentido da varredura , e então para organizar a coisa, imagine o plano descrito pela órbita feita pela terra, igual um tampo de uma mesa redonda. Vamos chamá-lo de plano da eclíptica, porque, já que é um plano feito pela órbita da Terra quando ela gira em torno do Sol, qualquer coisa que fique nesse plano entre a Terra e o Sol em algum momento vai causar um eclipse solar. No movimento de rotação da Terra, parece que para nós, que estamos sobre ela olhando o horizonte, o Sol, Lua, e toda a região do céu em torno do plano da eclíptica se levantam e nascem, mas na verdade é a Terra que gira em sentido contrário, dando essa impressão.
Como a Terra vai sofrer astrologicamente a influência de todos os astros, Sol, Lua, planetas, estrelas, vamos imaginar a Terra como centro das atenções. Por coincidência a Igreja Romana européia também dizia isso, mas acreditava de fato, erradamente, que tudo girava em torno da Terra. Não gira, mas para efeito astrològico a Terra tem que ser o centro, porque as influências dos astros vêm todas em direção à Terra e os seres terrenos, e têm que ser organizadas num gráfico circular e catalogadas a partir do lugar onde está o “cliente do astrólogo”, ou nós, na face da Terra. Senão não se entende.
Os chineses, japoneses, árabes, persas, e outros orientais devem ter rido muito da igreja européia pelas suas crenças geocêntricas errôneas. Daí eles acharem os europeus bárbaros e atrasados.
Se vivêssemos em Marte, ele seria também o centro para se fazer os mapas astrológicos dos marcianos, ora bolas. Na Lua a mesma coisa.
Isso porém fez com que, quando Copérnico e depois Galileu colocaram o Sol no centro do sistema para efeitos astronômicos – e estavam certos - foi um deus-nos-acuda. Muita fogueira e churrasco de herege. Galileu escapuliu, que não era bobo.
2 – A Terra tem um plano chamado equador (que a divide essa grande esfera em duas metades – hemisfério norte e sul, e ao girar em torno de si mesma gerando os dias e noites, o seu eixo polar de rotação não gira perpendicular ao tal plano da eclíptica, o tampo da mesa, mas inclinado uns 20 e poucos graus constantes em relação a ele. É isso que gera estações do ano quentes (verão) e frias (inverno) porque as metades são insoladas de forma diferente, devido à inclinação do eixo polar. É como um pião que gira inclinado todo o tempo em torno de uma fonte de calor e luz. Numa mesma estação a esfera tem uma metade mais quente que a outra, porque recebe a luz solar mais tempo durante o dia.
3 - Mas tem um complicador: além de inclinado, o eixo de rotação da terra faz mais um movimento muito lento que descreve um cone a cada 26 mil anos. Atualmente o eixo aponta para a estrela polar, mas vai mudando, mudando. Depois volta.
4 - Os planos do equador da Terra e da eclíptica não são paralelos e então se encontram formando uma reta, que é o encontro de dois planos – qualquer um sabe, e essa reta ,que passa no centro da Terra, vai sendo “arrastada” dia a dia pela Terra conforme ela vai fazendo o seu caminho em torno do sol. Quando essa reta-intersecção dos dois planos, se deslocando, passa também pelo centro do Sol duas vezes por ano, aí são os tais equinócios, ou de outono ou de primavera num hemisfério, e vice-versa ao contrário no outro. Esse dia tem o mesmo tamanho da noite, nos dois hemisférios, daí o nome equinócio.
Tudo bem até aqui?
5 – Em todo o ano perto do dia 22 de março é o dia do Equinócio de Primavera no hemisfério norte e o de Outono no sul . Nesse dia os mestres da Astrologia dividiram o círculo do ano (de 360 graus ou 365 dias) em 12 signos iguais de 30 graus cada um, e começa o ano astrológico com o primeiro signo que é Áries e em sequência os outros 11 em fila. Essa divisão é uma convenção da astrologia baseada em seus efeitos, o zodíaco dos signos (Zodíaco tropical), onde vemos os planetas em trânsito dentro deles, dando serviço aos astrólogos para interpretar isso. É uma cinta de 12 segmentos de igual tamanho, que é um pouco diferente da outra cinta externa do zodíaco das constelações (ou Zodíaco sideral) formado por elas. Outro complicador é que apesar de serem cintas diferentes (a dos signos é uma formulação intelectual-esotérica e a das constelações é real, factual) elas tem os mesmos nomes e sequência (Áries, Touro...etc.) mas as constelações são 12 segmentos de tamanhos diferentes (não têm 30 graus cada, como os signos) vistas da Terra. Então existe uma Astrologia comum, a dos signos, feita para qualquer pessoa, ser vivo ou evento na terra, e uma Astrologia mais ampla e abrangente das constelações, que influencia a humanidade como um todo. É dessa que falamos agora para se entender as Eras.
6 – Todo ano no dia do Ponto Vernal, ou Equinócio de Outono no hemisfério sul (21-22 de Março) se olharmos para o sol ele está no primeiro dia ou grau do signo de Áries mas se olharmos mais para fora do sistema solar para a cinta mais exterior das constelações, o Sol está em uma constelação diferente da de Áries. Por que? Aí ,a porca torce o rabo, como diria Dª Josefina:
É que, por causa do movimento de cone do eixo da terra de que falamos, a cada ano no dia do Equinócio de Outono, o eixo da terra e portanto o plano do equador ao qual é perpendicular, se inclinou um pouco nesse movimento de cone, e com isso a reta-intersecção, entre os planos do equador e eclíptica, muda um pouquinho de lugar ao se olhar para o Sol na cinta das constelações. Então a gente vê a cada ano, no dia do equinócio, a reta-intersecção dos planos equador-eclíptica ir apontando para um lugar um pouquinho precedente, para trás, nas constelações até se passarem 26 mil anos. E começa tudo de novo. Daí o nome Precessão dos Equinócios.
Como são 12 constelações de tamanhos diferentes, a cada 2166 anos (em média, já que elas tem tamanhos diferentes) muda a constelação apontada pela reta-intersecção, e entra outra. É sempre a anterior, na sequência conhecida do zodíaco. Então há mais ou menos 2 mil e poucos anos começou a Era de Peixes. Antes vinha a de Áries (4332 anos) e antes a de Touro (6498 anos). Sempre em média, porque as constelações, diferentemente dos signos, têm tamanhos diferentes, como já falamos.
7 – Demorou um pouco, desculpem, mas agora é que vem a compreensão da natureza do mistério das Eras:
Em cada Era a humanidade busca entender a "divindade" que monitora o Universo, mas sob uma roupagem diferente, conforme a natureza do signo da constelação de plantão. E então a religião de plantão teima em não aceitar a nova religião principal que está surgindo, e as secundárias também. E quando a era vai mudando, é só briga.
É só observar a História das grandes religiões e seus símbolos. Já leu o livro A Mensagem das Estrelas? Não? Também, você só vê TV, pô...
Então vamos lá no "como" das Eras:
E da mesma forma que o Judaísmo sofreu a resistência dos egípcios, o Cristianismo não foi aceito pelo judaísmo. E a nova religião mundial que virá, não será aceita pelo Cristianismo ou Islamismo.
Vamos ver o que vem aí no início de Aquário?...
Aquário é o “Aguadeiro do Zodíaco” com seu pote vertendo água para a Terra e suas colheitas. A preocupação com a ecologia é um eixo de Aquário. aquário significa os grandes grupos, dos quais a Humanidade é o paradigma, mas é a ONU, O Estado, o Governo Mundial e todos os governos individuais, as grandes corporações e empresas mundiais. No seu oposto e complemento está Leão, o rei, o indivíduo, o consumidor, o cidadão. Nóis na fita.
Então, ao lado da mudança de Era, que é sempre dramática e frequentemente explosiva, o Eixo Aquário-Leão vai contemplar a oposição ferrenha entre o indivíduo e o grupo, sobre temas como ecologia, sustentabilidade, direitos do cidadão e indivíduo, invasão de privacidade individual e coletiva, incluindo a representatividade de políticos, corrupção e por aí afora. Alguma semelhança com o que se vê na TV e internet hoje?
Dê uma olhada no que está acontecendo no mundo e no seu país hoje. É isso. E vai durar uns 2 mil anos, se o planeta aguentar tanta ganância, falta de vontade, tantos interesses no lugar de ideais, tanta falta de sensibilidade. esse é o pano de fundo. Vem chumbo grosso por aí.
#Pronto. Falei.
O significado das Eras é astrològico, mas para entendê-lo é preciso saber algo de Astronomia, ciência que curiosamente nasceu depois da Astrol0gia. Os primeiros astrônomos eram todos astròlogos, numa época milenar onde a Ciência estava conectada ao Espírito, à tradição de um conhecimento metafísico, esotérico.
Poucos sabem que Sir Isaac Newton descobridor da lei da gravidade, um dos grandes cientistas do mundo (QI 190) era astròlogo, e que um dia disse a respeito da antiga ciência para o seu aluno Halley, descobridor do cometa: Sir, I have studied it, you have not, ou, Senhor, eu a estudei, você não .
Olhar para os astros era obrigação dos astrólogos para entender o Universo, fazer mapas para os reis, faraós,e outros chefes e mecenas sobre seus reinos, destinos, filhos, paz, guerras, colheitas, eclipses, e por aí afora. Daí nasceu a Astronomia, para ajudar os cálculos do que os mestres já pressentiam em termos de busca metafísica. (essa foi de maldade...rsrs).
Se você não gosta de considerações astronômicas e de geometria espacial, pule os 7 itens abaixo, e vá direto para a compreensão da natureza das Eras e símbolos, principalmente a de Aquário iniciando.
Vamos lá, então, entender a astronomia do "porquê" da Eras:
1 - Imagine simplificadamente o sistema solar, com os planetas girando em torno do Sol, todos no mesmo sentido da varredura , e então para organizar a coisa, imagine o plano descrito pela órbita feita pela terra, igual um tampo de uma mesa redonda. Vamos chamá-lo de plano da eclíptica, porque, já que é um plano feito pela órbita da Terra quando ela gira em torno do Sol, qualquer coisa que fique nesse plano entre a Terra e o Sol em algum momento vai causar um eclipse solar. No movimento de rotação da Terra, parece que para nós, que estamos sobre ela olhando o horizonte, o Sol, Lua, e toda a região do céu em torno do plano da eclíptica se levantam e nascem, mas na verdade é a Terra que gira em sentido contrário, dando essa impressão.
Como a Terra vai sofrer astrologicamente a influência de todos os astros, Sol, Lua, planetas, estrelas, vamos imaginar a Terra como centro das atenções. Por coincidência a Igreja Romana européia também dizia isso, mas acreditava de fato, erradamente, que tudo girava em torno da Terra. Não gira, mas para efeito astrològico a Terra tem que ser o centro, porque as influências dos astros vêm todas em direção à Terra e os seres terrenos, e têm que ser organizadas num gráfico circular e catalogadas a partir do lugar onde está o “cliente do astrólogo”, ou nós, na face da Terra. Senão não se entende.
Os chineses, japoneses, árabes, persas, e outros orientais devem ter rido muito da igreja européia pelas suas crenças geocêntricas errôneas. Daí eles acharem os europeus bárbaros e atrasados.
Se vivêssemos em Marte, ele seria também o centro para se fazer os mapas astrológicos dos marcianos, ora bolas. Na Lua a mesma coisa.
Isso porém fez com que, quando Copérnico e depois Galileu colocaram o Sol no centro do sistema para efeitos astronômicos – e estavam certos - foi um deus-nos-acuda. Muita fogueira e churrasco de herege. Galileu escapuliu, que não era bobo.
2 – A Terra tem um plano chamado equador (que a divide essa grande esfera em duas metades – hemisfério norte e sul, e ao girar em torno de si mesma gerando os dias e noites, o seu eixo polar de rotação não gira perpendicular ao tal plano da eclíptica, o tampo da mesa, mas inclinado uns 20 e poucos graus constantes em relação a ele. É isso que gera estações do ano quentes (verão) e frias (inverno) porque as metades são insoladas de forma diferente, devido à inclinação do eixo polar. É como um pião que gira inclinado todo o tempo em torno de uma fonte de calor e luz. Numa mesma estação a esfera tem uma metade mais quente que a outra, porque recebe a luz solar mais tempo durante o dia.
3 - Mas tem um complicador: além de inclinado, o eixo de rotação da terra faz mais um movimento muito lento que descreve um cone a cada 26 mil anos. Atualmente o eixo aponta para a estrela polar, mas vai mudando, mudando. Depois volta.
4 - Os planos do equador da Terra e da eclíptica não são paralelos e então se encontram formando uma reta, que é o encontro de dois planos – qualquer um sabe, e essa reta ,que passa no centro da Terra, vai sendo “arrastada” dia a dia pela Terra conforme ela vai fazendo o seu caminho em torno do sol. Quando essa reta-intersecção dos dois planos, se deslocando, passa também pelo centro do Sol duas vezes por ano, aí são os tais equinócios, ou de outono ou de primavera num hemisfério, e vice-versa ao contrário no outro. Esse dia tem o mesmo tamanho da noite, nos dois hemisférios, daí o nome equinócio.
Tudo bem até aqui?
5 – Em todo o ano perto do dia 22 de março é o dia do Equinócio de Primavera no hemisfério norte e o de Outono no sul . Nesse dia os mestres da Astrologia dividiram o círculo do ano (de 360 graus ou 365 dias) em 12 signos iguais de 30 graus cada um, e começa o ano astrológico com o primeiro signo que é Áries e em sequência os outros 11 em fila. Essa divisão é uma convenção da astrologia baseada em seus efeitos, o zodíaco dos signos (Zodíaco tropical), onde vemos os planetas em trânsito dentro deles, dando serviço aos astrólogos para interpretar isso. É uma cinta de 12 segmentos de igual tamanho, que é um pouco diferente da outra cinta externa do zodíaco das constelações (ou Zodíaco sideral) formado por elas. Outro complicador é que apesar de serem cintas diferentes (a dos signos é uma formulação intelectual-esotérica e a das constelações é real, factual) elas tem os mesmos nomes e sequência (Áries, Touro...etc.) mas as constelações são 12 segmentos de tamanhos diferentes (não têm 30 graus cada, como os signos) vistas da Terra. Então existe uma Astrologia comum, a dos signos, feita para qualquer pessoa, ser vivo ou evento na terra, e uma Astrologia mais ampla e abrangente das constelações, que influencia a humanidade como um todo. É dessa que falamos agora para se entender as Eras.
6 – Todo ano no dia do Ponto Vernal, ou Equinócio de Outono no hemisfério sul (21-22 de Março) se olharmos para o sol ele está no primeiro dia ou grau do signo de Áries mas se olharmos mais para fora do sistema solar para a cinta mais exterior das constelações, o Sol está em uma constelação diferente da de Áries. Por que? Aí ,a porca torce o rabo, como diria Dª Josefina:
É que, por causa do movimento de cone do eixo da terra de que falamos, a cada ano no dia do Equinócio de Outono, o eixo da terra e portanto o plano do equador ao qual é perpendicular, se inclinou um pouco nesse movimento de cone, e com isso a reta-intersecção, entre os planos do equador e eclíptica, muda um pouquinho de lugar ao se olhar para o Sol na cinta das constelações. Então a gente vê a cada ano, no dia do equinócio, a reta-intersecção dos planos equador-eclíptica ir apontando para um lugar um pouquinho precedente, para trás, nas constelações até se passarem 26 mil anos. E começa tudo de novo. Daí o nome Precessão dos Equinócios.
Como são 12 constelações de tamanhos diferentes, a cada 2166 anos (em média, já que elas tem tamanhos diferentes) muda a constelação apontada pela reta-intersecção, e entra outra. É sempre a anterior, na sequência conhecida do zodíaco. Então há mais ou menos 2 mil e poucos anos começou a Era de Peixes. Antes vinha a de Áries (4332 anos) e antes a de Touro (6498 anos). Sempre em média, porque as constelações, diferentemente dos signos, têm tamanhos diferentes, como já falamos.
7 – Demorou um pouco, desculpem, mas agora é que vem a compreensão da natureza do mistério das Eras:
Em cada Era a humanidade busca entender a "divindade" que monitora o Universo, mas sob uma roupagem diferente, conforme a natureza do signo da constelação de plantão. E então a religião de plantão teima em não aceitar a nova religião principal que está surgindo, e as secundárias também. E quando a era vai mudando, é só briga.
É só observar a História das grandes religiões e seus símbolos. Já leu o livro A Mensagem das Estrelas? Não? Também, você só vê TV, pô...
Então vamos lá no "como" das Eras:
Anos atrás
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Inicio da Era de:
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Religião iniciando
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Elem.
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símbolos da religião versus símbolos dos signos
opostos da Era
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Símbolo oposto
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Valores da religião de plantão
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6498
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Touro
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Egípcia
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Terra
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bezerro de ouro, boi Apis X culto da Morte
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Escorpião
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Ouro, terras
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4332
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Áries
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Judaica
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Fogo
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carneiro,sarça ardente
X tábuas da lei, justiça |
Libra
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Luta, justiça
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2166
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Peixes
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Cristã
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Água
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milagre da multiplicação dos Peixes X pão, dogma da Virgem,
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Virgem
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Humildade, servir a dor do outro
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0?
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Aquário
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?
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Ar
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?
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Leão
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Individualidade, servir o grupo
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- No Egito os símbolos da religião estavam no eixo dos opostos Touro/terra – Escorpião/água. Touro eram as posses materiais como ouro, terras (Casa 2 do zodíaco básico) que caracterizaram o Egito e Escorpião era A Morte, o oculto, a preocupação com o "post mortem", tumbas, sepultamento, mumificação (Casa 8). Quando Moisés, iniciando a nova religião de Áries que substituía a de Touro, recebeu As Tábuas da Lei (Libra), encontrou na volta do monte Sinai o seu povo voltando a adorar o antigo Boi Ápis (Touro). É a resistência ao novo.
- No judaísmo (Velho Testamento) os símbolos do eixo Áries/fogo – Libra/ar eram: em Áries ou carneiro , a sarça ardente que era a forma de fogo com que Deus aparecia, ou então o carneiro ou cordeiro de deus ( Agnus Dei). Como Áries é regido por Marte, deus da guerra, o povo judeu não tem sossego com as guerras e perseguições.
- No Cristianismo (Novo Testamento) os símbolos do eixo Peixes/água – Virgem/terra, eram:
- em Peixes: os dois peixes cruzados presentes em toda a liturgia cristã, a mitra do papa em formato de peixes, os 12 apóstolos pescadores, o milagre da multiplicação dos peixes (e do pão, o seu oposto no signo de Virgem) e , o servir, a humildade, a aceitação do destino, o cuidar do sofrimento do outro, o "dar a outra face", o sofrimento.
- Em Virgem: o dogma da Virgem Maria na qual O Espírito gera Jesus (peixes), o milagre da multiplicação dos pães (o trigo é do signo de virgem).
E da mesma forma que o Judaísmo sofreu a resistência dos egípcios, o Cristianismo não foi aceito pelo judaísmo. E a nova religião mundial que virá, não será aceita pelo Cristianismo ou Islamismo.
Vamos ver o que vem aí no início de Aquário?...
Aquário é o “Aguadeiro do Zodíaco” com seu pote vertendo água para a Terra e suas colheitas. A preocupação com a ecologia é um eixo de Aquário. aquário significa os grandes grupos, dos quais a Humanidade é o paradigma, mas é a ONU, O Estado, o Governo Mundial e todos os governos individuais, as grandes corporações e empresas mundiais. No seu oposto e complemento está Leão, o rei, o indivíduo, o consumidor, o cidadão. Nóis na fita.
Então, ao lado da mudança de Era, que é sempre dramática e frequentemente explosiva, o Eixo Aquário-Leão vai contemplar a oposição ferrenha entre o indivíduo e o grupo, sobre temas como ecologia, sustentabilidade, direitos do cidadão e indivíduo, invasão de privacidade individual e coletiva, incluindo a representatividade de políticos, corrupção e por aí afora. Alguma semelhança com o que se vê na TV e internet hoje?
Dê uma olhada no que está acontecendo no mundo e no seu país hoje. É isso. E vai durar uns 2 mil anos, se o planeta aguentar tanta ganância, falta de vontade, tantos interesses no lugar de ideais, tanta falta de sensibilidade. esse é o pano de fundo. Vem chumbo grosso por aí.
#Pronto. Falei.
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domingo, 28 de outubro de 2012
O Karma, O Agora, e A Astrologia
Não há dúvida de que um indivíduo experimenta o karma de outras vidas. Ele experimenta também, nesta existência, o karma de suas atitudes do passado e é um criador de Carma em todos os momentos. É então, que se torna muito importante apreender o significado do momento, pois é disso que nasce o conceito do "O Agora".
Um indivíduo pode passar toda sua existência procurando por aquilo que foi numa encarnação anterior. Ele pode ser suficientemente afortunado para descobrir, ou pode enganar a si mesmo com determinados pensamentos e, então, subconscientemente, criar as circunstâncias que provem para si mesmo que esses pensamentos são verdadeiros. Em ambos os casos, ele não está entrando em contato com o verdadeiro significado da existência, a menos que perceba que sua habilidade para se fixar no aqui e no agora a todo momento é onde se desenvolve sua maior capacidade de atuação. E é através desse desenvolvimento de sua capacidade de atuação que sua evolução se revela.
É extremamente fácil culpar o karma de vidas passadas por nossos fracassos ou colocar nossa própria incapacidade de lidar com situações do dia-a-dia em inadequações do mapa. Mas isso nunca foi, nem deve se permitir que venha a ser um produto derivado de um raciocínio astrológico ou um dos efeitos da Astrologia como ciência profética. Se isso acontecer, a Astrologia está destinada ao fracasso, pois seu dom para a humanidade é ajudar o homem a ajudar a si mesmo, e não lhe dar desculpas por não conseguir.
O karma existe. É muito real. Mas não está além da habilidade do homem para lidar com ele e superá-lo. É importante perceber que o passado e o futuro têm menos a ver com a habilidade do homem de atuar e com seu prazer da vida do que com o que ele faz com "O Agora". Naturalmente, o passado e o futuro têm uma forte influência sobre como um indivíduo entende o "Agora", mas - e aqui está o detalhe fascinante - eles não precisam ter! Não há dúvida de que é extremamente difícil ignorar o ontem e não refletir a respeito do amanhã. E, indo mais longe, ignorar o minuto passado e não se preocupar com o minuto seguinte. Entretanto, com dedicação e disciplina é possível fazê-lo.
Quando uma pessoa faz isso, não significa que o passado e o futuro não existam. Eles existem. Isso é uma realidade. Mas ela não se demora naquilo que já fez ou não conseguiu fazer, nem se preocupa com o que tem a fazer. Ela simplesmente faz, age, torna-se! Ela não tem como analisar suas ações porque isso significa voltar novamente ao seu passado; não tem tempo para se sentir insegura, porque isso significa se preocupar com seu futuro. Pelo contrário, ela tem todo o tempo do mundo para viver sua realidade presente.
Ela estará vivendo seu Carma, mas não gastará anos lamentando seu destino ou tentando viver o Carma de outros em vez do seu. Ela pode aceitar fracassos e sucessos, pois eles são coisas passageiras que mudam sempre. Curiosamente, quando começa a viver dessa maneira, muitas das coisas que pensava serem karma começam a desaparecer porque eram, na realidade, nada mais do que pensamentos que absorveu de outros e que pensava serem seus. Progressivamente, começa a perceber o que é seu Carma na realidade, porque não está procurando descobrir, nem está procurando juntar seu karma com outros a ponto de nunca conhecê-lo.
Esse modo de viver torna um indivíduo inacreditavelmente produtivo e criativo.
O alcance desse resultado está além da imaginação; pois, o que acontece, na realidade, é que todas as áreas inúteis e dispersantes onde ele normalmente colocaria suas energias não mais o exaurem ou desviam da realidade do seu momento presente! Ele fica mais ativo, mais concentrado e mais consciente, não apenas de sua própria beleza interior, como de toda a beleza do mundo ao seu redor.
Sempre que uma ideia se torna muito difundida na consciência do mundo, seu significado original muda. De fato, quanto mais uma ideia ganha aceitação, mais distante pode ficar de seu sentido, contexto e fonte original. Esse foi o caso do karma que não é nem mesmo uma ideia, um conceito ou um pensamento, mas, sim, uma Lei Cósmica. Quanto mais pessoas no mundo aceitam o fato de que essa lei existe, há uma tendência maior para que a própria lei seja deturpada, uma vez que cada pessoa a interpreta através de seu próprio nível de compreensão.
Caso se perguntasse a mil pessoas o que é karma, a tremenda série de respostas seria surpreendente. Mais surpreendente ainda seriam as complexidades associadas à verdadeira essência dessa Lei Universal.
A fim de compreender claramente o que é karma, podemos traçar seu significado a partir de três fontes básicas e, então, sintetizá-las numa combinação mais significativa do que é, na realidade, a verdadeira essência da Lei do Karma.
Primeiro, temos as palavras de Gautama Buda, quando disse há muitos milhares de anos: "Você é aquilo que pensa, tendo se tornado naquilo que pensava." O que ele quis dizer com essa profunda afirmação?
O homem está sempre questionando o que é. Na verdade, de momento a momento, o que ele é, muda. E são essas numerosas mudanças que o fazem perguntar a si mesmo se realmente existe nele alguma coisa imutável. Se um homem "é o que ele pensa" e seus pensamentos mudam de momento a momento e dia-a-dia, então ele também muda! Se um homem pensa "Estou faminto", então é isso que ele é no momento em que pensou. Quando não mais pensa assim, ele não é mais um produto de tal pensamento. Se um homem pensa "Estou cansado", "Eu sou mau", "Eu sou pobre", então ele é todas essas coisas.
Isso acontece porque há uma tendência muito forte para que ele acredite que o que pensa é a verdade. Assim, tendo acreditado nos seus pensamentos a respeito de si mesmo, um indivíduo então se identifica com suas crenças e se torna, na realidade, tudo o que pensa. Se o mesmo tipo de pensamento é perpetuado por muitos anos, ele se torna ainda mais aceitável para a pessoa. Assim, tipos de pensamentos que se prolongam por um determinado caminho levarão uma pessoa a acreditar não apenas que está nesse caminho, mas que é o único caminho que pode ver.
Vamos usar novamente a analogia do apetite, pois existem muitos tipos de apetite que, literalmente, todos nós já experimentamos de uma ou de outra maneira. Consideremos dois indivíduos que estão prontos para comer um pedaço de bolo. O primeiro olha com fixação para o bolo e instantaneamente tem pensamentos conflitantes: "Eu quero o bolo, mas sei que ele me fará engordar." Quando come o bolo, seu corpo assimilará o alimento com o mesmo nervosismo que provocou seu pensamento. Assim, uma tendência inconsciente a não querer admitir para si mesmo que comeu o bolo, juntamente com decepções psicológicas por tê-lo comido, ambos provenientes do pensamento original de que o bolo é prejudicial, cria uma situação na qual o contato entre o bolo e o corpo torna aquele em governante e este em governado.
Entretanto, o segundo indivíduo, tencionando comer o bolo, olha para ele como uma fonte de alegria. É o alimento de Deus oferecido ao homem para preencher suas necessidades por sustento, beleza e vitalidade. Cada migalha daquele bolo se harmonizará com cada célula em seu corpo nas mais belas proporções, porque o corpo e o bolo estão em harmonia. Esse segundo tipo de indivíduo nunca parece ter excesso de peso, independente daquilo que come. O primeiro indivíduo pode ganhar diversas gramas com um único sorvete. Aqui podemos ver um exemplo perfeito do que Buda quis dizer com as palavras: "Você é aquilo que pensa, tendo se tornado naquilo que pensava."
Assim, o primeiro princípio da Lei Cármica é baseado no pensamento. Como seria simples mudar nossa vida apenas mudando nossos pensamentos: Mas a verdade é que nenhum pensamento é uma ilha em si mesmo. Um pensamento sempre leva a outro que leva a outro, que leva a outro que finalmente leva o indivíduo em direção a seus pensamentos. Assim, é inevitável que, enquanto os anos passam, ele realmente se torne "tudo o no que pensava".
É interessante notar que quanto mais o indivíduo atribui a si mesmo uma determinada linha de pensamento, mais introduz em sua vida a espécie de indivíduos cujos próprios pensamentos multiplicam sua ideia original. Assim, ele nunca está sozinho em seu modo de pensar. Pelo contrário, pela tendência a dividir seus pensamentos com os outros, existe sempre um crescente conjunto de idéias na consciência popular que sustenta a ideia do indivíduo sobre quem ele é. Ele vibrará com aqueles que pensam como ele e se afastará assustado daqueles cujas crenças são diferentes. Toda vez que seus pensamentos a respeito de quem ele é são ameaçados, retrocederá para seu passado procurando justamente aqueles indivíduos cujos pensamentos presentes reforçarão tudo o que ele costumava ser. Essa é uma das maiores fraquezas do homem - sua tendência a evitar superar padrões habituais de pensamento.
Mesmo quando o homem está no caminho do crescimento espiritual, ele duvida de si mesmo toda vez que vê, nos outros, pensamentos semelhantes aos que ele próprio costumava ter. Isso acontece porque, quando acreditou muito nesses pensamentos, sentiu ser sua obrigação, seu dever e seu caminho. satisfazer seu sentimento de ser necessário e transferi-los para outros. Testando a exatidão de suas próprias idéias, ele tentou convencer os outros de que seus pensamentos eram válidos.
Agora vem a parte mais interessante. Uma vez que muito do Carma é baseada nos efeitos daquilo que se pensou no passado, então, a fim de superar padrões de pensamentos obsoletos, um indivíduo deve considerar os efeitos que provocou nas vidas de outras pessoas ao tentar incutir-lhes seus próprios pensamentos passados. Em pequena proporção ele se tornou parte delas, pois, enquanto examinam e separam seus próprios problemas individuais, elas se dirigirão a muitas fontes à procura de suas respostas. E uma dessas fontes serão as palavras que ele lhes falou no passado. Por isso é cósmica, matemática e fisicamente impossível para qualquer indivíduo elevar-se completamente acima do seu próprio karma, até que cada um dos indivíduos, cujas vidas ele esteve em contato, tenha ficado acima de seus karmas da mesma maneira que ele os tocou!
Isso nos leva à segunda interpretação do karma, que vem da Lei da Física de Newton: "Para toda ação deve haver uma reação igual e oposta." O homem às vezes é um ator, um agente, um criador de sua vida, enquanto outras vezes ele é receptivo e suscetível aos efeitos de tudo que criou, Assim, às vezes ele é um ator, enquanto outras é um reator. Entretanto, ele é parte da Lei de Causa e Efeito.
Uma das maneiras mais interessantes de compreender isso vem de uma interpretação incorreta muito comum a respeito do "talento". Aqueles que não são talentosos freqüentemente consideram os que são como se possuíssem uma espécie de dom místico, um tipo muito especial de aura, uma dádiva. Mas o artista talentoso, exibindo sua pintura, sua escultura, sua música ou sua poesia, sabe que talento não é nenhuma dessas coisas. Ele toca bem uma canção porque durante milhares de horas e talvez centenas de meses treinou a si mesmo para se tornar perito no seu instrumento.
É nesse ponto que podemos argumentar que, embora sejam necessárias milhares de horas para desenvolver um talento, alguns indivíduos tendem a mostrar logo desde o início uma facilidade maior em determinadas áreas do que outros. Existem estudantes de música que em suas primeiras aulas mostram uma percepção mais elevada a respeito do que é música do que normalmente se espera. Existem estudantes de arte que em sua primeira pintura superam de longe as expectativas de um principiante. Existem estudantes de Astrologia que em seu primeiro curso fazem perguntas que mostram conhecimento avançado, freqüentemente superior ao de seus professores, enquanto outros terão que fazer o curso inicial novamente a fim de desenvolverem uma compreensão básica do assunto. Esses fatos, em vez de negarem a Lei de Causa e Efeito, mostram ainda mais fortemente o conceito de reencarnação. Em poucas semanas torna-se muito fácil para um bom astrólogo saber qual dos seus alunos estudou Astrologia numa vida anterior, bem como quais alunos a estão conhecendo pela primeira vez. Entretanto, mesmo esses estudantes, com bastante empenho e anos de estudo, podem adquirir um dia aquilo que parecerá aos outros um tremendo talento astrológico. O domínio que finalmente terão sobre o assunto não virá como alguma dádiva mística, mas, sim, como o efeito direto de todos os seus esforços.
Essa Lei de Causa e Efeito está atuando em todo lugar, mas o que parece ser menos óbvio é que o princípio científico correto: "Para cada ação deve haver uma reação igual e oposta", constante- mente se aplica à vida humana. Em nossos relacionamentos do dia-a-dia é fácil ver as reações às nossas ações, mas é muito mais difícil compreender que a soma total de reações que experimentamos é exatamente igual à das ações que executamos. Em outras palavras, durante toda a vida ação e reação devem sempre se equilibrar. Isso pode parecer falso porque é totalmente possível para o indivíduo A dar muito mais amor para o indivíduo B do que B é capaz de devolver para A. Nesse caso a Lei de Causa e Efeito parece duvidosa para o indivíduo A, que parece estar dando mais amor. Além disso, a reação proporcional a cada ação parece ainda mais fora de questão. Mas como o universo age de acordo com leis cósmicas muito específicas, o indivíduo A, cedo ou tarde, recebe mais amor dos indivíduos C, D ou E do que ele mesmo é capaz de dar. Quando a soma total de débitos e créditos dos relacionamentos humanos é feita, o resultado de cada coluna é sempre um saldo de igualdade.
Percebendo essa espécie de efeito de bumerangue, a sociedade do mundo todo gosta de ensinar às suas crianças a Regra de Ouro: "Faça aos outros o que você gostaria que os outros fizessem a você." De modo mais simples, essa é apenas outra versão do mesmo princípio científico de que para cada ação podemos esperar uma reação igual e oposta. Se um indivíduo tenta elevar sua consciência através da meditação, contemplação ou qualquer outra forma de estudo esotérico, ele automaticamente se confrontará com todas as forças do mundo que tentarão diminuir sua consciência. Assim, quando uma pessoa começa a vibrar na direção de energias mais positivas, ela automaticamente se torna mais sensível e deve enfrentar as energias negativas que representam uma reação igual e oposta às suas ações.
No famoso trabalho de Lao Tsu, Tao Tse Ching, é feita a pergunta: "O que é um bom homem?" E a resposta é: "O professor de um mau homem", e continua: "O que é um mau homem?" "A responsabilidade de um bom homem." Se o homem tenta intencionalmente ser "bom", será sempre confrontado com homens que estão tentando ser "maus". Se o homem evita a bondade em si mesmo, ele está inconscientemente atraindo para sua vida todos aqueles que lhe ensinarão a "bondade". Essa Lei de Ação e Reação, Causa e Efeito é difícil de se observar devido ao fator tempo. Normalmente esperamos que a reação siga a ação num- espaço de tempo razoável para que uma ligação lógica, visível possa ser feita entre as duas. "Quando o tempo entre ação e reação se prolonga por dias, meses ou anos, muitos indivíduos tentam explicar a Lei de Causa e Efeito com a palavra "coincidência". Essa palavra é o obstáculo que o homem precisa superar se quiser compreender a verdade universal. De qualquer lugar que um indivíduo retire sua compreensão, sejam suas raízes orientadas matemática, científica, filosófica ou religiosamente, ou encontradas em alguma mistura de todas elas, o fato é que a "coincidência" é impossível. Quando uma pessoa olha sua vida de um ponto de vista muito pessoal, torna-se fácil presumir que a coincidência existe em todo lugar, pois todos os seus desejos insatisfeitos a perturbam e ela tem pouca perspectiva de compreender qualquer coisa que não se relacione diretamente com a satisfação de seus desejos. Mas quando o homem sai de si mesmo e vê o mundo como ele verdadeiramente é, começa a perceber que, de fato, existem muitos mundos - e cada indivíduo está vivendo dentro das Leis de Causa e Efeito, Ação e Reação, a partir da perspectiva do que ele pode observar através de seu espaço. Assim, as pessoas falam umas com as outras, mas raramente falam umas para as outras. Contudo, isso é ação e provoca reação. A falta de entendimento que resulta disso faz com que cada indivíduo procure outros, que expliquem as idéias que ele não foi capaz de transmitir ou receber deles, que também estão vacilando em mundos em desarmonia com o seu.
O homem nunca entende completamente o alcance de seu poder, pois percebe mais freqüentemente o mundo que ele mesmo criou do que a totalidade de palavras que compõem o universo. Se, na América, um homem compra um par de sapatos importados, ele está indiretamente ajudando a alimentar uma família de um país estrangeiro, que talvez nunca conheça. Entretanto, ele ajudou a melhorar a economia do país estrangeiro e, ao mesmo tempo, permitiu que a família que foi diretamente beneficiada com isso fizesse negócios em outro lugar, talvez comprando comida produzida por pessoas que ela, por sua vez, nunca conhecerá. As pessoas que produziram a comida podem, por sua vez, adquirir suas máquinas da América. E a parte fascinante de todo o ciclo fica clara quando se percebe que, provavelmente, algumas partes dessas máquinas tenham sido fabricadas nos Estados Unidos por uma companhia que paga um salário ao americano do começo, o que comprou o par de sapatos! Assim, através de uma série de mundos diferentes, formados por pessoas que talvez nunca se conheçam, cada uma se choca com a vida da outra para que a lei universal de Ação e Reação, Causa e Efeito, a Lei Cósmica do Karma seja cumprida.
A terceira interpretação do karma vem de Edgar Cayce, o grande "Profeta Adormecido" que, através de suas enormes qualidades visionárias, foi capaz de ajudar milhares de indivíduos a encontrarem uma maneira de viver mais saudável e harmoniosa. Quase toda a obra de Cayce foi baseada na Lei do Karma. Em vez de expressá-la como Buda: "Você é aquilo que pensa, tendo se tornando naquilo que pensava", ou como o matemático Newton: "Para toda ação, existe uma reação igual e oposta", Cayce usou duas palavras para descrever essa fascinante lei cósmica. Ele a chamou "Encontrar o Ser". O que ele quis dizer com isso? Como encontramos a nós mesmos? Estaria Cayce se referindo a um espelho através do qual cada indivíduo usa suas experiências de vida e as pessoas que fazem parte dela a fim de "ver a si mesmo"? O que Cayce descobriu é que a melhor maneira de conhecer o homem é olhar a maneira como ele olha para si mesmo. O espelho não mente, mas mostra o que está lá verdadeiramente. Embora não seja a realidade do homem, é um reflexo suficientemente poderoso de sua realidade para que ele acredite que é tudo o que existe. As pessoas gostam de saber o que os outros pensam a seu respeito. Elas procuram aprovação e evitam a desaprovação das fontes externas. Assim, as condições externas na vida de um indivíduo são simplesmente o reflexo de tudo que brota do seu interior. O homem constantemente procura ver a si mesmo através dos olhos dos outros. Curiosamente, quanto mais o faz, menos ele é verdadeiramente ele mesmo. Mas, através de hábitos de gerações, essa parece ser a maneira mais natural para o homem aprender; ou, mais claramente, para o homem ter a ilusão de que está aprendendo.
Nas conversas mais normais, mundanas, do dia-a-dia que as pessoas têm umas com as outras, é muito fácil ver que os indivíduos estão quase sempre falando consigo mesmos enquanto dão a impressão de falarem com os outros. Existe sempre a conversa exterior acompanhada da conversa interior que o indivíduo está tendo com ele próprio ao mesmo tempo, perguntando constantemente o que o outro indivíduo está dando ou tirando dele, o que ele mesmo está dando ou tirando, e quanta aprovação está recebendo por seus esforços. Se um indivíduo vive sua vida dessa maneira, é muito difícil conhecer seu karma? Se os amigos que escolhe são verdadeiros, então ele está sinceramente preocupado em encontrar a si mesmo. Se, por outro lado, ele tem amigos por conveniência, que são mais diplomáticos do que verdadeiros, então ele não está encontrando a si mesmo. Isso se baseia no fato de que os indivíduos tendem a procurar fora um apoio para a integridade de suas crenças e de seu comportamento. Em vez de olhar, em particular, em seu próprio espelho, ele tende a procurar os espelhos que refletirão as facetas de si mesmo, que está pronto para ver. Assim, quando uma mulher casada se associa a muitas amigas que são, em grande parte, ou divorciadas ou solteiras, mais do que com as casadas, torna-se muito fácil ver em que direção ela está se inclinando. Se a maioria dos amigos de um homem são indivíduos bem-sucedidos nos negócios, em vez daqueles que evitam responsabilidades, então torna-se fácil ver o grau de sucesso para o qual está sé dirigindo. Se uma criança tem muitos amigos com metas definidas, isso também diz muito a respeito da criança. Assim, no processo de encontrar a si mesmo, de acordo com a definição de Carma dada por Edgar Cayce, há uma grande tendência de que a antiga história sobre esposas, de que: "Pássaros da mesma espécie se reúnem", tenha um forte elemento de verdade.
A definição de encontrar a si mesmo, entretanto, não acaba aqui. Ela se baseia no fato de que dentro de cada indivíduo existem também ações e reações. Somente quando as duas se equilibram é que a pessoa é capaz de se reunir ao centro do seu ser. Só então ela verdadeiramente encontra a si mesma.
De acordo com Ouspensky, existem diferentes "eus" dentro de um indivíduo, cada um tentando ter um domínio momentâneo sobre os outros. Ele os compara a uma roda-gigante, onde, num dado momento, um "eu" está no alto e no controle, e, no momento seguinte, outro "eu" está no alto tentando ter igual controle. O exemplo perfeito está na compra de um automóvel, quando o "eu" em controle no momento, impulsivamente, decide comprar o objeto desejado através de um plano de pagamento que todos os outros "eus" terão que pagar. Mas o verdadeiro "eu" não é nenhum desses. Pelo contrário, é o centro da roda, a parte de um indivíduo que é capaz de ver e finalmente compreender todas as outras personalidades divergentes que puxam em direções diferentes em épocas diferentes. Assim, de acordo com Cayce, para encontrarmos a nós mesmos precisamos aprender como ficar no centro de nossa roda para que, em vez de olharmos para a vida através de uma serie de espelhos experimentais, sejamos capazes de emitir a pura essência que vem da melhor unidade que podemos alcançar com nosso ser singular, divino e onisciente.
Vemos, então, três diferentes facetas do triângulo kármico. Primeiro, nas palavras de Buda: -"Você é aquilo que pensa, tendo se tornado naquilo que pensava." Segundo, das leis matemáticas de Isaac Newton: "Para toda ação( em sua vida) existirá (uma época em que você experimentará) uma reação igual e oposta." E terceiro, dos estudos de Edgar Cayce, o processo através do qual encontramos a nós mesmos. Em todos os três casos, o karma se apresenta como as sutis influências do conflito do Yin e Yang. O pensamento é o que impulsiona a ação. A ação provoca reação. Através do processo de ação e reação o homem finalmente é capaz de desenvolver um terceiro "eu superior", que é capaz de ver as constantes batalhas entre seus comportamentos Yin e Yang de um ponto de observação muito mais claro. E, desse ponto de observação, o centro da roda-gigante de Ouspensky, a verdadeira essência do ser, através do qual o homem pode ver a verdade a respeito de si mesmo. Somente este tipo de percepção permite que vagarosamente nos desobriguemos das leis da interação Cármica.
A analogia da pirâmide ou do triângulo é uma das mais antigas e místicas conhecidas pelo homem. O triângulo possui dois pontos na base e um no topo. O homem tem duas pernas mas apenas uma mente que, se ele quiser unificar, deve orientar a coordenação de ambas. Em todos os ensinamentos da Ioga sempre há uma referência a respeito de como o homem em seu ser inferior, dividido pelo Yin e Yang, ou pelas influências positivas e negativas que vê no mundo ao seu redor, luta consigo mesmo. Primeiro ele é um, depois ele é o outro. Mas somente aprendendo e treinando é que ele desenvolve a terceira parte de si mesmo, o topo do triângulo que olha para as duas outras identidades que ele criou, através de um ponto de vista cósmico. A Ioga chama este ponto mais alto do triângulo de o Eu Impessoal. Apenas através do desenvolvimento desse Eu Impessoal, em sua unidade de mente, é que o homem é capaz de finalmente conhecer a si mesmo. E, desse conhecimento, finalmente, vem uma plenitude que é o resultado de realmente ter "encontrado a si mesmo" e, ainda mais importante, aceitado a si mesmo! Esse ponto no alto do triângulo não pode existir sozinho. É o transbordamento de anos de luta entre os dois pontos opostos na base do triângulo.
Durante séculos a Astrologia se concentrou na qualidade Yin e Yang na natureza do homem, os efeitos positivos e negativos de energias planetárias e a relação entre os dois. É fácil ver o mundo como uma profusão de forças positivas e negativas porque existem diferenças entre noite e dia, amor e ódio, conceitos de certo e errado, idéias de bem e mal, e uma profusão de outras dualidades que vêm se mostrando constantemente. Mas existe também uma visão mais ampla e multifacetada das coisas, que não vê a dualidade como uma abundância de forças opostas. Essa visão não se baseia em termos de positivo e negativo, bem e mal, certo e errado, aqui e lá, ontem e amanhã, e todas as outras divisões nas quais nossa percepção das coisas pode se desviar da verdade. Pelo contrário, existe uma percepção que, embora veja as dualidades positivas e negativas, também vê tanto valor no negativo quanto no positivo. Ela não valoriza o futuro mais ou menos do que o passado; não vê o dia acima da noite, nem a noite acima do dia. O mais polêmico e surpreendente a respeito desse ponto de vista da percepção é que ele não, favorece o bem acima do mal, nem o mal acima do bem. Pelo contrário, a realidade é vista como os dois lados de uma mesma moeda, ambos necessários para que a moeda seja completa.
Existe uma razão muito simples para que a maioria das pessoas nunca alcance esse ponto de vista. Desde que um indivíduo absorva sua mente com problemas de dualidade, ele vive uma consciência oprimida. O mundo não está lhe permitindo ser tudo o que ele sente que poderia ser. De momento a momento, enquanto continua trocando identificações do positivo para o negativo e outra vez voltando, ele procura culpar tudo o que se opõe ao que acredita ser o caminho para a satisfação de seus desejos. Ele culpará sua infância, sua religião, seu sexo, seus professores, seu trabalho, seus amigos e a sociedade em que vive por mantê-lo dentro de todas as restrições que ele acredita serem as causas dos conflitos que sente dentro de si mesmo. O que ele não percebe é que, ao ver as coisas dessa maneira, está fazendo tudo que pode para violar os três princípios básicos que formam a Lei do Karma. Ele está criando pensamentos desarmoniosos que o impedem de ser a espécie de criador que deseja ser. Ele reclama dos efeitos de seus pensamentos que o colocam fora de harmonia com o segundo princípio do Carma ou da Lei de Causa e Efeito. E, finalmente, por tentar constantemente ver a si mesmo através dos olhos dos outros, está fazendo tudo o que pode para realmente evitar encontrar a si mesmo na verdadeira luz de sua compreensão divina. Por que, então, o homem continuamente faz tudo que, no fim, o impede de ser uma só coisa consigo mesmo? A resposta não é de todo mística, mas, na verdade, é tão obviamente simples que, na procura da humanidade pela verdade, ela freqüentemente passa desapercebida. Se o homem não tivesse nada do que reclamar, se não tivesse problemas no mundo exterior para culpar por impedir seu progresso, se tivesse todas as suas necessidades financeiras e de sobrevivência satisfeitas, o que ele faria consigo mesmo? É muito mais fácil ser uma rolha boiando na água, esperando que a correnteza nos mova para lá e para cá e culpar essa correnteza por tudo o que nos impede de progredir, do que realmente assumir a responsabilidade de nos tornarmos tudo o que poderíamos ser.
Quando Shakespeare disse: "Ser ou não ser, eis a questão", o mundo mal compreendeu o que ele quis dizer com isso. Essa falta de compreensão não acaba simplesmente porque se é um estudante de Astrologia, o que é a primeira porta para a compreensão. Dificilmente existe um estudante de Astrologia que uma vez ou outra não procure colocar a culpa pelas circunstâncias em sua vida em um ou outro aspecto que está se iniciando em seu horóscopo. Assim, a natureza do homem é sempre tentar conseguir algum bode expiatório fora de si mesmo para aquilo que ele não está querendo encarar como sua própria verdade. Esse olhar para fora do "eu", por razões, efeitos e causas, ocasiona o que Shakespeare teria chamado de um estado de "não ser". Mas, no momento em que um indivíduo decide que, quer "ser", então ele começa verdadeiramente "a encontrar a si mesmo" como a causa e o efeito, o líder e o discípulo, a fonte e o reflexo. Em essência, ele começa a se tornar seu próprio guardião. E, nesse ponto, ele pode começar a compreender o verdadeiro significado do karma, pois, na verdade, a única coisa comum a todos os eventos, circunstâncias e pessoas em sua vida é Ele mesmo!
Texto extraído do livro "O Carma do Agora", do grande astrólogo cármico Martin Schulman
Um indivíduo pode passar toda sua existência procurando por aquilo que foi numa encarnação anterior. Ele pode ser suficientemente afortunado para descobrir, ou pode enganar a si mesmo com determinados pensamentos e, então, subconscientemente, criar as circunstâncias que provem para si mesmo que esses pensamentos são verdadeiros. Em ambos os casos, ele não está entrando em contato com o verdadeiro significado da existência, a menos que perceba que sua habilidade para se fixar no aqui e no agora a todo momento é onde se desenvolve sua maior capacidade de atuação. E é através desse desenvolvimento de sua capacidade de atuação que sua evolução se revela.
É extremamente fácil culpar o karma de vidas passadas por nossos fracassos ou colocar nossa própria incapacidade de lidar com situações do dia-a-dia em inadequações do mapa. Mas isso nunca foi, nem deve se permitir que venha a ser um produto derivado de um raciocínio astrológico ou um dos efeitos da Astrologia como ciência profética. Se isso acontecer, a Astrologia está destinada ao fracasso, pois seu dom para a humanidade é ajudar o homem a ajudar a si mesmo, e não lhe dar desculpas por não conseguir.
O karma existe. É muito real. Mas não está além da habilidade do homem para lidar com ele e superá-lo. É importante perceber que o passado e o futuro têm menos a ver com a habilidade do homem de atuar e com seu prazer da vida do que com o que ele faz com "O Agora". Naturalmente, o passado e o futuro têm uma forte influência sobre como um indivíduo entende o "Agora", mas - e aqui está o detalhe fascinante - eles não precisam ter! Não há dúvida de que é extremamente difícil ignorar o ontem e não refletir a respeito do amanhã. E, indo mais longe, ignorar o minuto passado e não se preocupar com o minuto seguinte. Entretanto, com dedicação e disciplina é possível fazê-lo.
Quando uma pessoa faz isso, não significa que o passado e o futuro não existam. Eles existem. Isso é uma realidade. Mas ela não se demora naquilo que já fez ou não conseguiu fazer, nem se preocupa com o que tem a fazer. Ela simplesmente faz, age, torna-se! Ela não tem como analisar suas ações porque isso significa voltar novamente ao seu passado; não tem tempo para se sentir insegura, porque isso significa se preocupar com seu futuro. Pelo contrário, ela tem todo o tempo do mundo para viver sua realidade presente.
Ela estará vivendo seu Carma, mas não gastará anos lamentando seu destino ou tentando viver o Carma de outros em vez do seu. Ela pode aceitar fracassos e sucessos, pois eles são coisas passageiras que mudam sempre. Curiosamente, quando começa a viver dessa maneira, muitas das coisas que pensava serem karma começam a desaparecer porque eram, na realidade, nada mais do que pensamentos que absorveu de outros e que pensava serem seus. Progressivamente, começa a perceber o que é seu Carma na realidade, porque não está procurando descobrir, nem está procurando juntar seu karma com outros a ponto de nunca conhecê-lo.
Esse modo de viver torna um indivíduo inacreditavelmente produtivo e criativo.
O alcance desse resultado está além da imaginação; pois, o que acontece, na realidade, é que todas as áreas inúteis e dispersantes onde ele normalmente colocaria suas energias não mais o exaurem ou desviam da realidade do seu momento presente! Ele fica mais ativo, mais concentrado e mais consciente, não apenas de sua própria beleza interior, como de toda a beleza do mundo ao seu redor.
Sempre que uma ideia se torna muito difundida na consciência do mundo, seu significado original muda. De fato, quanto mais uma ideia ganha aceitação, mais distante pode ficar de seu sentido, contexto e fonte original. Esse foi o caso do karma que não é nem mesmo uma ideia, um conceito ou um pensamento, mas, sim, uma Lei Cósmica. Quanto mais pessoas no mundo aceitam o fato de que essa lei existe, há uma tendência maior para que a própria lei seja deturpada, uma vez que cada pessoa a interpreta através de seu próprio nível de compreensão.
Caso se perguntasse a mil pessoas o que é karma, a tremenda série de respostas seria surpreendente. Mais surpreendente ainda seriam as complexidades associadas à verdadeira essência dessa Lei Universal.
A fim de compreender claramente o que é karma, podemos traçar seu significado a partir de três fontes básicas e, então, sintetizá-las numa combinação mais significativa do que é, na realidade, a verdadeira essência da Lei do Karma.
Primeiro, temos as palavras de Gautama Buda, quando disse há muitos milhares de anos: "Você é aquilo que pensa, tendo se tornado naquilo que pensava." O que ele quis dizer com essa profunda afirmação?
O homem está sempre questionando o que é. Na verdade, de momento a momento, o que ele é, muda. E são essas numerosas mudanças que o fazem perguntar a si mesmo se realmente existe nele alguma coisa imutável. Se um homem "é o que ele pensa" e seus pensamentos mudam de momento a momento e dia-a-dia, então ele também muda! Se um homem pensa "Estou faminto", então é isso que ele é no momento em que pensou. Quando não mais pensa assim, ele não é mais um produto de tal pensamento. Se um homem pensa "Estou cansado", "Eu sou mau", "Eu sou pobre", então ele é todas essas coisas.
Isso acontece porque há uma tendência muito forte para que ele acredite que o que pensa é a verdade. Assim, tendo acreditado nos seus pensamentos a respeito de si mesmo, um indivíduo então se identifica com suas crenças e se torna, na realidade, tudo o que pensa. Se o mesmo tipo de pensamento é perpetuado por muitos anos, ele se torna ainda mais aceitável para a pessoa. Assim, tipos de pensamentos que se prolongam por um determinado caminho levarão uma pessoa a acreditar não apenas que está nesse caminho, mas que é o único caminho que pode ver.
Vamos usar novamente a analogia do apetite, pois existem muitos tipos de apetite que, literalmente, todos nós já experimentamos de uma ou de outra maneira. Consideremos dois indivíduos que estão prontos para comer um pedaço de bolo. O primeiro olha com fixação para o bolo e instantaneamente tem pensamentos conflitantes: "Eu quero o bolo, mas sei que ele me fará engordar." Quando come o bolo, seu corpo assimilará o alimento com o mesmo nervosismo que provocou seu pensamento. Assim, uma tendência inconsciente a não querer admitir para si mesmo que comeu o bolo, juntamente com decepções psicológicas por tê-lo comido, ambos provenientes do pensamento original de que o bolo é prejudicial, cria uma situação na qual o contato entre o bolo e o corpo torna aquele em governante e este em governado.
Entretanto, o segundo indivíduo, tencionando comer o bolo, olha para ele como uma fonte de alegria. É o alimento de Deus oferecido ao homem para preencher suas necessidades por sustento, beleza e vitalidade. Cada migalha daquele bolo se harmonizará com cada célula em seu corpo nas mais belas proporções, porque o corpo e o bolo estão em harmonia. Esse segundo tipo de indivíduo nunca parece ter excesso de peso, independente daquilo que come. O primeiro indivíduo pode ganhar diversas gramas com um único sorvete. Aqui podemos ver um exemplo perfeito do que Buda quis dizer com as palavras: "Você é aquilo que pensa, tendo se tornado naquilo que pensava."
Assim, o primeiro princípio da Lei Cármica é baseado no pensamento. Como seria simples mudar nossa vida apenas mudando nossos pensamentos: Mas a verdade é que nenhum pensamento é uma ilha em si mesmo. Um pensamento sempre leva a outro que leva a outro, que leva a outro que finalmente leva o indivíduo em direção a seus pensamentos. Assim, é inevitável que, enquanto os anos passam, ele realmente se torne "tudo o no que pensava".
É interessante notar que quanto mais o indivíduo atribui a si mesmo uma determinada linha de pensamento, mais introduz em sua vida a espécie de indivíduos cujos próprios pensamentos multiplicam sua ideia original. Assim, ele nunca está sozinho em seu modo de pensar. Pelo contrário, pela tendência a dividir seus pensamentos com os outros, existe sempre um crescente conjunto de idéias na consciência popular que sustenta a ideia do indivíduo sobre quem ele é. Ele vibrará com aqueles que pensam como ele e se afastará assustado daqueles cujas crenças são diferentes. Toda vez que seus pensamentos a respeito de quem ele é são ameaçados, retrocederá para seu passado procurando justamente aqueles indivíduos cujos pensamentos presentes reforçarão tudo o que ele costumava ser. Essa é uma das maiores fraquezas do homem - sua tendência a evitar superar padrões habituais de pensamento.
Mesmo quando o homem está no caminho do crescimento espiritual, ele duvida de si mesmo toda vez que vê, nos outros, pensamentos semelhantes aos que ele próprio costumava ter. Isso acontece porque, quando acreditou muito nesses pensamentos, sentiu ser sua obrigação, seu dever e seu caminho. satisfazer seu sentimento de ser necessário e transferi-los para outros. Testando a exatidão de suas próprias idéias, ele tentou convencer os outros de que seus pensamentos eram válidos.
Agora vem a parte mais interessante. Uma vez que muito do Carma é baseada nos efeitos daquilo que se pensou no passado, então, a fim de superar padrões de pensamentos obsoletos, um indivíduo deve considerar os efeitos que provocou nas vidas de outras pessoas ao tentar incutir-lhes seus próprios pensamentos passados. Em pequena proporção ele se tornou parte delas, pois, enquanto examinam e separam seus próprios problemas individuais, elas se dirigirão a muitas fontes à procura de suas respostas. E uma dessas fontes serão as palavras que ele lhes falou no passado. Por isso é cósmica, matemática e fisicamente impossível para qualquer indivíduo elevar-se completamente acima do seu próprio karma, até que cada um dos indivíduos, cujas vidas ele esteve em contato, tenha ficado acima de seus karmas da mesma maneira que ele os tocou!
Isso nos leva à segunda interpretação do karma, que vem da Lei da Física de Newton: "Para toda ação deve haver uma reação igual e oposta." O homem às vezes é um ator, um agente, um criador de sua vida, enquanto outras vezes ele é receptivo e suscetível aos efeitos de tudo que criou, Assim, às vezes ele é um ator, enquanto outras é um reator. Entretanto, ele é parte da Lei de Causa e Efeito.
Uma das maneiras mais interessantes de compreender isso vem de uma interpretação incorreta muito comum a respeito do "talento". Aqueles que não são talentosos freqüentemente consideram os que são como se possuíssem uma espécie de dom místico, um tipo muito especial de aura, uma dádiva. Mas o artista talentoso, exibindo sua pintura, sua escultura, sua música ou sua poesia, sabe que talento não é nenhuma dessas coisas. Ele toca bem uma canção porque durante milhares de horas e talvez centenas de meses treinou a si mesmo para se tornar perito no seu instrumento.
É nesse ponto que podemos argumentar que, embora sejam necessárias milhares de horas para desenvolver um talento, alguns indivíduos tendem a mostrar logo desde o início uma facilidade maior em determinadas áreas do que outros. Existem estudantes de música que em suas primeiras aulas mostram uma percepção mais elevada a respeito do que é música do que normalmente se espera. Existem estudantes de arte que em sua primeira pintura superam de longe as expectativas de um principiante. Existem estudantes de Astrologia que em seu primeiro curso fazem perguntas que mostram conhecimento avançado, freqüentemente superior ao de seus professores, enquanto outros terão que fazer o curso inicial novamente a fim de desenvolverem uma compreensão básica do assunto. Esses fatos, em vez de negarem a Lei de Causa e Efeito, mostram ainda mais fortemente o conceito de reencarnação. Em poucas semanas torna-se muito fácil para um bom astrólogo saber qual dos seus alunos estudou Astrologia numa vida anterior, bem como quais alunos a estão conhecendo pela primeira vez. Entretanto, mesmo esses estudantes, com bastante empenho e anos de estudo, podem adquirir um dia aquilo que parecerá aos outros um tremendo talento astrológico. O domínio que finalmente terão sobre o assunto não virá como alguma dádiva mística, mas, sim, como o efeito direto de todos os seus esforços.
Essa Lei de Causa e Efeito está atuando em todo lugar, mas o que parece ser menos óbvio é que o princípio científico correto: "Para cada ação deve haver uma reação igual e oposta", constante- mente se aplica à vida humana. Em nossos relacionamentos do dia-a-dia é fácil ver as reações às nossas ações, mas é muito mais difícil compreender que a soma total de reações que experimentamos é exatamente igual à das ações que executamos. Em outras palavras, durante toda a vida ação e reação devem sempre se equilibrar. Isso pode parecer falso porque é totalmente possível para o indivíduo A dar muito mais amor para o indivíduo B do que B é capaz de devolver para A. Nesse caso a Lei de Causa e Efeito parece duvidosa para o indivíduo A, que parece estar dando mais amor. Além disso, a reação proporcional a cada ação parece ainda mais fora de questão. Mas como o universo age de acordo com leis cósmicas muito específicas, o indivíduo A, cedo ou tarde, recebe mais amor dos indivíduos C, D ou E do que ele mesmo é capaz de dar. Quando a soma total de débitos e créditos dos relacionamentos humanos é feita, o resultado de cada coluna é sempre um saldo de igualdade.
Percebendo essa espécie de efeito de bumerangue, a sociedade do mundo todo gosta de ensinar às suas crianças a Regra de Ouro: "Faça aos outros o que você gostaria que os outros fizessem a você." De modo mais simples, essa é apenas outra versão do mesmo princípio científico de que para cada ação podemos esperar uma reação igual e oposta. Se um indivíduo tenta elevar sua consciência através da meditação, contemplação ou qualquer outra forma de estudo esotérico, ele automaticamente se confrontará com todas as forças do mundo que tentarão diminuir sua consciência. Assim, quando uma pessoa começa a vibrar na direção de energias mais positivas, ela automaticamente se torna mais sensível e deve enfrentar as energias negativas que representam uma reação igual e oposta às suas ações.
No famoso trabalho de Lao Tsu, Tao Tse Ching, é feita a pergunta: "O que é um bom homem?" E a resposta é: "O professor de um mau homem", e continua: "O que é um mau homem?" "A responsabilidade de um bom homem." Se o homem tenta intencionalmente ser "bom", será sempre confrontado com homens que estão tentando ser "maus". Se o homem evita a bondade em si mesmo, ele está inconscientemente atraindo para sua vida todos aqueles que lhe ensinarão a "bondade". Essa Lei de Ação e Reação, Causa e Efeito é difícil de se observar devido ao fator tempo. Normalmente esperamos que a reação siga a ação num- espaço de tempo razoável para que uma ligação lógica, visível possa ser feita entre as duas. "Quando o tempo entre ação e reação se prolonga por dias, meses ou anos, muitos indivíduos tentam explicar a Lei de Causa e Efeito com a palavra "coincidência". Essa palavra é o obstáculo que o homem precisa superar se quiser compreender a verdade universal. De qualquer lugar que um indivíduo retire sua compreensão, sejam suas raízes orientadas matemática, científica, filosófica ou religiosamente, ou encontradas em alguma mistura de todas elas, o fato é que a "coincidência" é impossível. Quando uma pessoa olha sua vida de um ponto de vista muito pessoal, torna-se fácil presumir que a coincidência existe em todo lugar, pois todos os seus desejos insatisfeitos a perturbam e ela tem pouca perspectiva de compreender qualquer coisa que não se relacione diretamente com a satisfação de seus desejos. Mas quando o homem sai de si mesmo e vê o mundo como ele verdadeiramente é, começa a perceber que, de fato, existem muitos mundos - e cada indivíduo está vivendo dentro das Leis de Causa e Efeito, Ação e Reação, a partir da perspectiva do que ele pode observar através de seu espaço. Assim, as pessoas falam umas com as outras, mas raramente falam umas para as outras. Contudo, isso é ação e provoca reação. A falta de entendimento que resulta disso faz com que cada indivíduo procure outros, que expliquem as idéias que ele não foi capaz de transmitir ou receber deles, que também estão vacilando em mundos em desarmonia com o seu.
O homem nunca entende completamente o alcance de seu poder, pois percebe mais freqüentemente o mundo que ele mesmo criou do que a totalidade de palavras que compõem o universo. Se, na América, um homem compra um par de sapatos importados, ele está indiretamente ajudando a alimentar uma família de um país estrangeiro, que talvez nunca conheça. Entretanto, ele ajudou a melhorar a economia do país estrangeiro e, ao mesmo tempo, permitiu que a família que foi diretamente beneficiada com isso fizesse negócios em outro lugar, talvez comprando comida produzida por pessoas que ela, por sua vez, nunca conhecerá. As pessoas que produziram a comida podem, por sua vez, adquirir suas máquinas da América. E a parte fascinante de todo o ciclo fica clara quando se percebe que, provavelmente, algumas partes dessas máquinas tenham sido fabricadas nos Estados Unidos por uma companhia que paga um salário ao americano do começo, o que comprou o par de sapatos! Assim, através de uma série de mundos diferentes, formados por pessoas que talvez nunca se conheçam, cada uma se choca com a vida da outra para que a lei universal de Ação e Reação, Causa e Efeito, a Lei Cósmica do Karma seja cumprida.
A terceira interpretação do karma vem de Edgar Cayce, o grande "Profeta Adormecido" que, através de suas enormes qualidades visionárias, foi capaz de ajudar milhares de indivíduos a encontrarem uma maneira de viver mais saudável e harmoniosa. Quase toda a obra de Cayce foi baseada na Lei do Karma. Em vez de expressá-la como Buda: "Você é aquilo que pensa, tendo se tornando naquilo que pensava", ou como o matemático Newton: "Para toda ação, existe uma reação igual e oposta", Cayce usou duas palavras para descrever essa fascinante lei cósmica. Ele a chamou "Encontrar o Ser". O que ele quis dizer com isso? Como encontramos a nós mesmos? Estaria Cayce se referindo a um espelho através do qual cada indivíduo usa suas experiências de vida e as pessoas que fazem parte dela a fim de "ver a si mesmo"? O que Cayce descobriu é que a melhor maneira de conhecer o homem é olhar a maneira como ele olha para si mesmo. O espelho não mente, mas mostra o que está lá verdadeiramente. Embora não seja a realidade do homem, é um reflexo suficientemente poderoso de sua realidade para que ele acredite que é tudo o que existe. As pessoas gostam de saber o que os outros pensam a seu respeito. Elas procuram aprovação e evitam a desaprovação das fontes externas. Assim, as condições externas na vida de um indivíduo são simplesmente o reflexo de tudo que brota do seu interior. O homem constantemente procura ver a si mesmo através dos olhos dos outros. Curiosamente, quanto mais o faz, menos ele é verdadeiramente ele mesmo. Mas, através de hábitos de gerações, essa parece ser a maneira mais natural para o homem aprender; ou, mais claramente, para o homem ter a ilusão de que está aprendendo.
Nas conversas mais normais, mundanas, do dia-a-dia que as pessoas têm umas com as outras, é muito fácil ver que os indivíduos estão quase sempre falando consigo mesmos enquanto dão a impressão de falarem com os outros. Existe sempre a conversa exterior acompanhada da conversa interior que o indivíduo está tendo com ele próprio ao mesmo tempo, perguntando constantemente o que o outro indivíduo está dando ou tirando dele, o que ele mesmo está dando ou tirando, e quanta aprovação está recebendo por seus esforços. Se um indivíduo vive sua vida dessa maneira, é muito difícil conhecer seu karma? Se os amigos que escolhe são verdadeiros, então ele está sinceramente preocupado em encontrar a si mesmo. Se, por outro lado, ele tem amigos por conveniência, que são mais diplomáticos do que verdadeiros, então ele não está encontrando a si mesmo. Isso se baseia no fato de que os indivíduos tendem a procurar fora um apoio para a integridade de suas crenças e de seu comportamento. Em vez de olhar, em particular, em seu próprio espelho, ele tende a procurar os espelhos que refletirão as facetas de si mesmo, que está pronto para ver. Assim, quando uma mulher casada se associa a muitas amigas que são, em grande parte, ou divorciadas ou solteiras, mais do que com as casadas, torna-se muito fácil ver em que direção ela está se inclinando. Se a maioria dos amigos de um homem são indivíduos bem-sucedidos nos negócios, em vez daqueles que evitam responsabilidades, então torna-se fácil ver o grau de sucesso para o qual está sé dirigindo. Se uma criança tem muitos amigos com metas definidas, isso também diz muito a respeito da criança. Assim, no processo de encontrar a si mesmo, de acordo com a definição de Carma dada por Edgar Cayce, há uma grande tendência de que a antiga história sobre esposas, de que: "Pássaros da mesma espécie se reúnem", tenha um forte elemento de verdade.
A definição de encontrar a si mesmo, entretanto, não acaba aqui. Ela se baseia no fato de que dentro de cada indivíduo existem também ações e reações. Somente quando as duas se equilibram é que a pessoa é capaz de se reunir ao centro do seu ser. Só então ela verdadeiramente encontra a si mesma.
De acordo com Ouspensky, existem diferentes "eus" dentro de um indivíduo, cada um tentando ter um domínio momentâneo sobre os outros. Ele os compara a uma roda-gigante, onde, num dado momento, um "eu" está no alto e no controle, e, no momento seguinte, outro "eu" está no alto tentando ter igual controle. O exemplo perfeito está na compra de um automóvel, quando o "eu" em controle no momento, impulsivamente, decide comprar o objeto desejado através de um plano de pagamento que todos os outros "eus" terão que pagar. Mas o verdadeiro "eu" não é nenhum desses. Pelo contrário, é o centro da roda, a parte de um indivíduo que é capaz de ver e finalmente compreender todas as outras personalidades divergentes que puxam em direções diferentes em épocas diferentes. Assim, de acordo com Cayce, para encontrarmos a nós mesmos precisamos aprender como ficar no centro de nossa roda para que, em vez de olharmos para a vida através de uma serie de espelhos experimentais, sejamos capazes de emitir a pura essência que vem da melhor unidade que podemos alcançar com nosso ser singular, divino e onisciente.
Vemos, então, três diferentes facetas do triângulo kármico. Primeiro, nas palavras de Buda: -"Você é aquilo que pensa, tendo se tornado naquilo que pensava." Segundo, das leis matemáticas de Isaac Newton: "Para toda ação( em sua vida) existirá (uma época em que você experimentará) uma reação igual e oposta." E terceiro, dos estudos de Edgar Cayce, o processo através do qual encontramos a nós mesmos. Em todos os três casos, o karma se apresenta como as sutis influências do conflito do Yin e Yang. O pensamento é o que impulsiona a ação. A ação provoca reação. Através do processo de ação e reação o homem finalmente é capaz de desenvolver um terceiro "eu superior", que é capaz de ver as constantes batalhas entre seus comportamentos Yin e Yang de um ponto de observação muito mais claro. E, desse ponto de observação, o centro da roda-gigante de Ouspensky, a verdadeira essência do ser, através do qual o homem pode ver a verdade a respeito de si mesmo. Somente este tipo de percepção permite que vagarosamente nos desobriguemos das leis da interação Cármica.
A analogia da pirâmide ou do triângulo é uma das mais antigas e místicas conhecidas pelo homem. O triângulo possui dois pontos na base e um no topo. O homem tem duas pernas mas apenas uma mente que, se ele quiser unificar, deve orientar a coordenação de ambas. Em todos os ensinamentos da Ioga sempre há uma referência a respeito de como o homem em seu ser inferior, dividido pelo Yin e Yang, ou pelas influências positivas e negativas que vê no mundo ao seu redor, luta consigo mesmo. Primeiro ele é um, depois ele é o outro. Mas somente aprendendo e treinando é que ele desenvolve a terceira parte de si mesmo, o topo do triângulo que olha para as duas outras identidades que ele criou, através de um ponto de vista cósmico. A Ioga chama este ponto mais alto do triângulo de o Eu Impessoal. Apenas através do desenvolvimento desse Eu Impessoal, em sua unidade de mente, é que o homem é capaz de finalmente conhecer a si mesmo. E, desse conhecimento, finalmente, vem uma plenitude que é o resultado de realmente ter "encontrado a si mesmo" e, ainda mais importante, aceitado a si mesmo! Esse ponto no alto do triângulo não pode existir sozinho. É o transbordamento de anos de luta entre os dois pontos opostos na base do triângulo.
Durante séculos a Astrologia se concentrou na qualidade Yin e Yang na natureza do homem, os efeitos positivos e negativos de energias planetárias e a relação entre os dois. É fácil ver o mundo como uma profusão de forças positivas e negativas porque existem diferenças entre noite e dia, amor e ódio, conceitos de certo e errado, idéias de bem e mal, e uma profusão de outras dualidades que vêm se mostrando constantemente. Mas existe também uma visão mais ampla e multifacetada das coisas, que não vê a dualidade como uma abundância de forças opostas. Essa visão não se baseia em termos de positivo e negativo, bem e mal, certo e errado, aqui e lá, ontem e amanhã, e todas as outras divisões nas quais nossa percepção das coisas pode se desviar da verdade. Pelo contrário, existe uma percepção que, embora veja as dualidades positivas e negativas, também vê tanto valor no negativo quanto no positivo. Ela não valoriza o futuro mais ou menos do que o passado; não vê o dia acima da noite, nem a noite acima do dia. O mais polêmico e surpreendente a respeito desse ponto de vista da percepção é que ele não, favorece o bem acima do mal, nem o mal acima do bem. Pelo contrário, a realidade é vista como os dois lados de uma mesma moeda, ambos necessários para que a moeda seja completa.
Existe uma razão muito simples para que a maioria das pessoas nunca alcance esse ponto de vista. Desde que um indivíduo absorva sua mente com problemas de dualidade, ele vive uma consciência oprimida. O mundo não está lhe permitindo ser tudo o que ele sente que poderia ser. De momento a momento, enquanto continua trocando identificações do positivo para o negativo e outra vez voltando, ele procura culpar tudo o que se opõe ao que acredita ser o caminho para a satisfação de seus desejos. Ele culpará sua infância, sua religião, seu sexo, seus professores, seu trabalho, seus amigos e a sociedade em que vive por mantê-lo dentro de todas as restrições que ele acredita serem as causas dos conflitos que sente dentro de si mesmo. O que ele não percebe é que, ao ver as coisas dessa maneira, está fazendo tudo que pode para violar os três princípios básicos que formam a Lei do Karma. Ele está criando pensamentos desarmoniosos que o impedem de ser a espécie de criador que deseja ser. Ele reclama dos efeitos de seus pensamentos que o colocam fora de harmonia com o segundo princípio do Carma ou da Lei de Causa e Efeito. E, finalmente, por tentar constantemente ver a si mesmo através dos olhos dos outros, está fazendo tudo o que pode para realmente evitar encontrar a si mesmo na verdadeira luz de sua compreensão divina. Por que, então, o homem continuamente faz tudo que, no fim, o impede de ser uma só coisa consigo mesmo? A resposta não é de todo mística, mas, na verdade, é tão obviamente simples que, na procura da humanidade pela verdade, ela freqüentemente passa desapercebida. Se o homem não tivesse nada do que reclamar, se não tivesse problemas no mundo exterior para culpar por impedir seu progresso, se tivesse todas as suas necessidades financeiras e de sobrevivência satisfeitas, o que ele faria consigo mesmo? É muito mais fácil ser uma rolha boiando na água, esperando que a correnteza nos mova para lá e para cá e culpar essa correnteza por tudo o que nos impede de progredir, do que realmente assumir a responsabilidade de nos tornarmos tudo o que poderíamos ser.
Quando Shakespeare disse: "Ser ou não ser, eis a questão", o mundo mal compreendeu o que ele quis dizer com isso. Essa falta de compreensão não acaba simplesmente porque se é um estudante de Astrologia, o que é a primeira porta para a compreensão. Dificilmente existe um estudante de Astrologia que uma vez ou outra não procure colocar a culpa pelas circunstâncias em sua vida em um ou outro aspecto que está se iniciando em seu horóscopo. Assim, a natureza do homem é sempre tentar conseguir algum bode expiatório fora de si mesmo para aquilo que ele não está querendo encarar como sua própria verdade. Esse olhar para fora do "eu", por razões, efeitos e causas, ocasiona o que Shakespeare teria chamado de um estado de "não ser". Mas, no momento em que um indivíduo decide que, quer "ser", então ele começa verdadeiramente "a encontrar a si mesmo" como a causa e o efeito, o líder e o discípulo, a fonte e o reflexo. Em essência, ele começa a se tornar seu próprio guardião. E, nesse ponto, ele pode começar a compreender o verdadeiro significado do karma, pois, na verdade, a única coisa comum a todos os eventos, circunstâncias e pessoas em sua vida é Ele mesmo!
Texto extraído do livro "O Carma do Agora", do grande astrólogo cármico Martin Schulman
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