segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Pineal, 3º olho, Ajna Chacra: Como descalcificar e desintoxicar


Na postagem A Glândula Pineal, Corpo e Alma apresentamos um texto e vídeo do seminário do Dr. Sérgio Felipe de Oliveira.  Depois na postagem Flúor, o Veneno da Pineal falamos rapidamente de algumas formas de descalcificar e desintoxicá-la. Como a receptividade foi boa, hoje ampliamos o assunto dando mais alternativas aos interessados em saná-la dos abusos involuntários passados cometidos por desconhecimento ou descaso, e de como prevenir o futuro. Para simplificar, trata-se de ingerir uma comida orgânica, simples e saudável, ou seja, evitar alimentos com agrotóxicos, adubos químicos, produtos processados (sal iodado, açúcar, pasta de dente, adoçantes químicos) e beber uma água saudável sem flúor e cloro.  Fácil, fácil... (rsrs)... É só olhar nas informações dos produtos no supermercado e você vai entender! Isso, quando a informação dos ingredientes, no rótulo é verdadeira e está sendo mesmo fiscalizada assídua, honesta e rigorosamente pelo estado e governo de plantão (Anvisa), sem propinas: esse mesmo estado e governo que fiscaliza as empreiteiras e a Petrobrás ($&%#?@$)! Fique de olho!
O principal objetivo de descalcificar sua glândula pineal é para você começar o processo de ativação da glândula e começar a ter a possibilidade de despertar sua função metafísica conhecida por  'terceiro olho' (3ª Visão), já que ela é a correspondente no físico do Ajna Chakra no corpo energético. 
Existem dois passos para descalcificação da glândula pineal. Um preventivo, outro corretivo: 
O primeiro é para impedir qualquer futura calcificação da glândula pineal, a qual é causada por estilo de vida e os fatores ambientais, por exemplo, flúor, etc. . . O segundo passo é para trabalhar na redução e eliminação da calcificação já existente, ajudando a desenvolver a potencialidade completa da glândula. 
Então, vamos aos passos que você pode utilizar para atingir essas etapas. . . 

PASSO 1 - Parar o processo de calcificação atual e futuro da glândula pineal:

A chave para impedir a calcificação posterior da glândula pineal é identificar as causas da calcificação, e segundo parar essas fontes. No geral, são a dieta (comida / bebida) e estilo de vida, as causas da calcificação. 
Abaixo está uma lista das principais causas de calcificação:

  • Halogenetos ou halóides

Os halogenetos são substâncias químicas, tais como fluoreto, cloreto e brometo. Todos eles parecem ter efeitos similares sobre a glândula pineal, por isso é importante eliminar estes de sua dieta. 
O flúor é o mais comum e difundido em nossa dieta. É magneticamente atraído para a glândula pineal mais do que qualquer outra parte do corpo. O flúor está presente nos cremes dentais e água da torneira. É um veneno de alta resistência e deve ser evitado a todo o custo e, basicamente, fecha a glândula para baixo. Mudar para uma pasta dental livre de flúor e água mineral potável ou água filtrada.

  • Cálcio

Os suplementos de cálcio - Esta é uma das maiores causas de calcificação. Se você está tomando é recomendado que pare imediatamente. 
 Quase todos os alimentos processados contêm alguma forma de cálcio. Estas formas incluem fosfato de cálcio, carbonato de cálcio e fosfato dicálcico. Muitos suplementos contêm também, reduza seu consumo. 

  • Água da torneira

A água da torneira contém muitas substâncias calcificados (incluindo flúor, como mencionado acima). A escolha mais saudável e segura para a maioria é água de nascente, já que a água destilada pode ser prejudicial no longo prazo. No entanto, a água destilada é ainda muito melhor do que a água da torneira. Você também pode usar filtros de água desde que eliminem cloro e flúor. É o caso dos filtros de Osmose Reversa. Certifique-se disto. 

  • Mercúrio

O mercúrio é muito ruim para a glândula pineal, devido à sua natureza tóxica. Deve ser evitado a todo custo. O Mercúrio usado em obturações dentárias é toxina para a pineal e deve ser removido. Também todas as vacinas estão contaminadas com mercúrio, por exemplo o Thimersal (o conservante da vacina é feito de metil-mercúrio) é muito difícil sair do cérebro, uma vez que ele esteja lá. Evite comer camarões. Atum e carne de golfinho são particularmente graves, pois contêm altas doses do mercúrio que é despejado nos rios e mares pela mineração de ouro e indústrias. De um modo geral, quanto maior for o peixe, mais elevada a concentração de mercúrio nos seus tecidos. Lâmpadas Eco também devem ser usadas com cuidado, porque se quebram o vapor de mercúrio é liberado para a atmosfera e inalado. A boa notícia é que o mercúrio pode ser removido do corpo pelo uso diário de chlorella, germem de trigo e espirulina, mas leva tempo. Erva de coentro e salsa tomadas diariamente podem ajudar a remover o mercúrio do tecido cerebral também. 

  • Agrotóxicos

Alguns pesticidas são alimentos tóxicos para a pineal também. Estes devem ser evitados. Pesticidas químicos, portanto, alimentos frescos e orgânicos são recomendados. Alimentos orgânicos, com uma alta proporção de alimentos crus (dieta crua) apóiam a desintoxicação pineal. 
Por causa da cadeia alimentar, a aprovação destes pesticidas químicos sobre certas carnes, podem acumular esses produtos químicos. Algumas pessoas recomendam dietas sem carne também para proteger a glândula pineal de substâncias potencialmente nocivas. 

  • Outras toxinas

Se algo não ocorre normalmente na natureza, não coloque em seu corpo. Se você não pode dizer o nome da substância, o mais provável é que será ruim para você. Outras toxinas incluem adoçantes artificiais (aspartame, sacarina, ciclamato, etc), açúcar refinado, phylenanine (em polpas de frutas), desodorantes, produtos químicos de limpeza, anti-sépticos bucais dentários (água oxigenada é suficiente) e purificadores de ar. 

  • Açúcar, cafeína, álcool e tabaco

Em geral, uma dieta livre de açúcar, cafeína, álcool e tabaco , não só serve para limpar o sistema, mas também trazer a energia "kundalini" (certifique-se que você tem uma mente / corpo equilibrado). A dieta deve ser mantida durante pelo menos 2 meses. Quanto mais tempo você mantiver a dieta, juntamente com o exercício, vai achar que o seu nível de energia vai aumentar e o excesso de peso vai desaparecer, deixando claro que o cérebro está livre de toxinas. Isso lhe dará a capacidade de se concentrar na ativação da glândula pineal. 

PASSO 2 - Eliminar a calcificação já existente dentro da glândula pineal:

Remover o acúmulo de anos de toxicidade em sua glândula pineal pode ser conseguido com um pouco de dedicação e empenho. 
Há uma série de maneiras para descalcificação de sua glândula pineal, abaixo está uma lista delas, junto com o que você deve fazer:

  • Óleo de peixe orgânico

Uma das substâncias naturais mais poderosas que você pode tomar para descalcificação sua glândula pineal. Ele contém uma poderosa substância chamada "Ativador X" descoberta por Weston Price. Veja abaixo mais informações sobre o "Ativador X". 

  • Enxofre

Embora se encontre enxofre no estado natural em determinados frutos e legumes frescos, este é destruído durante a cozedura, transformação e o armazenamento dos alimentos. O ideal é não processá-los. O enxofre concentra-se em volta das membranas mucosas, onde cria uma película protetora que reduz os efeitos dos alergênicos e dos contaminantes externos, protegendo assim também a glândula pineal. Alguns estudos mostram claramente que o nível de enxofre no organismo baixa significativamente com a idade. 
O enxofre está presente numa concentração especialmente elevada nas articulações, onde participa na produção do sulfato de condroitina, das glucosaminas e do ácido hialurônico. Desempenha um papel crítico na manutenção da estabilidade e integridade do tecido conjuntivo e das proteínas. 

  • Cacau orgânico ( Atenção: não chocolate comum)

Cacau "in natura" é um grande desintoxicante em doses elevadas da glândula pineal, devido ao elevado teor de antioxidantes. Também é bom como um estimulante da glândula pineal, bem como, pode ajudar a ativar o seu terceiro olho. Consulte "Ativando a seção glândula pineal", para mais informações sobre como ativar a glândula pineal. 

  • Ácido cítrico

Suco de limão consumido cru é muito bom para desintoxicação de sua glândula pineal. O ácido cítrico também funciona, mas o suco de limão cru é recomendado. Recomendamos tomar 7 limões orgânicos cada dia com o estômago vazio por três semanas. Você pode fazer isso através da mistura com água de nascente, pois o ácido cítrico, muito ácido, não é tão bom para os dentes. 

  • Alho

Alho é surpreendente para desincrustação, uma vez que é capaz de dissolver o cálcio e atua como um antibiótico natural. Benefícios adicionais são de que ele dá no seu sistema imunitário um pontapé inicial. Consuma cerca de metade de um bulbo por dia (ou mais, se desejar). Para certificar-se de que seu hálito não vá assustar ninguém, pode esmagar o alho em molho de vinagre de cidra da maçã ou suco de limão fresco cru, inclusive para desinfetar. 

  • Vinagre de maçã

Muito bom para desintoxicação de sua glândula pineal, pois contém ácido málico. É ótimo para colocar em sua comida. No geral, o vinagre é vendido em garrafas de vidro, mais saudáveis, por isso, não compre de plástico!
Óleo de orégano
Ele age como um antibiótico natural contra conchas de cálcio e nanobactérias criadas em torno da glândula pineal. 

  • Ativador X (Vitamina K1/K2)

Weston Price descobriu que é um potente super-desintoxicante, especialmente quando misturado com vitaminas A e D3, e tem muitas propriedades. Você pode reverter o processo de aterosclerose, permitindo equilíbrio enzima a ser restaurado. Isto permite então que o cálcio seja removido das artérias e em qualquer outro local (por exemplo, glândula pineal), e colocados onde se insere, no osso tem um poderoso catalisador para a absorção de vitaminas e minerais. 
A vitamina ocorre naturalmente em duas formas:
K1 (filoquinona) é encontrada em vegetais de folhas verdes;
K2 (menaquinonas composto) é criada pela microflora intestinal e também obtida a partir de fontes de alimentos, como molho japonês fermentado de soja (a mais rica fonte de alimento K2), chucrute, óleos marinhos. 

  • Boro

O boro é um outro desintoxicante e purificador da glândula pineal. Ele também funciona bem como um "eliminador" de flúor. Ele está presente na beterraba e a melhor forma de consumo é comer beterraba orgânica ou beterraba em pó misturado com água mineral ou outros líquidos / alimentos
Melatonina
Não demonstrado conclusivamente, mas muitos acreditam que a melatonina ajuda a remover o flúor, o que ajuda a desintegração de calcificação existente. Além da suplementação de melatonina, muita atividade física durante o dia e ou exercício, uma dieta saudável, não comer demais, meditação,  relaxamento exercícios contribuem para uma maior produção de melatonina pela glândula pineal. 

  • Iodo

O iodo tem sido clinicamente comprovado para aumentar a eliminação de fluoreto de sódio do corpo através da urina, sob a forma de fluoreto de cálcio. A maioria das dietas são deficientes neste mineral vital e recomenda-se que as pessoas consumam alimentos e suplementos de iodo de algas. Para complementar a ingestão de iodo, a lecitina é recomendada. 

  • Tamarindo

A polpa, casca e folhas da árvore de tamarindo podem ser usadas para fazer chá, extratos e tinturas que ajudarão a eliminar fluoretos através da urina. O tamarindo é amplamente utilizado na medicina ayurvédica e tem muitas propriedades positivas para a saúde. 

  • Água destilada

Há uma pesquisa que diz que a água destilada pode ajudar na descalcificação da glândula pineal. Para mais informações, por favor visite o seguinte site: '24 médicos com a coragem de dizer a verdade sobre a água destilada'. http://www.infiniteunknown.net/2012/04/15/24-doctors-with-the-courage-to-tell-the-truth-about-distilled-water/ 

Dois meses realizando o método acima, vai deixar a sua glândula pineal desintoxicada e descalcificada.

*Sobre o autor
Spiritual Scientist é o criador do Decalcify Pineal Gland, um site que nasceu de sua própria curiosidade para descalcificação e despertar seu terceiro olho(3ª Visão), i. e. glândula pineal. Com a ajuda de pessoas afins, o site pretende ser um recurso abrangente que contém todas as informações que você precisa saber para começar a abrir o seu terceiro olho, que nos conecta com a grande energia que une todos nós. Ele acredita que nunca houve um momento mais importante para começar esta jornada do despertar. Independentemente do medo que colocam certos grupos , é realmente um momento emocionante estar vivo. Então, se você quer aprender a descalcificação / desintoxicar e ativar sua glândula pineal / terceiro olho, visite o site e divulgue para outros.  www.decalcifypinealgland.com 
O Blog "Spiritual Scientist" realiza sua própria jornada espiritual com as experiências e lições que estamos aprendendo ao longo do caminho. Então, se você está conectado com as áreas científica / espiritual / metafísica e quer saber mais sobre essa mudança de paradigma e entãoa configurar e descobrir como podemos montar essa onda de energia cósmica juntos, há alguns momentos emocionantes pela frente! - www.decalcifypinealgland.com/blog 

Este artigo foi adaptado de informações do site http://saberepoder57.blogspot.com.br/

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Prana e cura

Jasmuheen
“Vai chegar um momento em que a ciência fará avanços tremendos, não por causa de instrumentos melhores para descobrir e medir coisas, mas porque algumas pessoas terão a seu dispor poderes espirituais maravilhosos que, no presente, raramente são usados. Daqui a alguns séculos, a arte da cura espiritual será cada vez mais desenvolvida e usada universalmente.” Gustaf Stromberg, astrônomo

Jasmuheen é uma autora australiana que já publicou dezenas de livros, inclusive o "Embaixadores da Luz" do qual é extraído o texto abaixo, e dedicou a sua vida a pesquisas e estudos profundos sobre meditação e metafísica.
Desde 1992 canaliza o seu trabalho através das instruções dos Mestres Alquimistas e, orientada por eles, presta um serviço à humanidade.
Em 1993 passou por um processo de iniciação chamado "processo de 21 dias" usado por adeptos de tradições antigas para dar uma alternativa ao processo comum de se alimentar com comida. Seu livro "Viver de Luz" explica o conceito e o delicado processo. Vale a pena ler seus livros. Ela  cita muitos outros seguidores e médicos e diz:

"Incluímos aqui a obra de Choa Kok Sui, pois a Global Pranic Healing Association (Associação de Cura Prânica Global) envolveu-se durante algum tempo com experimentos para testar os efeitos da energia prânica na cura de doenças. Segue-se um trecho extraído de seu livro Miracles through Pranic Healing (Os Milagres da Cura Prânica), que ele me mandou no ano passado junto com seu outro livro maravilhoso, The Ancient Science and Art of Crystal Healing (A Antiga Ciência e Arte de Curar com Cristais). A leitura de ambos os livros vale a pena para qualquer pessoa interessada no poder medicinal do prana. 

PRANA, CHI, QI ou KI 
“Prana ou ki é aquela energia vital que mantém o corpo vivo e saudável. Em grego, é chamada de pneuma, em polinésio é mana e em hebraico ruah, que significa “sopro de vida”... Existem basicamente três grandes fontes de prana: o prana solar, o prana aéreo e o prana terrestre. O prana solar é o prana da luz do Sol. Revigora o corpo inteiro e promove a boa saúde. Pode ser obtido com banhos de sol ou exposição à luz solar de cinco a dez minutos, e com a ingestão de água que foi exposta à luz do Sol. A exposição prolongada ou excesso de prana solar lesa o corpo todo, pois é muito potente. O prana contido no ar é chamado de prana do ar ou glóbulo da vitalidade do ar. O prana do ar é absorvido pelos pulmões através da respiração, e também é absorvido diretamente pelos centros de energia do corpo bioplasmático. Esses centros de energia são chamados de chacras. É possível obter uma quantidade maior de prana do ar pela respiração rítmica lenta e profunda do que pela respiração superficial e curta. Também pode ser absorvido pelos poros da pele por pessoas que passaram por um certo treinamento. 
O prana contido na terra é chamado de prana do solo ou glóbulo da vitalidade da terra. É absorvido pelas plantas dos pés de forma automática e inconsciente. Caminhar descalço aumenta a quantidade de prana do solo absorvido pelo corpo. É possível absorver mais prana do solo conscientemente a fim de aumentar a vitalidade, a capacidade de trabalho e a capacidade de pensar com mais clareza. A água absorve o prana da luz do sol, do ar e da terra com que entra em contato. As plantas e as árvores absorvem prana da luz do Sol, da água e da terra. Os homens e os animais obtêm prana da luz do Sol, do ar, da terra, da água e da comida. Os alimentos frescos contêm mais prana que a comida conservada.
 O prana também pode ser projetado para uma outra pessoa com o objetivo de curá-la. As pessoas que dispõem de excesso de prana tendem a fazer com que as outras à sua volta se sintam melhor e mais vigorosas, embora aquelas que estão esgotadas tendam a absorver prana dos outros de forma inconsciente. Você talvez tenha conhecido pessoas que tendem a fazer você se sentir cansado ou esgotado sem nenhuma razão aparente para isso. 
Certas árvores, como os pinheiros ou árvores saudáveis gigantescas e antigas, irradiam grandes quantidades do excesso de prana que têm. Pessoas cansadas ou doentes beneficiam-se muito descansando ou simplesmente se deitando embaixo dessas árvores. Melhores resultados podem ser obtidos quando se pede verbalmente ao ser da árvore que ajude a pessoa doente a ficar boa. Qualquer um também pode aprender a absorver conscientemente o prana dessas árvores através das palmas das mãos, de tal modo que o corpo pode formigar e ficar dormente por causa da tremenda quantidade de prana que foi absorvida. Essa capacidade pode ser adquirida depois de praticar apenas algumas vezes. 
Certas áreas ou lugares tendem a ter mais prana do que outros. Algumas dessas regiões extremamente energizadas tendem a se transformar em centros terapêuticos. 
Quando o tempo está ruim, muita gente adoece, e não é só por causa das mudanças de temperatura, mas também por causa da redução do prana solar e do ar (energia vital). Assim sendo, muitas pessoas se sentem mental e fisicamente apáticas, ou ficam suscetíveis a doenças infecciosas. Isso pode ser contrabalançado pela absorção consciente de prana ou ki do ar e da terra. Alguns videntes já observaram que há mais prana durante o dia do que à noite. O prana atinge um nível muito baixo por volta das 3 ou 4 horas da manhã.” 
Exercícios para absorver a energia do ar, da terra e das árvores também são discutidos neste livro, e seu autor diz: 
“A respiração prânica energiza a pessoa numa tal medida que sua aura se expande temporariamente em 100% ou mais. A aura interior expande-se em até 20 cm, a aura da saúde chega a 1,20 m ou mais, a aura exterior chega a 2,5 m ou mais.” 
Segundo o mestre Choa Kok Sui, para fazer a respiração prânica, você precisa: 

  • encostar a língua no céu da boca; 
  • fazer respiração abdominal (através das narinas); 
  • inspirar lentamente e segurar a respiração enquanto conta 1; 
  • expirar lentamente e segurar a respiração enquanto conta 1 antes de inspirar, o que é chamado de “retenção vazia”; 
  • você também pode inspirar enquanto conta até 7 e segurar a respiração enquanto conta 1, depois expirar contando até 7 e segurar enquanto conta 1, ou contar até 6 e segurar enquanto conta até 3. 
Ao fazer a respiração abdominal, você expande o abdômen ligeiramente ao inspirar e o contrai ligeiramente ao expirar. Não exagere ao expandi-lo nem ao contraí-lo.” 
Em outros capítulos, Choa Kok Sui diz: “Embora a ciência não seja capaz de detectar e medir a energia vital ou prana, isso não significa que o prana não existe ou que não afeta a saúde e o bem-estar do corpo. Nos tempos antigos, as pessoas não sabiam da existência da eletricidade, de suas propriedades e usos práticos. Mas isso não significava que a eletricidade não existia. A ignorância não muda a realidade; só muda a percepção da realidade, resultando em distorções e conceitos errôneos do que existe e do que não existe, do que pode ser feito e do que não pode ser feito.” 
Nota de Jasmuheen: uma descrição do prana como Energia ou Força Vital Universal consta em meu primeiro livro, Viver de Luz – A Fonte de Alimento para o Novo Milênio."


domingo, 4 de janeiro de 2015

Tributo a Dolores Cannon

Dolores Cannon nos deixou em outubro de 2014. Uma perda. No final de 2013 em Hipnose Revela Mistérios, já tínhamos postado sobre ela, uma devotada escritora e hipnoterapeuta americana que revolucionou e inovou a sua profissão e fez adeptos no mundo inteiro, merecidamente. Ela se auto-denominava "reporter e pesquisadora de mundos perdidos". Na mosca. O legado que ela deixou sobre os temas profundos e velados de todos os tempos é único, enorme, valioso, e responde todas as perguntas que temos nesses tempos contraditórios de muita informação e pouco conteúdo. Todas. Infelizmente poucos livros seus foram traduzidos para o português, mas há conferências, seminários e entrevistas legendadas ou dubladas no Youtube e outros.
Por isso publicamos este texto biográfico da sua trajetória extraído de seu site www.dolorescannon.com que traduzimos livremente por nossa iniciativa . Aproveite:

"A carreira de Dolores como hipnoterapeuta abrange quase 50 anos e levou-a em uma viagem incrível ao longo de inúmeros destinos fascinantes. Conforme a gama de temas que seu trabalho cobre, e grande volume de material original que ela tem produzido a coloca em uma categoria própria, este segmento foi fornecido para lhe dar uma visão em cada fase de sua carreira e como ele evoluiu ao longo dos anos. Leia sobre seus primeiros dias em hipnoterapia, quando ela descobriu regressão a vidas passadas, saiba como ela desenvolveu e refinou sua própria técnica única de hipnose, descubra todas as áreas cativantes de pesquisa que ela explorou em seu caminho e saiba onde seu trabalho está focado: 

Parte 1: Vidas passadas e Pré-Hipnose
Dolores Cannon nasceu em St. Louis, Missouri, EUA, em 1931, onde viveu e cresceu com sua família até completar seus estudos acadêmicos em 1947. Ela se casou com seu marido Johnny em 1951, um oficial da marinha dos EUA com quem ela passou os próximos  21 anos viajando por todo o mundo para acomodar suas várias missões no exterior. Ela constituiu família como uma esposa típica da marinha ao longo dos anos 1950 e 1960, até 1968, quando vários eventos importantes em última análise, mudaram o curso de sua vida para sempre.

Parte 2: Primeira exposição à Reencarnação
Na década de 1960, Dolores e Johnny estavam usando hipnose simples para hábitos (parar de fumar, perder peso, etc.). Dolores foi introduzida pela primeira vez à reencarnação em 1968, quando ela e seu marido foram convidados por um dos médicos na base naval que estava estacionado no Texas para ajudar um de seus clientes  no uso da hipnose. A mulher sofria de Transtorno Alimentar Nervoso, estava extremamente obesa, tinha pressão alta e sofria de problemas renais. O médico pensou que seria extremamente benéfico se a hipnose pudesse ser usada para ajudar a mulher simplesmente relaxar. No meio da sessão, a mulher inesperadamente começou a descrever cenas de uma vida passada, onde ela era uma melindrosa, vivendo em Chicago na estridente década de 1920. Dolores e Johnny viram como a mulher literalmente  se transformou em uma personalidade diferente, com diferentes padrões vocais e trejeitos corporais. Apesar de ser altamente estranho e completamente inexplicável, eles decidiram ir com o fluxo da sessão e ver o que eles poderiam descobrir explorando-a. Ao longo dos próximos meses, Dolores e Johnny regrediram a mulher através de cinco vidas diferentes de volta para quando ela foi criada por Deus. Toda a história deste evento é contada no primeiro livro  que Dolores escreveu, Five Lives Remembered (Cinco Vidas Lembradas), 2009. Estas sessões tiveram lugar num momento em que regressão a vidas passadas era um quase desconhecido conceito. Não havia nenhum movimento da Nova Era ainda, Metafísica ainda estava a décadas de distância e não havia simplesmente livros, instruções para orientar ou recursos que ela pudesse usar para um caso como este. Isso, no entanto, provou ser uma bênção disfarçada, pois levou Dolores e Johnny a escrever o seu próprio conjunto de regras, desenvolver sua própria técnica, sem a supervisão de um corpo médico estabelecido e fez com que eles não se limitassem ou confinassem sua abordagem a qualquer caminho. Como resultado de não ter ninguém para lhe dizer o que fazer, como fazê-lo, ou o que era ou não era possível, eles experimentaram fascinação insaciável e entusiasmo. Mais tarde, naquele mesmo ano, Johnny quase foi morto por um motorista bêbado em um horrendo acidente de automóvel em seu caminho para a Base Naval. Como resultado de seus ferimentos e ficar confinado a uma cadeira de rodas para o resto de sua vida como um amputado parcial, Dolores e Johnny decidiram se mudar para as colinas de Arkansas, onde eles achavam que seriam capazes de suportar viver com uma pensão militar com seus quatro filhos. Durante este tempo as explorações de Dolores em hipnose e reencarnação tomou um lugar secundário já que ela estava completamente focada em seu marido e criar os filhos.

Parte 3: Praticando a Hipnose em Tempo Integral
Uma vez que seus filhos tinham crescido e sairam de casa para começar suas próprias vidas, Dolores decidiu começar consistentemente praticando hipnose novamente com os clientes no final dos anos 1970. Embora ela vivesse em uma pequena cidade do interior com uma população muito pequena, ela foi capaz de atrair com sucesso uma gama diversificada de clientes devido ao seu desejo de assumir qualquer caso, independentemente das circunstâncias. Seus primeiros trabalhos foram fortemente focados em reencarnação, aos quais ela foi se familiarizando e ficando confortável com o conceito de viagem no tempo. Muitos de seus primeiros clientes descreveram cenas de vidas passadas, onde tinham vivido nas últimas décadas, séculos e milênios passados em uma variedade de contextos sociais em diferentes locais em todo o planeta. Ela, então, passou semanas pesquisando as características da vida nos locais e períodos de tempo que seus clientes tinham descrito viver,  verificando a autenticidade dos resultados que ela estava gravando. Dolores iria validar os alimentos que comiam, a roupa que usavam, a língua que falavam, o dinheiro que era usado, os trabalhos que descreviam, as normas sociais que eles obedeciam, o entretenimento que gostavam e participavam, as filosofias religiosas que acreditavam e a paisagem geográfica eles descreveram foram todas típicas do que a vida teria sido “naquele" tempo particular. Foi através deste processo de verificação vigorosa que Dolores assegurou a autenticidade de seus resultados. Seus primeiros entendimentos da reencarnação parecem um tanto simplistas em comparação com o quão longe seu trabalho evoluiu. No entanto, ao olhar para trás, onde ela começou e como ela recebeu a informação, Dolores percebeu que "eles" estavam começando lentamente a estabelecer as bases sobre as quais ela iria entender, comunicar e explicar idéias e conceitos muito mais desafiadores e complexos que ela estaria recebendo no futuro.

Parte 4: O "Subconsciente" e Hipnose de Cura Quântica
Tendo conduzido sessões com milhares de clientes, registrando os mesmos resultados muitas vezes e gastando grandes quantidades de tempo e energia verificando a autenticidade das "vidas passadas de seus clientes”, Dolores foi capaz de concluir decisivamente que seus resultados foram realmente genuínos e que ela tinha tocado em uma fonte incrivelmente poderosa de informação. Conforme ela mais explorava, ela tornou-se gradualmente ciente de que a informação que ela estava recebendo acerca de vidas passadas, diferentes períodos de tempo e uma variedade de outros tópicos não foram, na verdade, vindas das mentes conscientes dos clientes ela estava hipnotizando. Assim como o desenvolvimento de sua técnica de hipnose veio devagar e com muita paciência, o mesmo aconteceu com as respostas a estas perguntas. Depois de muitos anos de prática e investigação, Dolores finalmente percebeu que as memórias de vidas passadas e as informações adicionais que recebia através de clientes era fornecida por uma parte muito maior, mais poderosa e mais conhecedora dos “Eus” de seus clientes, da qual a sua mente consciente estava completamente inconsciente de que existiam. Ela decidiu rotulá-la de Subconsciente como se fosse uma parte da mente de cada pessoa que absolutamente existe, mas que fica apenas abaixo do nível da nossa mente consciente, observando. Quando contatada e estabelecida comunicação com ela, simplesmente não há questão que ela não possa responder sobre uma "vida atual do indivíduo”, ou sobre qualquer de suas vidas passadas. Depois de desenvolver e aperfeiçoar sua técnica ao longo de muitos anos, substituindo métodos demorados e tediosos de indução por uma abordagem que envolve o uso de voz, imagens e visualização, Dolores estabeleceu a sua técnica de Hipnose de Cura Quântica. Esta técnica permite o contato direto e comunicação com o subconsciente de qualquer indivíduo, de respostas para todas as perguntas e também pode fornecer a base para a cura instantânea.

Parte 5: Jesus e os Essênios
Devido ao escasso mas lentamente crescente interesse na reencarnação na década de 1970 e início de 1980, bem como a falta de vontade dos editores de livros estabelecidos para abraçar este campo emergente, isso levou Dolores dispender mais de 9 anos para obter o seu primeiro livro publicado depois de quase uma década de pesquisa, escrita e paciência. Ela montou sua própria editora, Ozark Mountain Publishing, em 1992, que agora publica mais de 50 autores de 4 continentes. Os livros de Dolores '' foram traduzidos para mais de vinte idiomas. Conforme sua compreensão da reencarnação desenvolvida e sua capacidade de assumir conceitos mais desafiadores expandia, Dolores se deparou com uma cliente que era um assunto  de hipnose excepcional. Dolores foi capaz de levá-la de volta 25 vezes em vidas separadas saltando para trás no tempo em incrementos de 100 anos. Cada personalidade da mulher exibida em cada vida era bem diferente para os outros e era uma forma verdadeiramente notável para Dolores de explorar a história e a vida em diferentes períodos de tempo. Ela escreveu dois livros com base no trabalho com essa cliente. O primeiro livro era A Soul Remembers Hiroshima (Uma Alma Recorda Hiroshima - 1993), que relata a vida de um homem que descreve suas experiências como um homem japonês em Hiroshima em 1945, quando a bomba atômica foi lançada sobre a cidade na Segunda Guerra Mundial. Este fato chocante de deixar cair uma bomba atômica sob a perspectiva de uma pessoa que estava lá fornece uma lição arrepiante sobre os efeitos terríveis de guerra e armas nucleares. O segundo livro foi Jesus and the Essenes (Jesus e os Essênios - 1992), que descreve a vida de um jovem que era um professor essênio de Jesus. Muitas verdades sobre o próprio Jesus, a sua personalidade, o seu passado, a sua vida e os tempos em que vive são revelados neste fascinante relato de um professor que descreve a sua relação pessoal com Jesus em  agradáveis detalhes. Dolores também publicou They Walked With Jesus (Eles Andaram com Jesus - 1994) como um acompanhamento para este livro, que descreve as vidas passadas de duas mulheres que acompanharam Jesus ao longo dos diferentes períodos de sua vida, dando tremendos insights e detalhes sobre quem ele era como pessoa, seus sentimentos para com aqueles que ele conheceu, suas visitas a residências e colônias de leprosos, os seus métodos de cura, suas relações políticas e sua crucificação.

Parte 6: As Habilidades de Dolores Se Expandem
Ao longo da evolução de sua carreira, um tema recorrente é sobre Dolores chegar a uma "zona de conforto" na compreensão a respeito de uma determinada área. Em seguida, um novo conceito pode ser apresentado a ela pelo subconsciente que muitas vezes desafia completamente o seu sistema de crenças e obriga-a a expandir a sua maneira de pensar. Um exemplo de tal ocorrência foi quando o Subconsciente apresentou a ideia  de que realmente não existe esse tempo como o homem o identifica. Cada momento é Agora. Passado, Presente e Futuro só existem no Agora. Fomos treinados para ver o tempo como uma progressão linear de eventos baseados na rotação da Terra em torno do Sol. Usando esse raciocínio, teríamos um conceito completamente diferente de tempo, se vivemos em outro planeta. Que "tempo" usaríamos se estivéssemos viajando pelo espaço sem que orbitar o Sol fosse simplesmente a perspectiva que adotamos? Este conceito foi introduzido pela primeira vez em The Keepers of the Garden (Os Guardiões do Jardim - 1993), um livro que explica as origens extra-terrestres da humanidade e descreve um grupo chamado "O Conselho", que estiveram com a humanidade desde o início. No livro, é explicado como a humanidade é a única espécie na história a inventar uma forma de medir algo que não existe. A expansão no pensamento veio com a aceitação de que todas as coisas, eventos e vidas existem simultaneamente no AGORA. Estes conceitos a respeito são elaborados em mais significativa profundidade nos livros posteriores, especialmente na série Universo Rebuscado (Convoluted Universe). Tem sido afirmado pelo Subconsciente que a humanidade nunca vai realmente alcançar as estrelas até nós liberamos nosso conceito arraigado de tempo e reconhecer a realidade universal que tudo existe no Agora. Outro exemplo de ter que expandir seu sistema de crenças foi quando seus interesses foram dirigidos para ela investigar o que acontece entre uma vida e outra. Os resultados desta busca foram publicados em Between Death and Life (Entre Morte e Vida - 1993) e eloquentemente descreve o que acontece no momento da morte, para onde vamos depois de uma vida, a forma como registramos para trás e analisamos nossas vidas uma vez que os registros estão completos, e qual era é o propósito de uma vida.

Parte 7: Nostradamus Contata Dolores
No início da década de 1980 , Dolores se deparou com um caso fascinante onde ela regrediu uma mulher que começou a descrever uma vida onde ela era uma estudante do profeta francês Michel De Nostradame, mais comumente conhecido como Nostradamus. Nostradamus é famoso por escrever profecias proclamando eventos de grande destruição e devastação ao longo da história. Na verdade, suas habilidades eram incríveis, conforme ele previu o assassinato de JFK, o ataque dos "pássaros que voam na cidade de montanhas ocas" (referindo-se aos ataques de 11 de setembro) e da guerra que se seguiu no Oriente Médio, para citar alguns . No meio da sessão, conforme a mulher estava descrevendo a vida, sua personalidade de repente desapareceu e ele próprio Nostradamus começou a falar por ela diretamente para Dolores. Ele disse a ela que ele queria que ela escrevesse um livro (que acabou por ser 3 livros) para fornecer a humanidade uma maior compreensão e esclarecimento dos verdadeiros significados de suas quadras (profecias). Com base no que foi discutido na seção anterior sobre o conceito de tempo, é importante notar que uma das características fascinantes do diálogo de Dolores com Nostradamus era que ele falava com ela diretamente de seu tempo como ele viveu no século 16. Não era o seu espírito se comunicando a partir de uma instância espiritual, mas sim, o próprio Nostradamus se comunicando com Dolores enquanto ele estava vivendo sua vida na França  como ela vivia sua vida no Arkansas. Nostradamus explicou a Dolores que ele nunca iria perder o contato com ela e que ele viria entregar mensagens, independentemente de quem eram seus clientes. Ele descreve que, como resultado da Inquisição, ele foi forçado a disfarçar suas mensagens para que elas não fossem destruídas e elas poderiam ser decifradas mais tarde no tempo. Como resultado de como a língua francesa evoluiu, os intérpretes modernos têm contribuído para deturpar muitos de seus verdadeiros significados. A intenção de Nostradamus era de corrigir esses erros de interpretação por ditar os verdadeiros significados de suas visões de Dolores para publicar para o mundo. Ele quis nos alertar para entendermos que somos os únicos que criam o nosso futuro e que era a nossa escolha simplesmente tomar um caminho diferente, evitando assim os piores cenários que ele previu. Uma de suas mensagens mais poderosas e calmantes foi: "Se eu disser as piores coisas que suas mentes são capazes de criar, vocês não iriam fazer algo para mudar isso?" Nostradamus fala em grandes detalhes como nossas mentes trabalham para criar a realidade que vivemos. Ao reconhecer isso, é fácil entender como a barragem constante pelos meios de comunicação globais com informações negativas sobre política, educação, finanças, religião, guerra, doenças, drogas, crime (criando e experimentando assim) mantém o ambiente de muitas pessoas focado nesses cenários em suas vidas. Depois de vários anos de trabalho com Nostradamus ditando os verdadeiros significados destinados de suas mensagens, Dolores publicou três livros em uma série intitulada Conversations With Nostradamus (Conversas com Nostradamus), detalhando os significados precisos de 1.000 quadras e previsões diretamente do próprio profeta. Profecias discutidas incluem a criação de supercomputadores, a ascensão da internet, os padrões climáticos erráticos, mudanças na Terra e os efeitos que estas alterações terão nos principais países e cidades, a guerra no Oriente Médio, os governos do mundo, política, 2012, tempo simultâneo, O Anti-Cristo, as armas nucleares, AIDS originária de macacos e sua disseminação deliberada por parte dos governos mundiais, a monarquia britânica, o estado do mundo posterior a A Mudança; A própria Mudança, a dissolução da União Soviética em vários Estados independentes, o Papa, a informação escondida de grande importância para a humanidade enterradoa em algum lugar do deserto no Oriente Médio, o desastre do Columbia Space Shuttle, e visitações por raças extraterrestres. Se visitar a seção de livros no site, você poderá ler mais sobre o que encontrar em cada volume individual desta série.

Parte 8: Ovnis, Extra Terrestres e Vida em Outros Planetas
Ao longo de meados ao fim dos anos 1980, o trabalho de Dolores lentamente começou a levá-la em uma direção completamente nova de exploração. Ela foi introduzida na área de investigação de OVNIs e ETs em 1985, quando participou de sua primeira reunião anual para MUFON (Mutual UFO Network- Rede de OVNIS Mútua), uma das maiores e mais respeitadas organizações de investigação de OVNIs no mundo. Um ano mais tarde, interesses levaram Dolores para o Reino Unido, onde ela realizou no local estudos de suspeitas de pousos de OVNIs e investigou numerosos círculos nas plantações encontradas nos campos ingleses. Em 1987, em uma das reuniões anuais do MUFON, ela foi convidada a realizar uma sessão com uma mulher que sentiu que ela estava tendo experiências de abdução, mas faltava a capacidade de se lembrar de qualquer coisa em detalhes. Até este ponto, as técnicas de hipnose de Dolores levavam automaticamente seus clientes para trás em uma vida passada. Ela teve que modificar sua abordagem para impedi-los de entrar em uma vida passada para se concentrar em eventos correntes. Como resultado do interesse por esta mulher e pela própria Dolores ela mesma, mais de 30 observadores foram autorizados a assistir à sessão, que estava longe de ser um ambiente propício para uma "experiência". Por incrível que pareça, tanto o desvio de sua abordagem usual e o ambiente altamente incomum, a sessão foi realizada de forma muito eficaz e produziu alguns resultados surpreendentes. Dolores aprendeu que algumas pessoas tiveram experiências com o  ETs desde a infância e que, muitas vezes existem relações multi-geracionais entre linhagens familiares da Terra e raças de ETs. Os pequenos seres cinzas foram efetivamente criados como um tipo de robô biológico por outra raça muito mais avançada do que a humanidade. Isso explica por que tantas pessoas relatam os pequenos cinzas serem extremamente frios, quase desprovidos de qualquer expressão emocional. As raças que os criaram são os cinzas muito mais altos e com torsos muito magros, membros magros e grandes olhos negros. Ao longo da sua aventura em ETs e exploração de OVNIs, Dolores entrou em contato com numerosas entidades ET que vem através de seus clientes fornecer informações e compreensão. Há realmente uma riqueza de vida lá fora no universo existente, de todas as formas, formas e tamanhos. Seu livro The Custodians (Os Tutores - 1998) significou uma publicação inovadora para Dolores, após mais de 20 anos regredindo clientes com experiências de ETs e OVNIs. Ficamos sabendo que quase todos os chamados casos de abdução são acordos mútuos, na verdade, feitos antes de encarnar, com a finalidade de ajudar um ao outro. Assim como nós experimentamos amnésia sobre quem somos e onde estamos desde antes de encarnar na Terra, assim também nós experimentar amnésia em relação aos contratos e acordos que fizemos com os outros antes de vir aqui. O problema hoje existente é que a maioria da perspectiva da humanidade em  assuntos extra-terrestres tem sido moldada e manipulada pela mídia dominante, sistemas de crenças religiosas e dogmas científicos. Quão poucas pessoas são verdadeiramente capazes de abordar esta área com um objetivo e postura imparcial. Ao reconhecer isso, é compreensível que tantas pessoas se aproximam deste assunto com medo, rejeição ou negação completa. "Os Tutores" ajudam a preencher a falta de entendimento sobre:  (a) Identificar que eventos misteriosos e experiências que estão de fato acontecendo a milhões de pessoas em todos os continentes do planeta (b) Tendo esses acontecimentos e experiências  rejeitados, negados e ridicularizados pelas instituições científicas, governamentais e religiosas tantas pessoas dependem de respostas. 
Outros livros que foram publicados como resultado da exploração de Dolores sobre os campos de atividade OVNIs e Extra Terrestres incluem Legacy From The Stars (Legado das Estrelas - 1996) que explora a vastidão de nosso seres individuais e as nossas origens fora do planeta, e o livro Legend of Starcrash (Lenda do Desastre Estelar -  1994), que descreve uma vida em que uma mulher é regredida de volta a um momento em que uma nave espacial caiu na região Alasca / Canadá há milhares de anos atrás. É a história da origem das raças indígenas na América.

Parte 9: O Universo Rebuscado
Após mais de 30 anos de investigação e de escrever sobre conceitos que vão desde a vida e a morte, a reencarnação, as origens da humanidade, OVNIs e extraterrestres, as profecias de Nostradamus e uma grande variedade de outros tópicos, Dolores começou a perceber que as informações que ela estava recebendo estavam se tornando muito amplas e diversificadas de categorizar em uma, ou mesmo várias áreas específicas. Como ela teve de se adaptar para mudar toda a sua carreira, ela decidiu publicar o seu novo trabalho em uma série intitulada The Convoluted Universe – O Universo Rebuscado. Dolores publicou atualmente 4 volumes e afirma que esses livros são para aquelas pessoas que querem suas mentes “dobradas como um pretzel”. Se visitar os Livros na seção do site poderá saber mais sobre o que você pode esperar encontrar em cada volume.  
Os tópicos abordados incluem o poder da mente humana, o que a consciência realmente é, o poder de nossos pensamentos e intenções, universos paralelos, realidades alternativas, civilizações perdidas, História Antiga, mistérios da Terra (como o Triângulo das Bermudas, Stonehenge e o monstro de Loch Ness ), detalha as experiências de pessoas que foram regredidas para a vida em outros planetas, seres que são feitos inteiramente de energia, como a realidade é apenas um holograma, como nós somos fragmentos de almas multifacetadas, vidas em organismos não-humanos (como plantas, animais e insetos), quanta ajuda está sendo dada à Terra e à humanidade, como nós nos movemos através deste período de transformação e maturidade. Quantas pessoas que vivem na Terra agora são Almas Voluntárias que encarnaram na Terra neste tempo para ajudar a elevar a vibração do planeta e de seus habitantes.
Parte 10: As 3 Ondas de Voluntários
Ao longo de sua carreira, Dolores identificou um padrão em muitos dos clientes que ela viu ao longo dos anos. Enquanto muitas pessoas relataram vidas passadas em todos os tipos de situações, sociedades e culturas na Terra ao longo de muitos períodos de tempo diferentes, certos indivíduos que vieram ver Dolores descreveram que a vida que eles estavam vivendo atualmente foi a primeira e única vida que já tiveram na Terra . Quando perguntados de onde eram, eles simplesmente diziam que  " A Fonte" e expressam profunda tristeza que eles estão aqui e quanto eles sentem falta de "casa". As sessões com tais indivíduos revelou que os encarnados da primeira vez que realmente se ofereceram para vir à Terra neste momento específico, têm a intenção de ajudar a humanidade elevar sua vibração no processo de ascensão. Alguns voluntários nunca viveram em um corpo físico antes, outros viveram como seres do espaço em civilizações extra-terrestres em outros planetas e outros vieram de outras dimensões. Como resultado da amnésia que todos nós experimentamos antes de entrar na dimensão da Terra, eles não se lembram nem a sua atribuição, nem sua origem. Assim, essas belas almas têm um tempo extremamente difícil para ajustar-se a nosso mundo caótico e têm um papel vital a desempenhar, pois ajudam todo o resto de nós a criar uma Nova Terra.  

No livro The Three Waves of Volunteers and the New Earth (As Três Ondas de Voluntários e A Nova Terra - 2011), Dolores descreve a convocação que foi feita para voluntários para ajudar a Terra como resultado das bombas atômicas que foram lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki, em 1945. A primeira onda de voluntários que veio eram os " Way Showers – Os Apresentadores do Caminho" e, certamente, tiveram o momento mais desafiador à medida que lavraram a rota para aqueles que vieram depois pudessem seguir. Os da Segunda Onda agem como antenas de energia e o seu trabalho é simplesmente existir e afetar aqueles que os rodeiam. Voluntários da terceira onda, muitas das crianças com talentos incríveis, habilidades e memórias, são literalmente o presente para o mundo. Eles possuem o conhecimento e a sabedoria que irá ajudar a humanidade a completar a transição e superar os diversos obstáculos que temos pela frente.
Parte 11: 2012 e Além
Fique atento para a programação de Dolores falando, ensinando roteiros e novas informações  e novos livros em breve..."

Aqui entre nós, esta parte final deve mudar com o evento de sua passagem definitiva para "o lado de lá" que sempre foi o objeto de sua pesquisa.

domingo, 21 de setembro de 2014

Cadê todo mundo?

Quando eu consigo sair da cidade grande, olhando à noite para o céu e vendo aquela infinidade de estrelas juntinhas ocupando tudo,  sempre tenho a sensação de que temos companhia lá fora. Fico encantado, mas vejo que cada um reage diferente. O grande físico Enrico Fermi também reagia diferente e, já que tudo indica que não estamos sozinhos, se perguntou:  “Cadê todo mundo?”. Esse é o chamado Paradoxo de Fermi.

Vamos calcular qual a probabilidade de existir mais outros seres na nossa galáxia...
Um céu estrelado parece imenso, mas tudo o que estamos vendo é a nossa vizinhança. Nas melhores noites estreladas, nós podemos ver até 2.500 estrelas (mais ou menos um centésimo de milionésimo do total de estrelas em nossa galáxia). Quase todas estão a menos de mil anos-luz de nós (ou 1% do diâmetro da Via Láctea). Então, na verdade estamos olhando para isto na foto abaixo:
"Nosso céu noturno é formado por uma pequena parte das estrelas próximas e mais brilhantes dentro do círculo vermelho."
Quando somos confrontados com o assunto de estrelas e galáxias, uma questão que atormenta a maior parte dos humanos é: “há vida inteligente lá fora?” Vamos colocar alguns números nessa questão; se você não gosta de números...
Nossa galáxia tem entre 100 bil
hões e 400 bilhões de estrelas; no entanto, este é quase o mesmo número de galáxias no universo observável. Então, para cada estrela da imensa Via Láctea, há uma galáxia inteira lá fora. No total, existem entre 10^22 e 10^24 estrelas no universo (dez elevado à potência 24, ou seja, dez seguido de 24 zeros!!!) . Isso significa que para cada grão de areia na Terra, há 10.000 estrelas no universo.
O mundo da ciência não está em total acordo sobre qual porcentagem dessas estrelas são parecidas com o Sol (similares em tamanho, temperatura e luminosidade). As opiniões tipicamente vão de 5% a 20%. Indo pela mais conservadora (5%) e o número mais baixo na estimativa total de estrelas (10^22), isso nos dá 500 quintilhões, ou 500 bilhões de bilhões de estrelas similares ao Sol.
Também há um debate sobre qual porcentagem dessas estrelas similares ao Sol poderiam ser orbitadas por planetas similares a Terra (com condições parecidas de temperatura, que poderiam ter água líquida e que poderia sustentar vida similar à da Terra). Alguns dizem que é até 50%, mas vamos ficar com os conservadores 22% que apareceram em um recente estudo no PNAS. Isso sugere que há um planeta similar à Terra, potencialmente habitável, orbitando pelo menos 1% do total de estrelas do universo: um total de 100 bilhões de bilhões de planetas similares à Terra.
Então existem 100 planetas parecidos com a Terra para cada grão de areia do mundo. Pense nisso na próxima vez que for à praia.
Daqui para a frente, nós não temos outra escolha senão sermos especulativos. Vamos imaginar que, depois de bilhões de anos de existência, 1% dos planetas parecidos com a Terra tenham desenvolvido vida (se isso for verdade, cada grão de areia representaria um planeta com vida). E imagine que em 1% desses planetas avance até o nível da vida inteligente, como aconteceu na Terra. Isso significaria que teríamos 10 quatrilhões, ou 10 milhões de bilhões de civilizações inteligentes no universo observável.
Voltando para a nossa galáxia e fazendo as mesmas contas usando a estimativa mais baixa de estrelas na Via Láctea, estimamos que existem 1 bilhão de planetas similares à Terra, e 100 mil civilizações inteligentes na nossa galáxia. A Equação de Drake traz um método formal para esse processo limitado que estamos fazendo. Ela é um argumento probabilístico usado para estimar o número de civilizações extraterrestres ativas em nossa galáxia Via Láctea com as quais poderíamos ter chances de estabelecer comunicação. 
A SETI (Busca por Inteligência Extraterrestre, na sigla em inglês) é uma organização dedicada a ouvir sinais de outras vidas inteligentes. Se nós estivermos certos e houver 100 mil ou mais civilizações inteligentes na nossa galáxia, uma fração delas estaria emitindo ondas de rádio, ou raios laser, ou qualquer coisa para realizar contato. Então os satélites da SETI deveria estar recebendo sinais de todo tipo, certo? 
Errado. Nunca recebeu. Então vem a pergunta de Fermi: Cadê todo mundo?

Reza a lenda que certo dia no laboratório de Los Alamos, um grupo de jovens cientistas discutia animadamente a possibilidade de vida extraterrena. Concluíram que os extraterrestres deveriam existir, afinal, o Universo é infinito e nós não devemos ser os únicos seres inteligentes em todo esse espaço. Seria então que o físico Enrico Fermi, que estava ouvindo a conversa, teria se levantado em resposta e professado a célebre frase “Então onde eles estão?”. Como Fermi era brilhante e muito famoso, sendo o inventor entre outras coisas do primeiro reator nuclear, desta simples frase nascia o ‘paradoxo de Fermi’, um dos principais argumentos usados para afirmar que nós estamos sozinhos. Segundo ele, se os ETs existem, eles já deveriam ter pousado na frente da Casa Branca.
Há sérios problemas com essa lenda. O principal é que ela indica algo que simplesmente não é verdade: ao contrário do que muitos pensam, Enrico Fermi de fato acreditava na existência de vida extraterrestre. Outro problema não só com essa lenda, mas com o conhecimento popular, é o de que o paradoxo de Fermi serve para provar que ETs inteligentes não existem. Se este fosse o caso, o paradoxo não existiria: ele é justamente um paradoxo porque qualquer resposta que se dê a ele é paradoxal. Seja ela a existência ou mesmo a inexistência de vida extraterrestre inteligente.
Uma versão mais verossímil sobre a origem do paradoxo de Fermi diz que nos anos 50, ainda em Los Alamos, Enrico Fermi estava pensando sobre a vida extraterrestre em seu escritório no andar superior, e embora sempre tenha simpatizado com a idéia, percebeu que as descobertas recentes cada vez mais aceitas da cosmologia indicavam que nosso Universo teria de 8 a 18 bilhões de anos (atualmente, estimativas mais precisas indicam 12 bilhões). Ele notou que com tanto tempo e com tanto espaço, alguma civilização extraterrena não só deveria ter surgido, como também já deveria ter colonizado toda Galáxia. Frustrado com a ausência de evidências que apoiassem essa conclusão, desceu perplexo as escadas para o refeitório lotado de cabeças brilhantes e perguntado em voz alta: “Onde eles estão?”
E ele recebeu uma resposta. Leo Szilard teria retrucado “Eles já estão aqui. Mas chamam a si mesmo de húngaros” (rsrs). Essa era uma referência a uma piada (ou não?) corrente no departamento de física teórica segundo a qual há milhões de anos os marcianos precisaram deixar seu planeta e pousaram no que hoje é conhecido por Hungria. Conseguiram adaptar-se e parecer-se com os macacos falantes que habitavam a Terra, mas três características eram muito fortes para ser escondidas: sua vontade de viajar (húngaros estariam por todo o mundo), sua língua (única e diferente de todas circunvizinhas) e sua inteligência (muitas das melhores mentes de Los Alamos eram húngaras. Incluindo Szilard, Von Neumann). Essa versão sobre a origem do paradoxo de Fermi é mesmo confirmada por Edward Teller, tido como pai de bomba de hidrogênio, e ele mesmo um marciano, digo, húngaro. Será que essa versão do paradoxo de Fermi é pouco conhecida porque os húngaros-marcianos conspiram para que o vazamento do segredo a Fermi não alcance o público? Sem dúvida, a verdade está lá fora…
Em todo caso, notar que o próprio Fermi era um simpatizante da existência de seres inteligentes fora da Terra ilustra perfeitamente a profundidade do paradoxo. Parece uma ironia sem sentido que um simpatizante da idéia de ETs tenha criado um argumento usado por pessoas que não acham ETs muito atraentes, por assim dizer. Mas entender a fundo o paradoxo pode mostrar que seria esperado que um defensor bem-informado e genial da idéia de ETs deveria ter sido o primeiro a enxergar a contradição. Ela é uma contradição, não uma afirmação. Isso deveria ser óbvio, mas infelizmente parece não ser a muitos.
Existem duas respostas principais e óbvias ao paradoxo: ETs inteligentes existem ou simplesmente não existem. Ambas respostas têm sérios problemas, e isso é justamente o que leva a uma contradição, a um paradoxo. Vamos abordar primeiro a resposta mais comum no meio ufológico.
Pois bem, suponha que ETs existam. Mais, que o Universo esteja pululando de civilizações diferentes, com diferentes índoles, objetivos e crenças. As respostas usuais para que nenhuma delas tenha resolvido colonizar a Terra apela para motivações comportamentais, ou seja, algo no comportamento destas civilizações impede que elas nos colonizem de forma óbvia. Essas respostas comportamentais podem ser divididas em três categorias.
A primeira é a de que todas civilizações que dominam a tecnologia de viagem espacial também dominam a tecnologia de se auto-aniquilar. E de que boa parte delas infelizmente acaba aplicando esta última tecnologia, por diversos motivos. A mesma seleção natural que pode ter criado vida inteligente por todo o Universo condena esta vida a uma competição contínua, que leva à guerra, que combinada com tecnologia leva ao apocalipse. Olhando para nossa própria civilização, vemos que esta resposta, embora pouco atraente, parece ser a que possui mais embasamento por experiência.
A segunda categoria, e a que parece ser mais atraente, é a de que as civilizações que não se aniquilaram são capazes de perceber a importância da própria vida e outras baboseiras espirituais ou motivações éticas quaisquer, e assim se importam tanto com a vida que não querem interferir nela. Então, ou elas resolvem não partir para a exploração do Universo e fecham-se em si mesmas para viver em paz e felizes (algo meio zen) ou partem para explorar o Universo mas de forma discreta, procurando sempre evitar quaisquer interferências (algo como ‘Jornada na Estrelas’).
A terceira categoria é a de que ao contrário da anterior, as civilizações que desenvolvem a tecnologia de viagem espacial acabam rapidamente tornando-se desenvolvidas a ponto de perder completamente o interesse por seres atrasados como nós e mesmo dos recursos que planetas como o nosso poderiam oferecer, ao passo que sua presença acabaria tornando-se invisível devido à sua integração com os processos naturais do Universo. Uma idéia sem dúvida muito próxima de ficção científica – de fato, tema de algumas histórias deste gênero. Tais civilizações acabariam ‘transcendendo’. Seu processo de pensamento poderia ser acelerado através da integração de sua biologia com sua tecnologia, e a passagem de tempo subjetiva a eles seria mínima. O que para nós é um segundo, para eles pareceria milênios. E não haveria a menor razão para que eles se interessassem por nós. Eles poderiam estar resumidos à escala nano ou picoscópica, e através de enorme otimização seu processamento de dados e manipulação de energia seria praticamente indistinguível de flutuações quânticas aleatórias, ou simples ruído. Um dos proponentes da resposta transcendental ao paradoxo de Fermi é Ray Kurzweill, famoso inventor e tido como prodígio.
O problema com todas respostas comportamentais é que elas deveriam se aplicar a todas as civilizações, sem absolutamente nenhuma exceção. É possível imaginar que a maioria das civilizações se aniquile, que boa parte transcenda, e que o resto resolva aderir até mesmo a uma benigna ‘Federação dos Planetas’ que siga à risca uma ‘Primeira Diretriz’. Mas com tanto espaço, com tanto tempo, é difícil imaginar que nenhuma civilização tenha ao mesmo tempo desenvolvido tecnologia e vontade de colonizar a Galáxia. Olhando para nós mesmos, o único exemplo de civilização que conhecemos, esse parece ser nosso caminho. Por que não o de outras, de incontáveis outras civilizações? Isso inclui a idéia ingênua de que os ETs estão aqui e se escondem com a ajuda dos governos. Alguns ETs poderiam aderir à idéia mesmo que ela fosse praticável, mas todos, sem exceção, é algo estranho. E uma presença óbvia deveria ser realmente óbvia, não apenas visível aos que simplesmente acreditam.
Uma idéia é a de que uma benigna Federação dos Planetas resolva impedir aqueles que tentem a empreitada de colonizar a Galáxia. Mas isso apenas leva à idéia de guerras espaciais! Seria possível que, como nos filmes, o bem sempre vença? Outro problema: não seria o próprio ato de impedir uma civilização de colonizar outros planetas uma interferência com o curso normal dela? Seria isso o ‘bem’? A ética de tal ‘Federação dos Planetas’ é posta à prova, e sinceramente, não parece ser muito consistente.
O paradigma mais vigente entre cientistas, ainda simpatizantes da idéia de que seres extraterrestres inteligentes existam, é o de que a viagem espacial é muito dispendiosa. Um notável adepto deste paradigma foi Carl Sagan. Essa idéia explica porque ele defendeu por toda a vida a possibilidade de existência de vida extraterrestre, ao mesmo tempo em que mostrou-se cético com relação à alegações de que OVNIs seriam naves extraterrestres. Isso também justifica sua defesa apaixonada – e com sucesso – do SETI. Se os ETs não viajam, eles ainda podem se comunicar – o que é relativamente pouco dispendioso – e não custa muito tentar ouvir.
Mas mesmo a idéia defendida por Sagan tem problemas, e problemas sérios. O que freqüentemente se fala, principalmente entre ufólogos, é que dizer que a viagem espacial é excessivamente dispendiosa é limitar o avanço de eventuais civilizações ETs ao nosso próprio estado atual. Além disso, nada indica que nosso estado atual de tecnologia seja definitivo. Incrivelmente, estes são argumentos razoáveis, mesmo a demonstrações de quanta energia seria utilizada em tais viagens. Hoje em dia nós usamos mais energia em um ano do que nossos antepassados usariam em toda uma vida. Mas há um argumento ainda mais decisivo contra a idéia de que a viagem espacial não seria prática.
Já em 1970, o astrônomo Michael Hart argumentou que mesmo a 0,1c (um décimo da velocidade luz, ou 30.000Km/s) seria possível cruzar toda Galáxia em poucos milhões de anos. No ano passado, outro astrônomo, Ian Crawford, publicou na Scientific American um artigo ainda mais incisivo: com nossa tecnologia atual, poderíamos alcançar a estrela mais próxima de nós, Alfa do Centauro, em 100 anos. Supondo que quando chegássemos lá levássemos 400 anos para criar uma segunda onda de colonização com duas naves para outras duas estrelas próximas e assim sucessivamente – estimando assim um período de 500 anos para cada onda de colonização – levaríamos de 5 a 50 milhões de anos para colonizar toda a Galáxia. Ou seja, com nossa tecnologia atual e muito esforço já poderíamos nos fazer notar por toda Galáxia em um piscar de olhos – em termos astronômicos, com um Universo de 12 bilhões de anos de idade. A viagem espacial pode ser dispendiosa, mas é difícil imaginar que isto limite uma civilização à proximidade de seu planeta por tempo indefinido, ainda mais quando sabemos que as estrelas não têm vida eterna. Algo dispendioso não é algo impossível.
Uma classe diferente de resposta é o ‘Grande Filtro’, que situa-se no limiar de afirmar que ETs não existem. Eles existem, ou teriam existido, e espalhado por todo Universo máquinas destinadas a exterminar qualquer civilização que se faça muito notada ou que resolva colonizar a Galáxia. Qual o objetivo deste ‘Grande Filtro’? Não se sabe ao certo, e em verdade, não importa. A civilização que criou este ‘Grande Filtro’ pode ter uma lógica e motivações próprias, incompreensíveis a nós, mas com efeitos claros e decisivos sobre todos que resolvam se fazer notar por toda Galáxia. Mas, e quanto à civilização que criou o ‘Grande Filtro’? Onde ela está? Talvez ela mesma tenha se extinguido, e suas máquinas continuem funcionando. Não se sabe, porém embora pareça muito estranha, a idéia do Grande Filtro é uma das que mais fazem sentido para explicar o Grande Silêncio. O Grande Problema com o ‘Grande Filtro’ é que não parece funcionar muito: nós já podemos nos fazer notar razoavelmente bem, estamos prestes a colonizar outros planetas, e nada apareceu para nos aniquilar. Até o momento, pelo menos.
Enfim, não há nenhuma resposta completamente satisfatória que explique porque, se os extraterrestres existem, nós não os notemos de forma óbvia. Podemos cogitar sobre o comportamento de tais ETs, mas é inviável imaginar que não exista nenhuma exceção. Podemos ainda imaginar um Grande Filtro, mas ele ainda não nos filtrou. Podemos constatar o quanto é difícil viajar entre as estrelas, mas isso certamente não é algo impossível. O paradoxo de Fermi revela sua profundidade: Se eles existem, onde eles estão?
Muitas vozes se levantam agora e dizem: “Eles não estão em lugar algum”. Esta é uma resposta simples, muito aceita por pessoas bem-informadas e razoavelmente satisfatória. Seres extraterrestres inteligentes podem simplesmente não existir. É preciso lembrar entretanto que ela também tem sérios problemas, porque é uma conclusão que dificilmente pode ser provada, e nada indica sequer decisivamente para ela até o momento.
O paradoxo de Fermi é um paradoxo justamente porque “eles” deveriam existir segundo nosso conhecimento científico, que o próprio Fermi conhecia bem assim que a ciência tornou-se suficientemente sólida para permitir pensamentos sobre o tema e incrivelmente, continua a apoiar a idéia até hoje, cinco décadas depois. Não sabemos de nada que impeça a existência de outras civilizações, e como sempre foi regra, o que não é impossível geralmente acaba ocorrendo na natureza, mesmo que seja um tanto improvável. Mas talvez ocorra apenas uma vez se for algo excessivamente improvável. E nós seríamos esta única vez.
Há algumas décadas, a maioria dos que advogavam a raridade de inteligência no Universo acreditava que sistemas solares seriam raros, formados por processos talvez mesmo catastróficos, como por exemplo uma estrela passando perto ou – pasmem – chocando-se com outra. As chances de que isso ocorra são ínfimas, e se os sistemas planetários tivessem origem catastrófica, deveriam ser de fato raríssimos. Mas recentemente, a detecção de planetas extrasolares tornou-se possível e mesmo comum, e nós conhecemos mais planetas fora de nosso sistema solar do que dentro dele. Isto é algo histórico: uma grande evidência a favor do princípio de Copérnico, segundo o qual nós não somos extraordinariamente especiais, o que deve incluir nossa inteligência. A descoberta de diversos planetas extrasolares praticamente aniquilou a idéia de formação catastrófica dos sistemas planetários, e hoje em dia hipóteses evolutivas de formação, como uma própria conseqüência da formação de estrelas são dominantes. Devem existir quase tantos sistemas planetários na Galáxia quanto existem estrelas, e existem centenas de bilhões de estrelas em nossa Galáxia.
Assim, um dos principais argumentos sobre nossa singularidade passou a ser nossa Lua. Hoje acredita-se que nossa Lua formou-se não só por um processo catastrófico – o choque de um meteoro com a Terra – mas de um processo com características determinadas extremamente limitadas, e portanto algo raríssimo. De fato, nosso sistema Terra-Lua mal pode ser chamado de um planeta e um satélite, pois está próximo de algo que realmente deve ser muito raro: um sistema de planetas duplo, que ainda por cima situa-se na ecosfera de uma estrela.
Se a colisão que teria formado nossa Lua tivesse sido levemente diferente, a Lua poderia ter escapado ou boa parte dela teria caído de novo na Terra e ela seria bem menor. Ou poderiam existir várias luas menores. Nenhum outro planeta de nosso sistema solar tem um satélite que pode ser comparado ao que a Lua é para a Terra.
E a Lua é importantíssima para a vida como nós a conhecemos. Ela estabiliza o eixo de rotação de nosso planeta, impedindo que os pólos gélidos tornem-se equadores quentes a todo momento. Ela é a grande responsável pelas marés intensas que temos, que podem ter sido decisivas para a passagem da vida do mar para a terra. Ela levou a dose exata de massa da Terra para que nosso planeta tivesse placas tectônicas que se movem com relativa rapidez, o que contribui – e muito – para que tenhamos grandes continentes e grandes mares, que se movimentam e aceleram grandemente o processo de evolução. Existem incontáveis outros fatores pelos quais devemos à Lua nossa existência, e talvez os povos antigos estivessem certos ao venerá-la. Muitos cientistas acreditam que a Lua é a grande responsável por nossa existência. E se a formação da Lua foi fruto de um enorme acaso, algo raríssimo, então vida inteligente como nós deve ser igualmente raríssima.
Poderíamos nos estender sobre os diversos aspectos que podem nos fazer únicos, mas a maioria deles deve mudar com o tempo, à medida que novas descobertas sejam feitas. Isso não indica que são inválidos, nós devemos ser realmente especiais, mas é de toda forma praticamente impossível provar que a vida extraterrestre inteligente não existe. Podemos observar que não há prova de que ela existe a despeito de intensas buscas neste sentido, e podemos descobrir o quão raras foram as condições que permitiram o nosso surgimento.
Mas como Sagan imortalizou em uma célebre máxima, “Se nós estamos sozinhos, o Universo seria um grande desperdício de espaço”. O Universo é muito imenso, mesmo nossa Galáxia já é muito imensa, e existiu há tanto tempo para que mesmo uma possibilidade ínfima leve a dezenas, talvez centenas de civilizações a existir. Mesmo limitando o conceito de civilização a algo próximo de nós mesmos. Isso pode ser criticado como uma brincadeira com números grandes, mas quando falamos de nosso Universo, essa brincadeira deve ser levada a sério. Nosso Universo é muito grande, e é muito velho – em termos biológicos. A despeito de novas descobertas relativas à nossa singularidade, e a despeito das que possam surgir, a descoberta recente a respeito da quase onipresença de sistemas planetários contrabalança o que parecia um jogo ganho. Em verdade, no momento o jogo deve estar pendendo justamente para o lado oposto.
Os extraterrestres deveriam existir. Mas se eles existem, eles deveriam estar aqui de forma óbvia. Eles não estão aqui de forma óbvia. Entender a perplexidade que levou Fermi a perguntar “Onde eles estão?”, perplexidade que resiste a inúmeras descobertas e mesmo revoluções em diversos campos da ciência relacionados nestas cinco décadas, é entender o que deve ser um dos maiores enigmas que a ciência do século XX nos deixou. Um paradoxo ao qual qualquer resposta tem sérios problemas, e ao qual a resposta verdadeira deve portanto ser histórica e em si uma enorme revolução sobre nossa posição no Universo. Afinal, “onde eles estão?”

domingo, 20 de julho de 2014

O ciclo de sete anos

Em postagens passadas falamos muito do número 7 e da sua influência no mundo em que vivemos. Mesmo que não tivéssemos falado, qualquer pessoa atenta já teria percebido a sua influência nas vibrações, cores do espectro, notas musicais, medicina oriental, teosofia, alquimia, e por aí afora.
No tempo da nossa existência esses ciclos também existem.

"A vida tem círculos de sete anos, ela se move em círculos de sete anos exatamente como a terra faz uma rotação em seu eixo em vinte e quatro horas. Ninguém sabe porque não são nem vinte e cinco nem vinte e três horas. Não há nenhum jeito de se responder isso. É simplesmente um fato. Assim, não me pergunte porque a vida se move em círculos de sete anos. Eu não sei. O máximo que eu sei é que ela se move em círculos de sete anos. E se você compreender esses círculos de sete anos, você compreenderá uma grande coisa sobre o crescimento humano.
Os primeiros sete anos são os mais importantes porque os alicerces da vida estão sendo assentados. É por isso que todas as religiões estão muito preocupadas em agarrar as crianças o mais rápido possível. Os judeus circuncidam as crianças. Que bobagem! Mas eles estão carimbando a criança como uma judia. Essa é uma maneira primitiva de carimbar. Ainda se faz isso com o gado aqui nas redondezas.  
Aqueles primeiros sete anos são os anos em que você é condicionado, é preenchido com todos os tipos de idéias que irão atormentá-lo ao longo de toda a sua vida, que irão distraí-lo de sua potencialidade, que irão corrompê-lo, que nunca irão lhe permitir ver claramente. Elas sempre virão como nuvens diante de seus olhos e irão fazer com que tudo fique confuso. As coisas são claras, muito claras. A existência é absolutamente clara. Mas os seus olhos têm camadas e mais camadas de poeira. 
E toda essa poeira foi arranjada nos primeiros sete anos de sua vida, quando você era tão inocente, tão confiante, que qualquer coisa que lhe fosse dita você aceitava como sendo verdadeira. E mais tarde, será muito difícil você descobrir tudo aquilo que entrou em seus alicerces. Terá se tornado quase parte de seu sangue, ossos, de sua própria medula. Você perguntará mil outras questões, mas você nunca perguntará a respeito dos alicerces básicos de suas crenças. 
A primeira expressão de amor para com a criança é deixá-la absolutamente inocente em seus primeiros sete anos, sem condicionamento, deixá-la por sete anos completamente selvagem, uma pagã. Ela não deveria ser convertida ao hinduismo, ao islamismo, ao cristianismo. Qualquer um que esteja tentando converter a criança, não tem compaixão, é cruel, está contaminando a própria alma de um viçoso recém-chegado. Antes mesmo que a criança tenha formulado perguntas, ela já terá recebido respostas com filosofias , dogmas e ideologias pré-fabricadas. Essa é uma situação muito estranha. A criança não perguntou a respeito de Deus e você já está lhe ensinando.  Por que tanta impaciência? Espere!
 Se algum dia a criança demonstrar interesse por Deus e começar a perguntar a respeito, então tente dizer a ela não apenas a sua idéia sobre Deus, porque ninguém tem qualquer monopólio. Coloque diante dela todas as idéias de Deus que estiveram presentes em diferentes povos, em épocas diferentes, por religiões, culturas e civilizações diferentes. E lhe diga: 'Você pode escolher dentre essas aquela que mais lhe atrai. Ou você pode inventar a sua própria, se nenhuma estiver adequada. Se todas lhe parecerem defeituosas, e você achar que pode ter uma idéia melhor, então invente a sua própria. Ou se você achar que não há jeito de inventar uma idéia sem falhas, então abandone toda essa história, ela não é necessária. Um homem pode viver sem Deus.' 
Não há qualquer necessidade de que o filho tenha que concordar com o pai. Na verdade parece muito melhor que ele não tenha que concordar. É assim que a evolução acontece. Se toda criança concordar com o pai, então não haverá qualquer evolução, porque o pai terá concordado com seu próprio pai, e todo mundo estará no ponto em que Deus deixou Adão e Eva: nus e expulsos do jardim do Éden. Todo mundo estará lá. O homem tem evoluído porque os filhos têm discordado de seus pais, dos pais de seus pais e de todas as tradições. Toda essa evolução é uma tremenda divergência com o passado. Quanto mais inteligente você for, mais você irá discordar. Mas os pais valorizam as crianças que concordam e condenam as que discordam.
Até os sete anos, se a criança puder ser deixada inocente, não corrompida pelas idéias dos outros, assim tornar-se-á impossível distraí-la de seu crescimento potencial.Os primeiros sete anos da criança são os mais vulneráveis. E elas estão nas mãos dos pais, dos professores, dos padres....
Como defender as crianças dos pais, dos padres e dos professores é uma questão de tamanha proporção que parece quase impossível de se fazer. Não é uma questão de ajudar a criança. A questão é proteger a criança. Se você tiver uma criança, proteja-a de si mesmo. Proteja a criança dos outros que possam influenciá-la, pelo menos até os sete anos, proteja-a. A criança é como uma pequena plantinha, fraca e suave. Um simples vento forte pode destruí-la, qualquer animal pode comê-la. Você põe um fio protetor ao redor dela, mas não a aprisiona, você está simplesmente protegendo-a.Quando a planta estiver maior, o fio será removido.
Proteja a criança de todo tipo de influência de modo que ela possa permanecer ela mesma. E isso é só uma questão de sete anos, porque então o primeiro círculo estará completo. Aos sete anos ele estará bem enraizado, centrado, forte o suficiente. Você não sabe o quanto uma criança de sete anos pode ser forte porque você só tem visto crianças corrompidas. Elas carregam os medos e a covardia de seus pais, mães e familiares. Elas não são elas mesmas.
Se uma criança permanecer sem ser corrompida por sete anos... Você ficará surpreso ao encontrar tal criança. Ela será tão afiada como uma espada. Seus olhos serão claros, seus insights serão claros. E você verá nela uma tremenda força que você não poderá encontrar nem mesmo num adulto de setenta anos.
Se você é um pai (ou mãe), você precisará muito dessa coragem para não interferir. Abra portas para direções desconhecidas de modo que a criança possa explorá-las. Ela não conhece o que ela tem dentro dela, ninguém sabe. Ela terá que tatear no escuro. Não faça com que ela tenha medo do escuro, não faça com que ela tenha medo do fracasso, não faça com que ela tenha medo do desconhecido. Dê a ela suporte. Quando ela estiver indo para uma jornada desconhecida, ofereça a ela todo o seu suporte, com todo o seu amor, com todas as suas bênçãos. 
Não deixe que ela seja afetada pelos seus medos. Você pode ter medos, mas mantenha-os consigo mesmo. Não descarregue esses medos em cima da criança, porque isso será interferência.
Depois dos sete anos, no próximo círculo de sete anos, dos sete aos quatorze, algo novo é acrescentado à vida: os primeiros alvoroços da energia sexual da criança. Mas elas são apenas uma espécie de ensaio.
Ser pai é uma tarefa difícil. Assim, a não ser que você esteja pronto para assumir tal tarefa difícil, não se torne um pai. As pessoas simplesmente seguem se tornando pais e mães sem saber o que estão fazendo. Você está trazendo uma vida à existência e todo o cuidado do mundo será necessário.
Agora, quando a criança começa a brincar com seus ensaios sexuais, é o tempo em que os pais mais interferem, porque foi assim que fizeram com eles. Tudo o que eles sabem é o que foi feito com eles, assim eles seguem fazendo o mesmo com as suas crianças. As sociedades não permitem ensaio sexual, pelo menos não permitiram até o século XX, exceto nas duas e três últimas décadas em alguns países muito avançados. Agora já existem escolas mistas para as crianças, mas em um país como a Índia, mesmo agora, a educação mista começa a surgir apenas no nível universitário.
O menino de sete anos e a menina de sete anos não podem estar no mesmo internato. E este é o momento para eles, sem qualquer risco, sem perigo de gravidez, sem que quaisquer problemas surjam para suas famílias; este é o momento em que lhes deveriam ser permitidas todas as brincadeiras. 
Sim, isso terá uma conotação sexual, mas será só um ensaio, não se trata de um drama teatral verdadeiro. E se você não permitir a eles nem mesmo esse ensaio, de repente então, um dia a cortina se abrirá e o verdadeiro drama começará... E eles não saberão o que está acontecendo e não haverá nem mesmo aquela pessoa escondida no palco para lhes soprar o que devem fazer. Você terá bagunçado a vida deles completamente.
Esses sete anos, o segundo círculo da vida, são significantes como um ensaio. Eles se encontrarão, se misturarão, brincarão e se conhecerão. E isso ajudará à humanidade a se livrar de quase noventa por cento das perversões. Se às crianças dos sete aos quatorze for permitido estarem juntas, nadarem juntas, estarem nuas juntas, noventa por cento das perversões e noventa por cento das pornografias irão simplesmente desaparecer. Quem irá dar atenção a essas coisas?
Quando um garoto conheceu tantas garotas nuas, que interesse uma revista tipo Playboy poderá ter para ele? Quando uma garota tiver visto tantos garotos nus, eu não vejo qualquer possibilidade de existir curiosidade a respeito do outro. Isso simplesmente desaparecerá. Eles irão crescer juntos naturalmente, não como duas espécies diferentes de animais. É assim que eles crescem agora, como duas espécies diferentes de animais. Eles não pertencem à mesma espécie humana, eles são mantidos separados. Mil e uma barreiras são criadas entre eles, e não lhes permitem qualquer ensaio de sua vida sexual que está chegando...
Se você tiver feito o dever de casa direitinho, se você tiver brincado com sua energia sexual exatamente com o espírito de um desportista (e naquela idade este é o único espírito que você poderia ter), você não se tornará um pervertido, um homossexual.  Todo tipo de coisas estranhas não virão à sua cabeça, porque você está se movendo naturalmente com o outro sexo e o outro sexo está se movendo com você. Não haverá qualquer bloqueio e você não estará fazendo nada errado com quem quer que seja. Sua consciência estará clara porque ninguém pôs nela idéias do que é certo e do que é errado. Você simplesmente está sendo o que você é. 

Dos quatorze aos vinte e um o seu sexo amadurece. E isso é significante para se entender: se o ensaio tiver sido bom no período dos sete aos quatorze quando o sexo amadurece, acontece uma coisa muito estranha que você nem mesmo deve ter pensado a respeito, porque não lhe foi dada a oportunidade. Eu disse a você que o segundo círculo de sete anos, dos sete aos quatorze, deu a você um vislumbre de antes da peça teatral. O terceiro círculo de sete anos da a você um vislumbre do que vem depois.Você está ainda com garotas ou garotos, mas agora uma nova fase começa em seu ser: você começa a se apaixonar.
Não é ainda um interesse biológico. Você não está interessado em procriar, você não está interessado em se tornar marido ou esposa. Esses são os anos dos jogos românticos. Você está mais interessado na beleza, no amor, na poesia, na escultura, que são fases diferentes de romantismo. 

Dos vinte e um aos vinte e oito é um tempo em que eles podem se acertar. Eles podem escolher um companheiro. E eles são capazes de escolher agora, através de toda a experiência dos dois círculos passados eles podem escolher o companheiro certo. Não há mais ninguém que possa fazer isso por você. Isso é algo como um pressentimento.  Nenhuma aritmética, nenhuma astrologia, nenhuma quiromancia, nenhum I-Ching poderão fazer isso. 
Isso é um pressentimento: entrando em contato com muitas, muitas pessoas, de repente alguma coisa dá um clique que nunca deu com qualquer outra pessoa. E isso clica com tanta certeza e tão absolutamente, que você não pode nem mesmo duvidar. Mesmo se você tentar duvidar, você não conseguirá. A certeza é tão tremenda. Com esse clique vocês se acertam. 
Entre os vinte e um e os vinte e oito, em algum lugar, se tudo correr bem do jeito que eu estou dizendo, sem interferência de outros, então vocês se acertam. E o período mais agradável da vida vem dos vinte e oito aos trinta e cinco: o mais alegre, o mais pacífico e harmonioso, porque duas pessoas começam a se derreter e a se fundir uma com a outra. 

Dos trinta e cinco aos quarenta e dois, um novo passo, uma nova porta se abre. Se até os trinta e cinco você sentiu profunda harmonia, uma sensação orgástica e tiver descoberto a meditação através disso, então, dos trinta e cinco aos quarenta e dois vocês ajudarão um ao outro a ir mais e mais fundo na meditação sem sexo, porque o sexo neste ponto começa a parecer infantil, juvenil. Quarenta e dois anos é o tempo certo quando a pessoa deveria ser capaz de saber exatamente quem ela é.

Dos quarenta e dois aos quarenta e nove ela vai mais fundo e mais fundo na meditação, mais e mais para dentro de si mesmo, e ajuda o companheiro no mesmo caminho. Eles se tornam amigos. Não mais existe marido e não mais existe esposa. Esse tempo já passou. Isso já deu a sua riqueza para a sua vida. Agora existe alguma coisa mais alta, mais alta que o amor. Isso é amizade, um relacionamento de compaixão para ajudar o outro a ir mais fundo dentro de si mesmo, a se tornar mais independente, a se tornar mais só, como duas árvores altas, separadas mas ainda próximas uma da outra, ou dois pilares num templo suportando o mesmo teto, estando tão próximos e tão separados, tão independentes e tão sós. 

Dos quarenta e nove aos cinqüenta e seis essa solitude se torna o foco de seu ser. Tudo no mundo perde o significado. A única coisa significante que permanece é essa solitude.
Dos cinqüenta e seis aos sessenta e três você se torna totalmente o que você está para ser: o florescimento potencial. 
Dos sessenta e três aos setenta você começa a ficar pronto para deixar o corpo. Agora você sabe que não é o corpo, você sabe que também não é a mente. O corpo era conhecido como separado de você em algum lugar quando você tinha trinta e cinco anos. Que a mente está separada de você foi conhecido em algum lugar quando você tinha quarenta e nove anos. Agora, tudo mais foi deixado de lado exceto a auto observação. Só a pura consciência, a chama da consciência permanece com você, e isso é a preparação para a morte.
Setenta é a duração de vida natural para o homem. E se as coisas se moverem em seu curso natural, então ele morre com tremenda alegria, em grande êxtase, sentindo-se imensamente abençoado porque a sua vida não foi sem significado e que, pelo menos, ele encontrou o seu lar. E por causa dessa riqueza, dessa realização, ele é capaz de abençoar toda a existência. 
 Só por estar perto de tal pessoa, quando ela está morrendo, é uma grande oportunidade. Você sentirá, na medida em que ele deixa o corpo, algumas flores invisíveis caindo sobre você. Embora você não possa vê-las, você poderá senti-las."
Após os 70 anos, deve começar tudo de novo...

Osho - From Darkness to Light - tradução: Sw.Bodhi Champak