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domingo, 17 de outubro de 2010

A Pressa

  - Me perdoe a pressa, é a alma dos nossos negócios!
- Qual, não tem de quê! Eu também só ando a cem!
Os poetas tocam o espírito. A letra de Sinal Fechado, do Paulinho da Viola é um aperto no peito. Uma angústia do fundo da alma. Por que eu sou assim? Eu só ando a cem. E cada vez piora mais...
Mas eu não sou assim. Eu estou assim, nessa espiral infernal do Kali Yuga.
O Bob Herbert do New York Times diz: Temos celulares, Blackberrys, Kindles, iPads e mandamos emails, batendo papo e twitando, tudo ao mesmo tempo. Às vezes com o laptop no console do carro para ver vídeo dirigindo. Por que é considerado um talento essa droga de ser multifuncional e hiperativo? Culpa da tecnologia, certo? Errado. Culpa do piloto automático em que estamos aprisionados, e aceitamos. É um estado de vulnerabilidade inato que herdamos.
Para mudar, eu tenho primeiro que ver a coisa. Mas como eu constato a cena?
Eu paro. Olho para dentro. Consulto o meu corpo, a sensação. Não importa o porquê da pressa. Só importa que ela está aí. Não tenho hora marcada, e mesmo que tivesse...tá desproporcional essa coisa. Onde é que o bicho pega?
Onde é?
É no plexo e na garganta...e vou indo, mais fundo. Não vejo nenhum motivo aparente: ora, sou saudável, executivo bem sucedido, apê de cobertura, tô até namorando uma gatinha, e...essa pressa infernal... pô!

O que eu faço?
Tenho que sair dessa vida. Preciso de um mínimo de recolhimento. O problema é meu. 
A receita é meditar. Sento em lótus, ou sentado na posição egípcia, ou seizá, ajoelhado na posição japonesa e vou para dentro de mim. Se não sou, preciso de pelo menos alguns segundo para escanear o mapa da angústia: é mesmo no plexo. Mas não sei de onde vem, nem porque. Nem interessa pesquisar com o mental. Não dá certo. É só sentir... não pensar. Sentir e contemplar. Até baixar o santo. É curioso...Ninguém mais sabe atualmente o que é contemplação...
O segredo? Eu foco a atenção na sensação, constato a dor e formulo a intenção: soltar o apego. E vou soltando...o dia inteiro, a vida inteira. Eu não quero fazer nada. Só olhar a pressa. Só ser.
A pressa é uma mentira. Eu posso fazer as mesmas coisas, até mais rápido, mas com um recuo que sente o corpo, um personagem que vê a situação e como um diretor de cena age um pouquinho atrás da cena que se desenrola. Sem angústia. Tente agora. Depois de uns dias de treino você vê a mentira. Claramente.
A pressa é a forma de o ego mostrar serviço para mim mesmo. Eu me vejo esperto, responsável, ativo...um espanto. E ela conta com a ajuda dessa disfunção do tempo atual do Kali Yuga. Quem já leu sobre a Ressonância Schumann sabe de que se trata...
Na Surya yoga, ou Sun Gazing, você olha para o sol e aprende a agir como ele: não age. Sómente É. Sem pressa.E ilumina tudo no em torno dele. Dá vida a tudo o que toca.
Deus deve ser exatamente assim. - Eu sou aquele que É , disse um dos filhos dele... Lembrou?
Eu sabia que você ia lembrar...

sábado, 9 de outubro de 2010

Surya Yoga, Sun gazing, Olhar Para o Sol...

É tudo a mesma coisa, ou seja: como fazer para receber e metabolizar a energia solar diretamente no nosso corpo. Sem problemas de pele, raios ultra violeta, e outros fantasmas. Como fizeram até hoje os seguidores na Índia e outras tradições.
Já que a prática dessa yoga é milenar e ocorreu em várias tradições no planeta, como na Índia, China, Américas, Egito há uma diversidade de nomes e roupagens diferentes para a mesma prática mas o conceito é um só: absorver a energia da luz do sol olhando para ele diretamente, nas horas seguras, além de de fazer a mesma coisa indiretamente comendo vegetais, que metabolizaram a energia do sol pela fotossíntese.
As horas seguras para fazer isso são até uma hora depois do nascer do sol, e também a partir de uma hora antes do por do sol.  Só nessas duas horas durante o dia, quando não há praticamente radiação ultra violeta. (índice menor que 2). Este escriba e mais milhares de pessoas hoje no planeta fazem regularmente e não tem problemas, fora um número desconhecido de pessoas que já fizeram desde milhares de anos atrás.
E como se faz para aprender isso? Tem várias formas: você pode ir para a Índia e aprender lá. Na Índia é fácil. Tem guru para qualquer lado que você olhar.De quebra conhece tradições incríveis em meio ao burburinho caótico daquele povo iluminado, simples e pobre. Ou, mais fácil e rápido, entra na mãe-internet digitando surya yoga, ou sun gazing, e conhece o indiano HRM (Hira Ratan Manek), e se enche de informação. A favor e contra. Leva algum tempo, porque tem muita coisa escrita. A outra forma, é falar diretamente com este que vos escreve, acompanhando este blog, tipo consulta gratuita. Se você tem algum problema ocular grave, consulte o mestre. Ele provavelmente vai recomendar o que disse para mim: fazer de início 60 vezes diárias de olhos fechados durante 10 minutos. Depois inicia o protocolo normal da prática.
Mas para aprender de fato tem duas condições sine qua non: só aprender de quem conhece profundamente a prática (e já fez de fato o ciclo todo), e ter persistência. Senão é complicado. Na busca interior e da saúde física o que existe de "não fiz mas ensino", ou "não fiz e não gostei", ou "não fiz e recomendo", é brincadeira...todo mundo é guru. Após festas religiosas do sol e eclipses, os oftalmologistas atendem dezenas de casos de problemas nos olhos, por ignorância ou entusiasmo.

E por que fazer Surya Yoga?
Porque você não terá mais doenças como Adão e Eva no Paraíso. Duvida?. Eu fiz, e sei de que estou falando... mais de 400 dias olhando para o sol, e agora fazendo só manutenção. Aliás as tradições espirituais dizem que na antiga Lemúria, antes da Atlântida (já aceita pela ciência oficial), os seres humanos recebiam a luz do sol como alimento diretamente por uma entrada não óssea, translúcida, na moleira. A tradição cristã diz então que após o pecado original, a mordida da maçã, ou o conhecimento da Árvore do Bem e do Mal, um anjo com uma espada de fogo deu como castigo a sentença obrigando o ser humano a trabalhar para sobreviver. Ai começaram as preocupações diárias com a subsistência, que nos afastaram  do foco da busca interior. Ficou muito mais difícil a volta à casa do Pai. Um complô da divindade que nos obriga a fazer esforços conscientes se quisermos evoluir. Acabou a moleza do piloto automático, como foi até aqui.

Com a prática de olhar para o sol, a energia então entra pelos olhos já que a moleira fechou e ficou dura e opaca. A luz e energia passam então pela retina, glândula pineal, cujas células são muito parecidas segundo a ciência oficial, e ambas são distribuídas para todos os corpos que temos. A tradição fala em 7 corpos. Quem quiser entender porque a pineal está na roda, pode ver o vídeo do Dr. Sérgio Felipe de Oliveira, um psiquiatra brasileiro, mestre em Ciências pela USP e destacado pesquisador na área da Psicobiofísica no Instituto de Ciências Biomédicas da USP. Como muitos cientistas atuais é um caso raro de profissional que tem o pé em duas canoas, a Ciência e O Espírito. Em seu estudo sobre pineal , ele diz: A pineal é um sensor capaz de “ver” o mundo espiritual e de coligá-lo com a estrutura biológica. É uma glândula, portanto, que vive o dualismo espírito-matéria. O cérebro capta o magnetismo externo através da glândula pineal.

E não tem risco de raios ultra-violeta, problemas de pele e visão, muito pelo contrário. É só seguir o protocolo da prática direitinho como milhares de pessoas estão fazendo no mundo todo. O sol é o nosso pai e criador, não pode nos fazer mal. É só não abusar dele.
Por hoje chega. Logo logo tem mais sobre o tema. Não desliguem.