Mostrando postagens com marcador oração. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador oração. Mostrar todas as postagens

domingo, 28 de janeiro de 2018

Superpoderes humanos


Neste momento de instabilidade, perplexidade e apreensão generalizada que os seres humanos enfrentam sobre a superfície do planeta devido ao crescimento exponencial de problemas de várias ordens que impactam todos os aspetos da sua vida, trataremos de um tema ainda pouco discutido em todo mundo: 
há muito tempo a humanidade esteve impedida de obter o conhecimento sobre alguns documentos antigos da história os quais revelariam um incrível poder que os humanos possuem e não sabem usar.
Exatamente. Você não ouviu errado. Os humanos possuem sim um poder capaz de causar mudanças no ambiente, no próprio corpo e até mesmo alterar o futuro.
Dizem que algumas pessoas que tiveram acesso e souberam interpretar o que diz esse documento e colocar em prática, logo alcançaram sucesso em suas áreas da vida. É o que se conhece como “Efeito Isaías (ou Código Isaías)”. Trata se de um manuscrito escondido por dois milênios e que revela o segredo para desbloquear o poder humano. Este manuscrito achado no Mar Morto tem um valor importantíssimo para a humanidade que está dormente e ficou até os dias de hoje à mercê de forças espirituais aleatórias. Ele nos mostra que nas mãos da humanidade ele encerra um enorme poder à espera de ser utilizado mas que ainda não é conhecido. Revela o nosso papel como criadores de nossa possível realidade.
Entre algumas chaves estão as instruções de “um modelo perdido de oração”. Isso vem de encontro com a ciência quântica moderna, que é capaz de curar nossos corpos e trazer paz duradoura ao mundo e até mesmo prevenir as grandes tragédias climáticas que a humanidade poderia enfrentar. Max Planck o pai da teoria quântica chocou o mundo quando disse que “onde todas as coisas têm início, lá é pura energia” e lá as coisas simplesmente acontecem, ou melhor, as coisas “são”.
A Matriz Universal é a rede de energia que conecta o nosso universo como uma rede de filamentos muito semelhantes àqueles presentes no nosso cérebro. Plank afirma que essa matriz é a origem das estrelas, das rochas, do DNA, da Vida e de tudo que existe. Microscopicamente não há nada natural, tudo é vibração. Tudo é feito de energia condensada. Vivemos em um universo de vibrações e nossos corpos são constituídos de vibrações de energia que nós emanamos constantemente.
A ciência já provou através da física quântica que estamos todos conectados através de nossa vibração. Experiências científicas demonstram que nosso DNA muda com as frequências produzidas pelos nossos sentimentos e emoções, ou seja, vibrações e que ilustram uma nova forma de energia que conecta toda a criação. Mas porque esse poder chegou justamente só agora ao nosso conhecimento?
Tudo começou com a descoberta de um antigo manuscrito, o grande Código Isaías e outros três textos essênios nas cavernas de Qumram no Mar Morto em 1946. Até mesmo a Bíblia parece nos dizer que possuímos um poder desconhecido e por algum motivo só foi descoberta essa chave de leitura em 1995, justamente em um momento onde pudesse haver uma consciência suficiente que permitisse às pessoas o uso deste poder. A humanidade desenvolveu uma espécie de consciência planetária graças à força da “tecnologia da oração em massa”. A Bíblia nos fala “pedi e recebereis, buscai e achareis, batei e vos será aberto”. Está em Mateus, 7:8, e os povos essênios já diziam: “Vossa oração já foi atendida”.
Mas por que será que quase sempre nossos pedidos não são atendidos? O que estamos fazendo de errado? Será que existe um jeito certo de fazer pedidos? Sim existe e seu nome é oração quântica. Sabemos hoje segundo a física quântica, que vivemos em um universo de infinitas possibilidades onde não existe a matéria no sentido sólido, mas como pura energia. Nesse universo contamos com todas as possibilidades de realizar algo, mas só materializamos aquilo que estiver na mesma vibração energética que a nossa. Segundo o manuscrito existem muitos futuros possíveis para cada momento que nossa vida os quais na maioria das vezes escolhemos inconscientemente, É como se cada um desses futuros estivesse em repouso esperando apenas um comando de nossa parte para ser desperto. Em outras palavras o futuro não está determinado e pode ser alterado.
O Código Isaías nos revela como escolher o futuro que queremos experimentar e o grande segredo para isso se chama oração, ou seja, pedir. No entanto o pedido deve ser feito de maneira correta para nos possibilitar obter resultados extraordinários como cura de doenças e paz interna e externa. A maneira correta é sentir que nosso desejo já é realidade.

Praticar a oração com um sentimento nos ajuda a monitorar a qualidade dos nossos pensamentos e das nossas emoções. A fim de conseguirmos realizar nossos desejos temos que ter em mente que o que determina que possa ser trazido ou não ao mundo físico com nosso desejo é o pensamento, o sentimento e a emoção que colocamos em nossa prece.
Explicando melhor é necessário que o pensamento sentimento e a emoção estejam alinhados para que nosso desejo se realize. Não adianta querermos algo somente com a energia do pensamento, pois, se cada padrão se move em uma direção diferente temos apenas uma dispersão de energia. Pensamento emoção e sentimento são, portanto, o grande segredo para realizarmos nossas preces. Repetindo: pensamento emoção e sentimento são, portanto, grande segredo para realizarmos nossas preces, sendo o pensamento o sistema que direciona nossas emoções.
A fórmula da oração quântica é, portanto, esta: o pensamento ou a imaginação determina para onde vamos. Devemos dirigir a atenção e a emoção. A emoção é a energia que nos leva na direção desejada e o sentimento é a união de pensamento e emoção. O sentimento é, pois, a chave da oração e por isso devemos cuidar, pois, muitas vezes a emoção que acompanha o indivíduo caminha na direção oposta a ele, mas, não estamos conscientes disso. É por isso que às vezes atraímos para nossa vida o que não queremos. Devemos então saber pedir o que desejamos, por exemplo, uma saúde melhor. Neste desejo de melhorar, da melhora está embutida a ideia de pouca ou da falta de saúde bem como o medo da doença. Se pedirmos uma melhor saúde inconscientemente internalizamos a ideia de insuficiência o que termina nos deixando tristes... 

Entenderam como pode ser complexa a oração quântica? A solução é, portanto, experimentar e sentir o que queremos realizar no exterior, sentindo isso no corpo nos pensamentos e nos sentimentos. Se quisermos saúde devemos simplesmente agradecer pela saúde que já temos e visualizarmo-nos saudáveis em movimento e sermos gratos por isso. Se quisermos um amor devemos ser gratos pelo relacionamento que temos antes mesmo de tê-lo, pois “tudo é possível ao que crê”. Essa frase nos diz Marcos.9:23 do Novo Testamento. Segundo o escritor espiritualista americano Gregg Braden publicado ou citado em 5 postagens muito boas neste blog (que são: Magnetismo e Mudança ; DNA, Emoções, Matias de Stefano, Gregg Braden.... ; Imobilismo Suicida? ; DNA, Linguagem e Luz ; Cura Energética ) só existem duas emoções o Medo e o Amor, e o medo é justamente a falta de amor. Em outras palavras se não estamos vibrando no amor estamos vibrando no medo, e medo sempre atrai aquilo que mais tememos. É por isso que devemos sempre vibrar no amor e na gratidão. Temos que ser gratos até pela não realização de algo previsto, lembrando que todos têm uma missão de vida e muitas vezes nossos desejos não estão de acordo com ela. Somente A Matriz sabe o que é melhor para nós. Peça e lhe será dado. 
No entanto o desejo está demorando a se realizar e talvez você precise mudar o foco e tirar o foco dele. Solte. Deixe fluir. Tudo tem sua hora certa. Pode ter certeza disso
Segue link interessante de vídeo para se aprofundar sobre o assunto 
https://www.youtube.com/watch?v=oHu5GsKFe9Y , e também um livro imperdível em pdf para a prática desse conhecimento:
http://www.luzdegaia.org/downloads/livros/diversos/Peca_e_Lhe_Sera_Concedido_Abraham_Esther_e_Jerry_Hicks.pdf

(caso não entre com o Ctrl Click, copie e cole as URLs - ou endereços -  na sua janela de endereços) 
Saravá! 

sábado, 21 de março de 2015

Por que os Budistas Rezam?

Elizabeth-Mattis Namgyel, mestra budista americana
Na postagem Meditar? Orar? Para que? falamos da Conexão entre essas duas coisas, meditar e orar. Hoje apresentamos uma visão budista da razão de orar, rezar. Curiosamente o budismo é uma "religião sem Deus". Só há Buda, um ser que se iluminou depois de muitas vidas, e então tomou contato com a fonte de onde emana tudo, as causas, os universos. Na verdade a oração nos auxilia no caminho dessa "barra pesada" que é viver, usando-a para despertar ao invés de vez de lutar contra ela. Vamos lá:

“Quando reconhecemos o quanto ficamos perdidos no ímpeto habitual de nossos pensamentos e emoções, percebemos como temos pouca força para nos mover em direção à sanidade. Isso pode nos inspirar a compreender e apreciar a força da oração. A oração corta a atividade selvagem e discursiva da mente, nos direcionando e provendo meios para aproximar nossas ações das nossas intenções.

Porque o budismo é uma religião não-teísta, temos a tendência de descartar a oração como sendo dualista. Afinal, ao colocar a responsabilidade pelo nosso desenvolvimento espiritual em algo fora de nós, não estamos tentando fugir? Para quem estamos rezando? Nesse momento e nessa era,  geralmente a oração é vista como superstição e com embaraço. Esquecemo-nos que funcionamos com a mente dual na maior parte do tempo e que há benefícios em saber o que queremos e saber pedir por isso no caminho espiritual.

Temos que pensar com praticidade sobre a espiritualidade. Simplesmente esperar que um dia nós iremos acordar “totalmente iluminados” não fará o trabalho por nós. Sem uma intenção definida, caímos na imprecisão e operamos através da falta de clareza. Devemos nos perguntar, onde estamos indo? O que realmente queremos? A oração é como andar de bicicleta: nossa direção sempre vai naturalmente seguir nosso olhar. Como o Buda disse nos sutras: “Você é seu próprio mestre. Você faz seu próprio futuro; não há outro refugio”. A direção que seguimos é por nossa conta. Se direcionarmos nossa mente na direção de ganhar dinheiro, tem maior chance de isso acontecer. Se não, é questionável que seremos capazes de pagar o aluguel. O mesmo é verdade com a nossa vida espiritual. O progresso espiritual – progresso humano – requer uma intenção clara.”

Pedir

Nós suplicamos porque, na vida, geralmente não sabemos o que fazer. Rezar pode ser um jeito de nos entregar para o mistério e o movimento da vida. Expressa uma aceitação de que não sabemos nada e nunca saberemos – que apenas enxergamos uma pequena parcela das coisas. Não enxergamos a teia infinita do relacionamento interconectado do qual fazemos parte. Ainda assim, por outro lado, temos nosso papel para desempenhar no todo, e tudo o que fazemos na vida é importante. Esse é um paradoxo interessante, não é? É preciso uma mente ampla para viver no coração desse paradoxo – estar alerta e receptivo, e ao mesmo tempo, aceitar a natureza indeterminada das coisas, os fatos que não sabemos. Esse é o espírito da oração.

Podemos rezar por qualquer coisa. Mas para o que rezamos influencia na direção em que vamos e na natureza transformativa da prática. Rezar para a felicidade e para nos livrar do sofrimento nos mantém dentro dos limites da mente comum. As orações não têm a mesma agudeza e liberação quando estamos tentando evitar a vida e deixar de sentir o mundo em nossa volta. Se nos distanciamos do nosso desejo individual de sermos livres do sofrimento dentro do todo, onde reconhecemos que o sofrimento é parte da vida nesse corpo e nesse mundo, temos a experiência da profundidade da oração. Aceitar a beleza e a dor do nosso mundo é a fundação do caminho do Buda.

Então o que significa rezar sem as limitações de nossas preferências individuais? Significa que estamos rezando para um despertar profundo e incondicional não baseado nas preferências do ego. Só em pedir nós experienciamos uma mente poderosa e humilde. Permitimos que a vida nos toque, e sentimos o desejo de seguir em frente com compaixão e amor.

Como praticar a oração?

Duas vezes por ano, minha comunidade se reúne para um retiro em grupo – drupcho – onde recitamos cem mil preces de renomados mestres de meditação de nossa linhagem, Kunchyen Jigme Lingpa. Porque essa é uma prática em grupo, e nós recitamos a prece em voz alta, várias e várias vezes, há uma grande demanda de energia, foco, criatividade, e visão. Quando não prestamos atenção e nos esquecemos de fazer nossa prece de forma pessoal, nossa prática se torna vaga e apenas um hábito, e a energia na sala diminui.

Com a oração, sempre existem os altos e baixos. A prática demanda força e insistência. Quando a mente habitual quer se fechar, a oração serve como uma negação teimosa em cair no mundo cansativo e familiar do ego. Em outras horas, a mente flui sem esforço. Quando isso acontece em um grupo, toda a atmosfera volta à vida e o poder a oração é palpável e forte.

Então, como rezamos? Você pode recitar uma prece em particular ou rezar de modo espontâneo, usando suas próprias palavras. Apesar de tudo, é importante tornar nossa oração pessoal. As pessoas geralmente comentam que ajuda fazer a suplicação de forma específica para que a prática não se torne abstrata. Você pode começar focando em um amigo que está sofrendo de alguma doença ou num animal maltratado. Ou você pode suplicar para uma forma de sair de um hábito prejudicial ou vício. Às vezes, a oração naturalmente vai se desenvolver para um descanso, além de palavras e ideias, dentro da natureza insondável do ser.

Nos retiros em grupos falamos para as pessoas mandarem pedidos de oração. Elas as enviam via e-mail e uma vez por dia nós as lemos em voz alta. Todo mundo escuta com tanta atenção enquanto suas orações estão sendo lidas que você poderia escutar um alfinete caindo. Algumas das orações são bem generalistas: para o bem-estar dos animais, para os idosos, crianças em situações abusivas, soldados lutando em guerras, pessoas vivendo em prisões, ou sofrendo de depressão. Algumas vezes, os pedidos de oração incluem nomes e descrições de situações pessoais.

Sempre me surpreende quantos pedidos de oração nós recebemos, os quão pessoais eles são e quanta coragem as pessoas têm, em pedir. Quando escutamos os pedidos, sentimos a presença de todas aquelas pessoas como se elas estivessem sentadas reunidas conosco. Suas orações nos emocionam e catalisam a nossa prática, gerando uma atmosfera geral de cura e positividade, que fala do poder da interdependência. Às vezes, eles nos escrevem de volta, dizendo como se sentiram tocados e como isso fez diferença para eles e suas pessoas queridas.

Imaginação

Quando rezamos, pode ser para uma imagem do Buda ou de nosso professor. Ou você pode rezar para a natureza de sua própria mente, como sendo inseparável da natureza da deidade. Às vezes você pode até não saber a quem direcionar suas orações, mas o pedido por si só tem seu próprio poder. De fato, se você pensar sobre isso, você realmente tem que saber de tudo? Você tem a capacidade de saber? A natureza do Buda, do professor, ou de qualquer coisa no mundo é insondável, misteriosa, e não se presta a ser conhecida de uma forma conclusiva.

E é particularmente importante refletir sobre isso, porque no mundo moderno, rezar para um objeto pode parecer artificial. Podemos até querer acreditar em uma deidade ou no Buda, mas parece afetado. Um dos aspectos mais importantes e únicos dessa tradição é a compreensão de que nada possui uma existência intrínseca. Muitas vezes presumimos que nós – quem somos realmente – estamos rezamos para uma deidade imaginária. Mas na verdade, mesmo o que chamamos de “eu” surge de um complexo infinito de relacionamentos que ficam surgindo e caindo a cada momento. Tudo é imaginário, e nisso há a resistência à definição, tudo é dinâmico e aberto à interpretação – ou, em termos budistas, tudo é vazio.

A oração é um meio que nos ajuda a seguir em frente com alguma sanidade – uma prática que nos ajuda a utilizar o mundo para despertar. Podemos rezar para nosso professor ou para o Buda como uma maneira de seguir em frente no nosso caminho. Não temos necessariamente que ver esse dualismo como um problema. Na verdade, enxergar o dualismo como um problema é dualista. O que chamamos de caminho é uma forma de navegar pelo dualismo utilizando positivamente nossa vida e experiências.

Texto escrito por Elizabeth-Mattis Namgyel, originalmente publicado na revista Buddhadharma Magazine edição de outono de 2014 e reproduzido no site da autora. Tradução de Rafaela Batista. Elizabeth Namgyel é uma das muitas mestras budistas norte-americanas contemporâneas (leia “A Face Feminina de Buda”), estuda e pratica o budismo por 30 anos sob a orientação de seu professor e marido, Dzigar Köngtrul Rinpoche.