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domingo, 8 de setembro de 2013

O Quinto Elemento: Akasha

Registros Akáshicos - A Biblioteca do Cosmos
Temos tocado rapidamente em várias postagens sobre o assunto dos Registros Akáshicos e várias pessoas tem perguntado a respeito, no sentido de compreenderem melhor a sua natureza e inserirem o conceito no seu entendimento mais completo e abrangente do cosmos em que vivem. Isso faz muito sentido pois muitas das informações hoje veiculadas sobre o Universo e os seres que vivem ou viveram nele  não estão atreladas à compreensão oferecida pela ciência oficial de plantão, mas são frutos de informações obtidas pelos Registros Akáshicos . 
O próprio fenômeno da vidência, visto hoje ainda com alguma desconfiança pela ciência ocidental, não é totalmente aceito como nos tempos antigos ou mesmo pelas tradições orientais atuais. A ciência renega então abordagens de tradições como a da Atlântida, Lemúria e outras sobre cataclismos e civilizações antigas, só referendadas pelas tradições de cunho oriental, ou pelas dissidências ocidentais como é o caso da teosofia.
Na postagem Matias de Stefano - Espanha, abril 2011 - Parte 1/3, afirmamos que “Ele declara com energia e simpatia que a sua missão é de um bibliotecário dos “registros akáshicos” que contém toda memória do conhecimento universal. A "internet de Deus", como diz brincando. Um tipo de sabedoria gnóstica, neutra, que ele acessa de outras vidas. Ele então nasceu aqui e veio nos dar uma ajudazinha para enfrentarmos o que vem por aí nos próximos 150 anos. Parece que não vai ser doce de côco, mas ele é otimista...”
Já na postagem Atlântida e Clarividência, dissemos: “os resultados demonstram claramente que os registros da Natureza (N.R. - ou registros akáshicos) são acessíveis se você sabe como recuperá-los, ou até mesmo de alguma forma melhorar a capacidade de fazer o esforço necessário para obtê-los, sem a necessidade de ter maior conhecimento sobre o sistema utilizado, e essa idéia nos leva a conceber sem violência que os registros da natureza não são de coleções separadas de propriedade individual, mas constituem a memória da própria natureza, o que pode atrair pessoas diversas em diferentes proporções de acordo com os suas faculdades.”
Finalmente na postagem O Roubo da Couve Flor, sobre o yogue hindu Yogananda e seu grande mestre Sri Yuktéswar, afirmamos: “Hoje chamamos isso de poderes, mas são, inversamente, o resultado despretensioso de um fluir solto da mente do mestre, que por isso acessava de forma simples, paragens akáshicas impensáveis do espectro possível ao humano. O que chamamos ingenuamente de poder vinha, contraditoriamente, do Silêncio, Presença, Desapego e abandono do ego.”
Vamos então dar o conceito e o contexto de o que é Akasha nas várias tradições, e seus corolários mais conhecidos como é o caso da expressão “registros akáshicos”
Hinduismo
No Hinduismo, Akasha significa a base e essência de todas as coisas no mundo material; o primeiro elemento material criado a apartir do mundo astral (Ar, fogo, Água, Terra são os outros quatro, na sequência). É um dos Panchamahabhuta, ou “cinco elementos”; sendo Shabda (som) a sua principal referência. Em sânscrito a palavra significa “espaço”, o próprio primeiro elemento da Criação. Em Hindi, Marathi e Gujarati, e muitas outras línguas indianas, o significado de akasha foi aceito como “céu”.
As escolas Nyaya e Vaisheshika de filosofia hindu afirmam que akasha ou “éter” é a primeira substância do plano físico, que é o substrato da qualidade do som. É substância Única, Eterna e 
Que Tudo Permeia, e que é imperceptível.
De acordo com a escola Samkyia de filosofia hindu, Akasha é uma das cinco Mahabhutas (grandes elementos físicos) tendo a propriedade específica do som.
Jainismo
Akasha é o espaço na concepção do cosmos. Ele cai na categoria de Ajiva, dividido em duas partes: Loakasa (a parte ocupada pelo mundo material) e Aloakasa (o espaço além dele que é absolutamente vazio). Na Loakasa o universo forma apenas uma parte. Akasha é aquilo que dá espaço e faz lugar para a existência de todas as substâncias com extensão.
Budismo
Na fenomenologia budista Akasha é dividida em espaço limitado (ākāsa-dhātu) e espaço infinito (ajatākasā).
A Vaibhashika, uma escola ancestral de filosofia budista, compreende a a existência de Akasha como real. Ela é identificada como a primeira “arūpajhāna” e traduzida como “espaço infinito”.
Teosofia 
A filosofia religiosa ocidental chamada Teosofia popularizou a palavra Akasha como um adjetivo, através do uso do termo “Registros Akáshicos” ou “Biblioteca Akáshica”, referindo-se a um livro etérico de todo o conhecimento e história do Universo.
Paganismo Moderno
Muitos pagãos modernos acreditam que Akasha, Espírito, é o Quinto Elemento. Scott Cunningham descreve a Akasha como a força espiritual da qual a Terra, Ar, Fogo e Água descendem. Alguns acreditam que os quatro elementos compõem o que é a Akasha e que ela existe em todas as criaturas vivas existentes. Sem Akasha não existe nem espírito, nem alma, nem o mágico. Os cinco elementos são trabalhados para criar mudanças positivas na Terra. Isto se dá através da meditação para criar mudanças benéficas na vida de cada um. A espiritualidade akáshica é holística.
Os praticantes aprendem a manter a saúde mental e física através da meditação, exercícios, ritual e dieta. A expectativa é que eles tenham um profundo compromisso com o seu caminho de vida.
O ponto superior do pentagrama, ou estrela de cinco pontas dentro do círculo, representa Akasha. Os outros representam Fogo, Terra, Ar e Água. Enquanto Terra é considerada Norte, Fogo é Sul, Ar é Leste, Água é Oeste, enquanto Akasha é o Centro.

Na visão da Teosofia, o Registro Akáshico é o registro individual de uma Alma desde o momento que deixa seu ponto de origem até que a ele regresse:
“No momento em que tomamos a decisão de experenciar a vida, é formado um campo de energia com a finalidade de gravar todos os pensamentos, palavras, emoções e ações geradas por cada uma das experiências vividas. Esse campo de energia é denominado Registro Akáshico. 
Akáshico porque está composto pelo Akasha, que é a substância energética da qual toda a vida está formada. AKASHA é uma palavra de origem sânscrita, que se utiliza para denominar um plano da consciência cósmica que atua como arquivo.
Registros, pois tem como objetivo gravar todas as experiências vividas.
"O Akasha, a Luz Astral, pode definir-se como a Alma Universal, a Matriz do Universo, o Mysterium Magnum do qual tudo quanto existe é nascido por separação ou diferenciação. É a causa da existência; por todo espaço infinito...é o espaço" (H.P. Blavatsky). É uma parte da Mente Divina. É mencionado na Bíblia como “O Livro da Vida”..Os budistas se referem aos registros Akáshicos como "Memória da Natureza". 
É uma das ferramentas mais poderosas disponíveis no Planeta para nos ajudar a recordar a nossa condição de Unidade Divina. Quando nos ascendemos à energia dos Registros Akáshicos, abrimos um canal à comunicação direta com nossos Mestres e Anjos.
Dentro desta dimensão espiritual mais alta, somos capazes fazer perguntas, obter explicação e orientação. Também podemos identificar outras experiências de vida que nos afetam nesta.
Estas “memórias” revelam situações que no presente ajudam a revisar as situações kármicas, conhecer o propósito de nossa vida, esclarecer os vínculos, as passagens nesta vida, pois estão formadas por uma massa de informações acumuladas das encarnações vividas, para nos auxiliar na elevação e, também, para o bem de todos que nos cercam.
Este "instrumento" nos permitirá perceber a limitação de nossos padrões e crenças, que criam véus de ilusões ao redor da nossa verdadeira alma. À medida que desvendamos estes véus e aprendemos nossas verdades, voltamos mais conscientes do que verdadeiramente somos, recuperando a Divindade que é a própria Natureza, nosso poder, a conexão com tudo que existe. Estaremos livres para nos permitir voar a níveis mais altos.”

Vemos que existem aspectos do nosso mundo físico que são invisíveis aos nossos sentidos. Por muitos ele é chamado de plano etérico. Nós também possuímos um corpo etérico, ou duplo etérico, ou corpo energético, ou sósia, como também é conhecido. Afirma-se que é nesse duplo que os chacras estão dispostos.
Assim como no mundo físico necessitamos de um corpo/veículo para nos locomover, ocorre o mesmo nos outros planos. Nosso corpo astral é uma réplica perfeita do corpo físico. 
A tradição tolteca de Don Juan e Castaneda o chama de O Sósia, ou O Outro, que afinal é nós mesmos atuando lúcidos com o corpo energético, conscientes no outro plano (a Segunda atenção)
Quando dormimos ou relaxamos profundamente, nosso metabolismo diminui, possibilitando a projeção da consciência. A projeção pode ser consciente, semi-consciente e inconsciente.
 A projeção consciente é caracterizada pela capacidade do projetor comandar a projeção pela vontade. A semi-consciente é caracterizada por haver alternância entre a consciência e inconsciência; o projetor não domina completamente sua experiência. Pode "acordar" projetado em lugar desconhecido sem saber como chegou lá. A projeção inconsciente, que infelizmente é a mais comum, é aquela aonde o nosso corpo astral flutua, em muitos casos, acima do corpo físico, como se estivesse dormindo, podendo se dirigir aos lugares visualizados momentos antes de dormir. Por isso é importante manter a mente elevada, sem pensamentos, nesses momentos que precedem o sono e o “ensoñar” (sonho lúcido), ou a projeção (se quisermos usar uma outra linguagem), pois nos outros planos também é válida a afirmação "semelhante atrai semelhante". O seu padrão energético vai atrair ou repelir as boas ou más companhias extra-físicas. 
Recomendação: Para aqueles que desejam visitar o Registro  Akáshico Pessoal ou mesmo Universal, é essencial o recolhimento diário e persistente por muito tempo  para poder-se atingir níveis mais altos. Isso significa o exercício da Presença na meditação tradicional ou mesmo na “meditação na ação”, esta última muito ao gosto do budismo Zen do samurai Miyamoto Musashi.


domingo, 11 de agosto de 2013

Atlântida e Clarividência

 No início dos anos 60 tive acesso a 2 livros do Dotô Manoel como era chamado meu velho pai, editados em espanhol por uma sociedade teosófica Inglesa: História de Los Atlantes, e La Perdida Lemuria de W. Scott-Elliot. Um achado fascinante. Apresentavam, cada um, além de todas as informações possíveis sobre a raça Atlante, um anexo com 4 mapas do relevo dos continentes como eram em várias épocas e formatos há até 1 milhão de anos atrás. Eu me perguntei "como é possível isso?". Na época o registro histórico mais antigo aceito pela ciência de plantão era um relato de Platão em Timeu e Crítias, que curiosamente citava em cerca de 10.000 a.c. o cataclisma que afundou a Ilha de Poseidon no Atlântico, na frente do Mediterrâneo, e que teria sido o último vestígio do continente atlante. 
A resposta da pergunta, que intriga muitos leitores do assunto até hoje, estava no prefácio da História de Los Atlantes, feita por Alfred Percy Sinnett, escritor e teósofo inglês:

"Leitores não familiarizados com os progressos realizados nos últimos anos por pessoas que pertencem à Sociedade Teosófica, que têm se dedicado intensamente ao estudo do ocultismo, talvez não interpretariam corretamente o significado do que é exposto neste livro, se não de obter algumas explicações preliminares .
A pesquisa histórica foi baseada até agora em registros escritos para a civilização ocidental. Na ausência de documentos literários, algumas vezes serviram os monumentos de pedra, e também os fósseis deram garantias inequívocas, embora desarticuladas, sobre a idade da raça humana, mas a cultura moderna perdeu de vista, ou ignorou as possibilidades relacionadas com a investigação de eventos passados independentes das evidências falíveis que nos foram transmitidas pelos escritores antigos. O mundo em geral conhece hoje tão imperfeitamente os recursos das faculdades humanas ocultas, que a maioria das pessoas rejeitaram desdenhosamente, que zomba da existência de poderes psíquicos que alguns de nós estão exercitando diariamente na sua vida sem perceber.
 A situação é, infelizmente ridícula, do ponto de vista de quem aprecia as perspectivas de evolução, com o fato de a humanidade tão teimosamente rejeitar um tipo de conhecimento, tão essencial aos seus progressos futuros.
 O maior grau de cultura  de que é suscetível a inteligência humana ao não aceitar todos os recursos de consciência espiritual mais elevada, não poderá  nunca ir além dos limites de um processo preparatório, em comparação com o que poderia desenvolver-se o suficiente se aumentasse seus poderes para entrar em relações conscientes com planos ou aspectos supra-físicos da natureza.
 Para quem tem paciência para estudar os resultados das pesquisas psicológicas que têm sido publicados nos últimos 50 anos, devem ficar claros os fundamentos inabaláveis da realidade da clarividência como um possível fenômeno da inteligência humana.
 Para aqueles que não são ocultistas, ou seja, pessoas dedicadas ao estudo dos aspectos mais elevados da natureza, e que estão em uma posição só de obter uma educação superior que os livros poderiam fornecer, a negação das possibilidades da clarividência está no mesmo nível da descrença dos africanos sobre  a existência do gelo.
 Mas as experiências de clarividência adquiridas por aqueles que a estudaram em conexão com o magnetismo, prova que existe na natureza humana um poder de conhecer os fenômenos físicos, no que diz respeito ao espaço e com relação ao tempo, de uma forma que não tem nada a ver com os sentidos físicos.
 Aqueles que estudaram os mistérios da clarividência em conexão com os ensinamentos teosóficos, foram persuadidos de que os recursos mais significativos deste poder, superam tanto os mais rudimentares obtidos por pesquisadores sem essas capacidades como os recursos da alta matemática ultrapassam os da aritmética simples.
 A clarividência é de vários tipos, cada um das quais ocupa distintamente seu devido lugar quando chegamos a apreciar a forma diferente  como a consciência humana trabalha nos diferentes planos da natureza.
 A capacidade de ler as páginas de um livro fechado, de distinguir objetos vendados ou a distância do observador, é muito diferente da que é utilizada para o reconhecimento de eventos passados.
 É desta última que devemos dizer alguma coisa, para que se possa compreender o verdadeiro caráter deste tratado sobre os Atlantes, no entanto fiz alusão a outras de modo que a explicação que estou apresentando não seja tomada erroneamente por uma teoria completa da clarividência em todas as suas variedades.
 Para obter uma melhor compreensão dos eventos passados relacionados com clarividência, consideraremos em primeiro lugar os fenômenos da memória.
 A teoria que atribui a esta ajustes imaginários das moléculas físicas da matéria cerebral que estão constantemente se formando em cada momento de nossas vidas, só pode ser aceita por aqueles que não sobem um grau acima do nível pensante e não transcendental do ateísmo e materialismo.
 Para todos os que aceitam apenas como hipótese racional a ideia de que o homem é algo mais do que um quadro animado deve parecer igualmente permissível que a memória esteja relacionada com o verdadeiro princípio do homem que é suprafísico.
 Sua memória, em uma palavra, é uma função que pertence a um plano que não é físico.
 Os registros de memória são impressos, é claro, em algum meio não físico e tornam-se acessíveis ao pensador, nos casos ordinários, pelo esforço feito mas tão inconscientes de sua verdadeira natureza como é impulso do cérebro que atua sobre os músculos do coração.
 Os acontecimentos do passado com os quais a memória se relaciona, estão fotografados pela natureza em uma página de material imperecível suprafísica, e fazendo um esforço apropriado interno chega-se a tê-los presentes quando necessário, dentro da área de alguma percepção interior que reflete sua percepção no corpo físico.
 Não podemos todos fazer esse esforço com êxito e a memória obtida é, por vezes, pouco vívida, mas mesmo em experimentos de pesquisa do magnetismo a sobre-excitação da memória no estado magnético é um fato familiar.
 Os resultados demonstram claramente que os registros da Natureza (N.R. - ou registros akáshicos) são acessíveis se você sabe como recuperá-los, ou até mesmo de alguma forma melhorar a capacidade de fazer o esforço necessário para obtê-los, sem a necessidade de ter maior conhecimento sobre o sistema utilizado, e essa idéia nos leva a conceber sem violência que os registros da natureza não são de coleções separadas de propriedade individual, mas constituem a memória da própria natureza, o que pode atrair pessoas diversas em diferentes proporções de acordo com os suas faculdades.
 Não quero dizer com isso que essa idéia é, necessariamente, uma conseqüência lógica da outra, embora os ocultistas sabem que o que eu descrevi é um fato; o objeto que eu proponho é apenas para mostrar o leitor leigo como é que o ocultista avançado consegue seu propósitos neste ponto, e sem ter a intenção com isso, nesta breve explicação, de resumir todas as fases de sua evolução mental.
 Você deve consultar a literatura teosófica, em geral, se você deseja obter uma compreensão mais ampla das perspectivas inigualáveis e demonstrações práticas dos ensinamentos em muitos ramos que, no curso do desenvolvimento do movimento teosófico, deram o público para o benefício de todos aqueles que estão em condições de aproveitá-la.
 A memória da Natureza é realmente uma incrível unidade, do mesmo modo que em outro sentido vemos que toda a humanidade é uma unidade espiritual, considerando o alto plano da Natureza, onde há uma convergência maravilhosa, em que a unidade acontece sem perda da individualidade.
 Na massa comum humana, compreendendo a maioria das pessoas que ainda estão nos primeiros degraus da escada da evolução, as faculdades internas espirituais, superiores ao que o cérebro como instrumento expressa acham-se ainda pouco desenvolvidas e portanto, não é permitido qualquer contacto com o registro dos vastos arquivos da memória da natureza, exceto aqueles que estão associados individualmente desde a sua criação. O esforço interno cego que são capazes de fazer, não pode por regra geral atrair outros, mas mesmo em um modo vacilante, temos exemplos na vida cotidiana de esforços mais eficazes, sendo a "transmissão de pensamento" um de seus humildes resultados.
 Neste caso, as "impressões na mente" de uma pessoa, ou seja os registros de memória da natureza, com as quais está em relação normal, são capturados por um outro que na época é capaz, ainda que inconscientemente do sistema que emprega, de colocar a memória da natureza em condições favoráveis, um pouco além da área que geralmente está relacionado ao seu estado normal.
 Essa pessoa começou, então, ainda que ligeiramente, a exercer a faculdade da clarividência astral, um termo que pode ser convenientemente utilizado para designar o tipo de clarividência que eu agora tento explicar, que é o que tem sido utilizado em seu desenvolvimento superior para realizar investigações que têm sido a base para a compilação do presente relato dos atlantes.
 Recursos de clarividência realmente não tem limite nas investigações sobre a história passada da terra, e se relacionam com os eventos da raça humana em tempos pré-históricos, ou para o desenvolvimento do próprio planeta através de períodos geológicos anteriores ao aparecimento do homem, ou com os eventos mais recentes, cujos relatos foram distorcidos por historiadores descuidados ou mal-intencionados.
 A memória da Natureza é infalivelmente precisa e de uma profundidade infinita.
 O tempo virá, tão certo como a precessão dos equinócios, quando o método literário será descartado como antiquado em todos os casos de obras originais.
 Muito poucas são as   pessoas entre nós ainda capazes de exercitar a clarividência astral com perfeição, que ainda não foram chamados para ocupar funções superiores em relação ao progresso humano. Muitos são aqueles que sabem o que podem fazer esses poucos, e por qual processo de educação permanente e disciplina passaram, perseguindo os ideais internos, entre os quais a clarividência é apenas uma circunstância individual, mas, no entanto, formam uma pequena minoria em relação com o mundo culto.
 Mas alguns de nós têm motivos para estar confiantes de que, com o tempo, e em um futuro não muito distante, o número de videntes de verdadeira competência aumentará o suficiente para estender o círculo de pessoas que conhecem os seus poderes, e até  chegarão a abarcar toda a inteligência e cultura da humanidade civilizada dentro de algumas gerações.
 Enquanto isso, este livro é o primeiro estudo exploratório que se apresenta como o novo método de pesquisa histórica, e aqueles que estão interessados, nele que não pode deixar de sorrir ao pensar em como, inevitavelmente será considerado como um trabalho de imaginação, por algum tempo ainda, pelo leitores materialistas, incapazes de admitir a explicação franca dada aqui sobre como ele foi produzido.
 É apropriado dizer algumas palavras para não assumir que a investigação por meio de clarividência astral, tentando períodos longe de nós por centenas de milhares de anos, é um processo que não envolve muito trabalho: todos os fatos relacionados neste volume foram coletados peça por peça com extremo cuidado no curso de uma investigação, que envolveu mais de uma pessoa competente, em intervalos obtidos em suas outras ocupações, e por alguns anos.
 E para contribuir para o sucesso da sua empreitada, eles foram autorizados a examinar alguns mapas e outros registros preservados fisicamente em períodos remotos em questão, que se acham mais bem guardados do que estariam por raças turbulentas na Europa, ocupadas no desenvolvimento da civilização por breves intervalos de descanso que as guerras permitem, e oprimidas por um fanatismo que têm considerado a ciência como um sacrilégio.
 No entanto, por mais trabalhosa que tem sido a tarefa, será amplamente compensada pelos que assumam o como é absolutamente necessária para a devida compreensão do mundo como o vemos hoje, o entender a fase anterior Atlante.
 Sem esse conhecimento, qualquer especulação sobre etnologia é fútil e errônea.
 O curso de desenvolvimento das raças é um caos e confusão sem a chave da civilização atlante e a configuração da terra naqueles dias.
 Os geólogos sabem que a superfície da terra e dos mares mudou várias vezes durante o período em que as terras eram habitadas, como mostra a situação de restos humanos em várias camadas geológicas.
 E, no entanto, por falta de conhecimento preciso sobre os momentos em que essas mudanças ocorreram, descartam toda a teoria de suas opiniões práticas e, excetuando-se certas suposições feitas por alguns naturalistas ao tratar o hemisfério sul, têm procurado, por regra geral,  harmonizar a migração das raças com a configuração da terra, tal como existe hoje.
 Assim, se estabelece uma confusão em todo o passado, e o esquema etnológico permanece tão vago e obscuro, que não consegue dissipar o conceito rudimentar do princípio da humanidade onde ainda prevalece no pensamento religioso, detendo o progresso espiritual do período .
 O declínio e eventual desaparecimento da civilização atlante, é tão instrutivo como sua elevação e glória, mas eu já realizei o objeto principal de uma breve explicação a que me propus, como uma introdução do livro que agora é apresentado ao mundo, e se o que apresentei não é suficiente para fazer compreender a sua importância para qualquer um dos leitores a quem me dirijo, nenhum outro tipo de recomendação seria capaz de obter tal resultado.
 A. P. Sinnett"

Os 4 mapas do livro Historia de Los Atlantes 

Mapa 1 - entre 1 milhão até o cataclismo de 800 mil anos atrás. Em azul estão os relevos remanescentes da Lemúria. Em vermelho da Atlântida. Em contornos sem cor, os relevos atuais para efeito comparativo.



Mapa 2 - Relevo terrestre entre o cataclismo de 800 mil anos atrás até o de 200 mil anos atrás.



Mapa 3 - Relevo terrestre entre o cataclismo de 200 mil anos atrás até o de 80 mil anos atrás. A Atlântida ficou dividida entre duas grandes extensões: Ruta e Daitya


Mapa 2 - Relevo terrestre entre o cataclismo de 80 mil anos atrás até a submersão da Ilha de Poseidon em 9564 anos A.C.