Viagem pelo Cosmo
“No Rio da Vida, de repente me pareceu estar sendo lançado para fora do planeta. Vi a Terra ficar para longe e o sistema solar, com todo seu esplendor, passou por mim a toda velocidade e desapareceu. Mais rápido que a velocidade da luz, eu voei através do centro da galáxia, absorvendo cada vez mais conhecimento. Aprendi que a galáxia e o Universo todo estão abarrotados das mais variadas espécies de vida. E vi muitos mundos. A boa notícia é que não estamos sós neste Universo!
À medida que viajava através do centro da galáxia, por esse fluxo de consciência, o fluxo se expandia em magnificentes ondas fractais de energia. Conglomerados de galáxias, com toda sua sabedoria ancestral, passaram por mim; foi inimaginável maravilha! Eu estava como uma criança maravilhada; um bebê no mundo da fantasia! Parecia-me que todas as criações do Universo passavam voando por mim e desapareciam num ponto de Luz. Quase imediatamente surgiu uma segunda Luz; vinha de todos os lados e era bem diferente; uma Luz composta de mais do que todas as freqüências no Universo. Novamente senti e ouvi um monte de suaves estrondos sonoros. Meu ser e minha consciência estavam se expandindo para todo o Universo holográfico, e até para além dele.
Enquanto passava pela segunda Luz, dei-me conta de que eu havia transcendido a Verdade; são as melhores palavras que posso encontrar, mas vou tentar explicar melhor. Enquanto passava pela segunda Luz eu me expandi além da primeira Luz. E me encontrei num profundo estado de quietude, além de todo e qualquer silêncio. Pude perceber o Eterno, além do infinito. Eu era o vazio; e estava na pré-criação, antes do ‘Big Bang’. Ultrapassei o começo do tempo – a primeira palavra, primeira vibração. Eu estava no centro da Criação.
Senti como se estivesse tocando a face de Deus. Não como sentimento religioso, mas simplesmente sentia estar em harmonia com a vida absoluta e com a consciência. Quando disse que pude ver ou perceber o Eterno, quis dizer que pude vivenciar a criação se gerando, sem começo nem fim. Este pensamento desafia a mente, não? Os cientistas vêem o ‘Big Bang’ como sendo o único episódio que criou o Universo. Mas vi que o ‘Big Bang’ é só um entre infinitos ‘Big Bangs’ que criam universos, simultaneamente. Em termos humanos, a imagem mais próxima disso seriam àquelas criadas pelos supercomputadores que usam equações geométricas fractais.
Os povos ancestrais sabiam disso; diziam que a Mente de Deus cria novos universos periodicamente através de Sua expiração e descriava outros através da inspiração. Esses grandes períodos ou épocas são denominados “yugas” no sânscrito; a ciência moderna os chama de ‘Big Bang’. Eu estava na consciência pura e absoluta; podia ver ou perceber todos os ‘Big Bangs’ ou ‘Yugas’, criando e descriando a si próprios… E entrei simultaneamente em todos eles. Vi que toda e qualquer criação tem o poder de criar. É difícil tentar explicar isso; eu ainda não tenho palavras”.
ATENÇÃO!: Você leu o capítulo 3 do ciclo de 10 postagens (diárias) sobre a experiência de "Quase Morri. Voltei. Entendi..."! Recomendamos ler desde o início - Introdução - para fazer sentido. Boa leitura!
AMANHÃ: Capítulo 4 - "Toda a criação tem o poder de criar"

