domingo, 26 de fevereiro de 2012

Transmutação biológica, Alquimia, Louis Kervran, e o escambau

Nos primórdios deste blog  tocamos de leve nesse assunto: agora vamos aprofundar um pouco, mas sempre com simplicidade pois a gente desconfia de tudo o que é complicado, pois além de ser chato de ler, é sempre duvidoso na essência: a Verdade é sempre simples. Vamos então tocar na magia do Invisível, tagarelar, e praticar o nosso esporte favorito: sentar o pau nos cientistas arrogantes, ao mesmo tempo vítimas e réus do pecado capital do orgulho. Aliás, tempo atrás, lemos que o papa Gregório Magno que organizou o elenco dos 7 pecados capitais a partir da experiência prática do monge Evágrio Pôntico no deserto, teria dito que o orgulho era um pecado que valia por dois. Estava certo, um pecado solar vale mais mesmo (rsrs).
Antes de mais nada, porém, vamos falar de o que é transmutação e depois, transmutação biológica. Como dizia aquele mascate falante do passado, promovendo o seu produto na calçada da rua: “transmutação biológica é uma coisa que qualquer criança por mais analfabeta e ignorante, conhece. Veja aqui o cavalheiro... “ (rsrs). Aliás Fulcanelli, que entre outros livros, escreveu "O Mistério das Catedrais", disse, simbolicamente, como outros alquimistas, que "a transmutação é simples como coisa de mulher e brincadeira de criança".
Transmutação: é a transformação de qualquer coisa em outra diferente. O termo é mais aplicado cientificamente para os elementos químicos, como oxigênio, ouro, ferro, chumbo, etc., mas era aplicado também na Alquimia, quando afirma transformar metais comuns em ouro.
Então quando por exemplo o potássio é transformado em sódio, há uma transmutação. George Ohsawa, o fundador da Macrobiótica afirmou, nos anos 40, que isso acontecia dentro do ser humano no processo Yin-Yang, mas como não era um cientista, e não usou um Espectrógrafo de Massa num experimento “científico”, ninguém deu bola para ele. Foi a mesma coisa com Einstein, Louis Kervran e outros. Aliás Ohsawa e Kervran trocaram cartas sobre o tema (na época não havia email)
A transmutação é possível? Sim, é. Se considerarmos que toda a matéria conhecida (menos a anti-matéria que é  outra história) é composta de átomos que tem prótons e nêutrons no núcleo e elétrons nas órbitas (como um sistema solar em miniatura), basta mudar o núcleo do átomo e pronto: surge outro elemento. Potássio vira sódio, ferro vira magnésio, chumbo vira ouro. Mas note bem: isso é diferente de combinar um átomo com outros, como por exemplo para formar substâncias como a água, a partir de oxigênio e hidrogênio. Este caso é uma combinação química comum e não transmutação (mas não menos fascinante) . Essa combinação de duas coisas formando uma terceira, ocorre nos átomos que se juntam (ligações atômicas), e não no núcleo de um átomo, entre prótons e nêutrons.
Mas você pergunta: Isso é magia? Sim e não: é aparentemente sim se considerarmos que essa sabichona chamada ciência ocidental não sabe de fato o que é a essência de coisas como por exemplo a luz, eletromagnetismo, gravidade, mas se aproveita e trabalha com seus efeitos conhecidos, sem fazer muita pergunta, porque não adianta fazer mesmo, se se usar o intelecto (e não a Presença integral) como ferramenta de busca da resposta. É a ferramenta que é inadequada, então tudo parece mágico... Por outro lado a resposta é não, se considerarmos que atrás de tudo está o Princípio da Vida que é mesmo um mistério insondável, só passível de ser conhecido pelos escolhidos entre os eleitos, depois de muita aplicação e de um vestibular brabo (rsrs), que dura muitas vidas.
Há duas formas de acontecer a transmutação de um elemento em outro: com muita energia, e com baixa energia. A primeira delas ocorre no núcleo do nosso Sol e estrelas do Universo, onde uma gigantesca pressão da gravidade do astro “esmaga” o núcleo dos átomos e os recombina formando novos elementos mais pesados a partir do hidrogênio, enquanto dure. Chama-se fusão nuclear ou fusão em alta energia e libera uma quantidade de energia emorme, que sustenta a vida como a conhecemos no sistema solar. Deve fazer um barulho dos diabos (rsrs). A segunda (que só agora os chamados cientistas estão começando a aceitar) nem tem nome científico. Frequenta mais os textos alternativos e esotéricos, e entre os cientistas “não convencionais” chama-se Transmutação em Baixa Energia. Ocorre silenciosamente em piloto automático dentro de nós humanos, animais e vegetais. O agente parece ser o mesmo Sol, o fornecedor gratuito da Vida, mas agindo indiretamente, como catalisador do processo.
Em nossa postagem anterior “O Sol, Poder e Quietude” nós dissemos:
“a segunda forma de gerar energia e vida, desta vez é a de baixa energia, que finalmente está sendo aceita pelo stablishment científico mundial. A ciência já constatou que a luz solar magicamente cria nos reino animal, vegetal e humano, sem fusão nuclear, transmutações biológicas insuspeitadas além da fotossíntese, que já é conhecida e aceita, mas que apesar de não ser uma transmutação, não é entendida de fato. É interessante observar que a molécula da clorofila que atua na fotossíntese é igual à da hemoglobina do sangue humano com a única diferença que a primeira tem um átomo de magnésio e a segunda tem um átomo de ferro. A ciência sempre achou que um era “substituído” por outro no metabolismo da digestão dos vegetais. Substituido ou transmutado? . É isso que é a Alquimia: elementos químicos transformando-se em outros elementos diferentes dentro de nós humanos, animais e plantas. Quem estiver interessado, leia o livro Transmutações Biológicas em Baixa Energia de Louis Kervran. Um livro corajoso que quase lhe custou a carreira no século passado, graças ao preconceito poderoso da arrogante comunidade  científica da época. Graças a Deus a coisa está melhorando, vemos antropólogos, astrofísicos, cientistas, médicos, terapeutas, cada vez menos arrogantes e mais preocupados em conciliar os conhecimentos entre o Ocidente e Oriente, em entender e acreditar no Invisível.”
Luis Kervran foi considerado até hoje um “enfant terrible” pela chamada Ciência convencional, que não só quase destruiu sua carreira, mas até hoje não  explorou esse filão misterioso, rico e generoso da verdadeira Alquimia Humana, animal e vegetal apresentada por ele e outros abnegados como Hipócrates, Hahnemann, Bach, Paracelso, G.W.Carver, e outros.
Mas como Kervran provou que a sua teoria era correta? Como bom cientista testou, no século passado, a teoria dentro dos princípios aceitos pela ciência, ou seja, com um experimento que repete controladamente o fenômeno  dentro de parâmetros aceitos oficialmente. Ele usou galinhas, vejam vocês: pegou vários ovos, cuja constituição química é conhecida, e os chocou isolados em ambiente controlado até nascerem os pintinhos (desculpem, pintainhos- rsrs). Alimentou-os só com água e aveia, também de composição conhecida.  Então teoricamente sabia o resultado tanto dos diferentes elementos quanto das quantidades que deveriam haver no peso de cada frango. Não havia: sacrificados e icinerados, tanto os elementos quanto as quantidades eram outras.
Não há outra possibilidade: os elementos transmutaram-se em outros, mas de alguma forma inexplicável.
Segundo Salvatore de Salvo, estudioso do assunto, finalmente, em 1977 o Professor Kervran, junto com o Professor Komaki da Universidade de Tóquio, foram propostos para Prêmio Nobel, o que demonstra a importância da descoberta que, hoje, é finalmente ensinada em algumas Universidades com o nome de "Efeito Kervran".

3 comentários:

  1. Muito legal,deu vontade de saber mais...abraços

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  2. Conheço o trabalho de Kervran desde a publicação de seu livro Transmutations a Faible Énergie, 1.972, ed Maloine, Paris. E desde 1975 pratico sua teoria em meu trabalho cotidiano, com o que faço produção de alimentos limpos, sem usar fertilizantes de síntese química e com aumento, medido, dos nutrientes do solo sem agregar qualquer adubo. Quem tem interesse pode consultar meu livro,Pastoreio Racional Voisin, ed Expressão Popular, São Paulo, 2010, 2ªed.
    Prof. Luiz Carlos Pinheiro Machado

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  3. Muito bom ter contato com você Luiz Carlos. Vou tentar achar seu livro. Forte Abraço

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