sexta-feira, 5 de maio de 2017

HUN WINIK - A Arte de Reconhecer a Verdadeira Humanidade

Evento - 9 a 30/07/2017
Em cinco postagens neste blog falamos do caminho do nagual tolteca Carlos Castaneda e seu mestre Don Juan Matus, e nessa tarefa sempre fomos ajudados pela boa amiga Patrícia Aguirre. Hoje ela fala de Encontros Mágicos no Caminho do Guerreiro, Caminho do Coração e de um evento fantástico o Hun Winik. Ela conta:
"Em 1996 tive o privilégio de conhecer pessoalmente Carlos Castaneda, a quem desde jovem tinha como referência  através dos seus livros, seguindo cada inspiração que dali vinha. Desde essa época comecei a praticar os "passes mágicos" e outras práticas desta linhagem. Após 20 anos conheço D. Carlos Castillejos, um Maya Tolteca, que toca tão profundamente meu ser que mergulho mais fundo ainda no caminho que Castaneda nos abriu!
Não hesitei em trazê-lo para o Brasil em Julho de 2016, junto com outra praticante, Jana Loughran, para uma inesquecível jornada de 7 dias no Vale do Pati, Chapada Diamantina, Bahia. Reconheço neste ser um Nagual que nos toca profundamente na sua simplicidade e forma direta de transmitir esta linhagem. Por isso, estamos trazendo-o de volta para um retiro de 21 dias em Julho de 2017 novamente para a Chapada Diamantina, num lugar de extraordinária beleza (para quem não pode os 21 dias tem a opção de 9 ou 13 dias).
Da mesma maneira que, quando encontrei Castaneda em 1996, fiquei perplexa, a ponto de fazer todo o esforço para trazer os Passes Mágicos para o Brasil e compartilhar com o maior número de pessoas, e hoje com este outro Carlos sinto o mesmo. Para os amantes deste caminho estendo este convite.
Somos um grupo de praticantes no Brasil que cresce dia a dia, e tenho a alegria de te-los como parceiros na produção deste evento!"
O que são estas práticas:

Hun Winik no Brasil com Don Carlos Jesús Castillejos, A arte de reconhecer a verdadeira humanidade

Na tradição Maya, o Hun Winik é a arte de reconhecer a nossa verdadeira humanidade transcendente e imanente em qualquer circunstância. O ser humano não nasce completo, mas sim se faz quando desperta para todos os seus potenciais.
Dessa forma, nessa tradição, aprende-se a Ser humano através da atualização da arte do Ah'men (Crer Criar-Fazer), cujos temas centrais são:

1. A arte de sonhar consciente;
2 A arte do intento essencial dos naguais;
3 A arte da espreita;
4 A arte da percepção sem interpretações.

A mera compreensão intelectual do Ah’men, contudo, não traz qualquer despertar ou mudança para vida de qualquer um de nós. Isso porque esses ensinamentos só podem ser adquiridos através da transmissão de práticas que nos conduzem à organização de nossa ilha do tonal – que identifica o lado direito, racional, de nosso ser – para que o lado direito – o nagual, nosso irmão gêmeo, que identifica o desconhecido, o não visto – possa despertar.
Um ser humano ponte entre o visível e invisível empoderado, auto-governando-se, e ao mesmo tempo aberto ao fluxo de serviço que o contexto solicite. Tal Ser Humano completo é capaz de ressoar na mesma plenitude e contagiar tudo o que percebe.

De Carlos a Carlos

Muito do conhecimento Maya, incluindo-se a sabedoria imanente ao Hun Winik, só foi divulgado a um público maior e mais global, ao que se sabe, a partir da publicação das obras de Carlos Castaneda (1925-1998). Este, quando jovem, acabou por encontrar o índio Yaqui Don Juan Matus, autêntico portador do conhecimento Tolteca e autêntico nagual (pessoa que possui o lado nagual já desperto e consegue movimentar-se entre o nagual e o tonal de forma consciente e voluntária).  O índio, percebendo o potencial do jovem, viria a lhe transmitir, nos anos seguintes, seus ensinamentos, que até então eram mantidos por muitas gerações em segredo.
A partir desse encontro, Carlos Castaneda, de forma inédita, relatara em cada uma de suas 13 obras, lançadas entre 1968 a 2000, detalhes dessa transmissão feita pelo índio Don Juan. A divulgação dos livros causaram grande impacto no público e na academia. Na década de 70 muitos jovens que aderiram movimento Hippie e da contracultura foram tocados pela obra de Castaneda, este que atingira o auge de sua popularidade após a publicação de uma contraditória reportagem na revista americana “Time”, em 1973.
A partir daí muito se debateu acerca da veracidade dos fatos relatados nos livros e do paradeiro do índio Don Juan, o que levou Castaneda a durante largo tempo evitar qualquer aparição pública, voltando à cena só décadas após, até a sua morte, no ano de 1998.
Desde então muitos(as) seguidores(as) ao redor do mundo dessa linha de conhecimento exposta por Carlos Castaneda  seguiram realizando encontros, trocando informações e práticas, até os dias de hoje.
Atualmente, o momento nos brinda com uma nova “onda” de expansão da consciência, o que impulsiona a propagação das mais várias linhas tradicionais do conhecimento, incluindo-se a sabedoria Tolteca, especificamente essa trazida por Castaneda, relacionada ao nagualismo.
Poucos são aqueles que podem ser considerados autênticos portadores e transmissores dessa sabedoria nagual atualmente. Dentre eles merece destaque outro Carlos, mas não o Castaneda, e sim Don Carlos Jesús Castillejos, nagual da linhagem Maya Tolteca.
Castillejos nasceu em Macuspana Tabasco, no sudeste do México, e, inspirado por sua avó materna Avelina, foi a Yucatán, onde encontrou os portadores da sabedoria da Serpente Emplumada, Don Sebastian e Josefa May, quem lhe transmitiram o elixir do Sáastún (cristal do Vidente).
Em seu caminhar, também recebeu de doña Catalina filha de María Sabina em Huala Oaxaca a tradição cerimonial mazateca dos cogumelos santos e, no deserto de Wirikuta, do maraakame Andrés Jiménez, a tradição cerimonial de wirrárika do el Jikuri.
Ainda, em plenos anos 80, quando participava de um grupo de práticas Toltecas chamado  Toltecayotl, encontra-se com o próprio Carlos Castaneda, este que, interessado nas práticas do grupo, realiza visitas e compartilha alguns de seus ainda não sistematizados Passes Mágicos e notas de viagens.
Desde então Carlos Castillejos se dedica à transmissão desses ensinamentos, com a formação da associação Mazacalli, cuja função é favorecer o conhecimento, prática e preservação da sabedoria dos povos de Anáhua e, mais recentemente, com o Instituto de Investigação Tolteca Nahualli, formado em 2015, em conjunto com um núcleo internacional de praticantes.

Hun Winik 2017 Chapada Diamantina com Don Carlos Jesús Castillejos

Don Carlos Jesús Castillejos em uma rara oportunidade estará no Brasil em julho de 2017 para compartilhar alguns de seus ensinamentos. Nessa ocasião trará justamente as práticas do Hun Winik em retiros de 9, 13 ou 21 dias na Chapada Diamantina, Bahia.
Caminhar, jejuar, recapitular, ensonhar, movendo-se entre os gestos mágicos dos códigos Kahlay (movimentos energéticos Toltecas), solidão, oferenda, a saturação de estímulos, perceber de forma direta, entrar na sauna sagrada, são só alguns exemplos das práticas envolvidas.
Mais informações sobre o histórico, práticas e materiais de Carlos Jesús Castillejos e referente ao evento de Julho de 2017 em : http://nahualli.org/ ou no telefone (11)-991615121
(falar com Patrícia).



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