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sábado, 7 de março de 2015

Os Essênios, Cura, Paz, Felicidade

Sempre fui fascinado pelos essênios. Eles são uma dissidência do judaísmo por discordâncias de crença e se situam cronologicamente antes e durante a vida de Jesus, que era considerado também essênio, pois acredita-se que durante a fase misteriosa de seu desaparecimento entre os 12 e os 30 anos ele estivesse entre eles.
A grande contribuição moderna para o conhecimento deste grupo foi feita quando do descobrimento dos Manuscritos do Mar Morto encontrados numa caverna do deserto onde evangelhos antigos, alguns apócrifos, lançaram luzes sobre aqueles tempos e inclusive sobre o Cristianismo, apesar de não terem sido escolhidos como evangelhos “oficiais” pelo concilio de bispos da Igreja, que só escolheu 4 deles entre todos os conhecidos na época: os de João, Lucas, Marcos e Mateus. 
A origem dos Essênios é pouco definida, até mesmo de seu nome é duvidoso. Alguns relacionam seu nome ao profeta Enoch e o consideram o antecessor dos essênios. Segundo outros, o nome essênio significava médico, terapeuta, e se origina da palavra Ezrael. Eles seriam os escolhidos, que Moisés levou à frente de Deus, antes de subir no monte Sinai, para receber os mandamentos de Deus, através de Moisés, a seu povo. Se a própria origem deste nome leva a tantas descobertas, é bem possível que a comunidade já existia desde tempos mais remotos, com diversos nomes.
 Conta-se que em todas cidades eles tinham casas, através de toda a  Palestina. Nestas casas ou pousadas, eles eram acolhidos em suas peregrinações, ganhando toda assistência e alimentação. O historiador  Plinius lembra também de uma comunidade dos essênios que viviam as margens do Mar Morto, que era a comunidade de Qumram, mas também havia os essênios que viviam na Síria e no Egito. Os irmãos do Egito eram chamados de Terapeutas, os curadores. Segundo Edgar Cayce, famoso vidente, Maria, José, João Batista e o próprio Jesus eram essênios.Edgar Cayce, o grande vidente americano, descreveu precisamente onde e como viviam os essênios, que eles estavam espalhados pela Palestina e que o messias viria da comunidade deles. Isto tudo aconteceu onze anos antes de serem descobertos os manuscritos do Mar Morto.
Um dos evangelhos importantes, O Evangelho Essênio, atribuído a São João, está entre eles. É uma jóia inestimável para a saúde física, emocional e mental e deveria ser lido por todos os médicos modernos,  juntamente com o Juramento a Hipócrates, do qual eles se esquecem logo após a cerimônia de formatura.  
Sobre este evangelho, Edmond Bordeaux Szekely, filólogo e filósofo, Phd na Universidade de Paris, escreveu o livro O Evangelho Essênio da Paz baseado no documento original. Na leitura deste evangelho o observador interessado em medicina, saúde e cura vai ficar encantado com a simplicidade do ensinamento. 
Há um lembrete porém: não se esquecer de que a linguagem do texto é fortemente religiosa, um produto da época, e frequentemente repetitiva e maniqueísta. Não devemos nos deixar levar por isso, sob o risco de perder a verdade por trás do texto, que é o grande presente dele.
Há indicações claras sobre a alimentação tanto do físico quanto do emocional e do espírito: o que comer e beber, o quanto comer, como comer, situações a evitar enquanto se come. Além da alimentação do físico há indicações preciosas de como conviver, baseadas nos 10 mandamentos, que lembram os conhecimentos compassivos do budismo. 
Segundo os essênios, há 6 "anjos" ligados à Mãe Terra, e 6 ligados ao Pai Celeste numa clara alusão de que o Homem deve conciliar dentro de si as energias que recebe da terra e do céu, para obter a saúde. O texto diz: 
"Deus não escreveu as leis nas páginas dos livros, senão em vosso coração e em vosso espírito. Encontram-se em vossa respiração, em vosso sangue, em vossos ossos, em vossa carne, em vossos intestinos, em vossos olhos, em vossos ouvidos e em cada pequena parte de vosso corpo.
Estão presentes no ar, na água, na terra, nas plantas, nos raios do sol, nas profundidades e
nas alturas. Todas vos falam para que entendais a língua e a vontade do Deus Vivo.
Porém vós cerrais vossos olhos para não ver, e tapais vossos ouvidos para não ouvir. Em verdade vos digo que a escritura é a obra do homem, porém a Vida e todas as suas hostes são obra de nosso Deus. Por que não escutais as palavras que estão escritas em Suas obras? E por que estudais as escrituras mortas, que são a obra das mãos do homem?”

 E há também a alusão constante da cura através dos 4 elementos, ar, água, fogo e terra. 
É um evangelho da saúde. Enfim, um achado.
Clique aqui:  O EVANGELHO ESSÊNIO DA PAZ para acessar o texto.
Boa leitura!

domingo, 5 de maio de 2013

Biografias "Malditas" - Edgar Cayce


Esta postagem está no espírito de apresentar, muito na linha do Realismo Fantástico de James Hoy Fort, casos e pessoas que o pensamento científico, linear, medroso e classista considera como “malditos”. É aquele raciocínio anti científico de que “se algo inconveniente contraria o chamado conhecimento vigente, joga-se para baixo do tapete, ou se ridiculariza o dito cujo” de forma a se preservar o conhecimento formado por "nós iluminados". É rejeitar tudo aquilo que não se compreende, em vez de fazer o esforço de abertura para se tentar compreender. 
Edgar Cayce, norte-americano e clarividente é um desses casos estranhos e incompreensíveis, e a sua vida mostra de uma forma contundente aos céticos que, como dizia Don Juan, "este mundo é um mistério"...
Alma inquieta e atormentada, ele morreu a 5 de Janeiro de 1945, levando consigo um segredo que ele próprio não esclarecera e que o apavorara durante toda a vida. Ele próprio não entendia claramente no início o que se passava consigo mesmo.
A Fundação Edgar Cayce, em Virgínia, Beach, onde trabalham médicos e psicólogos, prossegue a análise dos "dossiers".
Desde 1958, os estudos sobre a clarividência dispõem na América de importantes créditos. A razão disso é que o stablishment pensa nos serviços que poderiam render, no domínio militar, homens capazes de telepatia e de premonição. De todos os casos de clarividência, o mais evidente, e o mais extraordinário, é o de Cayce.
O pequeno Edgar Cayce estava doente. O médico de província estava à sua cabeceira. Não havia nada a fazer para salvar o garoto do estado de coma. Mas, bruscamente, a voz de Edgar elevou-se, clara e tranquila. E, no entanto, ele dormia. "Vou dizer-lhes o que tenho. Apanhei uma bolada de baseball na coluna vertebral. É necessário fazer-me uma cataplasma especial e aplicá-la na base do pescoço". Com a mesma voz, o garoto ditou a lista das plantas que era necessário misturar e preparar. "Despachem-se, senão o cérebro arrisca-se a ser atingido". Por desencargo de consciência, obedeceram-lhe. À noite, a febre descera. No dia seguinte, Edgar deixava o leito, fresco como uma alface. Não se lembrava de nada. Desconhecia a maior parte das plantas que ditara.
Assim principia uma das histórias mais espantosas da medicina. Cayce, camponês do Kentucky, completamente ignorante, pouco disposto a fazer uso do seu dom, lamentando constantemente não ser "como toda a gente", tratará e curará, em estado de sono hipnótico, mais de quinze mil doentes, devidamente homologados.
Trabalhador agrícola na propriedade de um dos seus tios, depois escriturário numa livraria de Hopkinsville, finalmente proprietário de um pequeno estabelecimento fotográfico onde pensa passar calmamente os seus dias, é contra vontade que irá representar o papel de taumaturgo. O seu amigo de infância Al Layne e a sua noiva Gertrude farão toda a diligência para o convencer. De forma alguma por ambição, mas porque ele não tem o direito de guardar o poder que tem só para si, recusando auxiliar os aflitos. Al Layne é fraco, sempre doente. Arrasta-se. Cayce aceita adormecer: descreve a origem da doença e dita medicamentos. Quando acorda: "Mas não é possível, eu desconheço metade das palavras que anotaste. Não tomes essas drogas, é perigoso! Não percebo nada disso, é tudo magia!" Recusa voltar a ver Àl, e encerra-se na sua loja de fotografia. Oito dias depois, Al força-lhe a porta: nunca se sentiu tão bem. A vila agita-se, todos pedem uma consulta. "Não é por falar enquanto durmo que me vou pôr a tratar das pessoas". Mas acaba por aceitar. Sob condição de não ver os pacientes, com receio de que, conhecendo-os, a decisão seja influenciada. Sob condição de que alguns médicos assistam às sessões. Sob condição de não receber um tostão, nem sequer o mais pequeno presente. Os diagnósticos e as receitas feitas em estado de hipnose são de tal precisão e acuidade que os médicos desconfiam que se trate de um colega disfarçado em curandeiro. Ele limita-se a duas sessões por dia. Não porque receie a fadiga: desperta desses sonos muito repousado. Mas insiste em continuar fotógrafo. Não procura de forma alguma adquirir conhecimentos médicos. Não lê nada, continua um filho de camponeses, dotado de um vago certificado de estudos equivalentes ao 4º ano. E continua a insurgir-se contra a sua estranha faculdade. Mas mal decide renunciar a ela, torna-se mudo.
Um magnata das estradas de ferro americanas, James Andrews, vai consultá-lo. Ele prescreve-lhe, em estado de hipnose, uma série de drogas, entre as quais uma certa água de salva. Este medicamento é impossível de encontrar. Andrews manda publicar anúncios nas revistas médicas, mas sem resultado. No decorrer de outra sessão, Cayce dita a composição dessa água, extremamente complexa. Ora, Andrews recebe uma resposta de um jovem médico parisiense: fora o pai desse francês, igualmente médico, que elabora a água de salva, mas a deixara de a explorar cinquenta anos atrás. A composição é idêntica à "sonhada" pelo fotografozinho.
O secretário local do Sindicato dos Médicos, John Blakburn, apaixona-se pelo caso Cayce. Reúne uma comissão de três membros, que assiste a todas as sessões, com grande espanto. O Sindicato Geral Americano reconhece as faculdades de Cayce e autoriza-o oficialmente a dar "consultas psíquicas". Cayce casara-se. Tem um filho de oito anos, Hug Lynn. A criança, ao brincar com os fósforos, faz explodir um depósito de magnésio. Os especialistas concluem que a cegueira deve ser total e propõem a extração de uma vista. Com terror, Cayce entrega-se
a uma sessão de sono. Mergulhado em hipnose, insurge-se contra a extração e preconiza quinze dias de aplicação de pensos embebidos em ácido tânico. Para os especialistas é uma loucura. E Cayce, no meio dos maiores tormentos, não ousa desobedecer às suas vozes. Quinze dias depois, Hugh Lynn está curado. Um dia, após uma consulta, continua adormecido, e dita sucessivamente quatro receitas, muito precisas. Não se sabe a quem podem ser dirigidas: têm quarenta e oito horas de avanço sobre os quatro doentes que se apresentarão. Durante uma sessão, ele prescreve um medicamento a que chama Codiron e indica o endereço do laboratório, em Chicago. Telefonam para lá: "Como é que ouviram falar de Codiron? Ainda não está à venda. Acabamos de elaborar a fórmula e de lhe encontrar o nome". Cayce, atingido por uma doença incurável que só ele conhecia, morre no dia e hora que fixara: "No dia 5 à tarde estarei definitivamente curado". Curado contra "qualquer outra coisa" .
Interrogado em estado de sono sobre a sua forma de proceder, ele declarara (para depois não se recordar de nada ao acordar, como de costume) que estava em estado de entrar em contacto com qualquer cérebro humano vivo e de utilizar as informações contidas nesse cérebro, ou nesses cérebros, para o diagnóstico e o tratamento dos casos que lhe apresentassem. Talvez fosse uma inteligência diferente que então se manifestava em Cayce e utilizava todos os conhecimentos que circulam na humanidade, da mesma forma que se utiliza uma biblioteca, mas que instantaneamente, ou pelos menos à velocidade da luz e da eletromagnética. Mas nada nos permite explicar o caso de Edgar Cayce dessa forma ou de qualquer outra. Tudo o que se sabe realmente é que um fotógrafo de aldeia, sem curiosidade nem cultura, podia, quando queria, por-se num estado em que o seu espírito funcionava como o de um médico de gênio, ou antes, como todos os espíritos de todos os médicos ao mesmo tempo.

Vale a pena pesquisar sobre ele no seu site de pesquisa.